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The National no Sudoeste TMN 2011
May 25th

Depois de passarem por Lisboa e Porto chega agora a confirmação dos The National no Festival Sudoeste TMN a 7 de Agosto.
Os americanos passam pela Zambujeira do Mar a 7 de Agosto e na bagagem trazem o seu último álbum editado em 2010, High Violet.
Marcelo Camelo (5 de Agosto) e Eliza Doolittle (4 de Agosto) foram também hoje confirmados para este festival para o Palco TMN.
O Festival Sudoeste TMN 2011 realiza-se nos dias 3, 4, 5, 6 e 7 de Agosto de 2011 na Zambujeira do Mar, na Herdade da Casa Branca. O preço dos bilhetes é de 90 Euros para o Passe e 48 Euros para o bilhete diário.
Dim Mak no Optimus Alive 2011
May 18th
Depois de termos anunciado a presença de Steve Aoki, o Festivaisverao.com dá conhecer o cartaz completo do Palco Optimus Clubbing para o dia 8 de Julho, com o apoio da editora Dim Mak.
Ao que o Festivaisverao.com apurou, a editora Dim Mak vai apresentar os seguintes artistas:
Os Atari Teenage Riot vão estar presentes no festival, regressando assim a Portugal, depois do ano passado terem actuado no Porto. Para além deste último grupo e de Steve Aoki, o Optimus Alive 2011 vai contar com a presença de AfroJack, AutoErotique, Congorock, Mustard Pimp, Sidney Samson e TAI. Em formato live poderemos contar com Motor, New Ivory, Rob Roy, Scanners, Atari Teenage Riot e de Anne-Catherine Hartley, mais conhecida como Uffie.
O Festival Optimus Alive 2011 realiza-se nos dias 6, 7, 8 e 9 de Julho de 2011 em Oeiras, no Passeio Marítimo de Algés. O preço dos bilhetes é de 50 Euros, 99 Euros ou 129 Euros, Bilhete Diário, Passe para os 3 dias ou Passe para os 4 dias, respectivamente.
Skunk Anansie no Marés Vivas
Feb 25th

Os Skunk Anansie são os mais recentes confirmados para o festival Marés Vivas!
O anúncio foi feito pela Rádio Comercial, o grupo liderado por Skin actua no dia 15 de Julho no festival nortenho. Depois de terem passado pelos coliseus de Lisboa e do Porto, o grupo regressa a Portugal para apresentar o seu último álbum "Wonderlustre" bem como músicas conhecidas como "Charlie Big Potato", "Hedonism", e muitas mais.
O Festival Marés Vivas realiza-se nos dias 14, 15 e 16 de Julho de 2011 em Vila Nova de Gaia. Os preços dos bilhetes situam-se entre os 25€ pelo bilhete diário e 50€ pelo passe do festival (até dia 14 de Junho o preço situa-se nos 45€).
Os bilhetes encontram-se à venda a partir do dia 25 de Fevereiro.
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Reportagem Skunk Anansie – Lisboa
Feb 9th
Sete meses depois da presença estonteante no Optimus Alive!, os Skunk Anansie voltaram para dois concertos em Portugal. Lisboa seguiu-se ao Porto e o local escolhido foi o bom velho Coliseu.
O recinto – mais que esgotado - rapidamente pareceu pequeno demais para albergar todos os que iam entrando enquanto os britânicos The Virginmarys já tocavam. A banda, que ganhou o título de “Best New Rock Artist” do iTunes, apresentou o seu rock cativante que abriu o apetite. Temas como “Bang Bang Bang” e “Just Arrived” aqueceram uma multidão já de si irrequieta.
Assim que a banda terminou e saiu, um pano tapou o palco, deixando todos curiosos. Quando finalmente as luzes se apagaram, foi projectada uma imagem da capa do novo álbum dos Skunk Anansie, “Wonderlustre”, editado quase 12 anos após o seu antecessor “Post Orgasmic Chill”.
Quando a intro começou, luzes vermelhas projectaram as silhuetas de Skin, do baixista Cass e do guitarrista Ace. A loucura estava prestes a começar. Sempre de fatos extravagantes, desta feita eram ombreiras ornadas com penas que emolduravam o rosto de Skin. “Yes, It’s Fucking Political”, retirada de “Stoosh”, fez as honras. De microfone apontado ao público, Skin deixou desde o início bem claro que para o concerto contava com a participação de todos. A audiência não desiludiu e a voz possante e inconfundível da cantora britânica também não. Riffs de guitarra deliciaram os fãs e após um entusiástico “Hello!” por parte da vocalista, uma favorita do público entra em cena: “Charlie Big Potatoe”, do penúltimo álbum de estúdio da banda, serviu de novo para mostrar os dotes da multidão enquanto coro perfeitamente sintonizado.
Skin dançava e fazia seu um palco que a recebeu de braços abertos. Temas do novo álbum, como “God Loves Only You” provou ter já conquistado os fãs. Apesar disso, ninguém resistia a temas mais antigos, tais como “100 Ways to Be a Good Girl” ou “Secretly”, de longe uma das mais esperadas e acarinhadas pelo público, que lhe valeu um sentido «Obrigado» de Skin.
“Over the Love”, “The Sweetest Thing” e “My Love Will Fall”, todas retiradas de “Wonderlustre”, revelaram algumas diferenças no som habitual da banda, mas nem por isso foram menos bem recebidas. Ainda que temas como “Because of You” ou “I Can Dream” tenham mostrado estar bem presentes na memória de todos, pôde perceber-se que o mais recente trabalho da banda agrada a muitos seguidores, dos mais velhos aos mais novos.
A vocalista fez questão de visitar o público várias vezes durante o concerto, “andando” inclusive sobre a multidão, com a ajuda de fãs. Por isso mesmo, “Brazen (Weep)” foi dedicada a um desses fãs em especial. Aquele que foi o tema que mais sucesso teve para a banda foi outro dos momentos da noite, onde se contou ainda com um riff da “Intellectualise My Blackness”, do albúm “Paranoid & Sunburnt”.
Antes da esperada “Twisted (Everyday Hurts)”, o pedido da vocalista foi simples: “Jump!”. E assim obedeceu quase a totalidade do recinto, bancadas e camarotes incluídos. “Feeling the Itch” e “My Ugly Boy” fazem lembrar uns Skunk Anansie ainda nos anos 90, agradando a fãs mais antigos. Por seu lado, “Tear the Place Up”, já de 2009 (tirada de “Smashes & Trashes”, o álbum de greatest hits da banda) conseguiu de facto quase trazer o Coliseu abaixo. “Skank Heads” antecedeu o encore, que durou o suficiente para uma multidão ávida mostrar a força dos seus pulmões.
A banda voltou a entrar em palco e foi com outra das preferidas do público que o fim do concerto teve início – “Hedonism (Just Because You Feel Good)” não falhou a ninguém, entoada com distinção. A vocalista agradeceu a todos os presentes, a todos os que apoiam a banda e os «faziam sentir bem» neste país. Seguiu-se o que será o próximo single da banda, “You Saved Me”.
Foi então tempo de apresentar a banda, membro a membro, com uma Skin sempre bem-humorada e a espalhar a sua boa-disposição, como já havia feito no Optimus Alive!. “Querem mais?” – a resposta é óbvia; por muitos, aquilo durava a noite toda. “Little Baby Swastikkka”, o primeiríssimo single da banda irrompeu pelas colunas e alimentou-se da energia que pairava na atmosfera e teimava em perder forças. Era hora da despedida e a banda abandonou o palco, assim como muitos dos espectadores. No entanto, as luzes permaneceram apagadas e o público não cessou em chamar pela banda… que voltou!
De novo desmanchada em agradecimentos a um público carinhoso que «estabeleceu expectativas muito altas para os próximos espectáculos da tour», Skin expressou a sua gratidão com um último tema. “You’ll Follow Me Down”, bem conhecida de todos, fez as delícias e foi uma despedida perfeita. Uma vénia final e eis que o fim chegava mesmo.
Após quase 17 anos, é de notar a empatia e cumplicidade que existe numa banda que, apesar do “intervalo” de 10 anos, se mantém unida e a tocar gerações distintas que se juntam em prol da boa música e de espectáculos que ficam gravados na memória para sempre.
Kyuss Lives! em Almada e no Porto
Feb 5th

Kyuss Lives! é o nome dado para a reunião dos kyuss, reunião esta sem a presença de Josh Homme, mas que conta com os ex elementos da banda John garcia, Nick Oliveri e Brant Bjork juntado-se ao trio o guitarrista Bruno Feveryty.
A banda já tinha um série de concertos anunciados, e Portugal faz finalmente parte dessa lista. Lisboa recebe a banda a 21 de Junho no Incrivel Almadense, no dia seguinte a banda actua no Porto no Hard Club.
Preço: 25 Euros
Se não tens onde ficar procura alojamento aqui.Asian Dub Foundation em Portugal
Feb 4th
Os britânicos Asian Dub Foundation vão passar por Lisboa e Porto no mês de Março. Os dois concertos decorrem a 28 de Março no Santiago Alquimista e a 29 de Março no Hard Club.
Na bagagem trazem o novo álbum, "A History of Now", que tem edição marcada para dia 7 de Fevereiro.
A mistura explosiva de Dub, Electrónica, Rock e Jungle, acontece ácerca de 15 anos e os Asian Dub Foundation são considerados por muitos uma das melhores bandas ao vivo.
Contam com digressões com Primal Scream e Beastie Boys, entre outros, o sétimo álbum de originais "A History of Now" promete agradar os fãs portugueses. As portas abrem as 20 horas e os concertos iniciam-se às 21 horas.
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| Preços | Locais de Venda |
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Locais Habituais |
Arctic Monkeys no Super Bock Super Rock 2011
Jan 25th

Os Arctic Monkeys, são a mais recente confirmação para a edição de 2011 do Festival Super Bock Super Rock, juntando-se aos já confirmados: The Strokes, Portishead e Beirut. O grupo britânico actua no dia 14 de Julho.
Arctic Monkeys estrearam-se em 2006 com o álbum "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not”, marcando um sucesso de vendas relâmpago. Hinos da Juventude, que fazem lembrar o final da década de 70 a soprar riffs incendiários e um desempenho muito pessoal vocal de Alex Turner, acompanhado de uma banda dedicada, experienciada e determinada a vencer. A banda de Sheffield irá lançar o seu quarto álbum no próximo ano.
É assim um regresso a Portugal deste grupo, depois de terem actuado no Porto e em Lisboa no mês de Fevereiro de 2010.
O Festival Super Bock Super Rock na sua edição de 2011 realizar-se-á nos dias 14, 15 e 16 de Julho de 2011, em Sesimbra na Praia do Meco mais propriamente na Herdade do Cabeço da Flauta.
O Preço do bilhete diário tem o custo de 45 Euros e o Passe para os 3 dias de 80 Euros (inclui campismo e transporte para a praia do Meco). Os bilhetes já se encontram à venda.
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Reportagem The Legendary Tigerman – Lisboa
Jan 23rd
Lendário, sem dúvida
Deus nos valha Paulo Furtado. Deus nos valham os Wraygunn, Deus nos valha Legendary Tigerman, Deus nos valham todas aquelas colaborações em que se meteu, todas as bandas-sonoras que já fez (fabuloso, o cine-concerto que deu com Rita Redshoes no MOTELx há dois ou três anos) e tudo o que da sua carreira saiu. Deus nos valha este músico que influenciou toda uma nova geração de música Portuguesa deixando-se influenciar pela geração que lhe precedeu e até pela que viveu. O concerto que se viu no Coliseu foi o reflexo perfeito da impressionante carreira de Paulo Furtado: grandioso e inesquecível. Puxou de todos os cordelinhos, foi a toda a sua carreira a solo ou em grupo e pôs em palco todo o seu percurso musical num espectáculo cuidado e pensado, que foi basicamente mais de duas horas de uma sucessão constante de grandes momentos.
Uma lista de excelentes convidados, alguma grandes surpresas e o grande músico com as grandes canções do costume. Num óptimo e longo alinhamento, Tigerman percorreu todos os seus álbuns a solo (dando, claro, destaque a Femina), na pose e estilo já conhecidos de um público fiel que esgotou o Coliseu de Lisboa. Sempre informal, sempre espontâneo, sempre a incentivar à festa (pediu ao público para se pôr de pé e ele acedeu, brincando com as queixas no livro de reclamações que tal pedido gerou na noite anterior, no Coliseu do Porto) e com um palco cuidado onde as projecções de vídeo tão adoradas pelo músico foram uma constante, Paulo Furtado deu um concerto memorável, naquela que custa a chamar de noite de consagração apenas porque, com tanto talento e uma carreira que não é curta, uma noite que merecesse tal designação já devia ter chegado antes. Quem já antes o tinha visto ao vivo já sabia, afinal de contas, o que esperar no Coliseu: um grande concerto.
Antes do espectáculo propriamente dito, há que mencionar a primeira parte de Rita Braga. Voz cativante ainda que imperfeita, que canta versões de bom gosto de tais clássicos como Under the Moon ou Dream a Little Dream of Me. Competente, sem dúvida e acima de tudo com fortes pontos de contacto com o músico que se seguiria. Percebe-se o porquê da escolha de Paulo Furtado e foi sem dúvida uma primeira parte que criou bem o tom para o que viria a seguir.
E depois duma agradável primeira parte, lá entrou Tigerman em cena, perante uma chuva de aplausos. Guitarra em riste, ecrã gigante por trás numa cortina que iria subindo e descendo ao longo da noite, onde rapidamente surge Asia Argento projectada. My Stomach is the Most Violent of all of Italy abre na perfeição as hostes, com a voz de Argento a ecoar em conjunto com a de Tigerman numa bela canção saída de Femina. Ao final da canção, que proporcionou um belo início, sobe a cortina e surge a bateria já tão conhecida dos fiéis e que em todos coloca um sorriso. Tigerman é one-man-show, é homem a tocar guitarra e bateria ao mesmo tempo, de óculos escuros e voz sussurrante, com aquele som directo e simultaneamente melódico, é ver em palco um homem como não há igual. O Homem Tigre senta-se e surge o primeiro clássico da noite: Walkin’ Downtown.
Grande momento, numa canção que ganha sempre com uma interpretação ao vivo exemplar, que joga tão bem com aquela hesitação no refrão da música. Não tardou muito a chegar Naked Blues, outro clássico, que mais uma vez nos relembrou das belas canções e discos que Furtado já nos dá há uns bons anos. Das grandes canções da sua carreira, faltou apenas Route 66. De resto, estiveram lá todas, interpretadas com a alma de sempre (espectacular, o momento em que dedicou Radio & TV Blues à “merda de rádio e televisão que temos”).
O concerto foi alternando entre momentos a solo e claro, momentos com os convidados, ao longo de mais de duas horas sempre bem ritmados (impressionante, tendo em conta o número de convidados). A primeira a entrar foi logo Lisa Kekaula, que tem talvez a voz mais impressionante de todas as convidadas do disco, sempre com energia e estilo… e aquela voz, meu Deus, aquela voz. Não tardou a entrar Cláudia Efe, com um vestido esvoaçante e (claro) sensual, que com Honey, You’re Too Much proporcionou um dos melhores momentos da noite. Rita Redshoes entraria em palco para mostrar ser a que tem a maior cumplicidade com o músico; aqueles olhares durante Sister Ray, por exemplo, deram uma tensão enorme à interpretação de uma excelente música. E que surpresa que foi quando mais tarde surgiu à bateria, para ajudar Tigerman e Kekaula a tocar Jockey Full of Bourbon, grande canção de Tom Waits que aqui ganhou nova alma com esta baterista, a guitarra de Furtado e a voz de Kekaula.
A participação de Jim Diamond (guitarra) e Mick Collins (bateria) proporcionaram talvez o momento mais rock da noite, com o Homem Tigre a ir buscar Girlse Big Black Rusty Pussyboard (um dos seus melhores temas) ao baú. Duas pérolas para os devotos, que foram banhadas a ouro com aquele belo solo de guitarra de Diamond e as batidas que tão bem assentaram de Collins. Big Black Rusty Pussyboard, em particular, é simplesmente uma canção obrigatória em qualquer concerto de Legendary Tigerman, verdadeiramente espectacular.
E o que dizer da participação dos Dead Combo, que teve o ponto alto em Lusitânia Playboys, música do duo que Tigerman fez questão de levar ao Coliseu? Instrumentalmente perfeito, com a guitarra de Tó Trips e a guitarra de Furtado em diálogo absoluto. Foi um daqueles momentos em que se pensou “Que sorte tenho eu em estar a ver isto”, dada a oportunidade única que é a de ver estes nomes pesados a actuar em conjunto. Já se esperava que fosse tão bom, claro: os Dead Combo são dos projectos musicais de maior valor e qualidade dentro das nossas fronteiras (que concerto arrebatador, o que deram com a orquestra no São Jorge há uns meses) e Tigerman é Tigerman. Foi uma oportunidade única que valeria por si só a noite, a de os podermos ver a tocar juntos. Oportunidade que não desperdiçaram para criar um momento que nos ficará na memória. “O melhor duo de Lisboa”, bem disse Furtado. “E os mais bem-vestidos!”, acrescentou.
Antes do encore (que foi a grande surpresa da noite, mas já lá vamos), foi a vez de JD Nelassassin e DJ Ride entrarem em palco, juntamente com João Doce, dos Wraygunn. Furtado brincou dizendo que chamaria àquele grupo de Quatro e que gravariam quatro canções em quatro dias e que dariam quatro concertos, acabando de seguida. Com aquele resultado, até se espera que não seja a brincar. Quem diria que resultaria tão bem, aquela fusão dos DJs com aquela guitarra ríspida do protagonista da noite? Foi uma verdadeira frente sonora, energia pura e rítmica, que acabou em alta o set principal com Say Hey Hey.
E foi depois, no regresso ao palco, que viria a grande surpresa do espectáculo. O encore começou com o regresso de Argento ao ecrã gigante, para interpretar com Tigerman a lindíssima Life Ain’t Enough For You, single de apresentação de Femina que na altura tanto passou (merecidamente) pelas rádios. E no final deste bonito momento, Furtado apresentou, um a um, os membros dos Wraygunn, que foram entrando em palco para a grande surpresa da noite. Já nos esquecíamos da falta que fazem, da onda de energia que são, das saudades que tínhamos de os ver. Tocam a inevitável She’s a Go Go Dancerque incendiou, como esperado, o Coliseu e de seguida uma canção nova que estará no novo álbum. Mostraram estar na boa forma de sempre e a música nova que se ouviu deixou no ar a promessa de um belo novo álbum. Que voltem o mais depressa possível.
Tigerman e Wraygunn saem e só Tigerman volta a entrar, para um segundo encore com a música que pôe um ponto final na noite da mesma forma que o faz em Femina: com perfeição absoluta. True Love Will Find You In The Endde Daniel Johnston é, diga-se, muito provavelmente das mais bonitas canções alguma vez escritas e a voz de Furtado dá-lhe um sussurro com alma inesperado para quem antes não a tinha ouvido ao vivo. Canta-a na perfeição, após mais de duas horas de um concerto grandioso, com a cortina a levantar-se e as luzes lentamente a serem acesas em todo o Coliseu. Momento indescritivelmente poético e memorável, que acabou por ser o reflexo do próprio Tigerman que é, diga-se, duro por fora mas mole por dentro.
“Muito obrigado por me terem dado uma das melhores noites da minha vida”, diz perante uma ovação feita por um público que se menteve sempre de pé, chamando de seguida todos os convidados para a ele se juntarem numa vénia final. Com um Coliseu esgotado a seus pés, tornou-se óbvia a marca que Furtado já deixou (felizmente!) na nossa música. Sai do palco com um sorriso no rosto e o público abandona o Coliseu da mesma forma.
Grande concerto que foi o puro reflexo de um grande músico. Por mais de duas horas estivemos dentro do universo de Legendary Tigerman; ouvimos a sua música e a música que o influenciou (desde Tom Waits àquela excelente versão de These Boots Are Made For Walking, de Nancy Sinatra), tocada por si e pelos amigos de que tanto gosta e tanto admira. Noite de consagração? Não, noite de mera confirmação. Com os discos que já editou, com os concertos que já deu, o valor de Paulo Furtado já era inegável e a noite vivida foi apenas todo o seu talento em todo o seu esplendor.
O Coliseu esgotado foi um mero sinal de que, felizmente, ainda há muita gente a reconhecer e a gostar de um grande músico quando o ouve. Legendary Tigerman foi ao Coliseu, deu um concerto magnífico, ambicioso como só ele pode dar (tão bem pensado e executado como só Furtado se lembraria de fazer) e arrebatou enquanto deu a constatar um mero facto: a palavra Lendário não está ali só pelo estilo. É já uma mera característica. Dele e desta noite com que nos brindou.
Passatempo Mão Morta – Hard Club
Dec 11th
O Festivais de Verão em associação com o Hard Club tem para te oferecer 5 convites simples para o concerto dos Mão Morta que decorre a 18 de Dezembro no Hard Club.
O rock que fazem é só deles e tem vindo a dar provas ao longo de 25 anos da sua grande mestria.
O aniversário de prata do colectivo bracarense celebra-se também no novo Hard Club, na sala 1, num reencontro com uma sala por onde passaram tantas vezes.
Em Abril de 2010 editaram pela Universal "Pesadelo em Peluche", cuja composição foi inspirada no livro "The Atrocity Exhibition", de J.G. Ballard. Entraram directamente para o 3.º lugar do Top Nacional de Vendas, posição nunca antes alcançada pelos Mão Morta.
O bilhete para este concerto custa 12,50 Euros em pré-venda e 15 Euros no próprio dia.



















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