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Reportagem Six Organs of Admittance
Sep 12th
Foi no passado Sábado que o Teatro Maria Matos teve a honra de receber, por mais uma vez, o compositor e intérprete Ben Chasny, músico por detrás do projecto Six Organs of Admittance. Mostrando multiplicidade tanto nas suas publicações como em visitas em Portugal (conta-se uma sétima ou oitava vez), Chasny teve a oportunidade de apresentar o mais recente Asleep on the Floodplain a um público conhecedor, que o recebeu de braços abertos.
Não é um intérprete comum, diga-se de passagem. Chasny mostra-se em palco sozinho, apenas com uma guitarra acústica, e não tem pretensões de ser um grande entertainer: é pouco falador, mas certeiro e de humor acutilante quando se dirige às dezenas de lisboetas, que mesmo assim encheram a sala de espetáculos. No entanto, tem o grande mérito de fabricar um ambiente hipnotizante e envolvente com o seu material que, apesar de não ser muito coeso, prima por uma qualidade muito singular. Coesão não é, de facto, uma característica corrente nos trabalhos de Chasny: este passa tanto por um fingerpicking mecânico como um dedilhado calmo e as canções que se aproximam tanto do minuto e pouco como de longos vinte e três tanto são sombrias pelo peso do drone, como mais despreocupadas na sua harmonia. Porém, é através de pequenas pérolas como "Elk River" ou "Drinking With Jack" que Chasny atinge a sua primor e consegue assim contar as suas histórias ao público português, que se deslumbra com estas.
É, talvez, a multiplicidade de influências e de estilos que torna difícil etiquetar este projecto. Devendra Banhart coloca-o entre nomes como o de Joanna Newsom no movimento freak folk, mas enquanto que este já parece ter esmorecido ultimamente, Chasny permanece como um dos mais interessantes músicos a acompanhar. Devaneios à parte, a música é envolvente, acutilante, por vezes até brilhante, seja pela mão de um drone turbulento e psicadélico ou um folk acústico e inventivo. O público português não parece ficar indiferente: a meio do concerto lança-se um ‘I love you, Ben!’, ao que o artista responde ‘Thanks, mom!’ – é uma ligação especial, que certamente se prolongará no futuro. Carinho do público é muito e é recompensado com o tema "Lisboa", dedicado à nossa grande cidade. Parece-nos bem.
Um concerto calmo, de cerca de uma hora que soube a pouco. Os temas do novo álbum, incluindo-se "Above a Desert I’ve Never Seen", são interessantes e singulares e o público seleto rejubila com a nova reunião com uma espécie de herói do folk, que cada vez mais se afirma como único no panorama musical internacional.
Texto: Teresa Silva
Reportagem Long Way To Alaska + Scout Niblett
Dec 26th
Na passada terça feira, dia 15 de Dezembro, o Cinema Passos Manuel serviu de palco para uma grande noite de música. Passando por grandes promessas e por grandes certezas do folk mais alternativo.
Foi por volta das 23 horas, já com algum atraso, que os bracarenses Long Way To Alaska subiram ao palco. Nos seus tenros 20 anos já se sente muito talento, extremamente bem demonstrado pela sua pop doce e orelhuda. Tendo deixado encantada a maioria dos presentes na sala é de esperar um futuro extremamente risonho e merecedor de voos mais altos para esquarteto.
Terminado o aquecimento, foi a vez de Scout Niblett, oriunda de Notingham, tomar de assalto a ribalta. Avançando sozinha, munida de guitarra e voz singular, a Inglesa lançou-se à apresentação do seu novo album, intitulado The Calcination of Scout Niblett. Durante cerca de uma hora, ouviram-se temas de grande parte do seu reportório, ora a guitarra e voz, ora a bateria e voz, com especial destaque para a primeira opção. Após uns encores com algumas questões existenciais, a noite terminou.
Uma noite bem conseguida e queabriu o apetite para a continuação de grandes concertos em 2010.
Reportagem Long Way To Alaska + Scout Niblett
Dec 19th
Na passada terça feira, dia 15 de Dezembro, o Cinema Passos Manuel serviu de palco para uma grande noite de música. Passando por grandes promessas e por grandes certezas do folk mais alternativo.
Foi por volta das 23 horas, já com algum atraso, que os bracarenses Long Way To Alaska subiram ao palco. Nos seus tenros 20 anos já se sente muito talento, extremamente bem demonstrado pela sua pop doce e orelhuda. Tendo deixado encantada a maioria dos presentes na sala é de esperar um futuro extremamente risonho e merecedor de voos mais altos para esquarteto.
Terminado o aquecimento, foi a vez de Scout Niblett, oriunda de Notingham, tomar de assalto a ribalta. Avançando sozinha, munida de guitarra e voz singular, a Inglesa lançou-se à apresentação do seu novo album, intitulado The Calcination of Scout Niblett. Durante cerca de uma hora, ouviram-se temas de grande parte do seu reportório, ora a guitarra e voz, ora a bateria e voz, com especial destaque para a primeira opção. Após uns encores com algumas questões existenciais, a noite terminou.
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Uma noite bem conseguida e queabriu o apetite para a continuação de grandes concertos em 2010.







