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Reportagem SBSR 2010 – 18 de Julho
Jul 19th
A 16ª edição do festival Super Bock Super Rock teve o seu desfecho ontem (dia 18), totalizando, assim, três dias de concertos na Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco. Apesar das múltiplas queixas, especialmente dos que decidiram acampar, como a falta de luz, o pó, o estado do terreno e a má acessibilidade, a organização do festival soube juntar um cartaz que agradou a muitos, que, pelo amor à música, suportaram todos os malefícios. Este foi o dia de Prince, The National e John Butler Trio, entre outros, agitarem as hostes.
Foi Jorge Palma e o seu super grupo que deu uso, em primeiro lugar, ao palco principal. Tanto a sua prestação, que roçava o cómico, como os êxitos do eloquente intérprete português ("Encosta-te a Mim" sendo o mais celebrado por um público mais jovem), contribuíram para a moderada diversão de quem o assistia, a meio da tarde. Um pouco depois, os lisboetas Stereo Parks, os terceiros vencedores do Super Bock Super Rock Preload, pouco aqueceram o palco secundário com a sua música previsível e escassamente original, com as influências do costume do indie rock.
Os galeses Stereophonics, apesar de também carecerem de originalidade, fazendo lembrar Oasis e The Beatles alternadamente, mostraram uma grande qualidade técnica ao vivo, face a um público que (ainda) pouco reagia. Kelly Jones, voz e líder do conjunto, de tudo fez para aliciar o público a mexer-se, incitando palmas e berros, mas só o conseguiu a vociferar os êxitos chorudos "Maybe Tomorrow", "Have a Nice Day" e "Dakota" da banda britpop.
Pouco depois, os The Morning Benders deram um concerto bem simpático para quem os assistia no palco EDP. Apresentando o recém-editado The Big Echo, Chris Chu e a sua trupe passaram por "Excuses" e "Promises", entre outros, temas que suscitaram o carinho dos fãs atentos que os seguiam em palco. Um exemplo de uma banda indie pop bem conseguida, na onda de Local Natives e Surfer Blood.
Apesar de os Spoon terem de partilhar a atenção do público com a avioneta telecomandada que sobrevoava o palco Super Bock, estes abriram mão dos grandes temas do seu historial, marcados sempre por uma imprevisibilidade experimental e inconstância de influências musicais. "The Way We Get By", "The Underdog" e "Don’t You Evah" foram alguns dos apresentados, tal como as novas "Got Nuffin", "Is Love Forever?" e "Transference", todas capazes de fazer bater o pé aos ritmos groovy da banda texana. No entanto, o público continuava pouco entusiasmado, porventura por esperar o grande nome que se seguia.
Ficámos impossibilitados de ver Wild Beasts, que tocaram praticamente sobrepostos aos Spoon, algo que acontece com a existência de dois palcos que recebem artistas ao mesmo tempo. Porém, já era de noite quando os The National foram recebidos com o entusiasmo e o delírio que só uma banda de culto pode suscitar – fãs incondicionais dos americanos debatiam-se para chegar às filas dianteiras e bradavam o seu afecto. Sombrios e sóbrios de aparência, a banda fez-se acompanhar por dois elementos nos instrumentos de sopro que trouxeram uma maior profundidade aos temas solenes e por vezes melancólicos dos artistas. "Mistaken for Strangers", "Fake Empire", "Slow Show" foram alguns dos temas de Boxer que Matt Berninger interpretou, de punhos ao peito, com um sentimentalismo afectado, mas os "England", "Anyone’s Ghost" e "Terrible Love" de High Violet não lhes ficaram atrás. Um concerto de crescendos emotivos que culminou na belíssima "About Today", confirmando-se a inegável qualidade da banda americana que fez apaixonar os inúmeros amantes da música.
Seguiram-se duas actuações no palco secundário, que preencheram o enorme intervalo que precedia a actuação de Prince. Sharon Jones e os Dap Kings deram um concerto formidável de funk e soul, que fez inveja a muita gente. Jones, rainha do movimento revivalista destes dois géneros musicais, não parou quieta e parecia igualável a grandes senhoras como Aretha Franklin e Ella Fitzgerald. Os temas de I Learned the Hard Way foram os mais contemplados num concerto energético, que subiu a fasquia para os músicos seguintes.
Os John Butler Trio, muito conhecidos e adorados em Portugal, deram um concerto que se adequou perfeitamente à onda do festival: sol, descontracção e ‘boas vibrações’. O blues rock com travo a reggae e roots era a máxima e o trio australiano proporcionou bons momentos de qualidade ao público português, que o apreciou ao máximo. "Better Than" e "Used to Get High" foram alguns dos destaques de um concerto harmonioso.
Pouco passava da meia-noite e já o nome de Prince era entoado pelo público de quase 32 mil pessoas, que sufocou os acessos ao recinto, tal foi a sua adesão. A hora do funk começou quando o artista entrou em palco, pedindo de imediato a participação dos fãs em "Delirious". A energia e boa disposição de Prince foram norma num set que passou por alguns dos seus melhores momentos musicais, daquela que é uma das maiores estrelas dos anos 80. Este empunhava a sua guitarra em floreados poderosos que marcavam o passo, dançando com o seu coro e recusando-se a que o público português parasse – este clamando as letras de grandes êxitos, como "1999", "Let’s Go Crazy", "Cream" e "U Got The Look". Numa mútua adoração, o artista pedia e os fãs cumpriam, quer a saltar, quer a entoar as melodias conhecidas. Entre falsetes e piruetas, Prince acabou por se ausentar durante uns minutos para mudar de vestuário, seguindo-se um dos momentos mais esperados do concerto: a entrada da fadista Ana Moura em palco, a grande admirada do cantor. "A Sós com a Noite" e "A Casa da Mariquinhas" mostraram a potência vocal da cantora, visivelmente satisfeita por lá estar, e a destreza musical de Prince na guitarra. Inesquecível, tal como as duas canções mais pedidas, tocadas entre exclamações de adoração ao povo português e referências religiosas. "Kiss" levou ao delírio dos fãs e "Purple Rain" impressionou com o grande coro do artista mundial. O lendário cantor acabou por se despedir com "Dance (Disco Heat)", pondo fim a um dos melhores concertos do festival e a grande prova da imensa qualidade musical do artista. Prince Rogers Nelson, de 52 anos de idade, prova-se mais do que apto para oferecer um concerto colossal.
Por fim, o desfecho do festival ficou a cargo dos Empire of the Sun, que conjugam a música electrónica com um teatralismo cénico, provido de bailarinas, projecções e fatos excêntricos e coloridos. Apesar de uma parte visualmente mais rica do que propriamente a musical, os australianos conseguiram entreter os que restavam após o grandioso concerto de Prince.
Fica assim um balanço do evento que, apesar das péssimas condições de acampamento e algumas falhas da organização, conseguiu trazer vários nomes de interesse ao Meco. Esperemos que, na próxima edição, estas sejam repensadas e ajustadas para ajudar a aumentar o bem-estar e conforto dos festivaleiros num dos eventos de ‘peso pesado’ da música ao vivo em Portugal.
Foto: Ana Limas
NEOPOP – Cartaz Fechado
May 31st
Depois do enorme sucesso que teve, o NEOPOP volta em 2010 em grande força para mais um espectáculo único.
O primeiro dia, 12 de Agosto, arranca com Vitalic e o seu live act "V-Mirror Live", um espectáculo de luz, espelhos e ritmos. Segue-se a alemã Ellen Allien que irá apresentar o seu mais recente trabalho de nome Dust. Para encerrar o primeiro dia, a ultima actuação fica a cargo do holandês 2000 and One e onde os seus sons techno com texturas minimalistas serão ouvidos certamente. A aquecer as hostes para estes três cabeças de cartaz estão os Stereo Addiction e Miguel Rendeiro.
No dia 13 de Agosto, o dia continua em grande: o trio Cobblestone Jazz, composto por Mathew Jonson, Tyler Dhula e Daniel Tale, seguido do conhecido dj e patrão da Bedrock John Digweed e terminando com Ben Klock. A aquecer o público para estes três grandes nomes estarão os conhecidos djs nacionais Rui Estêvão, José Belo e Magazino acompanhados pela dupla de djs da zona norte Freshkitos.
Para terminar esta edição do NEOPOP do ano de 2010, no dia 14 de Agosto o evento é aquecido por Tiago Magalhães, Manu, Nuno di Rosso e Expander. De seguida entram em cena dois artistas nórdicos e uma alemã. Pär Grindvik e o seu techno estarão certamente prontos para dar música a este evento que promete arrebatar tudo e todos. Do mesmo país surge o sueco Adam Beyer, o patrão da Drumcode. Para encerrar o NEOPOP entra em cena a alemã Anja Schneider, conhecida produtora de hits como " I Thought", "Chest in the Attic" ou "La Roulette"
De relembrar que o NEOPOP vai ser no Forte Santiago da Barra, em Viana do Castelo, nos dias 12, 13 e 14 de Agosto.
O preço dos bilhetes é em Pré-Venda de 20 Euros diários ou 40 Euros para os três dias. No próprio dia os bilhetes diários ficam por 25 Euros e o passe para os três dias a 50 Euros.
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NEOPOP – Cartaz Fechado
May 31st
Depois do enorme sucesso que teve, o NEOPOP volta em 2010 em grande força para mais um espectáculo único.
O primeiro dia, 12 de Agosto, arranca com Vitalic e o seu live act "V-Mirror Live", um espectáculo de luz, espelhos e ritmos. Segue-se a alemã Ellen Allien que irá apresentar o seu mais recente trabalho de nome Dust. Para encerrar o primeiro dia, a ultima actuação fica a cargo do holandês 2000 and One e onde os seus sons techno com texturas minimalistas serão ouvidos certamente. A aquecer as hostes para estes três cabeças de cartaz estão os Stereo Addiction e Miguel Rendeiro.
No dia 13 de Agosto, o dia continua em grande: o trio Cobblestone Jazz, composto por Mathew Jonson, Tyler Dhula e Daniel Tale, seguido do conhecido dj e patrão da Bedrock John Digweed e terminando com Ben Klock. A aquecer o público para estes três grandes nomes estarão os conhecidos djs nacionais Rui Estêvão, José Belo e Magazino acompanhados pela dupla de djs da zona norte Freshkitos.
Para terminar esta edição do NEOPOP do ano de 2010, no dia 14 de Agosto o evento é aquecido por Tiago Magalhães, Manu, Nuno di Rosso e Expander. De seguida entram em cena dois artistas nórdicos e uma alemã. Pär Grindvik e o seu techno estarão certamente prontos para dar música a este evento que promete arrebatar tudo e todos. Do mesmo país surge o sueco Adam Beyer, o patrão da Drumcode. Para encerrar o NEOPOP entra em cena a alemã Anja Schneider, conhecida produtora de hits como " I Thought", "Chest in the Attic" ou "La Roulette"
De relembrar que o NEOPOP vai decorrer no Forte Santiago da Barra, em Viana do Castelo, nos dias 12, 13 e 14 de Agosto.
O preço dos bilhetes é em Pré-Venda de 20 Euros diários ou 40 Euros para os três dias. No próprio dia os bilhetes diários ficam por 25 Euros e o passe para os três dias a 50 Euros.
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Reportagem Rock In Rio 2010 – 22 de Maio
May 22nd
No segundo dia do Festival Rock In Rio Lisboa 2010 decorre a celebração dos 25 anos da primeira edição do evento que decorreu no Rio de Janeiro, numa tarde bem mais amena que a de ontem. Pouca gente ainda nas imediações do Palco Mundo, provavelmente pelos concertos do palco Sunset Rock In Rio.
Os concertos do segundo dia do festival começaram no palco Sunset com os Soulbizness acompanhados de Zoey Jones. As primeiras pessoas chegaram ao som dos primeiros acordes da banda lisboeta que não teve grandes dificuldades em animar o ainda pouco público que se encontrava a assistir ao concerto. Zoey, bonita e divertida, animou as hostes. Ela e o vocalista Rodrigo não pararam de dançar ao ritmo funk de êxitos como "Oh Sugar" e "Sing It Back" (da cantora Moloko), conseguindo assim animar o público presente.
Bastante mais assistência teve o concerto do vocalista dos Xutos&Pontapés, Tim acompanhado pela Mariza. A fadista que no dia anterior já tinha deslumbrado com o seu concerto no Palco Mundo, voltou a mostrar que sabe cativar multidões. Tim e Mariza cantaram músicas de ambos mas também brindaram o público com alguns momentos especiais como "Homem do Leme", dos Xutos e "Por Quem Eu Não Esqueci", dos Sétima Legião, acompanhados pelo público que cantava em uníssono. Momentos especiais foram também as músicas "Light My Fire", dos Doors e "With A Little Help From My Friends", dos Beatles. Esta última foi acompanhada na voz por Zé Ricardo, o responsável por aquele espaço do Rock in Rio e a quem Tim aproveitou para agradecer. Por fim, Tim convida Rui Veloso (que daria o seu próprio concerto naquele palco logo a seguir) para tocar consigo a música "Voar", parceria que pode também ser ouvida no novo álbum de Tim, "Companheiros de Aventura".
João Pedro Pais ficou encarregue de abrir o Palco Mundo neste segundo dia de festival. As pessoas começam a dirigir-se para o Palco Mundo, aumentando consideravelmente o público. Entrada cheia de fulgor por parte do lisboeta, com “Palco de Feras” e “Até Nunca Mais”, mostrando grande entusiasmo e alegria em palco. Num concerto muito positivo, mas que foi ficando morno com temas mais lentos, João Pedro Pais tentou sempre cativar a multidão e deu um concerto com alma, tocando temas como “Sempre Hoje” e “Não Há Ninguém Como Tu”. Perto do final, o público português foi despertando, e ajudou o seu compatriota a cantar “Louco” à qual se seguiria “Nada de Nada” a dar por encerrada a actuação.
A fechar o palco Sunset tivemos de novo o Rui Veloso que foi recebido com um grande aplauso. O concerto teve duas alturas distintas. Na primeira o músico esteve acompanhado de Toni Garrido que chamou também Boss AC para cantarem juntos "Rimas de Saudade". Depois foi a vez de Rui Veloso chamar novamente Zé Ricardo, marcando bem a característica principal deste palco: um espaço de encontros de cultura e de muitas surpresas. Mas apesar da primeira parte ter sido mais ritmada, foi a segunda que aqueceu mais o público e "A Paixão" foi cantada numa só voz, entre o público e os músicos. O público, impaciente, chama pela cantora Maria Rita que comparece finalmente dando inicio à segunda parte do concerto, mais calma mas mais acesa por parte do público. Êxitos de um e de outro músico fizeram as delícias da assistência que não deixava de acompanhar, cantando sempre. Depois de "Porto Sentido" deixar o público de novo ao rubro, este pede por mais e Rui volta, aproveitando por agradecer pelos 30 anos de carreira que comemora no ano presente.
Redondezas do Palco Mundo um pouco despidas para o concerto de Leona Lewis. A britânica, que lançou “Echo” em Novembro do ano passado, álbum de dupla platina, apresentou-se ao público português com “Brave” e um coro que viria a revelar-se imprescindível para todo o concerto. Apesar da sua voz muito bem colocada, a britânica não conseguiu puxar pela multidão e toda a actuação se tornou um pouco monótona, também por culpa do ritmo impresso pela sua música suave. Apenas em músicas como “Better In Time”, “Forgive Me” e “I Got You” se ouviu um pouco o público luso. Mas Leona Lewis tinha guardado o melhor para o fim, “Bleeding Love” fechou o espectáculo, com os portugueses a cantarem o refrão com a inglesa. Terá sido ainda o pequeno reportório de Leona Lewis e o facto de ainda não ter chegado bem aos ouvidos dos portugueses, que terá motivado um concerto a meio-gás, apesar de altamente profissional.
Passado praticamente um ano, Sir Elton John volta a Lisboa e é o grande protagonista da segunda noite de festival. Com o recinto muito bem composto, o compositor inglês começou de forma brilhante com “Funeral For a Friend”, “Love Lies Bleeding” e “Saturday Night”. Música ritmada, bem preenchida e com excelentes arranjos fez com que o público se rendesse à magia de Elton John. Desde o primeiro minuto se percebeu que toda a banda faz com que nada se perca na interpretação da música ao vivo. Bob Birch, baixista, marcou todo o ritmo do concerto, com uma precisão notável. Kim Bullard (teclista), Davey Johnstone (guitarrista) e John Mahon (percussão) conferem à música todos os detalhes que a tornam completa e apaixonante. Elton John mostrava-se contente por estar em Lisboa, elogiando a cidade e o clima, anunciando depois dois temas do álbum “Madman Across The Water”. “Levon” e “Tiny Dancer” do álbum de 1971 deliciaram a multidão presente para ver o Sir. Os mais novos vão saboreando os ritmos provenientes do palco, enquanto os mais velhos dançam ligeiramente, com um sorriso nostálgico. Muito aplaudido, Elton John brindou o público português com temas como “Daniel”, “Rocket Man”, “The Bitch Is Back” e “Crocodile Rock”, que proporcionou um final espectacular, com uma bela interacção entre o músico e o público. Elton John voltaria ainda para encore, tocando “Candle In The Wind” e “Your Song”, duas baladas que fecharam a noite com chave de ouro, com um final emocionante para um concerto memorável.
Era o regresso mais aguardado, o dos Trovante. A sua tarefa não era fácil, tendo o grande desafio de manter o público animado depois do concerto de Elton John. Apesar disso, o público não desmobilizou e, embora tímido no inicio, já se ouviam algumas vozes que acompanhavam as músicas tão marcantes desta banda: sem dúvida que muitos estavam ali ansiosos para assistir ao regresso. Ao longo do concerto confirmou-se que os Trovante já deviam ter regressado há muito pois, apesar do interregno, foi notável como o público foi perdendo a timidez e acabou por cantar a uma só voz músicas como "Um Caso Mais", "Perdidamente", Fizeram os Dias Assim" e "125 Azul", mostrando que a boa música portuguesa nunca se perde nos caminhos da memória e que havia muitas saudades dos Trovante. Luís Represas, vocalista da banda, confessa como é bom estar de volta e reviver tudo de novo. O concerto termina e o público do Rock in Rio, animado por este regresso, pede mais e a banda disponibiliza-se a tocar mais uma música, no entanto, por motivos de organização foram impedidos de o fazer.
O Palco Mundo fechou com a dupla 2ManyDJs e apesar de apenas um dos irmãos Dewaele estar em Palco, pois Stephen perdeu o voo, sendo substituido por Stefaan Van Leuven, dos Soulwax, a noite acabou em grande. Neste dia passaram pelo Rock In Rio cerca de 40 mil pessoas.
Phoenix e The Gossip no Optimus Alive!10
Feb 8th
Foram hoje anunciados mais dois nomes para o Festival Optimus Alive!10. The Gossip e Phoenix prometem encher o Alive de música indie.Os americanos The Gossip, formados em 1990, trazem na bagagem o álbum “Music For Men” e vão passar pelo Optimus Alive 2010 a 9 de Julho.
No dia 8 de Julho, é a vez dos franceses Phoenix animarem as hostes com “Wolfgang Amadeus Phoenix” editado em 2009.
A organização promete anunciar novos nomes todas as semanas.
Os bilhetes já se encontram à venda, o bilhete diário tem o preço de 50 Euros e o passe para os 3 dias 90 Euros.
O Optimus Alive regressa em 2010 nos dias 8, 9 e 10 de Julho a Oeiras.
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Cartaz e Informações Optimus Alive!10
Reportagem Festival Barreiro Rocks
Dec 13th
Volvidos 9 anos desde o seminal Pachuco Fest, eis que o Barreiro recebe nova edição do festival mais aguardado por roqueiros de todas as estirpes.
Cidadãos pacatos, amantes da ordem e dos bons costumes abstenham-se de ler as próximas linhas. Falamos do fim-de-semana de concertos que já reuniu à beira-rio nomes tão sortidos como Billy Childish, Gallon Drunk, Black Lips, Speedball Baby, Andre Williams e os magníficos Goldstars ou mesmo as participações portuguesas de Vicious 5, Legendary Tigerman e Parkinsons. Posto tudo isto, senhoras e senhores, 11 e 12 de Dezembro foram as noites do irredutível Barreiro Rocks, versão 2009.
Dia 11
O "estágio" tivera já início com a exposição de pintura psicadélica de Bruno Contreira, e também no bar Alburrica com o habitual DJ Shimmy, directamente de New Jersey para a alfândega da Portela, onde não lhe confiscaram as malas cheias de apetitosos 7 polegadas.
Mas coube aos Singing Dears, também na qualidade de anfitriões, a honra de partir o champanhe inaugural nos Ferroviários do Barreiro. Rock bem "garageiro", sempre a piscar o olho a Detroit, com o maestro Nick Nicotine na bateria a transmitir toda a fúria de Thor aos seus comparsas. Com "Come along with me" já a rodar em algumas rádios, é de ficar atento à "banda que há um ano não existia".
Competia agora aos Destination Lonely a dupla tarefa de não deixar arrefecer os ânimos e de refutar aqueles que ainda pensam que os franceses não nasceram para o rock. Talvez com um toque mais bluesy do que o apresentado três anos antes, ainda com os Fatals, agitaram as hostes com o seu ataque duplo de guitarras. Pausa para o eterno cicerone do festival, o melífluo crooner Vieira, apresentar ao som de "Delilah" uma das bandas mais esperadas da noite.
Tokyo Sex Destruction é um nome que já dispensa apresentações, passados cinco anos, quatro discos e um impressionante número de concertos desde a primeira passagem por Portugal. Os ânimos começam, sem dúvida, a aquecer com este quarteto, exímio no revisitar do espírito garage e da soul dos anos 60. JC Sinclair é mais um vocalista que não resiste à tentação de se pendurar nos espaldares do pavilhão dos Ferroviários, embrenhando-se na plateia que prontamente se fez ouvir através do seu microfone. Sem dúvida, um dos momentos da noite.
Hora dos cabeças de cartaz. Longe vão os tempos dos Gun Club, Cramps e Bad Seeds, mas não foi isso que impediu Kid Congo Powers e os seus Pink Monkey Birds de recuperarem clássicos como "Sex Beat" ou "Goo Goo Muck", enquanto faziam desfilar temas do mais recente trabalho "Dracula Boots". Tudo envolto num clima de rumba e com Kid Congo a espicaçar a festa, com requintes de toreador. A rever num ambiente mais luminoso.
Fôlego ainda para a after-party onde D-66, homem-orquestra londrino, e os míticos Los Santeros fizeram de tudo para não embalar no sono os últimos resistentes. Amanhã há mais.
Dia 12
E começa bem, a acelerar desde Alcobaça, com os Shake Shake and Show me Your Pussy. Boas malhas à la Black Rebel Motorcycle Club e refrões electrizantes, sem se deixarem intimidar com esta passagem para um palco maior. Os Gift já têm concorrência no mapa. Os barreirenses Sullens continuam o rodeo com o seu country-punk bem regado a Jack Daniels, brindando ainda o público com uma versão frenética de "T.V. Eye" dos Stooges.De Espanha, chegam-nos Jon Ulecia & Cantina Bizarro, reduzidos a trio por "lesão" do guitarrista Dani Ulecia. Dignos representantes do ecletismo australiano dos Birthday Party ou Kim Salmon, nada os impediu de embarcar numa viagem mais íntima, mantendo um pouco o ambiente country e baladeiro, que interrompiam sempre que possível com descargas imprevisíveis e sempre bem-vindas de fúria.
Ambiente perfeito para a entrada de Tav Falco, o renegado do psychobilly, e a mais recente encarnação dos Panther Burns, que seduziram os presentes com a sua reciclagem de standards do rock n' roll. Com direito a dançar o tango com uma das coristas, Falco transformou durante cerca de uma hora o velho pavilhão num cenário de baile de liceu, daqueles que se vêem no "Enchantment Under The Sea Dance" do "Regresso ao Futuro".
Quem não esteve para melodias açucaradas foram os barcelenses ALTO!, que não "pararam o baile" na after-party, com a táctica bem definida para pôr pescoços mais frios a mexer e pulverizar os tímpanos incautos. Uma das melhores actuações de todo o festival.
São 5 da manhã... Os Los Chicos ainda vão tocar. Mas há dúvidas? Festa rija até de manhã, com nuestros hermanos de Madrid, já batidos nestas andanças, a premiarem os bravos que ficaram até ao fim.![]() |
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Prémio também para a longevidade deste festival, que tem vindo assiduamente a trazer para o "deserto da Margem Sul" nomes que dificilmente se veriam em qualquer outro ponto do país.
Reportagem Marés Vivas 2009 (1º Dia)
Jul 17th
Uma hora depois, foi a vez de Sizo, outro grupo da Invicta, que foram igualmente bem recebidos pelo público, que não se acanhou na hora de dar apoio aos talentos locais.
Depois de um espectáculo que durou aproximadamente uma hora e que fechou o primeiro dia do Palco Novos Portugueses, foi tempo de esperar ansiosamente até as 22 horas, hora de estreia do Palco Principal.
Com efeito, os pontuais Lamb subiram ao palco para uma primeira actuação que aqueceu as hostes na Praia do Cabedelo com um grande concerto, revelando que o culto à banda ainda se mantém após cinco anos de ausência do país e que os principais hits não estão de forma nenhuma esquecidos.
Também sem atrasos, começou o concerto dos escoceses Primal Scream, que impuseram o seu estilo electro-rock que ajudou a aquecer a noite à beira-rio, num espectáculo que não encheu as medidas aos mais críticos ou menos apreciadores do estilo, não conseguindo manter o entusiasmo criado no público pelo concerto anterior e as altas expectativas do que se seguia.
Foi assim, com grande entusiasmo e espectativa que se esperava a entrada de Kaiser Chiefs. De longe o concerto mais esperado, estes senhores de Leeds brindaram o público com um espectáculo, musical e visualmente acima da média. Enérgicos e carismáticos, conquistaram os festivaleiros logo aos primeiros acordes. O público efectivamente rendido, correspondia em uníssono a todas as investidas de Ricky Wilson em cativar a assistência, que incluiram diversas acrobacias e viagem até ao cimo dos bares no meio do público. No final, houve ainda direito a encore, brindando o público com mais três temas, pondo assim fim a um concerto cheio de adrenalina.
Após o concerto, a festa continuou até de madrugada com MAU num Dj Set para acompanhar os mais resistentes.
Hoje, dia 17 a noite conta com Cazino e Fonzie, no palco Novos Portugueses, a preparar o muito público esperado para os concertos de Secondhand Serenade, Guano Apes e finalmente, Scorpions.
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