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Posts tagged Guitarra
Filho da Mãe no Festival Ecos do Sado
Sep 5th
Filho da Mãe é o nome com que Rui Carvalho (If Lucy Fell, I Had Plans, ...) se apresenta a solo. 
Um talento nato para a guitarra, agora em processo de apresentação do seu Palácio, é um dos cabeças de cartaz da segunda edição do Festival Ecos do Sado, em Setúbal, e actuar no último de três dias de concertos (30 de Outubro).
As salas de actuação são para já desconhecidas, mas continuamos a dar-vos actualizações sobre o festival à medida que surjam.
Reportagem PJ Harvey – Aula Magna
May 28th
Por duas noite, Polly Jean apresentou-se aos lisboetas, na Aula Magna. Duas noites lotadas e justificada pelo espectáculo incrível da britânica, agora mais amadurecida e aparentemente mais calma.
Deu entrada no palco escuro, encortinada num vestido rosa que foi uma das peças mais evidentes no ambiente quase poético do palco. Sempre distanciada fisicamente do resto da banda, PJ Harvey dedilhava a sua cítara, iluminada por uma foco directo de luz que lhe encandeava meio corpo. Com ela, trouxe o último Let England Shake, apesar de o seu repertório ter ficado bem representado ao longo das duas noites.
Durante The Devil, era inevitável a pele de galinha enquanto PJ se passeava pelo palco exibindo uma voz como nenhuma outra. Momentos como este iam-se repetindo ao longo do concerto, como de resto acontece com a audição dos albuns.
The Sky Lit Up e Let England Shake deixaram-na mostrar os seus dotes de guitarra, enquanto durante The Pocket Knife acompanhava a banda – invejável, diga-se - com o bater dos pés e a deambulação pelo palco. Sempre à esquerda, nunca se chegando aos companheiros de viagem, ou enteragindo com o público (apesar dos pedidos), tudo isto deu solidez à actuação, e evidenciou a sua maneira de estar num palco.
Bitter Branches deu espaço a que uma das vozes masculinas do trio acompanhasse a voz doce de Polly, cujos agudos atingiram o pico durante On the Battleship Hill. O ambiente quase teatral, com os armários a suportarem os teclados e a fazerem cenário (descompensado pelo fundo) teve outro alento durante Down by the Water, com os coros e ecos da banda.
A cítara voltou a entrar em cena para C'mon Billy e despedem-se com Colour of the Earth, aplaudidos por uma plateia em pé, mais que composta e bastante paciente. O encore demorou, mas chegou em força e voltou a ser o momento mais bonito da noite. PJ regressa ao palco arrastando o seu vestido de forma elegante e dá início a The Piano, seguida de Angelene, bem encorpadas, mas nada como Silence para terminar um concerto em tudo perfeito, e os arrepios voltavam.
Será que é possível não ficar com lágrimas nos olhos durante esta performance?
Duas noites pareceram pouco para o que queríamos ouvir.
She definetly let us shake.
The Cranberries no Festival Marés Vivas 2011
Apr 29th

The Cranberries é a mais recente confirmação para o festival de Vila Nova de Gaia.
A presença da banda irlandesa no Festival Marés Vivas 2011 foi anunciada pela Rádio Comercial e actuará segundo a mesma fonte no dia 16 de Julho, partilhando o palco com Mika e Áurea.
Para além dos artistas referidos, estão também confirmados Manu Chao, Xutos & Pontapés, Moby, Skunk Anansie e Expensive Soul.
A história do Cranberries começou em 1990, na Irlanda, mas logo depois, o grupo Cranberries Saw Us, formado pelos amigos Noel Hogan (guitarra), Michael Hogan (baixo) e Fergal Patrick Lawler (bateria e percussão) ficou sem o vocalista Niall, que resolveu seguir outros rumos. Antes de sair da banda, porém, indicou uma amiga da namorada para ficar em seu lugar. Era Dolores O’Riordan, que cantava desde os três anos de idade e estava à procura de uma oportunidade.
A primeira música de sucesso da banda, “Linger”, composta por eles mesmos, que se tornou mais tarde o maior hit da carreira do grupo.
O quinto disco, “Wake Up and Smell the Coffee”, chegou em 2001 e no ano seguinte, foi lançado um "best-off" - “Stars - The Best of 1992 - 2002”, onde foram reunidas 17 canções que marcaram o sucesso do grupo, mais três bónus, entre elas, duas inéditas.
O Festival Marés Vivas realiza-se nos dias 14,15 e 16 de Julho de 2011 em Vila Nova de Gaia. O Bilhete diário tem o preço de 25 Euros e o passe para os 3 dias de 50 Euros (45 Euros se comprado até 14 de Junho)
Reportagem Best Coast no Lux Frágil
Apr 21st
A discoteca Lux foi o local escolhido para acolher o regresso da banda californiana Best Coast. No dia 19 de Abril, pelas 22h, já se reunia uma pequena multidão que foi crescendo atè às 22h30, hora a que os Iconoclasts entraram em palco.
A banda portuguesa soube como cativar o público e os seus traços de pós-rock encheram os ouvidos de todos os presentes. Temas como Speedway revelaram ter potencial e a energia dos membros passava para lá do palco.
Durante o intervalo entre bandas, notaram-se algumas dificuldades na configuração do som dos instrumentos de Best Coast que provocaram um ligeiro atraso no horário do espectáculo. Problemas à parte, a banda entrou e logo a vocalista Bethany Cosentino cumprimentou todos e agradeceu por terem vindo. Bratty B deu início a um concerto que seria marcado, mais que qualquer outra coisa, pela péssima qualidade de som advinda de um mau arranjo prévio.
A vocalista repetiu a música após ter dado algumas indicações que melhoraram ligeiramente o som. Apesar disso, o mesmo continuava longe de aceitável. Wish He Was You seguiu-se, antes de Crazy For You, uma das preferidas dos fãs que encheram o local. Bethany fez questão de frisar como era a primeira vez que os Best Coast tocavam num sítio só para si, mencionando o concerto dado no ano passado em Paredes de Coura, no palco secundário. Os seguidores da banda estavam recordados e mostraram o seu apreço durante todo o concerto, através de gritos e palmas efusivas.
Com sons que lembram os anos 90, a música dos californianos enreda por vários caminhos diferentes; as letras simples e a voz pop da vocalista contrapõem-se ao som da guitarra, criando temas interessantes que cativam o público com uma simbiose energética.
Os espectadores tiveram direito a uma música fresquinha, Gone Again, entre outras mais conhecidas cuja letra não falhava aos fãs, tais como Summer Mood ou Boyfriend, tendo esta última sido dedicada pela vocalista a todos os presentes. Houve também tempo para momentos mais calmos, providenciados por temas como Our Deal e ainda uma cover da That’s the Way Boys Are, de Loretta Lynn.
Conforme o concerto decorria, o som permanecia bastante mau e as músicas começaram a soar todas ao mesmo, mas Something In the Way veio trazer novo fôlego, antes de um breve encore.
De volta ao palco, Each and Every Day foi a escolhida para finalizar o espectáculo. Com direito a uns minutos de puro instrumental, o tema acabou com palmas e um coro entre os fãs e Bethany, que se despediu com emoção dos presentes.
Como nota final, não posso deixar de reiterar que o som teve grande peso na avaliação de um concerto que poderia ter sido muito melhor caso os problemas técnicos não tivessem existido. Valeu o esforço da banda em tentar ultrapassar isso e presentear os fãs com a sua boa-disposição, energia e humor.
Reportagem Scott Kelly – Lisboa
Mar 10th
O Carnaval dos outros.
Quem conhecia os sevilhanos Orthodox de outros carnavais mais atribulados – e seguramente mais secos que o da noite de segunda-feira – não estaria à espera dos 40 minutos que antecederam a actuação de Scott Kelly.
O trio que marcara já presença por duas vezes em Portugal, chegando a integrar uma das edições do Outfest, parece ter-se despedido definitivamente do doom dos tempos de “Gran Poder”, e dedica-se agora à música exploratória, com tanto de bom como de mau que a expressão possa fazer pensar.
Se a longa introdução com clarinete e contrabaixo monocórdico pode ter feito temer o pior aos poucos devotos que se arrastaram até ao Santiago Alquimista, a paisagem acabaria por se tornar mais interessante, com a inserção de alguns elementos jazzy e uma maior influência da guitarra (alguém andou a ouvir uns disquinhos de Earth), desvendando-se no último tema com o belo vibrato andaluz de Marco Gallardo. Aguardemos o novo disco “Baal”, a sair este ano.
Poucos minutos de espera e nem podíamos crer que o concerto já estava a começar.
Scott Michael Kelly. Para muitos, o nome dispensa apresentações. Para outros, pode-se resumir dizendo que se trata de um dos pulmões dos norte-americanos Neurosis, de um dos principais contribuidores da editora formada pelo grupo, ou do “médio ofensivo” nos Shrinebuilder, um projecto de all-stars formado com Al Cisneros, Wino e Dale Crover.
Scott Kelly. De camisa de flanela, boné enterrado nas orelhas, com a guitarra atrás e ar de quem podia ser roadie de alguma banda.
Mr. Scott Kelly. Porque o respeitinho é muito bonito.
Há alguns anos, aquando do seu concerto no festival Roadburn, respondeu a um fã mais zeloso, que mandava calar outros membros do público: “I’ll do the shushing around here.” E a conversa terá morrido ali. Pois o silêncio é de ouro, e dele se alimenta a música de Kelly.
Nem uma mosca, o acender de um cigarro, estorvam o palhetar das cordas de aço. “We Let The Hell Come”, tema dos Shrinebuilder, é o primeiro a perturbar o sossego. Quem segue a carreira dos Neurosis, sabe que cada álbum a solo dos seus membros só engrandece o todo, nunca serve para o dividir.
Nem o amachucar de um copo de cerveja, os trocos a tilintar na registadora, travam o seu murmurar. Kelly concentra-se no último trabalho, “The Wake”, álbum lançado em 2008, paralelamente ao do colega Steve Von Till. “Remember Me”, “The Ladder in My Blood” e “Saturn's Eye” envolvem a sala num cortejo atípico do adeus à carne.
Nem o secador de mãos na casa de banho, nem o manto de chuva a ameaçar fazer cair o tecto, que faz o senhor levantar o boné e apontar a barba para cima. “Is that rain I hear? Enjoy the rain… Enjoy it while it lasts.” Sempre críptico...
Para terminar, “Figures”, também do último álbum, e mais duas versões: “Tecumseh Valley”, de Townes Van Zandt e “Lord of Light”, dos Hawkwind. Assim se foi revelando Kelly.
Entre temas, sem cair na lenga-lenga dos músicos que adoram sempre o nosso país, confessa que não esperava a reacção que teve do público português. “Muito respeitosos. Gostei muito. Espero voltar com os meus amigos”. Que sejam amigos de peso.
Reportagem Joanna Newsom – Porto
Jan 26th
Joanna Caroline Newsom – cantora, harpista, pianista e compositora da folk norte-americana – volta em 2011 a Portugal, depois de actuações anteriores no Lux, Aula Magna (Lisboa) e Theatro Circo (Braga), em 2007. Quatro anos depois, volta ao nosso país para uma mini-digressão de três concertos: na Casa da Música (Porto), no Teatro Aveirense (Aveiro) e no Centro Cultural de Belém (Lisboa), a 24, 25 e 26 de Janeiro, respectivamente. Desta feita, traz consigo o terceiro e novo disco de originais “Have One on Me”, editado em Fevereiro do ano passado, pela Drag City.
Para além do mais recente trabalho de estúdio e excelentes surpresas musicais, Joanna trouxe consigo, para as honras de abertura do espectáculo na Casa da Música, Alasdair Roberts, músico escocês que acompanha a decorrente digressão da artista norte-americana. Tendo passado anteriormente por Portugal com Newsom na digressão de 2007, Alasdair Roberts passara já também pelo palco secundário da edição de 2005 do Festival Paredes de Coura.
Sozinho no palco com a sua guitarra acústica, sob a iluminação de um rasgo de luz, Alasdair Roberts soube criar na sala Suggia um ambiente acolhedor, enquadrando-se com o que viria a seguir. Apresentando ao público portuense alguns temas novos, o cantor embalou todos os presentes com as suas canções que sabem ter em si, simultâneamente, a tradição e a contemporaneidade, abrindo caminho à tão esperada música mágica de Joanna Newsom.
Joanna Newsom, de vestido galáctico-vermelho, surge em palco e pisa-o como se de uma princesa se tratasse. Mostrando a todos os presentes um sorriso rasgado e uma simpatia transbordante, inicia a actuação com The Book of Right-On, do álbum “The Milk-Eyed Mender” (2004). Sem demoras, apresenta os músicos que a acompanham e que, entretanto, surgiram em palco. Pela frente, puderam ouvir-se Have One on Me, Easy , Good Intentions Paving Company e Soft as Chalk, do seu mais recente trabalho “Have One on Me” (2010); passando ainda por “Ys” (2006) com: Cosmia; e novamente por “The Milk-Eyed Mender” (2004), terminando o espectáculo com Peach, Plum, Pear. Aplaudidos frevorosamente pela audiência, que entretanto se levantou, pedindo um encore, Joanna e companhia voltariam ao palco para a despedida, com On a Good Day e Baby Birch.
Entre a harpa e o piano, Joanna, dona de uma deliciosa e inconfundível voz, encantou aqueles que reservaram a sua noite para a ouvir. Elogiando Portugal, agradecendo aos presentes pela gastronomia portuguesa (“thank you for your food!”) e a magnífica Sala Suggia da Casa da Música, desfez-se em “mui obrigadas” aos presentes. Desenganem-se aqueles que esperavam ouvir uma Joanna num registo mais agudo. Esta menina soube demonstrar o poder da sua voz num registo diferente daquele que se pode ouvir nos álbuns de estúdio, porém, ainda assim, foi capaz de surpreender os espectadores que, deliciados e atentos, se deixaram envolver na fantasia das suas músicas.
Para quem teve o privilégio de estar presente, assistiu-se a uma óptima surpresa, onde sonho e imaginação foram bem-vindos à banda-sonora criada na Sala Suggia. Para aqueles que não tiveram tal privilégio, resta-lhes, se quiserem aceitar a sugestão, assistir a um dos outros espectáculos agendados para Portugal, no Teatro Aveirense e no CCB.
Deftones em Lisboa
Sep 9th
Os Deftones vão passar por Portugal neste Inverno. O Campo Pequeno, em Lisboa, vai receber a banda a 9 de Dezembro.
Depois de passarem pelo Festival Optimus Alive!10 no dia 9 de Julho, os Deftones dão um concerto para apresentar o novo álbum "Diamond Eyes" editado este ano, desta vez em "nome próprio".
A banda norte-americana é composta por Stephen Carpenter (guitarra), Sergio Vega (baixo), Abe Cunningham (bateria), Frank Delgado (teclado) e Chino Moreno (vocais e guitarra).
Os preços dos bilhetes situa-se entre os 30euros (Plateia) e os 33euros (Bancada e Camarote) e estão à venda nos locais habituais.
Reportagem Panda Bear
Feb 14th
Na noite de ontem, e pela segunda vez consecutiva de casa cheia, o recém-lisboeta Noah Lennox veio apresentar expectativas para o seu quarto e mais recente álbum, "Tomboy", que promete estrear em Setembro deste ano.
Panda Bear aparece num registo um pouco mais agressivo, “noisy” e ligado à guitarra. O reverb na voz não deixa de fazer lembrar Brian Wilson e os Beach Boys e é de notar que este álbum tem uma ligação mais intrínseca com o último trabalho de Animal Collective, porém, menos jovial e mais ultrajante.
Numa construção musical mais intricada, densa e texturada, é de apontar o uso recorrente e repetitivo de loops e distorção.
Quase sem tempo para pausas e palmas, e apesar das já esperadas saudades de Person Pitch, o público pareceu saudar de forma atenta este novo trabalho e a presença ímpar e recatada de Lennox
. O trabalho de vídeo de Danny Perez que acompanhava o artista ajudava à experiência envolvente, que parece ter corrido de forma mais fluida e com um melhor sonoridade do que o dia anterior.


















