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Reportagem Mão Morta no TMN ao vivo
Oct 3rd
Os Mão Morta, parece, são como o vinho: melhoram com a idade. É um caso notável não tanto de longevidade, mas de qualidade constante numa carreira que foi sempre consistente mas experimental, de uma banda que nunca teve medo de tentar algo diferente, mantendo sempre a alma sonora que a torna tão única (tanto aqui como lá fora).
Ao vivo, felizmente, têm também essa ideia. O início desta nova digressão, feito numa sala cheia ou bem lá perto, viu o repescar de alguns grandes temas do passado que tiveram a excelente companhia de alguns temais mais do presente (as canções de “Pesadelo em Peluche” resultam muito bem ao vivo). Os Mão Morta tocam o que querem tocar (parece que já não querem mesmo tocar Lisboa (“Por Entre as Sombras e o Lixo”); é uma música “desactualizada”, disse Adolfo), e fazem-no sempre com a mestria de quem anda nisto há décadas, sabendo escolher bem de entre o catálogo que têm. Bastou logo a espantosa “Aum”, segunda música do concerto, para perceber bem que seria uma noite de perfeito equilíbrio, num alinhamento bem pensado e conseguido.
Num palco envolto em fumo e com um espectáculo de luzes simples mas muito eficaz, o que se viveu foi uma noite de rock das entranhas, como só eles fazem tão bem, onde se viu um balanço constante entre o apoteótico e o envolvente; veja-se a canção que abriu o concerto, a magnífica "Tiago Capitão", saída do seu último disco e já um hino da banda. Intensa, num crescendo tanto instrumental como vocal, com Adolfo a cantar cada vez com mais alma (e isso é algo que não lhe falta) aquele refrão que todo o público sabia já de cor.
Adolfo Luxúria Caníbal é, aliás, o motor que move tudo. Um dos maiores (senão o maior) vocalistas da nossa história, é em palco tão intimidante quanto imponente, possesso e com olhar indomável enquanto canta, encarnando em todo o corpo as palavras que lhe saem da boca. Balança-se, contorce-se, e no final do concerto atira-se ao chão, encharcado em suor, com as guitarras em “Anarquista Duval” a acompanhar a queda. A banda é, claro, toda ela espectacular. Há em Mão Morta algo que não existe em mais lado nenhum, uma mescla de estilos desde o spoken-word ao post-punk que se equilibram entre si, graças a um grupo de músicos fenomenais (aquelas guitarras…) que tocam ainda com a perfeição com que o faziam há anos atrás.
Foi rock como mais ninguém faz, épico e energético, frequentemente apoteótico e por vezes arrepiante. “Berlim (Morreu a Nove)” continua tão espectacular como sempre, tal como a grande “Destilo Ódio” (talvez a grande surpresa da noite), que teve como introdução um pequeno discurso de Adolfo em que este criticou a forma como os media nos têm infestado com toda esta crise que vive o país (e o mundo). Se tem razão? Sim. Se precisava de se referir tantas vezes a isso durante o concerto? Não. Afinal de contas, é como ele próprio diz: estamos todos fartos de ouvir falar sobre o assunto. Inclusive em concertos.
O trio final de canções, antes da saída de palco, foi uma sequência de génio: “Escravos do Desejo”, “E Se Depois” (sempre esmagadora) e, claro, a obrigatória “1º de Novembro”, cujo coro já várias vezes tinha sido cantado ao longo do concerto por um público que ansiava por a ouvir e que teve, já perto do fim, em palco uma dançarina exótica (uma surpresa desnecessária). Um final espectacular, que teve depois um trio de encores em que a energia não esmoreceu. “As Tetas da Alienação” (mais uma boa surpresa) e “Vamos Fugir” (mais uma obrigatória) foram o primeiro regresso da banda ao palco, que depois voltaria ainda, perante um público que o pedia de forma ensurdecedora e que esteve conquistado do início ao fim, para tocar “Charles Manson” (impossível não adorar aquele riff) e, no último e não planeado regresso ao palco, a grande “Anarquista Duval”, que viu aplausos e gritos de celebração mal foi anunciada por Adolfo. O melhor final possível, com aquela que é de longe uma das mais vertiginosas canções da banda.
É bom ver que continuam numa forma invejável, tocando como poucos o fazem, dando concertos como por cá mais ninguém dá. E é, também, ver o respeito que têm em relação a si mesmos e ao seu público, certificando-se que do palco saem não tanto as canções mais conhecidas ou populares (não houve “Budapeste” para ninguém, e ainda bem), mas antes as melhores, que em concerto proporcionam os melhores momentos.
Foi o que se esperava, de quem se esperava: um concerto grandioso, dado por uma banda grandiosa.
D’Bandada Optimus Discos – Porto
Sep 28th

O projecto Optimus Discos vai invadir as ruas do Porto numa noite inédita com actuações de bandas e DJ’s em diversos espaços da zona da Galeria de Paris.
No próximo dia 15 de Outubro, o mote é “D’Bandada Optimus Discos - Bandas por todo o lado”, e a entrada é gratuita.
As bandas e DJ’s, ligadas ao projecto Optimus Discos, vão actuar em 13 espaços da noite e dia da cidade, como a Livraria Lello, o Café Ceuta, a Barbearia “Veneza”, o Plano B, o Café Lusitano e o Armazém do Chá.
O programa desta D’Bandada Optimus Discos conta com artistas provenientes de edições Optimus Discos já conhecidas, como os Linda Martini, Noiserv, Frankie Chavez, Dj Ride, You Can’t Win Charlie Brown, Dealema e de artistas que se preparam para integrar o catálogo da editora, como os The Doups, Nigga Poison e Osso Vaidoso.
O acesso aos concertos, todos gratuitos, é feito por ordem de chegada a cada um dos espaços e até à lotação das salas, sendo que, a todos os fãs que garantirem um lugar ser-lhes-á entregue uma pulseira que dá acesso à festa de encerramento.
Não fiques em casa, aproveita para te divertires com os teus amigos ao som de boa música.
Reportagem The National – Campo Pequeno
May 26th
De volta a Portugal, os The National foram desta vez recebidos por um Campo Pequeno a abarrotar. Após a última vez em Portugal, no Super Bock Super Rock, não havia ninguém por se render aos encantos da banda norte-americana. Assim sendo, não foi de admirar que o concerto esgotasse e que as expectativas fossem elevadas para um dos concertos mais aguardados do ano.
A abrir, estiveram em palco os Dark Dark Dark, banda oriunda de Minneapolis cujo som fez as delícias do público ansioso. Foram temas como “Something for Myself”, “Make Time” e “Trouble No More” que mostraram porque é que os próprios The National são seus fãs. Os instrumentos eram rodados pelos membros da banda, tanto como a voz principal das músicas. Para fechar 40 minutos de música com influências maioritariamente folk, “Daydreaming” revelou-se deliciosa para o efeito.
Entretanto, já o recinto ia encolhendo e as pessoas lá se chegavam cada vez mais perto. Vinte minutos passavam das 22h quando por fim as luzes se apagaram e tudo naquela sala se centrou no palco. Escusado será mencionar os gritos, as palmas, as mãos no ar. De copo de vinho na mão, Matt Berninger, centro do palco, microfone a postos. Aqui vamos nós.
E fomos. Primeiro embalados por uma melódica “Start a War” e logo de seguida com “Anyone’s Ghost”, já menina para arrancar um par de gritos ao vocalista. E apesar de “High Violet” ser considerado a consagração plena da banda, não escapa a ninguém que é “Alligator” que recebe mais pedidos de músicas para serem tocadas. Avistava-se um cartaz em particular com duas palavras apenas: “Lit Up”. Apesar desse desejo não ter sido concedido, “Secret Meeting” veio agitar os fãs, que entoavam a letra a plenos pulmões.
No ecrã de fundo, passavam imagens em directo da banda sobrepostas umas nas outras, provocando efeitos fantasmagóricos. Mas nada causa mais arrepios que ouvir um recinto a gritar “I'm on a bloodbuzz, yes I am, I'm on a blood buzz” em sintonia. A multidão jubilava com os instrumentais a que temos sido habituados pela banda. Baterias disciplinadas até ao osso, trompetes que enchiam a sala e guitarras com uma energia admirável.
Após tamanha demonstração de afeição por parte do público, Matt não resistiu a avançar no palco e olhar para a sala em jeito de retribuição. Um olhar sincero de quem nunca deixa de ser surpreendido pelo carinho dos fãs portugueses. Logo de seguida entra em cena “Slow Show”, antes de “Squalor Victoria” e “Afraid of Everyone”. Durante a última, o ecrã encheu-se de olhos gigantes, uma imagem intimidadora que complementa uma letra recheada de medo e desconfiança.
Mas os momentos altos da noite estariam guardados para temas mais antigos como “Abel” – provavelmente o momento mais alto (e por alto, refiro-me a barulho) da noite – ou “All the Wine”. Aaron Dessner, claramente assoberbado, perdeu-se em agradecimentos ao público e fascínio com o recinto escolhido. A cúpula aberta do Campo Pequeno enriqueceu o ambiente e tornou o concerto num autêntico espectáculo sob as estrelas.
Houve várias surpresas no concerto e uma delas foi a banda tocar “Lucky You”, retirada do álbum “Sad Songs for Dirty Lovers”. Não, não é uma canção esperançosa, é «provavelmente o tema mais triste que temos», garantiu Matt Berninger. Antes do encore, ouviu-se uma soberba “Fake Empire”. E se “Terrible Love” era vista como a equivalente deste tema para “High Violet”, o resultado não é, de todo, semelhante. Um instrumental de encher ouvidos – e alma – ficou no ar enquanto a banda abandonava o palco para o primeiro encore.
De volta, uma surpresa para os fãs portugueses: “Friend of Mine”, tocada ao vivo pela segunda vez na vida da banda (tendo a primeira sido há cerca de sete anos). «Não chegámos bem lá, faltou um bocadinho», brincaram, no final. Mas ficou clara a emoção que tocar aquele tema para o público lisboeta lhes trouxe. A anunciar “Mr November”, Aaron garantiu que essa sabiam como tocar. A multidão delirava, braços no ar e a letra entoada aos gritos.
No seguimento da energia que os dois temas haviam trazido, eis que chega “Terrible Love”. Matt desceu ao público, entrou pela plateia adentro, enquanto alguns fãs seguravam o fio do microfone e outros corriam para se aproximar do cantor. A custo, conseguiu voltar ao palco, de onde saiu em seguida, seguido por todos menos pelo baterista Bryan Devendorf. Outro encore?
Sim, outro encore. Depois do Super Bock Super Rock, talvez fossem mais a pensar que não do que os que pensavam que sim, que talvez eles voltassem a cantar a “About Today”. E voltaram. Se no festival de Verão foi a cereja em cima de um bolo delicioso, no Campo Pequeno foi um revivalismo dessa mesma noite mágica. Para o final, microfones desligados. Os músicos à beira do palco, de instrumentos em riste. Pediram ajuda para cantar a última música do concerto. E tiveram-na. Pulmões cheios e vozes mais ou menos afinadas foram ingredientes para uma “Vanderlyle Crybaby Geeks” crua e nua como só esta banda conseguiria arrancar a uma audiência.
Como já vem a ser hábito, outro concerto grandioso dos The National terminara.
Emoções ao rubro, melodias comoventes e letras sinceras – os ingredientes perfeitos para este amor terrível.
Dizzee Rascal no Optimus Alive 2011
Mar 21st
Dizzee Rascal é o mais recente confirmado para o Optimus Alive!11
O inglês tem actuação marcada para o dia 9 de Julho, no Palco Super Bock. Tendo iniciado a carreira em 2003, o artista desde cedo mostrou ter créditos e vem desta vez a Portugal mostrar musicas como Bonkers, Dance Wiv Me ou Dirtee Disco.
O Festival Optimus Alive 2011 realiza-se nos dias 6, 7, 8 e 9 de Julho de 2011 em Oeiras, no Passeio Marítimo de Algés. O preço dos bilhetes é de 50 Euros, 99 Euros ou 129 Euros, Bilhete Diário, Passe para os 3 dias ou Passe para os 4 dias, respectivamente.
The Kooks e Rodrigo Leão no Super Bock Super Rock 2011
Mar 15th
Foram anunciados os mais recentes confirmados para o Super Bock Super Rock: The Kooks e Rodrigo Leão e Cinema Ensemble!

O grupo inglês The Kooks vai marcar presença no dia 14 de Julho. Depois de em 2009, terem passado pelo festival Optimus Alive!09, regressam desta vez a Portugal para marcar presença no Super Bock Super Rock!
Já Rodrigo Leão vai estrear-se no dia seguinte, 15 de Julho. O artista português vem acompanhado dos Cinema Ensemble e prometem uma noite diferente, mas espectacular.
O Festival Super Bock Super Rock 2011 realiza-se nos dias 14, 15 e 16 de Julho de 2011 no Meco, na Herdade do Cabeço da Flauta. O preço dos bilhetes é 45 Euros para o bilhete diário e 80 Euros (inclui campismo e transporte para a praia do Meco). Os bilhetes já se encontram à venda.
Só Desta Vez: PAUS convidam Chris Common
Feb 3rd
O próximo e último Só Desta Vez dos PAUS, vai contar com a participação de Chris Common, bater
ista dos "defuntos" These Arms Are Snakes.
Além dele, vão haver mais convidados surpresa, mas só desta vez.
O concerto passa-se, pela última vez, no Lux no dia 17 de Fevereiro.
O preço dos bilhetes é de 8 Euros e estão à venda antecipadamente na Louie Louie, Flur e Lux.s
Se não tens onde ficar procura alojamento aqui.
Festival Sons de Vez 2011 – Cartaz Completo
Jan 10th
A organização do Festival Sons de Vez deu a conhecer o cartaz final desta 9ª edição. De Fevereiro até Março irão decorrer no Auditório da Casa das Artes em Arcos de Valdevez pelas 23 horas os seguintes concertos: Linda Martini, Dealema, Nuno Prata, Long Way to Alaska, David Fonseca, Dead Combo, Tiguana Bibles e Mazgani.
O Festival Sons de Vez 2011, inicia-se com Linda Martini e o recente trabalho dos mesmos "Casa Ocupada" no dia 5 de Fevereiro. A 12 de Fevereiro, os sons de hip-hop invadem o Auditório da Casa das Artes com Dealema.
Nuno Prata actua no dia 18 de Fevereiro. Os Long Way to Alaska, que abriram o 2º dia do palco principal do Festival Milhões de Festa do ano de 2010, actuam agora no dia 25 de Fevereiro, fechando assim a panóplia de concertos desse mês.
David Fonseca vai actuar no dia 5 de Março, levando consigo todos os seus exitos e certamente o mais recente single "U Know Who I Am". A 12 de Março, podemos também contar com a actuação de Dead Combo e Tiguana Bibles a 18 de Março.
A encerrar a edição deste ano, a banda de Shahryar Mazgani actua no dia 25 de Março.
Uma mostra digna do que de melhor se faz por cá.
PAUS: Último Só Desta Vez a 17 de Fevereiro
Jan 9th
No próximo dia 17 de Fevereiro, os PAUS convidam mais amigos, para o último Só Desta Vez.
É o final de um ciclo de três concertos, com participações especiais, onde participaram Filho da Mãe e DJ Ride, entre outros.
Estão ainda por conhecer os convidados.
O local continua a ser o Lux, e o preço continua a ser de 8 Euros.
PAUS: Último Só Desta Vez a 17 de Fevereiro
Jan 9th
No próximo dia 17 de Fevereiro, os PAUS convidam mais amigos, para o último Só Desta Vez.
É o final de um ciclo de três concertos, com participações especiais, onde participaram Filho da Mãe e DJ Ride, entre outros.
Estão ainda por conhecer os convidados.
O local continua a ser o Lux, e o preço continua a ser de 8 Euros.
Alegria e emoção à flor da pele foi o que se sentiu na última quarta-feira no Pavilhão Atlântico, para a celebração de um dos concertos mais esperados para as hordas da música pesada.




