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Reportagem SBSR 2010 – 18 de Julho
Jul 19th
A 16ª edição do festival Super Bock Super Rock teve o seu desfecho ontem (dia 18), totalizando, assim, três dias de concertos na Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco. Apesar das múltiplas queixas, especialmente dos que decidiram acampar, como a falta de luz, o pó, o estado do terreno e a má acessibilidade, a organização do festival soube juntar um cartaz que agradou a muitos, que, pelo amor à música, suportaram todos os malefícios. Este foi o dia de Prince, The National e John Butler Trio, entre outros, agitarem as hostes.
Foi Jorge Palma e o seu super grupo que deu uso, em primeiro lugar, ao palco principal. Tanto a sua prestação, que roçava o cómico, como os êxitos do eloquente intérprete português ("Encosta-te a Mim" sendo o mais celebrado por um público mais jovem), contribuíram para a moderada diversão de quem o assistia, a meio da tarde. Um pouco depois, os lisboetas Stereo Parks, os terceiros vencedores do Super Bock Super Rock Preload, pouco aqueceram o palco secundário com a sua música previsível e escassamente original, com as influências do costume do indie rock.
Os galeses Stereophonics, apesar de também carecerem de originalidade, fazendo lembrar Oasis e The Beatles alternadamente, mostraram uma grande qualidade técnica ao vivo, face a um público que (ainda) pouco reagia. Kelly Jones, voz e líder do conjunto, de tudo fez para aliciar o público a mexer-se, incitando palmas e berros, mas só o conseguiu a vociferar os êxitos chorudos "Maybe Tomorrow", "Have a Nice Day" e "Dakota" da banda britpop.
Pouco depois, os The Morning Benders deram um concerto bem simpático para quem os assistia no palco EDP. Apresentando o recém-editado The Big Echo, Chris Chu e a sua trupe passaram por "Excuses" e "Promises", entre outros, temas que suscitaram o carinho dos fãs atentos que os seguiam em palco. Um exemplo de uma banda indie pop bem conseguida, na onda de Local Natives e Surfer Blood.
Apesar de os Spoon terem de partilhar a atenção do público com a avioneta telecomandada que sobrevoava o palco Super Bock, estes abriram mão dos grandes temas do seu historial, marcados sempre por uma imprevisibilidade experimental e inconstância de influências musicais. "The Way We Get By", "The Underdog" e "Don’t You Evah" foram alguns dos apresentados, tal como as novas "Got Nuffin", "Is Love Forever?" e "Transference", todas capazes de fazer bater o pé aos ritmos groovy da banda texana. No entanto, o público continuava pouco entusiasmado, porventura por esperar o grande nome que se seguia.
Ficámos impossibilitados de ver Wild Beasts, que tocaram praticamente sobrepostos aos Spoon, algo que acontece com a existência de dois palcos que recebem artistas ao mesmo tempo. Porém, já era de noite quando os The National foram recebidos com o entusiasmo e o delírio que só uma banda de culto pode suscitar – fãs incondicionais dos americanos debatiam-se para chegar às filas dianteiras e bradavam o seu afecto. Sombrios e sóbrios de aparência, a banda fez-se acompanhar por dois elementos nos instrumentos de sopro que trouxeram uma maior profundidade aos temas solenes e por vezes melancólicos dos artistas. "Mistaken for Strangers", "Fake Empire", "Slow Show" foram alguns dos temas de Boxer que Matt Berninger interpretou, de punhos ao peito, com um sentimentalismo afectado, mas os "England", "Anyone’s Ghost" e "Terrible Love" de High Violet não lhes ficaram atrás. Um concerto de crescendos emotivos que culminou na belíssima "About Today", confirmando-se a inegável qualidade da banda americana que fez apaixonar os inúmeros amantes da música.
Seguiram-se duas actuações no palco secundário, que preencheram o enorme intervalo que precedia a actuação de Prince. Sharon Jones e os Dap Kings deram um concerto formidável de funk e soul, que fez inveja a muita gente. Jones, rainha do movimento revivalista destes dois géneros musicais, não parou quieta e parecia igualável a grandes senhoras como Aretha Franklin e Ella Fitzgerald. Os temas de I Learned the Hard Way foram os mais contemplados num concerto energético, que subiu a fasquia para os músicos seguintes.
Os John Butler Trio, muito conhecidos e adorados em Portugal, deram um concerto que se adequou perfeitamente à onda do festival: sol, descontracção e ‘boas vibrações’. O blues rock com travo a reggae e roots era a máxima e o trio australiano proporcionou bons momentos de qualidade ao público português, que o apreciou ao máximo. "Better Than" e "Used to Get High" foram alguns dos destaques de um concerto harmonioso.
Pouco passava da meia-noite e já o nome de Prince era entoado pelo público de quase 32 mil pessoas, que sufocou os acessos ao recinto, tal foi a sua adesão. A hora do funk começou quando o artista entrou em palco, pedindo de imediato a participação dos fãs em "Delirious". A energia e boa disposição de Prince foram norma num set que passou por alguns dos seus melhores momentos musicais, daquela que é uma das maiores estrelas dos anos 80. Este empunhava a sua guitarra em floreados poderosos que marcavam o passo, dançando com o seu coro e recusando-se a que o público português parasse – este clamando as letras de grandes êxitos, como "1999", "Let’s Go Crazy", "Cream" e "U Got The Look". Numa mútua adoração, o artista pedia e os fãs cumpriam, quer a saltar, quer a entoar as melodias conhecidas. Entre falsetes e piruetas, Prince acabou por se ausentar durante uns minutos para mudar de vestuário, seguindo-se um dos momentos mais esperados do concerto: a entrada da fadista Ana Moura em palco, a grande admirada do cantor. "A Sós com a Noite" e "A Casa da Mariquinhas" mostraram a potência vocal da cantora, visivelmente satisfeita por lá estar, e a destreza musical de Prince na guitarra. Inesquecível, tal como as duas canções mais pedidas, tocadas entre exclamações de adoração ao povo português e referências religiosas. "Kiss" levou ao delírio dos fãs e "Purple Rain" impressionou com o grande coro do artista mundial. O lendário cantor acabou por se despedir com "Dance (Disco Heat)", pondo fim a um dos melhores concertos do festival e a grande prova da imensa qualidade musical do artista. Prince Rogers Nelson, de 52 anos de idade, prova-se mais do que apto para oferecer um concerto colossal.
Por fim, o desfecho do festival ficou a cargo dos Empire of the Sun, que conjugam a música electrónica com um teatralismo cénico, provido de bailarinas, projecções e fatos excêntricos e coloridos. Apesar de uma parte visualmente mais rica do que propriamente a musical, os australianos conseguiram entreter os que restavam após o grandioso concerto de Prince.
Fica assim um balanço do evento que, apesar das péssimas condições de acampamento e algumas falhas da organização, conseguiu trazer vários nomes de interesse ao Meco. Esperemos que, na próxima edição, estas sejam repensadas e ajustadas para ajudar a aumentar o bem-estar e conforto dos festivaleiros num dos eventos de ‘peso pesado’ da música ao vivo em Portugal.
Foto: Ana Limas
Prince no Super Bock Super Rock
May 26th

Depois de hoje terem sido confirmados Grizzly Bear para o Super Bock Super Rock, a SIC avança que Prince também vai passar pelo festival a 18 de Julho.
Com uma discografia invejável o cantor pisa de novo o solo lusitano e não vai deixar ninguém desiludido. A tour europeia do artista ainda não está fechada mas já estão confirmadas outras datas para festivais na Europa Central.
Relembramos então os nomes confirmados até agora: Pet Shop Boys, Keane, Cut Copy, Mayer Hawthorne, Jamie Lidell, Beach House, Grizzly Bear, The Temper Trap, St. Vincent, GODMEN, Richie Hawtin, Marco Carola, Magda, LeftField, Vampire Weekend, Hot Chip, Julian Casablancas, Tiago Bettencourt & Mantha, Patrick Watson, Holly Miranda, Rita Red Shoes, Sweet Billy Pilgrim, Malcontent, Ricardo Villalobos, Magazino, João Maria, José Belo, Empire of the Sun, The National, Spoon, Stereophonics, Palma's Gang, John Butler Trio, Wild Beasts, Sharon & The Dap Kings, The Morning Benders, Stereo Parks, Laurent Garnier, Rui Vargas & André Cascais, Zé Salvador e Mary B.
"Meco, Sol & Rock n' Roll"
O preço do bilhete diário é de 40 Euros e o passe para os 3 dias custa 70 Euros com campismo incluído. O campismo estará aberto desde o dia anterior (15 de Julho) até um dia depois do Festival (19 de Julho). Autocarros gratuitos para a praia farão ainda o percurso Festival – Praia do Meco – Festival.![]()
Grizzly Bear no Super Bock Super Rock
May 26th

Com concertos agendados para hoje (26 de Maio) e para amanhã, em Lisboa e no Porto, Grizzly Bear vão também estar presentes na edição de 2010 do Super Bock Super Rock.
Grizzly Bear foram anunciados nas campanhas publicitárias espalhadas pelas cidades, onde estão confirmados para o dia 16 de Julho. A banda americana prepara-se assim para dar o seu terceiro concerto em terras lusas. Apresentado o seu mais recente trabalho intitulado "Veckatimest", lançado há precisamente um ano, que contém os singles "Two Weeks", "Ready, Able" entre outros...
Relembramos então os nomes confirmados até agora: Pet Shop Boys, Keane, Cut Copy, Mayer Hawthorne, Jamie Lidell, Beach House, Grizzly Bear, The Temper Trap, St. Vincent, GODMEN, Richie Hawtin, Marco Carola, Magda, LeftField, Vampire Weekend, Hot Chip, Julian Casablancas, Tiago Bettencourt & Mantha, Patrick Watson, Holly Miranda, Rita Red Shoes, Sweet Billy Pilgrim, Malcontent, Ricardo Villalobos, Magazino, João Maria, José Belo, Empire of the Sun, The National, Spoon, Stereophonics, Palma's Gang, John Butler Trio, Wild Beasts, Sharon & The Dap Kings, The Morning Benders, Stereo Parks, Laurent Garnier, Rui Vargas & André Cascais, Zé Salvador e Mary B.
"Meco, Sol & Rock n' Roll"
O preço do bilhete diário é de 40 Euros e o passe para os 3 dias custa 70 Euros com campismo incluído. O campismo estará aberto desde o dia anterior (15 de Julho) até um dia depois do Festival (19 de Julho). Autocarros gratuitos para a praia farão ainda o percurso Festival – Praia do Meco – Festival.![]()
Três Confirmações para o SBSR 2010
Mar 4th

Ricardo Villalobos c/ Zip, The Temper Trap e John Butler Trio são as mais recents confirmações para o Super Bock Super Rock 2010 que este ano vai ser um festival de três dias na Herdade da Cabeça da Flauta, no Meco.
Outros nomes já confirmados são: Empire of the Sun, Cut Copy, The National, Palma's Gang, Rita Red Shoes e Laurent Garnier.
O festival realiza-se nos dias 16, 17 e 18 de Julho e irá contar com três palcos: o palco principal, um palco para novas tendências e um terceiro espaço inteiramente dedicado às sonoridades electrónicas.
O preço do bilhete diário é de 40 Euros e o passe para os 3 dias custa 70 Euros com campismo incluído. O campismo estará aberto desde o dia anterior (15 de Julho) até um dia depois do Festival (19 de Julho). Autocarros gratuitos para a praia farão ainda o percurso Festival – Praia do Meco – Festival.
De salientar, que este ano vai existir novamente o Musicard e este festival está incluído.
A organizadora do festival promete novos nomes a anunciar brevemente, bem como a distribuição dos artistas já confirmados pelos 3 palcos e 3 dias do Festival.
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