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Reportagem Marés Vivas 2010 – 16 de Julho
Jul 17th
O segundo dia do Festival Marés Vivas inicia-se com mais público e mais vento.
O Palco Moche abriu com Mónica Ferraz e André Indiana. A vocalista dos Mesa sobe ao palco para apresentar canções do seu novo álbum a solo “Start Stop”. “Go go go” foi um dos momentos com mais interacção com o público. André Indiana seguiu-se num concerto longo com algumas falhas de som veio mostrar também o seu novo álbum.
A tenda do Palco Moche já se encontrava bem preenchida no fim do concerto e a espera fez-se sentir para o inicio d'Os Azeitonas. Estes subiram ao palco e apenas tiveram 15 minutos de “sossego” pois os A Silent Film actuavam no palco principal o que fez com que a qualidade sonora do concerto diminuísse. A banda referiu ainda que o som do palco principal se ouvia melhor e que portanto não poderiam tocar temas mais calmos mas sim músicas mais mexidas. Muita foi a dança e interacção com o público, a animação era constante. “Quem és tu miúda”, Ela foi para a guerra”, “Café Hollywood”, “Corre” e “Mulheres Nuas” foram algumas das músicas ouvidas num concerto que teve direito a encore pois milhares de pessoas não arredavam pé da frente do palco.
Ainda de dia inicia-se a música no palco principal com A Silent Film. Os meninos britânicos vieram mostrar o seu álbum de estreia editado em 2009 “The City That Sleeps”.”Sleeping Pills”, “Julie June” e “The Stage Is Your Life” foram alguns dos temas tocados. O grande momento do concerto deu-se com "You Will Leave a Mark" que fechou o concerto em grande com o público a cantar e a dançar.
David Fonseca seguiu-se. “I want to break free” dos Queen serviu de mote para a sua entrada em palco dentro de uma cabina telefónica. Com muitas luzes de néon a sua energia em palco fez-se sentir ao longo do concerto e a festa foi de todos. “Walk away, When you´re Winning”, “Owner of her Heart”, “Learn Sometimes”, “Someone that Cannot Love” e “A Cry 4 Love” foram alguns dos temas tocados. Os momentos altos da noite deram-se com "The 80’s","Stop for a Minute" e "Girls Just Wanna Have Fun", porque segundo ele as raparigas sabem-se divertir bem mais que os rapazes. Para aumentar a fasquia desta grande festa houve ainda tempo para papeizinhos azuis e amarelos lançados sobre o público e faíscas de luzes em “Silent Void” fechando assim o concerto.
Mas muitas pessoas estavam lá para ver os Placebo, depois de no ano anterior terem dado um concerto num festival em Lisboa foi a vez do norte os receber. O último álbum editado em 2009 “Battle for The Sun” esteve em grande destaque levando o público a histeria. “All Apologies” dos Nirvana foi o momento mais alto da actuação contudo alguns temas mais antigos como “Every Me and Every You”, “Song to Say Goodbye”, “Meds”, “The Bitter End” e “Infra-red” colocaram o público aos saltos. “Taste in Men” fechou com chave de ouro um concerto que muitos desejavam que fosse mais longo.
Muitos festivaleiros abandonaram o recinto após Placebo mas Peaches não desiludiu os que não deixaram a festa a meio. A cantora canadiana entrou em palco com um fato que a tapava da cabeça aos pés. A encenação feita por duas personagens, apenas vestidas com roupa interior, cujos cabelos exagerados lhes tapava o rosto complementava “Talk to Me”. Durante “Billionaire” a cantora passeou em pé pelas grades, atirando-se de seguida para o público. Pediu então ao público que guardasse todos os telemóveis e câmaras, porque senão iria dar-lhes um pontapé e disse “Jesus walk on water, Peaches walk on you”. Enquanto cantava “Take You On”, andava de pé com as mãos do público a segurá-la. Um momento excêntrico, onde a cantora de braços no ar, apenas se encontrava segura pelas pernas. "Showstopper", "Serpentine" e "Boys" fizeram-se ouvir e a resposta do público foi imediata, muitas dançavam, outras saltavam e outros cantavam mas ninguém ficou indiferente à excentricidade da vocalista. Para encore ouviu-se "Set It Off” e ainda houve tempo para a cantora pedir ao público para tirar as t-shirts e logo foi correspondida.
Mais uma noite que acaba em grande no Festival Marés Vivas com mais de 24 mil pessoas.
A última noite do festival conta com Ben Harper, Editors, Deus, Nikolaj Grandjean no Palco Principal.
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Reportagem Marés Vivas 2010 – 15 de Julho
Jul 15th
Os Lobo foram os primeiros a actuar na edição deste ano do Festival Marés Vivas. A banda, que “joga” em casa, lançou em 2009 o disco de estreia "Socorros a Náufragos", subiram ao palco já com meia hora de atraso. O single de estreia "Agora, aqui" foi um dos temas com mais destaque mas não faltaram outras músicas: “Desastre (o Rock sem o Roll)”, “Erosão”, “Canção da Invicta”, “Algo Mudou” e “Esta Canção”. O público ainda era escasso no recinto do festival e as tendas de promoção das várias empresas que patrocinam o festival estavam agora a ganhar alguma vida.
Seguiram-se os Dr1ve também no Palco Moche pelas 20h30. A banda proveniente de Santa Maria da Feira é conhecida pelo seu tema “A Wish” que foi o momento alto do concerto que continha já mais algum público na audiência. O novo single “Sem Cor…” foi marcado pela interacção com o público e o aproximar dos festivaleiros para este palco. “Tentei” e “Things on their Place (Ending)” foram outros dos temas ouvidos.
Pelas 22 horas os britânicos Morcheeba abrem o palco principal do Festival Marés Vivas. Blood Like Lemonade, editado este ano serve como desculpa para os vários concertos que a banda tem já programados. A vocalista Skye Edwards entra em palco com um vestido vermelho vivo, regressa assim a Portugal depois de um interregno de 7 anos com os Morcheeba. Para aqueles que se recordam em 2008 os Morcheeba passaram por este mesmo festival mas com outra vocalista dando um concerto amornado, Skye dá sem dúvida maior vitalidade ao grupo. “This is a beautiful place” refere falando da vista sobre o rio, “Let’s Dance” foi o mote do concerto. Um dos momentos altos da noite aconteceu com “Otherwise”. “Even Tough”, “The Sea”, Blood Like Lemonade”, “Crimson”, Trigger Hippie”, Beat of the Drum” e “Blindfold” seguiram-se. O encore foi composto por um “Be Yourself” com “Music” de Madonna e “Just Dance” de Lady Gaga à mistura. A fechar Skye oferece “The Sea” mas apenas toca a introdução e fecha o concerto com “Rome Wasn’t Built in a Day”.
Os londrinos Goldfrapp tem um visual teatral já característico e os efeitos visuais acrescentam energia ao concerto. Alison Goldfrapp sobe ao palco de roupa preta a esvoaçar. O álbum editado este ano Head First esteve em destaque, tocando entre outras “Alive”, “Dreaming”, “Rocket” e “Believer”. A fechar não deixaram de lado os seus êxitos mais conhecidos como “Ooh
Seguiram-se os GNR. Como cabeça de cartaz e considerados já “os padrinhos” do festival Marés Vivas fecharam a noite no palco principal. O novíssimo RetroPolitana esteve em destaque neste concerto mas não se esqueceram dos clássicos de quase 30 anos de carreira. “Efectivamente”, "Dunas ", “Pronúncia do Norte”, Sexta-Feira”, "Mais Vale Nunca" e "Sangue Oculto" foram os temas que puseram a audiência a cantar. Com dois encores e com a chuva também presente, o que afugentou alguns festivaleiros, assistiu-se a um concerto com mais de uma hora e meia que serviu para mostrar que a pronúncia do norte está para vencer.
No Palco Moche Edward Maya espalhou o seu Stereo Love para aqueles que não trabalhavam no dia seguinte. O palco secundário, agora coberto, ajudou para não apanhar chuva contudo as bandas de início de tarde ficam a perder na acústica do espaço.
O segundo dia do festival conta com Placebo, Peaches, David Fonseca e A Silent Film, numa noite em que se prevê mais afluência de público.
De referir que a primeira noite contou com cerca de 16 mil pessoas.
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