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Reportagem Avenged Sevenfold no Campo Pequeno
Jun 24th
Passaram 4 anos desde que os Avenged Sevenfold pisaram território nacional, estávamos então no Super Bock Super Rock, ainda no Parque Tejo antes de o festival mudar de casa, e com eles traziam o na altura fresco disco homónimo.
Desta vez, chegam ao Campo Pequeno com "Nightmare" às costas, e com uma formação diferente da que presenciámos há alguns anos atrás, pelas piores razões. Depois da morte do baterista "The Rev", os A7X continuaram a pisar a estrada com a ajuda de Mike Portnoy (dos Dream Theater) até que um novo baterista fosse escolhido – Arin Ilejay, dos Confide.
Os Sevendust cancelaram pela segunda vez (da primeira vinham abrir para os Disturbed) e foi aos portugueses Switchtense a quem couberam as honras de abertura. Acabados de chegar do GSM!Fest em Barcelos e com o Resurrection no horizonte, a banda da Moita, talvez das mais míticas no hardcore, contou com algumas mãos cheias de fãs que admitiram decidir ir ao concerto por sua causa. Também de disco homónimo na mão, apresentaram-no a uma sala mais composta para o que é habitual numa banda de abertura – sinal mais que bom – fazendo várias referências às boas bandas nacionais às quais damos tão pouco valor, nomeadamente os colegas For the Glory. Uma primeira parte bastante capaz, que puxou desde início ao mosh e aos encontrões.
Depois de vermos fotos do concerto do Ricky Martin, não sabemos ao certo quem terá ganho em matéria de cenários. O dos Avenged Sevenfold esteve montado já durante Switchtense, no entanto foi à entrada da banda principal que atingiu o seu ar mais teatral: três portões de cemitério onde se podia ler "A7X" e alguns efeitos de pirotecnia foram mais que suficientes para completar uma noite para muitos inesquecível, onde o último "Nightmare" predominou.
Entraram em palco com a atitude que lhes conhecemos e deu-se início a Nightmare, música que inicía o álbum de mesmo nome. Houve quem chorasse, houve que gritasse do fundo dos pulmões, mas durante Critical Acclaim o Campo Pequeno uniu forças para fazer com que M. Shadows não se ouvisse a si mesmo, como mais tarde veio a afirmar. Depois de uma paragem para agradecer aos fãs e relembrar o concerto no Super Bock Super Rock onde partilharam palco com os Slayer, pensasse quem quisesse que o ar tenro de Arin Ilejay o impediria de fazer estragos, durante Welcome to the Family (quase dedicada a ele mesmo), as provas ficaram dadas de que os dois bombos pertencentes a The Rev estão a ser bem usados.
Os dois guitarristas passeavam-se pelo palco, numa batalha de riffs um contra o outro, de onde Synyster Gates saía com um ar vitorioso e descontraído, ao mesmo tempo que atingia picos ridículos de agudos e volume, durante Almost Easy e Buried Alive, iluminados apenas pelo fogo que saía em tempo acertado das ombreiras dos portões.
Chegado o momento das dedicatórias, Vengeance puxou pela guitarra acústica e foi So Far Away a escolhida. Com comoção na voz, Shadows dedica a música ao ex-baterista e segue convenientemente para Afterlife, agradecendo repetidamente aos fãs pelo apoio e por terem esgotado a sala para os ver.
God Hates Us foi a última do novo álbum a ser mostrada, antes do encore. A matemacidade dos guitarristas foi louvável, continuavam a passear-se os dois pelo ambiente sinistro, bem como o baixista Johnny Christ e claro, o incontornável vocalista.
Uma escolha menos esperada foi A Little Piece of Heaven, onde Shadows teve de ser suportado por gravações da sua própria voz e do falecido baterista. No meio de uma óptima setlist, foi talvez a que deixou cair mais os ânimos de um público até agora em êxtase. Para a despedida, prometeram voltar "again, and again, and again", Bat Country reacendeu os fogos - literalmente - e os moshpits re-formavam-se.
Evidentemente, ninguém arredou pé da praça de touros, até que os californianos voltassem. O primeiro a regressar foi Zacky Vengeance, pousando o pé num dos estrados e iniciando por duas vezes Unholy Confessions, que só arrancou à terceira, com Arin no seu posto. Teria sido um final de noite perfeito, mas decidiram regressar para deixar cair a última gota de caos, pedindo o maior circle pit possível, enquando Gates dava o mote com riffs de Crossroads.
De tão grande que era, tornou-se também no mais lento, já levados pelo cansaço de uma noite exaustiva.
Save Me foi definitivamente o fim de uma noite já longa, de calor e suor (apesar de a cobertura da sala estar aberta), com o baixo a pesar bastante nos ouvidos.
A manifesta vontade do vocalista de voltar a Portugal, dizendo que somos o melhor público para quem já tocou - nunca iremos saber se é exagero ou não - dá-nos à esperança de mais um regresso.
Uma coisa é certa, o Campo Pequeno esteve certamente à altura de uma noite de peso.
Metronomy no Festival Paredes de Coura 2011
Feb 23rd

Ao que o Festivais de Verão apurou junto de fonte próxima da banda, os Metronomy irão actuar no Festival Paredes de Coura 2011 no dia 19 de Agosto.
Os Metronomy são um grupo de musica electrónica, formada por Joseph Mount em 1999. Actualmente a banda é composta por Joseph Mount, Anna Prior, Oscar Cash e Gbenga Adelekan.
O terceiro trabalho dos Metronomy, chega a tempo da apresentação da banda nas margens do tabuão e é lançado em Abril de 2011, intitulado "The English Riviera" que inclui 11 novas faixas, incluido o single já lançado "She Wants".
O Festival Paredes de Coura 2011 realiza-se nos dias 17,18,19 e 20 de Agosto de 2011 em Paredes de Coura, na praia fluvial do rio tabuão. O preço dos bilhetes diários têm o preço de 40 Euros e o Passe para os 4 dias custa 70 Euros.
Passatempo Arraial d’Engenharia 2010
Oct 16th
A Associação de Estudantes da Faculdade de Engenharia do Porto lança uma vez mais um cartaz ambicioso, com concertos com muita energia e animação. O Arraial d'Engenharia realiza-se nos dias 26,27,28 e 29 de Outubro no Palácio de Cristal e o Festivais de Verão tem bilhetes para te oferecer.
26 de Outubro (Sarau de Engenharia): Noite em homenagem às tradições académicas composta por Grupo de Fados, Tunafe, Teup, DJ Skinus e DJ Xico L.
27 de Outubro (Noite Sabor Autêntico): Noite marcada pelo espírito de luta pela diversão onde os artistas que subirão ao palco irão contagiar tudo e todos. São eles: Lá Lá Pito, Come na Rua, Homens da Luta e Fake DJ's.
28 de Outubro (Noite TMN Mucho Moche): Este será o dia em que subirá ao palco o ex-modelo Mats Söderlund ou como é conhecido Günther, juntam-se a ele e para além das "suas" Sunshine Girls, Meu Outro Tanto, DJ Toystories e DJ Magalie.
29 de Outubro (Noite 4 Shots in a Minute): Último dia em que parar nem que seja por um minuto não é opção. Hookers on Rockets são os primeiros a subir ao palco, seguidos de Cintura, David Fonseca, Xinobi e cabe a Zombies for Money o término desta edição.
Os bilhetes já estão à venda e têm o preço de:
- 26 de Outubro: 5 Euros | + Copo de Vinho
- 27 de Outubro: 6 Euros (Estudante) | 8 Euros (Não Estudante) | 10 Euros (No Local) | + Cerveja
- 28 de Outubro: 7 Euros (Estudante) | 10 Euros (Não Estudante) | 12 Euros (No Local) | + Cerveja
- 29 de Outubro: 8 Euros (Estudante) | 11 Euros (Não Estudante) | 13 Euros (No Local) | + Cerveja
- Bilhete Semanal: 22 Euros (Com oferta de uma t-shirt, 2 copos de vinho, 2 cerveja, 1 vodka e 1 whisky).
Placebo no Festival Marés Vivas
Apr 9th
Os Placebo são a mais recente confirmação para o Festival Marés Vivas 2010, que se realiza nos dias 15, 16 e 17 de Julho.Os britânicos Placebo formaram-se em 1994, actualmente composta por Brian Molko, Stefan Olsdan e Steve Forrest. Até à data lançaram seis álbuns, sendo que o último foi lançado em Junho de 2009 intitulado "Battle for the Sun". Os Placebo vão assim apresentar este álbum e outros temas que fizeram deles a referência que são hoje no dia 16 de Julho,
O duo Inglês Goldfrapp marca também presença neste festival no dia 15 de Julho e irá tocar temas do novo album "HeadFirst" como "Rocket", "Alive" não esquecendo obviamente temas como "Ooh La La" e "Number1".
Estes dois nomes agora confirmados juntam-se assim aos já confirmados Ben Harper and Relentless7 com actuação programada a 17 de Julho.
Os bilhetes já se encontram à venda, o bilhete diário tem o preço de 25 Euros e o passe para os 3 dias 40 Euros ou 45 Euros se comprado após 15 de Junho.
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Reportagem Massive Attack @ Campo Pequeno
Nov 23rd
O segundo dia consecutivo dos Massive Attack no Campo Pequeno levou a uma casa bem composta para receber o colectivo de Bristol. Para abrir o concerto os ingleses trouxeram "prata da casa". Martina Topley-Bird, colaboradora dos Massive Attack no mais recente EP "Splitting The Atom" ficou encarregue de começar a noite com dois álbuns na bagagem. Com uma voz limpida e afinada, a inglesa foi gradualmente conquistando os lisboetas até arrancar fortes aplausos. Viajando por sons tribais, dançáveis, por vezes sóbrios e fluidos, convenceu o público e foi muito aplaudida.
Oficialmente, só Robert Del Naja (3D) e Grant Marshall (Daddy G) são membros dos Massive Attack, mas verdade seja dita, os ingleses trouxeram praticamente uma orquestra consigo. Martina Topley-Bird voltou a fascinar o público sendo a vocalista que mais colaborou com a banda. "Bulletproof Love", de Splitting The Atom foi a música escolhida para iniciar o espectáculo. Aliás, do último EP, apenas "Pray For Rain" não foi tocada.
De seguida, foi revisitado o álbum Mezzanine, com "Risingson", "Teardrop", "Mezzanine", "Angel" (com Horace Andy na voz) e "Inertia Creeps", intercalando com alguns temas de 100th Window e Blue Lines. Todos os temas foram bem recebidos e motivo para aplausos, mas à medida que o concerto ia avançando, as músicas apelavam à dança. Horace Andy e Shara Nelson colaboraram com a banda ao longo de todo o concerto, num palco cheio. No fundo, podiam-se ler mensagens fortes, de teor político, em português, que pareciam ser testemunhos de pessoas abusadas em prisões como Guantanamo, despesas de deputados britânicos, frases célebres acerca de liberdade e também notícias portuguesas sensacionalistas. Uma forma dos britânicos mostrarem a sua veia interventiva.
No encore, Robert Del Naja e companhia tocaram "Splitting The Atom", "Unfinished Sympathy" e "Marakesh". Excusado será dizer que "Unfinished Sympathy" levou o público ao êxtase, muito graças à participação de Shara Nelson. A capacidade vocal da londrina não deixou ninguém indiferente e uma simples nota foi capaz de arrancar fortes aplausos dos lisboetas. Após tocarem Marakesh, parecia o final anunciado do concerto, com algumas pessoas a abandonarem os seus lugares nas bancadas. Mas imediatamente voltaram atrás quando ouviram a voz de Robert Del Naja dizendo que gostam imenso de Lisboa e que não podiam ter escolhido melhor sítio para terminar a tour.
A verdade é que esta foi a penúltima cidade da tour, mas talvez pela proximidade do final, este concerto tenha tido um sabor especial para os ingleses.
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Karmacoma fechou uma noite em grande, que não deixou ninguém desapontado com um concerto muito profissional e com muita alma.









