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Reportagem Joss Stone
Feb 16th
Pelas 21 horas do dia 15 de Fevereiro, o aniversariante Miguel Gameiro pisou o palco do Coliseu dos Recreios para fazer a primeira parte da actuação de Joss Stone. Depois de uns “Parabéns” cantados pelo público que crescia a cada minuto que passava, a actuação teve início.
Um público ansioso pela artista britânica entoou a plenos pulmões canções como “Lisboa” – que teve direito a uma repetição do refrão no final, graças à força dos lisboetas presentes – e “A Dança”, na qual o artista passeou pelo meio da plateia, onde dançou e mostrou a sua boa-disposição.
Às 22 horas foi altura da esperada britânica Joss Stone pisar o palco, literalmente. A artista apresentou-se descalça, simples e bem-disposta, como sempre. Desde a primeira palavra, a artista arrepiou com a sua voz, que ao vivo tem ainda mais vigor e deixa qualquer um de boca aberta perante tal força, alma e entrega com que entoa os temas.
Um Coliseu a rebentar pelas costuras dançou e cantou “Super Duper Love (Are You Diggin' On Me?)”, à qual se seguiu o novo single “Free Me”, que vinha bem estudado pelos fãs. Durante a “Tell Me What We're Gonna Do Now”, Joss recebeu dois pendentes de fãs devotos e que durante todo o espectáculo mostraram a sua fidelidade.
.A artista apresentou temas de todos os seus álbuns, deu conselhos, explicou letras. Em “Less is More”, a britânica, sempre de sorriso nos lábios, falou-nos – não, cantou-nos – de como por vezes se ama com força a mais e como temos de «chill out». Revelou-nos como por vezes adora apenas drum n’ bass e dançou com uma leveza impressionante. Antes de “Music”, confessou que o melhor namorado que já teve foi mesmo esse: a música. A sua paixão e a alma que coloca em cada um dos seus temas, desde a letra à forma como os canta nas suas actuações não passam despercebidas a ninguém e uniram o público e a banda de uma forma que só quem esteve presente consegue imaginar. Mesmo sem dizer uma palavra em português, Joss encantou e ninguém lhe conseguiu resistir.
Os ocasionais solos das cantoras de fundo deixaram os fãs de boca aberta e levaram-nos a aclamar e a aplaudir com uma força que fez estremecer o Coliseu. “Parallel Lines” foi um dos momentos altos da noite, confirmando o quão bem preparado pelos fãs estava o último álbum da cantora, demonstrando a óptima recepção que teve.
Em “Incredible”, o solo de saxofone fez todos dançarem e “Tell Me 'Bout It” trouxe um solo de cada membro da banda, espalhando boa energia por todo o recinto, antes do encore.“Chokin’ Kind” e “Big Ole Game” foram os dois temas escolhidos para o final do espectáculo, quando Joss atirou rosas brancas ao público e recebeu ainda mais presentes dos fãs, sempre pulseiras ou pendentes.
Reportagem Au Revoir Simone @ Aula Magna
Oct 6th
Com a chuva a cair lá fora, a Aula Magna aqueceu-se de ternura na noite em que se comemora a implantação da República. Depois de uma sessão de autógrafos no dia anterior, as mais que queridas Au Revoir Simone, juntaram-se num auditório cheio para dar mais um concerto na capital.
A primeira parte ficou a cargo de João Coração que cumpriu a sua função embora com alguns percalços pelo meio. Um set talvez um pouco longo demais mesmo com o esquecimento de uma das "baladas". Com amigos da FlorCaveira à mistura, como Os Pontos Negros e Cão da Morte, ouvimos Abalada Farewell e alguns temas do último "Muda que Muda", como a canção homónima e Passo a Passo.
Chegadas as meninas de Brooklin, a sala encheu-se de sorrisos. A passagem por terras lusas tinha como principal objectivo, apresentar o novo álbum "Still Night, Still Light" e foi com All or Nothing que tudo começou. Também de sorrisos se enchia o palco, apesar de se ouvir Sad Song, do anterior "Bird of Music". A incidência no novo álbum era evidente embora se tenha ouvido um pouco dos dois anteriores, "Stay Golden" e "Throught the Backyards of Our Neighbours". Do novo álbum só ficou a faltar a The Last One, Organized Scenery e We Are Here, que de resto foram muito bem substituídas pela simpatia extrema de Erika, Annie e Heather que falavam constantemente com o público, elogiando o conforto da sala e mandando cumprimentos individualizados.
A chuva fazia-se sentir lá fora em unissono com a vontade do público do regresso de Au Revoir Simone. Voltaram ao palco para o encore com uma dedicatória à técnica de som pelo seu aniversário com And Sleep al Mar, que não se ouvia desde 2007. Depois de The Lucky One, encerraram o concerto com um palco cheio de público para Dark Halls.
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O ar querido e a amabilidade das três, não deixa ninguém sem um sorriso à saída da sala.
Au Revoir Simone e até breve.









