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Reportagem Anna Calvi no Hard Club – Porto
Sep 13th
Os Dear Telephone são alguns de Braga e outros de Barcelos. Um grupo de amigos e companheiros que se juntaram para formar a banda que se estreou em 2010. Composta por Graciela Coelho, André Simão, Paulo Araújo e Pedro Oliveira a banda deu-se a conhecer num concerto na Casa da Música em Junho e, mais tarde, no festival Milhões de Festa.
A banda portuense fez as honras da casa para o muito esperado concerto de Anna Calvi, consigo trouxe o primeiro registo “Birth os a Robot” que saiu em Março deste ano e desde então tem sido apresentado um pouco por todas as mais conceituadas salas de espectáculo do país desde o CCVF (Guimarães), Clube Ferroviário (Lisboa), Salão Brazil (Coimbra), Casa da Música (Porto) e agora o Hard Club.
Anna Calvi deu-se a conhecer nos palcos do Optimus Alive e, meses mais tarde, arrastando consigo um grande número de fãs, actua no Porto, no Hard Club. A poucos minutos do concerto se iniciar, muitos eram os que aguardavam por aquela cantora elegante, bem vestida e de sapatos de salto com a guitarra nas mãos.
De lábios vermelhos e camisa a condizer, Anna Calvi entra em palco recebida com um mar de aplausos que tenta estender-se até que soam os primeiros acordes do belíssimo e prolongado solo de “Rider to the Sea”.
Sempre com um sorriso tímido nos lábios Anna Calvi demonstra-se uma pessoa reservada em cada pequena pausa entre músicas. Navegando entre as belas vozes de Nina Simone e Maria Callas, o rock de Jimi Hendrix e a postura em palco de David Bowie, esta mistura de personalidades fortíssimas e marcantes fez de si uma exemplar estrela.
O concerto continua com “No More Words” e “Blackout” onde se denota a minúcia de cada instrumento dedicado para cada música; dos chocalhos ao harmonium (instrumento tradicional indiano) a música de Anna Calvi é camuflada de diversas texturas sonoras que fazem do seu trabalho algo muito rico e sobretudo surpreendente.
O público, sempre de olhos postos no palco, não perde uma oportunidade para lançar aplausos e elogios àquela que se sente embaraçada com tão belas palavras que por lá se ouvia. Por lá ainda se ouviu “Morning Light”, “Suzanne and I” e “Desire”, single de estreia e talvez uma das mais grandiosas músicas do seu álbum. Não faltaram elogios ouvidos por parte do público “Obrigado por teres vindo”, “Obrigada por nos
receberem” naquele tom doce que já nos habituamos por parte de Anna.
Depois de “Love Won’t Be Leaving” que marcou uma quase despedida deste tão íntimo concerto, Anna Calvi, Dan Maiden-Wood (baterista) e Mally Harpaz (harmonium, percurssão e guitarra) regressam ao palco para se despedirem ao som de “The Devil” e “Jezebel”, música que ainda não foi gravada.
A cantora britânica despediu-se com as memórias de um público afectivo e caloroso que a recebeu de braços abertos e espera, certamente, que regresse muito em breve.
Reportagem Green Day @ Pavilhão Atlântico
Sep 29th
Na noite de 28 de Setembro o Pavilhão Atlântico recebeu uma das maiores bandas de punk-rock internacional, os Green Day. Mais um concerto promovido pela Everything is New, que tem trazido a Portugal os maiores nomes, para grandes concertos.
Green Day é uma banda que dispensa apresentações, com 22 anos de existência e 9 álbuns, o último dos quais, "21st Century Breakdown", editado já este ano. Este álbum conta com grandes músicas que combinam o punk-rock a que estamos habituados e o rock mais clássico tal como em "American Idiot", é um épico que conta a história de dois jovens que lutam numa era pós-Bush.
A primeira parte deste concerto foi entregue aos Prima Donna, uma banda de rock americana que teve uma prestação bastante competente e que esteve a altura da banda que acompanham em tour.
Depois da aparição do coelho rosa a banda da noite entrou em palco, já passava um pouco das oito e meia! As expectativas eram elevadas e muita gente ansiava por este concerto desde que os Green Day estiveram no Coliseu dos Recreios, há cerca de 9 anos. Quando se apoderaram do palco levaram imediatamente o público ao delírio com "Know you Enemy", uma música do seu último álbum.
O púbico esteve imparável e bastante audível durante todo o concerto e muitas foram as vezes que os coros se ouviam mais alto que Billie Joe. O vocalista esteve como sempre muito comunicativo com o público pedindo palmas, lançando gritos e convidando alguns fãs a subirem ao palco e tocarem ou cantarem com eles.
Neste que foi o primeiro concerto da digressão europeia e teve de tudo para ser fantástico, fomos brindados com uma viagem pelos vários álbuns da banda, passando por algumas das músicas mais marcantes desta banda californiana, tais como "Holiday", "St Jimmy", "Boulevard of broken dreams", "Welcome to paradise", "Long View", "Basket Case", "King for a day", "Hitchin' a ride" e "She", entre muitas outras.
Durante todo o espectáculo não faltou a pirotecnia que abrilhantou esta fantástica actuação, que contou também com mensagens ecológicas e políticas, os problemas que assombram o nosso mundo. Também fomos brindados com momentos "Billie Joe": brincadeiras com uma pistola de água, break dance, t-shirts mandadas por um mini-canhão; momentos de rebeldia que sempre acompanharam esta banda.
Depois de muita alegria, de muitas músicas cantadas em plenos pulmões ouvimos homenagens a The Doors e a The Rolling Stones com excertos de "Break on through (to the other side)" e " (I cant' get no) Satisfaction".
Para finalizar "Minority", foi um dos temas que teve uma das maiores ovações da noite perante a afirmação de Billie Joe "You are so much better than America!" que deixou todos bastante orgulhosos.
As luzes apagaram-se mas todos gritaram por Green Day, todos esperavam pelo encore que traria mais êxitos desta grande banda. "American Idiot" foi a primeira, seguida de "Jesus of Suburbia" com um fã de 17 anos a toca-la brilhantemente.
O final do concerto foi entregue a Billie Joe, que sozinho no meio do palco tocou em acústico "Last Night on Earth", uma balada de "21st Century Breakdown" e "Good Riddance (time of your life)" que deu os últimos acordes a um concerto de duas horas e um quarto que ficará, de certeza, na memória da maioria do público presente.
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Em resumo, foi um concerto bastante bom, muito profissional, num nível muito acima daquilo a que estamos habituados. Mais um concerto daqueles que nos deixam a sorrir e a querer mais!
Reportagem Marés Vivas 2009 (2º Dia)
Jul 18th
No Palco Novos Portugueses, foram os Cazino a fazer as honras da casa para se começar o dia e conseguiram cativar o público presente que esperava já ansiosamente por Fonzie que subiram ao palco pouco depois e conquistaram a assitência que vibrou entusiasticamente à sua actuação repleta de energia e boa disposição, revelando a sua sintonia para com o público, de onde que inclusivé chegaram a convidar um elemento para se juntar a eles no palco.
Entretanto a concentração de público no palco principal era já bastante considerável, indo de encontro às expectativas para um dia que conta com nomes fortes no alinhamento da noite. A abrir este palco, estiveram os Secondhand Serenade, a banda menos conhecida da noite mas que conseguiu ir conquistando o muito público presente.
Às 23h30 começou aquele que seria provavelmente o concerto mais aguardado da noite: Scorpions, Subiram ao palco mais cedo que o inicialmente previsto e num concerto onde não faltaram temas como Send Me a Angel, Sill Loving You ou Rock You Like a Hurricane, cantados em uníssono pelo público êxtasiado e acompanhado por um espectáculo de luzes e multimédia muito bem executado que fizeram deste o melhor concerto da noite.
Para fechar os Guano Apes brindaram-nos com um concerto cheio de força e energia, fazendo recordar os tempos áureos da banda, e que certamente não terá deixado os fãs desiludidos, apesar de ainda assim se notar já que aos poucos os menos resistentes iam abandonando o recinto.
Hoje dia 18, o último dia da 7ª edição do Festival Marés Vivas conta com as actuações de Sinal e Soulbizness no Palco Novos Portugueses e com Keane, Jason Mraz, Colbie Caillat e Gabriella Cilmi no Palco Principal.
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