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Passatempo Xbus – Sudoeste TMN 2011
Jul 8th

Chegou o que faltava nos festivais de verão. Este ano o SWtmn e a Música no Coração aliaram-se à Xtravel e à Voodu Entertainment para criar um bilhete para o festival já com o transporte incluído.
O Xbus, um autocarro criado para aqueles que querem ser os primeiros a chegar e os últimos a sair do SWtmn, tem saída marcada das principais cidades portuguesas, rumo ao melhor festival de verão, na Zambujeira do Mar.
Para além do transporte de autocarro, com chegada e partida à porta do recinto SWtmn, o bilhete inclui ainda:
- Bilhete 5 dias
- Zona de campismo SWtmn reservado com sombra
- Welcome Kit
- Acompanhamento de guias Xtravel durante a viagem e o festival
- Seguro de viagem e acidentes pessoais
Compra já o teu bilhete em: www.swtmn-xbus.com ou em aqui.
As cidades de partida e respectivos preços são:
- Bragança: 150 Euros,
- Vila Real: 135 Euros,
- Viana do Castelo: 135 Euros,
- Braga: 135 Euros,
- Porto: 135 Euros,
- Aveiro: 135 Euros,
- Viseu: 135 Euros,
- Guarda: 135 Euros,
- Coimbra: 135 Euros,
- Castelo Branco: 135 Euros,
- Portalegre: 135 Euros,
- Leiria: 125 Euros,
- Lisboa: 125 Euros,
- Santarém: 125 Euros,
- Setúbal: 125 Euros,
- Évora: 125 Euros,
- Beja: 115 Euros e
- Faro: 115 Euros.
O Festivais de Verão em parceria com a Xtravel tem para te oferecer um bilhete duplo. Não percas esta oportunidade de ires ao Sudoeste TMN 2011 com transporte incluido e ainda levares um amigo!
Reportagem M. Ward na Aula Magna
May 19th
Na passada terça-feira, dia 17 de Maio, o palco da Aula Magna recebeu o intérprete e compositor M. Ward, parte integrante do colectivo Monsters of Folk e da dupla She & Him, em terras lusas para apresentar o seu considerável trabalho a solo. Num concerto de curta duração, mas de inegável qualidade, o norte-americano passou por diversos temas de destaque da sua bagagem musical, provando que para além de uma força criativa, é também grande a tocar ao vivo.
Antes disso, quem teve a honra de abrir o espetáculo da noite foi o português Francisco Silva, com o seu projeto Old Jerusalem. O nome, partilha-o com uma música de Will Oldham, o conhecido Bonnie ‘Prince’ Billy, e a sonoridade certamente também foi influenciada pelo sublime artista – de guitarra em punho, Old Jerusalem delicia com as suas melodias dedilhadas e a entoação suave de letras elaboradas. Para além disto, tem um charme muito característico também, explicando as decisões e as histórias por detrás das suas letras com comentários humorísticos, intervalando o material antigo com novas músicas prestes a sair. O público ficou convencido.
Com uma lamentável plateia a meio gás, é a vez de M. Ward pisar o palco – e este fá-lo de forma despercebida, sozinho e solitário num palco quase vazio. No entanto, se o cenário pouco anima, é com ‘Medley: Rag/Duet for Guitars #3’, um medley de guitarra acústica que exemplifica perfeitamente os dotes de guitarra acústica do norte-americano, que este começa a construir a fundação de um concerto sublime e que encheu as medidas dos fãs.
Matt Ward é parco em palavras, mas expressivo e dinâmico a executar os temas folk pop, tanto acústicos como no piano, que falam de amor e da vida com uma nostalgia que lhe é característica. ‘Chinese Translation’ e ‘Requiem’ de Post-War (2006), são óptimos temas para aquecer a plateia, e as covers de ‘Rave On’ (sem Zooey Deschanel) e ‘Story of an Artist’, de Buddy Holly e Daniel Johnston, respectivamente, mostraram a versatilidade do intérprete, que transmite toda a emoção possível sob uma voz rouca à la Tom Waits.
Houve tempo para ‘Hold Time’, título do álbum homónimo que o trouxe mais polido e mainstream ao mundo musical, tal como uma irreconhecível ‘Let’s Dance’ de David Bowie, com o devido tratamento da sonoridade country e folk do artista – todas estas escolhas armas de fogo para convencer um público com o talento de Ward.
Após os destaques ‘Poison Cup’ e ‘Eyes on the Prize’, foi com ‘Never Had Nobody Like You’ que M. Ward terminou o seu magnífico concerto na capital portuguesa.
Estimado pelo público numa ovação em pé, é com boas memórias que os portugueses ficam do intérprete, que na sua primeira vez em Portugal, não esteve nada mal.
Reportagem Feeder – Porto
Mar 28th
A noite no Hard Club era feita de expectativas. Feeder, a banda galesa de rock alternativo, deu o concerto que havia sido cancelado em Janeiro por "motivos de agenda". Embora não seja o nome mais sonante, a banda manteve-se subtilmente no mainstream, especialmente ao longo da década passada, com singles que trazem memórias mesmo a quem não crê conhecer de nome o grupo. Seja pela sua contribuição massiva na cena musical do Reino Unido, ou pela sua participação na O.S.T. de vídeojogos como o franchising Gran Turismo, Feeder manteve um historial constante até os dias que correm.
Às 21h entraram em palco os Utter, banda de abertura. O grupo de Braga cativou o público com o seu rock alternativo à la 30 Seconds To Mars. Fosse o glamoroso casaco do vocalista ou os ataques epilépticos que este simulava, ainda que timidamente, os Utter criaram o ambiente propício para um Hard Club ainda por aquecer. Para além de promoverem o novo álbum, "Empty Space", a sair em Maio, a banda mostrou-se também grata pela oportunidade e mimou os fãs e amigos que os apoiaram. Numa parte instrumental, João – o vocalista – saiu do palco para descer até ao público e cumprimentar algumas caras conhecidas. Essa humildade criou a empatia necessária e quebrou o gelo de uma sala que era apenas meia cheia (ou meia vazia, dependendo do ponto de vista).
Os bracarenses deixaram as portas abertas - no pun intended - para Feeder, que começam (e terminam) o concerto com o célebre tema de The Good, the Bad and the Ugly, de Ennio Morricone! O cenário em palco mostrava a capa do último álbum da banda, “Renegades”, com o nome da banda e o retrato de uma mulher de carapuço a cobrir a cara e um skate bem old school.
A set list que nos vieram trazer contou com vários temas do mais recente trabalho dos britânicos, a destacar "Renegades", "Sentimental", "White Lines", "Home" e "Call Out". Como seria de esperar, apesar da promoção aos novos temas, a banda tocou singles (e não só) dos álbums anteriores. "Insomnia", "Buck Rogers", "Just the Way I'm Feeling", "Seven Days in the Sun" e "Just a Day" souberam, realmente, pôr um sorriso e um toque de nostalgia em qualquer um dos presentes. O ambiente era relativamente tranquilo, com alguns sing alongs e um público bastante heterogéneo, representado por grupos de amigos nas casas dos 20/30 anos de idade, algumas caras mais novinhas, espanhóis e outros turistas. Grant Nicholas, vocalista, comentou o facto de já cá não tocarem há cerca de uma década!
Assistiu-se, no geral, a um concerto tranquilo, de uma banda que foi, acima de tudo, uma surpresa em palcos portugueses. Uma surpresa muito agradável, diga-se.
A actuação ficou também marcada pela informação de que o dinheiro proviniente dos downloads do último single será revertido na sua totalidade para a British Red Cross, com o intuito de ajudar as vítimas do tsunami no Japão, país natal de Taka Hirose, baixista da banda.
Reportagem Youthless e Lululemon
Apr 3rd
No passado dia 2 de Abril o Plano B serviu de palco para uma noite dedicada a música realizada a dois. Um par de duos apresentou-se em palco, suportando sonoridades distintas, mas ambas bastante enérgicas.
O começo da noite ficou a cabo dos Lululemon, uma banda oriunda de Vale de Cambra.
Pedro Ledo e Tiago Sales lançaram-se, por volta da meia noite, a quase 40 minutos de riffs e fills recheados de um espírito blues e surf bem orelhudos, com alguns laivos mais electrónicos a apimentar as coisas, assim como uma participação vocal inesperada por um membro exterior à banda. No entanto, foi notória alguma falta de qualidade na mistura a sair do P.A, algo exterior ao controlo da banda, muito provavelmente. Contudo, apesar do som poder ter estado um pouco mais bem tratado pelo espaço, o concerto foi agradável e é de louvar a actuação em causa perante uma banda ainda com poucos passos dados. É aguardar por futuros concertos e pelo EP de estreia a sair no decorrer deste mês de Abril.
Em seguida foi a vez dos Youthless tomarem as rédeas da noite. Munidos de bateria, baixo, teclado e voz, este duo fez lembrar uns Death From Above 1979, mas com menos rock e mais dança à mistura. Com o seu Telemachy EP como desculpa, Alex Klimovitsky e Sebastiano Ferranti conseguiram, aos poucos, incendiar um Plano B que se mostrou apreensivo inicialmente.
Desde invasão de palco, a crowdsurf por parte do Alex e até a uma pequena participação de Tiago Sales na bateria, os Youthless revelaram uma boa interação com o público, não sendo de admirar já estarem à espera de subir a um grande palco como o Coliseu dos Recreios. Um concerto bem conseguido, sem grandes dúvidas.







