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Lenny Kravitz e Maroon 5 no Rock in Rio Lisboa 2012
Dec 13th

Foram hoje anunciados mais quatro nomes para o festival Rock in Rio Lisboa: Lenny Kravitz, Maroon 5, Ivete Sangalo e Expensive Soul.
A actuação de todos estes grupos será no dia 1 de Junho no Palco Mundo, completando o cartaz para este palco neste dia.
Estes nomes juntam-se assim aos já confirmados Bruce Springsteen e Xutos & Pontapés.
O Rock in Rio Lisboa 2012 irá decorrer nos dias 25, 26 de Maio, 1, 2 e 3 de Junho no Parque da Bela Vista em Lisboa. Os bilhetes exclusivos para este dia vão ser colocados à venda já no dia 16 de dezembro, dando a possibilidade dos interessados os adquirem ainda a 58 Euros, já que com o aumento do valor do IVA a partir de 1 de janeiro de 2012 passarão a custar 61€.
Reportagem Com Truise no Porto
Nov 29th
Os últimos dois domingos do mês de novembro ficaram marcados por dois concertos matiné muito agradáveis e surpreendentes. A Lovers & Lollypops deu uso aquele que por muitos é visto como um dia enfadonho e aborrecido.
A música ambiente que se fazia ouvir nos Maus Hábitos quase se confundia com The Festmen, que entrou em palco muito discretamente. De repente, começam a a surgir vídeos quase aleatórios desde publicidades, desenhos animados ao programa O Preço Certo – com momentos e situações cómicas que se enquadravam com a sonoridade 8 bit extremamente dançável. Escusado será dizer que a setlist foi indecifrável, mas isso mostrou-se o menos importante, quem lá estava, e por poucos que ainda fossem, gostaram do que ouviram e não faltaram aplausos.
João Chaves é o sonhador de Dreams que através das suas músicas chillwave nos faz lembrar das mais belas memórias do verão, os tempos quentes e os dias repletos de sol. Acompanhado, ao vivo, pela guitarra de Ricardo Barbosa e pelos sintetizadores de Paulo Catumba, João e a sua voz afundada em reverberações já é bastante conhecido e falado pelas redondezas do nosso país.
Com a maior das honras, antecipa o concerto do projecto americano Com Truise. Uns sentados e outros de pé, cada vez com mais gente, mas ainda sem se aproximarem muito do palco, ouviram e aplaudiram as músicas que por lá se foram ouvindo "Step 1", "Step 3", "Interlude", "In Dreams" e "Don't Leave Me".
Com Truise é o nome do projecto musical de Seth Haley, músico electrónico de Oneida, Nova Iorque.
O nome, que muitas vezes é confundido com o de Tom Cruise, surge de um spoonerism, ou seja, de um erro ou um propósito deliberado, na expressão oral, onde as consoantes ou as vogais de uma palavra são trocadas. Seth Haley, com Com Truse, cria o estilo experimental que intitula de "mid-fi synth-onda, funk slow-motion", onde se consegue encontrar alguns fragmentos de Joy Division, New Order e Cocteau Twins.
Mal se começa a ouvir "Sundriped" o público aproxima-se instantaneamente e os seus corpos começam a dançar e a balançar ao som electrónico em slow-motion. Pouco tempo ouve para aplausos, música atrás de música, Seth e a sua ginástica musical feita à base de ajustes e reajustes nas mesas de misturas e processadores de efeitos, era acompanhado por um baterista, ainda que jovem, bastante dedicado e preciso nas batidas electrónicas dominadas por Seth. Algo inovador, diga-se, pois não é todos os dias que se assiste a um concerto electrónico com instrumentos como baterias, que tornam os ritmos mais genuínos trazendo a este estilo musical a ideia de criação sonora in loco.
Pela tarde ainda se ouviu "Slow Peels", "IWYWAW", "BASF Ace" entre outras. Não importou muito a setlist, o concerto foi tão contagiante que no fim só se queria mais. A Lovers & Lollypops comprovou, mais uma vez, que seja a que hora for, os bons músicos não desiludem e fazem a festa seja ou não em dia de descanso.
Esperamos assim que 2012 se torne mais certo e traga com ele mais alguns domingos como este.
Reportagem Milhões de Festa 2011
Jul 30th
Bem, parece que é mesmo verdade: o Milhões de Festa é, no mínimo dos mínimos, o festival mais único de todos os festivais. Único não tanto pelos concertos, mas antes pela experiência que proporciona a quem o visita. Se são inegáveis as falhas na organização (que é que raio se passou naquele palco da piscina no último dia?), ainda mais inegável é o enorme valor do festival, que olha para dentro quando outros olham para fora, resgatando nomes nacionais que outros não se lembraram, e apostando em nomes internacionais que afastariam tantos outros.
Querem um festival em que as pessoas em vez de filmarem e tirarem fotos com os telemóveis se calem e ouçam o concerto, e onde até os moches parecem feitos numa espécie de comunhão amigável em que estão todos ali para se divertir em conjunto? Então o Milhões é para vocês.
Os problemas de organização deste ano (e mais vale despachar já isso, para falar depois do que realmente vale a pena) vieram, acima de tudo, da tentativa de fazer demasiado. Veja-se, por exemplo, o palco Lovers & Lollypops, aka, “aquele toldo à beira do rio que estava virado contra o sol e impossibilitava ver de frente os concertos sem apanhar uma insolação”. Som péssimo e um espaço que simplesmente não é, de forma alguma, apropriado para ver concertos.
Além, claro, dos problemas em lá chegar. As indicações foram colocadas já perto do fim do primeiro dia, e não foram poucos os que entretanto se perderam a caminho, tentando descobrir aquela descida escondida pela qual eu e mais uns quantos passámos duas ou três vezes sem sequer a ver.
Além disto, houve as mudanças de alinhamento no palco da piscina, reveladas por vezes literalmente em cima da hora. Os atrasos foram, aliás, frequentes ao longo do festival, sendo ainda assim de louvar a forma como foi tratado o assunto: no recinto principal, onde estava o palco Milhões e o palco Vice, os concertos de cada palco só começavam após ter terminado que estava a decorrer no outro. Desta forma, era possível ver todos os concertos, do início ao fim, no recinto. E isto era assim mesmo quando existiam atrasos; uma atitude que, diga-se, nem todos teriam.
Em relação à comida… muitos se queixavam que, no recinto, apenas se podiam comer cachorros (cachorrões, aliás), mas mesmo perto da entrada havia uma banca que vendia hamburgueres, cachorros, bifanas e etc., e, não muito longe, existiam vários restaurantes. Tendo em conta que só no primeiro dia é que vi fila para entrar, era facílimo entrar e sair do recinto a horas de jantar para comer o que quer que fosse. E havia ainda um multibanco literalmente em frente, do outro lado da estrada. Melhor localização era impossível.
E haverá festival mais confortável que este, onde se pode andar calmamente por todo o recinto, que mesmo quando está cheio nunca se torna claustrofóbico? Aliás, o festival nunca esteve demasiado cheio (ficar na grade dum concerto nunca foi tão fácil) - uma maravilha. Para além de tudo, visitar Barcelos vale, por si só, o preço do passe.
22 de Julho de 2011
O início do festival, no palco da piscina, foi com os HILL, e dificilmente poderia ter sido melhor. Dupla com bateria e guitarra… presa à bateria, que toca consoante o reverb que vai recebendo, e que faz rock energético, barulhento e que se ouve sempre bem. A isto se alia um vocalista, João Guedes dos Sizo, com uma baqueta e um tambor, e temos um bom concerto feito. Já disse que a guitarra estava presa à bateria e tocava a partir do reverb? Que ideia genial. O palco da piscina é, aliás, um dos maiores trunfos do festival. Ouvir concertos dentro de água: melhor é impossível.
Os Black Bombaim, que tocaram a seguir em substituição dos cancelados Föllakzoid, mostraram o porquê de serem um dos nomes em clara ascenção no nosso panorama. Rock instrumental stoner onde a guitarra impera, complementada por um excelente baixo e uma excelente bateria. Fica-se com pena que cada banda toque apenas cerca de meia-hora neste palco, com um concerto destes, entregue com energia e sem paragens. Vê-los a solo torna-se imediatamente uma necessidade.
De seguida, vive-se uma aventura para achar o palco da Lovers & Lollypops, onde vão tocar os Botswana. Quando finalmente lá se chega, perto da hora em que o concerto deveria estar a terminar, este ainda nem começou. E quando começa, apercebemo-nos bem do quão mau é o local (não é de admirar que, ao longo de todo o festival, poucos tenham lá ido, salvo em raros concertos). O sol bate de frente, tornando impossível ver confortavelmente o concerto em frente ao palco, e o som está péssimo, levando Joca (provavelmente um dos melhores vocalistas da nossa história) e toda a banda no geral a queixarem-se frequentemente ao longo do espectáculo. Por vezes desaparece a bateria, noutras as guitarras, noutras a voz… E ao que parece, o encarregue pelo som não era sequer técnico (então, Milhões?). Ainda assim, a banda soube dar a volta, dando um bom concerto onde o seu rock emergiu acima de tudo, com o vocalista a cantar perto do público e a banda (que mal cabia naquele palco minúsculo) a tocar na perfeição cada tema. Pediam-se condições melhores, mas não deixou de ser um bom concerto. Como seria de esperar.
O atraso afecta todos os concertos seguintes, e é já com um largo atraso que começa Dirty Beaches. Samples, guitarra, e voz lo-fi são os elementos que compõem, e muito bem, a música de Alex Hungtai, que fez este ano uma pequena digressão pelo nosso país. Eram vários os corajosos que viam o concerto em frente ao palco, levando com o sol em cima, e Alex não tardou a ir com a guitarra para o meio do público. Foi com pena que se saiu do concerto ia este a meio, mas o atraso tramou os planos e começava daqui a nada um dos concertos obrigatórios do dia: Riding Pânico, no palco Vice.
Rock instrumental da pesada, onde as guitarras e a bateria (aqui comandada por Chris Common, dos These Arms Are Snakes) dão descargas de energia do início ao fim. E como poderia não ser assim, com músicas como "E Se a Bela For o Monstro?"? Nunca é demais falar da bateria, tocada de forma impressionante por um Chris Common monstruoso. Uma descarga total de som, em que tudo se conjugava na perfeição. Resta fazer figas para que voltem no próximo Milhões. Ou então apenas para que voltem, ponto.
A festa continuou feita por gente de cá, logo a seguir, quando os Born a Lion subiram ao palco Milhões. Blues com veia muito rock, num concerto que surpreendeu pela sua potência (isto em disco não era assim!) e pela prestação exemplar de todos os músicos sem excepção. Rodrigues, um excelente baterista-vocalista (haverá coisa mais espectacular?), é um animal de palco que vai fazendo a ponte banda-público, falando naquele seu brasileiro tão característico, do Milhões de Festa e do memorável que os próximos dias vão ser. A banda, desaparecida dos palcos há algum tempo, revela ter assinado pela Lovers & Lollypops, e é portanto de esperar um regresso em grande. Por agora fica uma constatação: estão em excelente forma e deram um belíssimo concerto.
No final seguiu-se Motornoise no palco Vice. Metal repetitivo, pouco original, que vale apenas pelo vocalista que se atira para o público e bebe do início ao fim. A subtileza não é um dos fortes da banda (“Esta canção é sobre bêbados, e chama-se… Podres de Bêbados”), e são apenas mais uma banda, igual a tantas outras, que não convence particularmente em nada. Os poucos presentes, no entanto, pareceram convencidos.
Mais convencidos que em AEthenor, talvez a banda mais experimental que passou pelo festival, e que falhou apenas por estar a tocar num ambiente que não era, de forma alguma, o melhor para a sua música. Música ambiente, instrumental, que vive de camadas que se vão desenrolando ao longo de imenso tempo, nunca chegando a um clímax definido. Isto, num festival, de dia, simplesmente não resulta. O público, sentado, não parecia reagir, e percebia-se: é difícil criar o tipo de concentração (ou de ligação, diga-se) necessário para que este tipo de música funcione, num festival, neste ambiente. Alguém que os traga a um sítio pequeno e íntimo, e teremos sem dúvida um belo concerto; aqui, por outro lado, não resultou. É que nem sequer de noite era…
Shit and Shine foi monótono e repetitivo ao início, ainda que fosse interessante ver aquele quarteto em palco, vestidos daquela forma (dois coelhos e um que parecia a rapariga assustadora do The Ring… mas de roupão). Electrónica que parecia não ir a lado nenhum, sem construção nem clímax. Mas, infelizmente, não posso comentar: foi o único concerto de que saí a meio para ir finalmente comer alguma coisa, e parece que depois aquilo deu a volta e ficou muito mais dançável. O que vi, não convenceu, mas acredito que, mais à frente, tenha ficado bem melhor.
Zun Zun Egui, que tocaram no palco Milhões em vez do Vice, como seria previsto, e antes dos Gama Bomb e não depois, deram um concerto agradável, por vezes energético, que só perto do fim começou a cair no aborrecimento. Uma espécie de pop-rock (não gosto do termo, mas há bandas em que assenta bem) com toques de psicadelismo, que em disco soa a lo-fi, mas que ao vivo perde essa dimensão e ganha antes uma veia mais rockeira. O vocalista, uma figura caricata, depois andou pelo recinto durante o resto do festival, frequentemente bêbado, tendo proporcionado, pelo que me contaram, algumas histórias curiosas na piscina. Eu vi lá o Hélio, já foi bom.
Os Gama Bomb foram, basicamente, o concerto mais cliché e divertido do Milhões (e, também, o primeiro a conseguir juntar realmente muita gente em frente ao palco). No bom e no mau sentido. Um vocalista à metal clássico, que lança agudos a torto e a direito (e nós respondiamos com risadas), riffs iguais a tantos outros, e músicos de cabelo comprido com aqueles fatos que são regulares no género. Parecia um concerto de Mastodon, mas… bem, em mau. Mas lá está: daquele mau que chega a ser bom. A verdade é que a própria banda não se parece levar muito a sério, e o vocalista, sempre comunicativo, ajudou (hilariante, o momento em que o público repetiu um grito seu, daqueles agudos, e este respondeu com um “Wow, isso foi uma coisa à Queen. Os Queen estão aqui hoje!”). Divertido, talvez não pelas melhores razões, mas divertido na mesma.
Não há nada de particularmente interessante ou original nos Graveyard, mas fazem canções com uma competência e um bom gosto que ao vivo torna-se difícil não gostar. Os paralelismos com bandas de um rock clássico como, por exemplo, os Led Zeppelin (muita, muita gente com t-shirts deles neste concerto) torna-se inevitável, mas a sua música consegue nunca se tornar nem revivalista nem imitadora. Boa voz, boas guitarras, boas letras. Não há, à partida, nada de particularmente bom, mas ao vivo aguentam-se muitíssimo bem, acabando ainda assim por fartar um pouco os que não são fãs (que, pelo público, nem eram assim tantos). Bom concerto.
De seguida, começou a maior sequência de grandes concertos que se viu em todo o festival, e que fez deste primeiro dia o mais forte dos três: If Lucy Fell, Liars, Veados com Fome e Lobster (o melhor concerto do festival, mas já lá vamos).
Os If Lucy Fell, que não tocavam há dois anos, voltaram e mostraram ser ainda aquilo que sempre foram: poderosos. Podemos falar do grande vocalista, Makoto Yagyu, que a certa altura vai até à mesa do som andando por cima do público, podemos falar do excelente baterista (Hélio Morais, está claro) que cobre cada canção de forma perfeita, podemos falar do bom baixista (Pedro Cobrado) que parece estar a viver a melhor noite da sua vida em palco, tal como o teclista (João Pereira) e podemos, acima de tudo, falar do monumental guitarrista (Rui Carvalho), que é incrível do início ao fim, dando descargas de guitarra que raramente voltariam a ser igualadas em todo o festival. Rock épico, forte e de arrepiar, num concerto que foi, como se esperava, espectacular. Resta agora saber o que farão no futuro.
Os Liars eram, a par das Electrelane, os dois grandes cabeças-de-cartaz do festival. Quem esperava um concerto monumental, dos melhores do ano, talvez tenha ficado desiludido; mas quem esperava um concerto de excelência, com uma energia sem fim por vezes apenas mandada abaixo por alguns momentos mais parados, terá tido mais sorte. Um concerto espectacular, com momentos melhores que outros (nada bateu a "Plaster Casts of Everything", já perto do fim e "Broken Witch", claro, também foi um momento magnífico), mas que esteve bem acima da média e que foi, frequentemente, perto da genialidade. Pura energia, puro rock, puro caos com direito a moche e afins, e um vocalista tão caricato e envolvido no que faz que o concerto teria valido só para o ver em palco. O público, dos maiores que o festival viu, já sabia bem ao que vinha, e pareceu mais que satisfeito no final.
Menos público tiveram os Veados com Fome, que deixaram saudades naquele que foi, ao que tudo indica, o seu último concerto de sempre. Um som poderoso (estava tudo mais alto que o normal, e ainda bem), onde é impressionante o que um trio consegue fazer. Post-rock potente, rápido e ríspido, onde a guitarra grita acima de tudo, sempre com um baterista com tanto talento quanto carisma (Cavalheiro, herói nacional). Canções como "Ultramar" ou "Paquito" (tocadas num mashup) são sempre incríveis, sempre arrepiantes. Um dos concertos mais envolventes do festival, em que a potência do som e das suas canções foi o que mais interessou. Raios, vão fazer tanta falta.
Os Veados com Fome foram uma das duas bandas que marcaram o início da Lovers & Lollypops. A outra banda, e um dos outros grandes regressos da noite, são os Lobster, duo maravilha consituído por Guilherme Canhão (um guitarrista incomparável no nosso panorama, também parte dos Tigrala e dos grandes Sunflare) e Ricardo Martins (baterista igualmente incomparável). Mais vale ser directo e simplista: foi o concerto do festival, e um concerto incrível do início ao fim. Tocaram foram do palco, no chão, no meio do público, e o que se viveu foi não tanto um concerto mas mais uma pura experiência de comunhão como só eles, neste festival, poderiam dar. Foi, diga-se, lindíssimo. Não por ser música bonita, mas por ser música vivida tal como o deve ser e como raramente é. Foram putos a fazer música para outros putos que a querem ouvir com toda a alma e coração, que fazem crowdsurfing e moche mas sempre como se estivessem entre amigos.
Efectivamente, foi isso: dezenas e dezenas de conhecidos, todos ali para o mesmo. Difícil explicar, para quem não esteve lá. E depois houve claro, a música, ainda tão perfeita, tão espontânea mas tão tecnicamente incrível apesar das quedas de som, entregue por dois dos melhores da sua geração (não há volta a dar, são mesmo), que têm entre si uma química espantosa e tocam como mais ninguém o faz. Concerto do festival, dos concertos do ano (e olhem que este ano os Swans, os Arcade Fire e até o Roger Waters já passaram por cá), e uma experiência incrível. A música é isto, e é assim que um concerto deve ser. Uma epifania.
O primeiro dia terminou, assim, da melhor forma possível (ainda houve D.I.S.C.O.Texas Gang depois, parece, mas depois de Lobster o descanso era essencial), e como nunca mais veria a terminar. O primeiro e melhor dia do festival tinha terminado com muito suor, provavelmente algumas lágrimas (raios, aquilo foi uma experiência de amor) e vários sorrisos de orelha a orelha. Foi assim que fomos todos dormir, nessa mesma noite, não só pelo dia que se tinha vivido, mas também por um facto inegável: amanhã havia mais.
23 de Julho de 2011
O primeiro concerto, após mudanças e atrasos na piscina, acaba por ser o dos Indignu, no palco da Lovers & Lollypops (aquele tal que basicamente é um toldo). Rock bem feito, ora instrumental ora com toques de voz, que mostram talento na construção de canções. Uma convidada com violino resultou muitíssimo bem, e no final fica-se apenas com pena da redução que o concerto teve de sofrer, devido aos atrasos existentes.
Volta-se para a piscina e os Long Way to Alaska são os próximos, depois da destruição massiva dos Mr. Miyagi. Não são revelação nenhuma para quem anda atento (estão em clara ascenção), e ao vivo conseguem fazer crescer as já em disco lindíssimas canções de "Eastriver", o belo álbum de estreia. Multi-instrumentalistas natos que vão trocando entre si, tocando músicas que evocam por si só cenários relaxantes que, ali na piscina, ganharam uma força ainda maior. Sugere-se uma digressão feita pelas piscinas do país inteiro. Estes rapazes sabem mesmo o que fazem.
Os Tigrala abriram o palco Milhões e melhor início teria sido difícil. Diversas influências num género musical que se baseia em duas guitarras e na percussão para fazer canções ora energéticas, ora calmas, mas sempre surpreendentes (nunca sabemos bem o que vai suceder a seguir). Um belo concerto, como seria de esperar, tendo em conta os três músicos envolvidos: Guilherme Canhão, Ian Carlos Mendoza e Norberto Lobo. Foi bonito ver o público a chegar a meio e a ficar imediatamente conquistado, sentando-se onde quer que fosse para ouvir o que vinha do palco. Sem falhas.
Kim Ki O foi cancelado (tocou no dia a seguir, na piscina), e por isso o que se seguiu foram os excelentes Causa Sui, banda de rock instrumental que foram, talvez, a grande surpresa de todo o festival. Um público numeroso que não os conhecia mas que ficou rendido do início ao fim, e com razão. Vê-los a tocar (ainda por cima foi no lusco-fusco!) foi uma belíssima surpresa. Um nome a ter em atenção, que com sorte há-de chegar cá a solo em breve. Um dos concertos do dia.
Millionyoung não foi mau, mas não devia estar ali. Devia estar a tocar a fechar o dia, às tantas da manhã, com gente a dançar em frente ao palco. Electro-pop que não se destaca, mas que não aborrece… ou pelo menos não aborreceria, noutro contexto. Ali, não resultou particularmente bem, e isso via-se nem que fosse pelos poucos presentes em frente ao palco. Um concerto que deveria ter acontecido, mas não ali, naquele palco, nem àquelas horas.
Os Kafka afirmavam-se como um dos grandes regressos do festival, mas passaram despercebidos. Os que assistiam ao concerto não pareciam ser fãs, e não foi uma plateia particularmente composta ou efusiva que os recebeu. Post-punk (ecos de Swans, paralelismos com os Mão Morta) que convence, mas não vai muito mais além disso; e um vocalista com presença e energia, mas que não convence nada quando abre a boca. Nunca aborreceu, mas também nunca convenceu por aí além, foi, apenas, mais um concerto. Bons músicos a fazer música que, no entanto, hoje em dia perdeu a originalidade que possuía há anos atrás.
Os Anti-Pop Consortium, que tiveram problemas técnicos antes do concerto e fizeram, a par das Electrolane, o maior soundcheck alguma vez visto em festival, atiraram ao público poesia feita com energia e excelentes beats à mistura. Hip-hop assim, feito tão bem e com palavras tão bem escolhidas, é cada vez mais raro, e foi uma plateia numerosa que recebeu de braços abertos o concerto do início ao fim. Beans, membro do trio, cantou sempre à berma do palco e arriscou até cantar uma canção no fosso, e o grupo parecia estar, de facto, a adorar estar ali em cima. Estilo (muito estilo), e excelente música num concerto exemplar, poesia musical, sem dúvida.
De seguida, uma surpresa: os Best Coast entraram em palco e…. ah… não, espera, eram as Vivian Girls. Bem, pelo que se viu em concerto, vai dar ao mesmo. Não faziam sentido no cartaz em geral e aquele rock cor-de-rosa não convence, acabando antes por aborrecer. Sim, já percebemos todos que malta nova a fazer lo-fi está na moda, mas então que o façam bem, em vez de parecerem uma mera colagem iguais a tantos outros grupos. No dia a seguir, já ninguém se lembrava delas. Mas valeu pelo “A sério? Queres que mostre as mamas? Mostra-nos tu as tuas mamas pouco atractivas!”. Yeah, you go girl.
Os Zu foram a banda que mais barulho fez em todo o festival. Saxofone, bateria, baixo e muito ruído. Se foi mais que apenas ruído? Bem, isso é subjectivo. A mim não convenceu, mas é inegável o mérito e a originalidade do que fazem. O público pareceu convencido, e o concerto, pelo que vejo agora, entrou no top de muitos como um dos melhores concertos do festival. Pessoalmente, não vi coordenação, não vi melodias, não vi música, mas outros (e não foram poucos) viram tudo isso e ainda mais. E isso, afinal, é que interessa. Rock pesado, muito pesado, que não agrada a todos.
Os Secret Chiefs 3 vieram a seguir e deram aquilo que se esperava: um concertaço, facilmente um dos melhores do festival, e o melhor da noite (ao lado do de um certo senhor que actuou a seguir). Um caldeirão de referências, se influências, com canções ora exóticas, ora épicas (a Exodus…), tudo tecido na perfeição por um grupo de excelentes e impressionantes músicos. Tudo assenta na perfeição e, sejamos honestos, valeria tudo nem que fosse para os ver ali a tocar, em robes como se fossem de seitas, a divertirem-se com aquilo que fazem. Foi um concerto curto e concentrado, onde percorreram alguns dos seus melhores temas (nem faltou a cover do tema do Halloween), o que fez com que fosse, basicamente, um concerto consistentemente espectacular do início ao fim - vénias.
E a seguir veio, senhoras e senhores, para um público francamente numeroso, o grande Bob Log III. Um tipo sozinho em palco, com guitarra e uma mini-bateria à frente onde bate com o pé (o Tigerman deve ser fã), vestido como se fosse um membro perdido dos Daft Punk. Rock, blues, tudo ali dado com muito suor, muita alma, muita presença e muito espectáculo. O público não parou quieto, e o senhor Bob também não, com canções rápidas e energéticas umas a seguir às outras. E meu Deus, que guitarrista. Sabia bem como interagir com o público, teve-nos na palma da mão do início ao fim, e deu facilmente um dos concertos do festival. “Senhoras e senhores, deixem-me apresentar-vos a banda” começa ele, perto do fim. “Em todos os instrumentos… EU!”. A one-man-band que foi uma das bandas do festival. Há talentos assim, que bastam por si só. E Bob Log III é um deles. Magnífico.
Foi o último concerto do dia (para mim, leia-se), naquele que foi o pior do festival, e foi o fim perfeito. No dia a seguir, o palco da piscina ia enlouquecer, os atrasos iam voltar, mas os concertos seriam mais e melhores.
24 de Julho de 2011
Último dia do milhões, último dia de festa. O melhor festival (em termos de experiência) chegou ao fim da melhor forma possível, com um último dia onde, esquecendo um palco na piscina onde de repente tudo enlouqueceu e o alinhamento das bandas mudou do nada, tudo correu bem.
Na piscina, tal como já se disse, o alinhamento mudou. As Pega Monstro eram para ser as primeiras, e passaram para muito mais tarde, devido à inclusão dos MKRNI e das Kim Ki O. As Kim Ki O, duas jovens raparigas que fazem electrónica com guitarra e sintetizadores, proporcionaram um belíssimo concerto, agradável e adorável, perfeito para ouvir no relaxamento da piscina ou enquanto se dança um pouco à beira da água.
Os MKRNI (ou Makaroni) são uma banda de electrónica dançável e exótica, tipicamente latina, e complementaram na perfeição a dupla que tocou antes. Foi um belíssimo início e uma óptima ideia, a de ter estas duas bandas a tocarem uma a seguir à outra, e proporcionaram ambas as bandas uma excelente tarde à beira da piscina. Coisas destas só no Milhões. Os Narwhal são também divertidos, mas um pouco mais… aborrecidos. Experimentação a mais e energia a menos para o que se esperava ser mais uma pequena festa aquática. Convenceram, ainda assim.
Os concertos no recinto principal começaram mais cedo neste último dia, e os primeiros a entrar em palco foram os Dear Telephone. Não tão pop quanto se tem dito por aí, fazem música calma, segura mas por vezes repetitiva, que se baseia, acima de tudo, na belíssila voz da vocalista. Um concerto que acabou por ir perdendo interesse ao longo da sua duração. Nem faltou uma cover do clássico "West End Girls", dos Pet Shop Boys, mas nem isso convenceu particularmente, tal como aquela canção nova, sem título, que não encerrou o concero da melhor forma. São competentes, mas esperava-se mais.
Throes e The Shine foram o concerto que se seguiu, e foram uma das coisas mais originais e divertidas que se viu em todo o festival. Rock instrumental meets kuduru (chamava-se rockduru, diziam eles), num espectáculo onde se dançou do início ao fim, vendo-se em frente ao palco um público numeroso e convencido do início ao fim com o que viam.
A combinação resultou surpreendentemente bem, e o rock bem pensado e feito com talento dos Throes (que já mereciam estar num palco assim, grande) resultou na perfeição com o estilo irreverente e espontâneo dos The Shine, que têm de ser da dupla mais divertida na música portuguesa actual. Um novo concerto deles é obrigatório no próximo Milhões.
Dos Papa Topo, não há muito a dizer. “Fofinhos”, como bem dizia uma amiga, e nada mais. E basta, claro. Naquele que deve ter sido um dos concertos mais adoráveis de sempre, esta dupla espanhola deu um concerto para dançar e sorrir, sem pretensões nem qualquer tipo de brilhantismos. Foi divertido, foi agradável, e bastou. O público, infelizmente, não pareceu particularmente conquistado, ficando todo ele sentado durante o concerto, à excepção de algumas espanholas que dançavam em frente ao palco (uma delas de forma profundamente arrepiante) e de uns amigos que depois obriguei a dançar perto do fim (Milhões de Festa é para ter festa, raios!). “Parece música de filmes da Disney”, ouvi dizer, antes da vocalista ter explicado que “A próxima música é sobre fazer sexo no cinema”. Mais ou menos…
Os FM Belfast, por seu lado, deram uma festa autêntica onde ninguém parou quieto. Electrónica azeiteira com imensa gente em palco, e música que são francamente más mas que, ao vivo, resultam francamente bem. A isto se alia uma banda energética, que obriga as pessoas a baixar e a saltar (literalmente, apontaram-me o dedo e obrigaram-me. A sério), e temos um concerto que, quer se goste quer não, é uma festa garantida.
De seguida, uma estreia absoluta: We Trust. O projecto de André Tentugal estreou-se pela primeira vez nos palcos, e o saldo foi positivo, ainda que fosse de esperar mais. A verdade é que Time (Better Not Stop), o single lançado e que não sai da cabeça de sabe-se lá quanta gente, pôs as expectativas bem lá em cima, e estas não foram totalmente cumpridas. Se essa canção é audaz e foge ao normal do electro-pop, as restantes (pelo menos pelo que pareceu, ao vivo) encaixam na perfeição nessa categoria e, mesmo sendo agradáveis e providenciando um bom concerto, não impressionam.
A banda, essa, é notável, com Gil Amado, o baterista/vocalista/guitarrista (já tinha dito que eles eram multi-instrumentalistas, não tinha?) dos Long Way to Alaska, o grande Rui Maia, teclista dos X-Wife, fazendo ainda parte do grupo o baterista dessa mesma banda e um teclista que foi professor do Pedro Abrunhosa. Há ainda arestas por limar, claro, mas no geral vê-se logo o talento envolvido… a falha parece estar, talvez, mesmo mais nas canções. Ainda assim, um bom concerto, e confirma-se: Time é, mesmo ao vivo, uma excelente canção.
De seguida, uma despedida. Os Green Machine, uma das mais notáveis bandas do nosso rock dos bons últimos anos, com um dos mais espectaculares vocalistas da nossa história (o grande, grande Joca aka João Pimenta), deram um dos concertos do festival e um que ficará na memória dos presentes por muito, muito tempo. Rock como só eles fazem, entregue como só eles conseguem, com um público efusivo perante a última oportunidade de ouvir aquelas canções ao vivo. A primeira vez que os vi foi na ZDB, e foi marcante; esta segunda e última voltou a sê-lo.
Não há, simplesmente, mais ninguém como eles. Mostraram estar numa forma exemplar, e foi tudo o que se esperava: crowdsurfing e um público que não parava, músicos em estado de inspiração pura, e uma verdadeira experiência. Foram uma inspiração para muitos (não é do nada que os Glockenwise andavam por lá, a curtir mais que grande parte de todos os outros), e irão deixar muitas, muitas saudades.
Uma despedida seguida de um regresso. As Electrelane eram o maior nome do cartaz, e foi uma sorte tê-las a tocar para nós neste festival, nesta pequena digressão de Verão que andam a fazer. O concerto só confirmou o que já se esperava: fizeram falta. Em modo mais rock e menos pop, percorreram os clássicos da sua discografia num concerto sempre consistente, que em nada foi minado com o facto de terem perdido metade do seu equipamento algures durante o voo e de terem tido de pedir instrumentos emprestados aos músicos do festival.
"Two For The Joy", "Bells" e a fabulosa "Eight Steps" (aquele teclado, aquele piano…) foram alguns dos temas tocados num concerto dado por um quarteto em excelente forma. Aliás, há algo quase de mágico em ver aquelas quatro raparigas em palco, a fazer tão bem o que fazem (grande imagem, aquela da vocalista, de cabelo comprido, a cantar enquanto uma rajada de vento lhe passa pelo corpo). Continuam iguais, continuam a fazer música ora lindíssima ora potente, e deram um dos concertos do festival e, certamente para muitos, um dos concertos do ano. Magnífico.
Washed Out, projecto de Ernest Greene, encheu de seguida o mesmo palco com uma onda de chillwave com toques de synthpop. O seu belo disco, "Within and Without", foi bem recebido por todo o lado (sim, a Pitchfork gostou), e o concerto dado pelo músico e a sua banda (veio com mais gente atrás, felizmente, e até baterista tinha) não impressionou particularmente, mas mostrou potencial e deu a festa que se queria àquela hora da noite. Curiosamente, não pareciam ser muitos os que conheciam o projecto, mesmo tendo em conta o boom que sofreu com este primeiro disco, mas ainda assim o público (não tão numeroso como seria de esperar) não arredou pé do início ao fim. E, claro, coisas como "Eyes Be Closed" resultam muito bem ao vivo.
Os Foot Village são quatro baterias em círculo e gritos pelo meio. Sim, é mesmo a melhor premissa de todos os tempos para uma banda. E se a verdade é que não resultam tão bem quanto poderiam resultar (gritos a mais, baterias a menos), é também inegável que ao vivo é ainda assim algo quase espectacular, duma energia rara e com um grupo de gente que está ali mesmo para se divertir (aquela vocalista era espectacular). Pensem nos Paus, mas com gritos melhores e piores baterias. Acaba por não ser tão bom quanto se esperava (e foi um concerto bastante curto), mas foi bem bom mesmo assim.
De seguida, um dos maiores nomes do festival, e que teve à frente do palco aquela que foi, a par de Electrelane, a maior multidão: Radio Moscow. Rock à antiga, potente, com guitarras a destruir tudo por onde passam e malhas que tornam impossível estar parado. Tocaram quase sem paragens, com pouquíssimas palavras sem ser para apresentar as músicas e agradecer, e conseguiram assim concentrar um belo número de canções em pouco tempo. Tocam na perfeição ao vivo, numa perfeita coordenação entre cada músico, e foi bonito ver aquele público, que conhecia grande parte do alinhamento. Rock assim, clássico mas ao mesmo tempo moderno, é raro, e ao vivo os Radio Moscow (que já são nome regular por cá, felizmente) mostraram conseguir sustentar bem o belo trabalho que fazem em disco.
O meu último concerto do Milhões, quando os membros já doíam, as quatro da manhã não estavam assim tão longe, e a tenda chamava por mim, foi Comanechi aka “a banda punk espectacular daquela rapariga japonesa genial que em palco é um espectáculo”. Final melhor teria sido difícil, num concerto punk à moda antiga, com energia e uma vocalista que parte tudo por onde passa, mostrando estar a adorar estar ali em cima. O público está cansado, mas não o mostra: salta, grita, reage a cada acorde, a cada momento. O público do Milhões é assim (até a própria vocalista se mostrou surpreendida por estar tanta gente ainda no recinto).
Uma grande festa, com crowdsurfing e moche à mistura, daqueles que este festival gosta tanto de oferecer. Muito, muito divertido.
E assim terminou, para mim, o Milhões de Festa. Um ambiente diferente daquele que se vê em qualquer outro festival, concertos como só ali se veriam, e três dias incríveis. Lobster, Green Machine, Electrelane, Veados com Fome, Liars… grandes momentos tornados melhores por serem vistos com um público daqueles, num ambiente inesquecível. Se houveram falhas? Claro que sim. Mas eram inevitáveis. Afinal de contas, o que seríamos nós sem as nossas? Qualquer um as tem, e o Milhões teria de as ter. Este é, afinal, o festival mais humano de Portugal. Um sítio de onde se sai com amizades feitas, ou amizades cimentadas, e com memórias que valem por toda uma vida. Senhoras e senhores, este é o Milhões de Festa.
Não foi, efectivamente, um festival: foram experiências, memórias que vão ficar.
E, para o ano, lá estaremos todos nós novamente. Para vivermos milhões de alegrias.
Reportagem Black Dahlia Murder no Cine-Teatro de Corroios
Jul 7th
Não sei se alguém já alguma vez tomou nota do tempo que levou a acontecer a invasão de palco mais rápida do mundo, mas no dia 5 de Julho, no Cine-Teatro de Corroios, nem dois minutos foram precisos para alguém da plateia subir ao palco, saltar durante dois segundos e atirar-se às dezenas de pessoas que encimavam a sala e prestavam vassalagem aos Black Dahlia Murder.
Cerca de um ano e meio depois de terem passado pelo Porto a bordo da tour Bonecrusher e na companhia de nomes como Carnifex, Obscura, Ingested, Faceless e 3 Inches of Blood, chegava a altura de rever os Black Dahlia Murder em Portugal. Disco novo no bolso e uma vontade de acelerar e deixar marcas nos corpos – e aparelhos auditivos – dos presentes.
Com uma toada melódica muito mais saliente nos dias que correm, não demorou muito até que instalassem o caos no Cine-Teatro e mostrassem aquilo a que vieram: a dar porrada nos tímpanos de todos os presentes, às custas de um som que esteve quase perfeito – com os triggers da bateria a não se sobreporem às guitarras, uma vitória logo de início -, uma técnica irrepreensível da parte de todos os membros – é impossível destacar só um, face à exímia performance de todos –, mas acima de tudo, com um vocalista imponente e incansável.
Trevor Strnad de seu nome, uns dois metros de pessoa de riso escarninho, impõe respeito pela presença, mas é ao mesmo tempo um frontman carismático e simpático. Por entre apelos de moshpit, mãos no ar, desbrava caminho por entre vocalizações à la Crade of Filth e outras a puxar à sua costela melodeath – não muito longe do que se faz na Suécia (agora e sempre). O alcance e variações vocais de Trevor eram constantes e impressionantes e nem por um segundo pareceu vacilar.
O mesmo já não se pode dizer da coluna que estava a amplificar a guitarra solo, que de quando em vez se calava e deixava o público a questionar o que teria acontecido. Mas nunca por mais de cinco segundos. Pelo menos tendo em conta a constante agitação que se verificava no meio da sala. Energia, muita energia, muita vontade de mostrar que o público português é mais vivo e capaz do que os outros todos juntos.
“Vocês são divertidos!”, dizia Trevor Strnad com um sorriso irónico e ar inquisitivo, de julgamento quase às centenas de pessoas que ontem encheram a sala da margem Sul. “Vamos lá ver do que são capazes. Quero ver tudo louco agora”. Com ‘Miasma’ a ribombar nas colunas, dava-se a tónica para aquilo que seria uma constante durante a noite: um moshpit imparável que, sempre rodopiante, fazia o Inferno descer sob o Cine-Teatro, elevava a temperatura para uma marca intolerável e que se colava ao corpo.
Com um ar visivelmente satisfeito, Trevor abandonaria o palco já depois de 3762 invasões de palco – uma vénia ao rapaz que deu dois mortais do palco, um abraço de melhoras ao outro rapaz que não teve uma mão que o agarrasse -, uma hora e meia de concerto e três discos (re)visitados sem misericórdia, pudor e melhor, sem abrandamentos. A vénia a Portugal foi merecida, porque se eles não nos deram descanso, nós também não lhes demos descanso a eles. O público, que cá fora parecia exasperar por algum tipo de ar, banho ou simplesmente descanso, parecia unânime: “foi o melhor concerto do ano, caralho”.
Antes ainda dos Black Dahlia Murder subiram ao palco os novatos Another Day Will Come que beneficiaram de um atraso na abertura de portas e tiveram a sala bem composta. Por outro lado, a reciclagem do mesmo tema durante 45 minutos jogou contra os rapazes que mostraram uma excelente técnica que, se for bem empregada e levada a sério, talvez os leve a algum lado. Foi bom para saber que o crabcore já chegou a Portugal.
Depois deles, haveriam de subir ao palco os BlackSunrise. Bem mais experientes, bem mais poderosos – e donos de um dos CD do ano, “Oceanic” -, tiveram demasiado azar com o som. Muito embrulhado, numa amálgama metálica e confusa, foi difícil discernir quem estava a tocar e a fazer o quê. Ainda assim, ficou mais que provado que estes rapazes não têm nada a provar e que, com um vocalista tão versátil como aquele, não precisam de muito mais para levar um público conquistado para casa. Muito interventivos, a pedir mosh e aproximação, souberam ultrapassar os problemas de som, agarrar o público com as duas mãos, dar-lhe uma tareia à antiga e ir para casa debaixo de aplausos. Valeu, malta.
Reportagem Sumol Summer Fest 2011
Jun 28th
O cartaz prometia dois dias de boas vibrações, o calor e o sol chamaram pessoas de todas as idades ao Sumol Summer Fest. Estava tudo a postos para receber nomes sonantes do mundo Reggae. Pelo 2ºano consecutivo os bilhetes esgotaram e o recinto já se revela pequeno para a boa energia que se vive nestes dois dias.
Freddy Locks abriu o palco. A banda portuguesa deu as boas vindas ao público já presente no recinto e aqueceram o pessoal para os americanos S.O.J.A. Os fãs aplaudiram, cantaram e vibraram ao som da voz de Jacob Hemphill, que aproveitou para agradecer a recepção sempre tão calorosa do público português, e como forma desse mesmo agradecimento lançou alguns cd´s para o público no final do concerto.
O recinto já estava cheio quando a nigeriana Nneka entrou em palco. A pouca energia da cantora e brilho em cima do palco atenuou a energia que estava instalada na Ericeira. O entusiasmo diminuiu e não aumentou nem mesmo com a actuação de Fat Fredy´s Drop. O concerto não correspondeu às expectativas e só no final vieram ritmos mais animados que reanimaram a plateia para o que vinha em seguida.
A grande expectativa ficou para o final, com o italiano Alborosie. Entrou em grande no palco Sumol e levou o recinto completamente cheio ao rubro. Demonstrou grande à vontade e interagiu com o público do princípio ao fim da actuação. " Kingston Town" e "Herbalist" foram alguns dos êxitos que fizeram os fãs vibrarem.
A animação continuou na tenda eléctronica com Guy Gerber e os mais resistentes continuaram pela noite dentro.
Depois de muita praia, sol e calor, a música voltou ao recinto do festival para o último dia de concertos.
Cacique´97 trouxeram à Ericeira o seu afro beat. Apesar do recinto ainda se encontrar com pouca afluência, o público dançou ao som do ritmo desta banda nacional e preparou-se para Richie Campbell.
O português já nos tem vindo a habituar à sua energia contagiante e rapidamente o recinto encheu. Richie Campbell fez jus ao convite que recebeu para acompanhar Anthony B na sua digressão europeia. A interacção com os fãs e a sua energia contagiante fizeram o anoitecer na Ericeira um momento cheio de boas energias.
Depois do recinto quase completo, todos aguardavam com ansiedade os Natiruts.
Trazendo o calor e boa vontade à Ericeira, Naitruts partilharam a sua alegria entoando, em conjunto com o pessoal presente as suas músicas.
Apesar do bom ambiente e animação que se vivia no festival, Donavon Frankenreiter não conseguiu "agarrar" a plateia e deixou esmorecer os ânimos. Revelou-se um concerto para outras "salas". No entanto, todos esperavam por Anthony B e o jamaicano não desiludiu. O recinto voltou a animar e os ritmos do reggae voltaram para terminar a noite em grande.
Anthony B levou o público ao rubro na noite quente da Ericeira com as suas músicas e energia.Elogiou o nosso país e o nosso povo e agradeceu a presença de uma plateia tão enérgica. No fim chamou Richie Campbell ao palco e cantaram em dueto a última música do palco Sumol deste ano.
A noite continuou quente ao som de DJ Ride na tenda electrónica.
E assim termina a 3ª edição do Sumol Summer Fest.
Esperamos para o ano um cartaz tão bom ou melhor que este ano e talvez um novo local para o festival que tem vindo a aumentar gradualmente e já merece que mais pessoas partilhem as boas vibes que se sentem neste festival.
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Reportagem Long Distance Calling – MusicBox
Jun 9th
Noite sem palavras, mas em que as guitarras tudo disseram, num Musicbox bem composto em noite de Domingo. Viam-se pela sala fãs de Löbo, fãs de Long Distance Calling, todos eles fãs de música que vive do som e não de palavras, que envolve com muralhas de som e não com vozes.
Os Löbo, quarteto português, foram os primeiros e acabariam por ser os melhores. Intensos e poderosos ao vivo, com coordenação quase perfeita entre os quatro membros (sofreram recentemante mudanças na formação, e as falhas que têm rapidamente serão corrigidas pelo maior remédio de todos: o tempo) na criação de um som envolvente e, por vezes, arrepiante.
Não são post-rock, não são metal, não são doom, nem são nada que encaixe num género; são uma rajada de ar fresco, a fazer numas vezes os Swans, noutras os Godspeed You! Black Emperor, mas sempre soando únicos. Tudo é unido pelo excelente baterista (que, com aquela energia, parece que a qualquer momento vai saltar do instrumento e atirar-se ao público), e pelas teclas, que criam as melodias que vão sendo depois preenchidas de forma perfeita pelo baixo e guitarra, em sintonia.
As músicas são longas, envolventes, num crescendo directo que nunca brinca com as expectativas e vai sempre em direcção ao que quer. As explosões não são repentinas, mas antes planeadas e impressionantes na forma como ocorrem. Talento ali não falta; deram o concerto da noite, e agora resta esperar pelo crescimento inevitável. Mais prática, mais tempo a tocar todos juntos, e chegarão num instante àquilo de que já se aproximam: uma grande banda. Quem os for ver ao vivo sem os conhecer, sairá agradavelmente surpreendido; quem os for ver já tendo ouvido o excelente Älma, único EP da banda até agora, sairá com expectativas confirmadas e até superadas. E, seja qual for o caso, a vontade de os rever impera.
Os Long Distance Calling, o segundo quarteto da noite que chegou não muito depois, mostraram-se competentes, energéticos, mas mais genéricos e menos impressionantes. Um post-rock mais hard (ou doom, ou seja lá o que for), sempre directo e apostando em guitarras fortes e simples e não em camadas de som, como se poderia esperar.
Perto de hora e vinte minutos de energia pura, com um público sempre convencido e envolvido, agradecendo com um headbanging suave que acompanha aquela bateria (excelente e impressionante, tal como o que já antes tinha pisado o palco) e aquelas guitarras. Um dos guitarristas é claramente o mais carismático e caricato do grupo: vai correndo pelo palco, aproxima-se da berma com língua de fora, e não fica um segundo parado.
Arecibo, por exemplo, é duma energia que contagia facilmente os presentes, mas nunca deixa de soar a algo que já ouvimos antes. São óptimos no que fazem, mas sente-se o que já se sentia em disco: um potencial que não está ainda totalmente explorado, uma banda que pode ir mais além. O concerto esteve longe de desiludir, e nunca esteve abaixo de entusiasmar minimamente, mas espera-se agora que continuem a evoluir e que em breve cheguem a um patamar superior. Por agora, ficamos com este belo concerto que, mesmo deixando um sabor familiar na boca, mostrou uma banda de qualidade.
Dois belos concertos, o primeiro melhor que o segundo, de duas bandas que trabalham o som de formas diferentes (os Löbo atrevem-se a experimentar mais e a esticar ao máximo as suas canções, enquanto que os Long Distance Calling vão por um caminho mais directo), mas de formas igualmente satisfatórias.
Ambas as bandas podem chegar mais além, e ambas têm um inegável potencial que o tempo há-de explorar da melhor forma. Por agora, ficamo-nos com esta óptima noite, em que guitarras e baterias disseram tudo o que havia dizer, e em que as muralhas do som envolveram de excelente forma todos os presentes.
Desilusões, essas, dificilmente terão havido.
Reportagem The National – Campo Pequeno
May 26th
De volta a Portugal, os The National foram desta vez recebidos por um Campo Pequeno a abarrotar. Após a última vez em Portugal, no Super Bock Super Rock, não havia ninguém por se render aos encantos da banda norte-americana. Assim sendo, não foi de admirar que o concerto esgotasse e que as expectativas fossem elevadas para um dos concertos mais aguardados do ano.
A abrir, estiveram em palco os Dark Dark Dark, banda oriunda de Minneapolis cujo som fez as delícias do público ansioso. Foram temas como “Something for Myself”, “Make Time” e “Trouble No More” que mostraram porque é que os próprios The National são seus fãs. Os instrumentos eram rodados pelos membros da banda, tanto como a voz principal das músicas. Para fechar 40 minutos de música com influências maioritariamente folk, “Daydreaming” revelou-se deliciosa para o efeito.
Entretanto, já o recinto ia encolhendo e as pessoas lá se chegavam cada vez mais perto. Vinte minutos passavam das 22h quando por fim as luzes se apagaram e tudo naquela sala se centrou no palco. Escusado será mencionar os gritos, as palmas, as mãos no ar. De copo de vinho na mão, Matt Berninger, centro do palco, microfone a postos. Aqui vamos nós.
E fomos. Primeiro embalados por uma melódica “Start a War” e logo de seguida com “Anyone’s Ghost”, já menina para arrancar um par de gritos ao vocalista. E apesar de “High Violet” ser considerado a consagração plena da banda, não escapa a ninguém que é “Alligator” que recebe mais pedidos de músicas para serem tocadas. Avistava-se um cartaz em particular com duas palavras apenas: “Lit Up”. Apesar desse desejo não ter sido concedido, “Secret Meeting” veio agitar os fãs, que entoavam a letra a plenos pulmões.
No ecrã de fundo, passavam imagens em directo da banda sobrepostas umas nas outras, provocando efeitos fantasmagóricos. Mas nada causa mais arrepios que ouvir um recinto a gritar “I'm on a bloodbuzz, yes I am, I'm on a blood buzz” em sintonia. A multidão jubilava com os instrumentais a que temos sido habituados pela banda. Baterias disciplinadas até ao osso, trompetes que enchiam a sala e guitarras com uma energia admirável.
Após tamanha demonstração de afeição por parte do público, Matt não resistiu a avançar no palco e olhar para a sala em jeito de retribuição. Um olhar sincero de quem nunca deixa de ser surpreendido pelo carinho dos fãs portugueses. Logo de seguida entra em cena “Slow Show”, antes de “Squalor Victoria” e “Afraid of Everyone”. Durante a última, o ecrã encheu-se de olhos gigantes, uma imagem intimidadora que complementa uma letra recheada de medo e desconfiança.
Mas os momentos altos da noite estariam guardados para temas mais antigos como “Abel” – provavelmente o momento mais alto (e por alto, refiro-me a barulho) da noite – ou “All the Wine”. Aaron Dessner, claramente assoberbado, perdeu-se em agradecimentos ao público e fascínio com o recinto escolhido. A cúpula aberta do Campo Pequeno enriqueceu o ambiente e tornou o concerto num autêntico espectáculo sob as estrelas.
Houve várias surpresas no concerto e uma delas foi a banda tocar “Lucky You”, retirada do álbum “Sad Songs for Dirty Lovers”. Não, não é uma canção esperançosa, é «provavelmente o tema mais triste que temos», garantiu Matt Berninger. Antes do encore, ouviu-se uma soberba “Fake Empire”. E se “Terrible Love” era vista como a equivalente deste tema para “High Violet”, o resultado não é, de todo, semelhante. Um instrumental de encher ouvidos – e alma – ficou no ar enquanto a banda abandonava o palco para o primeiro encore.
De volta, uma surpresa para os fãs portugueses: “Friend of Mine”, tocada ao vivo pela segunda vez na vida da banda (tendo a primeira sido há cerca de sete anos). «Não chegámos bem lá, faltou um bocadinho», brincaram, no final. Mas ficou clara a emoção que tocar aquele tema para o público lisboeta lhes trouxe. A anunciar “Mr November”, Aaron garantiu que essa sabiam como tocar. A multidão delirava, braços no ar e a letra entoada aos gritos.
No seguimento da energia que os dois temas haviam trazido, eis que chega “Terrible Love”. Matt desceu ao público, entrou pela plateia adentro, enquanto alguns fãs seguravam o fio do microfone e outros corriam para se aproximar do cantor. A custo, conseguiu voltar ao palco, de onde saiu em seguida, seguido por todos menos pelo baterista Bryan Devendorf. Outro encore?
Sim, outro encore. Depois do Super Bock Super Rock, talvez fossem mais a pensar que não do que os que pensavam que sim, que talvez eles voltassem a cantar a “About Today”. E voltaram. Se no festival de Verão foi a cereja em cima de um bolo delicioso, no Campo Pequeno foi um revivalismo dessa mesma noite mágica. Para o final, microfones desligados. Os músicos à beira do palco, de instrumentos em riste. Pediram ajuda para cantar a última música do concerto. E tiveram-na. Pulmões cheios e vozes mais ou menos afinadas foram ingredientes para uma “Vanderlyle Crybaby Geeks” crua e nua como só esta banda conseguiria arrancar a uma audiência.
Como já vem a ser hábito, outro concerto grandioso dos The National terminara.
Emoções ao rubro, melodias comoventes e letras sinceras – os ingredientes perfeitos para este amor terrível.
The National no Sudoeste TMN 2011
May 25th

Depois de passarem por Lisboa e Porto chega agora a confirmação dos The National no Festival Sudoeste TMN a 7 de Agosto.
Os americanos passam pela Zambujeira do Mar a 7 de Agosto e na bagagem trazem o seu último álbum editado em 2010, High Violet.
Marcelo Camelo (5 de Agosto) e Eliza Doolittle (4 de Agosto) foram também hoje confirmados para este festival para o Palco TMN.
O Festival Sudoeste TMN 2011 realiza-se nos dias 3, 4, 5, 6 e 7 de Agosto de 2011 na Zambujeira do Mar, na Herdade da Casa Branca. O preço dos bilhetes é de 90 Euros para o Passe e 48 Euros para o bilhete diário.
Warpaint no Festival Paredes de Coura
May 4th
O grupo norte-americano Warpaint vai actuar o Festival Paredes de Coura.
A actuação está marcada para o dia 18 de Agosto. O quarteto feminino vem assim apresentar o seu ultimo album "The Fool", que recebeu criticas bastante positivas do mundo da musica. Foram também nomeadas pela BBC como "uma das bandas mais promissoras de 2011".
O Festival Paredes de Coura 2011 realiza-se nos dias 17,18,19 e 20 de Agosto de 2011 em Paredes de Coura, na praia fluvial do rio tabuão.
O bilhete diário custa 40 Euros e o Passe para os 4 dias custa 75Euros ou 65 Euros se comprado até 15 de Maio.
Pitt Broken e Anaquim no Marés Vivas
May 2nd

Foram hoje conhecidos mais dois nomes para o festival Marés Vivas: Pitt Broken e Anaquim.
Segundo a Rádio Comercial, os dois grupos têm actuação marcada para o dia 14 de Julho.
Pitt Broken é o pseudónimo artistico do bracarense Diogo Lima e promete dar a conhecer o seu mais recente trabalho (editado o ano passado), depois de ter chamado a atenção com "A Second to be Sure" ou com a cover realizada na musica "Bad Romance".
Já os Anaquim, conhecidos pelas musicas "As Vidas dos Outros" ou "Na Minha Rua", prometem animar a noite do dia 14 de Julho dando a conhecer as diversas personagens que dão a vida às musicas conhecidas por muitos portugueses.
O Festival Marés Vivas realiza-se nos dias 14,15 e 16 de Julho de 2011 em Vila Nova de Gaia.





