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Reportagem Real Estate

Real Estate - Plano B - Fotos

Real Estate No passado dia 16, o Plano B albergou uma noite encabeçada por um único nome, os Real Estate, oriundos de New Jersey.

Detentores de uma sonoridade pop esticada entre a melancolia e o psicadelismo, estes jovens lançaram o seu primeiro álbum há um par de meses. Com um registo a fazer lembrar nomes como Galaxie 500, The Clean ou Pavement, é natural que tenham sido recebidos com um grande fulgor por parte da crítica especializada, algo que certamente ajudou a encher o Plano B numa noite pós-Carnaval.

Real EstateCom o referido registo homónimo debaixo do cinto, o quarteto americano, já por volta das 23h30, lançou-se a cerca de 45 minutos de um concerto que tanto deu para bater o pé, como para puxar pelo lado mais emocional do público. Algo conseguido sem nunca se tornarem maçadores ou desajustados na descarga ou na retenção enérgica.

Sapateando à volta de temas como “Fake Blues”, “Black Lake” ou “Beach Comber”, os presentes certamente sentiram o suburbanismo e a beleza imperfeita que essas pequenas pérolas pop invocam. Algo perfeitamente justificado pelo arremesso constante de linhas de guitarra pingadas de echo, slapback e phaser, apimentadas por uma voz a meio tempo e uma secção rítmica concisa, mas subtil.


Concluíndo, tratou-se de um grande concerto, sublinhado por um clima mais que adequado para afogar as mágoas e a ressaca da festa da noite anterior, algo ecoado pela própria banda e, certamente, pela maioria dos espectadores.

Texto e Foto: Marco Castro

Mariza no Rock in Rio 2010

Mariza no Palco Mundo - Rock in Rio Lisboa 2010
rockinrio

Mais um nome para o Palco Mundo na edição do Rock In Rio Lisboa 2010: Mariza!

Mariza é a primeira artista nacional confirmada para o Palco Mundo.

O gosto pelo fado foi influência de seu pai, que era grande adepto do género. Natural de Moçambique, veio para Portugal com 3 anos de idade, dois anos mais tarde reabrem o restaurante Zalala na Mouraria, local conhecido com fortes raízes ao fado e cujo local era frequentado por inúmeros fadistas de renome.

No seu reportório conta com vários prémios e de referir que foi a primeira portuguesa nomeada para um Grammy. Em 2008 lançou o seu último álbum intitulado "Terra", que mereceu as melhores criticas a nível internacional. Esperamos no Rock in Rio ouvir estes e outros trabalhos de que esta talentosa artista já nos habituou.

O Rock in Rio Lisboa volta ao Parque da Bela Vista nos dias 21, 22, 27, 28 e 29 de Maio de 2010.

seta

 Cartaz e Informações Rock in Rio Lisboa 2010

Perry Blake e Noiserv no Festival Para Gente Sentada

Cartaz Fechado -  Festival Para Gente Sentada 2010

Tal como já anunciado a edição do Festival para Gente Sentada de 2010 decorre nos dias 26 e 27 de Fevereiro no Cineteatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira.

Bill Callahan,  Dakota Suite  foram os primeiros nomes confirmados, a estes juntam-se Perry Blake e Noiserv.

O cartaz fica assim completo. No dia 26 de Fevereiro com Bill Callahan, Perry Blake e Matt Valentine & Erika Elder e no dia 27 com Dakota Suite, Camera Obscura e Noiserv.

Os bilhetes estão à venda desde 11 de Janeiro. O bilhete diário é de 20 euros e o passe para os dois dias de 30 euros.

seta

 Cartaz e Informações - Festival para Gente Sentada 2010

Reportagem The Prodigy @ Pavilhão Atlântico

The Prodigy @ Pavilhão Atlântico - Fotos

Depois da sua passagem pelo Optimus Alive os The Prodigy marcaram o seu regresso para dia 7 de Dezembro no Pavilhão Atlântico.

Antes da actuação dos miticos senhores do rave-punk e mesmo antes da banda que iria abrir o concerto destes (Enter Shikari) o público do Pavilhão Atlântico foi brindado com o som do Dj Loel com diversas misturas que animaram o público que se ia aglomerando para assistir ao concerto.

Às 21 horas em ponto subiram ao palco os Enter Shikari, banda do Reino Unido de post-hardcore com elementos de electrónica, formada em 2003 considerada pela imprensa especializada os novos “meninos bonitos” do Reino Unido. Pela primeira vez em Portugal apresentaram maioritariamente músicas do seu último e segundo álbum lançado em Junho de 2009 Common Dreads. Foi uma actuação que animou o público, ainda a meio gás, durante 45 minutos prometendo uma noite em cheio para todos os fãs tanto desta banda como dos The Prodigy, dizendo também que voltariam a terras lusas no Verão.

Mesmo antes de começar a actuação de The Prodigy já o público se encontrava ao rubro na longa espera para a actuação desta banda. Os The Prodigy que só se haviam apresentado em Portugal em festivais e nunca em nome próprio, abrem o concerto com “World’s on Fire” do seu último álbum Invaders Must Die seguida de “Breathe” do legendário álbum The Fat of The Land protagonizando um dos muitos momentos da noite.

Ao longo da noite a banda britânica foi demonstrado o porquê de ter levado tantas pessoas ao Pavilhão Atlântico com uma energia avassaladora de toda a banda mas especialmente de Keith Flint e Maxim Reality. Estes tiveram uma grande interação com o público contagiando-os com a sua energia, transformando a sala de espectáculos numa discoteca gigante. Até as pessoas que se encontravam nos balcões não resistiram a dançar ao som de todas as músicas apresentadas, especialmente a clássicos como “Firerstarter”, “Out Of Space”, “Voodoo People” ou mesmo pelas músicas mais recentes como “Invaders Must Die” ou “Omen”. Sempre com um grande ritmo os The Prodigy repetiram a “coreografia” do festival Optimus Alive de “Smack my Bitch Up”.

O encore composto por quatro músicas começou com “Take Me To The Hospital” dando a todas as pessoas mais uns minutos de dança culminando na “Their Law”.


Enter Shikari Enter Shikari The Prodigy The Prodigy The Prodigy
Enter Shikari Enter Shikari The Prodigy The Prodigy The Prodigy

Espectáculo de 15 músicas que pôs todo o Pavilhão Atlântico a dançar ao ritmo dos The Prodigy.


Texto: Joana Valadares
Foto: Raquel Silva

Passatempo Pinktober

Passatempo Pinktober no Hard Rock Café Lisboa

Pinktober FestivalO Festivais de Verão em associação com o Hard Rock Café Lisboa tem para te oferecer 5 bilhetes simples para o Pinktober que decorre nos dias 21 e 27 de Outubro no Hard Rock Café Lisboa.

O Pinktober é um festival muito especial devido ao facto de os ganhos reverterem para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Isso por si só já é motivo para enchermos o Hard Rock Café Lisboa nestes dois dias tão especiais.

Mas para além da boa vontade o Hard Rock Café Lisboa irá encher-se de música. As bandas que passarão por este espaço são Secondhand Serenade no dia 21 e A Silent Film no dia 27.

Durante todo o mês de Outubro passa pelo Hard Rock Cafe Lisboa e habilita-te a ganhar uma guitarra Gibson assinada por estes artistas.

O preço do bilhete para estes concertos é de 12 euros para cada uma das noites que reverterá para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Reportagem Sudoeste TMN

Reportagem Sudoeste TMN - Fotos: (6 Ago) | (7 Ago) | (8 Ago) | (9 Ago)
Dia 6 de Agosto

O 13º Festival Sudoeste TMN abriu no palco Planeta Sudoeste com o concerto de Dr. Estranhoamor, que se iniciou ainda em plena luz do dia. Á semelhança do que viria a ser comum neste palco, com pouca afluência de público, conseguiu no entanto atrair e conquistar mais gente após a terceira música “Mais do Mesmo”, primeiro single da banda.

Do outro lado do recinto, The Veils abriram o Palco TMN. Apesar da presença de alguns fans que se faziam notar nas grades antes do concerto ter início, o público inicialmente escasso, correspondeu e reagiu bem a esta actuação bastante animada e que foi conseguindo atrair quem passava.

De seguida, quase em simultâneo e com o público dividido quase igualmente, os concertos dos The Nationals no palco principal e Cool Hippnoise no palco Positive Vibes. E enquanto os primeiros brindavam o público com um concerto que apesar de não se ter destacado como outros o viriam a fazer, encheu certamente as medidas aos fans da banda. No palco dedicado às sonoridades reggea, pela primeira vez nesta edição do festival, se fazia dançar os festivaleiros no ambiente de festa a que este palco já nos habituou.

Macaco foi o que se seguiu no Palco TMN. Mesmo salientando que não falava português, num apelo à comunicação, conseguiu cativar e pôr o já bastante público presente a vibrar, abrindo assim lugar para o cabeça de cartaz desta primeira noite: Buraka Som Sistema.

Estes eram, sem dúvida, os mais esperados da primeira noite, começaram o concerto com a participação do grupo de percussão, Toca a Rufar, criando logo no público um êxtase de emoções. O concerto, que abriu e fechou com o tema “Kalemba” mais conhecido por “Wegue”, primou pelo sincronismo entre todas as componentes do espectáculo, desde luz a som passando pelo vídeo.

Dia 7 de Agosto

O segundo dia do SW TMN começou ao som de Carlinhos Brown que com os ritmos brasileiros conseguiu cativar o público presente e atrair muita gente com a proximidade que tomou conta de todo o concerto, descendo várias vezes do palco para se juntar à festa que ia crescendo no público e conseguindo pôr todos a dançar fazendo coreografias em uníssono, deslocando-os de um lado para o outro do recinto.

Seguidamente foi a vez de Madcon, com o recinto um pouco mais cheio fizeram com que todos balançassem ao ritmo das suas músicas. Os dois vocalistas trouxeram uma dinâmica e interacção com o público fantástica.

Mariza que subiu ao palco pouco depois, provou que o fado tem lugar nos festivais enchendo completamente o recinto, juntando público det odas as idades, incluindo as menos habituais neste tipo de eventos. A fadista trouxe consigo um convidado vindo directamente de Cabo Verde, Tito Paris, para a acompanhar em “Beijo de Saudade”,música em que participa no álbum “Terra”, sobre o qual foi centrado o alinhamento deste concerto. Como é hábito nos concertos de Mariza, houve espaço para cada um dos músicos brilhar com solos em várias músicas e numa bela “Guitarrada”. Era notório o esforço de Mariza que tentava conter as emoções quando ouvia um público, que muitos diziam não ser o seu, cantar as suas músicas e aclamar a fadista mais em jeito festivaleiro “e salta Mariza, e salta Mariza”. E ela saltou, dançou, aplaudiu, agradeceu vezes sem conta e juntou-se por fim ao público em “Gente da minha terra” para um final repleto de força e emoção. No final, num segundo encore exigido pelo público, Mariza surpreende todos com "Hedonism” dos Skunk Anansie cantado a uma só voz pela plateia. Sem dúvida um dos concertos mais marcantes deste ano no Sudoeste.

Era agora a vez de Deolinda que tinha a fasquia demasiado elevada depois do concerto anterior. A festa começa logo com o mote “Mal Por Mal nós somos os Deolinda”, proferido por Ana Bacalhau, vocalista da banda. As surpresas foram muitas e cada música ganhounova vida. Houve lugar a havaianas em “Fado Toninho”, uma banda filarmónica em “Fon Fon Fon” e uma janela que desceu do topo do palco em “Eu Não Sei Falar de Amor”. No final os quatro membros da banda saíram do palco e quando todos os esperavam para o encore, comt odos os convidados em palco prolongando um “Movimento Perpétuo Associativo”, somos surpreendidos com um camião que entra pelo meio do público com quatro elementos do grupo envergando megafones em jeito de manifestação para mais uns minutos de “Vão sem mim que eu vou lá ter”.

Para encerrar a noite no palco principal os Zero 7 não conseguiram cativar a grande maioria dos presentes. Depois de um dia de concertos marcados pela proximidade entre as bandas e o público, este concerto, demasiado estático, em que a interacção foi quase nula tornou o ambiente um pouco estranho. O alinhamento para o concerto não foi deveras bem escolhido tendo muito público saído durante a sua actuação procurando animação nos outros espaços ou seguindo directamente para as tendas.

No Palco Planeta Sudoeste um dos concertos aguardados, Legendary Tigerman, acabou tão rapidamente como começou. Paulo Furtado pediu desculpa aos presentes e às suas convidadas mas não entendia estarem reunidas as condições para que o concerto fosse possível, dado o som excessivo que chegava a este palco vindo do espaço GrooveBox situado demasiado perto.

Dia 8 de Agosto

No terceiro dia do festival era esperada casa cheia. X-wife abriram as hostes do palco principal levando bastante público a manter-se até ao final do concerto ao som do rock’n’roll. A banda originária do porto tocou temas do novo álbum com o público a reagir sempre muito bem.

O recinto ia-se compondo para os aguardados Faith no More. Mas a banda que se seguiu foram os também portuenses Blind Zero, com um palco alusivo ao novo álbum “Luna Park”. O alinhamento continha músicas dos álbuns anteriores e o novo single “Slow Time Love” . Ainda houve tempo de cantarem uma música dos Pixies "Where Is My Mind?" e, já que Miguel Guedes “não estava lesionado em nenhuma perna”, “Enjoy The Silence” dos Depeche Mode.

Os Jet, que se seguiram, deram um belíssimo concerto conseguindo entusiasmar o público, que na sua grande maioria esperava o cabeça de cartaz do dia. Os autralianos apresentaram-se com um fundo preto com o seu nome a dourado. Com "Are you gonna be my girl” o público esqueceu por momentos o concerto que se seguia e cantaram e dançaram ao som da música.

E é então que os mais aguardados Faith No More sobem ao palco começando com “Reunited” com o público a entrar logo em êxtase e não parando até ao final do concerto. Na zona de público em frente ao palco principal via-se uma nuvem de pó enorme. Mais uma vez, uma das forças deste concerto foi a interacção e comunicação com o público. Um dos pontos altos foi sem dúvida “Evidence” em que Mike Patton surpreendeu o público cantando em português. O concerto terminou após o segundo encore com “We care a lot“. O público que se deslocou à Herdade da Casa Branca foi recompensado com um grande concerto do qual certamente ninguém saiu desiludido!

Oioai, banda confirmada à última hora, no palco secundário anunciaram o novo álbum “Vem Em Segredo” com lançamento previsto para Setembro. Os quatro elementos mostraram-se bem dispostos e em sintonia nas novas músicas. Entre as músicas do primeiro álbum “Oioai”, o público presente ia correspondendo ao que se passava em palco, neste espaço que se mostrou o menos atraente para a maior parte dos festivaleiros e que pecou pela proximidade com o espaço electrónico.

Dia 9 de Agosto

Era notória a pouca afluência de público neste último dia do festival, pois muitos dos festivaleiros regressavam a casa neste dia. Anaquim abriu o Palco Planeta Sudoeste onde já havia público à sua espera. Passaram por temas de Ornatos Violeta e ainda dedicaram uma música “Pobre Velho Louco” ao actor Raul Solnado falecido no dia anterior.

Gomo começou entretanto no palco principal com muita animação e bastante ironia à mistura dizendo-se surpreendido com a quantidade de público presente visto não estarem anunciados no cartaz do festival e avisando que “Nós não somos o Marcelo d2 somos os Gomo”. Referiu ainda que o facto de estarem no palco principal deve-se ao êxito de “Felling Alive” do anterior disco. Neste concerto vieram apresentar o recentemente editado “Nosy” cujo single “Final Stroke” “já roda em algumas rádios de bom gosto”. Os seguintes foram Marcelo d2 trazendo o hip-hop e levando o público a não abandonar o espaço do palco principal num concerto onde ainda contou com um tema de White Stripes e outro de Eurythmics.

No palco secundário já se fazia ouvir Virgem Suta, uma banda vinda de Beja com um sucesso recente. Com “Ressaca” e "Tomo Conta Desta Tua Casa" colocaram o público a dançar.

De volta ao palco principal, a escocesa Amy Macdonald apela a que sendo este o seu primeiro concerto em Portugal, gostava que fosse memorável, conseguindo cativar o público que assistia a esta actuação e que estranhou mas cantou bem alto "Mr. Brightside" dos The Killers.

Lily Allen, seguiu-se com muita cumplicidade e irreverência com o público que sempre correspondeu ao que a artista ia pedindo, tendo sido um dos momentos mais participados a dedicatória a todos os homofóbicos e racistas presentes, com o tema “Fuck You”.

Para encerrar o 13º Festival Sudoeste TMN, no palco principal tocaram os também britânicos Basement Jaxx que iniciaram o concerto com “Scars”, perante uma plateia bem composta. Todos dançavam quase a jeito de gastar as últimas forças e encerrar em grande mais um festival. Já se sentia a nostalgia mas a banda não deixou ninguém descansar. Teve tempo de dedicar "Romeo" a todos "os portugueses sexy" da plateia. “Rendez-Vu”, um dos seus maiores sucessos foi o tema escolhido para finalizar um espectáculo onde luz e o som estiveram em plena harmonia.

E foi assim a edição de 2009 que com um cartaz que não convenceu os mais reticentes, garantiu a animação nos diversos stands promocionais para a recolha de brindes e prémios de participação nas diversas actividades, umas mais originais que outras, mas que mantiveram sempre o público bastante interessado.
De salientar pela positiva, apesar da continuação dos incentivos à recolha de lixo para reciclar, voltar a haver caixotes do lixo espalhados pelo recinto e a chamada de atenção para a necessidade de preservar um ecossistema que habita a Herdade da Casa Branca o ano inteiro e não apenas durante meia dúzia de dias em Agosto.
O menos positivo prende-se com as condições do campismo. Os reparos feitos em relação á proximidade do espaço electrónico das tendas no ano passado foram tidos em conta, afastando estes dois espaços tanto quanto possível, não se compreende porem a existência de um bar situado em plena zona de campismo com música mais que excessivamente alta, demasiado repetitiva e de forma incessante, desde o fim da tarde de dia 5 até meio da manhã de dia 10 não deixando descansar quem queria recuperar forças para os dias seguintes.
Ainda assim, nesta manhã de dia 10 à medida que o espaço ia ficando cada vez mais despovoado, o que se ouvia eram as despedidas ...

Buraka Som Sistema Madcon Faith No More Mariza Anaquim
Buraka Som Sistema Madcon Faith No More Mariza Virgem Suta
Até para o ano Sudoeste!

Texto: Silvana Alves
Foto: Ana Coelho

Review Jazz em Agosto

Review Jazz em Agosto

O Jazz em Agosto é daqueles eventos incomparáveis por mais que tentemos. Os artistas de renome internacional, o espaço da Fundação Calouste Gulbenkian e o sabor musico-cultural que nos aguça o paladar auditivo assim que chegamos a um concerto deste evento é sem dúvida inigualável.

Chegamos cedo à entrada da Gulbenkian e a fila já era longa. Não que se tenha notado muito porque a entrada foi simples, rápida e organizada, escoando os presentes para as cadeiras do Anfiteatro numa questão de minutos. Chegar cedo a este local é sem dúvida um privilégio. A movimentação das pessoas na busca do melhor lugar possível, a vegetação circundante e a iluminação do palco ainda vazio, criam um ambiente invulgarmente íntimo.

O dia 06 de Agosto apresentou-nos o concerto de Dave Douglas & Brass Ecstasy. Pouco depois das 21h30, hora definida no programa para o início do espectáculo, os músicos entram em palco e não perdendo tempo algum, começam de imediato a deixar o Anfiteatro da Gulbenkian com os olhos e ouvidos presos ao palco. Estive durante todo o dia a ouvir jazz de forma a chegar ao Jardins da Gulbenkian com os meus ouvidos treinados e o ultimo álbum que ouvi, foi precisamente de Dave Douglas. O início deste concerto parecia tudo menos o que eu tinha ouvido poucas horas antes. O primeiro tema que Douglas ofereceu ao público teve inicio com um swing totalmente soul que fez com que muitas pessoas começassem de imediato a bater o pé. Com o desenrolar do tema ia-mos notando cada vez mais um aproximar ao que se ouve deste compositor em álbum. De uma forma repentina, o bater de pé do comum mortal começa a ficar descoordenado com a velocidade rítmica que estes músicos imprimem em algumas das suas peças.

Douglas e os Brass Ecstasy funcionam de tal forma em equipa que a dada altura, devido ao vento que se fazia sentir nesta noite, houve um trabalho de grupo em busca de partituras que teimavam em voar como que a fugir do palco com medo da multidão. Estamos de qualquer forma a falar de uma banda fantástica com elementos que até na aparência mostram que são músico de jazz. Vincent Chancey, homem da trompa, parecia que tinha acabado de sair de um bar de jazz norte-americano ainda nos anos 50, ou o próprio Dave Douglas. Douglas é sem dúvida uma figura incontornável do jazz internacional, e consegue coordenar os restantes músicos quando estes já estão de tal forma livres a tocar que alguém tem que dizer “basta” ou então o mesmo tema duraria até que todos se fartassem de estar naquela espécie de transe musical improvisado. Como em qualquer equipa aqui sentimo-nos no dever de dar destaque a um elemento em especial. Nasheet Waits, baterista do colectivo, é inquestionavelmente um músico excelente, mas não corremos risco nenhum em dizer o que ele realmente é, um fora de série. Waits teve momentos de liberdade tal que chegou a parecer que estava em sua casa sozinho simplesmente a tocar sem qualquer pressão ou preconceito.

 Tecnicamente perfeito e com uma destreza rítmica que o separou sem margem para dúvidas dos restantes membros, não tirando qualidade a nenhum deles. Como qualquer fora de série Nasheet Waits revelou ser, ele sim, merecedor de uma transferência superior a 95 milhões de euros no mundo do jazz. Juntamente com Waits outro destaque deve ir para o tubista Marcus Rojas. Depois de ter ficado sem a sua tuba que ficou retida no aeroporto de Munique, Rojas a tocar com uma tuba emprestada, mostrou que quem sabe não tem preferências sobre o instrumento que lhe cai nas mãos e toca o que sabe com o que pode. Quando uma tuba preenche na perfeição a secção rítmica de uma banda podemos dizer que o propósito está cumprido, mas quando esta tuba nos brinda com rasgos sonoros a fazer lembrar, baixo, contrabaixo ou até dijiridoo (instrumento tribal australiano) tem que ser destacada.

Se a tudo isto juntarmos as dezenas e dezenas de cabeças fixas no sentido do palco sem emitir um som ou fazer um gesto, as fotos que respeitaram o pedido inicial da não utilização de flash ou os telemóveis que em nenhuma altura se ouviram, de forma a não distrair os músicos, temos o prazer de dizer que tivemos na presença de um concerto fabuloso e cheio de significado sobre o que é o jazz e as sensações que nos provoca. Podemos simplesmente concluir com o seguinte: um final de concerto com os 5 elementos a agradecer uma ovação de pé de quase todas as pessoas presentes na Gulbenkian. Para recordar.

Sexta-feira dia 7 de Agosto tivemos um dia repleto de experimentalismo. Penso que é justo dizermos que no jazz há experimentalismo e experimentalismo. Um músico de jazz da qualidade dos que vimos neste festival, a dada altura da sua carreira não consegue ficar unicamente pelas “simples” notas, escalas e tudo aquilo que lhe é ensinado durante os anos de instrução. Este músicos chegam a uma altura das suas carreiras e têm que pensar que há algo mais para criar do que aquilo que aprenderam. É nesse momento que se definem os mestres do jazz. Com esse objectivo o experimentalismo não só é (bem) aceite como bem-vindo.

Buffalo Collision foi a banda que nos deu o que analisar no palco do Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Calouste Gulbenkian neste dia de 7 de Agosto. Experiência atrás de experiência, o concerto de Tim Berne e seus pares pecou unicamente pelo excesso. Poucos foram os momentos em que se sentiu a banda actuar como um todo e a singularidade foi sobressaindo ao longo da actuação. Individualidades algo impressionantes como o violoncelista Hank Roberts que parece descobrir novos sons no violoncelo a cada segundo que passa. Roberts fosse a tocar com arco, com os dedos ou utilizando os pedais de efeitos que tinha ao seu dispor no chão, desencantou sons de um violoncelo que alguns músicos mais conservadores de jazz teriam classificado como pecado. Facto é que funcionou e Roberts foi dando um toque de equilíbrio aos Buffalo Collision. De assinalar também o baterista Dave King que só pela expressão corporal ganha um espaço de destaque. Num estilo misto entre o tosco e a constante procura de sons diferentes, Dave King foi abafando o som estridentes dos pratos, fez uso de contratempos inesperados e mostrou o porquê de pertencer a este projecto.

Chegamos a Domingo dia 9 e à actuação final do Jazz em Agosto com Bill Dixon e a Exploding Star Orchestra. Voltando um pouco ao dia anterior este apontamento tem que ser feito. Quem disse um dia que o jazz experimental é somente entendido pelos apaixonados, pelos técnicos e pelos próprios músicos enganou-se. Dixon, ainda que seja uma figura com peso no mundo do jazz é alguém que já não demonstra o vigor de outras épocas é claro. Estamos a falar de um trompetista com 84 anos que mantém a presença mas deixa as despesas musicais para a Orquestra que o acompanha. Note-se que não estamos a falar de um trio, quarteto nem sequer de uma Big Band, estamos a falar de uma Orquestra que tem momentos de experimentalismo hipnóticos que culminam ao fim de alguns minutos numa convergência total em uníssono e totalmente enquadrados como se estivessem a tocar o mesmo tema há horas. Vimos muito daquilo que pode ser feito com uma banda desta craveira. Não só pelos solos de alguns dos músicos do colectivo mas também por algumas vozes que se iam ouvindo da parte de Nicole Mitchell, dona da flauta transversal e de Damon Locks que nos mostra que a poesia é conjugável com o jazz. Num recital de palavras com histórias do submundo do boxe por alturas de Cassius Clay, Locks leva-nos numa viagem no tempo em breves instantes só por intermédio das suas palavras. Mostra de igual forma ao público que um rasgo de groove intenso da Exploding Star Orchestra pode ser aproveitado para um momento de diversão, dançando vibrantemente com os sons que por ali se iam ouvindo. Temos também que colocar uma luz sobre a cabeça de Jason Adasewicz que aos comandos do vibrafone foi debitando sons que não só preenchiam muitas das músicas como em algumas alturas lhes dava significado. Como se não bastasse, também integrou a precursão a dada altura, quando já existiam dois bateristas e um percussionista, e conseguiu dar mais um toque de ritmo sem nunca destoar.

Numa análise global a este concerto podemos seguramente dizer que Dixon, dá origem a um projecto com músicos fabulosos e que a sua presença e os seus dotes de compositor fazem a diferença, mas temos que ser justos e dar destaque aos outros doze elementos que se encontravam em palco coordenados pelo trompetista e também compositor Rob Mazurek que nos proporcionaram um final de luxo neste Jazz em Agosto 2009.

Mais uma vez os olhos dos espectadores presentes no Anfiteatro da Gulbenkian estiveram fixos no palco de forma constante. Ainda que não possamos dizer que a ovação foi igual à que Dave Douglas e os Brass Ecstasy tiveram direito, podemos seguramente dizer, que houve pessoas de pé a aplaudir Dixon e seus pares e os comentários de agrado à saída não se fizeram esperar, e passamos a citar: “muito bom, espectáculos assim deviam acontecer mais vezes não só nestes eventos”. Concordamos e gostaríamos de ver mais artistas desta qualidade, mas o facto de estarmos um ano a aguardar um evento destes faz com que o Jazz em Agosto continue a ser um acontecimento ímpar.

Texto: Bruno Farinha

Reportagem Super Bock Super Rock Lisboa

Reportagem Super Bock Super Rock Lisboa - Fotos

O segundo acto da 15ª edição do Super Bock Super Rock, em Lisboa, prometia um cenário bem mais animador do que o acto portuense. Não tendo nenhum infeliz cancelamento, como o de Depeche Mode, o evento prometeu e cumpriu, trazendo ao Estádio do Restelo muitos festivaleiros, com uma forte presença espanhola, que ansiavam pelos concertos de The Killers, Mando Diao ou mesmo Duffy.

Ao fim de 15 anos, o festival de Verão que é um dos grandes titãs da cena musical portuguesa, reinventou-se, dividindo-se entre os pólos nacionais e retornando o estilo a que nos habituou. Sobre o sucesso desta modificação, pouco mais podemos dizer que a noite lisboeta foi um sucesso. Na verdade, se há algo que pode ser apontado é o facto de, apesar de a noite ir progressivamente arrefecendo, o ambiente e a recepção aos artistas variaram de forma contrária.

As portas abriram e poucos se fizeram ver ao pé do palco, meramente para marcar presença nos lugares fronteiros, dando a ideia de um recinto um pouco pobre e pouco composto. Coube aos Bettershell, banda vencedora do já habitual Super Bock Super Rock Preload, fazer as honras: em apenas 15 minutos, os rockeiros de S. João da Madeira tentaram convencer um público pouco numeroso. Com influências de pop/rock americano (Coldplay, Foo Fighters, Hoobastank), estes tocaram algumas músicas do EP por sair, entitulado Don’t Give Up.

Seguiram-se os The Walkmen, nova-iorquinos de coração e de sonoridade, liderados pelo cativante Hamilton Leithauser, que, de mãos nos bolsos, confere ao indie rock nostálgico uma vertente bem mais agressiva, não fosse pelos seus bramidos constantes. Ao longo de pouco mais de quarenta minutos, os Walkmen tocaram um reportório coerente, maioritariamente composto por You & Me, editado em 2008, do qual se destacam “In The New Year” e “The Rat” de 2004. Mesmo sendo, este último, o seu hit incontornável, pouco fez para aliciar mais do que os fãs, que se juntaram à frente do palco, dispersando-se os desinteressados. Será de culpar o horário da actuação e o vertente muito intimista da banda, que melhor funcionou na passagem pelo Super Bock em Stock no ano passado, sendo inegável a qualidade do conjunto.

Se estes puxaram pelas emoções neste dia veranil, a menina bonita daquele anúncio bastante conhecido exercitou a sua voz rouca no grande palco do festival. Brandi Carlile, na sua quarta vez em terras portuguesas, ofereceu um set simpático, que passou tanto pela confissão do desejo de se mudar para o nosso pais como também pela tentativa de oferta do número telefónico de um dos membros da banda. Com o seu pop melódico e um leve travo a country, Carlile empunhou a sua guitarra acústica e conseguiu alguma recepção da audiência cada vez mais recheada, passando por algumas canções de The Story, ao qual se aponta a homónima, mais conhecida. Contudo, esta cantora não conseguiu deixar de passar por lugares demasiado familiares, trazendo pouco de novo às covers de “Creep” e “Hallelujah”, de Radiohead e Leonard Cohen, respectivamente.

Esperava-se frenético rock’n’roll de garagem com a actuação seguinte - os Mando Diao. Os suecos, formados em 1995, já têm cinco álbuns na bagagem e um culto de fãs um pouco por toda a Europa, apesar do sucesso pouco aparente. Liderados por Gustaf Norén e Björn Dixgård, cuja interacção em muito faz lembrar a dos extintos Libertines, os Mando Diao conquistaram pouco a pouco o público, com singles antigos como “Down In The Past”, “Ochrasy” e “Long Before Rock 'N' Roll”, mas também com “Dance With Somebody” e “Gloria”, do recentemente editado Give Me Fire, álbum apresentado no Restelo. Seduzem-nos, assim, com o rock e os blues num concerto coeso, marcado pela presença de duas meninas do coro e a homenagem a Michael Jackson.

A muitos fez desesperar por anteceder a ansiada actuação dos The Killers, no entanto, Duffy, parte da onda de revivalismo soul, r&b e blues britânico, no qual se insere a mediática Amy Winehouse, apresentou um espectáculo sedutor e colorido, embora pouco chamativo. A cantora dançou e percorreu o palco, dando vida aos êxitos de Rockferry, o seu álbum de estreia, com a sua voz peculiar e jeito nada tímido, tentando apelar aos festivaleiros com exclamações como “Eu gosto do Portugal!”. Encanta o Estádio do Restelo com a aclamada “Warwick Avenue”, mas a galega guarda o seu trunfo para o fim – “Mercy” fez a delícia dos fãs, marcando o concerto.

Finalmente, a espera termina. Encerrando o palco do Super Bock, os The Killers são logo, de início, muito aplaudidos, por agora, já um estádio repleto. O cenário que os acompanha é tropical e sugere a gama de influências musicais que marcam Day & Age, o mais recente esforço dos americanos, como Elton John, David Bowie e Lou Reed – o rock e a electrónica marcam o passo, portanto. O grande maestro é, sem dúvida, Brandon Flowers, frontman de pele aos ombros, que confere aos grandes hits um lado muito mais emotivo e, portanto, apelativo aos milhares de fãs que bradaram as suas letras na noite passada.

Os cabeças de cartaz iniciaram o seu percurso com a dançável “Human”, que levou a muita confusão com a parte “Are we human or are we dancer?”, nem mesmo assim deixando de mover os fãs. Seguiram-se alguns constituintes do último álbum, surpreendentemente familiar aos devotos, como “This Is Your Life” e “Joy Ride”, que ganharam algum protagonismo comparativamente a “Somebody Told Me”, que não atingiu o seu verdadeiro potencial. Mas um dos êxitos da noite foi “Spaceman”, o segundo single do mais recente material da banda, tão bem recebida que Flowers, com um sorriso de orelha a orelha, é obrigado a repeti-la, perante a euforia presenciada.

Se há algo por que não pecam, é por terem má presença em palco – os The Killers apresentaram os seus hits mais badalados de forma descontraída e natural. Se, por um lado, "All These Things That I’ve Done", "Mr. Brightside" e "Smile Like You Mean It" agitaram as hostes, por outro, singles mais subtis como "Read Your Mind" e "For Reasons Unknown", de Sam’s Town, aqueceram e encheram, fazendo-nos lembrar o porquê dos americanos serem uma das bandas americanas mais populares dos anos zero. Não esquecer a homenagem a Joy Division com a sombria e competente "Shadowplay", ecoada sobre um jogo de luzes colorido e os jeitos vocais do líder da banda.

Já no encore, à falta de “Bones”, entra “I Can’t Stay”, talvez um recomeço menos bom e um passo em falso, porém, tudo esquecido com “Jenny Was a Friend of Mine” e “When You Were Young”, atingindo outro dos altos da noite. O público pedia mais, mas ficou a promessa de voltarem novamente aos palcos nacionais - esperemos que o façam rapidamente.

Publico Bettershell Brandi Carlile Mando Diao The Killers
Publico Bettershell Brandi Carlile Mando Diao The Killers

Texto: Teresa Silva
Foto: Ana Limas
Foto (The Killers): Torey Mundkowsky

Palco TMN @ Sudoeste TMN

ATENÇÃO: Esta página está sob o arquivo de 2009.
Palco TMN - Cartaz Completo
 
A organizador do Sudoeste TMN anuncia hoje o cartaz completo do Palco Principal (Palco TMN).

Sudoeste TMN 2009
Os novos nomes são Armin Van Buuren no dia 6 de Agosto, Zero 7 e Carlinhos Brown no dia 7, no dia 8 as novidades vão para Etienne De Crécy, Jet e X-Wife. Para o último dia a este palco junta-se o nome já avançado por nós Marcelo D2.

Estes novos nomes juntam-se aos já confirmados Buraka Som Sistema, The National, Mariza, Madcon, Faith No More, Basement Jaxx, Lily Allen e muitos outros.

Relembramos também que o bilhete diário é de 40 euros e o passe para os 4 dias fica por 80 euros.
Se és portador do Cartão Jovem podes usufruir de um desconto de 5€ na compra do passe para os 4 dias. 
 
Ficam então em aberto novas confirmações para o Palco Planeta Sudoeste e Positive Vibes.

Será que a organização ainda nos vai conseguir surpreender mais?

Klaxons @ Optimus Alive!09

Klaxons confirmados no Palco Super Bock do Optimus Alive!09
Optimus Alive!09
Os Klaxons são o mais recente nome confirmado para o Festival Optimus Alive!09. A banda britânica actuará no dia 9 de Julho juntando-se assim aos nomes já confirmados de Erol Alkan, Crystal Castles e TV on The Radio no palco Super Bock. Destoando do palco principal no mesmo dia com bandas na onda do metal - Metallica, Slipknot, Mastodon e Lamb of God, são os nomes já confirmados. Os Klaxons, formados em 2005, iniciaram a sua carreira artística com o álbum “Myths of The Near Future”. A banda encontra-se a preparar o novo álbum, com lançamento previsto para este ano, espera-se ouvir parte do novo material. Os TV on The Radio juntaram-se em 2001, e apostam no indie rock como sonoridade. Estes Nova Iorquinos editaram o último álbum em 2008, “Dear Science” promete aquecer o palco Super Bock. Klaxons e TV on The Radio vêm reforçar o cartaz do palco Super Bock para o primeiro dia do Festival Optimus Alive!09. A escolha certa entre os dois palcos vai ser difícil, contudo o teu gosto pessoal vai ser determinante para escolheres o que mais te interessa, pois boa música não vai faltar com certeza.