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The Stone Roses no Optimus Alive 2012
Dec 14th
O regresso dos The Stone Roses foi, sem dúvida, um respirar de alívio para os fãs do género. Ian Brown veio recordar o país no passado Super Bock Super Rock, mas é com o seu quarteto, nascido nos anos 80 que sobe ao palco do Optimus Alive!12 no dia 13 de Julho. O anúncio foi feito pela banda através das suas redes oficiais
Será uma actuação inevitavelmente cheia de clássicos.
O Festival Optimus Alive 2012 realiza-se nos dias 13, 14 e 15 de Julho de 2012 em Oeiras, no Passeio Marítimo de Algés.
Cartaz Optimus Alive 2012
Reportagem Suuns no MusicBox
Dec 4th
Segundo dia do mês de Dezembro e terceira parte da rubrica Heineken a decorrer mensalmente na versátil caixa de música do Cais do Sodré, foi hoje a vez dos canadianos Suuns se estrearem em Portugal para a apresentação do seu primeiro álbum de longa-duração entitulado Zeroes QC, lançado no final do ano de 2010. Considerados uma das grandes revelações do ano, Suuns tocaram ontem na Casa da Música no Porto com os hiperactivos Battles, num concerto arrebatador e digno da exaltação do público.
Ivo Pacheco ou se preferirem, Ivvvo, editor do colectivo criativo portuense Terrain Ahead e parceiro de Trikk nos Baliac, é um jovem criador de beats densos e melancólicos que explora a música electrónia e as suas vertentes no submundo do post dubstep e witch house. A personagem melómana de Ivvvo invadiu o Musicbox com o EP Her e Four U | A R A S, trabalho a solo do artista que diz ser mais que um EP como explica na sua página de Facebook, "é um presente para alguém". Temas que diz serem resultado de semanas de isolamento sobre a sua persona e por reflexo desta, sobre alguém. São temas como "Near", "Better, In Two Says"," I Just Love You" e "ARAS" que nos transportam com intensidade para uma impenetrável neblina na qual ficamos imersos, como que as luzes psicadélicas e decandentes nos cegassem permitindo-nos apenas a audição.
A verdade é que pouco se sabe sobre Ivvvo, apenas que se move livremente sem barreiras por caminhos tenebrosos das cinzas do dubstep, criando propostas sobrecarregadas de sensações, a representação de uma consciência íntima que afirma previamente um conhecimento talentoso de sistemas digitais como o Fruityloops, uma capacidade notável de embrenhar uma sala nas suas melodias transcendentes frequentemente associadas a sonoriades saídas das caves de clubes berlinenses, aparentando ter fortes influências do post dubstep experimental e mais que soberbo de Burial, Ivvvo relembra-nos também as noites londrinas do dubstep old school, mais precisamente do evento FWD» (Foward), que veio a desenvolver e a alastrar as bases do dubstep.
É díficil dizer se a sala estaria de facto cheia para Suuns se para Ivvvo, foi no entanto com os primeiros acordes de "Red Song" que o público se chegou à frente para o que viria a ser um concerto notável. Cada vez com mais gente e a sala claramente abafada com um ambiente típico de aquário a que o Musicbox já nos habituou, Suuns foram fortemente aplaudidos e lá se foram ouvindo temas que não poderiam faltar como "Arena", "PVC", "Armed for Peace" e "Gaze".
Sons eufóricos com batidas minimalistas e guitarras psicadélicas que prolongam as músicas até à exaustão são a especialidade desta tão aclamada banda canadiana capaz de construir um concerto sem falhas onde as músicas se interligavam e onde Zeroes QC foi tocado do ínicio ao fim, impressionando o público que por sua vez se mostrava mais que conhecedor das letras, que dançava e oscilava ao som electrónico e mutável da banda em slow motion ou em ritmos dignos de um ataque epiléptico. Música atrás de música e sempre inovadoras foi em "Pie IX" que se tornou claro a preferência de quem enchia a sala quando ao som do teclado e sintetizador a multidão foi puxada para a frente para o que viria a ser o ponto alto da noite pelas constantes explosões de sons e pelo carisma de Ben Shemie, guitarrista e vocalista de Suuns que fazia questão de beijar o microfone e esmagar a guitarra sempre que tinha oportunidade.
O concerto tornou-se uma viagem para os inquilinos da sala, com ritmos crescentes e canções que se foram construíndo lentamente que não nos permitiram imaginar a explosão que se seguiria em "Up Past the Nursery" com distorções de guitarras como plano de fundo que surgem do nada, bateria acelarada e movimentos desconcertantes tanto no palco como na plateia.
Suuns criam com este primeiro álbum um estilo experimental com tendências nitidamente psicadélicas e electrónicas, com sonoridades a passarem levemente por ritmos mais agressivos associados ao Trance, e que apesar das diferentes influências musicais edificaram um concerto coeso com um público devoto que viaja entre os diferentes sons de uma forma confortável. "Mundslinger" foi a escolhida para o encerramento de um concerto negro e denso, sem falhas a apontar e com momentos de cortar a respiração.
Para o encerramento de mais uma noite da Heineken Series seguiu-se Señor Pelota em DJ Set e JPG From Daltonic Brothers em VJ Set para o final de mais uma noite da Heineken Series que promete voltar para o mês.
Foi um concerto agressivo, tanto pela sua sonoridade como a nível visual pelo jogo de luzes que nos transportava de música em música sempre acompanhados pela voz hipnotizante de Ben usada maioritariamente como uma secção rítmica e como se de um instrumento se tratasse.
Reportagem Six Organs of Admittance
Sep 12th
Foi no passado Sábado que o Teatro Maria Matos teve a honra de receber, por mais uma vez, o compositor e intérprete Ben Chasny, músico por detrás do projecto Six Organs of Admittance. Mostrando multiplicidade tanto nas suas publicações como em visitas em Portugal (conta-se uma sétima ou oitava vez), Chasny teve a oportunidade de apresentar o mais recente Asleep on the Floodplain a um público conhecedor, que o recebeu de braços abertos.
Não é um intérprete comum, diga-se de passagem. Chasny mostra-se em palco sozinho, apenas com uma guitarra acústica, e não tem pretensões de ser um grande entertainer: é pouco falador, mas certeiro e de humor acutilante quando se dirige às dezenas de lisboetas, que mesmo assim encheram a sala de espetáculos. No entanto, tem o grande mérito de fabricar um ambiente hipnotizante e envolvente com o seu material que, apesar de não ser muito coeso, prima por uma qualidade muito singular. Coesão não é, de facto, uma característica corrente nos trabalhos de Chasny: este passa tanto por um fingerpicking mecânico como um dedilhado calmo e as canções que se aproximam tanto do minuto e pouco como de longos vinte e três tanto são sombrias pelo peso do drone, como mais despreocupadas na sua harmonia. Porém, é através de pequenas pérolas como "Elk River" ou "Drinking With Jack" que Chasny atinge a sua primor e consegue assim contar as suas histórias ao público português, que se deslumbra com estas.
É, talvez, a multiplicidade de influências e de estilos que torna difícil etiquetar este projecto. Devendra Banhart coloca-o entre nomes como o de Joanna Newsom no movimento freak folk, mas enquanto que este já parece ter esmorecido ultimamente, Chasny permanece como um dos mais interessantes músicos a acompanhar. Devaneios à parte, a música é envolvente, acutilante, por vezes até brilhante, seja pela mão de um drone turbulento e psicadélico ou um folk acústico e inventivo. O público português não parece ficar indiferente: a meio do concerto lança-se um ‘I love you, Ben!’, ao que o artista responde ‘Thanks, mom!’ – é uma ligação especial, que certamente se prolongará no futuro. Carinho do público é muito e é recompensado com o tema "Lisboa", dedicado à nossa grande cidade. Parece-nos bem.
Um concerto calmo, de cerca de uma hora que soube a pouco. Os temas do novo álbum, incluindo-se "Above a Desert I’ve Never Seen", são interessantes e singulares e o público seleto rejubila com a nova reunião com uma espécie de herói do folk, que cada vez mais se afirma como único no panorama musical internacional.
Texto: Teresa Silva
Trail of Dead no Festival Paredes de Coura 2011
Jul 1st

Foi anunciado mais um nome para o Festival Paredes de Coura: Trail Of Dead. A banda vai passar pelo festival no dia 19 de Agosto.
Nascidos no coração do Texas, Kelly e Jason Reece Conrad fundaram a banda em 1994 "... And You Will Know Us By The Trail Of Dead.", contam já com sete álbuns editados.
As suas música passeiam-se pelos caminhos do rock alternativo, mas é também uma série de experiências com outros estilos de música. Nas suas músicas tentam resultados de pesquisas sobre antropologia da música, através de rock moderno. Isso é tudo rock que aspira a ser: intenso com canções incríveis, perfeitamente organizadas, com habilidade e paixão. E a julgar pelo seu último disco, 'Tao of The Dead', vamos ouvir certamente, boas músicas nas margens do Tabuão no dia 19 de Agosto.
O Festival Paredes de Coura 2011 realiza-se nos dias 17,18,19 e 20 de Agosto de 2011 em Paredes de Coura, na praia fluvial do rio Tabuão.
O bilhete diário custa 40 Euros e o Passe para os 4 dias custa 75 Euros.
Os Azeitonas e Mia Rose no Marés Vivas
May 10th

Os Azeitonas e Mia Rose são os mais recentes nomes para o festival Marés Vivas (MV tmn).
Ambos têm actuação marcada para o dia 16 de Julho, no Palco Moche.
Os portuenses Os Azeitonas actuam no mesmo dia que Mika, mas não é por isso que deixam de convidar para um regresso efectivo da apreciação da sua música. "Anda Comigo Ver os Aviões" ou "Café Hollywood" serão certamente ouvidas no festival nortenho.
Já Mia Rose, ficou conhecida por ser a menina que colocava canções no Youtube, saltando para o estrelato rapidamente, vem agora apresentar algumas das suas músicas como "Let Go" ou "What Would Christmas Be Like".
O Festival Marés Vivas realiza-se nos dias 14, 15 e 16 de Julho de 2011 em Vila Nova de Gaia.
Junip e The Shoes no Super Bock em Stock
Oct 17th
Depois de anunciados mais nomes nos dias anteriores, sabe-se que JUNIP e The Shoes são as mais recentes confirmações.

JUNIP é um trio sueco formado pelo conhecido José González, Elias Araya e Tobias Winterkorn. O grupo irá apresentar o seu mais recente trabalho "Fields" lançado em Setembro deste ano.
Já The Shoes são um grupo francês com um álbum cujo lançamento está previsto para 2011. Um grupo que promete bom som com as suas músicas a quererem um pé de dança e que possui diversas influências.
Também presentes vão estar os nomes avançados por nós, Wavves e Marcos Valle, cujas actuações estão programadas para os dias 3 e 4 de Dezembro, respectivamente.
O público poderá comprar um passe único, que deverá ser trocado por pulseira na bilheteira do Festival no Cinema São Jorge. O preço mantém-se o mesmo das duas primeiras edições – 40€ para duas noites com três dezenas de concertos.
Reportagem Optimus Alive!10 – 9 de Julho
Jul 10th
O segundo dia do Optimus Alive!10 começou sob um calor ainda mais abrasador que o dia anterior. O palco secundário serviu de refúgio e local de descanso. O recinto estava cheio, mas não necessariamente de ouvintes, apenas grupos exaustos que preferiram relaxar ao som da música enquanto recobravam energias e aguardavam as bandas que queriam mesmo ver.
Hurts, duo de Manchester, abriu o palco. A música, descrita como disco lento, agradou a alguns, mas não cativou. O vocalista Theo Hutchcraft ainda tentou que o público se levantasse, mas sem sucesso. Temas como Illuminated foram apresentados e o single Better Than Love fechou a actuação.
Seguiram-se Holy Ghost!, outro duo, desta vez nova-iorquino. A dance music que apresentaram cativou mais gente, quer pela variedade de instrumentos em palco – desde cornetas, saxofones e teclas –, quer pelo ritmo mais apelativo. A banda, bastante recente (2009) já fez sucesso por vários países com as suas remisturas de Phoenix e LCD Soundsystem, entre outros. Fizeram parte do repertório os temas Say My Name e Hold On (considerado por iTunes como "Single of the Week", aquando do seu lançamento).
A abrir o palco principal, a banda australiana Jet, apresentou garage rock. O público ia aumentando, mas parecia não haver muita energia a correr pelas veias dos espectadores. That’s All Lies iniciou o espectáculo. A banda, bem-disposta, esteve à vontade em palco. O vocalista Nic Cester interagiu com o público, ao qual pediu ajuda para cantar alguns temas, incluindo o mais recente single Seventeen, que fez sucesso entre a multidão. O ponto alto no entanto, estaria guardado, como seria de esperar, para Are You Gonna Be My Girl. As letras da música ouviram-se pelo Passeio Marítimo de Algés e a dança foi mais que muita.
De novo no palco secundário, The Maccabees eram esperados. Muitos fãs aguardavam com cartazes e metade do recinto já estava em pé. Aplausos entusiásticos ressoaram pelo espaço quando a banda entrou em palco. O vocalista Orlando Weeks não continha os sorrisos e a alegria de ver tantos admiradores que sabiam as letras de cor e dançaram durante todo o concerto. Gesticulou corações e pegou num cartaz da plateia que dizia “first love”, enquanto cantava o tema homónimo. All in Your Rows e Tissue Shoulders fizeram sucesso, intercaladas por momentos mais calmos, num repertório agradável e sedutor. A empatia entre público e banda era notável e contribuiu para tornar esta actuação numa das melhores do dia. A multidão delirou ainda com Precious Time e No Kind Words. Love You Better estava guardada para o final daquele que foi o «concerto preferido em Portugal» da banda. Um espectáculo que aqueceu o coração.
Provenientes de Braga, os Mão Morta actuaram ainda de tarde neste segundo dia do Optimus Alive. Ainda com o mais recente Pesadelo em Peluche na bagagem, Adolfo Lúxuria Canibal e companhia conjugaram mais que bem os clássicos de sempre com as novas músicas, nas quais os Mão Morta se mantiveram iguais a si mesmos. Do novo album músicas como “Teoria da Conspiração”e “Novelos da Paixão” puseram à prova a fidelidade dos fãs da banda minhota, com sucesso. Sapo, Miguel Pedro, Joana Longobardi, Vasco Vaz e António Rafael fizeram sempre questão de ser a orquestra perfeita para que o carismático Adolfo Lúxuria Canibal brilhasse com eles. Um excelente concerto, como sempre, que teve os seus momentos mais altos em “E Se Depois”, “Budapeste”, “Anarquista Duval” e “1º de Novembro”.
Se ontem o conceito de bateria siamesa era ainda estranho a alguém, bastava uma passagem pelo Palco Virtual para perceber do que se tratava. Com o EP É uma Água acabado de lançar, os PAUS entram no palco mais subvalorizado do festival para se apresentarem ao público do Alive! que ignorava Mão Morta no palco principal. Bateria(s) a cargo do ex-The Vicious Five Joaquim Albergaria e Hélio Morais dos Linda Martini e If Lucy Fell, com uma ajuda surpreendente de Chris Common dos – para infelicidade de tantos – falecidos These Arms Are Snakes, entraram a rebentar como de costume. O público estava mais que convencido. Se seria de esperar que, a descoordenar-se algo, seria a bateria, “uma dança a dois” como Joaquim descreve, mas foi durante ”Mete as mãos à boca” que as vozes gritaram cada uma para seu lado. As palmas do público não ajudaram ao regresso ao ritmo, mas a festa continuou. Makoto desceu ao público para um crowdsurf altamente desaconselhado pela organizadora e dá-se assim lugar a Zombies for Money.
New Young Pony Club eram os seguintes na lista. Tahita Bulmer, vocalista da banda, não continha o seu entusiasmo por estar de novo em terras lusas, perante um público que conhecia tão bem e que a encantava. Hiding on the Staircase foi a primeira a ser tocada. O recinto estava cheio, na expectativa de um bom espectáculo. Apesar de alguns problemas técnicos, a banda esteve sempre animada e a líder encheu o palco, dançando para lá e para cá, toda ela sorrisos e atrevimento. Diversão em palco, que facilmente se espalhou por todos. Ice Cream foi das melhor recebidas, juntamente com o tema Lost a Girl, do mais recente álbum, "The Optimist". Foi, no entanto, The Bomb que proporcionou a maior festa do concerto.
Tinha chegado um dos momentos mais esperados pelo público. Era a vez de os The Gossip entrarem em palco. O espaço do palco Super Bock estava apinhado, o palco principal tinha menos espectadores. Beth Ditto e a sua banda já proporcionaram alguns dos melhores concertos que Portugal já viu, por isso não era de admirar tamanha mobilização. Standing in the Way of Control foi um início explosivo, onde corpos saltaram e dançaram numa confusão carregada de emoção e energia. Os ânimos acalmavam e exaltavam-se de acordo com os temas e Beth colocou um turbante na cabeça durante alguns dos temas mais calmos, tais como Coal To Diamonds. Yr Mangled Heart animou as hostes antes de uma cover da Psycho Killer dos Talking Heads, onde a possante e inebriante voz de Ditto correu à solta. Seguiu-se outra cover, desta feita de Tina Turner. A letra de What's Love Got to do With It foi cantada a plenos pulmões pela audiência, que ia perdendo a cabeça aos poucos. One More Time de Daft Punk sucedeu-lhe, antes do que seria o ponto alto da actuação. Heavy Cross começou a ouvir-se, enquanto Ditto descia às grades e pedia aos seguranças que pegassem em membros do público para subirem ao palco. À semelhança de 2008, a invasão do palco no final do concerto dos Gossip deixou todos arrepiados e ainda mais agitados. É provavelmente a razão pela qual a banda não actua no palco principal, já que é incontestável o estatuto que possui. Abraços, emoção e um bocadinho da I Will Always Love You de Whitney Houston deram por finalizada a actuação que deixou todos a querer mais.
Quinze anos após o desaparecimento de Richey Edwards, os Manic Street Preachers já têm nos planos Postcards From a Young Man, mas é ainda com o album Journal For Plague Lovers que visitam o Palco Optimus. E que grande inicio desta banda do País de Gales com Motorcycle Emptiness do album de estreia Generation Terrorists, com James Bradfield irrepreensível na guitarra e voz. Em muitas músicas, os Manic Street Preachers levaram o público português numa viagem pelos anos noventa, mais concretamente com alguns sucessos dessa década como “Everything Must Go”, “Tsunami”, “From Despair to Where” e “Kevin Carter”. Alegria era o que vinha do palco e ia contagiando o público, que junto às grades contava com muitos fãs dos galeses. Ao fim ao cabo do mais recente album apenas foi tocada “Jackie Collins Existential Question Time", sendo que a setlist se baseou numa excelente colectânea do que está para trás de Journal For Plague Lovers, com uma grande interpretação acústica de “The Everlasting”, proporcionando um excelente fim de tarde no Passeio Marítimo de Algés.
Já de noite em Algés, os Skunk Anansie entram em palco dando inicio à actuação com Selling Jesus, do album de estreia Paranoid and Sunbumt. A entrada frenética de Skin e companhia prometia um concerto em cheio, e verdade seja dita, a figura incontornável de Skin é o combustível perfeito para uma actuação imparável. Os singles da banda, como “Charlie Big Potato”, “Charity” e “Brazen (Weep)” despertaram as memórias das dezenas de milhares presentes. Em “Weak”, Skin fez questão de cantar bem perto do público, para êxtase dos fãs da banda de terras de sua magestade. Para o encore ficaram reservados os clássicos “Hedonism” e “Little Baby Swastikkka”, este último o primeiro single dos britânicos. Para a posteridade ficará a energia de Skin, e o concerto bastante profissional o quarteto londrino.
Os alemães Booka Shade deram início à parte final, mais electrónica, das actuações no palco Super Bock. Com uma carreira composta por vários álbuns e singles bem sucedidos, o duo house contém ainda no seu repertório uma vasta lista de remisturas de bandas de renome, tais como Moby, Fischerspooner, Hot Chip e ainda Tiga.
Para fechar a noite no Palco Optimus, esperavam-se os norte-americanos Deftones, espera essa bastante longa, devido a um atraso da banda de Chino Moreno. Havia muitos fãs da banda ansiosos pelo ínicio do concerto, e quando o frontman subiu ao palco, a reacção só podia ser eufórica. “Headup” e “My Own Summer” deram inicio ao concerto, com esta segunda a puxar pelas gargantas do público português. De seguida “Diamond Eyes” e “Rocket Skates”, singles do último album dos Deftones, serviram de pretexto para uma série de músicas de Diamond Eyes. Tudo bem até aqui, muita energia, música pesada, ambiente de festa e muitos fãs com vontade de ver e ouvir mais. Mas a partir de “Feiticeira” tudo se tornou muito apressado. Clássicos como “Elite”, “Minerva”, “Root”, “Around The Fur”, “Change (In The House Of Flies)”, “Passenger” e “Back To School” animaram o público, mas a pressa em tocar também se sentiu na multidão, e quando Chino Moreno anunciou a última música e se ouviram os acordes de “7 Words” custava a acreditar que o concerto já ia terminar. O atraso da banda acabou por condicionar a actuação, e pela velocidade a que os temas iam sendo debitados é dificil acreditar que foram tocadas vinte e duas músicas. Fica de qualquer maneira a vontade da banda em dar ao público português o máximo de músicas possivel, mas também um concerto bastante aquém do que se poderia esperar.
Bloody Beetroots Death Crew 77 encheram o recinto que, mais uma vez, ficou a abarrotar. A loucura estava na ordem de trabalhos e os temas vigorosos impediam que os corpos se mantivessem estáticos. Entre moshpits e pessoas totalmente nuas, a sanidade ficou esquecida e foi altura de deixar de lados as inibições e seguir a maré.
Para fechar o palco Super Bock, Steve Aoki foi o escolhido. O americano trouxe na bagagem temas que resultaram numa afluência ao palco, vinda de todas as direcções. A dança continuava assegurada, a energia era mais que muita e o espaço parecia cada vez mais pequeno, apesar de já passar das 3 h.
O segundo dia do festival chegava ao fim, com mais actuações arrebatadoras a assinalar na lista. Para o último dia, as expectativas são gigantes. Mas, prognósticos… só no fim.
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Reportagem Optimus Alive!10 - 8 de Julho |
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Reportagem Optimus Alive!10 - 10 de Julho |
Passatempo MADE.OUT 3D
Jun 20th
A primeira festa totalmente em 3D chega a Portugal no próximo dia 3 de Julho e nós temos convites duplos para te oferecer.
A decorrer pela quarta vez este ano é apostando na tecnologia 3D que a MADE.OUT promete encher os jardins do Your Hotel & SPA em Alcobaça. Um complexo composto por uma área de 2.600 m2, duas piscinas e três zonas lounge, conta este ano com uma parceria total com a Heineken, entre outras marcas, capaz de albergar até 5000 pessoas.
Com projecções interactivas do som a 3D, completamente inéditas para o público Português, as pessoas terão a sensação de serem tocadas por este. A MADE.OUT tem o privilégio de receber um espectáculo inovador, acompanhando o progresso das visualizações tridimensionais, que até há relativamente pouco tempo não tinha a reputação conceituada que tem hoje no mundo da música. Numa festa onde os óculos 3D são indispensáveis (incluídos no bilhete), o ritmo da música será não só ouvido, como visto e sentido, criando assim uma noite de cariz tridimensional que reúne música, tecnologia e multimédia Uma experiência audiovisual única e pioneira que conta com a colaboração dos Londrinos 3D Disco, internacionalmente famosos pelas suas actuações.
Pela noite fora a MADE.OUT 3D contará ainda com a presença dos nacionalmente conceituados DJ Riot (Buraka Som Sistema), Damn Clown (FNYHoW), Loto (Dj Set) e Tha Bloody Bastards, que prometem dar à festa diferentes estilos musicais, do comercial ao electro.
Para mais informações visita o site: http://www.made-out.com
Vé quem foram os vencedores aqui
Memory Tapes e Plan B em Paredes de Coura
Jun 4th

O festival Paredes de Coura anunciou mais dois nomes para o palco principal: Memory Tapes e Plan B
Memory Tapes aka Dayve Hawk estreou o seu album no ano passado e é conhecido pelas suas remisturas em projectos como Weird Tapes ou Memory Cassette. As sonoridades pop indie e electrónica estarão presentes no dia 28 de Julho, na noite de recepção ao campista.
Já Benjamin Paul Ballance Drew, também conhecido por Plan B, marcará presença no dia 30 de Julho. Benjamin Drew alcançou o estrelato quando a sua musica Mama (Loves a Crackhead),do album Who Needs Actions When You Got Words, atingiu o top britânico. As suas letras cheias de histórias de sexo, drogas e homicidios fazem-nos ser conhecido como o "Britânico Eminem". Após o sucesso do primeiro album foi um constante somar de exitos, quer musicais quer a nivel de participação de filmes. Em 2008, lança o single Pieces em colaboração com Chase & Status e em 2009 participa no filme Harry Brown que para além de ter dado vida à personagem Noel Winters dá a conhecer uma das musicas que o faz entrar no top 10 britânico: End Credits. Em 2010 o sucesso continua e lança o album The Defamation of Strickland Banks e atinge o número 1 do top britânico. Musicas como Stay Too Long ou She Said serão certamente também ouvidas. Um espectaculo a não perder!
O preço do passe de 4 dias é de 70 Euros.
Se não quiseres acampar procura alojamento perto d este festival aqui.
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