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Thee Oh Sees no Optimus Primavera Sound
Jan 19th

Os Thee Oh Sees são a mais recente confirmação para o Optimus Primavera Sound, no Porto.
A banda de John Dwyer, atravessa o oceano para mostrar Carrion Crawler/The Dream e o sempre novo Castlemania.
O anuncio foi feito através do Twitter oficial de Gabi Ruiz, durante a noite de ontem.
O Festival Optimus Primavera Sound realiza-se de 7 a 10 de Junho de 2012, no Parque da Cidade na Cidade do Porto.
Reportagem Every Time I Die em Lisboa
Dec 15th
Foi na passada terça-feira (13/12/2011) a estreia absoluta dos nova-iorquinos Every Time I Die em Portugal. A banda é há muito tempo uma das referências mais marcantes e carismáticas no rock pesado do novo milénio, a remar contra a corrente emo com a rijeza típica do sul dos EUA. Apresentaram-se finalmente num Santiago Alquimista bastante cheio pela mão da Oh Damn! Productions.
Os franceses Vera Cruz, banda de abertura, podem ser um pouco style over substance mas é fácil de perdoar, quando o estilo é tanto. A energia em palco foi provavelmente a mais implacável da noite, com o vocalista (brilhantemente apelidado de Black Flav na página da banda no Facebook) a ocupar a clareira em frente ao palco e a preenchê-la com a fúria de quem quer a todo o custo justificar a viagem até Lisboa. Mesmo com o relativo desconhecimento da parte do público, a dinâmica com que o hardcore dos Vera Cruz foi despejado não se perdeu ao longo dos 30 minutos do concerto. Esta força vai com certeza recompensá-los com novos seguidores.
Preparados para lançar o segundo álbum estão os Hills Have Eyes, de Setúbal. Embora já andem a dar cartas desde meados da década passada, a banda ganhou sem dúvida uma nova vida com o álbum de estreia Black Book, de 2010. Para o comprovar está o alinhamento do concerto de hoje, todo ele em torno deste álbum e do segundo álbum Strangers, a ser lançado em 2012. À formação actual, que integra ex-membros de Twentyinchburial e One Hundred Steps, juntou-se para este concerto o Vitor Teixeira, dos Before The Torn, na guitarra.
O público, já mais aconchegado à frente do palco, acompanhou com emoção os temas mais fortes de Black Book como “Daydreaming...” e “Hey Hater!”, com os refrões melódicos enormes a surgir no meio de riffs que os próprios Every Time I Die não desdenhariam. No entanto, o tema mais celebrado foi mesmo o novíssimo “Strangers”, o que nos diz não só que é importante investir nos clips musicais, mas também que os Hills Have Eyes continuam a crescer e a chegar a novos públicos.
Com a entrada em palco um pouco adiada por problemas técnicos, foi já a caminho da meia noite que se deu início à banda do dia, com “Apocalypse Now And Then”, tema que abre o álbum Gutter Phenomenon de 2005. Alimentados a Sagres e com muitas semanas de estrada em cima, a actuação dos Every Time I Die teve toda a sujidade e a pujança que se ansiava. Um infeliz degrau numa zona crítica de acção impedia a ocorrência dos circle pits que surgiriam naturalmente em músicas como “Bored Stiff”, por isso o público amontoou-se violentamente junto ao separador de palco, que foi não só uma plataforma de interacção com a banda mas também de stage dive constante.
Os menos corajosos e mais velhos juntaram-se em torno do palco no balcão de cima, o que só ajudou a tornar o concerto ainda mais caloroso. Algumas horas antes, no Curto Circuito, Nuno Silva dos Hills Have Eyes prometeu ao vocalista Keith Buckley que no Santiago Alquimista as pessoas saltavam dos balcões, e assim foi – Keith agradeceu ao público a noite excepcional, dizendo que estavam a ver muitas coisas “fixes” pela primeira vez. Em momentos incendiários como os singles “Ebolarama”, “We'rewolf” e “Floater”, a fechar a noite, o público deu trabalho e irritações aos seguranças, que foram afastados do palco pela banda desde o princípio. Talvez se esperasse um concerto mais longo de uma estreia tão aguardada, mas há voos para apanhar e aulas no dia seguinte.
Fica, como sempre, a esperança de um regresso em breve, num recinto que obrigue a que se desçam as escadas e se levem uns estalos de amizade.
Arch Enemy entre as novas confirmações do Vagos Open Air 2012
Dec 1st
Foram hoje conhecidos mais alguns nomes para o Vagos Open Air 2012!

Os suecos Arch Enemy vão estar finalmente de regresso a Portugal para encabeçar a IV Edição do Festival Vagos Open Air.
Aos já anunciados Overkill, Enslaved, Arcturus e Textures juntam-se agora também os espanhóis Northland e Twisted Sisters que garantem animação pela noite dentro.
O Festival Vagos Open Air 2012 realiza-se nos dias 3 e 4 de Agosto de 2012 em Vagos, na Lagoa do Calvão.
A partir do dia 1 de Dezembro será colocada à venda uma edição especial de passes, com o valor de 50,00 Euros, que inclui oferta de t-shirt oficial do festival. Esta edição especial só estará à venda até 31 de Dezembro.
Reportagem Machine Head + Guests em Lisboa
Nov 19th
Foi uma noite dedicada à música pesada em Lisboa, que recebeu a "Eighth Plague Tour" dos norte-americanos Machine Head, com os convidados Bring Me The Horizon, Devildriver e Darkest Hour. Para os receber, um Coliseu dos Recreios ao rubro que se encheu ao longo da noite, para culminar numa lotação quase total.
A abertura da noite ficou a cargo dos Darkest Hour, que apresentaram o seu álbum The Human Romance ao público português. Ao som de "Terra Nocturnus" e "The World Engulfed in Flames", John Henry e companhia começaram a sentir a energia da plateia, que se mostrou receptiva ao metalcore desta banda originária de Washington. Durante mais seis temas, entre os quais mais três do novo álbum, as coisas foram aquecendo, e uma actuação sólida dos americanos proporcionou um bom início de noite no Coliseu.
Seguiu-se mais uma banda norte-americana. Vieram de North Carolina, chamam-se DevilDriver e também eles apresentaram o seu novo álbum, Beast. Foi talvez a banda que menos mexeu com o público português, poucos foram os que os viram no Metal GDL, na sua última passagem por terras lusas, mas ainda assim deram um bom espectáculo e animaram as hostes com músicas como "End Of The Line", "Dead To Rights", "Not All Who Wander Are Lost", "I Could Care Less" e "Clouds Over California". Ficou ainda o agradecimento de Dez Fafara (também vocalista dos Coal Chamber) aos Machine Head por terem levado os DevilDriver em tour e assim torná-los mais conhecidos.
A última das bandas de abertura foi provavelmente a que mais fãs levou ao Coliseu dos Recreios (não contando com os Machine Head, claro). Os Bring Me The Horizon abriram com "Diamonds Aren't Forever", e podia-se distinguir uma pequena falange de fãs que se deslocaram ao emblemático espaço de Lisboa exclusivamente para assistir ao concerto dos britânicos.
Oli Sykes não se fez rogado, e pediu de imediato ao público que cantasse com ele, chegando mesmo um fã da banda a entrar em palco, a quem foi cedido um microfone para cantar juntamente com a banda. Com o passar do tempo, os fãs de Machine Head foram ficando impacientes, e durante algum tempo ouviu-se ruidosamente o nome dos norte-americanos, o que não agradou ao líder da banda de Sheffield. O concerto foi perdendo energia, e viria a terminar com "It Never Ends" e "Chelsea Smile".
Finalmente, a banda por que todos aguardavam no Coliseu (à excepção daqueles que abandonaram a sala depois de BMTH), os Machine Head de Robb Flynn, com o novo álbum Unto The Locust na bagagem. "I Am Hell (Sonata in C#)" e "Be Still And Know", do mais recente álbum do quarteto de Oakland, viria a ser o início épico de uma actuação absolutamente arrasadora. Nesta fase da noite já a plateia estava repleta, e o Coliseu dos Recreios vestido a rigor para "Imperium", um dos clássicos do álbum Through The Ashes Of Empires, que levou o público português ao delírio.
Seguiram-se "Beautiful Mourning", "The Blood, The Sweat, the Tears", esta última dedicada aos apreciadores de cerveja, e "Locust", primeiro single do último álbum, onde se confirmou aquilo que foi observável no início do concerto: Os fãs portugueses conhecem os temas do último álbum (que foi lançado há apenas dois meses) como se de clássicos se tratassem. Robb Flynn estava visivelmente impressionado com a energia e devoção dos presentes, que sabiam na ponta da língua todos os riffs e versos dos Machine Head.
A seguir a uma "Aesthetics of Hate" dedicada a Dimebag Darrell, foram "Old", "Ten Ton Hammer" e a incendiária "Bulldozer" a deixar o Coliseu dos Recreios em êxtase. Para terminar, "Halo" do tão bem sucedido The Blackening, com solos fantásticos de Phil Demmel e Robb Flynn, e como já é hábito "Davidian".
Pelo público, viam-se caras conhecidas da música nacional, dos mais diferentes nichos. Talvez pelo facto de os Machine Head serem uma banda tão genérica e de tamanha influência para tantas bandas portuguesas, vimos elementos de More Than a Thousand, Moonspell, entre muitos outros.
Ficou provado que os Machine Head são uma banda de culto em Portugal e provavelmente uma das melhores bandas ao vivo da actualidade. Uma setlist intocável, a humildade de sempre, a atitude positiva e a qualidade dos norte-americanos carimbaram uma noite inesquecível.
Reportagem Tom Vek e Old Jerusalem – Jameson Urban Routes 2011
Nov 1st
No quarto e penúltimo dia do destacado Jameson Urban Routes, festival com um cartaz ambicioso, a decorrer no Musicbox que inclui alguns dos mais importantes nomes da nova música de fusão/ urbana e por onde já passaram artistas como Jacques Green, Michachu e Health, foi dia 28 de Outubro, a vez de Thomas Timothy Vernon-Kell ou se preferirem Tom Vek dar vida ao Cais do Sodré com a apresentação do seu último álbum "Leisure Seizure", sucessor de "We Have Sound" do ano de 2005.
Já a primeira parte ficou nas mãos Old Jerusalem, projecto a solo de Francisco Silva que ao longo de 50 minutos deambulou pela sua curta mas aprazível discografia. One man band com uma guitarra acústica foram o suficiente para criar um ambiente modesto e inocente sem ornatos nem enfeites. Um contador de histórias, diz Francisco Silva que fez questão de indicar o príncipio e a matriz de todas as suas canções onde salientou o sexo e frades como é o caso de "Tyndale and Augustines". Old Jerusalem optou por finalizar o seu set com uma composição não da sua autoria mas sim de Francisca Cortesão (Minta) intitulada de "From the Ground".
É, infelizmente de referir que espaço foi tomado por uma sala de convívio por parte do público que não permitiu a apreciação total de um concerto que poderia ter sido tomado em maior consideração.
Seguiu-se Tom Vek fortemente aplaudido pelo público que mostrou o devido reconhecimento da discografia do londrino que pisou pela primeira vez os palcos portugueses. "C-C (You Set Me on Fire)", um dos singles do "We Have Sound" foi a escolhida para abrir um concerto repleto de energia tanto pela parte do público como do palco.
Vek focou o alinhamento no novo album, "Leisure Seizure" revendo algumas do anterior como é o caso da "If You Want" e "I Ain't Saying my Goodbyes" ao apresentar-se num registo impetuoso e dançável que atingiu o seu auge na "Someone Loves You". O ponto alto da noite foi já na expectável "Nothing But Green Lights" que provocou o arrebatamento e extâse pela parte do público.
A interacção na pequena sala do Cais do Sodré entre o artista e o público tornou-se óbvia sempre que Vek gesticulava de uma forma compulsiva e desordenada ao ritmo das suas próprias composições sem esquecer o sorriso na cara.
Para o encerramento de um notável concerto de uma hora, Tom Vek decidiu despedir-se português com "Aroused", num concerto que não deixou ninguém parado.
Ainda a noite não tinha terminado quando Joakim, Dj eclético oriundo de França e Rui Murka, Dj Residente, estimularam a sala para o fim de mais uma noite do Jameson Urban Routes.
Reportagem Festival Ecos do Sado 2011
Nov 1st
O Festival Ecos do Sado teve no passado fim de semana a sua segunda edição, dois anos após a edição de estreia.
O evento espalhou-se pelo que se pode considerar que sejam as três principais salas de concertos do underground setubalense neste momento. A Ecos tem sido uma das principais forças de organização de concertos em Setúbal, liderada pelo incansável João Miguel Fernandes, responsável também pelo recém estreado documentário "Setúbal Tem Alma Musical". Numa altura em que a afluência aos concertos na cidade tem ficado um pouco aquém da ambição, o momento de abertura deste festival passou o teste: Os Surveillance, duo composto por Tiago Martins (ex-Porn Sheep Hospital, Ella Palmer) e Inês Lobo, contaram com uma casa bem composta no bar ADN. O que se ouviu durante os 20 minutos do concerto foi um rock experimental maioritariamente conduzido pelo baixo – naturalmente simples e directo, apesar das referências noise e math. O verdadeiro descolar do concerto esteve no último tema, com o convidado Gonçalo Duarte dos Lydia's Sleep a acrescentar uma muito bem vinda camada de ruído de guitarra.
Aos Gato Por Lebre e aos Common Fluid, relativamente desconhecidos por estas bandas, coube a ingrata tarefa de evitar a debandada de um público desinteressado, lutando contra os problemas técnicos que foram surgindo. Os primeiros conseguiram entreter uma pequena parte do público com o seu indie-rock-tradicional-português (ver Diabo Na Cruz, Os Pontos Negros), ao passo que os segundos debitaram um rock alternativo à moda de Seattle.
Por último, e para uma plateia mais reduzida do que aquela que iniciou a noite, estiveram os Lydia's Sleep, uma banda que sofreu algumas metamorfoses ao longo do último ano. Os intercâmbios saudáveis com os portuenses Equations e os lisboetas I Had Plans trouxeram os setubalenses para longe do pós-rock melancólico da sua encarnação anterior, e para as praias do pós-hardcore e math-rock. Não é de admirar portanto que o reportório até agora conhecido, que os consagrou vencedores de ambos os prémios do Concurso de Bandas de Setúbal no princípio deste ano, tenha ficado de lado para este concerto.
Embora a duração do concerto tenha sido curta, por culpa de alguns atrasos, os rapazes mostraram que os novos temas estão sérios e vão dar que falar quando forem gravados.
Nota: A ausência da crítica ao concerto de Ella Palmer deve-se ao facto de o repórter ser elemento da banda.
A abrir as hostes do segundo dia, na Capricho Setubalense, estiveram os Wind Koala. Esta é uma das novidades no panorama setubalense, composta por membros dos defuntos Red Smoking Indians. Num concerto de apenas 15 minutos, os jovens apresentaram três temas de um indie pop barulhento e acelerado, actual e fresco, repleto de sintetizadores e ritmos dançáveis. Os Wind Koala tiveram a sua estreia ao vivo apenas uma semana antes deste concerto e contam com apenas 3 meses de existência, pelo que o caminho até agora se avizinha promissor.
Para os Deception Point, também de fora de Setúbal, temia-se uma debandada semelhante à do dia anterior, mas conseguiram combater a predisposição do público para a apatia. Apesar de alguns problemas com o som, entregaram de forma bastante sólida o seu rock duro com toques de prog.
Os Blame The Skies são uma das principais novas esperanças da cidade de Setúbal, e também os sucessores mais directos da escola dos More Than a Thousand e Hills Have Eyes. O que os destaca destes dois colossos do peso nacional são as guitarras virtuosas e um jogo de vozes mais elaborado – há duas variedades bastante distintas de grito e ainda os refrões melódicos do baterista Diogo Miguel a fazer lembrar Aaron Gillespie dos Underoath. Este é um dos pontos em que os Blame The Skies se destacam de outras bandas do género: a distribuição do trabalho vocal por três vocalistas (dois deles dedicados) faz com que nunca percam o fôlego. Os temas do EP "Home For Courage", produzido por Vasco Ramos (More Than A Thousand), podem ainda não ter uma diversidade à altura das capacidades da banda, mas as novas músicas apresentadas alargam o espectro estilístico dos Blame The Skies para extremos mais pesados e também mais leves. Haja dinheiro para gravar álbum.
Seguem-se os Moe's Implosion do Montijo, à beira do lançamento do primeiro álbum de originais, "Light Pollution" (a ser editado pela Raging Planet ainda este ano). Ao funk-metal de antigamente, os Moe's Implosion apuraram as sensibilidades melódicas e juntaram uma injecção de prog espacial, como o que se ouve na abertura do concerto com "Space Fado", mas também de riffs mais pesados a roçar o nu-metal (é bom ver que ainda existe quem apoie a causa). Num concerto que consistiu principalmente em músicas do álbum de estreia, ainda houve tempo para relembrar "Fat Phony Chicks" do EP Morning Wood, seguida de uma versão de "Feel Good Hit Of The Summer" dos Queens of the Stone Age. A energia em palco continua explosiva como sempre, e a interpretação das músicas foi a de uma banda muito coesa e segura. A fechar esteve o novo single "Tip Of The Tongue", com uma força superior à da gravação.
O último dia da segunda edição do Festival Ecos do Sado realizou-se à tarde no salão nobre do Club Setubalense e foi a derradeira surpresa do fim de semana, com uma casa muito bem composta. No início da tarde tocou Diogo Marrafa, um jovem habitué dos concertos da cidade por mão de várias bandas rock, mas desta vez em nome próprio. Apesar de alguma insegurança inicial terá conseguido estabelecer a empatia necessária com a sala para dar vida às canções acústicas que até agora eram um talento desconhecido do rapaz.
Por alteração de horários, Azevedo Silva, um dos dois nomes grandes do dia, actuou em segundo lugar, acompanhado de outro guitarrista e uma violinista. Directamente da linha de Sintra, a sua postura relaxada de comediante stand-up contrastou com o desfile de canções urbano-depressivas. O alinhamento, composto por temas fortíssimos dos três albuns a solo, não deixa margem para dúvidas: este é um artista cuja (injusta) ausência de apelo mainstream se deve apenas à negritude das canções. Como ele próprio comenta ao olhar para a setlist, o único título que evoca alguma pálida sugestão de alegria é "carrossel". Nem todas as pessoas que se deslocaram ao Club Setubalense nesta tarde de domingo esperavam ouvir refrões amargos como "sabe a pouco o que a vida nos reservou", de "A Morte", mas poucos terão ficado indiferentes. Os ânimos subiram com "Manel Cruz e a Canção da Canção Triste", perto do final, muito por culpa dos ritmos digitais acrescentados. Talvez seja esse o segredo para o eventual sucesso comercial do cantautor – uma secção rítmica para disfarçar um bocadinho a tristeza.
Em seguida actuaram os Kalafate, um projecto jovem de Setúbal que estava inicialmente programado para dar início ao espectáculo. Os temas envolviam experiências entre o blues e a música tradicional portuguesa, com uma interpretação simples e nem sempre certa. No final, o concerto incluiu ainda uma colaboração com o Charroco da Profundura (uma espécie de Zé Povinho de Setúbal, sustentado pelo Facebook), com gravações vocais que acompanhavam um instrumental da banda. Sendo um projecto tão verde, o concerto pecou pelo enquadramento entre dois artistas de nível – talvez a abrir o dia pudessem ter sido uma surpresa mais agradável.
Por fim, aquela que foi provavelmente a jóia da coroa do Festival Ecos do Sado, Rui Carvalho, também conhecido por Filho da Mãe. O guitarrista dos If Lucy Fell que em nome próprio se faz acompanhar apenas por uma guitarra clássica é neste momento um dos maiores virtuosos do país. Como é que um concerto em que a única voz é uma guitarra clássica é suficiente para prender a atenção de um salão nobre repleto de jovens e velhos nos dias que correm? Com um álbum verdadeiramente genial como é o "Palácio" (Rastilho, 2011), recheado de músicas épicas, que cruzam o clássico com o novo. No final do concerto, após um aplauso que parecia nunca mais acabar, o Filho da Mãe disse não ter mais músicas para tocar, e ameaçou "vocês não sabem onde é que se meteram", antes de se lançar num improviso noise carregado de loops e reverberação, para trazer o punk de volta à guitarra.
O aplauso voltou e o festival terminou em beleza, marcando pontos pelo ecleticismo que foi, em boa parte, recebido de braços abertos pelo público.
É de altos e baixos que se fazem as experiências culturais para remar contra a crise neste sector.
Fica a organização de parabéns, Setúbal vive.
D’Bandada Optimus Discos – Porto
Sep 28th

O projecto Optimus Discos vai invadir as ruas do Porto numa noite inédita com actuações de bandas e DJ’s em diversos espaços da zona da Galeria de Paris.
No próximo dia 15 de Outubro, o mote é “D’Bandada Optimus Discos - Bandas por todo o lado”, e a entrada é gratuita.
As bandas e DJ’s, ligadas ao projecto Optimus Discos, vão actuar em 13 espaços da noite e dia da cidade, como a Livraria Lello, o Café Ceuta, a Barbearia “Veneza”, o Plano B, o Café Lusitano e o Armazém do Chá.
O programa desta D’Bandada Optimus Discos conta com artistas provenientes de edições Optimus Discos já conhecidas, como os Linda Martini, Noiserv, Frankie Chavez, Dj Ride, You Can’t Win Charlie Brown, Dealema e de artistas que se preparam para integrar o catálogo da editora, como os The Doups, Nigga Poison e Osso Vaidoso.
O acesso aos concertos, todos gratuitos, é feito por ordem de chegada a cada um dos espaços e até à lotação das salas, sendo que, a todos os fãs que garantirem um lugar ser-lhes-á entregue uma pulseira que dá acesso à festa de encerramento.
Não fiques em casa, aproveita para te divertires com os teus amigos ao som de boa música.
Kanye West encerra cartaz do Sudoeste TMN 2011
Jun 16th
Em conferência de imprensa a decorrer neste momento, a organização anunciou o cartaz completo para o Festival Sudoeste TMN.
A grande surpresa da noite foi a confirmação de Kanye West no entanto as novidades não se ficaram por aqui, estão também confirmados: Nouvelle Vague com Rui Pregal da Cunha (6 de Agosto), Luísa Sobral (5 de Agosto), Cuca Roseta (5 de Agosto), Valete, Neon Indian, Givers (7 de Agosto), Polock (7 de Agosto), Mexican Institute of Sound (6 de Agosto), Thomas Gold (3 de Agosto), DJ Ramesh (3 de Agosto), Dr. Ramos (3 de Agosto) e Filipe Pinto (7 de Agosto).
Kanye West vai passar pelo Palco TMN a 5 de Agosto e Valete dia 6 de Agosto.
Como já é tradição, o SWtmn abrirá as portas mais cedo, com todas as estruturas em funcionamento. Será possível acampar na Herdade da Casa Branca a partir do dia 30 de Julho, Sábado. A animação estará este ano assegurada pelo Palco Super Bock Super Rock, com programação a anunciar brevemente.
O Festival Sudoeste TMN 2011 realiza-se nos dias 3, 4, 5,6 e 7 de Agosto de 2011 na Zambujeira do Mar, na Herdade da Casa Branca. O preço dos bilhetes é de 90 Euros para o Passe e 48 Euros para o bilhete diário.














