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Posts tagged Festival Super Bock Super Rock
Arcade Fire no Super Bock Super Rock 2011
Jan 30th

Os canadianos Arcade Fire, que actualmente embarcam numa tournée para promover o seu terceiro álbum "The Suburbs", são a mais recente confirmação para o Festival Super Bock Super Rock. Ao que o Festivais de Verão apurou, os Arcade Fire actuam assim no dia 15 de Julho de 2011. Acabam aqui todos os rumores sobre o regresso da banda canadiana a Portugal.
Juntam-se assim aos já anunciados para esta 17ª edição do festival Super Bock Super Rock: The Strokes, Portishead, Beirut e Arctic Monkeys.
Arcade Fire, o nome da grande combinação multi-instrumental proveniente de Montreal (Canadá) lançaram "Funeral", a sua estréia em 2004. Um excelente trabalho que incluiu dez faixas de pop e rock contemporâneo, sincero e emocionante como "Wake Up ',' Neighborghood # 3 (Power Out)", canções que se tornaram hits imediatos. O álbum liderou as primeiras posições das listas dos melhores álbuns do ano. As suas aparições posteriores com David Bowie, David Byrne e Bono, entre outros, demonstra a profundidade e a admiração do grupo.
Em 2007 trouxeram o segundo álbum "Neon Bible", que confirmaram a composição da solvência do grupo e aproximou-os a um público mais vasto. Onze novas faixas gravado numa igreja fora de Montreal, sob a supervisão de Bob Johnston, produtor de "Blonde on Blonde".
'The Suburbs "é o título do seu terceiro álbum. Foi publicado no Verão de 2010 e foi aguardado com muita expectativa pelos fans. Muito mais do que os seus antecessores, com um toque electrónico, mas a marca continua a ser músicas de rock realmente grandes.
O Festival Super Bock Super Rock 2011 realiza-se nos dias 14, 15 e 16 de Julho de 2011 no Meco, na Herdade do Cabeço da Flauta. O preço dos bilhetes é de 45 Euros e 80 Euros, para o bilhete diário e para o passe de 3 dias, respectivamente.
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The Legendary Tigerman no Super Bock Super Rock 2011
Jan 27th

Depois de anunciados The Strokes, Portishead, Beirut é anunciado agora o primeiro nome nacional para o Festival Super Bock Super Rock: The Legendary Tigerman tem actuação programada para o dia 14 de Julho no Palco EDP.
The Legendary Tiger Man nome artístico de Paulo Furtado, um artista "lendário", vocalista e músico blues português, num estilo de "One-man-band".
Fiquem com um excerto da reportagem ao concerto que deu recentemente no Coliseu de Lisboa, a 22 de Janeiro de 2011:
O Coliseu esgotado foi um mero sinal de que, felizmente, ainda há muita gente a reconhecer e a gostar de um grande músico quando o ouve. Legendary Tigerman foi ao Coliseu, deu um concerto magnífico, ambicioso como só ele pode dar (tão bem pensado e executado como só Furtado se lembraria de fazer) e arrebatou enquanto deu a constatar um mero facto: a palavra Lendário não está ali só pelo estilo. É já uma mera característica. Dele e desta noite com que nos brindou. - Gonçalo Trindade (Festivais de Verão)
O Festival Super Bock Super Rock 2011 realiza-se nos dias 14, 15 e 16 de Julho de 2011 no Meco, na Herdade do Cabeço da Flauta. O preço dos bilhetes é 45 Euros para o bilhete diário e 80 Euros (inclui campismo e transporte para a praia do Meco). Os bilhetes já se encontram à venda.
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Arctic Monkeys no Super Bock Super Rock 2011
Jan 25th

Os Arctic Monkeys, são a mais recente confirmação para a edição de 2011 do Festival Super Bock Super Rock, juntando-se aos já confirmados: The Strokes, Portishead e Beirut. O grupo britânico actua no dia 14 de Julho.
Arctic Monkeys estrearam-se em 2006 com o álbum "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not”, marcando um sucesso de vendas relâmpago. Hinos da Juventude, que fazem lembrar o final da década de 70 a soprar riffs incendiários e um desempenho muito pessoal vocal de Alex Turner, acompanhado de uma banda dedicada, experienciada e determinada a vencer. A banda de Sheffield irá lançar o seu quarto álbum no próximo ano.
É assim um regresso a Portugal deste grupo, depois de terem actuado no Porto e em Lisboa no mês de Fevereiro de 2010.
O Festival Super Bock Super Rock na sua edição de 2011 realizar-se-á nos dias 14, 15 e 16 de Julho de 2011, em Sesimbra na Praia do Meco mais propriamente na Herdade do Cabeço da Flauta.
O Preço do bilhete diário tem o custo de 45 Euros e o Passe para os 3 dias de 80 Euros (inclui campismo e transporte para a praia do Meco). Os bilhetes já se encontram à venda.
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Beirut no Super Bock Super Rock 2011
Jan 19th

Depois de ter sido anunciado a presença dos The Strokes e Portishead, no Super Bock Super Rock, é confirmada mais uma presença de "peso" para esta 17ª edição - Beirut.
Beirut actua assim no dia 14 de Julho de 2011, depois de ter actuado o ano passado no Festival Sudoeste TMN.
O Festival Super Bock Super Rock na sua edição de 2011 realizar-se-á nos dias 14, 15 e 16 de Julho de 2011, em Sesimbra na Praia do Meco.
O festival vai contar com 3 palcos: Palco Super Bock, Palco Edp e @Meco (espaço da electrónica).
O Preço do bilhete diário tem o custo de 45 Euros e o Passe para os 3 dias de 80 Euros (inclui campismo e transporte para a praia do Meco). Os bilhetes já se encontram à venda.
The Strokes – Super Bock Super Rock 2011
Dec 21st

Ainda no rescaldo dos festivais de 2010, eis que surge mais um nome para um Festival de Verão de 2011.
Desta vez para o Festival Super Bock Super Rock que já conta com a sua 17ª Edição.
Os The Strokes irão actuar no dia 16 de Julho no Super Bock Super Rock, marcando assim o regresso de Julian Casablancas ao Meco um ano depois.
Sobre o novo álbum o guitarrista dos The Strokes, Albert Hammond Jr, revela apenas que o sucessor de "First Impressions Of Earth", editado em 206, terá 10 novas músicas. Julian revelou ainda via twitter que o novo álbum já se encontra completo, restando apenas uns meses para o seu lançamento.
A organização promete melhorias no recinto, no sentido de corrigir os aspectos menos positivos da edição anterior. Nomeadamente a nível de estacionamento e iluminação do mesmo, bem como melhoramento das infraestruturas no campismo e o aumento do mesmo. Relativamente ao pó fica a promessa de rega para assentar a poeira antes dos concertos e reforço da cobertura na frente de todos os palcos.
O Festival Super Bock Super Rock na sua edição de 2011 realizar-se-á nos dias 14, 15 e 16 de Julho de 2011, em Sesimbra na Praia do Meco mais propriamente na Herdade do Cabeço da Flauta. O festival vai contar com 3 palcos: Palco Super Bock, Palco Edp e @Meco (espaço da electrónica).
O Preço do bilhete diário tem o custo de 45 Euros e o Passe para os 3 dias de 80 Euros (inclui campismo e transporte para a praia do Meco). Os bilhetes já se encontram à venda.
Vampire Weekend – Lisboa e no Porto
Aug 23rd
Os norte-americanos Vampire Weekend regressam a terras portuguesas para dois concertos, nos dias 10 e 11 de Novembro, em Lisboa e no Porto respectivamente.
Depois de terem actuado este ano no Festival Super Bock Super Rock, os Vampire Weekend regressam para mostrarem o seu ultimo album, Contra (que lhes valeu para além de criticas bastante positivas, um processo judicial).
No dia 10, o grupo actua em Lisboa, no Campo Pequeno sendo que preços custam entre 24€ e35€.
No dia seguinte (dia 11) é a vez do Porto, onde o local escolhido é o Coliseu do Porto e os preços oscilam entre os 25€ e os 35€.
Os bilhetes serão colocados à venda a partir do dia 25 de Agosto, pelas 10h00
Reportagem SBSR 2010 – 18 de Julho
Jul 19th
A 16ª edição do festival Super Bock Super Rock teve o seu desfecho ontem (dia 18), totalizando, assim, três dias de concertos na Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco. Apesar das múltiplas queixas, especialmente dos que decidiram acampar, como a falta de luz, o pó, o estado do terreno e a má acessibilidade, a organização do festival soube juntar um cartaz que agradou a muitos, que, pelo amor à música, suportaram todos os malefícios. Este foi o dia de Prince, The National e John Butler Trio, entre outros, agitarem as hostes.
Foi Jorge Palma e o seu super grupo que deu uso, em primeiro lugar, ao palco principal. Tanto a sua prestação, que roçava o cómico, como os êxitos do eloquente intérprete português ("Encosta-te a Mim" sendo o mais celebrado por um público mais jovem), contribuíram para a moderada diversão de quem o assistia, a meio da tarde. Um pouco depois, os lisboetas Stereo Parks, os terceiros vencedores do Super Bock Super Rock Preload, pouco aqueceram o palco secundário com a sua música previsível e escassamente original, com as influências do costume do indie rock.
Os galeses Stereophonics, apesar de também carecerem de originalidade, fazendo lembrar Oasis e The Beatles alternadamente, mostraram uma grande qualidade técnica ao vivo, face a um público que (ainda) pouco reagia. Kelly Jones, voz e líder do conjunto, de tudo fez para aliciar o público a mexer-se, incitando palmas e berros, mas só o conseguiu a vociferar os êxitos chorudos "Maybe Tomorrow", "Have a Nice Day" e "Dakota" da banda britpop.
Pouco depois, os The Morning Benders deram um concerto bem simpático para quem os assistia no palco EDP. Apresentando o recém-editado The Big Echo, Chris Chu e a sua trupe passaram por "Excuses" e "Promises", entre outros, temas que suscitaram o carinho dos fãs atentos que os seguiam em palco. Um exemplo de uma banda indie pop bem conseguida, na onda de Local Natives e Surfer Blood.
Apesar de os Spoon terem de partilhar a atenção do público com a avioneta telecomandada que sobrevoava o palco Super Bock, estes abriram mão dos grandes temas do seu historial, marcados sempre por uma imprevisibilidade experimental e inconstância de influências musicais. "The Way We Get By", "The Underdog" e "Don’t You Evah" foram alguns dos apresentados, tal como as novas "Got Nuffin", "Is Love Forever?" e "Transference", todas capazes de fazer bater o pé aos ritmos groovy da banda texana. No entanto, o público continuava pouco entusiasmado, porventura por esperar o grande nome que se seguia.
Ficámos impossibilitados de ver Wild Beasts, que tocaram praticamente sobrepostos aos Spoon, algo que acontece com a existência de dois palcos que recebem artistas ao mesmo tempo. Porém, já era de noite quando os The National foram recebidos com o entusiasmo e o delírio que só uma banda de culto pode suscitar – fãs incondicionais dos americanos debatiam-se para chegar às filas dianteiras e bradavam o seu afecto. Sombrios e sóbrios de aparência, a banda fez-se acompanhar por dois elementos nos instrumentos de sopro que trouxeram uma maior profundidade aos temas solenes e por vezes melancólicos dos artistas. "Mistaken for Strangers", "Fake Empire", "Slow Show" foram alguns dos temas de Boxer que Matt Berninger interpretou, de punhos ao peito, com um sentimentalismo afectado, mas os "England", "Anyone’s Ghost" e "Terrible Love" de High Violet não lhes ficaram atrás. Um concerto de crescendos emotivos que culminou na belíssima "About Today", confirmando-se a inegável qualidade da banda americana que fez apaixonar os inúmeros amantes da música.
Seguiram-se duas actuações no palco secundário, que preencheram o enorme intervalo que precedia a actuação de Prince. Sharon Jones e os Dap Kings deram um concerto formidável de funk e soul, que fez inveja a muita gente. Jones, rainha do movimento revivalista destes dois géneros musicais, não parou quieta e parecia igualável a grandes senhoras como Aretha Franklin e Ella Fitzgerald. Os temas de I Learned the Hard Way foram os mais contemplados num concerto energético, que subiu a fasquia para os músicos seguintes.
Os John Butler Trio, muito conhecidos e adorados em Portugal, deram um concerto que se adequou perfeitamente à onda do festival: sol, descontracção e ‘boas vibrações’. O blues rock com travo a reggae e roots era a máxima e o trio australiano proporcionou bons momentos de qualidade ao público português, que o apreciou ao máximo. "Better Than" e "Used to Get High" foram alguns dos destaques de um concerto harmonioso.
Pouco passava da meia-noite e já o nome de Prince era entoado pelo público de quase 32 mil pessoas, que sufocou os acessos ao recinto, tal foi a sua adesão. A hora do funk começou quando o artista entrou em palco, pedindo de imediato a participação dos fãs em "Delirious". A energia e boa disposição de Prince foram norma num set que passou por alguns dos seus melhores momentos musicais, daquela que é uma das maiores estrelas dos anos 80. Este empunhava a sua guitarra em floreados poderosos que marcavam o passo, dançando com o seu coro e recusando-se a que o público português parasse – este clamando as letras de grandes êxitos, como "1999", "Let’s Go Crazy", "Cream" e "U Got The Look". Numa mútua adoração, o artista pedia e os fãs cumpriam, quer a saltar, quer a entoar as melodias conhecidas. Entre falsetes e piruetas, Prince acabou por se ausentar durante uns minutos para mudar de vestuário, seguindo-se um dos momentos mais esperados do concerto: a entrada da fadista Ana Moura em palco, a grande admirada do cantor. "A Sós com a Noite" e "A Casa da Mariquinhas" mostraram a potência vocal da cantora, visivelmente satisfeita por lá estar, e a destreza musical de Prince na guitarra. Inesquecível, tal como as duas canções mais pedidas, tocadas entre exclamações de adoração ao povo português e referências religiosas. "Kiss" levou ao delírio dos fãs e "Purple Rain" impressionou com o grande coro do artista mundial. O lendário cantor acabou por se despedir com "Dance (Disco Heat)", pondo fim a um dos melhores concertos do festival e a grande prova da imensa qualidade musical do artista. Prince Rogers Nelson, de 52 anos de idade, prova-se mais do que apto para oferecer um concerto colossal.
Por fim, o desfecho do festival ficou a cargo dos Empire of the Sun, que conjugam a música electrónica com um teatralismo cénico, provido de bailarinas, projecções e fatos excêntricos e coloridos. Apesar de uma parte visualmente mais rica do que propriamente a musical, os australianos conseguiram entreter os que restavam após o grandioso concerto de Prince.
Fica assim um balanço do evento que, apesar das péssimas condições de acampamento e algumas falhas da organização, conseguiu trazer vários nomes de interesse ao Meco. Esperemos que, na próxima edição, estas sejam repensadas e ajustadas para ajudar a aumentar o bem-estar e conforto dos festivaleiros num dos eventos de ‘peso pesado’ da música ao vivo em Portugal.
Foto: Ana Limas
Reportagem SBSR 2010 – 17 de Julho
Jul 18th
Continua a música e o bom tempo no segundo dia da 16ª edição do Super Bock Super Rock, festival alojado no Meco que continua a prometer ‘sol e rock’n’roll’ aos que o frequentam. Neste segundo dia, actuaram alguns dos nomes mais esperados, como Vampire Weekend, Hot Chip ou mesmo Patrick Watson, numa edição que compensa alguns dos pontos negativos de organização com o bom cartaz.
Começamos novamente com os segundos vencedores do Super Bock Super Rock Preload, o concurso da marca para escolher as bandas portuguesas mais promissoras e levá-las ao palco do festival. Os Malcontent são do Porto e iniciaram o dia 17 com um concerto morno no palco EDP. Seguiram-se-lhes os Sweet Billy Pilgrim, músicos ingleses que misturavam sonoridades tão diferentes como o country e o rock com toques de progressivo de forma bizarra, porém, inócua. A banda de 4 membros tentou atrair as pessoas para a frente no palco secundário, no entanto, devido a uma das maiores falhas desta edição, não o conseguiram, pois o palco era destapado por trás e, logo, tocavam contra o sol que inundava a maior parte da zona da plateia, obrigando as pessoas a dispersarem pelas sombras.
Nome conhecido por terras lusas, Tiago Bettencourt, conjuntamente com Mantha, tocou o seu set num palco principal muito mais composto, como era de esperar. Este passou por algum dos temas mais conhecidos desta colaboração, que já conta com dois álbuns, como "Jardim", e até alguns temas dos Toranja, antiga banda do cantor, como "Laços". Um concerto simpático, com menos substância, que soube entreter os que esperavam pelo vocalista da banda nova-iorquina muito conhecida que se seguia.
Entretanto, Holly Miranda espantava com a força e timbre da sua voz do outro lado do recinto. Num concerto intimista e poderoso, a cantora, acompanhada pela sua contida banda, tocou alguns dos seus temas do recém-editado The Magician’s Private Library. Uma mistura de influências de Otis Redding e Nina Simone a Jeff Buckley e Radiohead que, apesar de eficaz, padeceu por ser um pouco repetitiva.
Seguiu-se a desilusão deste segundo dia, por diversas razões, algumas que escapam a nossa compreensão. Julian Casablancas, também vocalista dos nova-iorquinos The Strokes, encurtou a sua apresentação a solo em Portugal por uns bons 20 minutos, apresentando apenas uma mão cheia de temas de Phrazes for the Young e três dos esforços Strokeanos, como "Hard to Explain" e "Automatic Stop". Porém, os temas que realmente interpretou perderam a dinâmica ao vivo, talvez um pouco pela existência de problemas de som e pelo desempenho algo trapalhão de Casablancas. Não se ficou a perceber a razão da sua saída precipitada e os seus fãs ficaram a pedir mais.
Outro nome da cena alternativa portuguesa, Rita Redshoes, actuou por volta das 21:40 no palco EDP. Sem os seus sapatos vermelhos, a intérprete portuguesa ofereceu um concerto que pretendia, acima de tudo, entreter. Dançando ao longo da música, a cantora balançava o seu charme e graça natural com uma sensualidade crescente na apresentação dos novos temas de Lights & Darks, que se aproximam mais da estética de Paulo Furtado do que a de David Fonseca, o seu quase ‘mentor’ musical. A nova "Captain of My Soul" foi muito apreciada, no entanto, "Choose Love" e "Dream on Girl", temas de Golden Era, foram as mais aplaudidas do set de Rita Pereira.
A electrónica volta a marcar passo com os Hot Chip que, na opinião geral, foram uma das surpresas da noite. À primeira vista, ninguém diria que este conjunto de músicos produz pop electrónico que poderia perfeitamente ser tocado na pista de dança, no entanto, apesar da aparência séria dos artistas, estes parecem fazer bater o pé como ninguém. A banda americana apresentou no Meco vários temas do seu álbum One Life Stand e entusiasmou as hostes de tal maneira que estas se apresentavam excessivamente entusiastas, saltando, de braços no ar, aproveitando cada momento. "Over and Over", "I Feel Better" e "Ready For the Floor" foram alguns dos destaques de um concerto extremamente coeso e tecnicamente quase perfeito, que levou ao êxtase musical de muitos fãs e que até converteu quem não estaria muito impressionado, de início, com os artistas.
Os que preferiam algo mais calmo à quase histeria electrónica da banda supramencionada tinham a oportunidade de ver o intérprete canadiano Patrick Watson, na sua terceira estadia em terras lusas. Apesar de ter consideravelmente menos audiência do que Hot Chip, o artista, acompanhado pelos Wooden Arms, ofereceu um belo e único concerto aos que acompanhavam as estranhas melodias intercaladas com o moderado caos musical dos performers. De facto, é de destacar o talento e a versatilidade deste artista, que torna cada actuação numa experiência única e envolvente, deslizando pelos temas de Close to Paradise e Wooden Arms sem dificuldade e de pulmões cheios — "Fireweed" soou assombrosa e arrepiante com o fundo ardente das chamas do vídeo que passava por trás, já "Drifters" apresentou-se tocante e sentimental e "Man Like You" impressionou, enfatizada pela voz característica do artista. Watson, sempre bem-disposto, nunca deixou de agradecer aos seus fãs que o receberam sempre com tanto apreço e, em jeito de retribuição, tocou até "To Build a Home", tema que partilha com os The Cinematic Orchestra e que constitui um dos seus pedidos mais frequentes nas suas actuações.
Cabeças de cartaz algo improváveis, pode-se dizer que os Vampire Weekend excederam as expectativas gerais de uma plateia de quase 24 mil espectadores. A despreocupada banda nova-iorquina soube trazer o travo de pop afrobeat ao indie rock de marca Pitchfork, mais suavizado e maturo no seu segundo esforço, Contra, da melhor maneira, envolvendo os inúmeros espectadores com jovialidade. Os meninos bem do indie mostraram que são capazes de entusiasmar e entreter tanto com os diversos temas do primeiro lançamento homónimo, tanto com os temas do álbum que lhe seguiu. Os festivaleiros acabaram por se render a "Cape Cod Kwassa Kwassa", "A-Punk" e "Horchata", tal como a "Cousins" e a "Giving Up The Gun", esta última que conta com inúmeras celebridades no seu videoclip, como os Jonas Brothers e Jake Gyllenhaal. No entanto, o foco do set dos nova-iorquinos estava mesmo na plateia: Ezra Koenig, vocalista e líder dos artistas, demonstrou várias vezes o seu espanto pela recepção dos portugueses (“Não me quero ir embora!”), que se entretinham a mover os seus corpos aos ritmos e melodias alegres. É assim que se prova a eficácia dos Vampire Weekend, que renderam as hostes à aprimorada e simples estética musical dos artistas.
Por fim, o duo electrónico Leftfield encerrou este dia de festival, oferecendo aos resistentes um set coeso de temas dançáveis. Para os menos duros, o último dia de festival espera-os, com a actuação do lendário Prince.
Foto: Ana Limas
Reportagem SBSR 2010 – 16 de Julho
Jul 17th
A 16ª edição do festival Super Bock Super Rock iniciou-se ontem, dia 16 de Julho, para mais uma ronda de rock veranil e festivaleiro. Este ano o local do evento musical escolhido foi a Herdade do Cabeço da Flauta, perto do Meco, possibilitando, assim, aos festivaleiros, a opção de frequentarem a praia, bem próxima e a uma viagem de autocarro de distância. Neste primeiro dia, actuaram alguns dos nomes mais esperados, como Pet Shop Boys, Grizzly Bear, Beach House e Keane, apesar de ser impossível vê-los todos por inteiro, actuando sobrepostos em palcos separados.
Os Godmen, uma das bandas a ganhar o concurso Super Bock Super Rock Reload, abriram o palco secundário. O trio portuense, com uma sonoridade de desde o progressivo ao new wave, bem tentou captar a atenção do seu público, mas foi Jamie Lidell quem atraiu a maior parte das pessoas ao palco principal. O cantor britânico, de 36 anos, subiu ao palco acompanhado de 5 membros da banda, com a descontracção que deixa transparecer na sua música de forma tão exímia. Com influências de soul e funk, a cadência musical de Lidell desliza de forma suave, sendo enfatizada pela sua excelente voz e fazendo lembrar até Otis Redding. Jamie Lidell entretém os poucos mas crescentes espectadores com ‘Another Day’ e ‘Compass’, do título homónimo, que conta com a ajuda na produção de um dos membros de Grizzly Bear, que também actuam neste dia.
Já St. Vincent, de nome Annie Clark, segue-se no palco secundário. A cantora e intérprete americana já colaborou com vários artistas como The Polyphonic Spree e Sufjan Stevens e conta também com algum apoio do público português, um pouco por estar associada à vaga Pitchfork de Beach House, Grizzly Bear e Bon Iver, entre outros, logo, não é de estranhar a resposta entusiasta, principalmente dos que se encontram nas filas dianteiras. De Actor, o seu mais recente esforço, Clark tocou ‘Actor Out of Work’, ‘The Strangers’ e ‘Marrow’, debruçando-se na sua guitarra para completar o esforço do seu guitarrista principal. Sempre encantadora, mas pouco comunicativa, Annie despediu-se. O concerto soube a pouco.
De novo no palco principal, Mayer Hawthorne apresenta o seu primeiro álbum A Strange Arrangement, muito na onda do artista que o precedeu, apesar de um pouco mais funky. Destaque para a cover de ‘Mr. Blue Sky’ dos Electric Light Orchestra, completamente transformada com a estética musical do artista. Tanto Lidell como Hawthorne mostram a força da nova liga do soul e são promissores.
Fãs de Portugal convictos, os Beach House voltam uma nova vez para aquecer os festivaleiros com melodias doces, numa noite que já começava a arrefecer. Por volta das 20:40, Victoria Legrand e Alex Scally, acompanhados por um baterista, entraram sorridentes no palco secundário e desde cedo demonstraram o seu entusiasmo por estarem de volta. Contrariamente ao concerto no festival Super Bock em Stock, de Dezembro do ano passado, os Beach House mostraram ser melhores no ambiente aberto de um festival, talvez por disporem de melhor disposição e por terem o contributo do baterista, que aliava mais ‘corpo’ ao indie pop suave dos artistas. ‘Walk in the Park’, ‘Norway’ e ‘Used To Be’ foram alguns dos êxitos tocados mais esperados, num set que parecia destinado a agradar aos que o viam.
“Are you ready?”, grita Dan Whitford - segue-se a vez do synth pop electrónico dançável dos Cut Copy no palco principal. Munidos de uma iluminação multicolor, a banda australiana foi, talvez, a melhor surpresa da noite. Apresentando muitos dos temas de In Ghost Colours, mostraram-se energéticos e entusiastas o suficiente para contagiar os inúmeros espectadores que dançavam e saltavam ao som das melodias etéreas de ‘Hearts on Fire’ e ‘Feel the Love’. Apenas se pode apontar que o dinamismo e a profundidade dos temas em estúdio se perde um pouco ao vivo, apresentando um lado mais dançável, algo com que o público português não se parecia importar.
Com mais uma mudança de palco, apesar de tocarem em horas sobrepostas, somos mais uma vez levados ao palco EDP, desta vez para apreciar o concerto dos The Temper Trap. Já actuaram na edição de Paredes de Coura do ano passado e, desde aí, a adesão à música dos artistas parece ter aumentado: o carismático Dougy Mandagi suscitou as maiores manifestações de apreço e de carinho. ‘Love Lost’ e ‘Sweet Disposition’ foram alguns dos maiores destaques do set da banda australiana, que apenas conta com o álbum Conditions, do ano passado.
Os britânicos Keane também não se podem queixar da aderência dos festivaleiros, que preenchiam, por esta altura, quase a totalidade do palco principal. Vedetas do soft rock, ligado a Snow Patrol e Coldplay, tocaram hit após hit, como deles era esperado: ‘Bend and Break’, ‘Everybody’s Changing’, ‘This is the Last Time’, ‘Somewhere Only We Know’, entre outros, foram tocados com agressividade branda e especial entusiasmo do teclista, que mal se continha na sua cadeira. Tom Chaplin e a sua trupe proporcionaram um bom e energético concerto que agradou e deixou ser agradado.
No entanto, Edward Droste, um dos membros dos Grizzly Bear, espalhava simpatia e graça natural nos seus afectuosos comentários entre as músicas, dedicados ao público português que não o deixou ficar mal nos Coliseus de Lisboa e Porto, enchendo o local de espectáculos até às costuras, no passado mês de Maio. Veckatimest foi o álbum mais contemplado do set do conjunto americano, mas o resto da bagagem não foi esquecida: até ‘Slow Life’ que emprestaram ao filme Twilight, foi interpretada em palco conjuntamente com a charmosa Victoria (Beach House), que também concedeu a sua voz inesquecível ao single ‘Two Weeks’. Em qualidade, nada carece, na recepção, também não – os Grizzly Bear foram os justos cabeças de cartaz do palco secundário, confirmadas as expectativas num concerto calmo, rico e excelente.
Após a longa espera, os fãs dos Pet Shop Boys foram presenteados com um autêntico best of do historial de singles do duo britânico. O excêntrico Neil Tennant, dotado de uma voz extremamente característica, aparece, pela primeira vez, sob um fundo animado com um cubo de cartão na cabeça e acompanhado por diversas dançarinas, que com passos de dança robóticos, lembravam muito a estética kraut-rock dos anos 80. Já Chris Lowe, a outra metade, dedicava-se aos teclados de semblante calmo, intervindo para ajudar aos coros. Lendários, mas, por vezes, rígida e excessivamente estéticos, os artistas contagiaram uma extensa plateia de fãs com o electrónico dos temas como ‘Heart’, ‘It’s a Sin’ e ‘Go West’, num passeio nostálgico pelo historial da banda, que até a confettis teve direito! Porém, apesar de tecnicamente ainda competentes, o set dos Pet Shop Boys pareceu algo forçado e repetitivo, o que lhe retirou alguma qualidade à que estávamos à espera. Após o encore, os Pet Shop Boys despedem-se e fecham este primeiro dia de festival.
Foto: Ana Limas
