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Reportagem Sumol Summer Fest 2010
Jun 27th
25 de Junho de 2010 - Fotos
Bilhetes esgotados! Todos esperam ansiosamente por mais uma edição do Sumol Summer Fest. Sol, praia, surf... Tudo se une para uma conjunção de boa música, amigos e good vibes. O Palco Sumol abre com Terrakota e os seus ritmos provenientes de todo o mundo. Ainda com poucas pessoas no recinto, Terrakota animou o público presente com a sua mistura de ritmos de África, Índia, Oriente e Caraíbas. Apresentaram o novo single “ World Massala” para uma plateia já contagiada pelas suas músicas.
Vindos da Austrália, os Blue King Brown presentearam-nos com a sua energia e paixão. Descritos por Carlos Santana como “The voice of the street and the band of the future”, contagiaram o público com o seu reggae, afro beat e música latina. A vocalista e guitarrista Natalie Pa'apa'a transmitiu a sua mensagem em português, apelando à conservação do planeta e à luta contra a probreza, e de seguida o tema “ Moment of truth” emocionou a plateia.
O sol já se punha em Ribeira d´Ilhas quando os Dub Inc entraram no Palco Sumol. Com uma combinação de estilos variados, o público esteve ao rubro durante todo o concerto. “Rude boy” , “ My freestyle” e “ Diversité” foram alguns dos temas tocados.
Os Groundation chegaram e arrasaram perante um público ansioso para os receber. A fusão entre o reggae, o jazz e o heavy funk transportou o público para um mundo de boa energia. Todos no recinto sentiram a alma com que tocaram e a mensagem de liberdade de expressão e igualdade para todos foi elevada ao mais alto nível.
Vindo directamente do país irmão, o cabeça de cartaz Marcelo D2 entrou com toda a garra que já nos tem habituado. O público respondeu com a mesma garra, cantando todas as músicas de cor. Um pouco incomodado pelo som (alto) vindo da Tenda Good Vibes, Marcelo D2 prometeu superar, e conseguiu.Com o seu companheiro Fernandinho BeatBox procuraram pela “batida perfeita” e encontraram. Houve rap, samba, scratch, e um medley de covers. Enaltecendo Bezerra da Silva “ A voz do morro”, Marcelo D2 completa o palco chamando Marcelinho da Lua e Angelo B. Juntos fazem a festa e chamam “ só mulheres” do público para dançar o samba. A plateia vibrou com os temas “ Maldição do Samba “ e “Desabafo”.
O Palco Sumol encerrou após um final de tarde e noite repleto de boas vibrações.
Continuou a boa onda de energia no 2º e último dia do Sumol Summer Fest. Mesmo sem sol e com algum vento, o ambiente prometia mais uma grande noite. O Palco Sumol abriu com os portugueses Quaiss Kitir. Ritmos cubanos, reggae e ska encheram o palco e animaram a plateia. «Hannuman», «Cool», «Carpe Diem», «Bikini Blues» e «Punami» foram alguns dos temas escolhidos para “aquecer” o ambiente.
Com a plateia já bem composta chegou a revelação de 2010, Frankie Chavez. Influenciado pelas suas viagens, Frankie Chavez trouxe ao Palco Sumol um misto de folk e blues e com o seu talento fez vibrar o público.
Ao início da noite, chegou, nascido no Senegal mas vindo directamente da ilha de Guadalupe, o surfista Tom Frager. De todas as suas influências musicais, o mar, o sol, a poesia e o amor são os focos mais evidentes da sua música. Acompanhado pelo coro do público português, Tom Frager entusiasmou a plateia. “ Give me that love” fez-se ouvir até bem longe.
O público aguardava com muita expectativa o músico Matisyahu. Quando entrou em palco, a plateia vibrou ao som da sua voz característica. A sua música poderosa apelando à devoção religiosa e a mistura entre o rock, o reggae, o hip hop manteve o público sempre ao rubro. O hino “One day “ foi o ponto alto do concerto e sensiblizou à mudança por um mundo melhor.
Para encerrar o Palco Sumol o alemão Gentleman entrou com toda a energia. O público reagiu logo na 1ª música. A ligação de Gentleman com a plateia foi evidente. Um concerto com dois encores e temas como : “Intoxication”, “ Changes “ e “Good Old Days” serviram na perfeição para o final de mais uma edição de sucesso do Sumol Summer Fest.
O expectável foi atingido: muita música, good vibes, praia e amigos. Tudo isto nos faz ansiar pela próxima edição.
Reportagem Italians Do It Better
Feb 14th
No passado dia 12, o Plano B serviu de palco para uma pequena amostra de uma jovem editora, a Italians Do It Better, evento propulsionado pela promotora Lovers & Lollypops.
Estando em actividade há cerca de quatro anos, este selo norte americano trouxe ao Porto dois dos seus projectos mais aclamados, os Desire e os Glass Candy, assim como o seu próprio fundador, Mike Simonetti.
Foi por volta da meia noite e meia que os Desire subiram ao palco. Apesar de possuírem já dois registos de originais na algibeira, o seu concerto foi curto e conciso, durando cerca de meia hora. Um aquecimento bem conseguido, com músicas fortes e extremamente orelhudas, centrando-se no Italo Disco, imagem de marca da editora que representam.
Com um pequeno intervalo, Johny Jewel (elemento comum a Desire) e Ida No lançaram-se num concerto bem mais rico em energia, quando comparado com o anterior.
Já com uma longa carreira, iniciada em 1996, este duo sofreu uma tremenda mutação sonora ao longo da sua existência, encontrado o apoio da Italians Do It Better, do público e da crítica com o seu terceiro álbum, “B\E\A\T\B\O\X”, editado em 2007. Contudo, a sua presença por terras lusas dedicou-se à apresentação da sua recente compilação, “Deep Gems”.
Com um concerto um pouco mais longo que o de Desire, Ida No conseguiu levar a maioria dos presentes ao rubro, culminando tudo com uma invasão de palco que em nada prejudicou o grupo. Um concerto fogoso, que merecia uma duração mais longa.
É de salientar também a presença mais tardia nas mesas de mistura de Mike Simonetti, Rui Maia e Mr. Mitsushirato.
Reportagem The Prodigy @ Pavilhão Atlântico
Dec 8th
Depois da sua passagem pelo Optimus Alive os The Prodigy marcaram o seu regresso para dia 7 de Dezembro no Pavilhão Atlântico.
Antes da actuação dos miticos senhores do rave-punk e mesmo antes da banda que iria abrir o concerto destes (Enter Shikari) o público do Pavilhão Atlântico foi brindado com o som do Dj Loel com diversas misturas que animaram o público que se ia aglomerando para assistir ao concerto.
Às 21 horas em ponto subiram ao palco os Enter Shikari, banda do Reino Unido de post-hardcore com elementos de electrónica, formada em 2003 considerada pela imprensa especializada os novos “meninos bonitos” do Reino Unido. Pela primeira vez em Portugal apresentaram maioritariamente músicas do seu último e segundo álbum lançado em Junho de 2009 Common Dreads. Foi uma actuação que animou o público, ainda a meio gás, durante 45 minutos prometendo uma noite em cheio para todos os fãs tanto desta banda como dos The Prodigy, dizendo também que voltariam a terras lusas no Verão.
Mesmo antes de começar a actuação de The Prodigy já o público se encontrava ao rubro na longa espera para a actuação desta banda. Os The Prodigy que só se haviam apresentado em Portugal em festivais e nunca em nome próprio, abrem o concerto com “World’s on Fire” do seu último álbum Invaders Must Die seguida de “Breathe” do legendário álbum The Fat of The Land protagonizando um dos muitos momentos da noite.
Ao longo da noite a banda britânica foi demonstrado o porquê de ter levado tantas pessoas ao Pavilhão Atlântico com uma energia avassaladora de toda a banda mas especialmente de Keith Flint e Maxim Reality. Estes tiveram uma grande interação com o público contagiando-os com a sua energia, transformando a sala de espectáculos numa discoteca gigante. Até as pessoas que se encontravam nos balcões não resistiram a dançar ao som de todas as músicas apresentadas, especialmente a clássicos como “Firerstarter”, “Out Of Space”, “Voodoo People” ou mesmo pelas músicas mais recentes como “Invaders Must Die” ou “Omen”. Sempre com um grande ritmo os The Prodigy repetiram a “coreografia” do festival Optimus Alive de “Smack my Bitch Up”.
O encore composto por quatro músicas começou com “Take Me To The Hospital” dando a todas as pessoas mais uns minutos de dança culminando na “Their Law”.
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Espectáculo de 15 músicas que pôs todo o Pavilhão Atlântico a dançar ao ritmo dos The Prodigy.









