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Reportagem SBSR 2010 – 18 de Julho
Jul 19th
A 16ª edição do festival Super Bock Super Rock teve o seu desfecho ontem (dia 18), totalizando, assim, três dias de concertos na Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco. Apesar das múltiplas queixas, especialmente dos que decidiram acampar, como a falta de luz, o pó, o estado do terreno e a má acessibilidade, a organização do festival soube juntar um cartaz que agradou a muitos, que, pelo amor à música, suportaram todos os malefícios. Este foi o dia de Prince, The National e John Butler Trio, entre outros, agitarem as hostes.
Foi Jorge Palma e o seu super grupo que deu uso, em primeiro lugar, ao palco principal. Tanto a sua prestação, que roçava o cómico, como os êxitos do eloquente intérprete português ("Encosta-te a Mim" sendo o mais celebrado por um público mais jovem), contribuíram para a moderada diversão de quem o assistia, a meio da tarde. Um pouco depois, os lisboetas Stereo Parks, os terceiros vencedores do Super Bock Super Rock Preload, pouco aqueceram o palco secundário com a sua música previsível e escassamente original, com as influências do costume do indie rock.
Os galeses Stereophonics, apesar de também carecerem de originalidade, fazendo lembrar Oasis e The Beatles alternadamente, mostraram uma grande qualidade técnica ao vivo, face a um público que (ainda) pouco reagia. Kelly Jones, voz e líder do conjunto, de tudo fez para aliciar o público a mexer-se, incitando palmas e berros, mas só o conseguiu a vociferar os êxitos chorudos "Maybe Tomorrow", "Have a Nice Day" e "Dakota" da banda britpop.
Pouco depois, os The Morning Benders deram um concerto bem simpático para quem os assistia no palco EDP. Apresentando o recém-editado The Big Echo, Chris Chu e a sua trupe passaram por "Excuses" e "Promises", entre outros, temas que suscitaram o carinho dos fãs atentos que os seguiam em palco. Um exemplo de uma banda indie pop bem conseguida, na onda de Local Natives e Surfer Blood.
Apesar de os Spoon terem de partilhar a atenção do público com a avioneta telecomandada que sobrevoava o palco Super Bock, estes abriram mão dos grandes temas do seu historial, marcados sempre por uma imprevisibilidade experimental e inconstância de influências musicais. "The Way We Get By", "The Underdog" e "Don’t You Evah" foram alguns dos apresentados, tal como as novas "Got Nuffin", "Is Love Forever?" e "Transference", todas capazes de fazer bater o pé aos ritmos groovy da banda texana. No entanto, o público continuava pouco entusiasmado, porventura por esperar o grande nome que se seguia.
Ficámos impossibilitados de ver Wild Beasts, que tocaram praticamente sobrepostos aos Spoon, algo que acontece com a existência de dois palcos que recebem artistas ao mesmo tempo. Porém, já era de noite quando os The National foram recebidos com o entusiasmo e o delírio que só uma banda de culto pode suscitar – fãs incondicionais dos americanos debatiam-se para chegar às filas dianteiras e bradavam o seu afecto. Sombrios e sóbrios de aparência, a banda fez-se acompanhar por dois elementos nos instrumentos de sopro que trouxeram uma maior profundidade aos temas solenes e por vezes melancólicos dos artistas. "Mistaken for Strangers", "Fake Empire", "Slow Show" foram alguns dos temas de Boxer que Matt Berninger interpretou, de punhos ao peito, com um sentimentalismo afectado, mas os "England", "Anyone’s Ghost" e "Terrible Love" de High Violet não lhes ficaram atrás. Um concerto de crescendos emotivos que culminou na belíssima "About Today", confirmando-se a inegável qualidade da banda americana que fez apaixonar os inúmeros amantes da música.
Seguiram-se duas actuações no palco secundário, que preencheram o enorme intervalo que precedia a actuação de Prince. Sharon Jones e os Dap Kings deram um concerto formidável de funk e soul, que fez inveja a muita gente. Jones, rainha do movimento revivalista destes dois géneros musicais, não parou quieta e parecia igualável a grandes senhoras como Aretha Franklin e Ella Fitzgerald. Os temas de I Learned the Hard Way foram os mais contemplados num concerto energético, que subiu a fasquia para os músicos seguintes.
Os John Butler Trio, muito conhecidos e adorados em Portugal, deram um concerto que se adequou perfeitamente à onda do festival: sol, descontracção e ‘boas vibrações’. O blues rock com travo a reggae e roots era a máxima e o trio australiano proporcionou bons momentos de qualidade ao público português, que o apreciou ao máximo. "Better Than" e "Used to Get High" foram alguns dos destaques de um concerto harmonioso.
Pouco passava da meia-noite e já o nome de Prince era entoado pelo público de quase 32 mil pessoas, que sufocou os acessos ao recinto, tal foi a sua adesão. A hora do funk começou quando o artista entrou em palco, pedindo de imediato a participação dos fãs em "Delirious". A energia e boa disposição de Prince foram norma num set que passou por alguns dos seus melhores momentos musicais, daquela que é uma das maiores estrelas dos anos 80. Este empunhava a sua guitarra em floreados poderosos que marcavam o passo, dançando com o seu coro e recusando-se a que o público português parasse – este clamando as letras de grandes êxitos, como "1999", "Let’s Go Crazy", "Cream" e "U Got The Look". Numa mútua adoração, o artista pedia e os fãs cumpriam, quer a saltar, quer a entoar as melodias conhecidas. Entre falsetes e piruetas, Prince acabou por se ausentar durante uns minutos para mudar de vestuário, seguindo-se um dos momentos mais esperados do concerto: a entrada da fadista Ana Moura em palco, a grande admirada do cantor. "A Sós com a Noite" e "A Casa da Mariquinhas" mostraram a potência vocal da cantora, visivelmente satisfeita por lá estar, e a destreza musical de Prince na guitarra. Inesquecível, tal como as duas canções mais pedidas, tocadas entre exclamações de adoração ao povo português e referências religiosas. "Kiss" levou ao delírio dos fãs e "Purple Rain" impressionou com o grande coro do artista mundial. O lendário cantor acabou por se despedir com "Dance (Disco Heat)", pondo fim a um dos melhores concertos do festival e a grande prova da imensa qualidade musical do artista. Prince Rogers Nelson, de 52 anos de idade, prova-se mais do que apto para oferecer um concerto colossal.
Por fim, o desfecho do festival ficou a cargo dos Empire of the Sun, que conjugam a música electrónica com um teatralismo cénico, provido de bailarinas, projecções e fatos excêntricos e coloridos. Apesar de uma parte visualmente mais rica do que propriamente a musical, os australianos conseguiram entreter os que restavam após o grandioso concerto de Prince.
Fica assim um balanço do evento que, apesar das péssimas condições de acampamento e algumas falhas da organização, conseguiu trazer vários nomes de interesse ao Meco. Esperemos que, na próxima edição, estas sejam repensadas e ajustadas para ajudar a aumentar o bem-estar e conforto dos festivaleiros num dos eventos de ‘peso pesado’ da música ao vivo em Portugal.
Foto: Ana Limas
Reportagem SBSR 2010 – 17 de Julho
Jul 18th
Continua a música e o bom tempo no segundo dia da 16ª edição do Super Bock Super Rock, festival alojado no Meco que continua a prometer ‘sol e rock’n’roll’ aos que o frequentam. Neste segundo dia, actuaram alguns dos nomes mais esperados, como Vampire Weekend, Hot Chip ou mesmo Patrick Watson, numa edição que compensa alguns dos pontos negativos de organização com o bom cartaz.
Começamos novamente com os segundos vencedores do Super Bock Super Rock Preload, o concurso da marca para escolher as bandas portuguesas mais promissoras e levá-las ao palco do festival. Os Malcontent são do Porto e iniciaram o dia 17 com um concerto morno no palco EDP. Seguiram-se-lhes os Sweet Billy Pilgrim, músicos ingleses que misturavam sonoridades tão diferentes como o country e o rock com toques de progressivo de forma bizarra, porém, inócua. A banda de 4 membros tentou atrair as pessoas para a frente no palco secundário, no entanto, devido a uma das maiores falhas desta edição, não o conseguiram, pois o palco era destapado por trás e, logo, tocavam contra o sol que inundava a maior parte da zona da plateia, obrigando as pessoas a dispersarem pelas sombras.
Nome conhecido por terras lusas, Tiago Bettencourt, conjuntamente com Mantha, tocou o seu set num palco principal muito mais composto, como era de esperar. Este passou por algum dos temas mais conhecidos desta colaboração, que já conta com dois álbuns, como "Jardim", e até alguns temas dos Toranja, antiga banda do cantor, como "Laços". Um concerto simpático, com menos substância, que soube entreter os que esperavam pelo vocalista da banda nova-iorquina muito conhecida que se seguia.
Entretanto, Holly Miranda espantava com a força e timbre da sua voz do outro lado do recinto. Num concerto intimista e poderoso, a cantora, acompanhada pela sua contida banda, tocou alguns dos seus temas do recém-editado The Magician’s Private Library. Uma mistura de influências de Otis Redding e Nina Simone a Jeff Buckley e Radiohead que, apesar de eficaz, padeceu por ser um pouco repetitiva.
Seguiu-se a desilusão deste segundo dia, por diversas razões, algumas que escapam a nossa compreensão. Julian Casablancas, também vocalista dos nova-iorquinos The Strokes, encurtou a sua apresentação a solo em Portugal por uns bons 20 minutos, apresentando apenas uma mão cheia de temas de Phrazes for the Young e três dos esforços Strokeanos, como "Hard to Explain" e "Automatic Stop". Porém, os temas que realmente interpretou perderam a dinâmica ao vivo, talvez um pouco pela existência de problemas de som e pelo desempenho algo trapalhão de Casablancas. Não se ficou a perceber a razão da sua saída precipitada e os seus fãs ficaram a pedir mais.
Outro nome da cena alternativa portuguesa, Rita Redshoes, actuou por volta das 21:40 no palco EDP. Sem os seus sapatos vermelhos, a intérprete portuguesa ofereceu um concerto que pretendia, acima de tudo, entreter. Dançando ao longo da música, a cantora balançava o seu charme e graça natural com uma sensualidade crescente na apresentação dos novos temas de Lights & Darks, que se aproximam mais da estética de Paulo Furtado do que a de David Fonseca, o seu quase ‘mentor’ musical. A nova "Captain of My Soul" foi muito apreciada, no entanto, "Choose Love" e "Dream on Girl", temas de Golden Era, foram as mais aplaudidas do set de Rita Pereira.
A electrónica volta a marcar passo com os Hot Chip que, na opinião geral, foram uma das surpresas da noite. À primeira vista, ninguém diria que este conjunto de músicos produz pop electrónico que poderia perfeitamente ser tocado na pista de dança, no entanto, apesar da aparência séria dos artistas, estes parecem fazer bater o pé como ninguém. A banda americana apresentou no Meco vários temas do seu álbum One Life Stand e entusiasmou as hostes de tal maneira que estas se apresentavam excessivamente entusiastas, saltando, de braços no ar, aproveitando cada momento. "Over and Over", "I Feel Better" e "Ready For the Floor" foram alguns dos destaques de um concerto extremamente coeso e tecnicamente quase perfeito, que levou ao êxtase musical de muitos fãs e que até converteu quem não estaria muito impressionado, de início, com os artistas.
Os que preferiam algo mais calmo à quase histeria electrónica da banda supramencionada tinham a oportunidade de ver o intérprete canadiano Patrick Watson, na sua terceira estadia em terras lusas. Apesar de ter consideravelmente menos audiência do que Hot Chip, o artista, acompanhado pelos Wooden Arms, ofereceu um belo e único concerto aos que acompanhavam as estranhas melodias intercaladas com o moderado caos musical dos performers. De facto, é de destacar o talento e a versatilidade deste artista, que torna cada actuação numa experiência única e envolvente, deslizando pelos temas de Close to Paradise e Wooden Arms sem dificuldade e de pulmões cheios — "Fireweed" soou assombrosa e arrepiante com o fundo ardente das chamas do vídeo que passava por trás, já "Drifters" apresentou-se tocante e sentimental e "Man Like You" impressionou, enfatizada pela voz característica do artista. Watson, sempre bem-disposto, nunca deixou de agradecer aos seus fãs que o receberam sempre com tanto apreço e, em jeito de retribuição, tocou até "To Build a Home", tema que partilha com os The Cinematic Orchestra e que constitui um dos seus pedidos mais frequentes nas suas actuações.
Cabeças de cartaz algo improváveis, pode-se dizer que os Vampire Weekend excederam as expectativas gerais de uma plateia de quase 24 mil espectadores. A despreocupada banda nova-iorquina soube trazer o travo de pop afrobeat ao indie rock de marca Pitchfork, mais suavizado e maturo no seu segundo esforço, Contra, da melhor maneira, envolvendo os inúmeros espectadores com jovialidade. Os meninos bem do indie mostraram que são capazes de entusiasmar e entreter tanto com os diversos temas do primeiro lançamento homónimo, tanto com os temas do álbum que lhe seguiu. Os festivaleiros acabaram por se render a "Cape Cod Kwassa Kwassa", "A-Punk" e "Horchata", tal como a "Cousins" e a "Giving Up The Gun", esta última que conta com inúmeras celebridades no seu videoclip, como os Jonas Brothers e Jake Gyllenhaal. No entanto, o foco do set dos nova-iorquinos estava mesmo na plateia: Ezra Koenig, vocalista e líder dos artistas, demonstrou várias vezes o seu espanto pela recepção dos portugueses (“Não me quero ir embora!”), que se entretinham a mover os seus corpos aos ritmos e melodias alegres. É assim que se prova a eficácia dos Vampire Weekend, que renderam as hostes à aprimorada e simples estética musical dos artistas.
Por fim, o duo electrónico Leftfield encerrou este dia de festival, oferecendo aos resistentes um set coeso de temas dançáveis. Para os menos duros, o último dia de festival espera-os, com a actuação do lendário Prince.
Foto: Ana Limas
Reportagem Marés Vivas 2010 – 16 de Julho
Jul 17th
O segundo dia do Festival Marés Vivas inicia-se com mais público e mais vento.
O Palco Moche abriu com Mónica Ferraz e André Indiana. A vocalista dos Mesa sobe ao palco para apresentar canções do seu novo álbum a solo “Start Stop”. “Go go go” foi um dos momentos com mais interacção com o público. André Indiana seguiu-se num concerto longo com algumas falhas de som veio mostrar também o seu novo álbum.
A tenda do Palco Moche já se encontrava bem preenchida no fim do concerto e a espera fez-se sentir para o inicio d'Os Azeitonas. Estes subiram ao palco e apenas tiveram 15 minutos de “sossego” pois os A Silent Film actuavam no palco principal o que fez com que a qualidade sonora do concerto diminuísse. A banda referiu ainda que o som do palco principal se ouvia melhor e que portanto não poderiam tocar temas mais calmos mas sim músicas mais mexidas. Muita foi a dança e interacção com o público, a animação era constante. “Quem és tu miúda”, Ela foi para a guerra”, “Café Hollywood”, “Corre” e “Mulheres Nuas” foram algumas das músicas ouvidas num concerto que teve direito a encore pois milhares de pessoas não arredavam pé da frente do palco.
Ainda de dia inicia-se a música no palco principal com A Silent Film. Os meninos britânicos vieram mostrar o seu álbum de estreia editado em 2009 “The City That Sleeps”.”Sleeping Pills”, “Julie June” e “The Stage Is Your Life” foram alguns dos temas tocados. O grande momento do concerto deu-se com "You Will Leave a Mark" que fechou o concerto em grande com o público a cantar e a dançar.
David Fonseca seguiu-se. “I want to break free” dos Queen serviu de mote para a sua entrada em palco dentro de uma cabina telefónica. Com muitas luzes de néon a sua energia em palco fez-se sentir ao longo do concerto e a festa foi de todos. “Walk away, When you´re Winning”, “Owner of her Heart”, “Learn Sometimes”, “Someone that Cannot Love” e “A Cry 4 Love” foram alguns dos temas tocados. Os momentos altos da noite deram-se com "The 80’s","Stop for a Minute" e "Girls Just Wanna Have Fun", porque segundo ele as raparigas sabem-se divertir bem mais que os rapazes. Para aumentar a fasquia desta grande festa houve ainda tempo para papeizinhos azuis e amarelos lançados sobre o público e faíscas de luzes em “Silent Void” fechando assim o concerto.
Mas muitas pessoas estavam lá para ver os Placebo, depois de no ano anterior terem dado um concerto num festival em Lisboa foi a vez do norte os receber. O último álbum editado em 2009 “Battle for The Sun” esteve em grande destaque levando o público a histeria. “All Apologies” dos Nirvana foi o momento mais alto da actuação contudo alguns temas mais antigos como “Every Me and Every You”, “Song to Say Goodbye”, “Meds”, “The Bitter End” e “Infra-red” colocaram o público aos saltos. “Taste in Men” fechou com chave de ouro um concerto que muitos desejavam que fosse mais longo.
Muitos festivaleiros abandonaram o recinto após Placebo mas Peaches não desiludiu os que não deixaram a festa a meio. A cantora canadiana entrou em palco com um fato que a tapava da cabeça aos pés. A encenação feita por duas personagens, apenas vestidas com roupa interior, cujos cabelos exagerados lhes tapava o rosto complementava “Talk to Me”. Durante “Billionaire” a cantora passeou em pé pelas grades, atirando-se de seguida para o público. Pediu então ao público que guardasse todos os telemóveis e câmaras, porque senão iria dar-lhes um pontapé e disse “Jesus walk on water, Peaches walk on you”. Enquanto cantava “Take You On”, andava de pé com as mãos do público a segurá-la. Um momento excêntrico, onde a cantora de braços no ar, apenas se encontrava segura pelas pernas. "Showstopper", "Serpentine" e "Boys" fizeram-se ouvir e a resposta do público foi imediata, muitas dançavam, outras saltavam e outros cantavam mas ninguém ficou indiferente à excentricidade da vocalista. Para encore ouviu-se "Set It Off” e ainda houve tempo para a cantora pedir ao público para tirar as t-shirts e logo foi correspondida.
Mais uma noite que acaba em grande no Festival Marés Vivas com mais de 24 mil pessoas.
A última noite do festival conta com Ben Harper, Editors, Deus, Nikolaj Grandjean no Palco Principal.
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Reportagem Marés Vivas 2010 - 15 de Julho |
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Reportagem Marés Vivas 2010 - 17 de Julho |
Reportagem Marés Vivas 2010 – 15 de Julho
Jul 15th
Os Lobo foram os primeiros a actuar na edição deste ano do Festival Marés Vivas. A banda, que “joga” em casa, lançou em 2009 o disco de estreia "Socorros a Náufragos", subiram ao palco já com meia hora de atraso. O single de estreia "Agora, aqui" foi um dos temas com mais destaque mas não faltaram outras músicas: “Desastre (o Rock sem o Roll)”, “Erosão”, “Canção da Invicta”, “Algo Mudou” e “Esta Canção”. O público ainda era escasso no recinto do festival e as tendas de promoção das várias empresas que patrocinam o festival estavam agora a ganhar alguma vida.
Seguiram-se os Dr1ve também no Palco Moche pelas 20h30. A banda proveniente de Santa Maria da Feira é conhecida pelo seu tema “A Wish” que foi o momento alto do concerto que continha já mais algum público na audiência. O novo single “Sem Cor…” foi marcado pela interacção com o público e o aproximar dos festivaleiros para este palco. “Tentei” e “Things on their Place (Ending)” foram outros dos temas ouvidos.
Pelas 22 horas os britânicos Morcheeba abrem o palco principal do Festival Marés Vivas. Blood Like Lemonade, editado este ano serve como desculpa para os vários concertos que a banda tem já programados. A vocalista Skye Edwards entra em palco com um vestido vermelho vivo, regressa assim a Portugal depois de um interregno de 7 anos com os Morcheeba. Para aqueles que se recordam em 2008 os Morcheeba passaram por este mesmo festival mas com outra vocalista dando um concerto amornado, Skye dá sem dúvida maior vitalidade ao grupo. “This is a beautiful place” refere falando da vista sobre o rio, “Let’s Dance” foi o mote do concerto. Um dos momentos altos da noite aconteceu com “Otherwise”. “Even Tough”, “The Sea”, Blood Like Lemonade”, “Crimson”, Trigger Hippie”, Beat of the Drum” e “Blindfold” seguiram-se. O encore foi composto por um “Be Yourself” com “Music” de Madonna e “Just Dance” de Lady Gaga à mistura. A fechar Skye oferece “The Sea” mas apenas toca a introdução e fecha o concerto com “Rome Wasn’t Built in a Day”.
Os londrinos Goldfrapp tem um visual teatral já característico e os efeitos visuais acrescentam energia ao concerto. Alison Goldfrapp sobe ao palco de roupa preta a esvoaçar. O álbum editado este ano Head First esteve em destaque, tocando entre outras “Alive”, “Dreaming”, “Rocket” e “Believer”. A fechar não deixaram de lado os seus êxitos mais conhecidos como “Ooh
Seguiram-se os GNR. Como cabeça de cartaz e considerados já “os padrinhos” do festival Marés Vivas fecharam a noite no palco principal. O novíssimo RetroPolitana esteve em destaque neste concerto mas não se esqueceram dos clássicos de quase 30 anos de carreira. “Efectivamente”, "Dunas ", “Pronúncia do Norte”, Sexta-Feira”, "Mais Vale Nunca" e "Sangue Oculto" foram os temas que puseram a audiência a cantar. Com dois encores e com a chuva também presente, o que afugentou alguns festivaleiros, assistiu-se a um concerto com mais de uma hora e meia que serviu para mostrar que a pronúncia do norte está para vencer.
No Palco Moche Edward Maya espalhou o seu Stereo Love para aqueles que não trabalhavam no dia seguinte. O palco secundário, agora coberto, ajudou para não apanhar chuva contudo as bandas de início de tarde ficam a perder na acústica do espaço.
O segundo dia do festival conta com Placebo, Peaches, David Fonseca e A Silent Film, numa noite em que se prevê mais afluência de público.
De referir que a primeira noite contou com cerca de 16 mil pessoas.
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Reportagem Marés Vivas 2010 - 16 de Julho |
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Reportagem Marés Vivas 2010 - 17 de Julho |
Reportagem Optimus Alive!10 – 10 de Julho
Jul 11th
Dia 10 de Julho, último dia do Optimus Alive!10. O calor permanece e desta feita traz consigo um vento desagradável que espalha poeira pelo ar. A quantidade de pessoas que acorrem a Algés é inimaginável; só quem testemunha acredita no que vê. Ainda há quem se dirija de propósito ao local na esperança de adquirir um bilhete de última hora.
Pelas 17 horas, já o palco Super Bock estava quase cheio – a maior parte, sentada, descontraía e abrigava-se do calor e do vento intensos. Alguns fãs entusiastas de Girls acolhem a banda com um caloroso aplauso. Apesar disso, a actuação não cativou. Mesmo o animado single Lust for Life (embora tal animação não provenha, de todo, da letra) parece perder força ao vivo. O público bem se esforçou por tornar o concerto mais fogoso, mas a festa só esteve presente desse lado das grades. A pouca interacção com o público foi uma mistura de timidez e frieza. O final, com Morning Light, foi um pouco mais enérgico.
Pouco passava das seis da tarde quando Sean Riley "e os seus" Slowriders subiram ao Palco Super Bock. Com muito muito ritmo Sean Riley liderou com distinção os músicos que o acompanham, surpreendendo pela positiva aqueles que ainda não estavam familiarizados com o rock desta banda portuguesa. Durante o simpático concerto da banda de Coimbra foi possível apreciar as vastas influências na sua música. Buffalo Turnpike foi um dos momentos altos do concerto, com a interpretação irrepreensível do single retirado de Only Time Will Tell. Sean Riley aproveitou também para mostrar no Optimus Alive o seu mais recente single com os Slowriders, Talk Tonight. Um concerto muito agradável, onde a actuação ao vivo faz jus ao bom trabalho de estúdio da banda.
Em dia de lotação esgotada, coube aos ingleses Gomez abrir o Palco Optimus, com o álbum A New Tide para apresentar. Já lá vão mais de dez anos desde que Bring It On e Liquid Skin catapultaram a banda de Ian Ball para um outro patamar, mas desde então têm sido iguais a si mesmos. Músicas muito bem conseguidas e com uma excelente construção, e acima de tudo bem executadas ao vivo. Do inicio ao fim, os Gomez entreteram o público presente no Passeio Marítimo de Algés, que aproveitou os tons suaves dos britânicos para relaxar e aproveitar as últimas horas de sol.
O recinto do palco alternativo continuava abastado, apesar de cada vez mais pessoas se dirigirem ao palco Optimus a fim de marcar lugar para Pearl Jam. No entanto, ainda havia muito tempo para as outras bandas. Era agora a vez de Miike Snow, banda sueca que se encontra em ascensão. Na mala vinha o álbum homónimo, que foi apresentado perante um público repleto de fãs estrangeiros.
De máscaras brancas, a banda pisou o palco, enquanto mais gente se reunia no recinto e muitos se levantavam a fim de dançar ao som electropop da banda. Burial fez sucesso, antes de Black and Blue, tocada com potência que resultou num dos momentos altos da actuação. As máscaras caíram e a festa começara oficialmente. Com muitas partes instrumentais, temas como A Horse Is Not a Home e Silvia mostraram variedade e proporcionaram momentos mais calmos. A primeira parte teve mais força que a segunda, mas o single Animal, reservado para o final, trouxe de novo muita dança e saltos.
Era chegada a hora para a festa, no verdadeiro sentido da palavra. Os americanos Dropkick Murphys com o seu punk céltico, entraram para arrasar no Palco Optimus com The State Of Massachussetts. É incrível como nesta banda há toda uma sintonia na qual nem parece haver um verdadeiro líder tal é a harmonia que parece existir dentro da banda apesar das mudanças de formação. A mistura que estes norte-americanos fazem de acordes e batidas punk com gaita de foles, flauta e banjo é um autêntico grito de revolta contra o tédio. Músicas como Johnny, I Hardly Knew Ya levam-nos à era dos piratas e da cerveja caseira em canecas de madeira, numa autêntica comunhão de eras. Forever foi aproveitada para puxar pelas vozes do público, que cantou em uníssono com Ken Casey. Só ficou mesmo a faltar o clássico Boys On The Docks num concerto que terminou com a conhecidíssima Shipping Up To Boston, resultando numa enorme explosão de alegria e saltos.
Seguiu-se então The Big Pink, duo electro-rock de Inglaterra, no Palco Super Bock. Apesar de o recinto estar mais vazio, aqui e ali viam-se fãs da banda, que cantaram as letras a plenos pulmões. Guitarradas potentes e incentivos de ambos os membros da banda contribuíram para tornar o concerto mais intenso, enquanto temas como Velvet, Tonight e Dominos puseram a audiência ao rubro.
Desde o concerto dos Gogol Bordello em Paredes de Coura em 2007, a banda de New York foi angariando fãs no nosso país exponencialmente, e isso nota-se na recepção que o público dá ao colectivo de Eugene Hütz. Depois dos Dropkick Murphys era garantido que a festa iria continuar com os Gogol Bordello, e não podia ter continuado de melhor forma com este concerto que teve inicio com Not A Crime. Parece que foi ontem que os norte-americanos vieram a Portugal como meros desconhecidos, e hoje é notório que os portugueses reconhecem a maioria dos temas dos Gogol Bordello. Nem mesmo os temas do recém-lançado álbum Trans-Continental Hustle, como My Companjera passaram despercebidos, e quem os ouvisse neste concerto diria que são as suas músicas de sempre. A festa continuou e os Gogol Bordello não deixaram para trás êxitos como Start Wearing Purple. Foi a segunda vez da banda no Optimus Alive, e pelo que têm deixado no festival espera-se que não seja a última.
Eram 22h05 e o palco Super Bock estava cheio até metade. Mas aos primeiros sons da intro de Peaches, mais gente se juntou aos já presentes em frente ao palco. Poucos mas bons descreveu bem o público que passou por aquele palco neste dia. Original, como sempre, a cantora de origem canadiana vestia um fato enorme composto por fitas que a tapava por completo. Mud começou e a temperatura no recinto ia subindo. A encenação feita por duas personagens – uma masculina e uma feminina – cujos cabelos exagerados lhes tapava o rosto complementava Talk to Me. No entanto, o auge estaria reservado para Billionaire e Take You On. Durante a primeira, a cantora passeou em pé pelas grades, atirando-se de seguida para o público, que a fez navegar entre cabeças. Agarrou num copo de um fã e, bem servida, voltou à grade. Pediu então ao público que guardasse todos os telemóveis e câmaras, porque estariam prestes a fazer parte de algo cujas dimensões seriam mais que um «momento Twitter». «Jesus andou na água, mas Peaches anda em vocês», exclamou, antes de dar início à música. Enquanto cantava, equilibrava-se de pé em mãos de membros do público. Um momento arrepiante, onde vimos a cantora de braços no ar, apenas com as pernas seguras por fãs. Por entre espargatas, roupas despidas e vestidas, efeitos de luz e projecções na própria roupa, Peaches proporcionou mais de uma hora de fascínios, boa-disposição e muito atrevimento. Shake Yer Dix e Boys Wanna Be Her arrancaram danças e saltos enérgicos e Fuck the Pain Away estaria reservada para o final de mais uma actuação, no mínimo, excitante.
Depois da festa dos Dropkick Murphys e Gogol Bordello, estava na hora da banda mais esperada da noite, e provavelmente a banda que levou este último dia do Optimus Alive a esgotar, os Pearl Jam. Desde logo uma declaração bombástica de Eddie Vedder, que confessou ao público que este será um dos últimos concertos dos próximos tempos, fazendo saber que a banda vai fazer um hiato por tempo indefinido. Mas o que interessava era que a mítica banda do movimento grunge estava a tocar para o seu público, e começou a actuação com a última faixa do álbum de estreia Ten, Release. Um início suave que teve continuidade com Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town. Mas as coisas mudaram de figura com Animal e Given To Fly, passando para uma fase mais mexida do concerto, onde ficou demonstrada a fidelidade do público português para com os Pearl Jam. Unthought Known foi a primeira faixa de Backspacer que o grupo de Seattle tocou, e até foi bem recebida. Seguiram-se Nothingman, Daughter e Even Flow enquanto o tempo ia voando. Depois de Black e Why Go, os Pearl Jam abandonam o palco pela primeira vez, para que depois regressassem para encore. Para este encore Eddie Vedder acompanhado da sua garrafa de vinho e da habitual boa disposição reservou The End, The Fixer e uma versão dos Public Image Ltd. de Public Image. Pelo meio uma música inteiramente dedicada a Portugal, enquanto um elemento da banda ia segurando a letra para que Eddie Vedder não cometesse erro algum. Após a belíssima Better Man, acompanhada de um coro vindo do público, novo recolher dos norte-americanos aos backstage. Recolher esse que não duraria muito, pois os Pearl Jam regressariam uma última vez para tocar Smile com Jeff Ament na guitarra e Stone Gossard no baixo. Ainda antes do final, tempo para um final de luxo com Once, Alive e Yellow Ledbetter, e uma nota também para Boom Gaspar que arrancou muitos aplausos por trazer vestida uma camisola da selecção portuguesa. Ficará para sempre na memória este dia em que Eddie Vedder anuncia a paragem de uma das bandas de culto em Portugal, com um concerto cheio de empenho e algum virtuosismo a espaços do guitarrista Mike McCready. Até um dia destes, o público português ficará à espera.
O projecto house Simian Mobile Disco, muito popular em Portugal, foi recebido no palco Super Bock por um público escasso mas com muito vigor. A festa de final da noite começava com o grupo britânico e temas como It’s the Beat incitaram à dança.
Crookers, o duo italiano, eram quem se lhes seguia. Enquanto o recinto enchia aos poucos, o som subia e os corpos perdiam o controlo para as batidas possantes que enchiam o espaço.
Enquanto a imensa e infindável multidão que viera para ver Pearl Jam se dispersou o suficiente para deixar passar pessoas na direcção oposta, havia quem se dirigisse para ver LCD Soundsystem a fechar o palco Optimus de mais um Optimus Alive!’10. A banda entrou em palco e o recinto voltava a encher, depois de energias repostas e estômagos saciados. James Murphy entrou para cantar Us v Them, antes de Drunk Girls, o mais recente single do que é último álbum da banda, This Is Happening. Os temas estimulavam a dança e Pow Pow antecedeu a esperada Daft Punk Is Playing at My House. All My Friends adequa-se sempre a um festival de Verão e a emoção que os instrumentos, os ritmos e as batidas do single espalham apalpava-se no ar. Um convite de James Murphy para tomar um copo a seguir ao concerto ficou no ar, antes da emotiva I Can Change.
Tribulations e Yeah exaltaram os ânimos de novo, numa explosão de dança, saltos e palmas. Uma autêntica festa para o encerrar do palco principal. Contudo, quando todos queriam mais, James despede-se com um súbito e inesperado «vemo-nos mais tarde este ano», que valeu à banda um coro de assobios e apupos, enquanto saía de palco. Uma actuação que careceu de mais vigor que, quando começava a dar de si, foi interrompido pelo final que ninguém previa.
Sem tenções de dar por finalizada a noite, grande parte do público dirigiu-se ao palco Super Bock, onde Boys Noize – nome artístico do alemão Alexander Ridha – já tocava. A festa ficou assegurada pelo projecto electrónico, que passou tanto temas mais antigos, como mais recentes. A multidão delirava e a festa alongou-se noite adentro.
Foi o fim de mais um Optimus Alive!’10. Esgotadíssimo no último dia, o evento presenciou a passagem de milhares de pessoas, actuações de cortar a respiração, momentos de surpresa e até mesmo algumas decepções nos três dias que durou. Para o ano, realizar-se-á nos dias 7, 8 e 9 de Julho. Esperamos ver mais recuperado o lado artístico do festival para a próxima edição, já que em relação às bandas, a qualidade dos nomes que constam no cartaz ano após ano é irrefutável.
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The Prodigy no Festival Paredes de Coura
May 25th

Foi hoje anunciado pela organização um grande nome do panorama musical internacional: The Prodigy
Depois de um excelente concerto no festival Optimus Alive o ano passado, o grupo britanico volta a Portugal e chega a Paredes de Coura para um concerto que certamente não deixará ninguém indiferente!
O grupo de Liam Howlett, Keith Flint e Maxim irá actuar no dia 31 de Julho. No mesmo dia actuam The Specials e The Dandy WarholsO passe de 4 dias com campismo comprado até 17 de Maio fica por 60 Euros e a partir de 18 de Maio por 70 Euros.
Se não quiseres acampar procura alojamento perto deste festival aqui.
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Reportagem Rock In Rio 2010 – 22 de Maio
May 22nd
No segundo dia do Festival Rock In Rio Lisboa 2010 decorre a celebração dos 25 anos da primeira edição do evento que decorreu no Rio de Janeiro, numa tarde bem mais amena que a de ontem. Pouca gente ainda nas imediações do Palco Mundo, provavelmente pelos concertos do palco Sunset Rock In Rio.
Os concertos do segundo dia do festival começaram no palco Sunset com os Soulbizness acompanhados de Zoey Jones. As primeiras pessoas chegaram ao som dos primeiros acordes da banda lisboeta que não teve grandes dificuldades em animar o ainda pouco público que se encontrava a assistir ao concerto. Zoey, bonita e divertida, animou as hostes. Ela e o vocalista Rodrigo não pararam de dançar ao ritmo funk de êxitos como "Oh Sugar" e "Sing It Back" (da cantora Moloko), conseguindo assim animar o público presente.
Bastante mais assistência teve o concerto do vocalista dos Xutos&Pontapés, Tim acompanhado pela Mariza. A fadista que no dia anterior já tinha deslumbrado com o seu concerto no Palco Mundo, voltou a mostrar que sabe cativar multidões. Tim e Mariza cantaram músicas de ambos mas também brindaram o público com alguns momentos especiais como "Homem do Leme", dos Xutos e "Por Quem Eu Não Esqueci", dos Sétima Legião, acompanhados pelo público que cantava em uníssono. Momentos especiais foram também as músicas "Light My Fire", dos Doors e "With A Little Help From My Friends", dos Beatles. Esta última foi acompanhada na voz por Zé Ricardo, o responsável por aquele espaço do Rock in Rio e a quem Tim aproveitou para agradecer. Por fim, Tim convida Rui Veloso (que daria o seu próprio concerto naquele palco logo a seguir) para tocar consigo a música "Voar", parceria que pode também ser ouvida no novo álbum de Tim, "Companheiros de Aventura".
João Pedro Pais ficou encarregue de abrir o Palco Mundo neste segundo dia de festival. As pessoas começam a dirigir-se para o Palco Mundo, aumentando consideravelmente o público. Entrada cheia de fulgor por parte do lisboeta, com “Palco de Feras” e “Até Nunca Mais”, mostrando grande entusiasmo e alegria em palco. Num concerto muito positivo, mas que foi ficando morno com temas mais lentos, João Pedro Pais tentou sempre cativar a multidão e deu um concerto com alma, tocando temas como “Sempre Hoje” e “Não Há Ninguém Como Tu”. Perto do final, o público português foi despertando, e ajudou o seu compatriota a cantar “Louco” à qual se seguiria “Nada de Nada” a dar por encerrada a actuação.
A fechar o palco Sunset tivemos de novo o Rui Veloso que foi recebido com um grande aplauso. O concerto teve duas alturas distintas. Na primeira o músico esteve acompanhado de Toni Garrido que chamou também Boss AC para cantarem juntos "Rimas de Saudade". Depois foi a vez de Rui Veloso chamar novamente Zé Ricardo, marcando bem a característica principal deste palco: um espaço de encontros de cultura e de muitas surpresas. Mas apesar da primeira parte ter sido mais ritmada, foi a segunda que aqueceu mais o público e "A Paixão" foi cantada numa só voz, entre o público e os músicos. O público, impaciente, chama pela cantora Maria Rita que comparece finalmente dando inicio à segunda parte do concerto, mais calma mas mais acesa por parte do público. Êxitos de um e de outro músico fizeram as delícias da assistência que não deixava de acompanhar, cantando sempre. Depois de "Porto Sentido" deixar o público de novo ao rubro, este pede por mais e Rui volta, aproveitando por agradecer pelos 30 anos de carreira que comemora no ano presente.
Redondezas do Palco Mundo um pouco despidas para o concerto de Leona Lewis. A britânica, que lançou “Echo” em Novembro do ano passado, álbum de dupla platina, apresentou-se ao público português com “Brave” e um coro que viria a revelar-se imprescindível para todo o concerto. Apesar da sua voz muito bem colocada, a britânica não conseguiu puxar pela multidão e toda a actuação se tornou um pouco monótona, também por culpa do ritmo impresso pela sua música suave. Apenas em músicas como “Better In Time”, “Forgive Me” e “I Got You” se ouviu um pouco o público luso. Mas Leona Lewis tinha guardado o melhor para o fim, “Bleeding Love” fechou o espectáculo, com os portugueses a cantarem o refrão com a inglesa. Terá sido ainda o pequeno reportório de Leona Lewis e o facto de ainda não ter chegado bem aos ouvidos dos portugueses, que terá motivado um concerto a meio-gás, apesar de altamente profissional.
Passado praticamente um ano, Sir Elton John volta a Lisboa e é o grande protagonista da segunda noite de festival. Com o recinto muito bem composto, o compositor inglês começou de forma brilhante com “Funeral For a Friend”, “Love Lies Bleeding” e “Saturday Night”. Música ritmada, bem preenchida e com excelentes arranjos fez com que o público se rendesse à magia de Elton John. Desde o primeiro minuto se percebeu que toda a banda faz com que nada se perca na interpretação da música ao vivo. Bob Birch, baixista, marcou todo o ritmo do concerto, com uma precisão notável. Kim Bullard (teclista), Davey Johnstone (guitarrista) e John Mahon (percussão) conferem à música todos os detalhes que a tornam completa e apaixonante. Elton John mostrava-se contente por estar em Lisboa, elogiando a cidade e o clima, anunciando depois dois temas do álbum “Madman Across The Water”. “Levon” e “Tiny Dancer” do álbum de 1971 deliciaram a multidão presente para ver o Sir. Os mais novos vão saboreando os ritmos provenientes do palco, enquanto os mais velhos dançam ligeiramente, com um sorriso nostálgico. Muito aplaudido, Elton John brindou o público português com temas como “Daniel”, “Rocket Man”, “The Bitch Is Back” e “Crocodile Rock”, que proporcionou um final espectacular, com uma bela interacção entre o músico e o público. Elton John voltaria ainda para encore, tocando “Candle In The Wind” e “Your Song”, duas baladas que fecharam a noite com chave de ouro, com um final emocionante para um concerto memorável.
Era o regresso mais aguardado, o dos Trovante. A sua tarefa não era fácil, tendo o grande desafio de manter o público animado depois do concerto de Elton John. Apesar disso, o público não desmobilizou e, embora tímido no inicio, já se ouviam algumas vozes que acompanhavam as músicas tão marcantes desta banda: sem dúvida que muitos estavam ali ansiosos para assistir ao regresso. Ao longo do concerto confirmou-se que os Trovante já deviam ter regressado há muito pois, apesar do interregno, foi notável como o público foi perdendo a timidez e acabou por cantar a uma só voz músicas como "Um Caso Mais", "Perdidamente", Fizeram os Dias Assim" e "125 Azul", mostrando que a boa música portuguesa nunca se perde nos caminhos da memória e que havia muitas saudades dos Trovante. Luís Represas, vocalista da banda, confessa como é bom estar de volta e reviver tudo de novo. O concerto termina e o público do Rock in Rio, animado por este regresso, pede mais e a banda disponibiliza-se a tocar mais uma música, no entanto, por motivos de organização foram impedidos de o fazer.
O Palco Mundo fechou com a dupla 2ManyDJs e apesar de apenas um dos irmãos Dewaele estar em Palco, pois Stephen perdeu o voo, sendo substituido por Stefaan Van Leuven, dos Soulwax, a noite acabou em grande. Neste dia passaram pelo Rock In Rio cerca de 40 mil pessoas.
Três Confirmações para o SBSR
May 19th

Foram hoje conhecidos três novas confirmações para o festival Super Bock Super Rock, que se realiza nos dias 16,17 e 18 de Julho.
O primeiro dia do festival, dia 16, começa com Mayer Hawthorne, um multi-facetado artista (desde produtor, dj, MC, entre outros) que promete tornar a sua actuação numa das mais grandiosas no festival.
No dia 17 de Julho, entra em cena a norte-americana Holly Miranda, considerados por muitos como a nova sensação da musica indie, no Palco EDP para um concerto que servirá para mais tarde recordar.
Para terminar em beleza, nada melhor que os Stereophonics no dia 18 de Julho. O grupo britânico formado em 1992, vai marcar presença no Palco Super Bock e irá apresentar o album de 2009, "Keep Calm and Carry On"
O preço do bilhete diário é de 40 Euros e o passe para os 3 dias custa 70 Euros com campismo incluído. O campismo estará aberto desde o dia anterior (15 de Julho) até um dia depois do Festival (19 de Julho). Autocarros gratuitos para a praia farão ainda o percurso Festival – Praia do Meco – Festival.
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Sudoeste TMN – Cartaz Palco Positive Vibes
May 7th
O Festival Sudoeste TMN 2010 vai-se realizar de 4 a 8 de Agosto na Herdade da Casa Branca, Zambujeira do Mar e hoje foi anunciado o cartaz para o Palco Sapo Positive Vibes.Os preços dos bilhetes são: para o passe de 5 dias 80 euros, passe de 5 dias com Car Camping 90 euros e bilhete diário 40€. Campismo gratuito para portadores de passe 5 dias, entrada a partir de 31 de Julho.
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Cartaz e Informações Sudoeste TMN 2010






