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Reportagem Kyuss Lives! no Incrível Almadense
Jun 24th
Os Kyuss decidiram voltar a fazer render o seu peixe. Marcaram dois concertos para Portugal, um em Almada com os Miss Lava na primeira parte e outro no Hard Club do Porto, com os Black Bombaim a assumirem a mesma posição.
Se muitos ficaram em casa pela ausência de Josh Homme (Queens of the Stone Age), como se isso fizesse sequer sentido, perderam talvez um dos regressos mais bem decididos da história dos regressos de bandas. O peso dos Kyuss, agora ressuscitados em Kyuss Lives!, assentou nos ombros do Incrível Almadense, cheio até ás guelras, mas mal preparado para o baixo grave e a voz californiana de John Garcia, que mesmo com uma porradona de anos em cima, está mais que bem tratada.
Josh Homme (tal como Scott Reeder) não se quis juntar a esta reunião e é Bruno Fevery que lhe ocupa – e bem, diga-se - o lugar, na guitarra. Dá-se início a Gardenia de "Welcome to the Valley". Há mais de 10 anos que os Kyuss não fazem nada, mas parece que não precisam. Se houve quem não saísse da sala com dor de pescoço, não é headbanger nem stoner que se preze. Hurricane mostra Nick Oliveri mais calmo atrás de um baixo do que atrás da sua voz (tipo, a Six Shooter dos QOTSA é o quê?). As provas de um guitarrista substituto exemplar era dadas durante os solos, particularmente, e durante toda a actuação de modo geral.
Spaceship Landing ou One Inch Man levavam Garcia a abanar-se com um ar cândido e aspecto galã e movimentos precisos de quem sabe de trás para a frente um repertório já antigo.
El Rodeo e Supa Scoopa and Mighty Scoop atingiram picos e ao mesmo tempo uma acalmia de peso, o Almadense já não sabia para onde se virar com tanto calor, mas para a frente era o caminho. O mosh entrou em cena, evidentemente e
na varanda, alguns mais descontrolados exprimiam a sua vontade de partilhar o caos que se vivia no primeiro piso.
As condições impostas pela sala impediram os Kyuss de tocarem a setlist na sua totalidade – como sempre, pequena demais, mesmo que tivessem tocado todos os álbuns de trás para a frente - e foi Green Machine que ocupou o lugar do adeus.
A prestação de Brant Bjork ficou ofuscada pelas paredes da sala, por mais força que um homem tenha nos braços, pouco se pode fazer a paredes que engolem som.
Não se pode dizer que tenha sido um concerto mau por isso, é, na verdade, a única falha a apontar. Os 4 músicos estiveram a "100%" e prometeram um regresso no próximo ano.
Kyuss Lives! em Almada e no Porto
Feb 5th

Kyuss Lives! é o nome dado para a reunião dos kyuss, reunião esta sem a presença de Josh Homme, mas que conta com os ex elementos da banda John garcia, Nick Oliveri e Brant Bjork juntado-se ao trio o guitarrista Bruno Feveryty.
A banda já tinha um série de concertos anunciados, e Portugal faz finalmente parte dessa lista. Lisboa recebe a banda a 21 de Junho no Incrivel Almadense, no dia seguinte a banda actua no Porto no Hard Club.
Preço: 25 Euros
Se não tens onde ficar procura alojamento aqui.Reportagem Fu Manchu
Feb 6th
Passados que estão quase 4 anos, desde a vinda dos Fu Manchu ao então mítico Paradise Garage, numa altura em que os Valient Thorr ainda não eram meninos para virem sozinhos e com um We Must Obey acabado de sair do forno, os californianos voltam desta vez ao Santiago Alquimista.
Os nortenhos tiveram mais uma vez de descer à capital para ouvir uma das melhores setlists que podiam ter escolhido, uma vez que a apresentação de Signs of Infinite Power já vem tardia.
A primeira parte ficou a cabo dos Miss Lava que brindaram o público com uma cover de Kyuss pelo meio da amostra de Blues for the Dangerous Miles.
Hell on Wheels iniciou uma noite que se previa épica, seguida de Open Your Eyes. A presença do último álbum ficou marcada por Bionical Astronauts. A mestria dos stoners era evidente, mesmo com os enérgicos headbangs em palco de Scott Hill. As guitarras afinadas em grave inundavam o Alquimista.
California Crossing e uma viagem a 1995 com Sleestak fizeram maravilhas. No entanto a colaboração do público só viria a atingir o seu pico uns momentos mais à frente, transporta que estava a barreira com The Falcon Has Landed, El Busta e Superbird. Em King of the Road do álbum homónimo, imergiu o mosh que faltou em quase 40 minutos de concerto. Signs of Infinite Power e Hung out to Try fecharam a primeira parte.
De regresso ao pequeno palco, agora meio invadido por lisboetas, nortenhos e por outras partes de Portugal, ainda que a sala não estivesse completamente cheia, ouviu-se Boogie Van e Godzilla. Apesar dos pedidos, não se fugiu ao que dizia o papel no chão. Ficou a faltar, por exemplo, Written in Stone e We Must Obey.