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Novembro do Porto ainda com Akron/Family, Gary War e Com Truise
Nov 14th
Novembro vai a meio mas ainda há muito (e muito bom) que ver.
A norte, a Lovers & Lollypops preenche o penúltimo mês do ano com boa música. 
Depois de Eternal Tapestry e Pink Mountaintops, resta aproveitar os concertos de Akron/Family no dia 20 (dia 19 em Lisboa, na Galeria Zé dos Bois), com primeira parte dos barcelenses The Partisan Seed, no Hard Club; dois dias depois, Gary War faz-se acompanhar por Tren Go! Soundsystem com o seu recém lançado WoooWoooo no Passos Manuel; e para fechar com chave de ouro, Com Truise ainda no regresso ao Maus Hábitos, com a primeira parte a cabo de Dreams e The Festmen numa quase-matinée.
Os três concertos estão incluídos no passe social que esteve disponível até ao início de Novembro, mas quem não aproveitou a boleia, os preços rondam entre os 6€ e os 12€.
Reportagem Fujiya & Miyagi no MusicBox
Nov 13th
A segunda parte da rubrica MusicBox Series que visa proporcionar aos ouvintes lisboetas uma auscultação de alguns dos nomes emergentes no panorama internacional, e que irá reflectir a evolução de diferentes géneros musicais.
Não foi com espanto que a sala encheu com um público das mais diversas faixas etárias, chegando mesmo a esgotar apesar do infausto cancelamento para alguns de Peter Broderick, responsável pela primeira parte do concerto dos Fujiya & Miyagi, sendo este mais tarde substituído pela banda portuense, Swinging Rabbits.
FFFlecha, Jón Roque, Jonathan Tavares, Pedro Andrade e Sérgio Alves pisaram o palco do MusicBox por volta das 00:30 para a apresentação do primeiro EP da banda, "Tricks are for Kids", descrito pelos mesmos como um reflexo autobiográfico da experiência que é viver e sentir do crescimento que daí resulta. Inicialmente dois anos de DIY, produção e trabalho em progresso de quatro orelhas que mais tarde se multiplicaram e formaram mais uma banda com fortes influências das décadas de 70 e 80's com passagens notórias por sonoridades da Motown e pelo acid jazz sempre dançável de Jamiroquai sem esquecer uma ligeira mas interessante intervenção electrónica.
Apesar de curto, foi um concerto aprazível e ecléctico (por vezes demais), com tendências divergentes que suscitaram o interesse por parte do público, que apesar de se encontrar presente para os exímios e mais que experientes, Fujiya & Miyagi, não deixou de se movimentar ao ritmo funk dos Swiging Rabbits que pisaram pela primeira vez os palcos lisboetas.
Não passava muito da 01:00 quando, aguardados impacientemente pelo público, Fujiya & Miyagi entraram em palco, enaltecidos e fortemente aplaudidos pelos presentes para a apresentação do novo álbum "Ventriloquizzing", numa primeira vez da banda em Lisboa.
A banda oriunda de Brighton estreou-se por os nossos palcos com "Cat Got Your Tongue" do último álbum do ano de 2011, sucessor de "Lightbulbs", do qual fez uma breve passagem por "Uh" a ritmos sintéticos e vigorosos aos quais sempre nos habituaram. As revisões pelos albuns anteriores continuaram, neste caso com "Collarbone" e "In One Ear & Out The Other" sendo esta última do album de 2006, "Transparent Things".
Fujiya & Miyagi focaram o alinhamento no novo album como seria de esperar. As revisões foram constantes, as sonoridades sempre ecléticas e dançáveis tanto de uma forma coordenada como energética e compulsiva, com distorções de guitarra com as quais Steve Lewis (Fujiya) se divertia particularmente, e com um sorriso sempre presente em David Best (Miyagi) que parecia não estar à espera do entusiasmo evidente dos espectadores em qualquer parte de sala.
O ponto alto da noite surgiu já no encore com "Ankle Injuries" onde a banda se mostrou veemente e satisfeita pelo reconhecimento notável de músicas dos álbuns anteriores e pela aceitação e intensidade com que o público recebeu com agrado "Ventriloquizzing".
Improvisos ensaiados que deixaram o público soberbo e em êxtase, onde mais uma vez, David Best divagou pelo Music Box com as suas distorções de guitarra. Com sintetizadores e teclados ligados, a banda despediu-se do público com "Electro Karaoke" e "16?" sendo que as últimas três músicas foram interpretadas com fragmentos umas das outras, intersectadas num ambiente mais intenso e de grande consideração que não deixou ninguém imune.
Para o encerramento de mais uma noite do Music Box Series seguiu-se Tiago Santos em DJ Set com passagens pelo soul e reggae que incitaram a sala para o encerramento da Heineken Series #2.
Reportagem Festival Ecos do Sado 2011
Nov 1st
O Festival Ecos do Sado teve no passado fim de semana a sua segunda edição, dois anos após a edição de estreia.
O evento espalhou-se pelo que se pode considerar que sejam as três principais salas de concertos do underground setubalense neste momento. A Ecos tem sido uma das principais forças de organização de concertos em Setúbal, liderada pelo incansável João Miguel Fernandes, responsável também pelo recém estreado documentário "Setúbal Tem Alma Musical". Numa altura em que a afluência aos concertos na cidade tem ficado um pouco aquém da ambição, o momento de abertura deste festival passou o teste: Os Surveillance, duo composto por Tiago Martins (ex-Porn Sheep Hospital, Ella Palmer) e Inês Lobo, contaram com uma casa bem composta no bar ADN. O que se ouviu durante os 20 minutos do concerto foi um rock experimental maioritariamente conduzido pelo baixo – naturalmente simples e directo, apesar das referências noise e math. O verdadeiro descolar do concerto esteve no último tema, com o convidado Gonçalo Duarte dos Lydia's Sleep a acrescentar uma muito bem vinda camada de ruído de guitarra.
Aos Gato Por Lebre e aos Common Fluid, relativamente desconhecidos por estas bandas, coube a ingrata tarefa de evitar a debandada de um público desinteressado, lutando contra os problemas técnicos que foram surgindo. Os primeiros conseguiram entreter uma pequena parte do público com o seu indie-rock-tradicional-português (ver Diabo Na Cruz, Os Pontos Negros), ao passo que os segundos debitaram um rock alternativo à moda de Seattle.
Por último, e para uma plateia mais reduzida do que aquela que iniciou a noite, estiveram os Lydia's Sleep, uma banda que sofreu algumas metamorfoses ao longo do último ano. Os intercâmbios saudáveis com os portuenses Equations e os lisboetas I Had Plans trouxeram os setubalenses para longe do pós-rock melancólico da sua encarnação anterior, e para as praias do pós-hardcore e math-rock. Não é de admirar portanto que o reportório até agora conhecido, que os consagrou vencedores de ambos os prémios do Concurso de Bandas de Setúbal no princípio deste ano, tenha ficado de lado para este concerto.
Embora a duração do concerto tenha sido curta, por culpa de alguns atrasos, os rapazes mostraram que os novos temas estão sérios e vão dar que falar quando forem gravados.
Nota: A ausência da crítica ao concerto de Ella Palmer deve-se ao facto de o repórter ser elemento da banda.
A abrir as hostes do segundo dia, na Capricho Setubalense, estiveram os Wind Koala. Esta é uma das novidades no panorama setubalense, composta por membros dos defuntos Red Smoking Indians. Num concerto de apenas 15 minutos, os jovens apresentaram três temas de um indie pop barulhento e acelerado, actual e fresco, repleto de sintetizadores e ritmos dançáveis. Os Wind Koala tiveram a sua estreia ao vivo apenas uma semana antes deste concerto e contam com apenas 3 meses de existência, pelo que o caminho até agora se avizinha promissor.
Para os Deception Point, também de fora de Setúbal, temia-se uma debandada semelhante à do dia anterior, mas conseguiram combater a predisposição do público para a apatia. Apesar de alguns problemas com o som, entregaram de forma bastante sólida o seu rock duro com toques de prog.
Os Blame The Skies são uma das principais novas esperanças da cidade de Setúbal, e também os sucessores mais directos da escola dos More Than a Thousand e Hills Have Eyes. O que os destaca destes dois colossos do peso nacional são as guitarras virtuosas e um jogo de vozes mais elaborado – há duas variedades bastante distintas de grito e ainda os refrões melódicos do baterista Diogo Miguel a fazer lembrar Aaron Gillespie dos Underoath. Este é um dos pontos em que os Blame The Skies se destacam de outras bandas do género: a distribuição do trabalho vocal por três vocalistas (dois deles dedicados) faz com que nunca percam o fôlego. Os temas do EP "Home For Courage", produzido por Vasco Ramos (More Than A Thousand), podem ainda não ter uma diversidade à altura das capacidades da banda, mas as novas músicas apresentadas alargam o espectro estilístico dos Blame The Skies para extremos mais pesados e também mais leves. Haja dinheiro para gravar álbum.
Seguem-se os Moe's Implosion do Montijo, à beira do lançamento do primeiro álbum de originais, "Light Pollution" (a ser editado pela Raging Planet ainda este ano). Ao funk-metal de antigamente, os Moe's Implosion apuraram as sensibilidades melódicas e juntaram uma injecção de prog espacial, como o que se ouve na abertura do concerto com "Space Fado", mas também de riffs mais pesados a roçar o nu-metal (é bom ver que ainda existe quem apoie a causa). Num concerto que consistiu principalmente em músicas do álbum de estreia, ainda houve tempo para relembrar "Fat Phony Chicks" do EP Morning Wood, seguida de uma versão de "Feel Good Hit Of The Summer" dos Queens of the Stone Age. A energia em palco continua explosiva como sempre, e a interpretação das músicas foi a de uma banda muito coesa e segura. A fechar esteve o novo single "Tip Of The Tongue", com uma força superior à da gravação.
O último dia da segunda edição do Festival Ecos do Sado realizou-se à tarde no salão nobre do Club Setubalense e foi a derradeira surpresa do fim de semana, com uma casa muito bem composta. No início da tarde tocou Diogo Marrafa, um jovem habitué dos concertos da cidade por mão de várias bandas rock, mas desta vez em nome próprio. Apesar de alguma insegurança inicial terá conseguido estabelecer a empatia necessária com a sala para dar vida às canções acústicas que até agora eram um talento desconhecido do rapaz.
Por alteração de horários, Azevedo Silva, um dos dois nomes grandes do dia, actuou em segundo lugar, acompanhado de outro guitarrista e uma violinista. Directamente da linha de Sintra, a sua postura relaxada de comediante stand-up contrastou com o desfile de canções urbano-depressivas. O alinhamento, composto por temas fortíssimos dos três albuns a solo, não deixa margem para dúvidas: este é um artista cuja (injusta) ausência de apelo mainstream se deve apenas à negritude das canções. Como ele próprio comenta ao olhar para a setlist, o único título que evoca alguma pálida sugestão de alegria é "carrossel". Nem todas as pessoas que se deslocaram ao Club Setubalense nesta tarde de domingo esperavam ouvir refrões amargos como "sabe a pouco o que a vida nos reservou", de "A Morte", mas poucos terão ficado indiferentes. Os ânimos subiram com "Manel Cruz e a Canção da Canção Triste", perto do final, muito por culpa dos ritmos digitais acrescentados. Talvez seja esse o segredo para o eventual sucesso comercial do cantautor – uma secção rítmica para disfarçar um bocadinho a tristeza.
Em seguida actuaram os Kalafate, um projecto jovem de Setúbal que estava inicialmente programado para dar início ao espectáculo. Os temas envolviam experiências entre o blues e a música tradicional portuguesa, com uma interpretação simples e nem sempre certa. No final, o concerto incluiu ainda uma colaboração com o Charroco da Profundura (uma espécie de Zé Povinho de Setúbal, sustentado pelo Facebook), com gravações vocais que acompanhavam um instrumental da banda. Sendo um projecto tão verde, o concerto pecou pelo enquadramento entre dois artistas de nível – talvez a abrir o dia pudessem ter sido uma surpresa mais agradável.
Por fim, aquela que foi provavelmente a jóia da coroa do Festival Ecos do Sado, Rui Carvalho, também conhecido por Filho da Mãe. O guitarrista dos If Lucy Fell que em nome próprio se faz acompanhar apenas por uma guitarra clássica é neste momento um dos maiores virtuosos do país. Como é que um concerto em que a única voz é uma guitarra clássica é suficiente para prender a atenção de um salão nobre repleto de jovens e velhos nos dias que correm? Com um álbum verdadeiramente genial como é o "Palácio" (Rastilho, 2011), recheado de músicas épicas, que cruzam o clássico com o novo. No final do concerto, após um aplauso que parecia nunca mais acabar, o Filho da Mãe disse não ter mais músicas para tocar, e ameaçou "vocês não sabem onde é que se meteram", antes de se lançar num improviso noise carregado de loops e reverberação, para trazer o punk de volta à guitarra.
O aplauso voltou e o festival terminou em beleza, marcando pontos pelo ecleticismo que foi, em boa parte, recebido de braços abertos pelo público.
É de altos e baixos que se fazem as experiências culturais para remar contra a crise neste sector.
Fica a organização de parabéns, Setúbal vive.
Reportagem Patrick Wolf em Lisboa
Oct 17th
Se existem artistas bem amados pelo povo Português, o britânico Patrick Wolf certamente se encontra na longa lista de nomes de músicos. Voltando a Portugal pela enésima vez, o talentoso singer/songwriter teve a oportunidade de apresentar o seu último esforço, Lupercalia, num concerto curto, que durou cerca de uma hora e um quarto, mas que se mostrou memorável aos presentes. Foi também a oportunidade de ficarmos a conhecer o TMN ao Vivo, a nova sala de concertos lisboeta que substituiu o antigo Armazém F e que, embora tenha um ambiente agradável, se mostrou pouco adequada para um artista que já tem uma certa magnitude. Concentremo-nos na performance, no entanto.
Noite quente, público expectante e casa cheia e as condições necessárias a uma grande noite de música estavam reunidas, esperando-se apenas a entrada do artista. Acompanhado por cerca de cinco músicos, incluindo uma violinista e uma saxofonista, Patrick Wolf foi recebido em palco de forma entusiasta, começando, desde logo, com "Armistice", do recente Lupercalia, álbum predominante na escolha da setlist. Numa vertente mais pop, mais comercial, o novo esforço do londrino vê-lo também mais optimista e esperançoso, e é, assim, óbvia a predominância de Lupercalia na escolha da sua setlist – Patrick Wolf partilha a boa disposição do seu material, demarcando-se do cantautor sombrio e melancólico que lançou o excelente Wind in the Wires, em 2005. A sentimental "House" e a conhecida "Time of my Life" marcam o início de um concerto agitado, energético, que dá espaço para o artista se expressar como melhor sabe, num estilo que é absolutamente seu.
É, então, claro que a direção musical do seu material pode ter mudado ligeiramente, mas Patrick Wolf não se separa da sua identidade e do seu sentido estético muito próprio, que o demarcou dos singer/songwriters do seu tempo. A sua fantástica e potente voz e os maneirismos singulares nunca deixam de surtir efeito e as melodias dos seus temas continuam a passar quer pelo folk romântico, quer pelo electro pop estranho e, por vezes, até tenebroso. A tripla "Damaris", "The Libertine" e "Augustine" demonstram-no bem e Wolf passeia-se pelo palco lisboeta confiante, dividindo-se pelo violino, a harpa e o teclado.
Se o público português era demasiado grande para a sala de espetáculos, este parecia de inicio expectante, e não muito reactivo, para além das filas fronteiras de fãs devotos que se derretem aos pés do seu ídolo. No entanto, nada que o carisma do artista não consiga rectificar: Patrick debate-se sobre o charme do país ("There's something about Portugal.") e não hesita em dar atenção aos seus fãs, transpondo a barreira entre o palco e a plateia e tocando nestes. A resposta é lenta, mas é totalmente assegurada nos temas finais do concerto, especialmente com "Who Will?" de The Bachelor, tocada ao vivo em versão remix.
Se calhar é mesmo o teatralismo de Patrick Wolf que o torna uma figura tão interessante de ver ao vivo, desde os vídeos projectados deste, em slow motion, com um lobo, quer às mudanças de guarda-roupa (de uma camisola dourada cintilante a um macacão polka dot preto e branco) - de qualquer maneira, estamos convencidos.
Seguiu-se um curto encore, com "Hard Times" versão remix também, a célebre "Magic Position" e a nova "The City", que resultam numa absoluta euforia entre os fãs.
Lamenta-se a duração algo reduzida e talvez a falta de "Tristan" no alinhamento, no entanto, fica a memória de um concerto que fez jus tanto ao enorme talento musical de Patrick Wolf, como às expectativas de um público cada vez mais fã.
D’Bandada Optimus Discos – Porto
Sep 28th

O projecto Optimus Discos vai invadir as ruas do Porto numa noite inédita com actuações de bandas e DJ’s em diversos espaços da zona da Galeria de Paris.
No próximo dia 15 de Outubro, o mote é “D’Bandada Optimus Discos - Bandas por todo o lado”, e a entrada é gratuita.
As bandas e DJ’s, ligadas ao projecto Optimus Discos, vão actuar em 13 espaços da noite e dia da cidade, como a Livraria Lello, o Café Ceuta, a Barbearia “Veneza”, o Plano B, o Café Lusitano e o Armazém do Chá.
O programa desta D’Bandada Optimus Discos conta com artistas provenientes de edições Optimus Discos já conhecidas, como os Linda Martini, Noiserv, Frankie Chavez, Dj Ride, You Can’t Win Charlie Brown, Dealema e de artistas que se preparam para integrar o catálogo da editora, como os The Doups, Nigga Poison e Osso Vaidoso.
O acesso aos concertos, todos gratuitos, é feito por ordem de chegada a cada um dos espaços e até à lotação das salas, sendo que, a todos os fãs que garantirem um lugar ser-lhes-á entregue uma pulseira que dá acesso à festa de encerramento.
Não fiques em casa, aproveita para te divertires com os teus amigos ao som de boa música.
Concertos Cancelados Por Motivos de Segurança no Optimus Alive 2011
Jul 9th
Ontem já no fim da noite, Álvaro Covões, director da promotora do Festival Optimus Alive, explicou os cancelamentos de alguns dos concertos do Palco Optimus.
As bandas que ficaram por actuar no maior palco deste festival foram os portugueses Klepht, os Pretty Reckless e os You and Me at Six. Com atraso actuaram os 30 Seconds To Mars e os Chemical Brothers.
Segundo o director da promotora do festival foi detectada uma falha numa das estruturas do palco por volta das 17 horas, após chamadas as pessoas competentes na área chegaram à conclusão que alterações teriam de ser feitas. A raiz do problema encontrava-se numa "peça na estrutura, numa viga." referiu Álvaro Covões.
Devido ao risco foi criada uma área de protecção em frente ao palco e as pessoas tiveram de recuar da frente do mesmo. Duas gruas começaram os trabalhos de sustentação do palco.
Entretanto os Pretty Reckless tinha agendado um concerto na Irlanda com avião marcado para as 21h05 o que fez com que abandonassem o recinto.
Álvaro Covões reafirmou que só queria avançar com 100% de segurança.
Relativamente à possibilidade de reembolso, afirma que irão analisar caso a caso, insistindo que a grande maioria dos festivaleiros que se dirigiu neste dia ao Optimus Alive estava interessado em ver os 30 Seconds To Mars e que das mais de 30 bandas no cartaz apenas três não subiram ao palco.
Por fim, os agradecimentos foram para a polícia e para o público pelo seu trabalho e pela sua compreensão. Mas o festival continua hoje (dia 9), podes contar com Kaiser Chiefs, Paramore e Jane's Addiction no Palco Optimus, entre muitos outros nomes.
O Festival Optimus Alive 2011 realiza-se nos dias 6, 7, 8 e 9 de Julho de 2011 em Oeiras, no Passeio Marítimo de Algés. O preço do bilhete diário é de 50 Euros.
Mais novidades em breve sobre este festival aqui no nosso site.
Reportagem Avenged Sevenfold no Campo Pequeno
Jun 24th
Passaram 4 anos desde que os Avenged Sevenfold pisaram território nacional, estávamos então no Super Bock Super Rock, ainda no Parque Tejo antes de o festival mudar de casa, e com eles traziam o na altura fresco disco homónimo.
Desta vez, chegam ao Campo Pequeno com "Nightmare" às costas, e com uma formação diferente da que presenciámos há alguns anos atrás, pelas piores razões. Depois da morte do baterista "The Rev", os A7X continuaram a pisar a estrada com a ajuda de Mike Portnoy (dos Dream Theater) até que um novo baterista fosse escolhido – Arin Ilejay, dos Confide.
Os Sevendust cancelaram pela segunda vez (da primeira vinham abrir para os Disturbed) e foi aos portugueses Switchtense a quem couberam as honras de abertura. Acabados de chegar do GSM!Fest em Barcelos e com o Resurrection no horizonte, a banda da Moita, talvez das mais míticas no hardcore, contou com algumas mãos cheias de fãs que admitiram decidir ir ao concerto por sua causa. Também de disco homónimo na mão, apresentaram-no a uma sala mais composta para o que é habitual numa banda de abertura – sinal mais que bom – fazendo várias referências às boas bandas nacionais às quais damos tão pouco valor, nomeadamente os colegas For the Glory. Uma primeira parte bastante capaz, que puxou desde início ao mosh e aos encontrões.
Depois de vermos fotos do concerto do Ricky Martin, não sabemos ao certo quem terá ganho em matéria de cenários. O dos Avenged Sevenfold esteve montado já durante Switchtense, no entanto foi à entrada da banda principal que atingiu o seu ar mais teatral: três portões de cemitério onde se podia ler "A7X" e alguns efeitos de pirotecnia foram mais que suficientes para completar uma noite para muitos inesquecível, onde o último "Nightmare" predominou.
Entraram em palco com a atitude que lhes conhecemos e deu-se início a Nightmare, música que inicía o álbum de mesmo nome. Houve quem chorasse, houve que gritasse do fundo dos pulmões, mas durante Critical Acclaim o Campo Pequeno uniu forças para fazer com que M. Shadows não se ouvisse a si mesmo, como mais tarde veio a afirmar. Depois de uma paragem para agradecer aos fãs e relembrar o concerto no Super Bock Super Rock onde partilharam palco com os Slayer, pensasse quem quisesse que o ar tenro de Arin Ilejay o impediria de fazer estragos, durante Welcome to the Family (quase dedicada a ele mesmo), as provas ficaram dadas de que os dois bombos pertencentes a The Rev estão a ser bem usados.
Os dois guitarristas passeavam-se pelo palco, numa batalha de riffs um contra o outro, de onde Synyster Gates saía com um ar vitorioso e descontraído, ao mesmo tempo que atingia picos ridículos de agudos e volume, durante Almost Easy e Buried Alive, iluminados apenas pelo fogo que saía em tempo acertado das ombreiras dos portões.
Chegado o momento das dedicatórias, Vengeance puxou pela guitarra acústica e foi So Far Away a escolhida. Com comoção na voz, Shadows dedica a música ao ex-baterista e segue convenientemente para Afterlife, agradecendo repetidamente aos fãs pelo apoio e por terem esgotado a sala para os ver.
God Hates Us foi a última do novo álbum a ser mostrada, antes do encore. A matemacidade dos guitarristas foi louvável, continuavam a passear-se os dois pelo ambiente sinistro, bem como o baixista Johnny Christ e claro, o incontornável vocalista.
Uma escolha menos esperada foi A Little Piece of Heaven, onde Shadows teve de ser suportado por gravações da sua própria voz e do falecido baterista. No meio de uma óptima setlist, foi talvez a que deixou cair mais os ânimos de um público até agora em êxtase. Para a despedida, prometeram voltar "again, and again, and again", Bat Country reacendeu os fogos - literalmente - e os moshpits re-formavam-se.
Evidentemente, ninguém arredou pé da praça de touros, até que os californianos voltassem. O primeiro a regressar foi Zacky Vengeance, pousando o pé num dos estrados e iniciando por duas vezes Unholy Confessions, que só arrancou à terceira, com Arin no seu posto. Teria sido um final de noite perfeito, mas decidiram regressar para deixar cair a última gota de caos, pedindo o maior circle pit possível, enquando Gates dava o mote com riffs de Crossroads.
De tão grande que era, tornou-se também no mais lento, já levados pelo cansaço de uma noite exaustiva.
Save Me foi definitivamente o fim de uma noite já longa, de calor e suor (apesar de a cobertura da sala estar aberta), com o baixo a pesar bastante nos ouvidos.
A manifesta vontade do vocalista de voltar a Portugal, dizendo que somos o melhor público para quem já tocou - nunca iremos saber se é exagero ou não - dá-nos à esperança de mais um regresso.
Uma coisa é certa, o Campo Pequeno esteve certamente à altura de uma noite de peso.
Passatempo Reggae Fest Gaia
May 29th

A primeira edição do Reggae Fest Gaia vai-se realizar dias 17 e 18 de Junho na Praia do Areinho (Vila Nova de Gaia) e nós temos passes para te oferecer.
"Numa altura em que se evocam 30 anos sobre o desaparecimento do pai do movimento reggae e da mais conhecida expressão musical jamaicana, o Reggae Fest Gaia tem como lema 'Tribute to Freedom' e espera reunir, no arranque dos festivais de verão, não só os seguidores da atitude rasta, mas também todos aqueles que cultivam e defendem um planeta mais harmonioso", explica a organização em comunicado à Lusa.
No dia 17 de Junho sobem ao palco: Dub Inc, Julian Marley, Terrakota, Souls of Fire e B-Ragga Sound. Dia 18 de Junho podes contar com actuações de: Inner Circle, Max Romeo, Lee "Scratch" Perry e Celebration Sound.
O preço do bilhete diário é de 20 Euros e o passe para os dois dias custa 35 Euros.
Goose no Optimus Alive 2011
Apr 22nd

Segundo o twitter da banda belga Goose, estes irão actuar no próximo dia 7 de Julho no Festival Optimus Alive 2011. A banda regressa assim ao nosso país, depois de uma actuação "inesperada" no Palácio da Bolsa (Optimus Hype).
Os Goose formaram-se em 2000 em Kortrijk, na Bélgica. Em 2002 ganharam o Humo's Rock Rally (concurso de bandas Belga) e nesse mesmo ano gravaram seu primeiro single "Audience", tema que foi utilizado pela Coca-Cola, numa campanha publicitária. Em 2006 lançaram o segundo single "Black Gloves", que foi apresentado no trailer do jogo Football Manager 2009 e em Setembro, Goose lança o álbum de estreia, “Bring It On”.
Nos TMF Awards 2007, ganharam o prémio de "Best National Alternative Act" e mais recentemente, em Outubro de 2010, Goose lançou Synrise, segundo álbum da banda, que inclui o single "Words".
O Festival Optimus Alive 2011 realiza-se nos dias 6, 7, 8 e 9 de Julho de 2011 em Oeiras, no Passeio Marítimo de Algés. O preço dos bilhetes é de 50 Euros, 99 Euros ou 129 Euros, Bilhete Diário, Passe para os 3 dias ou Passe para os 4 dias, respectivamente.
Alegria e emoção à flor da pele foi o que se sentiu na última quarta-feira no Pavilhão Atlântico, para a celebração de um dos concertos mais esperados para as hordas da música pesada.