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Passatempo Verão na Casa
Jul 1st
O Festivais de Verão em parceria com a Casa da Música tem para oferecer 5 entradas duplas para os concertos do dia 07 de Julho com Cyro Baptista e El Gran Silencio. A edição deste ano do Verão na Casa decorre de 24 de Junho a 23 de Julho e estes concertos decorrem na Praça pelas 21 horas.
Há uma inegável aura de diversão e humor sempre que Cyro Baptista sobe ao palco. Isto é particularmente verdade com o projecto Beat The Donkey, um ensemble indomável e de tórridos ritmos world que reúne no mesmo palco percussão, sapateado, artes marciais, samba, jazz, rock e funk. Para isso, o grupo mistura instrumentos de todo o mundo com instrumentos de percussão inventados pelo próprio Cyro Baptista.
Do México vem El Gran Silencio, um colectivo que introduz as referências de géneros tradicionais como a cumbia, vallenato e banda numa linguagem que circula pelo rock e rap crossover com influências dub.
O preço do bilhete diário é de 10 euros .
Optimus Clubbing Janeiro
Jan 24th
O Optimus Clubbing entrou em 2010 com o pé direito, estando perante uma lotação esgotada. Com um cartaz com nomes fortes centrados na electrónica mais nostálgica e no hip hop mais modernista, o mote para uma noite de festa estava mais que lançado.
Foi por volta das 23h30 que os americanos Gary War iniciaram o seu concerto no espaço CyberMusica. Munidos de uma sonoridade a roçar uma mistura entre A Place To Bury Strangers e Animal Collective, o trio deu um bom espectáculo e abriu certamente o apetite dos presentes na pequena sala, quer para uma descoberta do seu trabalho, quer para um mergulho no resto da noite. 
Já com o público viajado para a Sala 2, espaço principal do Clubbing, os austríacos Makossa & Megablast entraram em acção. O duo explorou uma mescla sonora que passou pelo hip hop, dub e funk, sendo tudo acompanhado por uma vocalista algo deslocada do que normalmente se espera neste evento.
Com o relógio já encostado na 01h30 da madrugada, o norueguês Lindström subiu ao palco e provou o porquê da sua aclamação geral. Com "Where You Go I Go Too" e "Real Life is No Cool" (colaboração com Christabelle) debaixo do cinto, o gigante do Balearic e do Space Disco fez uma viagem de uma hora e meia por sonoridades muito vidradas nos 80’s, fazendo lembrar nomes como Giorgio Moroder ou Manuel Göttsching. Terminou o concerto com “Baby Can’t Stop”, um tema do já referido Real Life is No Cool, que fez em tudo lembrar a era Off The Wall do Michael Jackson, ou seja, um final em grande, muito dançado e suado.
O fecho do Clubbing ficou a cargo de Spank Rock e Teenwolf. Com YoYoYoYo já no horizonte longínquo, o colectivo americano apresentou uma mistura entre DJ set e concerto. No entanto, esse cocktail provou ser explosivo. Passando por temas do já referido álbum de 2006 e por uma panóplia de temas de outros artistas, Naeem Juwan foi um agitador exímio, culminando a noite com várias invasões de palco e uma interacção fabulosa com o público. Eram já 3h45 da manhã quando o grupo se despediu com Sweet Talk, deixando toda a massa humana rendida e exilerada.
Reportagem Rammstein @ Pav. Atlântico
Nov 9th
O Pavilhão Atlântico vestiu-se a rigor para rever os alemães Rammstein, já bem conhecidos do público português. Os noruegueses Combichrist ficaram encarregados de abrir o concerto e não desiludiram. Inicio com notas quase circenses para uma explosão repentina de luz e música ao som de "All Pain Is Gone", do mais recente álbum "Today We Are All Demons".
Com um arranque assim, os Combichrist não podiam parar, e assim foi. Pé no acelerador até ao final aproveitando para apresentar mais temas do último álbum, com êxitos anteriores à mistura. O tempo escasseava, mas antes imponha-se uma pergunta: "What The Fuck Is Wrong With You People?" foi a musica escolhida para fechar. Nota muito positiva para os Combichrist que deixaram o público de água na boca.
A tour de apresentação do novo e já polémico "Liebe Ist Für Alle Da" ia começar. 20 anos após a queda do muro de Berlim, são os Rammstein a quebrar um em Lisboa para que os lisboetas pudessem assistir a um concerto dos germânicos. Feixes de luz saídos das brechas feitas pelas guitarras de Richard Kruspe e Paul Landers, contrastavam com todo um fundo negro, que rapidamente se desfez, para que Till Lindemann quebrasse o centro do muro com um maçarico e cantasse "Rammlied", em tons de oração. Tema de abertura escolhido a rigor.
A aposta no novo álbum continuou com "B******** " e "Waidmanns Heil", e teve boa aceitação. Em noite fria, não faltou pirotecnia para aquecer o Atlântico e seguiram-se alguns temas de álbuns anteriores com destaque para "Feuer Frei". Em forma de sátira surgiram em palco Nenucos pendurados em ganchos.
Seguiu-se "Frühling In Paris", entoada fortemente pelo devoto público, que teve direito à graditão do vocalista bávaro. Num concerto à velocidade da luz, nem esta balada conseguiu travar o poderio da música dos Rammstein. Enquanto o teclista Christian Lorenz era espancado e quase queimado numa banheira onde Till despejou faíscas do cimo de uma plataforma em palco, ouviu-se "Links 2 3 4" e o clássico "Du Hast", que tiveram o condão de pôr o publico português especialmente participativo, novamente com o vocalista a agradecer. Durante "Links 2 3 4" Till e os dois guitarristas enfocinharam-se de um lança-chamas e literalmente dispararam fogo das suas bocas, o que levou até à presença de uma autêntica tocha humana.
Faltava a música mais polémica do último mês, e antes de recolher ao backstage, a banda acedeu ao pedido e tocou "Pussy", durante a qual Till controlou um canhão disparando espuma sobre as primeiras filas, aludindo claramente à letra do tema e assemelhando-se com os ornamentos no microfone. Os Rammstein presentearam ainda os portugueses com dois encores, em que dispararam quatro clássicos ansiados pelo público, aproveitando para mais um tema novo pelo meio. "Sonne", "Ich Will", "Seemann" e "Engel" fizeram as delícias dos presentes, que cantando (como aliás fizeram durante todo o espectáculo), se despediram categoricamente da banda. A banda de Berlim trouxe toda a bagagem consigo abrindoa tour em força, com um concerto que ficará na memória dos portugueses, não só pela música, mas pelos fogos e explosões ensurdecedoras e até por algum teatro feito ocasionalmente.
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Tudo encaixou na perfeição e os Rammstein provaram mais uma vez porque são uma das melhores bandas ao vivo do momento.









