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	<title>Festivais &#187; Deu</title>
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		<title>Reportagem Com Truise no Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 21:07:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Festivais</dc:creator>
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<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Com Truise" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/tn_CT_01.jpg" /></a>Os últimos dois domingos do mês de novembro ficaram marcados por dois concertos matiné muito agradáveis e surpreendentes. A <a  href="http://www.loversandlollypops.net/"><strong>Lovers & Lollypops</strong></a> deu uso aquele que por muitos é visto como um dia enfadonho e aborrecido.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="The Festmen" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/tn_TFestmen_02.jpg" /></a>A música ambiente que se fazia ouvir nos Maus Hábitos quase se confundia com <strong>The Festmen</strong>, que entrou em palco muito discretamente. De repente, começam a a surgir vídeos quase aleatórios desde publicidades, desenhos animados ao programa O Preço Certo – com momentos e situações cómicas que se enquadravam com a sonoridade 8 bit extremamente dançável. Escusado será dizer que a setlist foi indecifrável, mas isso mostrou-se o menos importante, quem lá estava, e por poucos que ainda fossem, gostaram do que ouviram e não faltaram aplausos.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Dreams" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/tn_Dreams_01.jpg" /></a>João Chaves é o sonhador de <strong>Dreams</strong> que através das suas músicas chillwave nos faz lembrar das mais belas memórias do verão, os tempos quentes e os dias repletos de sol. Acompanhado, ao vivo, pela guitarra de Ricardo Barbosa e pelos sintetizadores de Paulo Catumba, João e a sua voz afundada em reverberações já é bastante conhecido e falado pelas redondezas do nosso país.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Com Truise" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/tn_CT_03.jpg" /></a>Com a maior das honras, antecipa o concerto do projecto americano <strong>Com Truise</strong>. Uns sentados e outros de pé, cada vez com mais gente, mas ainda sem se aproximarem muito do palco, ouviram e aplaudiram as músicas que por lá se foram ouvindo "<em>Step 1</em>", "<em>Step 3</em>", "<em>Interlude</em>", "<em>In Dreams</em>" e "<em>Don't Leave Me</em>".</p>
<p><strong>Com Truise</strong> é o nome do projecto musical de Seth Haley, músico electrónico de Oneida, Nova Iorque. <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Com Truise" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/tn_CT_04.jpg" /></a>O nome, que muitas vezes é confundido com o de Tom Cruise, surge de um spoonerism, ou seja, de um erro ou um propósito deliberado, na expressão oral, onde as consoantes ou as vogais de uma palavra são trocadas. Seth Haley, com <strong>Com Truse</strong>, cria o estilo experimental que intitula de "mid-fi synth-onda, funk slow-motion", onde se consegue encontrar alguns fragmentos de Joy Division, New Order e Cocteau Twins.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Com Truise" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/tn_CT_06.jpg" /></a>Mal se começa a ouvir "<em>Sundriped</em>" o público aproxima-se instantaneamente e os seus corpos começam a dançar e a balançar ao som electrónico em slow-motion. Pouco tempo ouve para aplausos, música atrás de música, Seth e a sua ginástica musical feita à base de ajustes e reajustes nas mesas de misturas e processadores de efeitos, era acompanhado por um baterista, ainda que jovem, bastante dedicado e preciso nas batidas electrónicas dominadas por Seth. Algo inovador, diga-se, pois não é todos os dias que se assiste a um concerto electrónico com instrumentos como baterias, que tornam os ritmos mais genuínos trazendo a este estilo musical a ideia de criação sonora in loco.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Publico" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Com%20Truise%20-%20Maus%20Habitos%20-%2027-11-2011/tn_Pub_02.jpg" /></a>Pela tarde ainda se ouviu "<em>Slow Peels</em>", "<em>IWYWAW</em>", "<em>BASF Ace</em>" entre outras. Não importou muito a setlist, o concerto foi tão contagiante que no fim só se queria mais. A <strong>Lovers & Lollypops</strong> comprovou, mais uma vez, que seja a que hora for, os bons músicos não desiludem e fazem a festa seja ou não em dia de descanso.</p>
<div><hr /></div>
<blockquote>
<div>
<p style="text-align: center;">Esperamos assim que 2012 se torne mais certo e traga com ele mais alguns domingos como este.</p>
</div>
</blockquote>
<hr /><hr /><hr />
<div><strong>Texto & Foto</strong>: Ana Limão</div>
<div><hr /><hr /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Reportagem Festival Marés Vivas 2011</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 15:34:38 +0000</pubDate>
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A abrir o Festival Marés Vivas, presentes no palco MocheTMN, "Pitt Broken" e mais os 5 elementos da sua banda aqueceram o público com “Marés Vivas, Will You Be There for a Change?”. No seu estilo pop-rock, a banda apelou à paz e deu as boas-v...]]></description>
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<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Pitt Broken" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/tn_Pitt_Broken_05.jpg" /></a>A abrir o <strong>Festival Marés Vivas</strong>, presentes no palco MocheTMN, "<strong>Pitt Broken</strong>" e mais os 5 elementos da sua banda aqueceram o público com “Marés Vivas, Will You Be There for a Change?”. No seu estilo pop-rock, a banda apelou à paz e deu as boas-vindas aos festivaleiros com a versão “<em>Bad Romance</em>” e “<em>Perfect Mirror</em>”, que o público recebeu calorosamente.</p>
<div>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Anaquim" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/tn_Anaquim_02.jpg" /></a>O concerto seguinte no palco secundário começa com o tema “<em>Lusíadas</em>”, a banda de Coimbra liderada por José Rebola - <strong>Anaquim</strong>, provou mais uma vez a qualidade da música nacional. O público, com meia lotação, dançou e cantou os temas habituais, como “<em>Na minha Rua</em>” e “<em>Tom Sawyer</em>”. Na música “<em>O Meu Coração</em>”, originalmente em Dueto com Ana Bacalhau dos Deolinda, o vocalista interpretou a voz da cantora, provocando uma onda de aplausos e assobios na plateia. Em interacção constante com o público, a banda toca “<em>As Vidas dos Outros</em>” encerrando em beleza o concerto que já contava com mais de uma hora de duração.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Natiruts" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/tn_Natiruts_19.jpg" /></a>Os brasileiros <strong>Natiruts</strong> abriram as honras do palco principal ao anoitecer do primeiro dia do festival. A sua música tranquila e cheia de boas vibrações abraçou os fãs que aguardavam ansiosamente pelos êxitos da banda, desde a abertura do recinto. <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Natiruts" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/tn_Natiruts_01.jpg" /></a>Misturando os temas clássicos com os mais recentes temas do álbum “<em>Raçaman</em>”, as mensagens de agradecimento à organização não ficaram esquecidas. A banda sublinhou ainda que “<em><strong>a cultura é investimento para o desenvolvimento</strong></em>” em tempos de crise. Relembrando a primeira actuação em Portugal, em 2005, a banda presenteou o público com o tema bem conhecido “<em>Presente de um Beija-Flor</em>”, que todos acompanharam cantando e balançando os braços bem no alto. Este concerto, com sabor a Verão, encerrou com o tema “<em>Liberdade para Dentro da Cabeça</em>”, para rejúbilo do público.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Xutos e Pontapés" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/tn_Xutos_e_Pontapes_05.jpg" /></a>Os senhores do Rock & Roll Português, <strong>Xutos & Pontapés</strong>, subiram ao palco do festival Marés Vivas com a mesma força e vitalidade que sempre os caracterizou. Marcado pelo regresso de Zé Pedro, afastado dos palcos por motivos de saúde, o concerto contou com os clássicos “<em>À Minha Maneira</em>”, “<em>Não Sou o Único</em>”, “<em>Homem do Leme</em>”, “<em>Maria</em>”, “<em>Chuva Dissolvente</em>”, “<em>Circo de Feras</em>” e “<em>Contentores</em>”. <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Xutos e Pontapés" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/tn_Xutos_e_Pontapes_08.jpg" /></a>Entre os temas "<em>Superjacto</em>" e "<em>Perfeito vazio</em>", ambos do último disco, <strong>Zé Pedro</strong> aproveita para agradecer o apoio dos fãs, confessando que é no palco que se sente bem. Durante mais de uma hora e meia de concerto, pessoas de todas as idades cantaram com a banda os temas já conhecidos, frutos dos 30 anos de carreira da banda. Para terminar em beleza, o esperado tema <i>“<em>Casinha</em></i>”.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Manu Chao" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/tn_Manu_Chao_04.jpg" /></a>Noite de lua cheia, já passava mais de trinta minutos da uma da manhã, uma multidão aguardava de braços abertos o mais esperado concerto da primeira noite do festival. <strong><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Manu Chao" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/tn_Manu_Chao_12.jpg" /></a>Manu Chao</strong> invade o palco com a sua energia e estilo contagiantes, camisa azul e chapéu esverdeado, num modo hiperactivo e com fome de palco, presenteou os fãs com os grandes hits da sua carreira durante um concerto que se prolongou até cerca das 4h00 da manhã. Temas como <i>“<em>Welcome to Tijuana”</em>, “<em>Por la Carretera”</em>, “<em>Bongo Bong”</em>, “<em>Clandestino</em></i>”, “<i><em>La Vida Tombola</em></i>”<i>, “<em>Tà di Bobeira</em></i>” satisfizeram as expectativas dos festivaleiros que acompanharam o concerto com muita cerveja, moche e drogas ilícitas. <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Manu Chao" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/14%20de%20Julho%20de%202011/tn_Manu_Chao_21.jpg" /></a>Levando o público a saltar e cantar em uníssono, num modo de genuína diversão, foi o tema “<em>Me Gustas Tu</em>” que mais levou ao rubro a assistência. A festa foi constante, introduzindo pelo meio algumas mensagens políticas que assim tanto os caracterizam, Manu Chao vestiu na perfeição o papel de melhor entertainer da primeira grande noite do festival.</p>
<p>Os DJ´s de serviço, <strong>João Dinis</strong> e <strong>Nuno Cordeiro</strong>, animaram a noite dos sobreviventes da noite levada ao limite pelos Mano Chao. No palco secundário, ouviram-se temas de jazz, bossa, samba, reggae, ska, funk, drum&bass e afrobeat pela madrugada dentro.</p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><b>15 de Julho de 2011<br /></b></p>
<p>A dar início a mais uma noite de festival, durante cerca de 45 minutos, a banda de <strong>Mendes e João Só</strong> (bem acompanhado pelo público de Gaia), tocou temas como “<em>Deixa-me ver</em>”, “<em>Sexta-Feira Teresa</em>”, “<em>Jimmy Olsen</em>”, “<em>Todas as noites</em>”, “<em>Documentos de amor</em>” e “<em>Vocês Sabem Lá</em>” (numa versão que surpreendeu pela positiva), terminando com o tema “<em>Sofia</em>”. Realça-se a descontracção da banda durante o concerto, em plena harmonia com o ambiente vivido pela assistência.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Classificados" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/tn_Classificados_18.jpg" /></a>A banda de Serafim Borges, Sérgio Silva, Pedro Ferreira e Bruno Macedo marcaram presença no palco principal do festival Marés Vivas, no dia 15 de Julho, ainda iluminados pela luz do dia. Os <strong>Classificados</strong> começaram o concerto com os temas do seu mais recente álbum, lançado no dia 13 de Junho, “<em>Perdidos e Achados</em>”. Relembraram ainda a sua primeira presença no festival, em 2008, ano em que foram nomeados para o prémio de “Melhor Revelação”. Verificou-se uma crescente ocupação do recinto, até se formar uma pequena multidão motivada pelos temas “<em>Ela, Mudar a Minha Sorte</em>” e “<em>Com Medo de Voar</em>”, este último a encerrar a actuação sob uma chuva de aplausos calorosos.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Expensive Soul" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/tn_Expensive_Soul_09.jpg" /></a>A abrir o palco principal no segundo dia do festival esteve a banda de Leça da Palmeira, <strong>Expensive Soul</strong> que, em 2011, tem dado cartas nos palcos nacionais. A comprovar este sucesso, é de referir os milhares de pessoas, principalmente camadas mais jovens, que aguardavam impacientemente o início do concerto. Sempre a puxar pelo público, a dupla Demo e New Max, com mais 11 elementos em palco “Jaguar Band” apelou ininterruptamente ao público com frases feitas: <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Expensive Soul" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/tn_Expensive_Soul_13.jpg" /></a>“<em>Como é que é Gaia?</em>”, “<em>V<em>ocês</em> são o melhor público de sempre</em>”, “<em>Vamos arrebentar com tudo isto</em>”, “<em>Quero ouvir essas palmas e os braços no ar</em>”, conseguindo assim animar a malta com os temas “<em>O Amor é Mágico</em>”,”<em>Dou-te Nada</em>”, “<em>13 Mulheres</em>, “<em>Tem Calma Contigo</em>" e "<em>Deixei de Ser Bandido</em>". O tema “<em>Eu não Sei</em>” foi o encerramento de um concerto certeiro, no tempo previsto e sem direito a encore.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Skunk_Anansie" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/tn_Skunk_Anansie_05.jpg" /></a>Depois da passagem pelo Coliseu da Invicta na digressão motivada pelo novo disco “Wonderlustre”, <strong>Skunk Anansie</strong> regressam aos palcos portugueses no segundo dia do Festival Marés Vivas. De fato preto justo e brilhante, juntando a um adorno assemelhando-se a umas asas coloridas e cintilantes, Skin abre as honras com o tema <i>“<em>Yes, It’s Fucking Political</em></i>”, tema do seu novo álbum. Outras músicas do novo trabalho discográfico marcaram presença no concerto,<i> </i>tais como <i><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Skunk_Anansie" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/tn_Skunk_Anansie_38.jpg" /></a>“<em>Charlie Big Potato</em></i>”, “<i><em>Because of You”</em> e “<em>God Loves Only You”</em>. </i>A música “<em>Secretly</em>” despertou a reacção esperada, levando o público a cantar em uníssono. Com a sua energia inesgotável, fez a temperatura subir na audiência com três “crowd surfing”, com perguntas “<em>Are You Fucking Alive?</em>” e mensagens políticas sobre os países que lutam pela sua liberdade cantando o tema “<em>I’ve Had Enough</em>”. Para todos os presentes, um concerto a recordar.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Moby" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/tn_Moby_05.jpg" /></a>O início do concerto de <strong>Moby</strong> foi marcado pela entrada da vocalista da banda entoando “<em>In My Heart</em>” (do álbum “18”, remontando a 2002), elevando a expectativa das cerca de 20.000 pessoas que, nessa noite, assistiam ao espectáculo. Logo de seguida Moby invade o palco de guitarra em punho, introduzindo o tema “<em>Go</em>” que, carinhosamente relembra ser a sua primeira obra. Segue-se “<em>Why Does My Heart Feel So Bad?</em>”, tema que o público fez questão de acompanhar numa só voz. <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Moby" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/tn_Moby_10.jpg" /></a>No final de cada música Moby agradece “<em>thank you, thank you, thank you</em>” e em português, “<em>obrigado</em>” sempre mais do que três vezes. É de realçar o papel incansável de Moby em palco que, para além de cantar, deu cartas na guitarra, percussão e teclados. Cruzou temas como<i> “<em>Natural Blues”</em></i> ou<i> “<em>Porcelain”</em></i> com as batidas frenéticas de<em> “Disco Lies”</em><i>, “<em>Lift Me Up”,</em> “<em>Feeling So Real</em></i>” e “<i><em>We Are All Made of Stars</em></i>” (apresentada como a primeira música disco sonbre macânica quântica). <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Moby" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/15%20de%20Julho%20de%202011/tn_Moby_06.jpg" /></a>Este concerto fez a ponte entre as várias fases da carreira de Moby, destacando-se um estilo mais raver que nunca. A pergunta “It’s friday night, one in the morning, who wants a disco party?” não desiludiu quem veio para se divertir. No encore, houve direito a uma versão de "<em>Whole Lotta Love</em>", no início mais bluesy e no final num estilo à Led Zeppelin. O concerto encerra "<em>Feeling So Real</em>", um verdadeiro hino rave.</p>
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<p style="text-align: center;"><b>16 de Julho de 2011<br /></b></p>
<p>Durante os 30 minutos de actuação, a luso-descendente <strong>Mia Rose</strong> presenteou o público com o seu charme natural e interpretou versões de temas de Rui Veloso, Maroon 5 e Cee Lo Green. Agradeceu a presença naquele que considera o “maior festival do Norte do País” e proporcionou um concerto relaxado, bem ao estilo do ambiente Marés Vivas.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Azeitonas" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/tn_Azeitonas_02.jpg" /></a>Os <strong>Azeitonas</strong>, como seu estilo rock cheio e energia, subiram ao palco moche para protagonizarem um concerto que, apesar de semelhante a actuações anteriores, não deixou de satisfazer a pequena multidão que ocupou o recinto do palco secundário do festival Marés Vivas. Com a “casa cheia”, animaram o público com canções como <i>“<em>Quem és tu Miúda</em>”, “</i><i> e “<em>Anda Comigo ver os Aviões</em></i>”.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Aurea" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/tn_Aurea_02.jpg" /></a>Num palco decorado com vários candeeiros e uma carpete vermelha, a portuguesa <strong>Áurea</strong> e mais oito elementos da sua banda entraram no palco, primando pela pontualidade. Às 20h30 já um público vasto esperava a actuação da artista que, como tema de abertura "<em>The Main Things About Me</em>", seguido de "<em>Waiting, Waiting (For Me)</em>", foi trazendo cada vez mais pessoas para o recinto. Nas paragens entre as músicas a cantora, vestindo uma saia travada preta e top tigresa, e os pés descalços, não se esqueceu de agradecer ao público e à organização do festival. <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Aurea" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/tn_Aurea_05.jpg" /></a>Os membros da banda vestiam fato preto, gravata e camisa branca. Uma nota para as coreografias discretas do saxofonista e trompetista, com as mãos, acompanhadas habilidosamente por alguns membros do público. O quarto tema, o primeiro single da banda “<em>Busy (For Me)</em>”, encheu as medidas do público. Logo de seguida a cantora anunciou duas surpresas. A primeira revelou-se uma versão, primeiro sensual e depois em alta rotação da música “<em>Kiss</em>” de Prince. <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Aurea" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/tn_Aurea_25.jpg" /></a>A segunda surpresa foi uma versão de "<em>Don't Ya Say It</em>", de Bryan Adams. O tema "<em>No No No No, (I Don't To Fall In Love With You Baby)</em>" foi amplamente aplaudido e permitiu muita interacção com o público. O final foi feito com a repetição de "<em>Busy (For Me)</em>" , já com o palco completamente molhado.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Tindersticks" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/tn_Tindersticks_05.jpg" /></a>A banda <strong>Tindersticks</strong> subiu ao palco principal protagonizando um concerto intimista, com pouca luz em palco e os ecrãs LED’s desligados. Apesar de se ter verificado que algumas pessoas saíram do recinto em busca de abrigo para a chuva, nem o estado meteorológico demoveu grande parte do público resistente do Marés Vivas. <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Tindersticks" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/tn_Tindersticks_16.jpg" /></a>O concerto foi uma verdadeira viagem pelos anos 90 e, apesar da notória desilusão demonstrada pelo Stuart Staples face ao clima que esperava em Portugal (até trouxe um fato de linho branco condizente com o bom tempo tão desejado), a banda cumpriu a sua missão e, sem grandes palavras para com o público, despediu-se de Portugal ao fim de menos de uma hora de concerto.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="The_Cranberries" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/tn_The_Cranberries_04.jpg" /></a>Para assistir ao concerto da banda irlandesa de rock alternativo, os <strong>The Cranberries</strong>, estiveram presentes mais de 20.000 pessoas, debaixo de uma chuva persistente. Apesar da paragem da banda entre o ano de 2003 e 2009, a voz inconfundível da vocalista Dolores O’Riordan não perdeu qualidade e presenteou os fãs com os temas "<em>Linger</em>", "<em>Ode to My Family</em>","<em>Just My Imagination</em>", "<em>Salvation</em>" (tema interpretado com penas de índio) e "<em>Zombie</em>" cuja letra foi maioritariamente cantada pelo público. No encore, repetiram-se os temas "<em>Promises</em>" e "<em>Dreams</em>" levando o concerto a terminar num ponto alto, para consolo dos fãs.<b> </b></p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Mika" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/tn_Mika_03.jpg" /></a>O artista <strong>Mika</strong>, que passou por Portugal na edição 2010 do festival Sudoeste TMN e, em Outubro passado pelas festas académicas de Coimbra, encerrou o palco principal no último dia do <strong>Festival Marés Vivas</strong> no 16 de Julho. Numa noite marcada pela chuva miudinha até à 3ª música do concerto, <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Mika" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/tn_Mika_18.jpg" /></a>Mika conseguiu motivar cerca de 22 mil pessoas a ficar até ao final do espectáculo que durou cerca de 1h30, debaixo de uma “brisa” cortante. Num palco decorado com falsos quadros antigos, um candelabro de cristal e com a banda vestida a rigor, a banda recebeu no seu “palácio” o calor de um público recheado de fãs incondicionais.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Mika" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/tn_Mika_35.jpg" /></a>A dar entrada, soou o esperado tema “<em>Relax, Take it Easy</em>”, levando ao rubro a assistência. Sem deixar esmorecer os ânimos, seguiu-se a música “<em>Big Girl (You Are Beautiful)</em>” e “<em>Stuck in the Middle</em>”. Na quarta música <strong>Mika</strong> sobre para cima do piano, mostrando mais uma vez que com “pouco” faz muito espectáculo. Aproveita para elogiar a multidão e falar pequenas frases em Português, conquistando ainda mais a simpatia do público. <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Mika" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202011/16%20de%20Julho%20de%202011/tn_Mika_01.jpg" /></a>Dividiu o público em duas partes e propôs uma canção ao despique, para introduzir o próximo tema “<em>Blame It On the Girls</em>”. A noite ficou marcada pelos sucessivos êxitos das tabelas de vendas, tais como “<em>We are Golden</em>”, “<em>Rain</em>” (coincidente com o clima da noite), “<em>Grace Kelly</em>” e “<em>Love Me</em>”, “<em>Lollipop</em>” e uma música entoada em língua francesa. Uma noite a recordar.</p>
</div>
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<div><strong>Texto</strong>: Inês Moura</div>
<div><strong>Foto</strong>: Bruno Nacarato</div>
<div><hr /><hr /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Reportagem The Legendary Tigerman &#8211; Lisboa</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Jan 2011 16:03:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Festivais</dc:creator>
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Lendário, sem dúvida
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<p style="text-align: center;"><strong>Lendário, sem dúvida</strong></p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: left;" alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_The_Legendary_Tigerman_02.jpg" /></a>Deus nos valha <strong>Paulo Furtado</strong>. Deus nos valham os Wraygunn, Deus nos valha <strong>Legendary Tigerman</strong>, Deus nos valham todas aquelas colaborações em que se meteu, todas as bandas-sonoras que já fez (fabuloso, o cine-concerto que deu com Rita Redshoes no MOTELx há dois ou três anos) e tudo o que da sua carreira saiu. Deus nos valha este músico que influenciou toda uma nova geração de música Portuguesa deixando-se influenciar pela geração que lhe precedeu e até pela que viveu. O concerto que se viu no Coliseu foi o reflexo perfeito da impressionante carreira de <strong>Paulo Furtado</strong>: grandioso e inesquecível. Puxou de todos os cordelinhos, foi a toda a sua carreira a solo ou em grupo e pôs em palco todo o seu percurso musical num espectáculo cuidado e pensado, que foi basicamente mais de duas horas de uma sucessão constante de grandes momentos.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: right;" alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_The_Legendary_Tigerman_06.jpg" /></a></p>
<p>Uma lista de excelentes convidados, alguma grandes surpresas e o grande músico com as grandes canções do costume. Num óptimo e longo alinhamento, <strong>Tigerman</strong> percorreu todos os seus álbuns a solo (dando, claro, destaque a <em>Femina</em>), na pose e estilo já conhecidos de um público fiel que esgotou o Coliseu de Lisboa. Sempre informal, sempre espontâneo, sempre a incentivar à festa (pediu ao público para se pôr de pé e ele acedeu, brincando com as queixas no livro de reclamações que tal pedido gerou na noite anterior, no Coliseu do Porto) e com um palco cuidado onde as projecções de vídeo tão adoradas pelo músico foram uma constante, <strong>Paulo Furtado</strong> deu um concerto memorável, naquela que custa a chamar de noite de consagração apenas porque, com tanto talento e uma carreira que não é curta, uma noite que merecesse tal designação já devia ter chegado antes. Quem já antes o tinha visto ao vivo já sabia, afinal de contas, o que esperar no Coliseu: um grande concerto.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: left;" alt="Rita Braga" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_Rita_Braga_06.jpg" /></a></p>
<p>Antes do espectáculo propriamente dito, há que mencionar a primeira parte de <strong>Rita Braga</strong>. Voz cativante ainda que imperfeita, que canta versões de bom gosto de tais clássicos como <em>Under the Moon ou Dream</em> a <em>Little Dream of Me</em>. Competente, sem dúvida e acima de tudo com fortes pontos de contacto com o músico que se seguiria. Percebe-se o porquê da escolha de <strong>Paulo Furtado</strong> e foi sem dúvida uma primeira parte que criou bem o tom para o que viria a seguir.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: right;" alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_The_Legendary_Tigerman_11.jpg" /></a></p>
<p>E depois duma agradável primeira parte, lá entrou <strong>Tigerman</strong> em cena, perante uma chuva de aplausos. Guitarra em riste, ecrã gigante por trás numa cortina que iria subindo e descendo ao longo da noite, onde rapidamente surge <strong>Asia Argento</strong> projectada<i>. </i><em>My Stomach is the Most Violent of all of Italy</em> abre na perfeição as hostes, com a voz de Argento a ecoar em conjunto com a de <em>Tigerman</em> numa bela canção saída de <em>Femina</em>. Ao final da canção, que proporcionou um belo início, sobe a cortina e surge a bateria já tão conhecida dos fiéis e que em todos coloca um sorriso. <strong>Tigerman</strong> é <em>one-man-show</em>, é homem a tocar guitarra e bateria ao mesmo tempo, de óculos escuros e voz sussurrante, com aquele som directo e simultaneamente melódico, é ver em palco um homem como não há igual. O <strong>Homem Tigre</strong> senta-se e surge o primeiro clássico da noite: <em>Walkin’ Downtown</em>.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: left;" alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_The_Legendary_Tigerman_13.jpg" /></a></p>
<p>Grande momento, numa canção que ganha sempre com uma interpretação ao vivo exemplar, que joga tão bem com aquela hesitação no refrão da música. Não tardou muito a chegar <em>Naked Blues</em>, outro clássico, que mais uma vez nos relembrou das belas canções e discos que Furtado já nos dá há uns bons anos. Das grandes canções da sua carreira, faltou apenas <em>Route 66</em>. De resto, estiveram lá todas, interpretadas com a alma de sempre (espectacular, o momento em que dedicou <em>Radio &amp; TV Blues</em> à “merda de rádio e televisão que temos”).</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: right;" alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_The_Legendary_Tigerman_16.jpg" /></a></p>
<p>O concerto foi alternando entre momentos a solo e claro, momentos com os convidados, ao longo de mais de duas horas sempre bem ritmados (impressionante, tendo em conta o número de convidados). A primeira a entrar foi logo <strong>Lisa Kekaula</strong>, que tem talvez a voz mais impressionante de todas as convidadas do disco, sempre com energia e estilo… e aquela voz, meu Deus, aquela voz. Não tardou a entrar <strong>Cláudia Efe</strong>, com um vestido esvoaçante e (claro) sensual, que com <em>Honey, You’re Too Much</em> proporcionou um dos melhores momentos da noite. <strong>Rita Redshoes</strong> entraria em palco para mostrar ser a que tem a maior cumplicidade com o músico; aqueles olhares durante <em>Sister Ray</em>, por exemplo, deram uma tensão enorme à interpretação de uma excelente música. E que surpresa que foi quando mais tarde surgiu à bateria, para ajudar <strong>Tigerman</strong> e <strong>Kekaula</strong> a tocar <em>Jockey Full of Bourbon</em>, grande canção de Tom Waits que aqui ganhou nova alma com esta baterista, a guitarra de Furtado e a voz de Kekaula.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: left;" alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_The_Legendary_Tigerman_15.jpg" /></a></p>
<p>A participação de <strong>Jim Diamond</strong> (guitarra) e <strong>Mick Collins</strong> (bateria) proporcionaram talvez o momento mais rock da noite, com o Homem Tigre a ir buscar <em>Girls</em>e <em>Big Black Rusty Pussyboard</em> (um dos seus melhores temas) ao baú. Duas pérolas para os devotos, que foram banhadas a ouro com aquele belo solo de guitarra de Diamond e as batidas que tão bem assentaram de Collins. <em>Big Black Rusty Pussyboard</em>, em particular, é simplesmente uma canção obrigatória em qualquer concerto de Legendary Tigerman, verdadeiramente espectacular.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: right;" alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_The_Legendary_Tigerman_17.jpg" /></a></p>
<p>E o que dizer da participação dos <strong>Dead Combo</strong>, que teve o ponto alto em <em>Lusitânia Playboys</em>, música do duo que <strong>Tigerman</strong> fez questão de levar ao Coliseu? Instrumentalmente perfeito, com a guitarra de <strong>Tó Trips</strong> e a guitarra de <strong>Furtado</strong> em diálogo absoluto. Foi um daqueles momentos em que se pensou “<em>Que sorte tenho eu em estar a ver isto</em>”, dada a oportunidade única que é a de ver estes nomes pesados a actuar em conjunto. Já se esperava que fosse tão bom, claro: os Dead Combo são dos projectos musicais de maior valor e qualidade dentro das nossas fronteiras (que concerto arrebatador, o que deram com a orquestra no São Jorge há uns meses) e Tigerman é Tigerman. Foi uma oportunidade única que valeria por si só a noite, a de os podermos ver a tocar juntos. Oportunidade que não desperdiçaram para criar um momento que nos ficará na memória. “<em>O melhor duo de Lisboa</em>”, bem disse <strong>Furtado</strong>. “<em>E os mais bem-vestidos!</em>”, acrescentou.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: left;" alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_The_Legendary_Tigerman_19.jpg" /></a></p>
<p>Antes do encore (que foi a grande surpresa da noite, mas já lá vamos), foi a vez de<strong> JD Nelassassin</strong> e <strong>DJ Ride</strong> entrarem em palco, juntamente com <strong>João Doce</strong>, dos Wraygunn. Furtado brincou dizendo que chamaria àquele grupo de Quatro e que gravariam quatro canções em quatro dias e que dariam quatro concertos, acabando de seguida. Com aquele resultado, até se espera que não seja a brincar. Quem diria que resultaria tão bem, aquela fusão dos DJs com aquela guitarra ríspida do protagonista da noite? Foi uma verdadeira frente sonora, energia pura e rítmica, que acabou em alta o <i>set</i> principal com <em>Say Hey Hey</em><i>.</i></p>
<p><i> </i></p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: right;" alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_The_Legendary_Tigerman_08.jpg" /></a></p>
<p>E foi depois, no regresso ao palco, que viria a grande surpresa do espectáculo. O <em>encore</em> começou com o regresso de Argento ao ecrã gigante, para interpretar com Tigerman a lindíssima <em>Life Ain’t Enough For You</em>, single de apresentação de Femina que na altura tanto passou (merecidamente) pelas rádios. E no final deste bonito momento, Furtado apresentou, um a um, os membros dos Wraygunn, que foram entrando em palco para a grande surpresa da noite. Já nos esquecíamos da falta que fazem, da onda de energia que são, das saudades que tínhamos de os ver. Tocam a inevitável <em>She’s a Go Go Dancer</em>que incendiou, como esperado, o Coliseu e de seguida uma canção nova que estará no novo álbum. Mostraram estar na boa forma de sempre e a música nova que se ouviu deixou no ar a promessa de um belo novo álbum. Que voltem o mais depressa possível.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: left;" alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_The_Legendary_Tigerman_07.jpg" /></a></p>
<p>Tigerman e Wraygunn saem e só Tigerman volta a entrar, para um segundo encore com a música que pôe um ponto final na noite da mesma forma que o faz em <em>Femina</em>: com perfeição absoluta. <em>True Love Will Find You In The End</em>de Daniel Johnston é, diga-se, muito provavelmente das mais bonitas canções alguma vez escritas e a voz de Furtado dá-lhe um sussurro com alma inesperado para quem antes não a tinha ouvido ao vivo. Canta-a na perfeição, após mais de duas horas de um concerto grandioso, com a cortina a levantar-se e as luzes lentamente a serem acesas em todo o Coliseu. Momento indescritivelmente poético e memorável, que acabou por ser o reflexo do próprio Tigerman que é, diga-se, duro por fora mas mole por dentro.</p>
<p>“<em>Muito obrigado por me terem dado uma das melhores noites da minha vida</em>”, diz perante uma ovação feita por um público que se menteve sempre de pé, chamando de seguida todos os convidados para a ele se juntarem numa vénia final. Com um Coliseu esgotado a seus pés, tornou-se óbvia a marca que Furtado já deixou (felizmente!) na nossa música. Sai do palco com um sorriso no rosto e o público abandona o Coliseu da mesma forma.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/"><img style="border-width: medium; border-style: double; margin: 10px; float: right;" alt="The Legendary Tigerman" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Legendary%20Tigerman%20-%20Coliseu%20dos%20Recreios%20-%2022-01-2011/tn_The_Legendary_Tigerman_02.jpg" /></a></p>
<p>Grande concerto que foi o puro reflexo de um grande músico. Por mais de   duas horas estivemos dentro do universo de <strong>Legendary Tigerman</strong>; ouvimos a   sua música e a música que o influenciou (desde Tom Waits àquela   excelente versão de <em>These Boots Are Made For Walking</em>, de Nancy   Sinatra), tocada por si e pelos amigos de que tanto gosta e tanto   admira. Noite de consagração? Não, noite de mera confirmação. Com os   discos que já editou, com os concertos que já deu, o valor de <strong>Paulo   Furtado</strong> já era inegável e a noite vivida foi apenas todo o seu talento  em todo o seu esplendor.</p>
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<p>O Coliseu esgotado foi um mero sinal de que,  felizmente, ainda há muita gente a reconhecer e a gostar de um grande  músico quando o ouve. Legendary Tigerman foi ao Coliseu, deu um concerto  magnífico, ambicioso como só ele pode dar (tão bem pensado e  executado como só Furtado se lembraria de fazer) e arrebatou enquanto  deu a constatar um mero facto: a palavra Lendário não está ali só pelo  estilo. É já uma mera característica. Dele e desta noite com que nos  brindou.</p>
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<div><strong>Texto</strong>: Gonçalo Trindade</div>
<div><strong>Foto</strong>: Raquel Silva</div>
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		<title>Reportagem Festival Náice</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Nov 2010 11:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Festivais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reportagem Festival Náice - Plano B (Porto)
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="info">Reportagem <strong>Festival Náice - Plano B (Porto)<br /></strong></div>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 12pt;">&nbsp;Festival Náice - <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Naice/1/">Fotos</a></span><br /></strong></p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Naice/1/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Naice/1/tn_Fucked_Up_02.jpg" alt="Fucked Up" style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" /></a></p>
<p>19 de Novembro, dia de início da cimeira da NATO em Lisboa. Nada melhor que pôr-me de lá para fora assim que possível - eram isto cinco e meia da tarde, num comboio, sem exagero, com 20 carruagens, para compensar a deficiência no resto dos transportes. Assim, com um tempo de meter medo e que fazia esquecer o calor de Verão que hoje à noite esperávamos voltar a sentir, pés ao caminho do Porto, em direcção ao <strong>NÁICE</strong>!.</p>
<p>O propósito do festival é simples, não deixar esquecer aqueles três dias [ainda] inexplicáveis que se viveram em Barcelos em Julho que passou. À entrada, para os mais sortudos (acho que fomos todos), as sobras das t-shirts do <strong>Milhões de Festa</strong> eram distribuídas gratuitamente assim que éramos carimbados com o bonito logótipo da nova iniciativa da <strong>Lovers &amp; Lollypops</strong>, para minutos depois se transformar num borrão azul.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Naice/1/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Naice/1/tn_Fucked_Up_01.jpg" alt="Fucked Up" style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" /></a></p>
<p>O <strong>Plano B</strong>, local escolhido para o evento, ia-se compondo, nunca ficando totalmente lotado. Se os <strong>Fucked Up</strong> em Lisboa tiveram uma sala aconchegada, o Porto deu-lhes espaço, mas um companheirismo característico do norte. Áqueles que se atreveram a apontar simplesmente o aspecto de “Pink Eyes”, ponham os olhos no resto da banda – moços bem-apessoados e uma baixista a dar toques de português. Deu-se início à música com algum atraso e <em>small talk</em> pelo meio. <em>Son the Father </em>deu o tiro de partida para uma noite de punk simpático, de pessoas a voar e – surpreendam-se – cowdsurfs do robusto vocalista. Na setlist não ficou esquecida <em>Black Albino Bones</em>,<em> Twice Born</em>, nem<em> Crooked Head.</em> Os acontecimentos em Lisboa trouxeram também problemas aos canadianos: ao aterrar em Lisboa, foram encaminhados para a sala de segurança do aeroporto por terem um ar “diferente”. Nem os seguranças perceberam porque é que os Arcade Fire os tinham escolhido para a abertura do concerto que, para mal ou para bem dos nossos pecados, acabou por ser cancelado. Justifica-se tão simplesmente com bom gosto.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Naice/1/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Naice/1/tn_Fucked_Up_03.jpg" alt="Fucked Up" style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" /></a></p>
<p>Três guitarras em palco – de aparência pacata e muito sossegados por comparação -, uma máquina atrás da bateria, um baixo desenrascado e um vocalista carismático foram a receita para uma noite de festa, enquanto Damian se passeava pelo meio do público, gritando na nossa cara e carregando uns quantos inocentes ao ombro. As roupas foram ficando pelo caminho, para desnudarem a tatuagem de Down que ostenta ao peito.</p>
<p>Num teste de escolha múltipla, os nortenhos decidiram não optar entre Nirvana ou Ramones, e escolher livremente Black Flag para um quase fecho daquilo a que realmente se pode chamar de punk nos dias de hoje. “Nervous Breakdown” foi a música que a banda escolheu.</p>
<p>A terminar um concerto “f*dido” poesia declamada pelo peso pesado do Canadá, “peace or anihilation” em resumo. Dão então início à tour com os Arcade Fire, que ainda não conhecem nem sabem como abordar.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Naice/1/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Naice/1/tn_Throes_05.jpg" alt="Throes" style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" /></a></p>
<p>Depois disto, as cortinas da Sala 1 fecharam-se para a montagem do cenário dos <strong>Throes</strong>. Duo que se julgava em coma desde Julho e que reapareceu para um r<em>evival</em>, de pés no chão e rodeados de um público, agora, tímido. Além do singular EP <em>Dirty Glitter</em> ter sido tocado na integra com algumas alterações na extra Killing Tomatoes, deu-se ainda espaço a dois temas novos, “We Die in Texas” a abrir e uma africanísse chamada “Pink Dracula”, possível causadora de surpresas que viriam a surgir ao longo da noite.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Naice/1/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Naice/1/tn_The_Shine_01.jpg" alt="The Shine" style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" /></a></p>
<p>Na Sala Cubo, tocam agora os <strong>The Shine</strong>, também ex-hóspedes do palco da piscina no Milhões. Hardcore e Kuduro numa noite, não é para quem pode (já dizia Damian dos Fucked Up), é para quem vê as duas faces da moeda. Dançou-se, com Diron e André do Poster que também se misturavam com o público. Breakdance antes de haver vidros partidos no chão, deixaram o terreno do Cubo bem apalpado para o francês exótico que se lhes seguiria.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Naice/1/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Naice/1/tn_L_and_L_SS_01.jpg" alt="L&amp;L SS" style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" /></a></p>
<p>Ao mesmo tempo, Lovers &amp; Lollypops Soundsystem, agora estilizados <strong>L&amp;L SS</strong>,&nbsp; faziam a sua cena na sala ao lado, havendo uma divisão equilibrada no que diz respeito a mancha gráfica de público. Durante boa parte da noite, até ao fim, na verdade, Nuno Dias e aparições ocasionais de Joaquim Durães (o patrão de todas estas coisas que acontecem) foram dizendo adeus a quem já mal aguentava esta noitada depois de uma semana de trabalho.</p>
<p><strong>Myd</strong>, francês cujo bigode encaixa perfeitamente nas descrições de Conan O’Brien, assumiu o topo dos televisores e o ritmo manteve-se. Uma tropicália de sons que gradualmente foi perdendo ouvintes, mesmo depois de <em>Train to Bamako</em> ter sido tão publicitada.</p>
<p>Não sabemos ao certo o que aconteceu aos <strong>Sun-Explosion</strong>. Já não estávamos lá para ver, porque também a nós nos dá o cansaço (parecendo que não), mas conclui-se que a noite foi das boas.</p>
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<div style="text-align: center;">
<p>Ainda não se desvendou nada sobre o próximo Milhões de Festa (sabemos que há, no entanto), ou sobre o próximo NÁICE!.</p>
<p>Sabemos que queremos estar lá outra vez.</p>
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<div style="text-align: right;"><strong><strong><strong><strong>Texto</strong>: </strong></strong></strong>Raquel Silva</div>
<div style="text-align: right;"><strong><strong><strong><strong>Foto</strong>: </strong></strong></strong>Ricardo Almeida</div>
<div style="text-align: right;"><strong>&nbsp;</strong></div>]]></content:encoded>
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		<title>Reportagem SBSR 2010 &#8211; 18 de Julho</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 21:25:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Reportagem Festival Super Bock Super Rock 2010 - 18 de Julho - Fotos
A 16ª edição do festival Super Bock Super Rock teve o seu desfecho ontem (dia 18), totalizando, assim, três dias de concertos na Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco. Apesar das...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="info" style="text-align: center;"><strong>Reportagem </strong>Festival<strong> Super Bock Super Rock 2010 </strong>- 18 de Julho<strong> - <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/">Fotos</a></strong></div>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Publico - Super Bock Super Rock" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/tn_Palmas_Gang_07.jpg" /></a>A 16ª edição do festival Super Bock Super Rock teve o seu desfecho ontem (dia 18), totalizando, assim, três dias de concertos na Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco. Apesar das múltiplas queixas, especialmente dos que decidiram acampar, como a falta de luz, o pó, o estado do terreno e a má acessibilidade, a organização do festival soube juntar um cartaz que agradou a muitos, que, pelo amor à música, suportaram todos os malefícios. Este foi o dia de Prince, The National e John Butler Trio, entre outros, agitarem as hostes.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Palma's Gang" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/tn_Palmas_Gang_02.jpg" /></a>Foi <strong>Jorge Palma</strong> e o seu super grupo que deu uso, em primeiro lugar, ao palco principal. Tanto a sua prestação, que roçava o cómico, como os êxitos do eloquente intérprete português ("Encosta-te a Mim" sendo o mais celebrado por um público mais jovem), contribuíram para a moderada diversão de quem o assistia, a meio da tarde. Um pouco depois, os lisboetas <strong>Stereo Parks</strong>, os terceiros vencedores do Super Bock Super Rock Preload, pouco aqueceram o palco secundário com a sua música previsível e escassamente original, com as influências do costume do indie rock.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Stereophonics" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/tn_Stereophonics_02.jpg" /></a>Os galeses <strong>Stereophonics</strong>, apesar de também carecerem de originalidade, fazendo lembrar Oasis e The Beatles alternadamente, mostraram uma grande qualidade técnica ao vivo, face a um público que (ainda) pouco reagia. Kelly Jones, voz e líder do conjunto, de tudo fez para aliciar o público a mexer-se, incitando palmas e berros, mas só o conseguiu a vociferar os êxitos chorudos "Maybe Tomorrow", "Have a Nice Day" e "Dakota" da banda britpop.</p>
<p>Pouco depois, os <strong>The Morning Benders </strong>deram um concerto bem simpático para quem os assistia no palco EDP. Apresentando o recém-editado <em>The Big Echo</em>, Chris Chu e a sua trupe passaram por "Excuses" e "Promises", entre outros, temas que suscitaram o carinho dos fãs atentos que os seguiam em palco. Um exemplo de uma banda indie pop bem conseguida, na onda de Local Natives e Surfer Blood.</p>
<a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/"><strong><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Spoon" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/tn_Spoon_06.jpg" /></strong></a>
<p>Apesar de os <strong>Spoon </strong>terem de partilhar a atenção do público com a avioneta telecomandada que sobrevoava o palco Super Bock, estes abriram mão dos grandes temas do seu historial, marcados sempre por uma imprevisibilidade experimental e inconstância de influências musicais. "The Way We Get By", "The Underdog" e "Don’t You Evah" foram alguns dos apresentados, tal como as novas "Got Nuffin", "Is Love Forever?" e "Transference", todas capazes de fazer bater o pé aos ritmos <em>groovy </em>da banda texana. No entanto, o público continuava pouco entusiasmado, porventura por esperar o grande nome que se seguia.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="The National" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/tn_The_National_07.jpg" /></a>Ficámos impossibilitados de ver<strong> Wild Beasts</strong>, que tocaram praticamente sobrepostos aos Spoon, algo que acontece com a existência de dois palcos que recebem artistas ao mesmo tempo. Porém, já era de noite quando os <strong>The National</strong> foram recebidos com o entusiasmo e o delírio que só uma banda de culto pode suscitar – fãs incondicionais dos americanos debatiam-se para chegar às filas dianteiras e bradavam o seu afecto. Sombrios e sóbrios de aparência, a banda fez-se acompanhar por dois elementos nos instrumentos de sopro que trouxeram uma maior profundidade aos temas solenes e por vezes melancólicos dos artistas. "Mistaken for Strangers", "Fake Empire", "Slow Show" foram alguns dos temas de <em>Boxer</em> que Matt Berninger interpretou, de punhos ao peito, com um sentimentalismo afectado, mas os "England", "Anyone’s Ghost" e "Terrible Love" de <em>High Violet </em>não lhes ficaram atrás. Um concerto de crescendos emotivos que culminou na belíssima "About Today", confirmando-se a inegável qualidade da banda americana que fez apaixonar os inúmeros amantes da música.</p>
<p>Seguiram-se duas actuações no palco secundário, que preencheram o enorme intervalo que precedia a actuação de Prince. <strong>Sharon Jones e os Dap Kings</strong> deram um concerto formidável de<em> funk</em> e <em>soul</em>, que fez inveja a muita gente. Jones, rainha do movimento revivalista destes dois géneros musicais, não parou quieta e parecia igualável a grandes senhoras como Aretha Franklin e Ella Fitzgerald. Os temas de<em> I Learned the Hard Way</em> foram os mais contemplados num concerto energético, que subiu a fasquia para os músicos seguintes.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="John Butler Trio" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202010/18%20de%20Julho%20de%202010/tn_John_Butler_Trio_04.jpg" /></a>Os<strong> John Butler Trio</strong>, muito conhecidos e adorados em Portugal, deram um concerto que se adequou perfeitamente à onda do festival: sol, descontracção e ‘boas vibrações’. O <em>blues </em>rock com travo a <em>reggae </em>e <em>roots </em>era a máxima e o trio australiano proporcionou bons momentos de qualidade ao público português, que o apreciou ao máximo. "Better Than" e "Used to Get High" foram alguns dos destaques de um concerto harmonioso.</p>
<p>Pouco passava da meia-noite e já o nome de <strong>Prince </strong>era entoado pelo público de quase 32 mil pessoas, que sufocou os acessos ao recinto, tal foi a sua adesão. A hora do <em>funk </em>começou quando o artista entrou em palco, pedindo de imediato a participação dos fãs em "Delirious". A energia e boa disposição de Prince foram norma num <em>set </em>que passou por alguns dos seus melhores momentos musicais, daquela que é uma das maiores estrelas dos anos 80. Este empunhava a sua guitarra em floreados poderosos que marcavam o passo, dançando com o seu coro e recusando-se a que o público português parasse – este clamando as letras de grandes êxitos, como "1999", "Let’s Go Crazy", "Cream" e "U Got The Look". Numa mútua adoração, o artista pedia e os fãs cumpriam, quer a saltar, quer a entoar as melodias conhecidas. Entre falsetes e piruetas, Prince acabou por se ausentar durante uns minutos para mudar de vestuário, seguindo-se um dos momentos mais esperados do concerto: a entrada da fadista <strong>Ana Moura</strong> em palco, a grande admirada do cantor. "A Sós com a Noite" e "A Casa da Mariquinhas" mostraram a potência vocal da cantora, visivelmente satisfeita por lá estar, e a destreza musical de Prince na guitarra. Inesquecível, tal como as duas canções mais pedidas, tocadas entre exclamações de adoração ao povo português e referências religiosas. "Kiss" levou ao delírio dos fãs e "Purple Rain" impressionou com o grande coro do artista mundial. O lendário cantor acabou por se despedir com "Dance (Disco Heat)", pondo fim a um dos melhores concertos do festival e a grande prova da imensa qualidade musical do artista. Prince Rogers Nelson, de 52 anos de idade, prova-se mais do que apto para oferecer um concerto colossal.</p>
<p>Por fim, o desfecho do festival ficou a cargo dos <strong>Empire of the Sun,</strong> que conjugam a música electrónica com um teatralismo cénico, provido de bailarinas, projecções e fatos excêntricos e coloridos. Apesar de uma parte visualmente mais rica do que propriamente a musical, os australianos conseguiram entreter os que restavam após o grandioso concerto de Prince.</p>
<p>Fica assim um balanço do evento que, apesar das péssimas condições de acampamento e algumas falhas da organização, conseguiu trazer vários nomes de interesse ao Meco. Esperemos que, na próxima edição, estas sejam repensadas e ajustadas para ajudar a aumentar o bem-estar e conforto dos festivaleiros num dos eventos de ‘peso pesado’ da música ao vivo em Portugal.</p>
<hr />
<div style="text-align: right;"><strong>Texto</strong>: Teresa Silva<br /><strong>Foto</strong>: Ana Limas</div>
<p> </p>]]></content:encoded>
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		<title>Reportagem Marés Vivas 2010 &#8211; 17 de Julho</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 14:33:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Festivais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reportagem Festival Marés Vivas 2010 - 17 de Julho - Fotos
Chegou o último dia do Festival Marés Vivas e a casa estava cheia. Se no dia anterior muitos foram os que chegaram cedo porque queriam garantir lugar nas primeiras filas no terceiro dia do ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="info" style="text-align: center;"><strong>Reportagem </strong>Festival<strong> Marés Vivas 2010 </strong>- 17 de Julho<strong> - <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/">Fotos</a></strong></div>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="João Só e os Abandonados" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/tn_Joao_So_e_Os_Abandonados_03.jpg" /></a>Chegou o último dia do Festival Marés Vivas e a casa estava cheia. Se no dia anterior muitos foram os que chegaram cedo porque queriam garantir lugar nas primeiras filas no terceiro dia do festival a descontracção predominava e muitas pessoas chegaram depois das 21 horas formando grande fila para entrar.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Caim" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/tn_Caim_07.jpg" /></a>O palco secundário abriu com <strong>João Só e Abandonados</strong> pelas 18 horas. O público era escasso, não atingia a centena de pessoas, mas a banda não baixou os braços e deu o seu melhor. “A Marte”, “Cresce e Desaparece” e “Meu Bem” foram alguns dos temas tocados.</p>
<p>No Palco Moche seguiu-se os <strong>Caim</strong>. “Stone Rain” e “Loss” foram alguns dos temas que preencheram este concerto já com mais público.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Nikolaj_Grandjean" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/tn_Nikolaj_Grandjean_08.jpg" /></a>O Palco Principal abre pelas 20h30 com <strong>Nikolaj Grandjean</strong>. A moleza das suas músicas deixa aquém um concerto num ambiente festivaleiro, talvez mais indicado para uma sala fechada. Mas Nikolaj não deixava de tentar alguma interacção com o público que ainda não passava de uns poucos milhares.  "Heroes &amp; Saints" foi o momento mais alto e “Love Rocks” fechou o concerto.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="dEUS" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/tn_dEUS_08.jpg" /></a>Já com o recinto a meio os belgas <strong>dEUS </strong>entram em palco. “Bad Timing” abriu o concerto que se revelou energético e com muita interacção com o público. O álbum “Vantage Point” editado em 2008 esteve em destaque. “Instant Street”, “Fell Off the Floor, Man”, “Slow” e “Smokers Reflect” foram outros dos temas tocados. Tom Barman tentou falar em português ao longo do concerto e a banda provou que já há muito conquistou o público português. Tom promete ainda voltar a Portugal para apresentar o novo disco que será editado em Fevereiro. “Suds and Soda” fechou o concerto, que foi considerado por muitos o melhor da noite.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Editos" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/tn_Editors_02.jpg" /></a>Os <strong>Editors </strong>pisam o palco e conquistam o público, já na casa dos muitos milhares. Algumas das músicas que se fizeram ouvir foram “An End Has a Start”, “Bullets” e “Blood”. O concerto corria com muita energia até que de repente os Editors interromperam a sua actuação em "Smokers Outside The Hospital Door" devido a um problema técnico (choques eléctricos no piano) abandonando o palco por 15 minutos. A banda acabou por regressar e ainda tocou "Bricks and Mortars" e "Papillon", mas pediu desculpa pelo encurtar do concerto. As músicas que ficaram por ouvir foram "No Sound but the Wind" e "Fingers in the Factories" que deveriam finalizar o espectáculo. O problema técnico  fez com que o público ficasse com sabor amargo pois queriam ouvir mais da banda de indie rock britânico.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: right;" alt="Ben Harper" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/17%20de%20Julho%20de%202010/tn_Ben_Harper_13.jpg" /></a><strong>Ben Harper</strong> entra em palco com “Diamonds on the Inside” e o público rende-se. Numa noite com mais de 25 mil pessoas a ocupar a zona ribeirinha de Gaia Ben Harper fez a festa e pôs em delírio muitos dos presentes. Sempre com a guitarra, de pé ou sentado (slide guitar), apresentou “Number With No Name” e fez um medley de “Billie Jean”, do Michael Jackson  e de "Heatbreaker", dos Led Zeppelin. O concerto teve direito a dois <em>encores</em>, pois o público não arredava pé. Subiu ao palco a solo e de guitarra acústica para tocar "Power of the Gospel" e "Burn One Down" no primeiro <em>encore</em>. No segundo brindou-nos com “Amen Omen” e “Serve Your Soul”. Ben Harper disse ainda que gostaria que em todos os concertos lhe cheirasse a maresia como no Marés Vivas. O espectáculo contou com mais de duas horas e fechou com boa <em>vibe </em>a edição deste ano do Festival Marés Vivas.</p>
<hr />
<p style="text-align: center;">O somatório dos três dias do Festival Marés Vivas conta com mais de 65 mil pesssoas, sendo que o último dia foi o de maior assistência com mais de 25 mil. Para o ano há mais!</p>
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<hr />
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<td><a  href="http://www.festivaisverao.com/Reportagens/Festivais/reportagem-festival-mares-vivas-15-de-julho-de-2010.html">Reportagem Marés Vivas 2010 - 15 de Julho</a></td>
</tr>
<tr>
<td><img alt="seta" src="http://www.festivaisverao.com/images/stories/festivais/seta.png" /></td>
<td><a  href="http://www.festivaisverao.com/Reportagens/Festivais/reportagem-festival-mares-vivas-2010-16-de-julho.html">Reportagem Marés Vivas 2010 - 16 de Julho</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
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		<title>Reportagem Marés Vivas 2010 &#8211; 16 de Julho</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 14:38:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Festivais</dc:creator>
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O segundo dia do Festival Marés Vivas inicia-se com mais público e mais vento.
O Palco Moche abriu com Mónica Ferraz e André Indiana. A vocalista dos Mesa sobe ao palco para apresentar c...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="info" style="text-align: center;"><strong>Reportagem </strong>Festival<strong> Marés Vivas 2010 </strong>- 16 de Julho<strong> - <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/">Fotos</a></strong></div>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-style: double; border-width: medium; float: left;" alt="Monica Ferraz" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/tn_Monica_Ferraz_08.jpg" /></a>O segundo dia do Festival Marés Vivas inicia-se com mais público e mais vento.</p>
<p>O Palco Moche abriu com <strong>Mónica Ferraz</strong> e <strong>André Indiana</strong>. A vocalista dos Mesa sobe ao palco para apresentar canções do seu novo álbum a solo “Start Stop”. “Go go go” foi um dos momentos com mais interacção com o público. André Indiana seguiu-se num concerto longo com algumas falhas de som veio mostrar também o seu novo álbum.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Azeitonas" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/tn_Azeitonas_10.jpg" /></a>A tenda do Palco  Moche já se encontrava bem preenchida no fim do concerto e a espera fez-se sentir para o inicio d'<strong>Os Azeitonas</strong>. Estes subiram ao palco e apenas tiveram 15 minutos de “sossego” pois os A Silent Film actuavam no palco principal o que fez com que a qualidade sonora do concerto diminuísse. A banda referiu ainda que o som do palco principal se ouvia melhor e que portanto não poderiam tocar temas mais calmos mas sim músicas mais mexidas. Muita foi a dança e interacção com o público, a animação era constante. “Quem és tu miúda”, Ela foi para a guerra”, “Café Hollywood”, “Corre” e “Mulheres Nuas” foram algumas das músicas ouvidas num concerto que teve direito a <em>encore </em>pois milhares de pessoas não arredavam pé da frente do palco.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="A Silent Film" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/tn_A_Silent_Film_03.jpg" /></a>Ainda de dia inicia-se a música no palco principal com <strong>A Silent Film</strong>. Os meninos britânicos vieram mostrar o seu álbum de estreia editado em 2009 “The City That Sleeps”.”Sleeping Pills”, “Julie June” e “The Stage Is Your Life” foram alguns dos temas tocados. O grande momento do concerto deu-se com "You Will Leave a Mark" que fechou o concerto em grande com o público a cantar e a dançar.</p>
<p><strong><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="David Fonseca" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/tn_David_Fonseca_21.jpg" /></a>David Fonseca</strong> seguiu-se. “I want to break free” dos Queen serviu de mote para a sua entrada em palco dentro de uma cabina telefónica. Com muitas luzes de néon a sua energia em palco fez-se sentir ao longo do concerto e a festa foi de todos. “Walk away, When you´re Winning”, “Owner of  her Heart”, “Learn Sometimes”, “Someone that Cannot Love”  e “A Cry 4 Love” foram alguns dos temas tocados. Os momentos altos da noite deram-se com "The 80’s","Stop for a Minute" e "Girls Just Wanna Have Fun", porque segundo ele as raparigas sabem-se divertir bem mais que os rapazes. Para aumentar a fasquia desta grande festa houve ainda tempo para papeizinhos azuis e amarelos lançados sobre o público e faíscas de luzes em “Silent Void” fechando assim o concerto.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Placebo" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/tn_Placebo_12.jpg" /></a>Mas muitas pessoas estavam lá para ver os <strong>Placebo</strong>, depois de no ano anterior terem dado um concerto num festival em Lisboa foi a vez do norte os receber. O último álbum editado em 2009 “Battle for The Sun” esteve em grande destaque levando o público a histeria. “All Apologies” dos Nirvana foi o momento mais alto da actuação contudo alguns temas mais antigos como “Every Me and Every You”, “Song to Say Goodbye”, “Meds”, “The Bitter End” e “Infra-red” colocaram o público aos saltos. “Taste in Men” fechou com chave de ouro um concerto que muitos desejavam que fosse mais longo.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/"><img style="margin: 5px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Peaches" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Mares%20Vivas/Mares%20Vivas%202010/16%20de%20Julho%20de%202010/tn_Peaches_08.jpg" /></a>Muitos festivaleiros abandonaram o recinto após Placebo mas <strong>Peaches </strong>não desiludiu os que não deixaram a festa a meio. A cantora canadiana entrou em palco com um fato que a tapava da cabeça aos pés. A encenação feita por duas personagens, apenas vestidas com roupa interior, cujos cabelos exagerados lhes tapava o rosto complementava “Talk to Me”. Durante “Billionaire” a cantora passeou em pé pelas grades, atirando-se de seguida para o público. Pediu então ao público que guardasse todos os telemóveis e câmaras, porque senão iria dar-lhes um pontapé e disse “Jesus walk on water, Peaches walk on you”. Enquanto cantava “Take You On”, andava de pé com as mãos  do público a segurá-la. Um momento excêntrico, onde a cantora de braços no ar, apenas se encontrava segura pelas pernas. "Showstopper", "Serpentine" e "Boys" fizeram-se ouvir e a resposta do público foi imediata, muitas dançavam, outras saltavam e outros cantavam mas ninguém ficou indiferente à excentricidade da vocalista. Para encore ouviu-se "Set It Off” e ainda houve tempo para a cantora pedir ao público para tirar as t-shirts e logo foi correspondida.</p>
<hr />
<p style="text-align: center;">Mais uma noite que acaba em grande no Festival Marés Vivas com mais de 24 mil pessoas.</p>
<p style="text-align: center;">A última noite do festival conta com Ben Harper, Editors, Deus, Nikolaj Grandjean no Palco Principal.</p>
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<td><img alt="seta" src="http://www.festivaisverao.com/images/stories/festivais/seta.png" /></td>
<td><a  href="http://www.festivaisverao.com/Reportagens/Festivais/reportagem-festival-mares-vivas-15-de-julho-de-2010.html">Reportagem Marés Vivas 2010 - 15 de Julho</a></td>
</tr>
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<td><img alt="seta" src="http://www.festivaisverao.com/images/stories/festivais/seta.png" /></td>
<td><a  href="http://www.festivaisverao.com/Reportagens/Festivais/reportagem-festival-mares-vivas-2010-17-de-julho.html">Reportagem Marés Vivas 2010 - 17 de Julho</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.festivais.info/reportagem-mares-vivas-2010-16-de-julho/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>Reportagem The Cranberries</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 01:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Festivais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div style="text-align: center" class="info"><strong>The Cranberries</strong> - <strong>Campo Pequeno - <a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/">Fotos</a></strong></div>
<p><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The Cranberries - Campo Pequeno - 10-03-2010/tn_The_Cranberries_02.jpg" alt="The Cranberries" style="border: medium double;margin: 5px;float: left" /></a>No dia 10 de Março, o Campo Pequeno encheu para receber os tão esperados <strong>The Cranberries</strong>, reunidos de novo, sete anos após terem temporariamente deixado o cenário musical. Depois da abertura, a cargo dos <strong>Outside Royalty</strong>, que aqueceram o público – na sua maioria já bem adulto – com a sua música <em>indie-rock,</em> a banda irlandesa entrou em palco.</p>
<p>A simpática<em> Dolores O'Riordan</em> desde cedo presenteou os fãs com a sua boa-disposição e energia em palco. Na plateia, viam-se bandeiras irlandesas e cachecóis de Portugal. <em>Analyse</em> – a eleita para abrir o espectáculo – foi entoada na perfeição pelos fãs juntamente com a voz inconfundível da vocalista, sem dúvida o elemento essencial na origem do som característico da banda.</p>
<p>Entre elogios ao bom tempo e aos belos jardins por onde passeou durante o dia, Dolores deu ares da sua graça irlandesa e espalhou a boa disposição pelo recinto. <em>Animal Instincts</em> deleitou o público, antecedendo temas como<em> Linger</em> – que levou a plateia a erguer câmaras e telemóveis para registar aquele que foi um dos muitos momentos altos e emocionantes da noite – ou <em>When You’re Gone</em>.</p>
<p><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The Cranberries - Campo Pequeno - 10-03-2010/tn_The_Cranberries_09.jpg" alt="The Cranberries" style="border: medium double;margin: 5px;float: right" /></a> Ao contrário da maioria, a banda irlandesa optou por um início mais calmo, onde ainda se ouviram temas como <em>How</em> e <em>Dreaming My Dreams</em>, deixando as músicas mais energéticas para o meio do concerto. <em>Wanted</em> começou a aquecer os fãs e <em>Liar</em>, que se lhe seguiu, teve direito a uma pequena dança irlandesa por parte da vocalista. <em>Desperate Andy</em> manteve a energia em alta antes da animada <em>I Can’t Be With You</em>, que antecedeu outro dos momentos altos, proporcionado por <em>Ode To My Family</em>.</p>
<p>O público não se cansou de dançar, saltar, cantar e aplaudir, ganhando assim inúmeros elogios da cantora, que afirmou ser esta a melhor audiência da Europa, que sabe como “apreciar a vida”. Para além disso, teve ainda direito a temas como <em>Ordinary Day</em> – esta dedicada à segunda filha de Dolores O'Riordan – e <em>The Journey</em>, originais do trabalho a solo da cantora.</p>
<p><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/tn_The_Cranberries_05.jpg" alt="The Cranberries" style="border: medium double;margin: 5px;float: left" /></a><em>Free To Decide</em> antecedeu <em>Salvation</em>, que estimulou o já delirante público de braços no ar. Após <em>Ridiculous Thoughts</em>, foi a vez de <em>Zombie</em> elevar as vozes no recinto e espalhar a loucura pelo espaço, antes do encore. Embora tenha durado pouco, foi neste período de tempo que, para quem ainda tivesse dúvidas, a plateia mostrou que a idade é um estado de espírito: as palmas, os saltos, as entoações, os assobios e os gritos praticamente fizeram sentir-se no Saldanha.<em> Shattered</em> abriu a parte final do concerto, antecedendo <em>The Journey</em>; ainda se ouviu <em>Promises </em>e <em>Dreams</em> encerrou a noite. A banda abandonou o palco perante uma ovação por parte dos fãs, que mostraram ainda mais entusiasmo quando Dolores O'Riordan exprimiu o seu desejo de voltar em breve a palcos nacionais.</p>
<hr />
<div style="text-align: center">Sete anos após a pausa e quase duas décadas após o seu primeiro álbum, a banda mostrou porque já merece o título de “clássico” e fez-nos a todos relembrar como foi viver nos anos 90 a ouvir as bandas que nessa década se formaram e atingiram o sucesso. Memórias de outra época, foi o que este concerto despertou em quem o foi ver; e memorável foi a marca que em todos deixou.</div>
<hr />
<table style="text-align: center" border="0">
<tbody>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: right"><strong>Foto: </strong>Raquel Silva<strong><br /></strong></div>
<div style="text-align: right"><strong>Texto: </strong>Rita Trindade<strong><br /></strong></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="info"><strong>The Cranberries</strong> - <strong>Campo Pequeno - <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/">Fotos</a></strong></div>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/tn_The_Cranberries_02.jpg" alt="The Cranberries" style="border: medium double; margin: 5px; float: left;" /></a>No dia 10 de Março, o Campo Pequeno encheu para receber os tão esperados <strong>The Cranberries</strong>, reunidos de novo, sete anos após terem temporariamente deixado o cenário musical. Depois da abertura, a cargo dos <strong>Outside Royalty</strong>, que aqueceram o público – na sua maioria já bem adulto – com a sua música <em>indie-rock,</em> a banda irlandesa entrou em palco.</p>
<p>A simpática<em> Dolores O'Riordan</em> desde cedo presenteou os fãs com a sua boa-disposição e energia em palco. Na plateia, viam-se bandeiras irlandesas e cachecóis de Portugal. <em>Analyse</em> – a eleita para abrir o espectáculo – foi entoada na perfeição pelos fãs juntamente com a voz inconfundível da vocalista, sem dúvida o elemento essencial na origem do som característico da banda.</p>
<p>Entre elogios ao bom tempo e aos belos jardins por onde passeou durante o dia, Dolores deu ares da sua graça irlandesa e espalhou a boa disposição pelo recinto. <em>Animal Instincts</em> deleitou o público, antecedendo temas como<em> Linger</em> – que levou a plateia a erguer câmaras e telemóveis para registar aquele que foi um dos muitos momentos altos e emocionantes da noite – ou <em>When You’re Gone</em>.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/tn_The_Cranberries_09.jpg" alt="The Cranberries" style="border: medium double; margin: 5px; float: right;" /></a> Ao contrário da maioria, a banda irlandesa optou por um início mais calmo, onde ainda se ouviram temas como <em>How</em> e <em>Dreaming My Dreams</em>, deixando as músicas mais energéticas para o meio do concerto. <em>Wanted</em> começou a aquecer os fãs e <em>Liar</em>, que se lhe seguiu, teve direito a uma pequena dança irlandesa por parte da vocalista. <em>Desperate Andy</em> manteve a energia em alta antes da animada <em>I Can’t Be With You</em>, que antecedeu outro dos momentos altos, proporcionado por <em>Ode To My Family</em>.</p>
<p>O público não se cansou de dançar, saltar, cantar e aplaudir, ganhando assim inúmeros elogios da cantora, que afirmou ser esta a melhor audiência da Europa, que sabe como “apreciar a vida”. Para além disso, teve ainda direito a temas como <em>Ordinary Day</em> – esta dedicada à segunda filha de Dolores O'Riordan – e <em>The Journey</em>, originais do trabalho a solo da cantora.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/The%20Cranberries%20-%20Campo%20Pequeno%20-%2010-03-2010/tn_The_Cranberries_05.jpg" alt="The Cranberries" style="border: medium double; margin: 5px; float: left;" /></a><em>Free To Decide</em> antecedeu <em>Salvation</em>, que estimulou o já delirante público de braços no ar. Após <em>Ridiculous Thoughts</em>, foi a vez de <em>Zombie</em> elevar as vozes no recinto e espalhar a loucura pelo espaço, antes do encore. Embora tenha durado pouco, foi neste período de tempo que, para quem ainda tivesse dúvidas, a plateia mostrou que a idade é um estado de espírito: as palmas, os saltos, as entoações, os assobios e os gritos praticamente fizeram sentir-se no Saldanha.<em> Shattered</em> abriu a parte final do concerto, antecedendo <em>The Journey</em>; ainda se ouviu <em>Promises </em>e <em>Dreams</em> encerrou a noite. A banda abandonou o palco perante uma ovação por parte dos fãs, que mostraram ainda mais entusiasmo quando Dolores O'Riordan exprimiu o seu desejo de voltar em breve a palcos nacionais.</p>
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<div style="text-align: center;">Sete anos após a pausa e quase duas décadas após o seu primeiro álbum, a banda mostrou porque já merece o título de “clássico” e fez-nos a todos relembrar como foi viver nos anos 90 a ouvir as bandas que nessa década se formaram e atingiram o sucesso. Memórias de outra época, foi o que este concerto despertou em quem o foi ver; e memorável foi a marca que em todos deixou.</div>
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<div style="text-align: right;"><strong>Foto: </strong>Raquel Silva<strong><br /></strong></div>
<div style="text-align: right;"><strong>Texto: </strong>Rita Trindade<strong><br /></strong></div>]]></content:encoded>
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		<title>Reportagem Super Bock Super Rock Porto</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jul 2009 15:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Festivais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div style="text-align: center;padding-left: 30px" class="info"><strong>Reportagem Super Bock Super Rock Porto -<a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/"> </a><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202009%20-%20Porto/">Fotos</a><br /></strong></div>
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<p><!-- /* Font Definitions */ @font-face  {font-family:"Cambria Math";  panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:roman;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-unhide:no;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman","serif";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText  {mso-style-noshow:yes;  mso-style-unhide:no;  mso-style-link:"Corpo de texto Carácter";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  text-align:justify;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Arial","sans-serif";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.CorpodetextoCarcter  {mso-style-name:"Corpo de texto Carácter";  mso-style-noshow:yes;  mso-style-unhide:no;  mso-style-locked:yes;  mso-style-link:"Corpo de texto";  mso-ansi-font-size:12.0pt;  mso-bidi-font-size:12.0pt;  font-family:"Arial","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Arial;  mso-hansi-font-family:Arial;  mso-bidi-font-family:Arial;}.MsoChpDefault  {mso-style-type:export-only;  mso-default-props:yes;  font-size:10.0pt;  mso-ansi-font-size:10.0pt;  mso-bidi-font-size:10.0pt;}@page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;}div.Section1  {page:Section1;}-->Foi com um duro golpe que o <strong>Super Bock Super Rock, no Porto,</strong> abriu as portas para a sua 15ª edição. O cancelamento dos Depeche Mode, grandes <em>headliners </em>da noite, e a promessa de devolução do dinheiro do bilhete àqueles que assim o pretendessem fizeram com que pouca gente estivesse no recinto à hora de abertura, algo que fazia prever um estádio do Bessa pouco composto.</p>
<p>A abertura do festival coube a um das bandas vencedoras do já habitual concurso “Super Bock Super Rock Preload”, os <strong>Soapbox</strong>. Constituídos por cinco membros, a banda oriunda de Lisboa, actuou para um pequeno grupo, composto essencialmente de amigos e familiares, com um alinhamento de quatro músicas. Foi uma boa prestação de rock alternativo, bem escolhido para o inicio do dia.</p>
<p>De seguida, entrou em palco o duo <strong>Motor</strong>, que trazia consigo um set de músicas situadas entre o <em>techno </em>e o <em>electro </em>e uma frase mote que repetiriam várias vezes durante a sua curta actuação: “We are MO-TOR!”. A performance demonstrou-se enérgica, mas teria sido mais apropriado se a banda, pelo seu estilo mais dançável, tivesse actuado no fim da noite.</p>
<p>Um <em>backdrop </em>preto com letras brancas anunciava a banda seguinte, uma das mais esperadas do dia:<strong> Peter, Bjorn and John</strong> surgiram no palco vestidos a preceito e com uma atitude muito positiva para partilhar com a audiência. Lançando-se de imediato ao seu indie rock, conseguiram um feedback dos presentes que ainda não se tinha sentido: palmas, músicas trauteadas eassobios eram audíveis, até mesmo um “És lindo” de um membro masculino já bastante embriagado. “Nothing to worry about” e “Lay it Down” foram alguns dos temas que agradaram o público, mas foi com a reconhecida e assobiável “Young Folks” que o primeiro pico de êxtase da noite se deu. Todo o recinto assobiava e dançava ao som da música. Um dos vocalistas desceu até junto do público e percorreu a primeira fila, distribuindo cumprimentos por todos, deixando um sorriso na cara da maioria, algo que aproximou ainda mais público e banda. De regresso ao palco, a performance continuou, com movimentos de dança muito expressivos de Peter e com um convite para acompanhar uma música entoando um“La La La” melódico. Um actuação muito agradável e próxima, que fez com que o público que até ai se espalhava pelo recinto se aproximasse do palco, revelando já uma massa considerável de pessoas presentes.</p>
<p>Os <strong>Nouvelle Vague</strong> são já uma presença assídua em Portugal e foram os seguintes a actuar. Uma recepção calorosa esperava-os e estes corresponderam em tudo com a sua performance, o melhor concerto da noite. Houve dança, houve teatro, houve uma incrível interacção com o público que deixou toda a gente no auge. As vocalistas, uma loira e uma morena, brincavam com o espaço e com o público, incitando este a cantar e a repetir as suas músicas.“Too drunk to fuck”, “Blister in the Sun” e até a “Just can’t get enough” dos Depeche Mode foram interpretadas com uma expressividade incomum e uma alegria incomparável que se alastrou a toda a audiência, especialmente quando uma das cantoras resolveu ela também conquistar o poço e indo ainda mais longe,saltando as grades e envolvendo-se no meio do público, aos abraços e risos, com tempo até para uma ou outra fotografia. De volta ao palco, foi possível escutar uma versão de “God Save The Queen” apenas com uma guitarra acústica e uma voz doce e, por fim, o clássico “Love Will Tear Us Apart”, que deliciou o público. Um concerto muito consistente e forte, com as emoções à flor da pele e um poder espectacular.</p>
<p>Os <strong>The Gift</strong> foram os seguintes no alinhamento. Substitutosdos Depeche Mode, a par dos Xutos e Pontapés, entraram com muita energia e tentaram ao máximo oferecer um concerto animado, tentando colmatar a grande falha da noite, tarefa praticamente impossível. Apesar deste peso sobre os ombros, deram um bom espectáculo, puxando pela audiência, que nesta altura já era bastante considerável, enchendo quase metade do campo do Bessa. Temas como “Ok! Do you wantsomething simple”, “11:33”, “Fácil de entender” e “Driving you slow” foram ouvidos e cantados pelos festivaleiros. Sónia Tavares agradeceu a presença de todos, demonstrou o seu agrado em estar de regresso ao Porto e entreteu de forma bastante positiva quem a estava a ver. Um bom saldo para um concerto de substituição.</p>
<p>Encerrando a noite, foi a vez dos conhecidos rockeiros portugueses Xutos e Pontapés apresentarem o seu alinhamento, com um público bastante entusiasmado e receptivo à sua espera. Foram ouvidos tanto os clássicos da banda, aquelas músicas que todos sabemos de cor, passados tantos anos, bem como temas do seu homónimo álbum novo. Presenciou-se um típico concerto de Xutos, familiar e conhecido entre o público português.    Fazendo uma retrospectiva a toda a noite e tendo em conta aquilo que poderia ter sido com o cancelamento dos Depeche Mode, há que salientar o resultado positivo deste evento. Foram vistos e ouvidos bons concertos, que tentaram preencher a lacuna deixada e que, nem que por breves momentos, fizeram esquecer o motivo porque gostaríamos de estar ali: Depeche Mode.</p>
<table style="text-align: center" align="center" border="0">
<tbody>
<tr style="text-align: left">
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202009%20-%20Porto/"><img alt="Motor" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock Super Rock/SBSR 2009 - Porto/tn_Motor_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202009%20-%20Porto/"><img alt="Nouvelle Vague" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock Super Rock/SBSR 2009 - Porto/tn_Nouvelle_Vague_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202009%20-%20Porto/"><img alt="Peter Bjorn and John" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock Super Rock/SBSR 2009 - Porto/tn_Peter_Bjorn_and_John_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202009%20-%20Porto/"><img alt="The Gift" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock Super Rock/SBSR 2009 - Porto/tn_The_Gift_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202009%20-%20Porto/"><img alt="Xuts e Pontapés" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock Super Rock/SBSR 2009 - Porto/tn_Xutos_e_Pontapes_01.jpg" /></a></td>
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<tr style="text-align: left">
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202009%20-%20Porto/"><img alt="Motor" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super Bock Super Rock/SBSR 2009 - Porto/tn_Motor_02.jpg" /></a></td>
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</tbody>
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<div style="text-align: right"><strong>Texto</strong>: Maria Neves <br /></div>
<div style="text-align: right"><strong>Foto</strong>: Marco Castro <br /></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center; padding-left: 30px;" class="info"><strong>Reportagem Super Bock Super Rock Porto -<a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/"> </a><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202009%20-%20Porto/">Fotos</a><br /></strong></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p><!-- /* Font Definitions */ @font-face  {font-family:"Cambria Math";  panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:roman;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-unhide:no;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman","serif";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText  {mso-style-noshow:yes;  mso-style-unhide:no;  mso-style-link:"Corpo de texto Carácter";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  text-align:justify;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Arial","sans-serif";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.CorpodetextoCarcter  {mso-style-name:"Corpo de texto Carácter";  mso-style-noshow:yes;  mso-style-unhide:no;  mso-style-locked:yes;  mso-style-link:"Corpo de texto";  mso-ansi-font-size:12.0pt;  mso-bidi-font-size:12.0pt;  font-family:"Arial","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Arial;  mso-hansi-font-family:Arial;  mso-bidi-font-family:Arial;}.MsoChpDefault  {mso-style-type:export-only;  mso-default-props:yes;  font-size:10.0pt;  mso-ansi-font-size:10.0pt;  mso-bidi-font-size:10.0pt;}@page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;}div.Section1  {page:Section1;}-->Foi com um duro golpe que o <strong>Super Bock Super Rock, no Porto,</strong> abriu as portas para a sua 15ª edição. O cancelamento dos Depeche Mode, grandes <em>headliners </em>da noite, e a promessa de devolução do dinheiro do bilhete àqueles que assim o pretendessem fizeram com que pouca gente estivesse no recinto à hora de abertura, algo que fazia prever um estádio do Bessa pouco composto.</p>
<p>A abertura do festival coube a um das bandas vencedoras do já habitual concurso “Super Bock Super Rock Preload”, os <strong>Soapbox</strong>. Constituídos por cinco membros, a banda oriunda de Lisboa, actuou para um pequeno grupo, composto essencialmente de amigos e familiares, com um alinhamento de quatro músicas. Foi uma boa prestação de rock alternativo, bem escolhido para o inicio do dia.</p>
<p>De seguida, entrou em palco o duo <strong>Motor</strong>, que trazia consigo um set de músicas situadas entre o <em>techno </em>e o <em>electro </em>e uma frase mote que repetiriam várias vezes durante a sua curta actuação: “We are MO-TOR!”. A performance demonstrou-se enérgica, mas teria sido mais apropriado se a banda, pelo seu estilo mais dançável, tivesse actuado no fim da noite.</p>
<p>Um <em>backdrop </em>preto com letras brancas anunciava a banda seguinte, uma das mais esperadas do dia:<strong> Peter, Bjorn and John</strong> surgiram no palco vestidos a preceito e com uma atitude muito positiva para partilhar com a audiência. Lançando-se de imediato ao seu indie rock, conseguiram um feedback dos presentes que ainda não se tinha sentido: palmas, músicas trauteadas eassobios eram audíveis, até mesmo um “És lindo” de um membro masculino já bastante embriagado. “Nothing to worry about” e “Lay it Down” foram alguns dos temas que agradaram o público, mas foi com a reconhecida e assobiável “Young Folks” que o primeiro pico de êxtase da noite se deu. Todo o recinto assobiava e dançava ao som da música. Um dos vocalistas desceu até junto do público e percorreu a primeira fila, distribuindo cumprimentos por todos, deixando um sorriso na cara da maioria, algo que aproximou ainda mais público e banda. De regresso ao palco, a performance continuou, com movimentos de dança muito expressivos de Peter e com um convite para acompanhar uma música entoando um“La La La” melódico. Um actuação muito agradável e próxima, que fez com que o público que até ai se espalhava pelo recinto se aproximasse do palco, revelando já uma massa considerável de pessoas presentes.</p>
<p>Os <strong>Nouvelle Vague</strong> são já uma presença assídua em Portugal e foram os seguintes a actuar. Uma recepção calorosa esperava-os e estes corresponderam em tudo com a sua performance, o melhor concerto da noite. Houve dança, houve teatro, houve uma incrível interacção com o público que deixou toda a gente no auge. As vocalistas, uma loira e uma morena, brincavam com o espaço e com o público, incitando este a cantar e a repetir as suas músicas.“Too drunk to fuck”, “Blister in the Sun” e até a “Just can’t get enough” dos Depeche Mode foram interpretadas com uma expressividade incomum e uma alegria incomparável que se alastrou a toda a audiência, especialmente quando uma das cantoras resolveu ela também conquistar o poço e indo ainda mais longe,saltando as grades e envolvendo-se no meio do público, aos abraços e risos, com tempo até para uma ou outra fotografia. De volta ao palco, foi possível escutar uma versão de “God Save The Queen” apenas com uma guitarra acústica e uma voz doce e, por fim, o clássico “Love Will Tear Us Apart”, que deliciou o público. Um concerto muito consistente e forte, com as emoções à flor da pele e um poder espectacular.</p>
<p>Os <strong>The Gift</strong> foram os seguintes no alinhamento. Substitutosdos Depeche Mode, a par dos Xutos e Pontapés, entraram com muita energia e tentaram ao máximo oferecer um concerto animado, tentando colmatar a grande falha da noite, tarefa praticamente impossível. Apesar deste peso sobre os ombros, deram um bom espectáculo, puxando pela audiência, que nesta altura já era bastante considerável, enchendo quase metade do campo do Bessa. Temas como “Ok! Do you wantsomething simple”, “11:33”, “Fácil de entender” e “Driving you slow” foram ouvidos e cantados pelos festivaleiros. Sónia Tavares agradeceu a presença de todos, demonstrou o seu agrado em estar de regresso ao Porto e entreteu de forma bastante positiva quem a estava a ver. Um bom saldo para um concerto de substituição.</p>
<p>Encerrando a noite, foi a vez dos conhecidos rockeiros portugueses Xutos e Pontapés apresentarem o seu alinhamento, com um público bastante entusiasmado e receptivo à sua espera. Foram ouvidos tanto os clássicos da banda, aquelas músicas que todos sabemos de cor, passados tantos anos, bem como temas do seu homónimo álbum novo. Presenciou-se um típico concerto de Xutos, familiar e conhecido entre o público português.    Fazendo uma retrospectiva a toda a noite e tendo em conta aquilo que poderia ter sido com o cancelamento dos Depeche Mode, há que salientar o resultado positivo deste evento. Foram vistos e ouvidos bons concertos, que tentaram preencher a lacuna deixada e que, nem que por breves momentos, fizeram esquecer o motivo porque gostaríamos de estar ali: Depeche Mode.</p>
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<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202009%20-%20Porto/"><img alt="Motor" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Super%20Bock%20Super%20Rock/SBSR%202009%20-%20Porto/tn_Motor_01.jpg" /></a></td>
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<div style="text-align: right;"><strong>Texto</strong>: Maria Neves <br /></div>
<div style="text-align: right;"><strong>Foto</strong>: Marco Castro <br /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Reportagem Optimus Alive!09</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 10:49:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<div style="text-align: center" class="info"><strong>Reportagem Optimus Alive!09 -<a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/"> </a><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/">Fotos (dia 9) </a>&#124; <a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/">Fotos (dia 10) </a>&#124; <a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/">Fotos (dia 11)</a><br /></strong></div>
<div style="text-align: justify"></div>
<div style="text-align: justify"></div>
<p style="text-align: center"><strong>Dia 9 de Julho</strong></p>
<p>Chega finalmente o primeiro dia de um dos festivais mais esperados deste ano – o <strong>Optimus Alive! </strong> Aparte de algum atraso com as entradas, o evento apresenta-se com melhores condições tanto a nível de infra-estruturas como a nível de organização. Aqueles que conheciam o Alive! com dois palcos, passaram a vê-lo com mais um – o Optimus Discos - com bandas nacionais, e as tradicionais pulseiras cor de laranja são substituídas por pulseiras negras de pano. Não terá sido propositadamente que a organização fez combinar as pulseiras com a roupa da maior parte dos festivaleiros. O primeiro dia, - dedicado, no Palco Optimus, ao heavy metal americano, e no Palco Super Bock a um estilo mais alternativo maioritariamente inglês - contou com a presença de cerca de 40 mil pessoas.</p>
<p>As honras de abertura do festival, além da banda sob o pórtico de entrada, foi d’<strong>Os Golpes</strong>. Sob um sol abrasador, muitos refugiaram-se na sombra do palco Super Bock a ouvir a primeira banda que tocou, enquanto outros marcavam já o seu lugar no palco principal. Após a primeira música, que foi apenas instrumental – Cruz Vermelha -, fazendo as delícias dos observadores, o vocalista Manuel Fúria dos Golpes gritou ao público: “Só temos 40 minutos para mostrar o que valemos, por isso aqui vai!”, prometendo apresentar o melhor da banda no palco. A apresentação do albúm fresquinho <em>Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco </em>foi uma escolha acertada para a inauguração da edição deste ano do festival.</p>
<p>Meia hora passada sob o corte da fita inaugural, abre-se o Palco Optimus para todos aqueles que desde cedo marcavam lugar para os grandes nomes que se viriam a apresentar mais tarde. Foi um recinto já bastante cheio que acolheu os nacionais <strong>RAMP</strong>, com coros que gritavam “Portugal” a fazerem-se ouvir no Passeio Marítimo de Algés. A banda deu provas do seu talento, deixando o público orgulhoso do rock nacional, chamando cada vez mais ouvintes. As faixas do mais recente <em>Visions </em>como <em>Blind Enchantement</em> e <em>The Cold</em>, fizeram parte do repertório que fez as delícias dos fãs.</p>
<p>Apesar de curto, o concerto dos metaleiros nacionais ainda se sobrepôs aos <strong>Silversun Pickups</strong>. Não foi razão, contudo, para que o tapete verde em frente ao Palco Super Bock estivesse vazio, antes pelo contrário. Os californianos também conhecidos como SSPU, entraram em palco, efusivamente aplaudidos pela audiência. Para quem conhecia, a actuação esteve um quanto aquem das expectativas elevadas pela qualidade dos albuns, mas para os mais novos nestas andanças, a banda não desiludiu e deu um espectáculo digno de ser presenciado. Mesmo depois de um salto para o chão diante do público menos gracioso, o vocalista Brian Aubert fez questão de puxar pelo público português, que dançou e entoou alguns temas em uníssono. Um dos exemplos foi o tema <em>Growing Old is Getting Old</em>. A banda mostrou ser bem disposta e de uma alegria em palco contagiante.</p>
<p>Enquanto isto, entravam os <strong>Mastodon </strong>em palco. Um dos nomes mais aguardados deste dia, não destoando do resto do cartaz do palco principal, a banda norte-americana esteve à altura do público português, que agradeceu com entoações em conjunto, mosh-pits e uma energia um pouco suprimida.    Ao contrário do que era esperado pelos fãs, que em busca de semelhanças com setlists dos últimos concertos em que os Mastodon tocaram o último <em>Crack the Skye </em>na íntegra, desta vez a banda que nos visitou pela última vez há dois anos no Super Bock Super Rock, presenteou-nos com uma setlist mais diversificada. Ouviu-se <em>Oblivion </em>a abrir, sim, ma seguiu-se imediatamente de<em> The Wolf is Loose</em> e<em> Crystal Skull </em>do Blood Mountain de 2006 e <em>Blood &#38; Thunder de Leviathan</em>. A par destas, também <em>The Czar</em> e<em> Crack the Skye</em> fizeram parte da lista de músicas que levou o público a um rubro algo tímido.</p>
<p>Os <strong>Mazgani </strong>ficam encarregues da abertura do terceiro e novo palco – Optimus Discos, colocado entre os dois palcos primórdios. Apesar de não ter uma audiência muito vasta, a banda conseguiu agradar a quem aprecia música mais calma e alternativa à que se ouvia nos outros palcos.</p>
<p>Mesmo 15 minutos atrasados, os <strong>Delphic </strong>conseguiram deliciar o público com a sua música electrónica e energia contagiantes. Mesmo perante um recinto ligeiramente mais vazio que na banda anterior, os Delphic tocaram músicas sucessivamente mais e mais animadas, puxando pelo público que agradeceu o momento de dança. No final do concerto, a banda actualizou a sua página oficial no Twitter, a agradecer aos fãs lusos.</p>
<p>O festival divide entre todos os palcos bandas igualmente boas, ainda que de estilos distintos.                    Os <strong>Lamb of God</strong> prometiam agitação no palco principal e não faltaram às expectativas. Perante uma audiência animada em que os moshs eram mais que muitos, espalhando-se pelo recinto, conseguiram que todo o público aderisse e se deixasse levar pelos acordes das músicas, causando momentos de pura loucura. O recinto ia enchendo à medida que o tempo passava, demonstrando o quão incansáveis são os seus fãs.</p>
<p>De volta ao mais recente filho do Optimus Alive!, no palco Optimus Discos os <strong>The Bombazines</strong> deram mostras do seu talento. Com uma postura enérgica e incansável em palco, a voz de Marta Ren encheu o recinto, enquanto Rui Silva “Gon” deambulava pelo palco levantando a camisola inúmeras vezes e tentando levar os espectadores a dançar. O tema <em>This Song is for Tomorrow</em> foi um dos picos do concerto, bem como o “número” especial do baixo, juntamento com os teclados e a programação. Um orgulho nacional que deixou a sua marca bem patente nesta edição do festival.</p>
<p>Os<strong> Air Traffic </strong>foram carinhosamente recebidos pelo público português, que demonstrou o seu apreço pela banda com uma adesão sem igual ao concerto. Os membros da banda mostraram-se simpáticos e o baterista fez questão de tirar fotos ao público no final do concerto. Depois desta actuação, o público ficou com apetite e curiosidade para ver mais desta banda que promete elevar ainda mais o seu nível.</p>
<p>O público português e os fãs de<strong> Machine Head</strong> tiveram o privilégio de assitir a uma performance de alta qualidade por parte da banda. Constantemente a puxar pela audiência e a chamar por Lisboa, a banda deu mostras do seu apreço pelos fãs que não desiludiram na adesão ao concerto. Tocaram temas recentes, bem como alguns antigos. Do primeiro albúm<em> Burn My Eyes</em>, como é caso disso o tema <em>Old </em>e <em>Davidian </em>(com a qual encerraram o concerto). Além destas contou-se com uma fileira de 3 músicas – <em>Imperium</em>, <em>10 Ton </em>e<em> Beautiful</em> que deliciaram os fãs que à medida que o tempo passava, pareciam mais felizes. Perto do final do concerto, a mãe do baixista Adam Duce foi chamada ao palco, apresentada pelo vocalista Robb Flynn como sendo lusitana de sangue, e presente pela primeira vez no nosso país.</p>
<p>À medida que o Sol se punha, o palco Super Bock enchia cada vez mais, pelo que acolheu calorosamente os <strong>TV on the Radio</strong>, que proporcionaram um concerto digno de palco maior, como haviam feito anteriormente por terras nacionais. A energia da banda norte-americana contagiou o ar no Optimus Alive! e deu ares da sua graça em temas como <em>Red Dress</em> e outros singles que foram entoados em conjunto com os ávidos fãs, tendo alguns sido inclusive dedicados a Lisboa.</p>
<p>A caminho do Palco Optimus, encarávamos os <strong>The Vicious Five</strong>, prontos a fazerem a casa mexer, que aproveitavam, segundo o vocalista, o momento de silêncio que vinha do palco maior para começarem a festa.</p>
<p>Num saltitar constante de palco em palco, voltamos à aparentemente maior concentração de todo o festival – os <strong>Slipknot </strong>entram em palco ostentanto as suas máscaras. Com uma pequena reprodução se um vídeo do <em>far oeste</em> acompanhado de uma introdução para <em>Sic</em>, a banda de Corey Taylor faz explodir a multidão com <em>Eyeless </em>e <em>Wait and Bleed </em>quase a abrir o concerto.  Com a ajuda do público, a banda de Iowa vê-se perante milhares de pessoas a cantarem <em>Before I Forget </em>e<em> Sulfur</em>.    A trágica morte de um familiar impediu o percussionista Chris Fehn de se juntar à banda para o concerto no Alive!. O seu lugar foi assumido, assim, pelo rodopiante Shawn "Clown" Crahan que largava as suas “latas” na plataforma elevada para ir até ao outro lado do palco fazer a vez do ostentador da máscara de nariz comprido. Em honra de Chris, cantou-se <em>Dead Memories</em> num tom quase comovente, seguida de <em>Disasterpiece</em>. De volta do mais recente <em>All Hope is Gone</em>, era quase arrepiante ver a colaboração gigantesca do público que saltava ao som de <em>Psychosocial</em>. Ficava por aqui a viagem ao álbum de 2008 e iniciava-se um gigante arrepio com <em>Duality</em> e <em>People = Shit</em>. A encerrar o concerto, os Slipknot deram-nos aquela que é uma das músicas favoritas dos portugueses – <em>Spit it Out</em>, antecedida pela não menos contagiante <em>Surfacing</em>.</p>
<p>De regresso ao local onde tínhamos visto pela última vez os The Vicious Five, está agora <strong>Nuno Lopes</strong>, integrante da série Os Contemporâneos, que dá início ao uso dos pratos.</p>
<p>Ao mesmo tempo que decorria o espectáculo de máscaras, subiam ao palco do lado oposto os <strong>Klaxons</strong>, a fazer rebentar o espaço pelas costuras. A banda que volta a Portugal 2 anos depois da sua actuação no festival Super Bock Super Rock de 2007, abre a sua actuação com <em>Atlantis to Interzone</em> foi a escolha perfeita para a abertura do que prometia ser um concerto memorável. O público entoou na perfeição temas como <em>Totem on the Timeline </em>ou <em>Golden Skans.</em> Aos primeiros acordes da <em>Gravity’s Rainbow</em>, os fãs mostraram o quanto ansiavam por este concerto, cantando cada parte da música enquanto dançavam noite fora. O tema <em>Not Over Yet</em> foi outro bem acolhido pelo público, embora a música que obteve mais adesão tenha sido a <em>Magick</em>. Jamie Reynolds fez excursões ao público, mas mesmo apesar disso, o concerto não superou o seu antecedente que tinha deixado grandes expectativas neste retorno.</p>
<p>Passado um ano, o quarteto de S. Francisco estava de volta, ao som de Ecstasy Of Gold de Ennio  Morricone como já é tradição. À semelhança do concerto de há cinco anos, os <strong>Metallica</strong> abriram  com Blackened do épico ...And Justice For All, conquistando de imediato os cerca de 40.000  presentes no recinto. For Whom The Bell Tolls foi o tema seguinte, e apesar de cativar sempre  os mais devotos, faz sempre com que os mais nostálgicos fãs da banda recordem com saudade a  forma como o ex-baixista Jason Newstead introduzia a música ao vivo. Holier Than Thou, do Black  Album continuou a pôr à prova as memórias e vozes do público, que respondeu sempre à altura, para  depois se ouvir um tema, que nas palavras do próprio James Hetfield "deverá ser especial  para todos" (Lepper Messiah), e a balada Fade To Black. Mas, os Metallica estavam em Portugal  para apresentar o recente Death Magnetic, e Hetfield fez questão de salientar que "o que importa  não é o passado, não é o futuro, mas sim o presente", para tocar Broken, Beat &#38; Scarred e Cyanide. Ficou desde logo provado, que os Metallica estão de volta também do ponto de vista criativo, e que o novo album resulta bem ao vivo. Terminado o "teste" das novas músicas, James rapidamente pôs o público português a cantar o refrão de Sad But True, antes de eles próprios começarem a tocar. Como sempre, antes de One, há um espectáculo de pirotecnia no palco, que culmina com o lançar de fogo de artificio, para que James Hetfield possa dar inicio ao tema que em 1988 deu origem ao primeiro videoclip da banda. Após estes dois clássicos, voltamos a ouvir um par de músicas do album Death Magnetic, justamente os dois singles, All Nightmare Long e The Day That Never Comes. Este último a cativar mesmo os seguidores mais recentes dos Metallica. Como não podia deixar de ser, estava na altura de tocar Master Of Puppets, na qual, como já é hábito, o vocalista deixa o público cantar alguns versos. A fasquia estava alta, e os Metallica não desiludiram, disparando a explosiva Fight Fire With Fire, que teve direito a mais  pirotecnia. Nothing Else Matters e Enter Sandman, foram as duas últimas musicas antes do encore,  que começaria com uma cover de Misfits, Die, Die My Darling, lembrando a caveira que o falecido  Cliff Burton tinha no braço. Para delirio de muitos, os Metallica regressaram às origens,  e tocaram Whiplash, do seu primeiro album (Kill'em All), de 1983. Estava na hora do adeus.  Após cerca de duas horas, e visivelmente satisfeito com o incansável e fiel público português,  James Hetfield pergunta repetidamente "prometem dar o vosso melhor?". A resposta foi unanimemente  afirmativa, e certamente que o público não defraudou as expectativas da banda cantando Seek  And Destroy, que foi, como sempre, o hino que dá por terminado mais um concerto dos americanos  Metallica. Lars Ulrich no final disse "três anos, três concertos. Este foi o melhor!". Os Metallica, mais uma vez, provaram que merecem o incondicional crédito dado pelos seus  seguidores, e que cada vez mais Kirk Hammet vai ganhando a forma que havia perdido durante  a paragem da banda.</p>
<p>Embora o recinto estivesse mais de metade vazio, depressa encheu quando os <strong>Crystal Castles</strong> entraram em palco e começaram a mostrar porque têm tantos fãs em Portugal. A enérgica Alice Glass demonstrou estar em perfeita forma ao correr e saltar pelo palco de holofote em riste, brincando com o mesmo enquanto as luzes do palco produziam um efeito hipnotizante na multidão. Depressa o recinto se transformou numa pista de dança, enquanto o público dançava ao som de temas como <em>Courtship Date</em>. As constantes idas ao palco e os crowdsurfs pelo público garantiram a Alice Glass a melhor performance da noite do palco secundário, que deliciou qualquer pessoa presente na audiência.</p>
<p>O resto da noite ficaria a cargo de <strong>Mr. Mitzuhirato</strong> no Optimus Discos e de <strong>Erol Alkan</strong> no palco Super Bock. A noite foi longa até que o DJ desse por terminado o dia 1 do Alive!</p>
<p>Hoje o dia é iniciado pel’<strong>Os Pontos Negros</strong> e com uma grande expectativa sobre o concerto dos <strong>The Prodigy</strong>, depois da sua actuação no Marés Vivas do ano passado.</p>
<table style="text-align: center" align="center" border="0">
<tbody>
<tr style="text-align: left">
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Lamb of God" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/9 de Julho de 2009/tn_Lamb_of_God_01.jpg" /></a></td>
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<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Mastodon" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/9 de Julho de 2009/tn_Mastodon_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Metallica" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/9 de Julho de 2009/tn_Metallica_01.jpg" /></a></td>
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</tr>
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<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Metallica" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/9 de Julho de 2009/tn_Metallica_05.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Slipknot" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/9 de Julho de 2009/tn_Slipknot_03.jpg" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<hr />
<div style="text-align: center"><strong>Dia 10 de Julho</strong></div>
<p>Coube aos americanos <strong>The Gaslight Anthem</strong> inaugurar o segundo dia do festival Optimus Alive! ’09. A música entreteve a audiência cujo número ia aumentando à medida que o tempo passava mas que nunca chegou a atingir os número da noite anterior.</p>
<p>Com o mesmo número de pessoas se compunha o palco Optimus onde actuavam os nacionais <strong>Os Pontos Negros</strong>, a dar uma hipótese aos autores de <em>Magnífico Material Inútil</em> e a reservarem lugar para as restantes bandas. Jónatas Pires e a sua banda tentaram, com um razoável sucesso, animar a plateia. Temas como <em>Conto de Fadas de Sintra a Lisboa </em>e <em>Salomé </em>constaram do repertório, juntamente com alguns antigos, tais como <em>Não sei se Tens o que Quero </em>e<em> Inês. </em></p>
<p>A manter a portugalidade, no Palco Super Bock os <strong>John Is Gone </strong>garantiram energia em palco e conseguiram contagiar os ouvintes do palco secundário. O público foi crescendo e Rui Brito não demonstrou quaisquer sinais de cansaço enquanto corria pelo palco. O público ficou no geral, convencido, e certamente entusiasmado para os concertos seguintes.</p>
<p>Pelas 18h30, no palco principal, começam a ouvir-se os primeiros minutos da música <em>Ladies Night</em>, dos Kool and the Gang. Entram em palco os <strong>Eagles of Death Metal</strong> e Jesse "Boots Electric" Hughes passeia pelo palco, cumprimentando os fãs efusivos. Depois de arranjar o bigode, é tempo para o Rock ‘n Roll.<em> I Only Want You</em> é o tema escolhido para iniciar uma actuação enérgica que contou com entoações por parte do público, bem como inúmeras ovações. Entre músicas, Jesse Hughes fez de árbitro numa competição entre os dois lados da audiência, levando a fazer-se ouvir o público. O momento alto ficou a cargo da conhecida<em> I Want You So Hard (Boy’s Bad News)</em>, num concerto que o próprio vocalista afirmou estar nervoso e por isso pediu desculpa, por tocar perante tão vasta audiência e num sítio tão bonito ao lado da praia, a opor-se à sua última visita em Paredes de Coura de 2006.</p>
<p>Os britânicos <strong>Late of the Pier </strong>garantiram um recinto cheio no palco Super Bock e ovações efusivas quando entraram vestidos em roupas brilhantes e coloridas. O público manifestou o seu apreço na actuação que anunciou o começo de uma grande noite naquele lado do Passeio Marítimo. Temas como <em>Heartbeat </em>puseram o recinto a cantar, dançar e saltar, à medida que o número de espectadores crescia.</p>
<p>Os <strong>The Kooks</strong> eram uma das bandas esperadas neste dia no palco principal. Acarinhados pelos fãs que os receberam entusiasticamente, Luke e os seus colegas souberam estar à altura do desafio. <em>Always Where I Need to Be</em> garantiu uma adesão enérgica por parte do público logo desde o início, seguida de <em>Matchbox </em>que deliciou os fãs mais antigos. Luke fez questão de treinar o seu português e cumprimentou os fãs que responderam em uníssono. <em>Sway </em>proporcionou um dos momentos altos, bem como os outros singles do último albúm <em>Konk</em>. <em>She Moves in Her Own Way </em>fez o público dançar e <em>Do You Wanna</em> garantiu a dose certa de loucura. Por fim, <em>Stormy Weather </em>e<em> Sofa Song,</em> “coladas”, foram os temas que fecharam a actuação dos The Kooks.</p>
<p><strong>Hadouken! </strong>foi a banda da noite. O recinto do palco Super Bock estava a abarrotar e os mosh pit foram intermináveis. O mesmo sentimento de euforia era partilhado por todos os presentes e a banda foi incansável e demonstrou o seu valor de forma abismal. Os ingleses apresentaram temas novos e tocaram outros do albúm <em>Music For An Accelerated Culture</em>, que fizeram as delícias dos fãs, tais como <em>Declaration Of War</em> e <em>Crank It Up</em>, este último dedicado aos seus amigos Does If Offend You, Yeah?, que lhes seguiriam no alinhamento do palco. A actuação foi fechada pela <em>Leap of Faith.</em> Energia interminável da banda londrina cujo nome é saído do clássico<em> Street Fighter</em> deixou uma opinião mais que positiva.</p>
<p>Embora já estivessem estado presentes na primeira edição do festival, neste mesmo palco, os <strong>Blasted Mechanism</strong> voltaram à edição deste ano com a tour Start to Move, e a mostrar o não-tão-novo líder da banda. Embora Guitshu não possua a mesma energia de Karkov, a banda soube animar o público, como sempre. A começar com <em>Start to Move</em>, os Blasted mostraram um pouco de toda a discografia através de<em> I Believe, Blasted Empire,</em> <em>Sun Goes Down e Battle of Tribes</em>. Garantiram um ambiente de dança em Algés, mais uma vez, e a terminar ouviu-se <em>Karkov</em>, uma das mais conhecidas e mexidas músicas da segunda banda mais mascarada desta edição do Festival Optimus Alive.</p>
<p>O desafio de alcançar o mesmo nível da actuação dos Hadouken estava lançado. E <strong>Does It Offend You, Yeah?</strong> souberam estar à altura. Temas como <em>With a Heavy Heart (I Regret to Inform You) </em>proporcionaram o clima para os <em>mosh pit</em> e uma euforia contagiante que se fez sentir no recinto e apelou a cada vez mais ouvintes. <em>Battle Royale </em>e <em>Being Bad Feels Pretty Good </em>fizeram ainda parte de um repertório onde a falta de <em>Let’s Make Out </em>se fez sentir. Foram os Hadouken! e Does It Offend You, Yeah? as bandas que dominaram a noite no Passeio Marítimo de Algés.</p>
<p>Os muitos aguardados <strong>Placebo </strong>entraram em palco perante uma legião de fãs entusiasmados e ansiosos por ver a actuação. <em>Kitty Litter</em>, um tema do novo albúm<em> Battle for the Sun</em> foi o primeiro a ser tocado, seguido de Ashtray Heart. Algo frio e distante, Brian Molko cumprimentou os seus irmãos e irmãs, “children of Portugal”. Depois de batalharem pelo Sol, os Placebo apresentaram o novo single que já passa na TV, <em>For What It’s Worth</em>. Temas como<em> Follow the Cops Back Home</em> e <em>Special Needs</em> atenuaram a euforia por que tanto os fãs ansiavam mas que nunca realmente chegou. As entoações em uníssono fizeram-se ouvir em <em>Special K </em>e <em>Meds</em>, antes de <em>Song to Say Goodbye </em>que levou a banda para o encore.<em> Infra Red</em> e <em>The Bitter End</em> foram os temas que se seguiram antes da final<em> Taste in Men</em>, que fechou uma actuação aquem das expectativas.</p>
<p>O calor ainda se fazia sentir no palco Super Bock quando os americanos <strong>Fischerspooner </strong>chegaram, com o excêntrico Spooner atrás de dois espelhos e com um chapéu-candeeiro que iluminava a maquilhagem. Entre mudas de roupa e coreografias fascinantes, a música proporcionou momentos de dança bem agradáveis e temas como<em> Happy, Get Confused, Money Can’t Dance</em> e <em>Never Win</em> fizeram parte da setlist. A actuação terminou numa coreografia que fora previamente escolhida como última cena a ser filmada para o novo vídeo. Para garantir que tudo estava perfeito, Casey Spooner recomeçou a coreografia depois de se ter enganado num passo. Dedicou esta última actuação a Michael Jackson e aos altos e baixos da vida de artista. A despedida veio sob a forma de vénias, quer da banda, quer do público; nas palavras do próprio Casey Spooner, «This is what we call showbusiness».</p>
<p>Os <strong>The Prodigy</strong> fizeram outra das delícias da noite. Já se esperava um grande concerto, mas apesar disso a actuação não superou a sua última vinda ao nosso país. Deu-se início a um espectáculo de luzes com<em> World’s on Fire </em>e o público estava claramente em êxtase. Seguiu-se<em> Breathe </em>e <em>Omen</em>, os britânicos Keith Flint e Max Reality corriam, incansáveis pelo palco. Entre muitas outras ouviu-se <em>Run with the Wolves</em> e a antiga <em>Voodoo People</em>. O ambiente de dança foi constante, os Prodigy são bem conhecidos pela sua música enérgica, nunca deixando os seus concertos cair na moleza de balada ou algo semelhante.    De volta a um <em>encore</em>, deram-nos<em> Invaders Must Die </em>do álbum homónimo, seguida de <em>Smack My Bitch Up</em>, bem como <em>Take Me To The Hospital</em>, frase escrita no computador do teclista Liam Howlett.</p>
<p>Foi uma audiência crescente com o fecho do Palco Optimus que apladiu os <strong>The Ting Tings</strong>, quando estes entraram em palco. Jules começou a tocar os primeiros acordes de <em>We Walk</em>, ao som da qual Katie entrou de seguida. <em>Great Dj </em>espalhou a euforia pela audiência, que saltou e dançou até à exaustão, enquanto entoava as letras. Katie pega numa folha A4 e lê num português muito arcaico: "Olá, obrigado por me receberem, gosto muito de estar aqui, o meu português é uma m*r*a" e seguiu-se mais música. <em>Be the One</em> foi carinhosamente acolhida pelo público, bem como a esperada <em>Shut Up and Let Me Go</em>. Jules ficou em palco sozinho e pôs a tocar a banda sonora de <em>Ghostbusters </em>para delírio do público, que recebeu de volta Katie que cantou<em> Impacilla Carpisung</em>. O fecho da actuação esteve a cargo da <em>That’s Not My Name</em>, exemplarmente entoada pelos incansáveis fãs. Uma actuação marcada pelo histerismo, tanto em palco como no público e pela energia contagiante de Katie, que dançou noite fora. Ficou no ar uma quase promessa de um regresso breve a Portugal.</p>
<p>Coube a <strong>Zombie Nation</strong> o desfecho da noite no segundo dia do Optimus Alive! ’09, que garantiu o ambiente de disco no palco Super Bock até tarde.</p>
<p>Para hoje aguardam-se <strong>Dave Matthews Band</strong> e <strong>The Black Eyed Peas</strong> entre outros sons.</p>
<table style="text-align: center" align="center" border="0">
<tbody>
<tr style="text-align: left">
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Blasted Mechanism" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/10 de Julho de 2009/tn_Blasted_Mechanism_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Placebo" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/10 de Julho de 2009/tn_Placebo_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="The Kooks" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/10 de Julho de 2009/tn_The_Kooks_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="The Ting Tings" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/10 de Julho de 2009/tn_The_Ting_Tings_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Fischerspooner" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/10 de Julho de 2009/tn_Fischerspooner_01.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr style="text-align: left">
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Blasted Mechanism" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/10 de Julho de 2009/tn_Blasted_Mechanism_02.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Placebo" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/10 de Julho de 2009/tn_Placebo_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="The Kooks" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/10 de Julho de 2009/tn_The_Kooks_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="The Ting Tings" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/10 de Julho de 2009/tn_The_Ting_Tings_02.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Fischerspooner" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/10 de Julho de 2009/tn_Fischerspooner_03.jpg" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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<div style="text-align: center"><strong>Dia 11 de Julho</strong></div>
<p>No último dia do festival, foram os<strong> X-Wife</strong> a abrir o palco Super Bock. À medida que o recinto ia enchendo, os portugueses tocaram faixas conhecidas como <em>Ping Pong </em>e <em>On the Radio</em>, animando os ouvintes presentes que entoavam as faixas em conjunto. Cantaram ainda o segundo single do novo albúm, a faixa <em>Firework</em>.</p>
<p>No palco principal, o primeiro a actuar foi outro músico nacional. Mesmo perante um recinto pouco cheio e ainda menos animado, <strong>Boss AC</strong> fez tudo para espalhar a boa onda, desde desfiles a mostrar o novo <em>outfit </em>a expressões de incitação a ovações. Cantou músicas do seu novo albúm, <em>Preto no Branco</em>, como <em>A Boca Diz o Que Quer</em> e também as mais antigas, de entre as quais, <em>Boa Vibe, Hip Hop (Sou Eu e És Tu)</em> e, claro, <em>Baza Baza</em>.</p>
<p>Os britânicos <strong>A Silent Film</strong> eram esperados no palco Super Bock por uma audiência já mais abundante e que foi crescendo. <em>Thirteen Times the Strength</em> foi o tema escolhido para abrir. Robert Stevenson cumprimentou os espectadores e apresentou a banda em português, antes de cantarem os temas <em>Julie June</em> e<em> Sleeping Pills</em>, que bem demonstraram o talento da banda. Os fãs tiveram ainda a honra de conhecer um tema fresquinho, <em>Firefly</em>. Depois de um tema interpretado apenas pelo vocalista ao piano, chegou a esperada <em>You Will Leave a Mark</em>, que foi entoada em uníssono pelos fãs. Uma banda a seguir no futuro, sem dúvida.</p>
<p>Enquanto isso,  o novo palco Optimus Discos recebia os <strong>Olive Tree Dance</strong> perante um público bem disposto que rapidamente aderiu aos sons da banda. Com instrumentos que incluíam o didgeridoo, os portuenses souberam espalhar o som da sua “world music”, espalhando o sentimento de “good feeling” que iria marcar o terceiro e último dia do festival.</p>
<p>A afro-alemâ <strong>Ayo </strong>entrou em palco por voltas das 19 horas, grata por estar pela primeira vez no nosso país. Veio juntar-se a um cartaz bem disposto e espalhou boa disposição por todo o recinto do Alive!. À medida que o número de espectadores ia crescendo, a cantora apresentou temas como <em>Get Out of My Way </em>sem nunca tirar um enorme sorriso da cara.</p>
<p><strong>Los Campesinos! </strong>eram uma das bandas mais aguardadas do último dia do Optimus Alive!. A banda do País de Gales entrou em palco carinhosamente acolhida pelos fãs que demonstraram o seu apreço através de danças e entoações das músicas tocadas. Gareth pediu desculpas por não saber falar grande coisa em português, mas redimiu-se com uma excelente actuação que incluiu <em>crowdsurfing </em>no público, correrias pelo palco e uma subida às colunas do palco, seguida de um salto. O tema <em>Death to Los Campesinos!,</em> recentemente escolhido para um anúncio da Super Bock, foi entoado em uníssono e Gareth brindou “Cheers!” entre cada refrão, contagiando todos com a sua boa disposição. <em>My Year in Lists</em> fez também parte do repertório, seguido de<em> You! Me! Dancing!</em>, que garantiu dança e energia pelo recinto. Antes dos dois temas finais, Gareth falou em Cristiano Ronaldo e disse ser fã do SLBenfica, levando a maioria do recinto a uma ovação efusiva. O tema <em>Sweet Dreams, Sweet Cheeks</em> foi o final perfeito, repleto de <em>crowdsurfing </em>por parte de alguns membros da banda.</p>
<p>Enquanto o recinto do palco principal ia enchendo, <strong>Chris Cornell </strong>entrou em cena para demonstrar o que consegue fazer a solo. A sua actuação incluiu, contudo, vários temas de Audioslave e Soundgarden. Para intro, escolheram <em>Black Hole Sun</em> em violino, e que o público entoava enquanto os músicos ainda não entravam em palco. Temas como <em>Show Me How to Live</em> de Audioslave e <em>Black Hole Sun </em>e <em>Spoonman </em>dos Soundgarden, levaram os fãs mais antigos à emoção. Um Chris Cornell já fora da época do grunge, mas ainda a saber dominar um palco à moda antiga.</p>
<p>Foi um recinto mais vazio que recebeu os nova-iorquinos <strong>Trouble Andrew</strong>. Com uma personagem algo estranha em palco, de máscara de caveira e um par de óculos anormalmente grandes que eram oferecidos à entrada do recinto do festival, este membro segurava uma buzina que apitava no final de cada tema. Embora algo céptico ao início, o público acabou por se deixar levar e entrar no espírito da banda.</p>
<p>O recinto do palco Optimus Discos não chegou para albergar todos os fãs de<strong> Linda Martini </strong>que para lá se dirigiram para assistir à actuação da banda. Hélio pediu um palco maior e os fãs entoaram em uníssono os temas que foram tocados daquela maneira hipnotizante a que a banda nos têm habituado. Temas como<em> Lição de Voo nº 1 </em>e <em>O Amor é Não Haver Polícia</em> foram alguns dos temas com que presentearam os seguidores de uma das bandas nacionais de renome do momento.</p>
<p>Foi um palco brutal que acolheu os tão esperados <strong>The Black Eyed Peas</strong>. Com uma plataforma altíssima para os Dj’s e robots insufláveis de ambos os lados do palco, a banda entrou em cena com o tema Let’s Get It Started, que prometeu animação para a actuação. <em>Don’t Phunk With My Heart </em>e <em>Shut Up</em> seguiram-se, fielmente entoadas pelos fãs. Fergie foi a rainha do palco e até cantou sozinha um dos seus singles a solo, <em>Big Girls Don’t Cry</em>, levando alguns membros do público a emocionarem-se. Apresentaram ainda temas do novo álbum, de entre os quais o single <em>Bom Bom Pow</em>, numa actuação enérgica que agradou a todos os espectadores.</p>
<p>Os britânicos <strong>Autokratz </strong>trouxeram uma música electrónica independente que atraíu alguns ouvintes. Proporcionaram momentos de dança e um ambiente mais disco até à entrada da sueca<strong> Lykke Li</strong>, outro nome aguardado na edição deste ano do festival. O recinto foi enchendo e a cantora foi carinhosamente acolhida por um público efusivo que dançou e cantou os temas apresentados.<em> Dance Dance Dance</em> abriu a actuação, prometendo energia. Temas como<em> I’m Good, I’m Gone </em>e<em> Little Bit </em>foram os pontos mais altos, num concerto que incluiu ainda uma cover fenomenal do fantástico tema <em>Knocked Up</em> dos Kings Of Leon. <em>Hanging High</em> atenuou a euforia e Complaint Department levou a multidão à loucura. A sueca deu mostras da sua energia e do seu talento e os fãs aguardam o seu breve regresso.</p>
<p><strong>Dave Matthews Band</strong> foi a banda escolhida para o adeus ao palco Optimus neste ano. Com uma variedade imensa de instrumentos, durante 3 horas, a banda garantiu energia, dança e boa disposição a um recinto cheio. Entre um concerto a cumprir a promessa já sabia de 3 horas, ouviu-se Alligator Pie e solos de saxofone e guitarra dominados por Jeff Coffin e Tim Reynolds. O público estava eufórico deixando a sensação de que foi o toque final adequado para o fecho de mais uma edição do festival.</p>
<p>Os americanos <strong>Ghostland Observatory </strong>trouxeram energia com a sua música electrónica ao palco Super Bock. O público foi reunindo-se e aproveitando os últimos cartuchos do festival enquanto o segundo palco se tornava num espectáculo de laser.</p>
<p>A fechar oficialmente, <strong>Deadmau5 </strong>foi o Dj escolhido. Com a sua máscara remisniscente do Rato Mickey, o Dj apresentou temas a incluirem Daft Punk, Fat Boy Slim e Does It Offend You, Yeah?, enquanto o recinto enchia e a energia se espalhava e estendia noite fora, mesmo após três dias exaustivos. No final, arrumava-se o material do Dj e o público une-se numa ovação gigante para o trazer de volta. Mais duas músicas, e estava na hora de abandonar a dança.</p>
<table style="text-align: center" align="center" border="0">
<tbody>
<tr style="text-align: left">
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Chris Cornell" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/11 de Julho de 2009/tn_Chris_Cornell_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Dave Matthews Band" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/11 de Julho de 2009/tn_Dave_Matthews_Band_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="The Black Eyed Peas" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/11 de Julho de 2009/tn_The_Black_Eyed_Peas_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Ayo" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/11 de Julho de 2009/tn_Ayo_01.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Los Campesinos!" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/11 de Julho de 2009/tn_Los_Campesinos_03.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr style="text-align: left">
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Chris Cornell" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/11 de Julho de 2009/tn_Chris_Cornell_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Dave Matthews Band" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/11 de Julho de 2009/tn_Dave_Matthews_Band_03.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="The Black Eyed Peas" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/11 de Julho de 2009/tn_The_Black_Eyed_Peas_06.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Ayo" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/11 de Julho de 2009/tn_Ayo_02.jpg" /></a></td>
<td style="text-align: left"><a target="_blank" href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Los Campesinos!" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus Alive 09/11 de Julho de 2009/tn_Los_Campesinos_05.jpg" /></a></td>
</tr>
</tbody>
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<div style="text-align: justify">Em balanço desta edição, contou-se com a presença de mais de 100 mil pessoas, de entre os quais cerca de 6 mil estrangeiros, a assistir a 3 dias mágicos como o Alive! já nos vem habituando desde há dois anos. As datas para o próximo ano já são conhecidas: <strong>8, 9 e 10 de Julho</strong>, no mesmo sítio, possivelmente à mesma hora. Até lá.</div>
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<strong>Texto</strong>: Rita Trindade <strong>&#38;</strong> Raquel Silva <br /></div>
<div style="text-align: right"><strong>Foto</strong>: Raquel Silva <br /></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="info"><strong>Reportagem Optimus Alive!09 -<a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/"> </a><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/">Fotos (dia 9) </a>| <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/10%20de%20Julho%20de%202009/">Fotos (dia 10) </a>| <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/">Fotos (dia 11)</a><br /></strong></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: center;"><strong>Dia 9 de Julho</strong></p>
<p>Chega finalmente o primeiro dia de um dos festivais mais esperados deste ano – o <strong>Optimus Alive! </strong> Aparte de algum atraso com as entradas, o evento apresenta-se com melhores condições tanto a nível de infra-estruturas como a nível de organização. Aqueles que conheciam o Alive! com dois palcos, passaram a vê-lo com mais um – o Optimus Discos - com bandas nacionais, e as tradicionais pulseiras cor de laranja são substituídas por pulseiras negras de pano. Não terá sido propositadamente que a organização fez combinar as pulseiras com a roupa da maior parte dos festivaleiros. O primeiro dia, - dedicado, no Palco Optimus, ao heavy metal americano, e no Palco Super Bock a um estilo mais alternativo maioritariamente inglês - contou com a presença de cerca de 40 mil pessoas.</p>
<p>As honras de abertura do festival, além da banda sob o pórtico de entrada, foi d’<strong>Os Golpes</strong>. Sob um sol abrasador, muitos refugiaram-se na sombra do palco Super Bock a ouvir a primeira banda que tocou, enquanto outros marcavam já o seu lugar no palco principal. Após a primeira música, que foi apenas instrumental – Cruz Vermelha -, fazendo as delícias dos observadores, o vocalista Manuel Fúria dos Golpes gritou ao público: “Só temos 40 minutos para mostrar o que valemos, por isso aqui vai!”, prometendo apresentar o melhor da banda no palco. A apresentação do albúm fresquinho <em>Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco </em>foi uma escolha acertada para a inauguração da edição deste ano do festival.</p>
<p>Meia hora passada sob o corte da fita inaugural, abre-se o Palco Optimus para todos aqueles que desde cedo marcavam lugar para os grandes nomes que se viriam a apresentar mais tarde. Foi um recinto já bastante cheio que acolheu os nacionais <strong>RAMP</strong>, com coros que gritavam “Portugal” a fazerem-se ouvir no Passeio Marítimo de Algés. A banda deu provas do seu talento, deixando o público orgulhoso do rock nacional, chamando cada vez mais ouvintes. As faixas do mais recente <em>Visions </em>como <em>Blind Enchantement</em> e <em>The Cold</em>, fizeram parte do repertório que fez as delícias dos fãs.</p>
<p>Apesar de curto, o concerto dos metaleiros nacionais ainda se sobrepôs aos <strong>Silversun Pickups</strong>. Não foi razão, contudo, para que o tapete verde em frente ao Palco Super Bock estivesse vazio, antes pelo contrário. Os californianos também conhecidos como SSPU, entraram em palco, efusivamente aplaudidos pela audiência. Para quem conhecia, a actuação esteve um quanto aquem das expectativas elevadas pela qualidade dos albuns, mas para os mais novos nestas andanças, a banda não desiludiu e deu um espectáculo digno de ser presenciado. Mesmo depois de um salto para o chão diante do público menos gracioso, o vocalista Brian Aubert fez questão de puxar pelo público português, que dançou e entoou alguns temas em uníssono. Um dos exemplos foi o tema <em>Growing Old is Getting Old</em>. A banda mostrou ser bem disposta e de uma alegria em palco contagiante.</p>
<p>Enquanto isto, entravam os <strong>Mastodon </strong>em palco. Um dos nomes mais aguardados deste dia, não destoando do resto do cartaz do palco principal, a banda norte-americana esteve à altura do público português, que agradeceu com entoações em conjunto, mosh-pits e uma energia um pouco suprimida.    Ao contrário do que era esperado pelos fãs, que em busca de semelhanças com setlists dos últimos concertos em que os Mastodon tocaram o último <em>Crack the Skye </em>na íntegra, desta vez a banda que nos visitou pela última vez há dois anos no Super Bock Super Rock, presenteou-nos com uma setlist mais diversificada. Ouviu-se <em>Oblivion </em>a abrir, sim, ma seguiu-se imediatamente de<em> The Wolf is Loose</em> e<em> Crystal Skull </em>do Blood Mountain de 2006 e <em>Blood & Thunder de Leviathan</em>. A par destas, também <em>The Czar</em> e<em> Crack the Skye</em> fizeram parte da lista de músicas que levou o público a um rubro algo tímido.</p>
<p>Os <strong>Mazgani </strong>ficam encarregues da abertura do terceiro e novo palco – Optimus Discos, colocado entre os dois palcos primórdios. Apesar de não ter uma audiência muito vasta, a banda conseguiu agradar a quem aprecia música mais calma e alternativa à que se ouvia nos outros palcos.</p>
<p>Mesmo 15 minutos atrasados, os <strong>Delphic </strong>conseguiram deliciar o público com a sua música electrónica e energia contagiantes. Mesmo perante um recinto ligeiramente mais vazio que na banda anterior, os Delphic tocaram músicas sucessivamente mais e mais animadas, puxando pelo público que agradeceu o momento de dança. No final do concerto, a banda actualizou a sua página oficial no Twitter, a agradecer aos fãs lusos.</p>
<p>O festival divide entre todos os palcos bandas igualmente boas, ainda que de estilos distintos.                    Os <strong>Lamb of God</strong> prometiam agitação no palco principal e não faltaram às expectativas. Perante uma audiência animada em que os moshs eram mais que muitos, espalhando-se pelo recinto, conseguiram que todo o público aderisse e se deixasse levar pelos acordes das músicas, causando momentos de pura loucura. O recinto ia enchendo à medida que o tempo passava, demonstrando o quão incansáveis são os seus fãs.</p>
<p>De volta ao mais recente filho do Optimus Alive!, no palco Optimus Discos os <strong>The Bombazines</strong> deram mostras do seu talento. Com uma postura enérgica e incansável em palco, a voz de Marta Ren encheu o recinto, enquanto Rui Silva “Gon” deambulava pelo palco levantando a camisola inúmeras vezes e tentando levar os espectadores a dançar. O tema <em>This Song is for Tomorrow</em> foi um dos picos do concerto, bem como o “número” especial do baixo, juntamento com os teclados e a programação. Um orgulho nacional que deixou a sua marca bem patente nesta edição do festival.</p>
<p>Os<strong> Air Traffic </strong>foram carinhosamente recebidos pelo público português, que demonstrou o seu apreço pela banda com uma adesão sem igual ao concerto. Os membros da banda mostraram-se simpáticos e o baterista fez questão de tirar fotos ao público no final do concerto. Depois desta actuação, o público ficou com apetite e curiosidade para ver mais desta banda que promete elevar ainda mais o seu nível.</p>
<p>O público português e os fãs de<strong> Machine Head</strong> tiveram o privilégio de assitir a uma performance de alta qualidade por parte da banda. Constantemente a puxar pela audiência e a chamar por Lisboa, a banda deu mostras do seu apreço pelos fãs que não desiludiram na adesão ao concerto. Tocaram temas recentes, bem como alguns antigos. Do primeiro albúm<em> Burn My Eyes</em>, como é caso disso o tema <em>Old </em>e <em>Davidian </em>(com a qual encerraram o concerto). Além destas contou-se com uma fileira de 3 músicas – <em>Imperium</em>, <em>10 Ton </em>e<em> Beautiful</em> que deliciaram os fãs que à medida que o tempo passava, pareciam mais felizes. Perto do final do concerto, a mãe do baixista Adam Duce foi chamada ao palco, apresentada pelo vocalista Robb Flynn como sendo lusitana de sangue, e presente pela primeira vez no nosso país.</p>
<p>À medida que o Sol se punha, o palco Super Bock enchia cada vez mais, pelo que acolheu calorosamente os <strong>TV on the Radio</strong>, que proporcionaram um concerto digno de palco maior, como haviam feito anteriormente por terras nacionais. A energia da banda norte-americana contagiou o ar no Optimus Alive! e deu ares da sua graça em temas como <em>Red Dress</em> e outros singles que foram entoados em conjunto com os ávidos fãs, tendo alguns sido inclusive dedicados a Lisboa.</p>
<p>A caminho do Palco Optimus, encarávamos os <strong>The Vicious Five</strong>, prontos a fazerem a casa mexer, que aproveitavam, segundo o vocalista, o momento de silêncio que vinha do palco maior para começarem a festa.</p>
<p>Num saltitar constante de palco em palco, voltamos à aparentemente maior concentração de todo o festival – os <strong>Slipknot </strong>entram em palco ostentanto as suas máscaras. Com uma pequena reprodução se um vídeo do <em>far oeste</em> acompanhado de uma introdução para <em>Sic</em>, a banda de Corey Taylor faz explodir a multidão com <em>Eyeless </em>e <em>Wait and Bleed </em>quase a abrir o concerto.  Com a ajuda do público, a banda de Iowa vê-se perante milhares de pessoas a cantarem <em>Before I Forget </em>e<em> Sulfur</em>.    A trágica morte de um familiar impediu o percussionista Chris Fehn de se juntar à banda para o concerto no Alive!. O seu lugar foi assumido, assim, pelo rodopiante Shawn "Clown" Crahan que largava as suas “latas” na plataforma elevada para ir até ao outro lado do palco fazer a vez do ostentador da máscara de nariz comprido. Em honra de Chris, cantou-se <em>Dead Memories</em> num tom quase comovente, seguida de <em>Disasterpiece</em>. De volta do mais recente <em>All Hope is Gone</em>, era quase arrepiante ver a colaboração gigantesca do público que saltava ao som de <em>Psychosocial</em>. Ficava por aqui a viagem ao álbum de 2008 e iniciava-se um gigante arrepio com <em>Duality</em> e <em>People = Shit</em>. A encerrar o concerto, os Slipknot deram-nos aquela que é uma das músicas favoritas dos portugueses – <em>Spit it Out</em>, antecedida pela não menos contagiante <em>Surfacing</em>.</p>
<p>De regresso ao local onde tínhamos visto pela última vez os The Vicious Five, está agora <strong>Nuno Lopes</strong>, integrante da série Os Contemporâneos, que dá início ao uso dos pratos.</p>
<p>Ao mesmo tempo que decorria o espectáculo de máscaras, subiam ao palco do lado oposto os <strong>Klaxons</strong>, a fazer rebentar o espaço pelas costuras. A banda que volta a Portugal 2 anos depois da sua actuação no festival Super Bock Super Rock de 2007, abre a sua actuação com <em>Atlantis to Interzone</em> foi a escolha perfeita para a abertura do que prometia ser um concerto memorável. O público entoou na perfeição temas como <em>Totem on the Timeline </em>ou <em>Golden Skans.</em> Aos primeiros acordes da <em>Gravity’s Rainbow</em>, os fãs mostraram o quanto ansiavam por este concerto, cantando cada parte da música enquanto dançavam noite fora. O tema <em>Not Over Yet</em> foi outro bem acolhido pelo público, embora a música que obteve mais adesão tenha sido a <em>Magick</em>. Jamie Reynolds fez excursões ao público, mas mesmo apesar disso, o concerto não superou o seu antecedente que tinha deixado grandes expectativas neste retorno.</p>
<p>Passado um ano, o quarteto de S. Francisco estava de volta, ao som de Ecstasy Of Gold de Ennio  Morricone como já é tradição. À semelhança do concerto de há cinco anos, os <strong>Metallica</strong> abriram  com Blackened do épico ...And Justice For All, conquistando de imediato os cerca de 40.000  presentes no recinto. For Whom The Bell Tolls foi o tema seguinte, e apesar de cativar sempre  os mais devotos, faz sempre com que os mais nostálgicos fãs da banda recordem com saudade a  forma como o ex-baixista Jason Newstead introduzia a música ao vivo. Holier Than Thou, do Black  Album continuou a pôr à prova as memórias e vozes do público, que respondeu sempre à altura, para  depois se ouvir um tema, que nas palavras do próprio James Hetfield "deverá ser especial  para todos" (Lepper Messiah), e a balada Fade To Black. Mas, os Metallica estavam em Portugal  para apresentar o recente Death Magnetic, e Hetfield fez questão de salientar que "o que importa  não é o passado, não é o futuro, mas sim o presente", para tocar Broken, Beat & Scarred e Cyanide. Ficou desde logo provado, que os Metallica estão de volta também do ponto de vista criativo, e que o novo album resulta bem ao vivo. Terminado o "teste" das novas músicas, James rapidamente pôs o público português a cantar o refrão de Sad But True, antes de eles próprios começarem a tocar. Como sempre, antes de One, há um espectáculo de pirotecnia no palco, que culmina com o lançar de fogo de artificio, para que James Hetfield possa dar inicio ao tema que em 1988 deu origem ao primeiro videoclip da banda. Após estes dois clássicos, voltamos a ouvir um par de músicas do album Death Magnetic, justamente os dois singles, All Nightmare Long e The Day That Never Comes. Este último a cativar mesmo os seguidores mais recentes dos Metallica. Como não podia deixar de ser, estava na altura de tocar Master Of Puppets, na qual, como já é hábito, o vocalista deixa o público cantar alguns versos. A fasquia estava alta, e os Metallica não desiludiram, disparando a explosiva Fight Fire With Fire, que teve direito a mais  pirotecnia. Nothing Else Matters e Enter Sandman, foram as duas últimas musicas antes do encore,  que começaria com uma cover de Misfits, Die, Die My Darling, lembrando a caveira que o falecido  Cliff Burton tinha no braço. Para delirio de muitos, os Metallica regressaram às origens,  e tocaram Whiplash, do seu primeiro album (Kill'em All), de 1983. Estava na hora do adeus.  Após cerca de duas horas, e visivelmente satisfeito com o incansável e fiel público português,  James Hetfield pergunta repetidamente "prometem dar o vosso melhor?". A resposta foi unanimemente  afirmativa, e certamente que o público não defraudou as expectativas da banda cantando Seek  And Destroy, que foi, como sempre, o hino que dá por terminado mais um concerto dos americanos  Metallica. Lars Ulrich no final disse "três anos, três concertos. Este foi o melhor!". Os Metallica, mais uma vez, provaram que merecem o incondicional crédito dado pelos seus  seguidores, e que cada vez mais Kirk Hammet vai ganhando a forma que havia perdido durante  a paragem da banda.</p>
<p>Embora o recinto estivesse mais de metade vazio, depressa encheu quando os <strong>Crystal Castles</strong> entraram em palco e começaram a mostrar porque têm tantos fãs em Portugal. A enérgica Alice Glass demonstrou estar em perfeita forma ao correr e saltar pelo palco de holofote em riste, brincando com o mesmo enquanto as luzes do palco produziam um efeito hipnotizante na multidão. Depressa o recinto se transformou numa pista de dança, enquanto o público dançava ao som de temas como <em>Courtship Date</em>. As constantes idas ao palco e os crowdsurfs pelo público garantiram a Alice Glass a melhor performance da noite do palco secundário, que deliciou qualquer pessoa presente na audiência.</p>
<p>O resto da noite ficaria a cargo de <strong>Mr. Mitzuhirato</strong> no Optimus Discos e de <strong>Erol Alkan</strong> no palco Super Bock. A noite foi longa até que o DJ desse por terminado o dia 1 do Alive!</p>
<p>Hoje o dia é iniciado pel’<strong>Os Pontos Negros</strong> e com uma grande expectativa sobre o concerto dos <strong>The Prodigy</strong>, depois da sua actuação no Marés Vivas do ano passado.</p>
<table style="text-align: center;" align="center" border="0">
<tbody style="text-align: left;">
<tr style="text-align: left;">
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<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Lamb of God" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/tn_Lamb_of_God_03.jpg" /></a></td>
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<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/?p=gallery#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Slipknot" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/9%20de%20Julho%20de%202009/tn_Slipknot_03.jpg" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<hr />
<div style="text-align: center;"><strong>Dia 10 de Julho</strong></div>
<p>Coube aos americanos <strong>The Gaslight Anthem</strong> inaugurar o segundo dia do festival Optimus Alive! ’09. A música entreteve a audiência cujo número ia aumentando à medida que o tempo passava mas que nunca chegou a atingir os número da noite anterior.</p>
<p>Com o mesmo número de pessoas se compunha o palco Optimus onde actuavam os nacionais <strong>Os Pontos Negros</strong>, a dar uma hipótese aos autores de <em>Magnífico Material Inútil</em> e a reservarem lugar para as restantes bandas. Jónatas Pires e a sua banda tentaram, com um razoável sucesso, animar a plateia. Temas como <em>Conto de Fadas de Sintra a Lisboa </em>e <em>Salomé </em>constaram do repertório, juntamente com alguns antigos, tais como <em>Não sei se Tens o que Quero </em>e<em> Inês. </em></p>
<p>A manter a portugalidade, no Palco Super Bock os <strong>John Is Gone </strong>garantiram energia em palco e conseguiram contagiar os ouvintes do palco secundário. O público foi crescendo e Rui Brito não demonstrou quaisquer sinais de cansaço enquanto corria pelo palco. O público ficou no geral, convencido, e certamente entusiasmado para os concertos seguintes.</p>
<p>Pelas 18h30, no palco principal, começam a ouvir-se os primeiros minutos da música <em>Ladies Night</em>, dos Kool and the Gang. Entram em palco os <strong>Eagles of Death Metal</strong> e Jesse "Boots Electric" Hughes passeia pelo palco, cumprimentando os fãs efusivos. Depois de arranjar o bigode, é tempo para o Rock ‘n Roll.<em> I Only Want You</em> é o tema escolhido para iniciar uma actuação enérgica que contou com entoações por parte do público, bem como inúmeras ovações. Entre músicas, Jesse Hughes fez de árbitro numa competição entre os dois lados da audiência, levando a fazer-se ouvir o público. O momento alto ficou a cargo da conhecida<em> I Want You So Hard (Boy’s Bad News)</em>, num concerto que o próprio vocalista afirmou estar nervoso e por isso pediu desculpa, por tocar perante tão vasta audiência e num sítio tão bonito ao lado da praia, a opor-se à sua última visita em Paredes de Coura de 2006.</p>
<p>Os britânicos <strong>Late of the Pier </strong>garantiram um recinto cheio no palco Super Bock e ovações efusivas quando entraram vestidos em roupas brilhantes e coloridas. O público manifestou o seu apreço na actuação que anunciou o começo de uma grande noite naquele lado do Passeio Marítimo. Temas como <em>Heartbeat </em>puseram o recinto a cantar, dançar e saltar, à medida que o número de espectadores crescia.</p>
<p>Os <strong>The Kooks</strong> eram uma das bandas esperadas neste dia no palco principal. Acarinhados pelos fãs que os receberam entusiasticamente, Luke e os seus colegas souberam estar à altura do desafio. <em>Always Where I Need to Be</em> garantiu uma adesão enérgica por parte do público logo desde o início, seguida de <em>Matchbox </em>que deliciou os fãs mais antigos. Luke fez questão de treinar o seu português e cumprimentou os fãs que responderam em uníssono. <em>Sway </em>proporcionou um dos momentos altos, bem como os outros singles do último albúm <em>Konk</em>. <em>She Moves in Her Own Way </em>fez o público dançar e <em>Do You Wanna</em> garantiu a dose certa de loucura. Por fim, <em>Stormy Weather </em>e<em> Sofa Song,</em> “coladas”, foram os temas que fecharam a actuação dos The Kooks.</p>
<p><strong>Hadouken! </strong>foi a banda da noite. O recinto do palco Super Bock estava a abarrotar e os mosh pit foram intermináveis. O mesmo sentimento de euforia era partilhado por todos os presentes e a banda foi incansável e demonstrou o seu valor de forma abismal. Os ingleses apresentaram temas novos e tocaram outros do albúm <em>Music For An Accelerated Culture</em>, que fizeram as delícias dos fãs, tais como <em>Declaration Of War</em> e <em>Crank It Up</em>, este último dedicado aos seus amigos Does If Offend You, Yeah?, que lhes seguiriam no alinhamento do palco. A actuação foi fechada pela <em>Leap of Faith.</em> Energia interminável da banda londrina cujo nome é saído do clássico<em> Street Fighter</em> deixou uma opinião mais que positiva.</p>
<p>Embora já estivessem estado presentes na primeira edição do festival, neste mesmo palco, os <strong>Blasted Mechanism</strong> voltaram à edição deste ano com a tour Start to Move, e a mostrar o não-tão-novo líder da banda. Embora Guitshu não possua a mesma energia de Karkov, a banda soube animar o público, como sempre. A começar com <em>Start to Move</em>, os Blasted mostraram um pouco de toda a discografia através de<em> I Believe, Blasted Empire,</em> <em>Sun Goes Down e Battle of Tribes</em>. Garantiram um ambiente de dança em Algés, mais uma vez, e a terminar ouviu-se <em>Karkov</em>, uma das mais conhecidas e mexidas músicas da segunda banda mais mascarada desta edição do Festival Optimus Alive.</p>
<p>O desafio de alcançar o mesmo nível da actuação dos Hadouken estava lançado. E <strong>Does It Offend You, Yeah?</strong> souberam estar à altura. Temas como <em>With a Heavy Heart (I Regret to Inform You) </em>proporcionaram o clima para os <em>mosh pit</em> e uma euforia contagiante que se fez sentir no recinto e apelou a cada vez mais ouvintes. <em>Battle Royale </em>e <em>Being Bad Feels Pretty Good </em>fizeram ainda parte de um repertório onde a falta de <em>Let’s Make Out </em>se fez sentir. Foram os Hadouken! e Does It Offend You, Yeah? as bandas que dominaram a noite no Passeio Marítimo de Algés.</p>
<p>Os muitos aguardados <strong>Placebo </strong>entraram em palco perante uma legião de fãs entusiasmados e ansiosos por ver a actuação. <em>Kitty Litter</em>, um tema do novo albúm<em> Battle for the Sun</em> foi o primeiro a ser tocado, seguido de Ashtray Heart. Algo frio e distante, Brian Molko cumprimentou os seus irmãos e irmãs, “children of Portugal”. Depois de batalharem pelo Sol, os Placebo apresentaram o novo single que já passa na TV, <em>For What It’s Worth</em>. Temas como<em> Follow the Cops Back Home</em> e <em>Special Needs</em> atenuaram a euforia por que tanto os fãs ansiavam mas que nunca realmente chegou. As entoações em uníssono fizeram-se ouvir em <em>Special K </em>e <em>Meds</em>, antes de <em>Song to Say Goodbye </em>que levou a banda para o encore.<em> Infra Red</em> e <em>The Bitter End</em> foram os temas que se seguiram antes da final<em> Taste in Men</em>, que fechou uma actuação aquem das expectativas.</p>
<p>O calor ainda se fazia sentir no palco Super Bock quando os americanos <strong>Fischerspooner </strong>chegaram, com o excêntrico Spooner atrás de dois espelhos e com um chapéu-candeeiro que iluminava a maquilhagem. Entre mudas de roupa e coreografias fascinantes, a música proporcionou momentos de dança bem agradáveis e temas como<em> Happy, Get Confused, Money Can’t Dance</em> e <em>Never Win</em> fizeram parte da setlist. A actuação terminou numa coreografia que fora previamente escolhida como última cena a ser filmada para o novo vídeo. Para garantir que tudo estava perfeito, Casey Spooner recomeçou a coreografia depois de se ter enganado num passo. Dedicou esta última actuação a Michael Jackson e aos altos e baixos da vida de artista. A despedida veio sob a forma de vénias, quer da banda, quer do público; nas palavras do próprio Casey Spooner, «This is what we call showbusiness».</p>
<p>Os <strong>The Prodigy</strong> fizeram outra das delícias da noite. Já se esperava um grande concerto, mas apesar disso a actuação não superou a sua última vinda ao nosso país. Deu-se início a um espectáculo de luzes com<em> World’s on Fire </em>e o público estava claramente em êxtase. Seguiu-se<em> Breathe </em>e <em>Omen</em>, os britânicos Keith Flint e Max Reality corriam, incansáveis pelo palco. Entre muitas outras ouviu-se <em>Run with the Wolves</em> e a antiga <em>Voodoo People</em>. O ambiente de dança foi constante, os Prodigy são bem conhecidos pela sua música enérgica, nunca deixando os seus concertos cair na moleza de balada ou algo semelhante.    De volta a um <em>encore</em>, deram-nos<em> Invaders Must Die </em>do álbum homónimo, seguida de <em>Smack My Bitch Up</em>, bem como <em>Take Me To The Hospital</em>, frase escrita no computador do teclista Liam Howlett.</p>
<p>Foi uma audiência crescente com o fecho do Palco Optimus que apladiu os <strong>The Ting Tings</strong>, quando estes entraram em palco. Jules começou a tocar os primeiros acordes de <em>We Walk</em>, ao som da qual Katie entrou de seguida. <em>Great Dj </em>espalhou a euforia pela audiência, que saltou e dançou até à exaustão, enquanto entoava as letras. Katie pega numa folha A4 e lê num português muito arcaico: "Olá, obrigado por me receberem, gosto muito de estar aqui, o meu português é uma m*r*a" e seguiu-se mais música. <em>Be the One</em> foi carinhosamente acolhida pelo público, bem como a esperada <em>Shut Up and Let Me Go</em>. Jules ficou em palco sozinho e pôs a tocar a banda sonora de <em>Ghostbusters </em>para delírio do público, que recebeu de volta Katie que cantou<em> Impacilla Carpisung</em>. O fecho da actuação esteve a cargo da <em>That’s Not My Name</em>, exemplarmente entoada pelos incansáveis fãs. Uma actuação marcada pelo histerismo, tanto em palco como no público e pela energia contagiante de Katie, que dançou noite fora. Ficou no ar uma quase promessa de um regresso breve a Portugal.</p>
<p>Coube a <strong>Zombie Nation</strong> o desfecho da noite no segundo dia do Optimus Alive! ’09, que garantiu o ambiente de disco no palco Super Bock até tarde.</p>
<p>Para hoje aguardam-se <strong>Dave Matthews Band</strong> e <strong>The Black Eyed Peas</strong> entre outros sons.</p>
<table style="text-align: center;" align="center" border="0">
<tbody style="text-align: left;">
<tr style="text-align: left;">
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</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<hr />
<div style="text-align: center;"><strong>Dia 11 de Julho</strong></div>
<p>No último dia do festival, foram os<strong> X-Wife</strong> a abrir o palco Super Bock. À medida que o recinto ia enchendo, os portugueses tocaram faixas conhecidas como <em>Ping Pong </em>e <em>On the Radio</em>, animando os ouvintes presentes que entoavam as faixas em conjunto. Cantaram ainda o segundo single do novo albúm, a faixa <em>Firework</em>.</p>
<p>No palco principal, o primeiro a actuar foi outro músico nacional. Mesmo perante um recinto pouco cheio e ainda menos animado, <strong>Boss AC</strong> fez tudo para espalhar a boa onda, desde desfiles a mostrar o novo <em>outfit </em>a expressões de incitação a ovações. Cantou músicas do seu novo albúm, <em>Preto no Branco</em>, como <em>A Boca Diz o Que Quer</em> e também as mais antigas, de entre as quais, <em>Boa Vibe, Hip Hop (Sou Eu e És Tu)</em> e, claro, <em>Baza Baza</em>.</p>
<p>Os britânicos <strong>A Silent Film</strong> eram esperados no palco Super Bock por uma audiência já mais abundante e que foi crescendo. <em>Thirteen Times the Strength</em> foi o tema escolhido para abrir. Robert Stevenson cumprimentou os espectadores e apresentou a banda em português, antes de cantarem os temas <em>Julie June</em> e<em> Sleeping Pills</em>, que bem demonstraram o talento da banda. Os fãs tiveram ainda a honra de conhecer um tema fresquinho, <em>Firefly</em>. Depois de um tema interpretado apenas pelo vocalista ao piano, chegou a esperada <em>You Will Leave a Mark</em>, que foi entoada em uníssono pelos fãs. Uma banda a seguir no futuro, sem dúvida.</p>
<p>Enquanto isso,  o novo palco Optimus Discos recebia os <strong>Olive Tree Dance</strong> perante um público bem disposto que rapidamente aderiu aos sons da banda. Com instrumentos que incluíam o didgeridoo, os portuenses souberam espalhar o som da sua “world music”, espalhando o sentimento de “good feeling” que iria marcar o terceiro e último dia do festival.</p>
<p>A afro-alemâ <strong>Ayo </strong>entrou em palco por voltas das 19 horas, grata por estar pela primeira vez no nosso país. Veio juntar-se a um cartaz bem disposto e espalhou boa disposição por todo o recinto do Alive!. À medida que o número de espectadores ia crescendo, a cantora apresentou temas como <em>Get Out of My Way </em>sem nunca tirar um enorme sorriso da cara.</p>
<p><strong>Los Campesinos! </strong>eram uma das bandas mais aguardadas do último dia do Optimus Alive!. A banda do País de Gales entrou em palco carinhosamente acolhida pelos fãs que demonstraram o seu apreço através de danças e entoações das músicas tocadas. Gareth pediu desculpas por não saber falar grande coisa em português, mas redimiu-se com uma excelente actuação que incluiu <em>crowdsurfing </em>no público, correrias pelo palco e uma subida às colunas do palco, seguida de um salto. O tema <em>Death to Los Campesinos!,</em> recentemente escolhido para um anúncio da Super Bock, foi entoado em uníssono e Gareth brindou “Cheers!” entre cada refrão, contagiando todos com a sua boa disposição. <em>My Year in Lists</em> fez também parte do repertório, seguido de<em> You! Me! Dancing!</em>, que garantiu dança e energia pelo recinto. Antes dos dois temas finais, Gareth falou em Cristiano Ronaldo e disse ser fã do SLBenfica, levando a maioria do recinto a uma ovação efusiva. O tema <em>Sweet Dreams, Sweet Cheeks</em> foi o final perfeito, repleto de <em>crowdsurfing </em>por parte de alguns membros da banda.</p>
<p>Enquanto o recinto do palco principal ia enchendo, <strong>Chris Cornell </strong>entrou em cena para demonstrar o que consegue fazer a solo. A sua actuação incluiu, contudo, vários temas de Audioslave e Soundgarden. Para intro, escolheram <em>Black Hole Sun</em> em violino, e que o público entoava enquanto os músicos ainda não entravam em palco. Temas como <em>Show Me How to Live</em> de Audioslave e <em>Black Hole Sun </em>e <em>Spoonman </em>dos Soundgarden, levaram os fãs mais antigos à emoção. Um Chris Cornell já fora da época do grunge, mas ainda a saber dominar um palco à moda antiga.</p>
<p>Foi um recinto mais vazio que recebeu os nova-iorquinos <strong>Trouble Andrew</strong>. Com uma personagem algo estranha em palco, de máscara de caveira e um par de óculos anormalmente grandes que eram oferecidos à entrada do recinto do festival, este membro segurava uma buzina que apitava no final de cada tema. Embora algo céptico ao início, o público acabou por se deixar levar e entrar no espírito da banda.</p>
<p>O recinto do palco Optimus Discos não chegou para albergar todos os fãs de<strong> Linda Martini </strong>que para lá se dirigiram para assistir à actuação da banda. Hélio pediu um palco maior e os fãs entoaram em uníssono os temas que foram tocados daquela maneira hipnotizante a que a banda nos têm habituado. Temas como<em> Lição de Voo nº 1 </em>e <em>O Amor é Não Haver Polícia</em> foram alguns dos temas com que presentearam os seguidores de uma das bandas nacionais de renome do momento.</p>
<p>Foi um palco brutal que acolheu os tão esperados <strong>The Black Eyed Peas</strong>. Com uma plataforma altíssima para os Dj’s e robots insufláveis de ambos os lados do palco, a banda entrou em cena com o tema Let’s Get It Started, que prometeu animação para a actuação. <em>Don’t Phunk With My Heart </em>e <em>Shut Up</em> seguiram-se, fielmente entoadas pelos fãs. Fergie foi a rainha do palco e até cantou sozinha um dos seus singles a solo, <em>Big Girls Don’t Cry</em>, levando alguns membros do público a emocionarem-se. Apresentaram ainda temas do novo álbum, de entre os quais o single <em>Bom Bom Pow</em>, numa actuação enérgica que agradou a todos os espectadores.</p>
<p>Os britânicos <strong>Autokratz </strong>trouxeram uma música electrónica independente que atraíu alguns ouvintes. Proporcionaram momentos de dança e um ambiente mais disco até à entrada da sueca<strong> Lykke Li</strong>, outro nome aguardado na edição deste ano do festival. O recinto foi enchendo e a cantora foi carinhosamente acolhida por um público efusivo que dançou e cantou os temas apresentados.<em> Dance Dance Dance</em> abriu a actuação, prometendo energia. Temas como<em> I’m Good, I’m Gone </em>e<em> Little Bit </em>foram os pontos mais altos, num concerto que incluiu ainda uma cover fenomenal do fantástico tema <em>Knocked Up</em> dos Kings Of Leon. <em>Hanging High</em> atenuou a euforia e Complaint Department levou a multidão à loucura. A sueca deu mostras da sua energia e do seu talento e os fãs aguardam o seu breve regresso.</p>
<p><strong>Dave Matthews Band</strong> foi a banda escolhida para o adeus ao palco Optimus neste ano. Com uma variedade imensa de instrumentos, durante 3 horas, a banda garantiu energia, dança e boa disposição a um recinto cheio. Entre um concerto a cumprir a promessa já sabia de 3 horas, ouviu-se Alligator Pie e solos de saxofone e guitarra dominados por Jeff Coffin e Tim Reynolds. O público estava eufórico deixando a sensação de que foi o toque final adequado para o fecho de mais uma edição do festival.</p>
<p>Os americanos <strong>Ghostland Observatory </strong>trouxeram energia com a sua música electrónica ao palco Super Bock. O público foi reunindo-se e aproveitando os últimos cartuchos do festival enquanto o segundo palco se tornava num espectáculo de laser.</p>
<p>A fechar oficialmente, <strong>Deadmau5 </strong>foi o Dj escolhido. Com a sua máscara remisniscente do Rato Mickey, o Dj apresentou temas a incluirem Daft Punk, Fat Boy Slim e Does It Offend You, Yeah?, enquanto o recinto enchia e a energia se espalhava e estendia noite fora, mesmo após três dias exaustivos. No final, arrumava-se o material do Dj e o público une-se numa ovação gigante para o trazer de volta. Mais duas músicas, e estava na hora de abandonar a dança.</p>
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<td style="text-align: left;"><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/"><img alt="Los Campesinos!" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Festivais/Alive/Optimus%20Alive%2009/11%20de%20Julho%20de%202009/tn_Los_Campesinos_05.jpg" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br />
<div style="text-align: justify;">
<hr />
</div>
<div style="text-align: justify;">Em balanço desta edição, contou-se com a presença de mais de 100 mil pessoas, de entre os quais cerca de 6 mil estrangeiros, a assistir a 3 dias mágicos como o Alive! já nos vem habituando desde há dois anos. As datas para o próximo ano já são conhecidas: <strong>8, 9 e 10 de Julho</strong>, no mesmo sítio, possivelmente à mesma hora. Até lá.</div>
<div style="text-align: right;">
<hr />
<strong>Texto</strong>: Rita Trindade <strong>&</strong> Raquel Silva <br /></div>
<div style="text-align: right;"><strong>Foto</strong>: Raquel Silva <br /></div>]]></content:encoded>
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