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Snow Patrol no Optimus Alive 2012
Dec 22nd
Os ingleses Snow Patrol, que pisaram o palco do Rock in Rio no ano que passou, estão agora confirmados para a próxima edição do Optimus Alive!12, no dia 13 de Julho. Na bagagem, trazem Fallen Empires, lançado em Novembro, e os toques de pop britânico a que a banda nascida no início dos anos 90 tem habituado os seus fãs.
O Festival Optimus Alive 2012 realiza-se nos dias 13, 14 e 15 de Julho de 2011 em Oeiras, no Passeio Marítimo de Algés. O pack Fã está à venda nas lojas Fnac por 50 Euros (Bilhete 1 dia) ou 99 Euros (Passe 3 dias)
Cartaz Optimus Alive 2012
Reportagem Smashing Pumpkins em Lisboa
Dec 11th
Apesar do frio ser muito, os fãs de Billy Corgan não foram minimamente dissuadidos a voltar para casa, já que a noite prometia o regresso de uma das bandas mais aclamadas dos anos 90.
Onze anos após o último concerto dos Smashing Pumpkins em nome próprio pelos nossos lados, sendo hoje a primeira de duas actuações no Campo Pequeno, em Lisboa para o encerramento da tournée, Corgan, o único elemento fundador da banda optou por arriscar e apresentou o novo álbum Oceania, desconhecido pela parte do público que tem lançamento previsto para o início do próximo ano.
Responsáveis pela primeira parte ficaram os Ringo Deathstarr, habituados a partilhar o palco com bandas como Johnny Foreigner e Built To Spill e acompanhantes de tournée de Smashing Pumpkins. Influenciados por bandas como My Bloody Valentine, The Cure e Fugazi, os Ringo Deathstarr apresentaram na noite de hoje o EP homónimo e o seu primeiro álbum Colour Trip.
Ao som de guitarras distorcidas, chegando ao ponto de causar uma leve comichão no ouvido, tocaram músicas rápidas que tomavam gradualmente uma intensidade exuberante, intensificadas pelo jogos de luzes electrocutantes que nos cegavam gradualmente. Recuperada a visão era nítido a enchente que preenchia o que restava do espaço vazio da sala e que esperava ansiosamente para o típico back to the 90’s com que o VH1 nos aborrece de vez em quando.
Pouco passava das 21h quando a sala explodiu ao ouvir "Quasar" e "Panopticon", com as guitarras frenéticas e impacientes de Corgan e Jeff Schroeder no que seria o primeiro levantar a cortina do Oceania. Apesar de ser possívelmente a primeira vez que grande parte dos presentes na esgotada Praça de Touros escutava os temas, não foi por tal que Corgan e os restantes elementos da banda deixaram de ser aplaudidos. De volta ao passado ouvimos "Starla" seguida de "Geek U.S.A", onde somos arrastados por solos prolongados e distorções de guitarras completamente notáveis que enchem a sala de ovoções, "Gish", "Siva", "Siamese Dream" foram mais uma passagem pelos primeiros álbuns que decerto conseguiram agradar às primeiras gerações de fãs da banda.
De volta às novidades demasiado prolongas que Oceania teve para nos oferecer, o público demonstrou-se impaciente, para não dizer desapontado, para o que esperava em parte ser uma jornada pelos êxitos dos anos de ouro do grupo norte americano. O facto de Corgan não ter dirigido uma única palavra aos presentes durante quase duas horas acabou por gerar uma ligeira apatia no público que apesar de aplaudir esperava um alinhamento com maior coerência, comunicação e acima de tudo espontaneadade. Claro que ninguém tenciona pagar um bilhete para ter conversas banais sobre a metereologia e afins com Corgan, no entanto seria preferível que este estimulasse o público e que fomentasse a necessidade deste se encontrar presente.
Entretanto e já mais para o final do concerto foi com os primeiros acordes de "Tonight, Tonight" que o público acordou para ouvir e cantar o single de 1995 capaz de agradar a pais e filhos e às mais diferentes faixas etárias que passado mais de uma década continuam com as letras na ponta da língua. É também ao fim de duas horas de concerto que Billy Corgan decide trocar umas palavras com os presentes.
De volta ao palco para o que seriam as últimas três músicas, a banda decide presentear o público com uma canção que diz não tocar frequentemente, neste caso referindo-se a "Today" que indubitavelmente acordou quem ainda não se encontrava desperto e que foi recebida com grande entusiasmo. Seguiram-se dois grandes êxitos, nomeadamente "Zero" e "Bullet With Butterfly Wings" fortemente aplaudidas e cantadas por todos os que preenchiam a sala.
Um concerto que desmonstrou diversas passagens e facetas de Corgan, que terminou de uma forma distinta e que será para repetir amanhã por uns e para os que não conseguiram bilhete para esta primeira noite.
Reportagem The Get Up Kids em Lisboa
Oct 22nd
O concerto dos The Get Up Kids foi o primeiro – pelo sim, pelo não – grande concerto a acontecer depois do anúncio do aumento do IVA no sector da Cultura. Pelos vistos, os portugueses começam já a fazer os seus próprios cortes e poupanças para o próximo ano, e deixaram a República da Música quase a um quarto da lotação para receber os americanos. Há escolhas e escolhas.
Para a primeira parte, os Moe’s Implosion mostraram que a música da margem sul vai além de Setúbal, vai pelo menos até ao Montijo. Apesar do público tímido, o quinteto não se deixou amansar. De forma bastante energética e com uma cumplicidade bastante particular daquele – claro – grupo de amigos, apresentaram “Light Pollution” o primeiro de longa duração que sucede o EP “Morning Wood”, ainda a estrear, mostrando-se bastante entusiasmados e divertidos em palco. Não podia faltar a única música até agora conhecida, Tip of the Tongue, e Doctor, dedicada com a maior sinceridade às pequenas organizadoras e pessoas que se esforçam por trazer música em que os grandes não pegam – por maior que essa música seja, como foi o caso dos The Get Up Kids.
À entrada, Matthew Pryor pediu desculpas pelo atraso de 16 anos em pisarem terras lusas, como se a culpa fosse deles.
Apesar dos anos de casa, os The Get Up Kids não têm uma discografia exorbitante, pelo que lhes foi bastante simples mostrar um pouco de tudo, não se focando unicamente à mostra do mais recente “There Are Rules”.
Começou-se um concertos que se sabia de antemão que seria nostálgico para muitos, reconfortante para outros, com Holiday e I’m a Loner Dottie, a Rebel de “Something to Write Home About”. Regent’s Court dá a conhecer os americanos de agora, e surpreendentemente ou não, parece que os fãs deixam o sing-along para o som mais antigo, não se mostrando totalmente a par das últimas novidades. A situação altera-se em No Love, do primeiro “Four Minute Mile”. Continuamos tímidos no entanto, muito levados pelo vazio da sala, pelo cansaço de uma quinta-feira à noite, ou demasiado focados nos anos 90 da banda e contentes por finalmente terem chegado até nós.
Por entre Red Letter Day e Woodson, o single Shatter Your Lungs, usado até à exaustão pelas rádios, volta a trazer uma acalmia. O crowdsurf foi deixado mais para o final, pela altura de um encore pouco esperado. Estávamos absolutamente rendidos à simpatia dos The Get Up Kids, que agradeciam constantemente. Shorty, Pararelevant e Holy Roman fizeram parte da lista das escolhidas, antes de Jim Suptic, o Mr. Kansas como Pryor o cognomeou, dar início à acústica Campfire Kansas, levando os irmãos Pope (Rob no baixo, e Ryan na bateria) a trocarem os seus instrumentos, um pela bateria e outro, a par de Pryor, pela pandeireta. James Dewees, teclista, ficou-se pelo seu canto.
Um momento bonito, ajudado pelo público quase emocionado. Para o final, Rememorable, Oh Amy e Walking on a Wire fizeram as despedidas, os votos de um regresso em menos de 16 anos, e as palmas para um encore não planeado.
De volta ao palco, os cinco reservaram-nos I’ll Catch You, Coming Clean e Ten Minutes dos dois primeiros álbuns. Mas a noite não ficava por aqui.
Prometida que estava a dança, voltam ao palco para um segundo encore, mais inesperado a outro nível. Quando Rob começa a dedilhar o baixo, em toda a sala se esboçaram sorrisos, com os acordes de Boys & Girls, dos Blur. Um fim de noite bastante animado, assim como tinha começado, com um público certeiro a acompanhar a voz de Suptic.
Agrada ver gente com vontade. Como disse João Sancho dos Moe’s Implosion, este concerto foi um risco que nem todos estão dispostos a correr.
Apesar da sala meia, os The Get Up Kids pareceram satisfeitos com o pequeno público que os acompanha, puxaram pessoas para o palco e nunca deixaram cair o seu concerto.
Esperamos que não falte outra década.
Reportagem Isto Não é uma Festa Indie – (Abe Vigoda e Evols)
May 5th
A oferta para a noite de 4 de Maio certamente terá deixado alguns indecisos: havia para ver e ouvir, no Queimódromo, uma festa indie (com os nova-iorquinos MGMT e os portuenses X-Wife) e, no Plano B, em plena Baixa da cidade do Porto, uma festa não-indie (com os californianos Abe Vigoda e os vilacondenses Evols).
É certo que (já se sabia) a maioria se decidiu pelos senhores da costa este (os MGMT), mas também é certo que os que se decidiram pelos da costa oeste (os Abe Vigoda) não ficaram mal servidos.
Para aqueles que escolheram o Queimódromo como plano A, nós contamos como foi no Plano B:
Esta edição do evento Isto não é uma festa indie, da Lovers & Lollypops, teve início com o trio de guitarras de Vila do Conde que dá pelo nome de Evols. Infelizmente, chegámos atrasados, mas consta que Carlos Lobo, França Gomes e Nuno Santos se deslocaram até ao Plano B para apresentar o longa-duração homónimo, tendo tocado Winter, Nova, Galaxie, Sea of Stars, I'm Too Young, Here Come the Waves e Walk to the Fire.
Depois, foi a vez de Abe Vigoda. Não do Abe Vigoda d'O Padrinho, mas dos Abe Vigoda da Califórnia (oriundos de Chino e a viver actualmente em Los Angeles) subirem ao palco e estrearem-se em palcos nacionais para mostrar a renovada sonoridade do seu quarto e mais recente trabalho de estúdio: "Crush", editado no ano passado pela Post Present Medium (E.U.A.) e pela Bella Union (Reino Unido). Com influências dos anos 80 e uma presença bastante mais óbvia dos sintetizadores (em relação a trabalhos anteriores), "Crush" foi considerado um dos 50 melhores álbuns de 2010, pela conceituada Pitchfork.
Michael Vidal, Juan Velazquez, David Reichardt e Dane Chadwick são os Abe Vigoda, uma das muitas bandas que frequentam o mítico The Smell, em Los Angeles, espaço de onde saíram nomes conhecidos do público portuense, como HEALTH (que tocaram na Casa da Música) ou No Age (que actuaram também no Plano B).
A setlist contou em grande parte com temas de "Crush" (2010), como: Dream of My Love (Chasing After You), Throwing Shade, November, Repeating Angel, To Tears, Pure Violence, Beverly Slope, We Have to Mask e Sequins; mas sem, no entanto, se esquecerem do anterior e muito diferente trabalho "Skeleton" (2008), tendo deste tocado dois temas: Bear Face e Skeleton.
Reportagem Cut Copy – Lisboa
Mar 24th
Dia 23 de Março, Lisboa, Coliseu – o regresso de uma das bandas mais acarinhadas pelo público português. Depois do concerto do Super Bock Super Rock, não se esperava menos que um espectáculo com “E” grande. Se havia melhor opção para dar as boas vindas à Primavera que um concerto de Cut Copy, por favor elucidem-me.
Eram 22h e as luzes apagaram-se. Não houve banda de abertura, foi-se directo ao assunto. Pouco mais de metade do Coliseu ficou por encher. Melhor!, mais espaço para dançar. A banda entrou em palco e a saudação do público encheu todos os cantinhos da sala. Acabados de lançar o seu mais recente trabalho, “Zonoscope”, há algum tempo que os australianos conquistaram o público português.
O concerto foi considerado pela banda como o primeiro «a sério» em Lisboa, dado que anteriormente só tinham tocado em festivais e na discoteca Lux. Pode dizer-se que as expectativas eram altas para ambas as partes. Nenhuma ficou desiludida, num concerto cujo melhor adjectivo para o descrever só pode ser “contagiante”.
A abrir, “Visions”, imediatamente seguida por “Nobody Lost, Nobody Found”. Problemas técnicos no som à parte, os fãs faziam-se notar – entoavam letras, agitavam os braços no ar. Um “obrigado” em pronúncia quase perfeita demonstrou o apreço do vocalista, Dan Whitford, que dançava e puxava pela audiência de forma irresistível.
Empatia entre os membros é algo que não falta na banda. Contaminante, na verdade. O que se passa em palco salta sobre as grades para o público de forma tão natural que não se avistava uma única pessoa quieta. Foi em temas como “Where I’m Going” ou “Corner of the Sky” que se notou que, apesar de fresco, “Zonoscope” já fez com que muitos se rendessem ao seu conteúdo.
A variedade de sons e as influências post-punk, new wave e synthpop dos anos 80 resultam em temas apelativos e alegres. As luzes são parte de um espectáculo onde os sentidos se fundem e instigam uma experiência cuja principal premissa é a harmonia entre os ingredientes usados.
Uma das mais esperadas, “Lights & Music”, foi recebida com entusiasmo desmedido, mal se ouviam ainda os primeiros acordes. «Go crazy!» era o comando do vocalista, repetido várias vezes ao longo do concerto. E o público obedecia. “Take Me Over”, o novo single, foi entoado sem falhas pelos fãs. A dança continuava, sem fim à vista.
“Saturdays” preparou o público para o que seria o momento da noite – “Hearts on Fire”. Amigos às cavalitas uns dos outros, corpos que dançavam ao som de timbres que deliciosamente invadiam o recinto e os ouvidos. Antes de “Sun God”, Tim Hoey fez questão de dedicar a música a um rapazito cuja «cool mom» (nas palavras do guitarrista) o tinha levado ao concerto. Boa disposição para dar e vender, sorriso nos lábios de cada membro, a felicidade de estarem naquele palco a tocar, não havia nada mais evidente.
Não foi de admirar, por isso, que, após 10 minutos de um fantástico instrumental a terminar o tema, muitos assobiassem quando a banda começou a sair do palco. Já? O encore chegava e o barulho que se fez durante menos de 5 minutos foi quase ensurdecedor.
A banda voltou e imediatamente Tim pegou no microfone e desfez-se em elogios àquela que chamou a sua cidade preferida no mundo. Lisboa foi o «final perfeito para o fim da tour. Obrigada por terem vindo, foram provavelmente o melhor público de toda a tour». Outra medalha, o público português gosta de as conquistar, concerto após concerto.
“Need You Now”, mais que sabida por todos os presentes, assistiu a um mar de mãos no ar enquanto se ouvia o refrão cantado a plenos pulmões pela plateia. Para o fim ficou “Out There on the Ice”, claramente outra das favoritas dos fãs.
O final foi abrupto, com a música a parar de repente e um mar de luz branca inundar o recinto.
Em grande. Não podia ser de outra forma.
Iggy and The Stooges no Optimus Alive 2011
Jan 20th

Iggy and The Stooges no Optimus Alive 2011 são a mais recente confirmação para o Festival Optimus Alive 2011, juntando-se aos já confirmados Foo Fighters, Xutos & Pontapés, Coldplay e The Chemical Brothers.
Iggy Pop e os The Stooges irão assim actuar no dia 7 de Julho, dia que já conta com a confirmação de Foo Fighters e Xutos & Pontapés.
Com os dois primeiros discos, os The Stooges tornaram-se influência para várias bandas underground, como Sonic Youth, Mudhoney e Ramones. Os seus álbuns fizeram sucesso alguns anos após o lançamento, principalmente no final dos anos 70 e contaram ainda com relançamentos remixados nas décadas seguintes.
Em 2003, aconteceu a grande surpresa: Iggy Pop anunciou uma reunião dos integrantes do The Stooges. Mike Watt entrou para o lugar de Dave Alexander, que faleceu ainda na década de 70 devido a complicações causadas pelo alcoolismo. Fizeram alguns espectáculos e gravaram quatro composições do grupo no novo disco de Iggy Pop, "Skull Ring", lançado em novembro de 2003. Em 207, gravaram "The Weirdness".
O Festival Optimus Alive 2011 realiza-se nos dias 6, 7, 8 e 9 de Julho de 2011 em Oeiras, no Passeio Marítimo de Algés. O preço dos bilhetes é de 50 Euros, 99 Euros e 129 Euros, Bilhete Diário, Passe para os 3 e 4 dias, respectivamente.
Reportagem Editors @ Campo Pequeno
Dec 11th
De indie-rock marcado e com três álbuns editados, os canadianos Wintersleep estreiam-se em Portugal dando a conhecer um pouco do seu trabalho em apenas 6 temas de alinhamento. A sua prestação ao vivo pareceu ficar um pouco aquém, não fazendo justiça à qualidade em estúdio. "Archaeologist" e "Weighty Ghost" saíram de Welcome to the Night Sky de 2007, mas foi o final instrumental do seu concerto, em "Nerves Normal, Breath Normal" que pareceu entusiasmar os curiosos.
The Maccabees e o seu indie britânico bastante fluído fugiram do registo das já conhecidas "First Love" e "Toothpaste Kisses" , apresentando um rock mais maduro mas ainda ligado às suas características mais folk-alternativas de "Love You Better". Animados e soltos, conseguiram a atenção do público com "Wall of Arms" e "No Kind Words", agradecendo a simpatia e recepção do público português. A plateia pareceu contente por os receber, ainda que ansiosos pelo resto.
Com a euforia da assistência chega Tom Smith e os movimentos dançados já seus característicos. De Birmingham, os Editors conseguiram uma mistura inteligente entre êxitos já conhecidos e a apresentação de In this Light and on this Evening, o seu mais recente álbum. Mais uma vez, a fórmula indie-rock e ressurgimento do post-punk célebre dos anos 80 conseguiu chamar um público mais maturo, nostálgico e com vontade de reviver a sua adolescência.
Luzes, palmas e a prestação, já esperada, dos britânicos foram o suficiente para fazer deste concerto outro sucesso da banda. "An End Has a Start", "Escape the Nest" e "Munich" conseguiram a aclamação já antes vista, mas foi já na penúltima música do encore que "Papillon" levou a plateia ao rubro.
Alinhamento:
- In This Light And On This Evening
- An End Has a Start
- Blood
- You Don't Know Love
- Bones
- The Boxer
- The Big Exit
- Escape the Nest
- Eat Raw Meat = Blood Drool
- Lights
- The Racing Rats
- Like Treasure
- Camera
- Bullets
- You Are Fading
- Smokers Outside the Hospital Doors
- Bricks and Mortar
- Walk the Fleet Road
- Munich
- Papillon
- Fingers in Factories
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Apesar da ligeira mudança deste novo álbum não ser necessariamente melhor que os anteriores pareceu resultar bem ao vivo.
Micachu & The Shapes + Aquaparque @ Plano B
Nov 22nd
Na passada sexta feira, o Plano B serviu de palco para uma noite encabeçada por uma das grandes promessas britânicas do momento, Mica Levi e os seus The Shapes.
As honras de abertura couberam, no entanto, aos Aquaparque, banda portuguesa constítuida por Pedro Magina e André Abel.
Com apenas uma mesa de mistura e alguns teclados, este duo fez renascer a pop portuguesa dos anos 80, uma espécie de modernização de grandes nomes como António Variações, Carlos Paião e Heróis do Mar, aliando essa vertente pop a laivos de experimentalismo. Apesar de o público não ter aderido em massa ao concerto, este serviu a sua função, aquecendo os presentes para o que viria a seguir.
Foi por volta da uma da manhã que a jovem Mica Levi subiu ao palco, acompanhada pela sua modesta banda. Com uma presença extremamente peculiar, a britânica lançou-se a cerca de 45 minutos de musica desengonçada e presa por fios ténues, mas num bom sentido, contagiando todos com pequenas injecções de pop irrequietas e sempre a brincarem com as noções de ritmo do público.
Apesar de possuir treinamento clássico, a jovem de 22 anos não se deixa prender a ideias pré-concebidas, pelo contrário, procura abrir novos horizontes e criar melodias originais, sem no entanto deixarem de ser viciantes como qualquer canção pop. Passando por temas como "Lips", "Golden Phones" ou "Calculator", deu-se por terminada a apresentação de Jewellery, album de estreia deste trio, com uma pequena saída de palco na ultima musica e uma enchurrada de palmas e ovações por parte de uma audiência rendida por completo a excentricidade e beleza da musica que lhes havia sido oferecida.
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Os Micachu & The Shapes deixaram uma impressão tremenda, fazendo crer que, mais tarde ou mais cedo, a sua musica irá passar a um nível de reconhecimento superior e completamente merecido. Um dos concertos do ano, sem grandes dúvidas.
Reportagem Backstreet Boys @ Pav Atlântico
Oct 31st
Eram 21h30 quando os noruegueses Madcon pisaram o palco, ao som das primeiras batidas do seu DJ.
Bem recebidos por um público desejoso de ver a banda principal, rapidamente puseram o pavilhão a dançar e a abanar os braços ao som dos seus temas.
"Beggin'" e "Liar" foram os temas mais aclamados pelo público, num repertório cheio de boa energia.
Estava assim preparado o ambiente, mesmo com um público cheio de velhos e fiéis fãs que dispensava preparações. A nostalgia estavar no ar e as memórias dos anos 90 encheram a sala.
Ainda não eram 22h quando as luzes se apagaram, o público se levantou e todas as atenções se focaram no palco imponente com escadas e um compartimento em jeito de "jaula" onde se encontrava o DJ. Um pequeno "clip" apresentou a banda - que dispensa qualquer tipo de apresentação, seja em que país for - e os agora 4 "rapazes-homens" atravessaram o ecrã ao cimo das escadas e levaram o público a manifestar a sua euforia.
Uma vez mais, ali estavam eles, os Backstreet Boys, tal como todos se lembravam: o rebelde AJ, o divertido Brian, o doce latino Howie D. e o irresistível Nick.
O tema escolhido para a abertura foi o adequado "Everybody (Backstreet's Back)" que passou para o primeiro dos singles, "We've Got It Goin' On". A multidão não desiludiu e entoou cada verso irrepreensivelmente.
"PDA (Public Display of Affection)" foi o tema que se seguiu, do último albúm recentemente lançado, "This is Us", cujo som permanece deliciosamente típico desta boysband.
Embora fosse nos clássicos que o público se manifestava mais avidamente, os temas do novo albúm foram bem-recebidos e a energia característica dos BSB permanecia nestas novas músicas, para deleite de todos.
"This is Us", "She's a Dream", "Bigger", "Undone" e "Bye Bye Love" foram algumas das escolhidas para serem apresentados aos fãs, pelo meio de clássicos entoados em coro, tais como "As Long as You Love Me", "Show Me the Meaning of Being Lonely", "The Call", "The One" e "Larger Than Life", entre outros.
Os momentos altos da noite foram proporcionados pelos temas "All I Have", "The One", "Shape of My Heart", "I Want it That Way" e "Incomplete", durante a qual um cachecol de Portugal foi atirado para o palco, sendo apanhado por Howie D., que o levantou no ar e provocou nova onda de extâse entre a multidão.
Com pequenos e cómicos filmes entre músicas para distrair o público enquanto a banda trocava de outfit, os rapazes mostraram continuar em forma, revelando maior sincronização que as próprias bailarinas e estiveram à altura das expectativas de um público que cresceu ao som dos seus cd's.
Depois de um pequeno encore, "Straight Through My Heart" foi o tema de despedida, debaixo de uma chuva de fitas coloridas que caiu sobre os fãs que não se importavam de ouvir mais alguns temas.
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A empatia entre os membros, a boa-disposição, a cumplicidade e o companheirismo de tantos anos, as coreografias enérgicas e modernas e o carinho nutrido pelos fãs que relembraram a todos os presentes porque é que os Backstreet Boys foram a nossa boysband preferida nos anos 90.
Reportagem The Mary Onettes @ MusicBox
Oct 11th
No Sábado, dia 10 de Outubro, o Musicbox trouxe-nos The Mary Onettes à capital.
A abertura do concerto ficou ao encargo da banda madrilena Layabouts. Uma banda energética, que contou presença no Festival Paredes de Coura deste Verão, com riffs poderosos que facilmente nos puxam para a pista de dança com o seu garage rock contagiante.
Após a apresentação de músicas como “You Got It”, pertencente ao novo álbum lançado no passado mês de Setembro e intitulado de “...And They Ran Into The Woods”, os Layabouts puxam a audiência, com vontade de dançar, para a frente do palco com o seu mais recente single “Corrupted Scene Behind The Stage” e que por lá continua hipnotizada pelas guitarradas fortes de temas como “Cut My Strings” do álbum homónimo da banda. “Inside Looking Out”. A cover de The Animals prevê o fim do concerto com “Fine For Me”, um tema pujante com guitarradas fortes que nos deixou extasiados pela sua energia.
Oriundos da Suécia, os Mary Onettes criam uma fusão harmoniosa entre o rock dos anos 80 e a cena indie actual. Contam já com um álbum homónimo e 3 EPS; e preparam-se para lançar Islands do qual apresentaram “Puzzles”.
Temas como “Dynamo” e “Void” extasiaram a audiência com o seu bit identificável com um post-punk mais melodioso. Em tom de brincadeira, o vocalista aproveita então para sugerir que o público oferecesse cerveja à banda (pedido esse que depressa foi correspondido).
Philip Ekström - vocalista/guitarrista - anuncia que em “The Disappearence Of My Youth” virará as costas ao público para se juntar à teclista da banda, no órgão.
Partilhando uma balada, “God Knows”, o grupo consegue acalmar a sala, prevendo o ponto alto em “Explosions”, o conhecido tema que antecipou o encore.
Com um público bastante efusivo, os suecos regressaram rapidamente ao palco e acabariam por tocar mais dois temas. “Whatever Saves Me” seguida pela tão ansiada “Lost”, que acabaria por pôr assim fim ao belíssimo concerto.
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