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Reportagem The Prodigy @ Pavilhão Atlântico
Dec 8th
Depois da sua passagem pelo Optimus Alive os The Prodigy marcaram o seu regresso para dia 7 de Dezembro no Pavilhão Atlântico.
Antes da actuação dos miticos senhores do rave-punk e mesmo antes da banda que iria abrir o concerto destes (Enter Shikari) o público do Pavilhão Atlântico foi brindado com o som do Dj Loel com diversas misturas que animaram o público que se ia aglomerando para assistir ao concerto.
Às 21 horas em ponto subiram ao palco os Enter Shikari, banda do Reino Unido de post-hardcore com elementos de electrónica, formada em 2003 considerada pela imprensa especializada os novos “meninos bonitos” do Reino Unido. Pela primeira vez em Portugal apresentaram maioritariamente músicas do seu último e segundo álbum lançado em Junho de 2009 Common Dreads. Foi uma actuação que animou o público, ainda a meio gás, durante 45 minutos prometendo uma noite em cheio para todos os fãs tanto desta banda como dos The Prodigy, dizendo também que voltariam a terras lusas no Verão.
Mesmo antes de começar a actuação de The Prodigy já o público se encontrava ao rubro na longa espera para a actuação desta banda. Os The Prodigy que só se haviam apresentado em Portugal em festivais e nunca em nome próprio, abrem o concerto com “World’s on Fire” do seu último álbum Invaders Must Die seguida de “Breathe” do legendário álbum The Fat of The Land protagonizando um dos muitos momentos da noite.
Ao longo da noite a banda britânica foi demonstrado o porquê de ter levado tantas pessoas ao Pavilhão Atlântico com uma energia avassaladora de toda a banda mas especialmente de Keith Flint e Maxim Reality. Estes tiveram uma grande interação com o público contagiando-os com a sua energia, transformando a sala de espectáculos numa discoteca gigante. Até as pessoas que se encontravam nos balcões não resistiram a dançar ao som de todas as músicas apresentadas, especialmente a clássicos como “Firerstarter”, “Out Of Space”, “Voodoo People” ou mesmo pelas músicas mais recentes como “Invaders Must Die” ou “Omen”. Sempre com um grande ritmo os The Prodigy repetiram a “coreografia” do festival Optimus Alive de “Smack my Bitch Up”.
O encore composto por quatro músicas começou com “Take Me To The Hospital” dando a todas as pessoas mais uns minutos de dança culminando na “Their Law”.
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Espectáculo de 15 músicas que pôs todo o Pavilhão Atlântico a dançar ao ritmo dos The Prodigy.
Reportagem Backstreet Boys @ Pav Atlântico
Oct 31st
Eram 21h30 quando os noruegueses Madcon pisaram o palco, ao som das primeiras batidas do seu DJ.
Bem recebidos por um público desejoso de ver a banda principal, rapidamente puseram o pavilhão a dançar e a abanar os braços ao som dos seus temas.
"Beggin'" e "Liar" foram os temas mais aclamados pelo público, num repertório cheio de boa energia.
Estava assim preparado o ambiente, mesmo com um público cheio de velhos e fiéis fãs que dispensava preparações. A nostalgia estavar no ar e as memórias dos anos 90 encheram a sala.
Ainda não eram 22h quando as luzes se apagaram, o público se levantou e todas as atenções se focaram no palco imponente com escadas e um compartimento em jeito de "jaula" onde se encontrava o DJ. Um pequeno "clip" apresentou a banda - que dispensa qualquer tipo de apresentação, seja em que país for - e os agora 4 "rapazes-homens" atravessaram o ecrã ao cimo das escadas e levaram o público a manifestar a sua euforia.
Uma vez mais, ali estavam eles, os Backstreet Boys, tal como todos se lembravam: o rebelde AJ, o divertido Brian, o doce latino Howie D. e o irresistível Nick.
O tema escolhido para a abertura foi o adequado "Everybody (Backstreet's Back)" que passou para o primeiro dos singles, "We've Got It Goin' On". A multidão não desiludiu e entoou cada verso irrepreensivelmente.
"PDA (Public Display of Affection)" foi o tema que se seguiu, do último albúm recentemente lançado, "This is Us", cujo som permanece deliciosamente típico desta boysband.
Embora fosse nos clássicos que o público se manifestava mais avidamente, os temas do novo albúm foram bem-recebidos e a energia característica dos BSB permanecia nestas novas músicas, para deleite de todos.
"This is Us", "She's a Dream", "Bigger", "Undone" e "Bye Bye Love" foram algumas das escolhidas para serem apresentados aos fãs, pelo meio de clássicos entoados em coro, tais como "As Long as You Love Me", "Show Me the Meaning of Being Lonely", "The Call", "The One" e "Larger Than Life", entre outros.
Os momentos altos da noite foram proporcionados pelos temas "All I Have", "The One", "Shape of My Heart", "I Want it That Way" e "Incomplete", durante a qual um cachecol de Portugal foi atirado para o palco, sendo apanhado por Howie D., que o levantou no ar e provocou nova onda de extâse entre a multidão.
Com pequenos e cómicos filmes entre músicas para distrair o público enquanto a banda trocava de outfit, os rapazes mostraram continuar em forma, revelando maior sincronização que as próprias bailarinas e estiveram à altura das expectativas de um público que cresceu ao som dos seus cd's.
Depois de um pequeno encore, "Straight Through My Heart" foi o tema de despedida, debaixo de uma chuva de fitas coloridas que caiu sobre os fãs que não se importavam de ouvir mais alguns temas.
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A empatia entre os membros, a boa-disposição, a cumplicidade e o companheirismo de tantos anos, as coreografias enérgicas e modernas e o carinho nutrido pelos fãs que relembraram a todos os presentes porque é que os Backstreet Boys foram a nossa boysband preferida nos anos 90.
Reportagem Green Day @ Pavilhão Atlântico
Sep 29th
Na noite de 28 de Setembro o Pavilhão Atlântico recebeu uma das maiores bandas de punk-rock internacional, os Green Day. Mais um concerto promovido pela Everything is New, que tem trazido a Portugal os maiores nomes, para grandes concertos.
Green Day é uma banda que dispensa apresentações, com 22 anos de existência e 9 álbuns, o último dos quais, "21st Century Breakdown", editado já este ano. Este álbum conta com grandes músicas que combinam o punk-rock a que estamos habituados e o rock mais clássico tal como em "American Idiot", é um épico que conta a história de dois jovens que lutam numa era pós-Bush.
A primeira parte deste concerto foi entregue aos Prima Donna, uma banda de rock americana que teve uma prestação bastante competente e que esteve a altura da banda que acompanham em tour.
Depois da aparição do coelho rosa a banda da noite entrou em palco, já passava um pouco das oito e meia! As expectativas eram elevadas e muita gente ansiava por este concerto desde que os Green Day estiveram no Coliseu dos Recreios, há cerca de 9 anos. Quando se apoderaram do palco levaram imediatamente o público ao delírio com "Know you Enemy", uma música do seu último álbum.
O púbico esteve imparável e bastante audível durante todo o concerto e muitas foram as vezes que os coros se ouviam mais alto que Billie Joe. O vocalista esteve como sempre muito comunicativo com o público pedindo palmas, lançando gritos e convidando alguns fãs a subirem ao palco e tocarem ou cantarem com eles.
Neste que foi o primeiro concerto da digressão europeia e teve de tudo para ser fantástico, fomos brindados com uma viagem pelos vários álbuns da banda, passando por algumas das músicas mais marcantes desta banda californiana, tais como "Holiday", "St Jimmy", "Boulevard of broken dreams", "Welcome to paradise", "Long View", "Basket Case", "King for a day", "Hitchin' a ride" e "She", entre muitas outras.
Durante todo o espectáculo não faltou a pirotecnia que abrilhantou esta fantástica actuação, que contou também com mensagens ecológicas e políticas, os problemas que assombram o nosso mundo. Também fomos brindados com momentos "Billie Joe": brincadeiras com uma pistola de água, break dance, t-shirts mandadas por um mini-canhão; momentos de rebeldia que sempre acompanharam esta banda.
Depois de muita alegria, de muitas músicas cantadas em plenos pulmões ouvimos homenagens a The Doors e a The Rolling Stones com excertos de "Break on through (to the other side)" e " (I cant' get no) Satisfaction".
Para finalizar "Minority", foi um dos temas que teve uma das maiores ovações da noite perante a afirmação de Billie Joe "You are so much better than America!" que deixou todos bastante orgulhosos.
As luzes apagaram-se mas todos gritaram por Green Day, todos esperavam pelo encore que traria mais êxitos desta grande banda. "American Idiot" foi a primeira, seguida de "Jesus of Suburbia" com um fã de 17 anos a toca-la brilhantemente.
O final do concerto foi entregue a Billie Joe, que sozinho no meio do palco tocou em acústico "Last Night on Earth", uma balada de "21st Century Breakdown" e "Good Riddance (time of your life)" que deu os últimos acordes a um concerto de duas horas e um quarto que ficará, de certeza, na memória da maioria do público presente.
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Em resumo, foi um concerto bastante bom, muito profissional, num nível muito acima daquilo a que estamos habituados. Mais um concerto daqueles que nos deixam a sorrir e a querer mais!
Reportagem Sudoeste TMN
Aug 12th
No terceiro dia do festival era esperada casa cheia. X-wife abriram as hostes do palco principal levando bastante público a manter-se até ao final do concerto ao som do rock’n’roll. A banda originária do porto tocou temas do novo álbum com o público a reagir sempre muito bem.
O recinto ia-se compondo para os aguardados Faith no More. Mas a banda que se seguiu foram os também portuenses Blind Zero, com um palco alusivo ao novo álbum “Luna Park”. O alinhamento continha músicas dos álbuns anteriores e o novo single “Slow Time Love” . Ainda houve tempo de cantarem uma música dos Pixies "Where Is My Mind?" e, já que Miguel Guedes “não estava lesionado em nenhuma perna”, “Enjoy The Silence” dos Depeche Mode.
Os Jet, que se seguiram, deram um belíssimo concerto conseguindo entusiasmar o público, que na sua grande maioria esperava o cabeça de cartaz do dia. Os autralianos apresentaram-se com um fundo preto com o seu nome a dourado. Com "Are you gonna be my girl” o público esqueceu por momentos o concerto que se seguia e cantaram e dançaram ao som da música.
E é então que os mais aguardados Faith No More sobem ao palco começando com “Reunited” com o público a entrar logo em êxtase e não parando até ao final do concerto. Na zona de público em frente ao palco principal via-se uma nuvem de pó enorme. Mais uma vez, uma das forças deste concerto foi a interacção e comunicação com o público. Um dos pontos altos foi sem dúvida “Evidence” em que Mike Patton surpreendeu o público cantando em português. O concerto terminou após o segundo encore com “We care a lot“. O público que se deslocou à Herdade da Casa Branca foi recompensado com um grande concerto do qual certamente ninguém saiu desiludido!
Oioai, banda confirmada à última hora, no palco secundário anunciaram o novo álbum “Vem Em Segredo” com lançamento previsto para Setembro. Os quatro elementos mostraram-se bem dispostos e em sintonia nas novas músicas. Entre as músicas do primeiro álbum “Oioai”, o público presente ia correspondendo ao que se passava em palco, neste espaço que se mostrou o menos atraente para a maior parte dos festivaleiros e que pecou pela proximidade com o espaço electrónico.
Era notória a pouca afluência de público neste último dia do festival, pois muitos dos festivaleiros regressavam a casa neste dia. Anaquim abriu o Palco Planeta Sudoeste onde já havia público à sua espera. Passaram por temas de Ornatos Violeta e ainda dedicaram uma música “Pobre Velho Louco” ao actor Raul Solnado falecido no dia anterior.
Gomo começou entretanto no palco principal com muita animação e bastante ironia à mistura dizendo-se surpreendido com a quantidade de público presente visto não estarem anunciados no cartaz do festival e avisando que “Nós não somos o Marcelo d2 somos os Gomo”. Referiu ainda que o facto de estarem no palco principal deve-se ao êxito de “Felling Alive” do anterior disco. Neste concerto vieram apresentar o recentemente editado “Nosy” cujo single “Final Stroke” “já roda em algumas rádios de bom gosto”. Os seguintes foram Marcelo d2 trazendo o hip-hop e levando o público a não abandonar o espaço do palco principal num concerto onde ainda contou com um tema de White Stripes e outro de Eurythmics.
No palco secundário já se fazia ouvir Virgem Suta, uma banda vinda de Beja com um sucesso recente. Com “Ressaca” e "Tomo Conta Desta Tua Casa" colocaram o público a dançar.
De volta ao palco principal, a escocesa Amy Macdonald apela a que sendo este o seu primeiro concerto em Portugal, gostava que fosse memorável, conseguindo cativar o público que assistia a esta actuação e que estranhou mas cantou bem alto "Mr. Brightside" dos The Killers.
Lily Allen, seguiu-se com muita cumplicidade e irreverência com o público que sempre correspondeu ao que a artista ia pedindo, tendo sido um dos momentos mais participados a dedicatória a todos os homofóbicos e racistas presentes, com o tema “Fuck You”.
Para encerrar o 13º Festival Sudoeste TMN, no palco principal tocaram os também britânicos Basement Jaxx que iniciaram o concerto com “Scars”, perante uma plateia bem composta. Todos dançavam quase a jeito de gastar as últimas forças e encerrar em grande mais um festival. Já se sentia a nostalgia mas a banda não deixou ninguém descansar. Teve tempo de dedicar "Romeo" a todos "os portugueses sexy" da plateia. “Rendez-Vu”, um dos seus maiores sucessos foi o tema escolhido para finalizar um espectáculo onde luz e o som estiveram em plena harmonia.
E foi assim a edição de 2009 que com um cartaz que não convenceu os mais reticentes, garantiu a animação nos diversos stands promocionais para a recolha de brindes e prémios de participação nas diversas actividades, umas mais originais que outras, mas que mantiveram sempre o público bastante interessado.
O menos positivo prende-se com as condições do campismo. Os reparos feitos em relação á proximidade do espaço electrónico das tendas no ano passado foram tidos em conta, afastando estes dois espaços tanto quanto possível, não se compreende porem a existência de um bar situado em plena zona de campismo com música mais que excessivamente alta, demasiado repetitiva e de forma incessante, desde o fim da tarde de dia 5 até meio da manhã de dia 10 não deixando descansar quem queria recuperar forças para os dias seguintes.
Ainda assim, nesta manhã de dia 10 à medida que o espaço ia ficando cada vez mais despovoado, o que se ouvia eram as despedidas ...
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Reportagem Marés Vivas 2009 (3º Dia)
Jul 20th
Entretanto, já eram muitas as pessoa que se juntavam no Palco Principal à espera dos concertos da noite com o cartaz mais consistente desta edição do Marés Vivas, que se comprovou pela extraordinária plateia que assistiu e vibrou com todos os concertos.
Primeiro Gabriela Cilmi, que com alguns problemas técnicos rapidamente resolvidos, correspondeu ao que a trouxe à margem do rio Douro. Foi uma actuação simples mas nem por isso menos boa, como aliás o muito público o fez sentir cantando e acompanhando a cantora durante todo o concerto.
Para dar continuação aos concertos, era agora a vez de Colbie Caillat que sem grandes extravagâncias, simples e simpática, fez algumas confidências sobre o medo que tinha dos palcos e das multidões. Conquistou o público não só com as músicas que todos esperavam ouvir como “Realize" ou "Oxygen”, mas muito também graças à grande interacção e cumplicidade entre a banda e o público. Já no final, um dos momentos do concerto, com o público a assumir o papel principal numa versão de "Killing Me Softly". O público estava já rendido e a noite ainda ia a meio!
E foi com o público já completamente embalado e extasiado que Jason Mraz entrou em palco e apresentou um espectáculo que fez vibrar a multidão que enchia completamente o recinto. Com uma sonoridade simples e cativante, não só não desiludiu o público como o levou a um nível de histeria ao som de “I’m Yours” deixando todos deliciados e a dançar ao seu ritmo.
Para fechar a edição de 2009 do Festival Marés Vivas, os Keane subiram a palco, para brindar o público com um grande espectáculo que certamente superou as expectativas de muitos dos presentes e onde não faltaram temas como “Crystal Ball”, “Nothing In My Way”, e “You Don’t See Me” que dedicou a todos os presentes. No último encore, “Under Pressure”, dos Queen, fez as delícias do público que certamente terá vontade de voltar para a edição de 2010 deste festival com uma vista privilegiada sobre a cidade do Porto.
De referir ainda, de igual importância, a acção social deste festival que se juntou à Associação Inês Botelho, que se dedica ao acompanhamento e apoio a crianças com leucemia e seus familiares e amigos. O Hard Rock Café ofereceu a guitarra, a Porto Eventos fez com que fosse assinada por todos os artistas presentes no festival para que seja leiloada e todo o dinheiro conseguido possa reverter para a ajuda na promoção da qualidade de vida de muitas crianças.
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