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Passatempo Sharon Jones and The Dap Kings
Jun 28th

O Festivais de Verão em associação com a Casa da Música tem 4 convites duplos para te oferecer para Sharon Jones and the Dap-Kings . A actuação está agendada para dia 3 de Julho pelas 22 horas na Sala Suggia da Casa da Música.
Nos últimos anos, o revivalismo soul e funk tem crescido e atraído entusiastas por todo o mundo. Sharon Jones & The Dap-Kings estão no centro deste movimento, tendo editado já quatro álbuns com sucesso em que procuram recuperar o espírito da música negra de finais dos anos 60 até meados dos 70.
Uma noite a não perder na Casa da Música no já habitual Verão na Casa.
Clica Aqui para conhecer toda a programação da edição deste ano do Verão na Casa.
Reportagem SBSR 2010 – 16 de Julho
Jul 17th
A 16ª edição do festival Super Bock Super Rock iniciou-se ontem, dia 16 de Julho, para mais uma ronda de rock veranil e festivaleiro. Este ano o local do evento musical escolhido foi a Herdade do Cabeço da Flauta, perto do Meco, possibilitando, assim, aos festivaleiros, a opção de frequentarem a praia, bem próxima e a uma viagem de autocarro de distância. Neste primeiro dia, actuaram alguns dos nomes mais esperados, como Pet Shop Boys, Grizzly Bear, Beach House e Keane, apesar de ser impossível vê-los todos por inteiro, actuando sobrepostos em palcos separados.
Os Godmen, uma das bandas a ganhar o concurso Super Bock Super Rock Reload, abriram o palco secundário. O trio portuense, com uma sonoridade de desde o progressivo ao new wave, bem tentou captar a atenção do seu público, mas foi Jamie Lidell quem atraiu a maior parte das pessoas ao palco principal. O cantor britânico, de 36 anos, subiu ao palco acompanhado de 5 membros da banda, com a descontracção que deixa transparecer na sua música de forma tão exímia. Com influências de soul e funk, a cadência musical de Lidell desliza de forma suave, sendo enfatizada pela sua excelente voz e fazendo lembrar até Otis Redding. Jamie Lidell entretém os poucos mas crescentes espectadores com ‘Another Day’ e ‘Compass’, do título homónimo, que conta com a ajuda na produção de um dos membros de Grizzly Bear, que também actuam neste dia.
Já St. Vincent, de nome Annie Clark, segue-se no palco secundário. A cantora e intérprete americana já colaborou com vários artistas como The Polyphonic Spree e Sufjan Stevens e conta também com algum apoio do público português, um pouco por estar associada à vaga Pitchfork de Beach House, Grizzly Bear e Bon Iver, entre outros, logo, não é de estranhar a resposta entusiasta, principalmente dos que se encontram nas filas dianteiras. De Actor, o seu mais recente esforço, Clark tocou ‘Actor Out of Work’, ‘The Strangers’ e ‘Marrow’, debruçando-se na sua guitarra para completar o esforço do seu guitarrista principal. Sempre encantadora, mas pouco comunicativa, Annie despediu-se. O concerto soube a pouco.
De novo no palco principal, Mayer Hawthorne apresenta o seu primeiro álbum A Strange Arrangement, muito na onda do artista que o precedeu, apesar de um pouco mais funky. Destaque para a cover de ‘Mr. Blue Sky’ dos Electric Light Orchestra, completamente transformada com a estética musical do artista. Tanto Lidell como Hawthorne mostram a força da nova liga do soul e são promissores.
Fãs de Portugal convictos, os Beach House voltam uma nova vez para aquecer os festivaleiros com melodias doces, numa noite que já começava a arrefecer. Por volta das 20:40, Victoria Legrand e Alex Scally, acompanhados por um baterista, entraram sorridentes no palco secundário e desde cedo demonstraram o seu entusiasmo por estarem de volta. Contrariamente ao concerto no festival Super Bock em Stock, de Dezembro do ano passado, os Beach House mostraram ser melhores no ambiente aberto de um festival, talvez por disporem de melhor disposição e por terem o contributo do baterista, que aliava mais ‘corpo’ ao indie pop suave dos artistas. ‘Walk in the Park’, ‘Norway’ e ‘Used To Be’ foram alguns dos êxitos tocados mais esperados, num set que parecia destinado a agradar aos que o viam.
“Are you ready?”, grita Dan Whitford - segue-se a vez do synth pop electrónico dançável dos Cut Copy no palco principal. Munidos de uma iluminação multicolor, a banda australiana foi, talvez, a melhor surpresa da noite. Apresentando muitos dos temas de In Ghost Colours, mostraram-se energéticos e entusiastas o suficiente para contagiar os inúmeros espectadores que dançavam e saltavam ao som das melodias etéreas de ‘Hearts on Fire’ e ‘Feel the Love’. Apenas se pode apontar que o dinamismo e a profundidade dos temas em estúdio se perde um pouco ao vivo, apresentando um lado mais dançável, algo com que o público português não se parecia importar.
Com mais uma mudança de palco, apesar de tocarem em horas sobrepostas, somos mais uma vez levados ao palco EDP, desta vez para apreciar o concerto dos The Temper Trap. Já actuaram na edição de Paredes de Coura do ano passado e, desde aí, a adesão à música dos artistas parece ter aumentado: o carismático Dougy Mandagi suscitou as maiores manifestações de apreço e de carinho. ‘Love Lost’ e ‘Sweet Disposition’ foram alguns dos maiores destaques do set da banda australiana, que apenas conta com o álbum Conditions, do ano passado.
Os britânicos Keane também não se podem queixar da aderência dos festivaleiros, que preenchiam, por esta altura, quase a totalidade do palco principal. Vedetas do soft rock, ligado a Snow Patrol e Coldplay, tocaram hit após hit, como deles era esperado: ‘Bend and Break’, ‘Everybody’s Changing’, ‘This is the Last Time’, ‘Somewhere Only We Know’, entre outros, foram tocados com agressividade branda e especial entusiasmo do teclista, que mal se continha na sua cadeira. Tom Chaplin e a sua trupe proporcionaram um bom e energético concerto que agradou e deixou ser agradado.
No entanto, Edward Droste, um dos membros dos Grizzly Bear, espalhava simpatia e graça natural nos seus afectuosos comentários entre as músicas, dedicados ao público português que não o deixou ficar mal nos Coliseus de Lisboa e Porto, enchendo o local de espectáculos até às costuras, no passado mês de Maio. Veckatimest foi o álbum mais contemplado do set do conjunto americano, mas o resto da bagagem não foi esquecida: até ‘Slow Life’ que emprestaram ao filme Twilight, foi interpretada em palco conjuntamente com a charmosa Victoria (Beach House), que também concedeu a sua voz inesquecível ao single ‘Two Weeks’. Em qualidade, nada carece, na recepção, também não – os Grizzly Bear foram os justos cabeças de cartaz do palco secundário, confirmadas as expectativas num concerto calmo, rico e excelente.
Após a longa espera, os fãs dos Pet Shop Boys foram presenteados com um autêntico best of do historial de singles do duo britânico. O excêntrico Neil Tennant, dotado de uma voz extremamente característica, aparece, pela primeira vez, sob um fundo animado com um cubo de cartão na cabeça e acompanhado por diversas dançarinas, que com passos de dança robóticos, lembravam muito a estética kraut-rock dos anos 80. Já Chris Lowe, a outra metade, dedicava-se aos teclados de semblante calmo, intervindo para ajudar aos coros. Lendários, mas, por vezes, rígida e excessivamente estéticos, os artistas contagiaram uma extensa plateia de fãs com o electrónico dos temas como ‘Heart’, ‘It’s a Sin’ e ‘Go West’, num passeio nostálgico pelo historial da banda, que até a confettis teve direito! Porém, apesar de tecnicamente ainda competentes, o set dos Pet Shop Boys pareceu algo forçado e repetitivo, o que lhe retirou alguma qualidade à que estávamos à espera. Após o encore, os Pet Shop Boys despedem-se e fecham este primeiro dia de festival.
Foto: Ana Limas
Passatempo Verão na Casa
Jul 1st
O Festivais de Verão em parceria com a Casa da Música tem para oferecer 5 entradas duplas para os concertos do dia 07 de Julho com Cyro Baptista e El Gran Silencio. A edição deste ano do Verão na Casa decorre de 24 de Junho a 23 de Julho e estes concertos decorrem na Praça pelas 21 horas.
Há uma inegável aura de diversão e humor sempre que Cyro Baptista sobe ao palco. Isto é particularmente verdade com o projecto Beat The Donkey, um ensemble indomável e de tórridos ritmos world que reúne no mesmo palco percussão, sapateado, artes marciais, samba, jazz, rock e funk. Para isso, o grupo mistura instrumentos de todo o mundo com instrumentos de percussão inventados pelo próprio Cyro Baptista.
Do México vem El Gran Silencio, um colectivo que introduz as referências de géneros tradicionais como a cumbia, vallenato e banda numa linguagem que circula pelo rock e rap crossover com influências dub.
O preço do bilhete diário é de 10 euros .
Optimus Clubbing Janeiro
Jan 24th
O Optimus Clubbing entrou em 2010 com o pé direito, estando perante uma lotação esgotada. Com um cartaz com nomes fortes centrados na electrónica mais nostálgica e no hip hop mais modernista, o mote para uma noite de festa estava mais que lançado.
Foi por volta das 23h30 que os americanos Gary War iniciaram o seu concerto no espaço CyberMusica. Munidos de uma sonoridade a roçar uma mistura entre A Place To Bury Strangers e Animal Collective, o trio deu um bom espectáculo e abriu certamente o apetite dos presentes na pequena sala, quer para uma descoberta do seu trabalho, quer para um mergulho no resto da noite. 
Já com o público viajado para a Sala 2, espaço principal do Clubbing, os austríacos Makossa & Megablast entraram em acção. O duo explorou uma mescla sonora que passou pelo hip hop, dub e funk, sendo tudo acompanhado por uma vocalista algo deslocada do que normalmente se espera neste evento.
Com o relógio já encostado na 01h30 da madrugada, o norueguês Lindström subiu ao palco e provou o porquê da sua aclamação geral. Com "Where You Go I Go Too" e "Real Life is No Cool" (colaboração com Christabelle) debaixo do cinto, o gigante do Balearic e do Space Disco fez uma viagem de uma hora e meia por sonoridades muito vidradas nos 80’s, fazendo lembrar nomes como Giorgio Moroder ou Manuel Göttsching. Terminou o concerto com “Baby Can’t Stop”, um tema do já referido Real Life is No Cool, que fez em tudo lembrar a era Off The Wall do Michael Jackson, ou seja, um final em grande, muito dançado e suado.
O fecho do Clubbing ficou a cargo de Spank Rock e Teenwolf. Com YoYoYoYo já no horizonte longínquo, o colectivo americano apresentou uma mistura entre DJ set e concerto. No entanto, esse cocktail provou ser explosivo. Passando por temas do já referido álbum de 2006 e por uma panóplia de temas de outros artistas, Naeem Juwan foi um agitador exímio, culminando a noite com várias invasões de palco e uma interacção fabulosa com o público. Eram já 3h45 da manhã quando o grupo se despediu com Sweet Talk, deixando toda a massa humana rendida e exilerada.
