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Reportagem The Cranberries – Campo Pequeno
Mar 11th
No dia 10 de Março, o Campo Pequeno encheu para receber os tão esperados The Cranberries, reunidos de novo, sete anos após terem temporariamente deixado o cenário musical. Depois da abertura, a cargo dos Outside Royalty, que aqueceram o público – na sua maioria já bem adulto – com a sua música indie-rock, a banda irlandesa entrou em palco.
A simpática Dolores O'Riordan desde cedo presenteou os fãs com a sua boa-disposição e energia em palco. Na plateia, viam-se bandeiras irlandesas e cachecóis de Portugal. Analyse – a eleita para abrir o espectáculo – foi entoada na perfeição pelos fãs juntamente com a voz inconfundível da vocalista, sem dúvida o elemento essencial na origem do som característico da banda.
Entre elogios ao bom tempo e aos belos jardins por onde passeou durante o dia, Dolores deu ares da sua graça irlandesa e espalhou a boa disposição pelo recinto. Animal Instincts deleitou o público, antecedendo temas como Linger – que levou a plateia a erguer câmaras e telemóveis para registar aquele que foi um dos muitos momentos altos e emocionantes da noite – ou When You’re Gone.
Ao contrário da maioria, a banda irlandesa optou por um início mais calmo, onde ainda se ouviram temas como How e Dreaming My Dreams, deixando as músicas mais energéticas para o meio do concerto. Wanted começou a aquecer os fãs e Liar, que se lhe seguiu, teve direito a uma pequena dança irlandesa por parte da vocalista. Desperate Andy manteve a energia em alta antes da animada I Can’t Be With You, que antecedeu outro dos momentos altos, proporcionado por Ode To My Family.
O público não se cansou de dançar, saltar, cantar e aplaudir, ganhando assim inúmeros elogios da cantora, que afirmou ser esta a melhor audiência da Europa, que sabe como “apreciar a vida”. Para além disso, teve ainda direito a temas como Ordinary Day – esta dedicada à segunda filha de Dolores O'Riordan – e The Journey, originais do trabalho a solo da cantora.
Free To Decide antecedeu Salvation, que estimulou o já delirante público de braços no ar. Após Ridiculous Thoughts, foi a vez de Zombie elevar as vozes no recinto e espalhar a loucura pelo espaço, antes do encore. Embora tenha durado pouco, foi neste período de tempo que, para quem ainda tivesse dúvidas, a plateia mostrou que a idade é um estado de espírito: as palmas, os saltos, as entoações, os assobios e os gritos praticamente fizeram sentir-se no Saldanha. Shattered abriu a parte final do concerto, antecedendo The Journey; ainda se ouviu Promises e Dreams encerrou a noite. A banda abandonou o palco perante uma ovação por parte dos fãs, que mostraram ainda mais entusiasmo quando Dolores O'Riordan exprimiu o seu desejo de voltar em breve a palcos nacionais.
Reportagem The Australian Pink Floyd
Feb 19th
Noite de nostalgia e saudosismo em Lisboa, com o Campo Pequeno lotado, e apenas com lugares sentados.
É certo que esta não é a banda que deu nome ao rock progressivo, e que inspirou gerações, mas a possibilidade de saborear um pouco daquilo que os britânicos deram à música. Qualidade de som acima da média e reproduções fiéis dos maiores êxitos do colectivo de Cambridge foram as principais armas dos australianos. Ainda não havia ninguém em cima do palco e numa forma circular surgia projectado um video no qual o público poderia saber que album ia ser recordado. Inicio de luxo com as quatro primeiras faixas de The Dark Side Of The Moon e Shine On Crazy Diamond(Part I-V).
Com muitas luzes e lasers à mistura, os Australian Pink Floyd foram encantando uma multidão entusiasta, participativa com palmas e coro.
Welcome To The Machine, Another Brick In The Wall, entre outras fizeram as delicias dos lisboetas, mas o momento alto da noite viria a ser Wish You Were Here. O público português quase conseguiu calar Steve Mac e companhia, cantando o clássico com toda a força.
Após muito tempo sem se dirigirem ao público (exceptuando os agradecimentos habituais), os Australian Pink Floyd mostraram-se muito satisfeitos com
o público e abandonaram o palco, regressando pouco depois para encore duplo. Primeiro encore reservou a esperada Comfortably Numb, com um javali insuflável e de olhos vermelhos a surgir na lateral do palco.
Aplausos longos, fortes e sentidos nos quais plateia, bancadas e galerias viram as cadeira inutilizadas, quando já toda a gente acreditava que o concerto tinha terminado. A verdade é que já muitas pessoas tinham abandonado o recinto e os Australian Pink Floyd brindaram uma última vez ao público português, com Run Like Hell.
Reportagem Real Estate
Feb 17th
No passado dia 16, o Plano B albergou uma noite encabeçada por um único nome, os Real Estate, oriundos de New Jersey.
Detentores de uma sonoridade pop esticada entre a melancolia e o psicadelismo, estes jovens lançaram o seu primeiro álbum há um par de meses. Com um registo a fazer lembrar nomes como Galaxie 500, The Clean ou Pavement, é natural que tenham sido recebidos com um grande fulgor por parte da crítica especializada, algo que certamente ajudou a encher o Plano B numa noite pós-Carnaval.
Com o referido registo homónimo debaixo do cinto, o quarteto americano, já por volta das 23h30, lançou-se a cerca de 45 minutos de um concerto que tanto deu para bater o pé, como para puxar pelo lado mais emocional do público. Algo conseguido sem nunca se tornarem maçadores ou desajustados na descarga ou na retenção enérgica.
Sapateando à volta de temas como “Fake Blues”, “Black Lake” ou “Beach Comber”, os presentes certamente sentiram o suburbanismo e a beleza imperfeita que essas pequenas pérolas pop invocam. Algo perfeitamente justificado pelo arremesso constante de linhas de guitarra pingadas de echo, slapback e phaser, apimentadas por uma voz a meio tempo e uma secção rítmica concisa, mas subtil.
Reportagem Italians Do It Better
Feb 14th
No passado dia 12, o Plano B serviu de palco para uma pequena amostra de uma jovem editora, a Italians Do It Better, evento propulsionado pela promotora Lovers & Lollypops.
Estando em actividade há cerca de quatro anos, este selo norte americano trouxe ao Porto dois dos seus projectos mais aclamados, os Desire e os Glass Candy, assim como o seu próprio fundador, Mike Simonetti.
Foi por volta da meia noite e meia que os Desire subiram ao palco. Apesar de possuírem já dois registos de originais na algibeira, o seu concerto foi curto e conciso, durando cerca de meia hora. Um aquecimento bem conseguido, com músicas fortes e extremamente orelhudas, centrando-se no Italo Disco, imagem de marca da editora que representam.
Com um pequeno intervalo, Johny Jewel (elemento comum a Desire) e Ida No lançaram-se num concerto bem mais rico em energia, quando comparado com o anterior.
Já com uma longa carreira, iniciada em 1996, este duo sofreu uma tremenda mutação sonora ao longo da sua existência, encontrado o apoio da Italians Do It Better, do público e da crítica com o seu terceiro álbum, “B\E\A\T\B\O\X”, editado em 2007. Contudo, a sua presença por terras lusas dedicou-se à apresentação da sua recente compilação, “Deep Gems”.
Com um concerto um pouco mais longo que o de Desire, Ida No conseguiu levar a maioria dos presentes ao rubro, culminando tudo com uma invasão de palco que em nada prejudicou o grupo. Um concerto fogoso, que merecia uma duração mais longa.
É de salientar também a presença mais tardia nas mesas de mistura de Mike Simonetti, Rui Maia e Mr. Mitsushirato.
Reportagem Fu Manchu
Feb 6th
Passados que estão quase 4 anos, desde a vinda dos Fu Manchu ao então mítico Paradise Garage, numa altura em que os Valient Thorr ainda não eram meninos para virem sozinhos e com um We Must Obey acabado de sair do forno, os californianos voltam desta vez ao Santiago Alquimista.
Os nortenhos tiveram mais uma vez de descer à capital para ouvir uma das melhores setlists que podiam ter escolhido, uma vez que a apresentação de Signs of Infinite Power já vem tardia.
A primeira parte ficou a cabo dos Miss Lava que brindaram o público com uma cover de Kyuss pelo meio da amostra de Blues for the Dangerous Miles.
Hell on Wheels iniciou uma noite que se previa épica, seguida de Open Your Eyes. A presença do último álbum ficou marcada por Bionical Astronauts. A mestria dos stoners era evidente, mesmo com os enérgicos headbangs em palco de Scott Hill. As guitarras afinadas em grave inundavam o Alquimista.
California Crossing e uma viagem a 1995 com Sleestak fizeram maravilhas. No entanto a colaboração do público só viria a atingir o seu pico uns momentos mais à frente, transporta que estava a barreira com The Falcon Has Landed, El Busta e Superbird. Em King of the Road do álbum homónimo, imergiu o mosh que faltou em quase 40 minutos de concerto. Signs of Infinite Power e Hung out to Try fecharam a primeira parte.
De regresso ao pequeno palco, agora meio invadido por lisboetas, nortenhos e por outras partes de Portugal, ainda que a sala não estivesse completamente cheia, ouviu-se Boogie Van e Godzilla. Apesar dos pedidos, não se fugiu ao que dizia o papel no chão. Ficou a faltar, por exemplo, Written in Stone e We Must Obey.
Alicia Keys no Pavilhão Atlântico
Feb 4th
Alicia Keys está de volta a Portugal, mais propriamente ao Pavilhão Atlântico, a 29 de Abril.
Depois de esgotar a mesma sala em 2008 vem agorar apresentar o novo álbum, "The Elements of Freedom", editado no final do ano passado.
Com apenas 28 anos, a cantora já conquistou 12 Grammys e vendeu mais de 30 milhões de álbuns.
O concerto inicia-se às 20 horas.
| Preços | Locais de Venda |
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Ticketline, CTT, Lojas Fnac, Lojas Worten, Agências Abreu, Megarede, ABEP, Agência Alvalade, C.C. Dolce Vita (Coimbra, Ovar, Vila Real e Porto), El Corte Inglés, Casino de Lisboa |
Optimus Clubbing Janeiro
Jan 24th
O Optimus Clubbing entrou em 2010 com o pé direito, estando perante uma lotação esgotada. Com um cartaz com nomes fortes centrados na electrónica mais nostálgica e no hip hop mais modernista, o mote para uma noite de festa estava mais que lançado.
Foi por volta das 23h30 que os americanos Gary War iniciaram o seu concerto no espaço CyberMusica. Munidos de uma sonoridade a roçar uma mistura entre A Place To Bury Strangers e Animal Collective, o trio deu um bom espectáculo e abriu certamente o apetite dos presentes na pequena sala, quer para uma descoberta do seu trabalho, quer para um mergulho no resto da noite. 
Já com o público viajado para a Sala 2, espaço principal do Clubbing, os austríacos Makossa & Megablast entraram em acção. O duo explorou uma mescla sonora que passou pelo hip hop, dub e funk, sendo tudo acompanhado por uma vocalista algo deslocada do que normalmente se espera neste evento.
Com o relógio já encostado na 01h30 da madrugada, o norueguês Lindström subiu ao palco e provou o porquê da sua aclamação geral. Com "Where You Go I Go Too" e "Real Life is No Cool" (colaboração com Christabelle) debaixo do cinto, o gigante do Balearic e do Space Disco fez uma viagem de uma hora e meia por sonoridades muito vidradas nos 80’s, fazendo lembrar nomes como Giorgio Moroder ou Manuel Göttsching. Terminou o concerto com “Baby Can’t Stop”, um tema do já referido Real Life is No Cool, que fez em tudo lembrar a era Off The Wall do Michael Jackson, ou seja, um final em grande, muito dançado e suado.
O fecho do Clubbing ficou a cargo de Spank Rock e Teenwolf. Com YoYoYoYo já no horizonte longínquo, o colectivo americano apresentou uma mistura entre DJ set e concerto. No entanto, esse cocktail provou ser explosivo. Passando por temas do já referido álbum de 2006 e por uma panóplia de temas de outros artistas, Naeem Juwan foi um agitador exímio, culminando a noite com várias invasões de palco e uma interacção fabulosa com o público. Eram já 3h45 da manhã quando o grupo se despediu com Sweet Talk, deixando toda a massa humana rendida e exilerada.
Passatempo Moonspell na FIL
Jan 19th
Os Moonspell vão passar pela Feira Internacional de Lisboa a 23 de Janeiro de 2010 e temos convites duplos para te oferecer.
Depois do sucesso da tour americana (Norte e Latina) os Moonspell voltam à capital para um grande concerto.
A primeira parte fica a cargo dos Bizarra Locomotiva, a convite dos próprios Moonspell.
O bilhete custa 15 euros.
Vê quem foram os vencedores aqui.
Reportagem Air – Coliseu dos Recreios
Jan 17th
Passados que estão agora quase quatro anos desde a última vez que assentaram pé em terras lusas, estão de volta ao palco que haviam partilhado com os Fischerspooner e os Digitalism em 2007.
À entrada de George Pringle, o Coliseu estava quase preenchido. Não nos deixemos levar por nomes, Georgina Richards-Pringle, é uma performer londrina que se serve do GarageBand para mostrar a sua música. Para o público presente, esse básico foi bastante evidente. As músicas eram de uma coerência particular, às vezes confusa e não fizeram com que o Coliseu se movesse muito.
Infelizmente foi também a situação em que os Air viram a sua actuação. Ao entrar em palco, sem necessidade de apresentações, deram início ao concerto com aquilo que parecia ser Space Maker, masque se transformou em Do the Joy, em jeito de apresentação do último álbum. Ainda com Love 2, seguiu-se So Light is Her Footfall e o “samba” de Love. O concerto revestia-se já de uma pequena aposta em fundos suaves, quando foi a altura de Venus, surgiu a imagem do grande planeta, e tornaram-se desnecessárias apresentações de Talkie Walkie. Jean-Benoît Dunckel afemininava a sua voz.
Cherry Blossom Girl e Playground Love (em intrumental, a adquirir o nome de Highschool Lover) fizeram também parte uma setlist morna.
Não seria de surpreender que os lisboetas escolhessem estes franceses como a banda sonora de uma vida. Be a Bee foi um dos pontos mais mexidos de toda a noite, e ainda assim, era difícil arrancar colaboração do mar de gente que se juntou nos Recreios.
Depois de How Does it Make You Feel?, Nicolas Godin passou a um registo bilingue com Alpha Beta Gaga. Mesmo que quiséssemos acompanhar os assobios, o som demasiado alto impedia que os lisboetas se fizessem ouvir.
A encerrar uma primeira parte, Kelly Watch the Stars saída de Moon Safari (álbum cuja falta se fez sentir) fez o Coliseu explodir em palmas. De regresso, SexyBoy e Heaven’s Light foram o adeus.
Os Metallica começam a tornar-se uma banda assídua nas terras lusas.