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	<title>Festivais &#187; Stock Fotos</title>
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		<title>Reportagem Super Bock em Stock 2010</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2010 20:32:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Reportagem Super Bock em Stock 2010
 Festival Super Bock em Stock - Fotos
O início de Dezembro pode trazer muitas coisas, mas para a cidade de Lisboa uma das mais relevantes é o festival Super Bock em Stock, que, na sua terceira edição, traz nov...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="info"><strong>Reportagem Super Bock em Stock 2010<br /></strong></div>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 12pt;"> Festival Super Bock em Stock - <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/">Fotos</a></span><br /></strong></p>
O início de Dezembro pode trazer muitas coisas, mas para a cidade de Lisboa uma das mais relevantes é o festival Super Bock em Stock, que, na sua terceira edição, traz novamente alguns nomes interessantes às salas de espectáculo da Avenida da Liberdade.    
<hr />
<div style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 12pt;">03 de Dezembro de 2010</span></strong></div>
<p>Apesar de o frio ser muito, a adesão não ficou àquem das expectativas, movendo-se as massas lisboetas para ver hoje nomes como Owen Pallett, Kele, Zola Jesus ou mesmo Wavves.</p>
<p><strong>Jorge Palma</strong> é um dos artistas que iniciam a noite de espectáculos, actuando na estação de metro do Marquês de Pombal. O poeta português, de cigarro na boca, não foi recebido por uma grande audiência, talvez por ainda ser cedo, no entanto, não deixa de entretê-la com alguns dos grandes temas da sua carreira, como <em>Lobo Malvado</em>, <em>Frágil</em> e <em>O Bairro do Amor</em>. É um rock de intérprete simpático e eloquente, do qual ninguém se poderá queixar.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Tiago Bettencourt" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Tiago_Bettencourt_em_Fuga_06.jpg" /></a>À superfície, o BES recebeu <strong>Tiago Bettencourt em Fuga</strong> pelas 21h00. O espaço enchia perante um palco onde se ouviram temas como <em>A Chaga</em> dos Ornatos Violeta e <em>Sentir o que Eu Senti</em>. O artista confessou ter esperado que o público estivesse sentado em cadeiras e por tal não se ter concretizado, os seus planos teriam de ser reajustados.</p>
<p>Seguiram-se temas como <em>O Jogo</em> e o local quase apinhado presenciava um constante “entrar e sair” de pessoas, comum a todos os concertos deste festival peculiar.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="The Shoes" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_The_Shoes_05.jpg" /></a>Entretanto, na sala 2 do São Jorge, os <strong>The Shoes</strong> davam início a um dos concertos com mais energia do festival. Os franceses encheram a sala com o seu humor, aliado aos seus ritmos viciantes, perante um público entusiasmado e pronto para dançar. Temas como <em>Stay the Same</em> fizeram o espaço tremer mas o auge da festa estava guardado para os últimos dois temas: <em>People Movin’</em> e <em>Amerloque</em>.</p>
<p>A banda tem vindo a ganhar mais e mais protagonismo e ficou registada por todos como uma banda a seguir, sem dúvida alguma.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Pinto Ferreira" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Pinto_Ferreira_09.jpg" /></a>Com o cancelamento dos franceses <strong>Adam Kesher</strong>, o Maxime era todo dos <strong>Pinto Ferreira</strong>. Essa apropriação de espaço foi tomada literalmente, a dupla “Pinto” e “Ferreira” – assim indicavam as suas identificações - apresentou-se ao balcão do bar do Maxime, de guitarra e assobio em riste, rodeados por uma casa bem apresentada, à medida que se iam deslocando para o palco-estrado onde se encontrava o terceiro membro (à bateria), do trio que de nome parece ser uno. Os três, em conjunto com o público que trocou, pelo menos, o início de Owen Pallet umas salas mais acima, fizeram soar <em>Violino no Telhado</em>, primeiro single dos lisboetas.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Owen Pallett" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Owen_Pallett_02.jpg" /></a>Já no Tivoli, o acanhado <strong>Owen Pallett</strong> dá ares da sua graça. O espectáculo do canadiano é um autêntico <em>one man show</em>: é de admirar como um só homem articula o violino, o teclado e os pedais com uma perícia e cronometragem formidáveis, quase fazendo esquecer que é apenas um e não algo como um quarteto de cordas. Ao público português isto certamente não escapa, pois o canadiano é prontamente aplaudido em todos os devidos momentos, deliciando com o rodopio harmonioso dos seus instrumentos.</p>
<p>Abrindo com <em>The CN Tower Belongs to the Dead</em>, Pallett não hesita e não gasta tempo, lançando-se num coeso e variado set que incluía tanto temas de “Heartland”<em> </em>(2010), como <em>Midnight Directives</em> e <em>Lewis Takes off His Shirt</em>, tal como do novo EP “A Swedish Love Story”<em>,</em> como <em>Don’t Stop</em> e <em>A Man With No Ankles</em>. No entanto, o intérprete não esqueceu temas do projecto Final Fantasy: a fantástica <em>This is the Dream of Win and Régine</em>, inspirada nos músicos de Arcade Fire, e <em>This Lamb Sells Condos</em>, talvez um dos temas mais célebres do artista. No ambiente intimista do Tivoli, Owen Pallett soube encher tanto a sala como as expectativas, mostrando, novamente, que, acima de tudo, é um grande compositor.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="B Fachada" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_B_Fachada_01.jpg" /></a>Enquanto que a sedutora <strong>Adriana </strong>entretém os lisboetas com sonoridades pop, jazz e bossa nova, é o autor do ‘folque(lore)erudito’ que enche a Sala 1 do São Jorge. <strong>B (fachada)</strong>, B de Bernardo, é talvez um dos intérpretes portugueses que maior ascensão tem tido nos últimos tempos, algo espelhado na aderência entusiasta do público lisboeta. O multi-instrumentalista artista é brincalhão e transborda de auto-confiança, trazendo um cunho muito próprio às suas músicas calmas, quase choradas por vezes, de letras num português pouco ortodoxo.</p>
<p>Apesar de acompanhado por contra-baixista e baterista, é na participação de <strong>Sérgio Godinho</strong> que o concerto de B (fachada) ficou a ganhar. O peso pesado da música nacional portuguesa empresta a voz e algumas músicas a B (fachada), como <em>Lisboa que Amanhece</em> e <em>Etelvina</em>, e é na união da dupla que ressalta a harmonia de dois talentos que não têm assim tanto de diferente. Tirando colaborações, é na apresentação de alguns dos temas do novo esforço "B Fachada é Pra Meninos<em>"</em> que o público pede por mais. O português atendeu a pedidos e garantiu um concerto agradável.</p>
<p>A subir a avenida, podíamos ouvir o autocarro onde os <strong>Kumpania Algazarra</strong> faziam jus ao seu nome enquanto faziam descer a festa. </p>
<p> <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Hollywood_Mon_Amour" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Hollywood_Mon_Amour_03.jpg" /></a>A fechar o BES Arte para esta noite, <strong>Hollywood, Mon Amour </strong>(a julgar pelo repertório apresentado, baseados nos Duran Duran), foram os espanhóis escolhidos. As interpretações em modo mais romântico de clássicos como <em>Cat People</em> de David Bowie, <em>Eye of the Tiger</em>, <em>When Doves Cry</em> de Prince (que a banda esperou ouvir do lado do público), Deep Dish, e Vangelis e <em>Ghost Busters</em> para o encore, deixaram a avenida bem impressionada, apesar da dificuldade no <em>sing-along</em>. Com trajes e expressões corporais mais ou menos provocantes, demonstraram uma simpatia a que não estamos muito habituados por parte dos nossos vizinhos. As duas vocalistas vieram suportadas por uma banda bem treinada. Trancou-se assim a porta do BES até ao dia seguinte.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Lars_and_The_Hands_of_Light" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Lars_and_The_Hands_of_Light_03.jpg" /></a>Quem se atrasou para o S. Jorge, já dificilmente conseguiria entrar em qualquer uma das salas. Para <strong>Lars & The Hands of Light</strong> fazia-se fila como se fosse sala principal, e ia-se sustituindo o público enquanto aqueles cuja curiosidade já estava satisfeita, iam saindo da Sala 2. A sala foi dançando por entre <em>Keep My Feet Tagging Along, Me Me Me</em> – sobre mim, sobre ti, sobre nós e os outros – e <em>Three to the Floor. </em>Os dinamarqueses souberam justificar o porquê de terem deixado pessoas à porta, e também eles fecharam a da Sala 2, enquanto os Spokes começavam a dar os primeiros acordes, uma sala acima.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Spokes" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Spokes_01.jpg" /></a>No terraço do Hotel Tivoli, espera-nos uma pequena surpresa com os <strong>Spokes</strong>, banda inglesa que se dedica ao <em>post-rock</em>. Belas harmonias dedilhadas por guitarras eléctricas, em crescendo até finais apoteóticos e, por vezes, apesar da maior parte do seu material ser instrumental, letras meio cantadas por vozes emotivas. Com o segundo álbum quase a sair, "Everyone I Ever Met<em>",</em> os Spokes dão um concerto agradável, apesar de encafuados no canto da sala do terraço do hotel.  É certo que pouco ou nada acrescentam a um género musical que já há muito estagnou, mas não deixam de ser algo encantadores.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Kele" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Kele_07.jpg" /></a>Para fechar o Tivoli, o escolhido foi <strong>Kele</strong>. Apresentações dispensadas, o britânico trouxe boa-disposição e o seu primeiro álbum a solo, “The Boxer”. A sala estava apinhada e as cadeiras eram dispensadas. A festa durou o concerto todo e temas como os <em>Everything You Wanted</em>, <em>On the Lam</em> e <em>Tenderoni</em> (com o cantor a percorrer o corredor da sala de uma ponta à outra) foram alguns dos temas predilectos do público. Os fãs ainda tiveram direito a um medley de Bloc Party, remisturado por Kele, composto pelos temas <em>Blue Light</em>, <em>The Prayer </em>e <em>One More Chance</em>.</p>
<p><em>Flux</em>, também de Bloc Party, antecedeu o encore, onde não se ouviram mais temas do artista. Tivemos antes direito a uma belíssima cover de <em>Goodbye Horses</em> de Q Lazzarus, que lhe valeu um elogio de Owen Pallett via twitter, artista que Kele também elogiou durante o concerto pela sua actuação. Para o fim ficou um dos temas mais marcantes da sua anterior banda, <em>This Modern Love</em>. Palavras não chegam para descrever o que se sentiu naquela sala durante aquele momento.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Zola Jesus" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Zola%20Jesus_2.jpg" /></a>A quem não agradassem os primeiros 15 minutos da brilhante actuação do vocalista dos Bloc Party, podiam atravessar a rua até ao S. Jorge, onde <strong>Zola Jesus</strong> actuava. Praticamente sozinha no palco, para além do seu companheiro nas teclas/sintetizadores, a pequena e loira artista tem espaço para dar alma ao seu material sombrio de <em>electropop</em>. É realmente incrível reparar na voz imensa que Nika Roza Danilova tem, forte, poderosa e reverberante, que, acompanhada pelas batidas electrónicas dos sintetizadores, lançam um ambiente estranho na sala de espectáculos.</p>
<p>Normalmente associada a artistas como Fever Ray e The XX, a artista americana de apenas 21 anos veio apresentar o álbum “Stridulum II”, deste ano, e lança-se num set mais curto do que o esperado (cerca de 40 minutos, em vez da hora prevista), com destaques em <em>Sea Talk</em> e <em>Night</em>. Apesar do claro entusiasmo dos fãs nas filas dianteiras, é de notar que este projecto de Zola Jesus funciona bem melhor em disco, onde a voz de Danilova não está desprovida de efeitos sonoros e, portanto, onde a atmosfera etérea e sombria dos Zola Jesus tem mais espaço para se afirmar.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="The_Hundred_in_the_Hands" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_The_Hundred_in_the_Hands_03.jpg" /></a>Mais um nome de electrónica no primeiro dia do Super Bock em Stock: desta vez foram os <strong>The Hundred in the Hands</strong> a inaugurar o palco do parque de estacionamento do Marquês de Pombal. Munidos de <em>electropop</em> contagiante, Jason Friedman, na guitarra eléctrica, e Eleanore Everdell, nas teclas, põem os que se arriscam a chegar à frente a mexer-se, num concerto que não foi memorável, mas soube antecipar bem a chegada dos Wavves. O primeiro esforço, homónimo, já serve de plataforma para esta dupla que, apesar de carismática em palco, mostra alguma falta de substância.</p>
<p> <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="The Shoes" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Wavves_07.jpg" /></a>A terminar um grande dia, o calor tórrido da Garagem Vodafone acolhia agora <strong>Wavves</strong>. Poucos foram os que de lá saíram, até porque os californianos foram a banda escolhida para encerrar o dia. A longa fila fazia-se desaparecer no chão, enquanto se descia pelo pequeno corredor até ao piso -1.</p>
<p>Ainda Nathan ajustava os últimos pormenores, e já o público cantava. “Isto é apenas o soundcheck, ainda não é o concerto”, dizia ele. Pouco lhe adiantava tratar do som, porque só quem conseguiu ficar minimamente em frente ao palco conseguiu ter uma boa percepção do que se cantava, a juntar ao eco utilizado pelo vocalista, o som perdia-se a meio da garagem. Não foi impedimento para um bom espectáculo.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Super Bock em Stock" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Ambiente_e_Publico_07.jpg" /></a><em>To the Dregs</em> deu início à loucura, e como King of the Beach vinha no bolso das <em>sweat pants</em> de Nathan, foi a música homónima e Idiots deixaram o álbum recém-saído já introduzido. Post Acid era mais que pedida já a esta altura, mas ainda estava para vir. Quem os viu na Galeria Zé dos Bois mais ou menos por esta altura do ano passado gritava “Satan”, à memória de brincadeiras lançadas pelo baterista que não os acompanhou neste concerto, Jacob Cooper dos The Mae Shi. <em>Wavves</em> pos fim ao gozo de que até a banda se lembrava. Seguiu-se <em>Friends Were Gone,</em> enquanto o baixista que acompanhou Jay Reatard parecia levar socos invisíveis. <em>No Hope Kids</em> e <em>Super Soaker</em> fizeram uma boa combinação. Pelo meio, ao contrário do ano passado em que eram requisitadas substâncias ilícitas, pedia-se um cinto para o tour manager. <em>Beach Demon </em>e<em> Linus Spacehead</em> fecharam a primeira parte. Insatisfeitos pela falta de Post Acid, ninguém arredou pé, até voltarem os três em palco para um fim de noite brilhante. <em>So Bored</em> <em>e Post Acid </em>– evidentemente – foram as duas malhas escolhidas para abandonar aquele calor de verão que se sentia no subsolo. A banda que já contou com Zach Hill na bateria e cujos desentendimentos e re-formações são mais que conhecidos mostrou-se agradada com o fim da sua tour em Lisboa. Espera-se que em menos de um ano voltem a terás lusas.</p>
<p> Acaba em festa o primeiro dia de um dos únicos festivais de Inverno, num recinto peculiar. Cansados, os lisboetas (e tantos outros que rumaram de outras cidades) encolhiam-se perante um frio gélido.</p>
<hr />
<div style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 12pt;">04 de Dezembro de 2010</span><br /></strong></div>
<p>Mais uma noite de concertos no <strong>Festival Super Bock em Stock.</strong> Neste segundo dia, os festivaleiros foram um pouco mais infelizes com o tempo, sendo confrontados com chuva, por vezes intensa, da noite de Inverno lisboeta. Porém, nada os demoveu de se deslocarem livremente para verem nomes como Junip, Linda Martini e a grande cabeça de cartaz desta noite, Janelle Monáe.</p>
<p> Mais uma vez, começamos a viagem na estação de Metro do Marquês de Pombal, pelas 21h, com <strong>Márcia</strong> a actuar. A cantora trouxe os seus doces temas ao subsolo e encantou com a sua voz. Uma das mais recentes revelações do panorama musical, Márcia fez valer o seu lugar na edição deste ano do festival.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Vicente Palma" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Vicente_Palma_01.jpg" /></a>Pela mesma hora, o BES acolhia <strong>Vicente Palma</strong> e todo o público que continuava a encher o espaço. Temas como “Véu” e “Névoa” foram tocados e a música nacional mostrou que ainda tem muito talento para dar.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Lula Pena" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Lula_Pena_05.jpg" /></a>Seguimos a ronda do festival com um fado muito especial: <strong>Lula Pena</strong>, de guitarra nos braços e copo de vinho no chão, deu uma actuação intimista e envolvente no terraço do Hotel Tivoli. Cantando maioritariamente em português (às vezes até com sotaque brasileiro), Pena embalou os muitos lisboetas sentados com canções tristes e sombrias, ‘phados’ acústicos de um cunho muito próprio. Foi, certamente, um dos destaques deste segundo dia.</p>
<p><strong>Nuno Prata</strong>, ex-membro dos míticos Ornatos Violeta, tomou conta do palco do Maxime antes de o caos lá se instalar, mas lá para o fim da noite. Num concerto com músicos competentes e bem ritmados, ficou apresentado o recém-lançado “Deve Haver” a uma sala recheada de público que não os trocou por Lula Pena. As músicas quase de carrossel deixaram o glamoroso espaço de sorriso na cara.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Domingo no Quarto" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Domingo_no_Quarto_04.jpg" /></a>Numa onda musical semelhante à que se sentia no Tivoli, passamos para a Sala 2 do Cinema São Jorge, onde os <strong>Domingo No Quarto</strong> actuam. Constituídos pelos multi-instrumentalistas Manuel Dordio e Mariana Ricardo, os Domingo no Quarto dedicam-se à música samba acústica e cantada de forma suave. Homenageando desde Chico Buarque até Cartola, os portugueses deram um concerto agradável aos que faziam tempo para ver Junip.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Junip" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Junip_04.jpg" /></a>Um dos nomes mais esperados deste festival,<strong> Junip</strong>, preparava-se para actuar no São Jorge. Mais conhecidos pelo seu vocalista, José González, a banda sueca regressou em 2010 com um álbum novo, <em>Fields</em>, quase cinco anos depois do lançamento do primeiro EP. Este novo esforço foi tema principal de um concerto lotado, onde o <em>folk</em> sereno e a influência da música electrónica se juntaram para formar uma harmonia distinta e interessante, enchendo os ouvidos de um público arrebatado.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Junip" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Junip_03.jpg" /></a>Os cinco elementos, muito aplaudidos, distribuem-se pelo palco do cinema São Jorge, mas é em González, tímido e subtil intérprete, que recai o foco das atenções. É notável a influência que o próprio artista tem sobre o trabalho da sua banda, uma vez que esta não se afasta muito da sonoridade do seu repertório a solo. No entanto, é nos seus companheiros de banda que se estabelece a profundidade de um som que, não sendo espectacular, é único. ‘Tide’, ‘Always’ e ‘Sweet and Bitter’ foram alguns dos temas que provocaram considerável entusiasmo nos portugueses, tanto que, face ao pedido, a banda volta para tocar ‘Without You’, já no <em>encore</em>. Para relembrar.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Batida" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Batida_06.jpg" /></a> Ao mesmo tempo, do outro lado da estrada, a noite ia a meio, e o  Tivoli encheu-se de ritmos africanos quando os <strong>Batida</strong> pisaram o palco. Poucos foram os que conseguiram resistir à boa disposição espalhada pela banda de Luanda, que teve em palco uma bailarina que mostrou a todos a alegria das danças africanas. Houve apitos em palco e por entre a multidão, que não pararam de tocar durante a actuação, a pedido da banda.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="I Blame Coco" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_I_Blame_Coco_10.jpg" /></a>Após várias aparições em palco para fazer soundcheck,  Eliot Sumner, mais conhecida como <strong>I Blame Coco</strong>, entra em palco por volta das 22h45 perante um público desde curioso a fãs devotos. O seu set não passou muito para além do normal, tocando algumas canções que muitos desejavam ouvir tais como ‘Please Rewind’ ou ‘In Spirit Golden’. “This is our last show of the year, thank you so much!”, diz num tom rouco, característico da sua voz, dando continuidade ao seu set. A cantora presenteou os lisboetas com uma cover de Fleetwood Mac, tocando ‘The Chain’, seguido do grande momento da noite, ‘Ceasar’, sem contando com a presença de Robyn. Foi, decerto, um momento bem passado, ao som de etéreos sintetizadores e guitarras que muitos não esquecerão.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Super Bock em Stock" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Ambiente_e_Publico_03.jpg" /></a>Pouco depois de <strong>Jono McCleery</strong> encantar com a sua mistura de folk e soul no terraço do Hotel Tivoli, chega a altura do concerto da noite. Num Tivoli completamente lotado, com muitos festivaleiros a ocuparem todos os espaços livres, a antecipação já era muita, até que, pouco depois da meia-noite, as luzes apagam-se. Entra um porta-voz da banda, um senhor que, com discurso grandioso na ponta da língua e muita técnica de <em>show business</em>, afirmou que ‘Tonight, we’re going to make history!’. Podemos dizer que o que se passou nos 75 minutos seguintes certamente ficarão na memória de quem assistiu ao concerto da miss Monáe.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Super Bock em Stock" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Ambiente_e_Publico_02.jpg" /></a> Entretanto, <strong>Marcos Valle</strong> deixava muitos ansiosos à porta da Sala 2 do S. Jorge, com um ligeiro atraso que não demoveu quem por amor estava à espera do brasileiro quase dono da Bossa Nova.</p>
<p> <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Youthless" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Youthless_02.jpg" /></a>No autocarro, as placas que liam “É obrigatório todos os passageiros viajarem sentados” não fazia sentido. Tão pouco o fazia o sinal luminoso de STOP. Os <strong>Youthless </strong>tomaram conta de um palco que pareceu perfeito para eles. A banda dona de <em>Good Hunters</em>, filmada dentro de uma carrinha, revivem agora a experiência, mas desta vez com cerca de 50 pessoas dentro de um autocarro cuja suspensão deve ter gritado avenida abaixo. Incentivados por Alex, quem entrou no autocarro era obrigado a mexer-se, a saltar e a fazer inveja a quem estava lá fora ao frio. Quatro sets ao longo da noite, demasiado curtos, podíamos ter dado a volta à cidade aos saltos e seria pouco. <em>Monsta</em> é sem dúvida das músicas mais divertidas, e a mais requisitada (pelo menos na viagem que fizemos). A banda teve direito a Bus Surfing e a pessoas penduradas no tecto. Sem dúvida um dos melhores da noite.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Janelle Monae" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Janelle_Monae_04.jpg" /></a>Para quem apenas se lançou no mundo da música há três anos, <strong>Janelle Monáe</strong> tem o seu espectáculo ao vivo pensado até ao ínfimo pormenor, desde a indumentária aos confettis, balões e até pintura de quadros. Em ‘Overture’, passa um vídeo introdutório que explica o conceito por detrás de The ArchAndroid, o seu primeiro álbum datado do ano presente, que envolve um cenário futurista de opressão de andróides. ‘Dance or Die’ anuncia a entrada da artista e de um grande número de dançarinos, todos vestidos de preto e branco, que se bamboleiam ao ritmo da música – evocando um quase delírio do público, que é incitado prontamente a dançar e a saltar. A festa está feita: ‘Faster’ and ‘Lock Inside’, tocadas quase imediatamente a seguir, demonstram a versatilidade de Monáe e dos músicos que a acompanham, passando por energéticos temas de <em>r&b, soul</em> e<em> funk</em>, pautados pela fantástica voz da norte-americana.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Janelle Monae" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Janelle_Monae_09.jpg" /></a>Apesar de um grande leque de influências clássicas, como James Brown, Michael Jackson, David Bowie e Stevie Wonder, o repertório de Monáe é bastante coeso e actual, demarcando-se no universo do <em>hip hop</em> e <em>r&b</em>. São músicas como ‘Wondaland’, onde o <em>pop</em> é a força maior, e ‘Mushromm & Roses’, onde o <em>rock</em> psicadélico à la Beatles domina, que mostram o ecletismo de uma artista que, ao juntar uma miscelânea de estilos, constrói o dela de forma assumida e confiante. É, então, a qualidade musical aliada à forte presença em palco que tornam o espectáculo de Janelle Monáe em algo digno de ser visto e revisto.</p>
<p>Apesar de pouco comunicativa, a norte-americana nunca deixa de incitar o público, que prontamente atende a todos os pedidos. É em êxtase que todos ficam após a junção dos explosivos ‘Cold War’ e ‘Tightrope’, os grandes singles da carreira da artista. Quase já no fim, é com ‘Come Alive (War of the Roses)’ que Monáe se despede, irrompendo pela apertada multidão para sussurrar os seus versos. Arrebatadora e fascinante, é como se pode descrever uma artista que já tem mais do que pés para andar.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Linda Martini" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Linda_Martini_01.jpg" /></a>Dado o cancelamento dos britânicos <strong>Fujiya & Miyagi</strong>, para muita pena nossa, seguimos para o penúltimo concerto da noite, o dos portugueses Linda Martini. Começando fenómenos de culto, passando para um sucesso que raramente se vê em bandas portuguesas, os <strong>Linda Martini</strong> são, decerto, ídolos da juventude. Era com muita antecipação e entusiasmo que dezenas de jovens se debatiam nas filas dianteiras, à espera dos rockeiros que vêem em Sonic Youth a sua maior influência.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Linda Martini" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Linda_Martini_04.jpg" /></a>O início da explosão sónica deu-se com ‘Elevador’ e ‘Mulher a Dias’, temas do segundo álbum, <em>Casa Ocupada</em> (2010), que vê uns Linda Martini mais sombrios e etéreos. André Henriques, vocalista e front man da banda, vocifera as letras de maneira emotiva, apenas para as ter espelhadas nas bocas do público, com tamanha adoração que o ambiente da garagem do Marquês de Pombal se torna electrizante. Intercalados com os temas novidade, vêm as pérolas de Olhos de Mongol que todos conhecem de uma ponta à outra: a sequência de ‘Efémera’, ‘Dá-me a tua Melhor Faca’ e ‘Cronófago’ levam o público ao rubro, no entanto, é na choruda ‘Amor Combate’ que se ouvem os choros de um público arrebatado e apaixonado.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Linda Martini" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Linda_Martini_05.jpg" /></a>Saúda-se o crescimento instrumental evidenciado nas novas ‘Juventude Sónica’ e ‘Amigos Mortais’, mas ainda se lamenta algumas escolhas líricas algo duvidosas: em ‘Cem Metros Sereia’, a banda transforma ‘foder é perto de te amar, se eu não ficar perto’ em hino vociferado pelos devotos e pelos amigos da banda, como Joaquim Albergaria, colega do baterista Hélio Morais nos PAUS (que umas horas antes se juntavam aos Dead Combo num festival paralelo no Teatro S. Luiz), Braúlio dos Adorno ou Rui Mata ex-The Vicious Five, que entretanto irrompem pelo palco.</p>
<p>No fim, ainda há tempo para ‘Este Mar’, um dos temas mais antigos do conjunto, e é na despedida que os fãs se exaltam e pedem mais. A noite aproximava-se do fim, mas o autêntico culto que se faz de um dos maiores fenómenos musicais nacionais estará longe de acabar.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Super Bock em Stock" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2010/tn_Ambiente_e_Publico_05.jpg" /></a>A <strong>Arthouse Big Band </strong>teve direito às honras de encerramento da Sala 1 do S. Jorge. A banda que consiste num cruzamento entre diferentes artistas da mesma agência (Arthouse), também esteve presente no Super Bock em Stock. O projecto consistiu numa interpretação de várias músicas de cada artista, por todos eles, dando ênfase à diversidade dos convidados. Alguns dos convidados eram Afonso Rodrigues (dos Sean Riley and The Slowriders), Fernando Ribeiro (dos Moonspell), Ronaldo (dos peixe:avião) e mesmo Virgul (dos Nu Soul Family e também dos Da Weasel). Uma boa iniciativa que cativou muitos curiosos e surpreendeu pela positiva todos os presentes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A fechar o festival esteve <strong>Marina Gasolina</strong> no Maxime. A ex-vocalista dos Bonde do Rolê trouxe uma energia invejável ao local, e a banda cativou o público do princípio ao fim, com o guitarrista a passear constantemente pelo público. O espaço enchia à medida que a chuva intensificava e outros concertos terminavam. A boa disposição da pequena cantora também convidava a entrar e chegar mais à frente, naquele que seria o último concerto da edição deste ano do festival.</p>
<hr />
<div style="text-align: center;">
<p>O balanço foi positivo, com muitas boas surpresas e acima de tudo, boa música a protagonizar o evento. Para o ano há mais!</p>
</div>
<div>
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</div>
<div style="text-align: right;"><strong><strong><strong><strong>Texto</strong>: </strong></strong></strong>Raquel Silva, Rita Trindade e Teresa Silva</div>
<div style="text-align: right;"><strong><strong><strong><strong>Foto</strong>: </strong></strong></strong>Ana Limas e Raquel Silva</div>
<div style="text-align: right;"><strong> </strong></div>]]></content:encoded>
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		<title>Reportagem Super Bock Em Stock &#8211; Dia 5</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 16:18:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Festivais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="info" style="text-align: center"><strong>2º dia (5 de Dezembro) @ Super Bock em Stock - <a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/">Fotos</a><br /></strong></div>
<p><strong></strong></p>
<p>O desfecho da segunda edição do festival Super Bock em Stock prometia grandes concertos nas seis salas de espectáculos da Avenida da Liberdade. Beach House, Little Joy, Patrick Watson e Kap Bambino eram os nomes mais aguardados da noite por parte dos milhares de fãs (e caras conhecidas) que percorreram ontem o passeio lisboeta, apesar da ameaça da chuva e do tempo apertado. Aliado, então, a boas condições climatéricas, o Stock convenceu e desafiou consecutivamente os amantes da música leve a comprovarem a qualidade das diversas bandas actuantes, dando muitas vezes azo a surpresas.</p>
<p>Coube a <strong>João Só e Abandonados</strong> cortar as fitas e a uma distância de poucos metros, é <strong>Mocky</strong>, Dominic Salole e banda que embalam os (bastantes) espectadores com versões jazz e electrónicas de canções conhecidas por todos nós no Cabaret Maxime, mostrando um grande entusiasmo especialmente na escolha do guarda-roupa.</p>
<p>Já na sala principal do São Jorge, <strong>Os Golpes</strong> aquecem a noite que se adivinhava atribulada por tamanhas trocas de passeio da Avenida. Lançados pela Amor Fúria, a sua estética musical faz lembrar tanto os trejeitos nacionais de Heróis do Mar, como o instrumental aguçado dos The Strokes, e os artistas vão agradando a um público paciente com temas de <em>Cruz Vermelha sobre Fundo Branco</em>, disco de estreia. Como afirmavam numa das suas músicas, “Não sou uma ausência / sou um corpo inteiro” – os Golpes mostraram ter estilo e substância.</p>
<p>É pouco depois que se dá a entrada dos <strong>Beach House</strong> no palco do Tivoli. A dupla formada por Victoria Legrand e Alex Scally já tinha passado por terras lusas no ano passado e marcaram presença no festival de inverno para apresentar os novos temas de <em>Teen Dream</em>, que será lançado em 2010. Os americanos envolvem os expectantes espectadores num lo-fi sonhador, que resulta bem no ambiente intimista do Tivoli, porém, se a nível técnico pouco temos a apontar, a performance dos Beach House pareceu estar um pouco aquém do esperado, talvez por cansaço dos artistas que só mais para o final aqueceram e pouco comunicaram. A voz grave de Victoria e as ternas melodias dedilhadas não deixam de ser cativantes e deixaram as hostes satisfeitas, já prontas para seguir em frente.</p>
<p>De seguida, uma pequena pausa para decidir novas direcções. Os que deram um salto ao São Jorge para ver o rock pintado de <em>new wave</em> e electrónica dos <strong>The Invisible</strong>, não saíram com as expectativas defraudadas, no entanto, se a espera pelo próximo nome de algum relevo era mal suportável, as cadeiras do Tivoli ofereciam descanso aos que preferiram os <strong>Little Joy</strong>. Curiosamente, a banda constituída por Rodrigo Amarante, dos brasileiros Los Hermanos, Fabrizio Moretti, dos largamente aclamados The Strokes e a multi-instrumentista Binki Shapiro, volta ao local de origem, uma vez que os dois músicos cruzaram caminhos em Lisboa no ano de 2006, e assim, trocaram ideias que resultariam na génese dos “pequena alegria”. A simpatia dos Little Joy é contagiante e é impossível não se deixar levar pelos sons acalorados de “The Next Time Around” e “Unattainable”, onde se destaca a tímida Shapiro, que valeram várias rondas de aplausos. Nota para os gracejos com o público e os elogios a Beach House, num jeito completamente envolvente e fascinante.</p>
<p>“Românticos, inovadores e audaciosos”, os britânicos <strong>Piano Magic </strong>criaram uma pequena bolha post-rock/indie/electrónica na sala 2 do São Jorge, onde os fãs abanavam a cabeça e os curiosos olhavam atentamente.</p>
<p>“Não vos vou mentir”, comentava <strong>Patrick Watson</strong>, algo entre o espantado e o divertido, “este foi um dos concertos mais estranhos que já demos.” Não é por menos: não se registam quatro falhas de som e uma ida cómica e proclamada aos lavabos em qualquer evento musical. De facto, o concerto do Canadiano pouco teve de vulgar, pois a sua entrega e improviso despreocupado face às peripécias já mencionadas ajudaram à materialização de um concerto único e impressionante, no conforto familiar do cinema lisboeta. De início, Watson começa por encantar as massas com as melodias suaves tocadas em piano e os falsettos estrondosos que arrepiam a espinha (fazendo lembrar um Jeff Buckley e até um Andrew Bird na teatralidade carismática), apoiado pelos Wooden Arms em devaneios caóticos instrumentais que integram este indie folk de autor mais do que competente. Assim, passam por alguns dos temas do recentemente editado <em>Wooden Arms</em>, como “Fireweed” e “Big Bird in a Small Cage”, e é no tema homónimo que Watson, ao perder o som, toca em acústico e canta por megafone – o público esforça-se por não fazer barulho, tanto é o encanto. Fenómeno repete-se na rendição irrepreensível de “Man Under The Sea”, mergulhado no calor da multidão. Os que presenciaram a tamanha grandeza do prodigioso músico não se inibem na demonstração de afecto, obrigando-o a voltar para dois encores, num dos quais arrisca uma cómica performance soul de “Shame” em jeito de retribuição. Os convertidos e os conversores agradecem.</p>
<p>Preparados para motim electrónico roçando a histeria? São os <strong>Kap Bambino</strong> que lhe dão vida no Parque de Estacionamento do Marquês do Pombal, num concerto frenético e a rebentar pelas costuras, cheio de sons distorcidos com laivos de 8-bit. Embora logo de início se apresentasse bem composto, à medida que a noite prosseguiu, foi notável o caos liderado por Caroline Martial que se instalou no espaço reduzido. “Dead Lazers”, “Save”, “Hey!” e “Neutral” foram alguns dos êxitos dos franceses que foram celebrados por um público fiel e devoto em puro êxtase.</p>
<p>Ainda no Marquês de Pombal, Dr. Ramos e Zé Pedro DJ dão o remate ao festival de Inverno, brindando os inabaláveis com a música electrónica até as altas horas da noite.</p>
<hr />
<table style="text-align: center" align="center" border="0">
<tbody>
<tr style="text-align: left">
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Beach House" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Beach_House_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Little Joy" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Little_Joy_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Mazgani" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Mazgani_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Patrick Watson" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Patrick_Watson_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="The Invisible" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_The Invisible_01.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr style="text-align: left">
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Beach House" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Beach_House_02.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Little Joy" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Little_Joy_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Mazgani" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Mazgani_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Patrick Watson" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Patrick_Watson_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="The Invisible" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_The Invisible_05.jpg" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: center">Fecha, assim, a segunda edição de um evento que viu fórmula mais que confirmada.</div>
<div style="text-align: center">Esperemos que, em tempo reduzido, o Super Bock em Stock alcance as dimensões e a qualidade do festival texano <em>South by Southwest</em>, rumo que a organização ambiciona seguir no futuro.</div>
<hr />
<table style="text-align: center" border="0">
</table>
<div style="text-align: right"><strong>Texto: </strong>Teresa Silva<br /></div>
<div style="text-align: right"><strong>Foto: </strong>Ana Limas<strong><br /></strong></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="info" style="text-align: center;"><strong>2º dia (5 de Dezembro) @ Super Bock em Stock - <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/">Fotos</a><br /></strong></div>
<p><strong></strong></p>
<p>O desfecho da segunda edição do festival Super Bock em Stock prometia grandes concertos nas seis salas de espectáculos da Avenida da Liberdade. Beach House, Little Joy, Patrick Watson e Kap Bambino eram os nomes mais aguardados da noite por parte dos milhares de fãs (e caras conhecidas) que percorreram ontem o passeio lisboeta, apesar da ameaça da chuva e do tempo apertado. Aliado, então, a boas condições climatéricas, o Stock convenceu e desafiou consecutivamente os amantes da música leve a comprovarem a qualidade das diversas bandas actuantes, dando muitas vezes azo a surpresas.</p>
<p>Coube a <strong>João Só e Abandonados</strong> cortar as fitas e a uma distância de poucos metros, é <strong>Mocky</strong>, Dominic Salole e banda que embalam os (bastantes) espectadores com versões jazz e electrónicas de canções conhecidas por todos nós no Cabaret Maxime, mostrando um grande entusiasmo especialmente na escolha do guarda-roupa.</p>
<p>Já na sala principal do São Jorge, <strong>Os Golpes</strong> aquecem a noite que se adivinhava atribulada por tamanhas trocas de passeio da Avenida. Lançados pela Amor Fúria, a sua estética musical faz lembrar tanto os trejeitos nacionais de Heróis do Mar, como o instrumental aguçado dos The Strokes, e os artistas vão agradando a um público paciente com temas de <em>Cruz Vermelha sobre Fundo Branco</em>, disco de estreia. Como afirmavam numa das suas músicas, “Não sou uma ausência / sou um corpo inteiro” – os Golpes mostraram ter estilo e substância.</p>
<p>É pouco depois que se dá a entrada dos <strong>Beach House</strong> no palco do Tivoli. A dupla formada por Victoria Legrand e Alex Scally já tinha passado por terras lusas no ano passado e marcaram presença no festival de inverno para apresentar os novos temas de <em>Teen Dream</em>, que será lançado em 2010. Os americanos envolvem os expectantes espectadores num lo-fi sonhador, que resulta bem no ambiente intimista do Tivoli, porém, se a nível técnico pouco temos a apontar, a performance dos Beach House pareceu estar um pouco aquém do esperado, talvez por cansaço dos artistas que só mais para o final aqueceram e pouco comunicaram. A voz grave de Victoria e as ternas melodias dedilhadas não deixam de ser cativantes e deixaram as hostes satisfeitas, já prontas para seguir em frente.</p>
<p>De seguida, uma pequena pausa para decidir novas direcções. Os que deram um salto ao São Jorge para ver o rock pintado de <em>new wave</em> e electrónica dos <strong>The Invisible</strong>, não saíram com as expectativas defraudadas, no entanto, se a espera pelo próximo nome de algum relevo era mal suportável, as cadeiras do Tivoli ofereciam descanso aos que preferiram os <strong>Little Joy</strong>. Curiosamente, a banda constituída por Rodrigo Amarante, dos brasileiros Los Hermanos, Fabrizio Moretti, dos largamente aclamados The Strokes e a multi-instrumentista Binki Shapiro, volta ao local de origem, uma vez que os dois músicos cruzaram caminhos em Lisboa no ano de 2006, e assim, trocaram ideias que resultariam na génese dos “pequena alegria”. A simpatia dos Little Joy é contagiante e é impossível não se deixar levar pelos sons acalorados de “The Next Time Around” e “Unattainable”, onde se destaca a tímida Shapiro, que valeram várias rondas de aplausos. Nota para os gracejos com o público e os elogios a Beach House, num jeito completamente envolvente e fascinante.</p>
<p>“Românticos, inovadores e audaciosos”, os britânicos <strong>Piano Magic </strong>criaram uma pequena bolha post-rock/indie/electrónica na sala 2 do São Jorge, onde os fãs abanavam a cabeça e os curiosos olhavam atentamente.</p>
<p>“Não vos vou mentir”, comentava <strong>Patrick Watson</strong>, algo entre o espantado e o divertido, “este foi um dos concertos mais estranhos que já demos.” Não é por menos: não se registam quatro falhas de som e uma ida cómica e proclamada aos lavabos em qualquer evento musical. De facto, o concerto do Canadiano pouco teve de vulgar, pois a sua entrega e improviso despreocupado face às peripécias já mencionadas ajudaram à materialização de um concerto único e impressionante, no conforto familiar do cinema lisboeta. De início, Watson começa por encantar as massas com as melodias suaves tocadas em piano e os falsettos estrondosos que arrepiam a espinha (fazendo lembrar um Jeff Buckley e até um Andrew Bird na teatralidade carismática), apoiado pelos Wooden Arms em devaneios caóticos instrumentais que integram este indie folk de autor mais do que competente. Assim, passam por alguns dos temas do recentemente editado <em>Wooden Arms</em>, como “Fireweed” e “Big Bird in a Small Cage”, e é no tema homónimo que Watson, ao perder o som, toca em acústico e canta por megafone – o público esforça-se por não fazer barulho, tanto é o encanto. Fenómeno repete-se na rendição irrepreensível de “Man Under The Sea”, mergulhado no calor da multidão. Os que presenciaram a tamanha grandeza do prodigioso músico não se inibem na demonstração de afecto, obrigando-o a voltar para dois encores, num dos quais arrisca uma cómica performance soul de “Shame” em jeito de retribuição. Os convertidos e os conversores agradecem.</p>
<p>Preparados para motim electrónico roçando a histeria? São os <strong>Kap Bambino</strong> que lhe dão vida no Parque de Estacionamento do Marquês do Pombal, num concerto frenético e a rebentar pelas costuras, cheio de sons distorcidos com laivos de 8-bit. Embora logo de início se apresentasse bem composto, à medida que a noite prosseguiu, foi notável o caos liderado por Caroline Martial que se instalou no espaço reduzido. “Dead Lazers”, “Save”, “Hey!” e “Neutral” foram alguns dos êxitos dos franceses que foram celebrados por um público fiel e devoto em puro êxtase.</p>
<p>Ainda no Marquês de Pombal, Dr. Ramos e Zé Pedro DJ dão o remate ao festival de Inverno, brindando os inabaláveis com a música electrónica até as altas horas da noite.</p>
<hr />
<table style="text-align: center;" align="center" border="0">
<tbody style="text-align: left;">
<tr style="text-align: left;">
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Beach House" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Beach_House_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Little Joy" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Little_Joy_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Mazgani" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Mazgani_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Patrick Watson" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Patrick_Watson_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="The Invisible" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_The%20Invisible_01.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr style="text-align: left;">
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Beach House" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Beach_House_02.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Little Joy" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Little_Joy_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Mazgani" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Mazgani_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Patrick Watson" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Patrick_Watson_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="The Invisible" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_The%20Invisible_05.jpg" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: center;">Fecha, assim, a segunda edição de um evento que viu fórmula mais que confirmada.</div>
<div style="text-align: center;">Esperemos que, em tempo reduzido, o Super Bock em Stock alcance as dimensões e a qualidade do festival texano <em>South by Southwest</em>, rumo que a organização ambiciona seguir no futuro.</div>
<hr />
<table style="text-align: center;" border="0">
</table>
<div style="text-align: right;"><strong>Texto: </strong>Teresa Silva<br /></div>
<div style="text-align: right;"><strong>Foto: </strong>Ana Limas<strong><br /></strong></div>]]></content:encoded>
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		<title>Reportagem Super Bock em Stock &#8211; Dia 4</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 15:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Festivais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="info" style="text-align: center"><strong>1º dia (4 de Dezembro) @ Super Bock em Stock - <a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/">Fotos</a><br /></strong></div>
<p><strong></strong></p>
<p>A 2ª edição do festival <strong>Super Bock em Stock</strong> teve início esta noite, final de semana encurtada pelo feriado. Registando a adição de vários locais de espectáculo, como o La Caffé e Parque de Estacionamento do Marquês de Pombal, o evento repete a fórmula do ano passado, convidando os lisboetas a passearem pela Avenida da Liberdade, saltando de casa em casa. Voxtrot, Wild Beasts, Ebony Bones e Wave Machine eram os nomes mais esperados deste primeiro dia, tendo como The Legendary Tigerman, Samuel Úria e Blacklist, entre outros, as alternativas aos curiosos.</p>
<p>Os <strong>Bass-Off</strong> deram início ao festival, actuando na sala 2 do cinema São Jorge. Vencedores do Festival Termómetro, os caldenses apresentaram alguns temas do seu primeiro álbum <em>Ohmónimo</em>, envolvendo os poucos aventurados no seu rock experimental. No Maxime, é <strong>Anaquim</strong> que toca folk que revisita alguns êxitos portugueses, apresentando também o seu ep de estreia <em>Prólogo</em>. Prova que a organização do festival aposta fortemente em novos projectos.</p>
<p>Os aguardados <strong>Wild Beasts</strong> tomaram lugar no São Jorge, recebidos de sala cheia. Os ingleses  deram um dos melhores concertos da noite, dando a conhecer algumas das músicas do recém-lançado <em>Two Dancers</em>, como "We Still Got The Taste Dancing On Our Tongues" e "Hooting &#38; Howling". Inicialmente recebidos de forma pouco entusiasta pelos adeptos do SBES, a banda fascinou com os seus falsettos teatrais e o instrumental etéreo, mostrando que são uma das bandas do momento mais interessantes.</p>
<p>No entanto, no Tivoli, a espera por <strong>Ebony Bones</strong>, a artista, produtora e actriz irreverente, já totalizava os 30 minutos, mas os fãs ansiosos dão luta. Ao entrar o furacão de cor, ritmo e música da banda de suporte e da própria, estão todos de pé, prontos a aplaudir este fenómeno, considerado pelo festival South by Southwest uma das melhores contribuições de 2009. A África psicadélica é o tema: com o seu electrónico tribal, com cheirinho a funk e pós-punk, entre muitos outros, Ebony Thomas, de nascença, não fica indiferente a ninguém e não pára até estar tudo a mexer. Quase sem pausas, quase sem fôlego, Ebony apresenta alguns temas do <em>Bone of My Bones</em> (2009) de estreia, com tempo ainda de convidar uma rapariga ao palco para substituir uma das suas cantoras, impossibilitada de visitar o país devido a problemas com o seu visto. Versão extravagante de Another Brick in The Wall, de Pink Floyd, também não falta. Ao mesmo tempo, são os <strong>Wave Machines</strong> que, segundo relatos, surpreendem os admiradores com o electrónico minimalista no Cabaret Maxime - faz falta uma máquina do tempo!</p>
<p>No São Jorge, <strong>Mikkel Solnado e Gabriel Flies </strong>vêm da Dinamarca para acolher o público tímido com a característica forma intimista. Em gestos e sorrisos "tu cá, tu lá", o produtor/cantor/compositor português Mikkel (para os curiosos, filho do actor Raul Solnado) brinca e encanta ao som de um bonito e melodioso pop-rock, em temas como "We Fell".</p>
<p>Outro dos nomes mais aguardados da primeira etapa do Stock são os <strong>Voxtrot</strong>. Banda de Austin, Texas e liderada por Ramesh Srivastava, já totaliza 3 eps e um álbum de estreia, apresentado em 2007, ora, de certa forma não podem ser considerados iniciantes. De entrada pouco efusiva, quase despreocupada, os artistas mergulharam logo no indie pop dançável , contagiante e de bom humor - brinca-se com a falta do português e o encanto pelo país lusitano. Tanto com "Mothers, Sisters, Daughters and Wives" como com "Firecracker", os Voxtrot ganham a simpatia da plateia do São Jorge, quer com a sua sinceridade deprimente, quer pelo ar de quem não faz mal a uma mosca. No entanto, se, aos que desconheciam os laivos twee e ternos da banda da guarda Pitchfork, apenas provocavam simpatia, o set dos texanos parecia quase unicamente dirigido aos fãs, poucos mas interessados, marcando presença. Srivastava não deixa de saltar pelo palco com o entusiasmo de quem recebeu uma guitarra pela primeira vez. A novidade dá lugar ao cansaço e o formato dos Voxtrot acaba por cansar pela repetição, porém, marca para "Steven", onde se trocam as guitarras pelas teclas e para os pedidos de casamento do líder da banda, aceitando qualquer habitante luso.</p>
<p>É precisamente um nome português que faz furor do outro lado da Avenida - Paulo Furtado, mais conhecido como <strong>The Legendary Tigerman</strong>, espalha os blues num Tivoli lotado. One-man band exigente, mostra primo e rigor na exibição dos novos temas de <em>Femina</em>, acompanhados por videoclipes que o festivaleiro podia visionar em dois ecrãs no palco. Femina dedica-se ao homem que adora as mulheres e que se aproxima delas através da música, ora, Furtado é acompanhado de várias convidadas especiais. Precisamente, Rita Redshoes, Phoebe Killdeer (repetente no Stock) e Claudia Efe foram sedutoras na partilha do foco de luz com o membro integrante dos Wraygunn e animam as massas na falta de Maria de Medeiros, que também entra no último esforço do artista. Os êxitos anteriores não são esquecidos e o público é presenteado com "Honey, You're Too Much", na voz de um Paulo Furtado carismático, mas também imprevisível. O Homem tigre toca sozinho, como já dito, na tradição dos blues men do Mississipi que tocavam e encantavam sozinhos. Pena que no meio de tanta função e instrumento, o nosso Conimbricense seja sempre atropelado por problemas técnicos e que pouca paciência tenha para os mesmos - foco para o arremessar da guitarra, à semelhança da edição do Super Bock Super Rock, em 2007, em pleno palco secundário.</p>
<p>Quase no encerrar da noite, ainda há tempo para visitar os <strong>Easyway,</strong> que na segunda sala do São Jorge apresentam o novo álbum e filme <em>Laudamus Vita</em>. Uma ideia interessante celebrada pelos rockeiros, que, numa onda DIY (do it yourself), escreveram o guião, produziram, filmaram e editaram o projecto cinematográfico. Se este pouco nos cabe comentar, resta dizer que o punk rock melódico apresentado pouco ou nada tem de novo, num estilo estagnado e pouco inovativo.</p>
<p>Por fim, num Parque de Estacionamento algo macabro a horas avançadas da noite, os <strong>Orelha Negra</strong> apresentavam versões conhecidas em formato groove, jazz e hip hop, acompanhadas por banda, aos poucos resistentes. <strong>Marcelinho da Lua</strong> encerrou o primeiro dia deste festival.</p>
<hr />
<table style="text-align: center" align="center" border="0">
<tbody>
<tr style="text-align: left">
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Bass Off" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Bass_Off_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Ebony Bones" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Ebony_Bones_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Mikkel Solnado" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Mikkel_Solnado_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_The_Legendary_Tigerman_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Voxtrot" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Voxtrot_01.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr style="text-align: left">
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Bass Off" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock em Stock/2009/tn_Bass_Off_02.jpg" /></a></td>
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</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: center">É de louvar o formato do Super Bock em Stock que, à semelhança dos festivais europeus e americanos, convida o festivaleiro a ver várias bandas e artistas que tocam a diferentes alturas e lugares, algo pouco conhecido no mercado português.</div>
<hr />
<table style="text-align: center" border="0">
</table>
<div style="text-align: right"><strong>Texto: </strong>Teresa Silva<br /></div>
<div style="text-align: right"><strong>Foto: </strong>Ana Limas<strong><br /></strong></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="info" style="text-align: center;"><strong>1º dia (4 de Dezembro) @ Super Bock em Stock - <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/">Fotos</a><br /></strong></div>
<p><strong></strong></p>
<p>A 2ª edição do festival <strong>Super Bock em Stock</strong> teve início esta noite, final de semana encurtada pelo feriado. Registando a adição de vários locais de espectáculo, como o La Caffé e Parque de Estacionamento do Marquês de Pombal, o evento repete a fórmula do ano passado, convidando os lisboetas a passearem pela Avenida da Liberdade, saltando de casa em casa. Voxtrot, Wild Beasts, Ebony Bones e Wave Machine eram os nomes mais esperados deste primeiro dia, tendo como The Legendary Tigerman, Samuel Úria e Blacklist, entre outros, as alternativas aos curiosos.</p>
<p>Os <strong>Bass-Off</strong> deram início ao festival, actuando na sala 2 do cinema São Jorge. Vencedores do Festival Termómetro, os caldenses apresentaram alguns temas do seu primeiro álbum <em>Ohmónimo</em>, envolvendo os poucos aventurados no seu rock experimental. No Maxime, é <strong>Anaquim</strong> que toca folk que revisita alguns êxitos portugueses, apresentando também o seu ep de estreia <em>Prólogo</em>. Prova que a organização do festival aposta fortemente em novos projectos.</p>
<p>Os aguardados <strong>Wild Beasts</strong> tomaram lugar no São Jorge, recebidos de sala cheia. Os ingleses  deram um dos melhores concertos da noite, dando a conhecer algumas das músicas do recém-lançado <em>Two Dancers</em>, como "We Still Got The Taste Dancing On Our Tongues" e "Hooting &amp; Howling". Inicialmente recebidos de forma pouco entusiasta pelos adeptos do SBES, a banda fascinou com os seus falsettos teatrais e o instrumental etéreo, mostrando que são uma das bandas do momento mais interessantes.</p>
<p>No entanto, no Tivoli, a espera por <strong>Ebony Bones</strong>, a artista, produtora e actriz irreverente, já totalizava os 30 minutos, mas os fãs ansiosos dão luta. Ao entrar o furacão de cor, ritmo e música da banda de suporte e da própria, estão todos de pé, prontos a aplaudir este fenómeno, considerado pelo festival South by Southwest uma das melhores contribuições de 2009. A África psicadélica é o tema: com o seu electrónico tribal, com cheirinho a funk e pós-punk, entre muitos outros, Ebony Thomas, de nascença, não fica indiferente a ninguém e não pára até estar tudo a mexer. Quase sem pausas, quase sem fôlego, Ebony apresenta alguns temas do <em>Bone of My Bones</em> (2009) de estreia, com tempo ainda de convidar uma rapariga ao palco para substituir uma das suas cantoras, impossibilitada de visitar o país devido a problemas com o seu visto. Versão extravagante de Another Brick in The Wall, de Pink Floyd, também não falta. Ao mesmo tempo, são os <strong>Wave Machines</strong> que, segundo relatos, surpreendem os admiradores com o electrónico minimalista no Cabaret Maxime - faz falta uma máquina do tempo!</p>
<p>No São Jorge, <strong>Mikkel Solnado e Gabriel Flies </strong>vêm da Dinamarca para acolher o público tímido com a característica forma intimista. Em gestos e sorrisos "tu cá, tu lá", o produtor/cantor/compositor português Mikkel (para os curiosos, filho do actor Raul Solnado) brinca e encanta ao som de um bonito e melodioso pop-rock, em temas como "We Fell".</p>
<p>Outro dos nomes mais aguardados da primeira etapa do Stock são os <strong>Voxtrot</strong>. Banda de Austin, Texas e liderada por Ramesh Srivastava, já totaliza 3 eps e um álbum de estreia, apresentado em 2007, ora, de certa forma não podem ser considerados iniciantes. De entrada pouco efusiva, quase despreocupada, os artistas mergulharam logo no indie pop dançável , contagiante e de bom humor - brinca-se com a falta do português e o encanto pelo país lusitano. Tanto com "Mothers, Sisters, Daughters and Wives" como com "Firecracker", os Voxtrot ganham a simpatia da plateia do São Jorge, quer com a sua sinceridade deprimente, quer pelo ar de quem não faz mal a uma mosca. No entanto, se, aos que desconheciam os laivos twee e ternos da banda da guarda Pitchfork, apenas provocavam simpatia, o set dos texanos parecia quase unicamente dirigido aos fãs, poucos mas interessados, marcando presença. Srivastava não deixa de saltar pelo palco com o entusiasmo de quem recebeu uma guitarra pela primeira vez. A novidade dá lugar ao cansaço e o formato dos Voxtrot acaba por cansar pela repetição, porém, marca para "Steven", onde se trocam as guitarras pelas teclas e para os pedidos de casamento do líder da banda, aceitando qualquer habitante luso.</p>
<p>É precisamente um nome português que faz furor do outro lado da Avenida - Paulo Furtado, mais conhecido como <strong>The Legendary Tigerman</strong>, espalha os blues num Tivoli lotado. One-man band exigente, mostra primo e rigor na exibição dos novos temas de <em>Femina</em>, acompanhados por videoclipes que o festivaleiro podia visionar em dois ecrãs no palco. Femina dedica-se ao homem que adora as mulheres e que se aproxima delas através da música, ora, Furtado é acompanhado de várias convidadas especiais. Precisamente, Rita Redshoes, Phoebe Killdeer (repetente no Stock) e Claudia Efe foram sedutoras na partilha do foco de luz com o membro integrante dos Wraygunn e animam as massas na falta de Maria de Medeiros, que também entra no último esforço do artista. Os êxitos anteriores não são esquecidos e o público é presenteado com "Honey, You're Too Much", na voz de um Paulo Furtado carismático, mas também imprevisível. O Homem tigre toca sozinho, como já dito, na tradição dos blues men do Mississipi que tocavam e encantavam sozinhos. Pena que no meio de tanta função e instrumento, o nosso Conimbricense seja sempre atropelado por problemas técnicos e que pouca paciência tenha para os mesmos - foco para o arremessar da guitarra, à semelhança da edição do Super Bock Super Rock, em 2007, em pleno palco secundário.</p>
<p>Quase no encerrar da noite, ainda há tempo para visitar os <strong>Easyway,</strong> que na segunda sala do São Jorge apresentam o novo álbum e filme <em>Laudamus Vita</em>. Uma ideia interessante celebrada pelos rockeiros, que, numa onda DIY (do it yourself), escreveram o guião, produziram, filmaram e editaram o projecto cinematográfico. Se este pouco nos cabe comentar, resta dizer que o punk rock melódico apresentado pouco ou nada tem de novo, num estilo estagnado e pouco inovativo.</p>
<p>Por fim, num Parque de Estacionamento algo macabro a horas avançadas da noite, os <strong>Orelha Negra</strong> apresentavam versões conhecidas em formato groove, jazz e hip hop, acompanhadas por banda, aos poucos resistentes. <strong>Marcelinho da Lua</strong> encerrou o primeiro dia deste festival.</p>
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<table style="text-align: center;" align="center" border="0">
<tbody style="text-align: left;">
<tr style="text-align: left;">
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Bass Off" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Bass_Off_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Ebony Bones" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Ebony_Bones_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Mikkel Solnado" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Mikkel_Solnado_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_The_Legendary_Tigerman_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Voxtrot" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Voxtrot_01.jpg" /></a></td>
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<tr style="text-align: left;">
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Bass Off" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Bass_Off_02.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Ebony Bones" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Ebony_Bones_04.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Mikkel Solnado" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Mikkel_Solnado_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_The_Legendary_Tigerman_04.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/"><img alt="Voxtrot" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20em%20Stock/2009/tn_Voxtrot_04.jpg" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: center;">É de louvar o formato do Super Bock em Stock que, à semelhança dos festivais europeus e americanos, convida o festivaleiro a ver várias bandas e artistas que tocam a diferentes alturas e lugares, algo pouco conhecido no mercado português.</div>
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<table style="text-align: center;" border="0">
</table>
<div style="text-align: right;"><strong>Texto: </strong>Teresa Silva<br /></div>
<div style="text-align: right;"><strong>Foto: </strong>Ana Limas<strong><br /></strong></div>]]></content:encoded>
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