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Reportagem SBSR 2010 – 16 de Julho
Jul 17th
A 16ª edição do festival Super Bock Super Rock iniciou-se ontem, dia 16 de Julho, para mais uma ronda de rock veranil e festivaleiro. Este ano o local do evento musical escolhido foi a Herdade do Cabeço da Flauta, perto do Meco, possibilitando, assim, aos festivaleiros, a opção de frequentarem a praia, bem próxima e a uma viagem de autocarro de distância. Neste primeiro dia, actuaram alguns dos nomes mais esperados, como Pet Shop Boys, Grizzly Bear, Beach House e Keane, apesar de ser impossível vê-los todos por inteiro, actuando sobrepostos em palcos separados.
Os Godmen, uma das bandas a ganhar o concurso Super Bock Super Rock Reload, abriram o palco secundário. O trio portuense, com uma sonoridade de desde o progressivo ao new wave, bem tentou captar a atenção do seu público, mas foi Jamie Lidell quem atraiu a maior parte das pessoas ao palco principal. O cantor britânico, de 36 anos, subiu ao palco acompanhado de 5 membros da banda, com a descontracção que deixa transparecer na sua música de forma tão exímia. Com influências de soul e funk, a cadência musical de Lidell desliza de forma suave, sendo enfatizada pela sua excelente voz e fazendo lembrar até Otis Redding. Jamie Lidell entretém os poucos mas crescentes espectadores com ‘Another Day’ e ‘Compass’, do título homónimo, que conta com a ajuda na produção de um dos membros de Grizzly Bear, que também actuam neste dia.
Já St. Vincent, de nome Annie Clark, segue-se no palco secundário. A cantora e intérprete americana já colaborou com vários artistas como The Polyphonic Spree e Sufjan Stevens e conta também com algum apoio do público português, um pouco por estar associada à vaga Pitchfork de Beach House, Grizzly Bear e Bon Iver, entre outros, logo, não é de estranhar a resposta entusiasta, principalmente dos que se encontram nas filas dianteiras. De Actor, o seu mais recente esforço, Clark tocou ‘Actor Out of Work’, ‘The Strangers’ e ‘Marrow’, debruçando-se na sua guitarra para completar o esforço do seu guitarrista principal. Sempre encantadora, mas pouco comunicativa, Annie despediu-se. O concerto soube a pouco.
De novo no palco principal, Mayer Hawthorne apresenta o seu primeiro álbum A Strange Arrangement, muito na onda do artista que o precedeu, apesar de um pouco mais funky. Destaque para a cover de ‘Mr. Blue Sky’ dos Electric Light Orchestra, completamente transformada com a estética musical do artista. Tanto Lidell como Hawthorne mostram a força da nova liga do soul e são promissores.
Fãs de Portugal convictos, os Beach House voltam uma nova vez para aquecer os festivaleiros com melodias doces, numa noite que já começava a arrefecer. Por volta das 20:40, Victoria Legrand e Alex Scally, acompanhados por um baterista, entraram sorridentes no palco secundário e desde cedo demonstraram o seu entusiasmo por estarem de volta. Contrariamente ao concerto no festival Super Bock em Stock, de Dezembro do ano passado, os Beach House mostraram ser melhores no ambiente aberto de um festival, talvez por disporem de melhor disposição e por terem o contributo do baterista, que aliava mais ‘corpo’ ao indie pop suave dos artistas. ‘Walk in the Park’, ‘Norway’ e ‘Used To Be’ foram alguns dos êxitos tocados mais esperados, num set que parecia destinado a agradar aos que o viam.
“Are you ready?”, grita Dan Whitford - segue-se a vez do synth pop electrónico dançável dos Cut Copy no palco principal. Munidos de uma iluminação multicolor, a banda australiana foi, talvez, a melhor surpresa da noite. Apresentando muitos dos temas de In Ghost Colours, mostraram-se energéticos e entusiastas o suficiente para contagiar os inúmeros espectadores que dançavam e saltavam ao som das melodias etéreas de ‘Hearts on Fire’ e ‘Feel the Love’. Apenas se pode apontar que o dinamismo e a profundidade dos temas em estúdio se perde um pouco ao vivo, apresentando um lado mais dançável, algo com que o público português não se parecia importar.
Com mais uma mudança de palco, apesar de tocarem em horas sobrepostas, somos mais uma vez levados ao palco EDP, desta vez para apreciar o concerto dos The Temper Trap. Já actuaram na edição de Paredes de Coura do ano passado e, desde aí, a adesão à música dos artistas parece ter aumentado: o carismático Dougy Mandagi suscitou as maiores manifestações de apreço e de carinho. ‘Love Lost’ e ‘Sweet Disposition’ foram alguns dos maiores destaques do set da banda australiana, que apenas conta com o álbum Conditions, do ano passado.
Os britânicos Keane também não se podem queixar da aderência dos festivaleiros, que preenchiam, por esta altura, quase a totalidade do palco principal. Vedetas do soft rock, ligado a Snow Patrol e Coldplay, tocaram hit após hit, como deles era esperado: ‘Bend and Break’, ‘Everybody’s Changing’, ‘This is the Last Time’, ‘Somewhere Only We Know’, entre outros, foram tocados com agressividade branda e especial entusiasmo do teclista, que mal se continha na sua cadeira. Tom Chaplin e a sua trupe proporcionaram um bom e energético concerto que agradou e deixou ser agradado.
No entanto, Edward Droste, um dos membros dos Grizzly Bear, espalhava simpatia e graça natural nos seus afectuosos comentários entre as músicas, dedicados ao público português que não o deixou ficar mal nos Coliseus de Lisboa e Porto, enchendo o local de espectáculos até às costuras, no passado mês de Maio. Veckatimest foi o álbum mais contemplado do set do conjunto americano, mas o resto da bagagem não foi esquecida: até ‘Slow Life’ que emprestaram ao filme Twilight, foi interpretada em palco conjuntamente com a charmosa Victoria (Beach House), que também concedeu a sua voz inesquecível ao single ‘Two Weeks’. Em qualidade, nada carece, na recepção, também não – os Grizzly Bear foram os justos cabeças de cartaz do palco secundário, confirmadas as expectativas num concerto calmo, rico e excelente.
Após a longa espera, os fãs dos Pet Shop Boys foram presenteados com um autêntico best of do historial de singles do duo britânico. O excêntrico Neil Tennant, dotado de uma voz extremamente característica, aparece, pela primeira vez, sob um fundo animado com um cubo de cartão na cabeça e acompanhado por diversas dançarinas, que com passos de dança robóticos, lembravam muito a estética kraut-rock dos anos 80. Já Chris Lowe, a outra metade, dedicava-se aos teclados de semblante calmo, intervindo para ajudar aos coros. Lendários, mas, por vezes, rígida e excessivamente estéticos, os artistas contagiaram uma extensa plateia de fãs com o electrónico dos temas como ‘Heart’, ‘It’s a Sin’ e ‘Go West’, num passeio nostálgico pelo historial da banda, que até a confettis teve direito! Porém, apesar de tecnicamente ainda competentes, o set dos Pet Shop Boys pareceu algo forçado e repetitivo, o que lhe retirou alguma qualidade à que estávamos à espera. Após o encore, os Pet Shop Boys despedem-se e fecham este primeiro dia de festival.
Foto: Ana Limas
Passatempo Super Bock Super Rock
Jun 29th
Nos próximos dias 16, 17 e 18 de Julho todos os caminhos vão dar ao Meco, Sesimbra. Praia, Sol e a melhor música são ingredientes mais do que suficientes para garantir um Super Bock Super Rock absolutamente memorável! O Festivais de Verão em parceria com a Super Bock tem para oferecer passes para que não percas este grande festival. O maior destaque vai para Prince no dia 18 de Julho.
Mas como queremos que passes esta edição do Super Bock Super Rock com qualidade temos um passe duplo para oferecer para uma localização privilegiada, onde todos vão querer estar, mas só alguns podem.
Para garantir uma estadia num ambiente de descontracção e relaxe, existirão serviços especiais de transporte ao longo dos 3 dias em que decorre o Festival para saberes tudo vé aqui. O camping está garantido e é gratuito para os portadores de passe de 3 dias.O festival Super Bock Super Rock divide-se por três palcos: Palco Super Bock, Palco EDP e @ Meco. Distribuidos por estes palcos destacamos Pet Shop Boys, Vampire Weekend, Prince, The National, Keane, Patrick Watson, Grizzly Bear, Wild Beasts, Laurent Garnier e Ricardo Villalobos.
O preço do bilhete diário é de 40 euros e o passe para os três dias 70 euros.
Não percas: Meco, Sol e Rock'n'Roll!
Recorda aqui a edição do ano passado: Reportagem e Fotos - Super Bock Super Rock 2009 - Porto & Lisboa
Conhece quem foram os vencedores!
Mais Confirmações para o SBSR
Apr 15th

O cartaz do festival do Super Bock Super Rock não pára de crescer com mais quatro novas confirmações: Jamie Lidell, Tiago Bettencourt & Mantha, Saint Vincent e Wild Beasts.
O festival realiza-se nos dias 16, 17 e 18 de Julho e irá contar com três palcos: o palco principal, um palco para novas tendências e um terceiro espaço inteiramente dedicado às sonoridades electrónicas.
Já confirmados para dia 16 tens Pet Shop Boys, Keane, Cut Copy, Jamie Lidell, Palma's Gang, Beach House, The Temper Trap e M-NUS Showcase (Richie Hawtin, Marco Carola e Magda). No dia 17 conta com Vampire Weekend, Hot Chip, Leftfield, Tiago Bettencourt & Mantha, Patrick Watson, Rita Redshoes, Ricardo Villalobos & Zip. No último dia de festival, dia 18, Empire of the Sun, The National, John Butler Trio, Wild Beasts e Laurent Garnier.O preço do bilhete diário é de 40 Euros e o passe para os 3 dias custa 70 Euros com campismo incluído. O campismo estará aberto desde o dia anterior (15 de Julho) até um dia depois do Festival (19 de Julho). Autocarros gratuitos para a praia farão ainda o percurso Festival – Praia do Meco – Festival.
Se não quiseres acampar, procura alojamento perto deste festival aqui.
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Novas confirmações para o SBSR
Apr 7th

O cartaz do festival do Super Bock Super Rock não pára de crescer, e a juntar aos nomes já anunciados hoje foram avançados mais cinco novas confirmações: Keane, Hot Chip, LeftField, Beach House e Patrick Watson.
O festival realiza-se nos dias 16, 17 e 18 de Julho e irá contar com três palcos: o palco principal, um palco para novas tendências e um terceiro espaço inteiramente dedicado às sonoridades electrónicas.
Já confirmados para dia 16 tens Pet Shop Boys, Cut Copy, Palma's Gang, Beach House, The Temper Trap e M-NUS Showcase (Richie Hawtin, Marco Carola e Magda). No dia 17 conta com Vampire Weekend, Hot Chip, Left Field, Patrick Watson, Rita Redshoes, Ricardo Villalobos & Zip.No último dia de festival, dia 18, Empire of the Sun, The National, John Butler Trio e Laurent Garnier.O preço do bilhete diário é de 40 Euros e o passe para os 3 dias custa 70 Euros com campismo incluído. O campismo estará aberto desde o dia anterior (15 de Julho) até um dia depois do Festival (19 de Julho). Autocarros gratuitos para a praia farão ainda o percurso Festival – Praia do Meco – Festival.
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Reportagem Marés Vivas 2009 (2º Dia)
Jul 18th
No Palco Novos Portugueses, foram os Cazino a fazer as honras da casa para se começar o dia e conseguiram cativar o público presente que esperava já ansiosamente por Fonzie que subiram ao palco pouco depois e conquistaram a assitência que vibrou entusiasticamente à sua actuação repleta de energia e boa disposição, revelando a sua sintonia para com o público, de onde que inclusivé chegaram a convidar um elemento para se juntar a eles no palco.
Entretanto a concentração de público no palco principal era já bastante considerável, indo de encontro às expectativas para um dia que conta com nomes fortes no alinhamento da noite. A abrir este palco, estiveram os Secondhand Serenade, a banda menos conhecida da noite mas que conseguiu ir conquistando o muito público presente.
Às 23h30 começou aquele que seria provavelmente o concerto mais aguardado da noite: Scorpions, Subiram ao palco mais cedo que o inicialmente previsto e num concerto onde não faltaram temas como Send Me a Angel, Sill Loving You ou Rock You Like a Hurricane, cantados em uníssono pelo público êxtasiado e acompanhado por um espectáculo de luzes e multimédia muito bem executado que fizeram deste o melhor concerto da noite.
Para fechar os Guano Apes brindaram-nos com um concerto cheio de força e energia, fazendo recordar os tempos áureos da banda, e que certamente não terá deixado os fãs desiludidos, apesar de ainda assim se notar já que aos poucos os menos resistentes iam abandonando o recinto.
Hoje dia 18, o último dia da 7ª edição do Festival Marés Vivas conta com as actuações de Sinal e Soulbizness no Palco Novos Portugueses e com Keane, Jason Mraz, Colbie Caillat e Gabriella Cilmi no Palco Principal.
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