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Posts tagged Campo Pequeno
Interpol e Underworld no Sudoeste TMN 2011
Mar 17th
Foi hoje anunciado mais dois nomes para o Sudoeste TMN 2011: Interpol e Underworld.
O grupo americano Interpol vem a Portugal, depois de terem passado pelo Campo Pequeno, ao festival alentejano apresentar o seu ultimo album, Interpol. A actuação está marcada para o dia 7 de Agosto
Já os britânicos Underworld, conhecidos pela musica "Born Slippy", regressam a Portugal,o dia 5 de Agosto, depois de terem actuado no Super Bock Super Rock em 2007.
Confirmado também pela promotora estão os nomes que o Festivaisverao.com tinha anunciado anteriormente: Andreya Triana e King Khan & The Shrines. A actuação dos artistas está marcada para o dia 4 de Agosto no Palco Jogos Santa Casa Planeta Sudoeste.
O Festival Sudoeste TMN 2011 realiza-se nos dias 3, 4, 5,6 e 7 de Agosto de 2011 na Zambujeira do Mar, na Herdade da Casa Branca.
O preço dos bilhetes é de 90€ pelo passe ( 80€ até 31 de Março), 48€ pelo bilhete diário, 140€ pelo passe Zmar alvéolos (130€ até dia 31 de Março) e 690€ pelo passe Zmar Zmovel (para duas pessoas, com o preço de 660€ até dia 31 de Março)
Reportagem MGMT – Lisboa
Dec 19th
Dia 18 de Dezembro, o Campo Pequeno recebeu os MGMT no seu regresso a Portugal, após dois longos anos e meio. A plateia esgotou e as bancadas estavam bem compostas, enquanto se aguardava a entrada da banda em palco.
Antes deles, os Smith Westerns abriram o palco. Uma banda jovem de Chicago, simpáticos e que canalizam a energia para as músicas que interpretam. Apenas meia hora chegou para mostrar que são uma banda merecedora de atenção.
O relógio marcava uns minutos depois das 22h quando as luzes se apagaram e a exaltação se instalou. Apresentações? Podem ser dispensadas, mas para quem não viu a banda a apresentar o seu álbum “Oracular Spectacular” - eleito pela NME como o melhor de 2008 - no Optimus Alive! de há dois anos (ninguém vos culpa, The National estava a tocar no palco principal), este era um concerto a não perder.
A não perder pelos fãs, por aqueles que os entendem, por todos aqueles que compreendem o segundo álbum, por todos os que sabem que a “Kids” não é tudo na vida dos MGMT e por aqueles que sabem que a “Siberian Breaks” (durante a qual muitos adormeceram, para além de terem saído do concerto a achar que durante esse tempo se tocaram quatro músicas diferentes) é muito mais um espelho do que os MGMT querem alcançar. A “Kids” é genial, sim, mas já lá vamos.
Depois de um cumprimento por parte de Andrew, “The Youth” fez as honras. Andrew e Ben, a juventude em pessoa, fazem música para graúdos. E não falo de idades. Ainda que os seus fãs sejam maioritariamente jovens, o público perfeito para temas como “Time to Pretend” e “Electric Feel”, foram temas como “The Handshake” ou mesmo “The Youth” (ambos ainda do primeiro álbum) que provaram no palco secundário do Optimus Alive! que têm muitos mais que se lhes diga do que uma mera combinação de notas que fica presa no ouvido. “Congratulations” assumiu por completo o rumo que já havia sido criado em “Oracular Spectacular” mas feito de uma maneira mais directa. E a verdade é que as actuações de MGMT ao vivo complementam todo o trabalho da banda ao criar cada álbum. Falo de tudo, desde luzes a vídeos, às interpretações em si e à maneira como as mesmas são feitas.
E assim foi mais uma vez. “The Youth” foi fantástica e no fim do tema, já Andrew tinha nas mãos uma bandeira portuguesa. “Time to Pretend” seguiu logo a seguir. Escusado é dizer que o público delirou, afinal de contas era um dos momentos mais esperados por todos. “Song for Dan Treacy” (sobre um cantor inglês dos anos 90 que serviu pena na prisão) manteve todos a dançar, antes de outro tema antigo: “Weekend Wars”. Mesmo sendo do álbum anterior, não arrebatou o entusiasmo que merecia, ainda para mais ao vivo, onde ganha – ainda mais – vida!
Andrew, tímido (ou absorvido?) tocou ferrinhos e pegou numa guitarra acústica para interpretar “I Found a Whistle”. A música fala disso mesmo: de um apito. Um apito que a certo ponto rima com pistola, numa letra que complementa a composição e vice-versa. A mistura dos mais diversos sons e instrumentos sempre teve um papel importante no trabalho dos MGMT. No novo álbum, tal aspecto foi ainda mais explorado e “I Found a Whistle”, por mais subtil que possa ser, é uma prova disso mesmo. No clímax da música, o enorme ecrã atrás da banda ganhou vida e vídeos com cores e jogos de ilusões e formas inundaram o recinto.
Propícia a mais delírios, “Flash Delirium” entra em cena. Sendo o tema que é – fantástico, digo –, seria de esperar que o público se deixasse levar mais. Mas para lá das primeiras filas, o entusiasmo não transparecia tanto. Continuando o sistema de alternar entre o álbum novo e o seu antecessor, começaram-se a ouvir os primeiros acordes de “Of Moons, Birds and Monsters”. E a quebrar o ciclo, veio então “Electric Feel”. O público ficou, sem dúvida, eléctrico (perdoem o trocadilho).
De máscara de Rudolfo, a Rena, o teclista desejou a todos um Natal Feliz. Banda de poucas palavras, todos os seus membros sabem que o espectáculo resulta muito melhor da maneira que é executado. Directo ao que interessa: a música. Que continuou com “It’s Working”, tema de abertura de “Congratulations”, mesmo antes de uma surpresa: “Destrokk”, um dos primeiros temas que os MGMT criaram. Data de 2005, tirado do EP “Time to Pretend”. As mãos no ar contavam-se pelos dedos, bem como as pessoas que conheciam o tema. Contudo, pelo final da interpretação, o tema já reunia um número de fãs que aumentara exponencialmente em 3 minutos.
No álbum, “Siberian Breaks” tem 12 minutos. Tocada ao vivo ronda o mesmo tempo. Um tema complexo, uma autêntica viagem por entre sons, instrumentos e combinações. Ao ouvir “Congratulations”, torna-se difícil distinguir o princípio e fim dos vários temas. E a beleza do álbum está nisso mesmo: no sucesso que foi ao ser criado como um todo, uma evolução, uma jornada. Assim, torna-se mais difícil ter-se temas tão independentes como “Time to Pretend”. Por isso não foi de admirar que metade do Campo Pequeno estivesse estática ao fim de 5 minutos, depois de terem pensado que a música já acabara pelo menos duas vezes. Mas não se preocupem, caros espectadores, pois eis que chega o momento alto da noite, pelo qual todos esperavam.
“Kids” não consegue entrar subtilmente numa actuação, e nem é isso que se pretende. A música é fenomenal de tão simples que é. Ao vivo ou em casa, é impossível ficar indiferente, digam o que disseram. Não tardará muito a que se torne num autêntico hino, ao lado de “Seven Nation Army” dos White Stripes ou “We Are the Champions” dos Queen. O desagrado da banda em relação ao público ir a concertos na mera esperança de a ver ao vivo, muito mais que às outras (sobretudo depois da recepção do novo álbum, que dividiu muitas opiniões) é no entanto evidente: já abandonaram um recinto em Londres sem ter tocado o tema, devido à falta de entusiasmo ou sequer interesse demonstrado pelos “fãs”.
Andrew e Ben a postos, tal como haviam feito no Optimus Alive!, cantavam lado a lado. Andrew limpou inclusive suor da testa do teclista que agora fascinava de guitarra eléctrica em mãos. O recinto saltava como se não houvesse amanhã, como se todos ali fossem crianças de novo, por 5 minutos. E isso não sabe tão bem?
Mas o que soube ainda melhor foi “Brian Eno” ter-se-lhe seguido. A homenagem da banda ao artista – que outra palavra usar para reunir tudo o que Eno é? – não só evidencia as suas admirações como desejos íntimos: «We're always one step behind him, he's Brian Eno. Brian Eno!». Antes dos últimos acordes, Andrew agradeceu a todos por terem vindo e tornado o espectáculo óptimo. A música terminou e a banda saiu.
Poucos minutos depois, estavam de volta. Andrew voltou a agradecer e elogiar o público por cantar tão bem. Isto porque durante o encore, só se ouviu… adivinharam: “Kids”! Com mais duas músicas para encher o ouvido, “The Handshake” foi a primeira. Palavras para quê? Os MGMT sabem o que fazem quando entram num estúdio, quando pisam um palco, quando tocam os instrumentos e quanto nos deliciam durante 10 minutos seguidos com instrumentais de mestre.
Para o fim, haveria melhor opção que “Congratulations”? Claro que não. A palavra era entoada pelos fãs de forma intensa, num agradecimento por mais um concerto assombroso. De sorriso nos lábios, a banda abandonou o palco então de vez, depois da dose de alucinação (no bom sentido) que havia proporcionado. Não é impossível de todo que alguém tenha passado na rua e tenha visto o Campo Pequeno a planar no ar sob um céu pintado com as cores do arco-íris, onde golfinhos com asas saltavam por entre nuvens que choviam gotas brilhantes multicolores.
Em 2008, os MGMT fizeram o palco secundário do Optimus Alive! crescer a olhos vistos perante um recinto mais que lotado.
Em 2010, levaram o Campo Pequeno numa viagem que poucos saberão apreciar como ela merece, mas decerto nunca irão esquecer. A quem conseguiu perceber o que estavam a presenciar, resta-nos esperar que a próxima vinda não demore tanto tempo outra vez.
Vampire Weekend – Lisboa e no Porto
Aug 23rd
Os norte-americanos Vampire Weekend regressam a terras portuguesas para dois concertos, nos dias 10 e 11 de Novembro, em Lisboa e no Porto respectivamente.
Depois de terem actuado este ano no Festival Super Bock Super Rock, os Vampire Weekend regressam para mostrarem o seu ultimo album, Contra (que lhes valeu para além de criticas bastante positivas, um processo judicial).
No dia 10, o grupo actua em Lisboa, no Campo Pequeno sendo que preços custam entre 24€ e35€.
No dia seguinte (dia 11) é a vez do Porto, onde o local escolhido é o Coliseu do Porto e os preços oscilam entre os 25€ e os 35€.
Os bilhetes serão colocados à venda a partir do dia 25 de Agosto, pelas 10h00
Reportagem The Cranberries
Mar 11th
No dia 10 de Março, o Campo Pequeno encheu para receber os tão esperados The Cranberries, reunidos de novo, sete anos após terem temporariamente deixado o cenário musical. Depois da abertura, a cargo dos Outside Royalty, que aqueceram o público – na sua maioria já bem adulto – com a sua música indie-rock, a banda irlandesa entrou em palco.
A simpática Dolores O'Riordan desde cedo presenteou os fãs com a sua boa-disposição e energia em palco. Na plateia, viam-se bandeiras irlandesas e cachecóis de Portugal. Analyse – a eleita para abrir o espectáculo – foi entoada na perfeição pelos fãs juntamente com a voz inconfundível da vocalista, sem dúvida o elemento essencial na origem do som característico da banda.
Entre elogios ao bom tempo e aos belos jardins por onde passeou durante o dia, Dolores deu ares da sua graça irlandesa e espalhou a boa disposição pelo recinto. Animal Instincts deleitou o público, antecedendo temas como Linger – que levou a plateia a erguer câmaras e telemóveis para registar aquele que foi um dos muitos momentos altos e emocionantes da noite – ou When You’re Gone.
Ao contrário da maioria, a banda irlandesa optou por um início mais calmo, onde ainda se ouviram temas como How e Dreaming My Dreams, deixando as músicas mais energéticas para o meio do concerto. Wanted começou a aquecer os fãs e Liar, que se lhe seguiu, teve direito a uma pequena dança irlandesa por parte da vocalista. Desperate Andy manteve a energia em alta antes da animada I Can’t Be With You, que antecedeu outro dos momentos altos, proporcionado por Ode To My Family.
O público não se cansou de dançar, saltar, cantar e aplaudir, ganhando assim inúmeros elogios da cantora, que afirmou ser esta a melhor audiência da Europa, que sabe como “apreciar a vida”. Para além disso, teve ainda direito a temas como Ordinary Day – esta dedicada à segunda filha de Dolores O'Riordan – e The Journey, originais do trabalho a solo da cantora.
Free To Decide antecedeu Salvation, que estimulou o já delirante público de braços no ar. Após Ridiculous Thoughts, foi a vez de Zombie elevar as vozes no recinto e espalhar a loucura pelo espaço, antes do encore. Embora tenha durado pouco, foi neste período de tempo que, para quem ainda tivesse dúvidas, a plateia mostrou que a idade é um estado de espírito: as palmas, os saltos, as entoações, os assobios e os gritos praticamente fizeram sentir-se no Saldanha. Shattered abriu a parte final do concerto, antecedendo The Journey; ainda se ouviu Promises e Dreams encerrou a noite. A banda abandonou o palco perante uma ovação por parte dos fãs, que mostraram ainda mais entusiasmo quando Dolores O'Riordan exprimiu o seu desejo de voltar em breve a palcos nacionais.
Elton John, Leona Lewis e Trovante no Rock In Rio
Mar 5th

As primeiras confirmações para o dia 22 de Maio foram divulgadas hoje por Roberta Medina. Os Trovante, Leona Lewis e Elton John prometem animar os festivaleiros no Palco Mundo do Rock In Rio Lisboa 2010.
Os Trovante separados em 1991, actuaram há quatro anos no Campo Pequeno e este é um reencontro pelo qual muitos fãs esperam. Elton John traz ao Parque da Bela Vista a sua panóplia de canções pois o último álbum editado foi já em 2006 "The Captain and the Kid". A cantora e compositora inglesa Leona Lewis vem mostrar "Echo", álbum editado no fim de 2009.
O Rock in Rio Lisboa decorre no Parque da Bela Vista nos dias 21, 22, 27, 29 e 30 de Maio de 2010.
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The Australian Pink Floyd no Porto e em Lisboa
Dec 28th
A melhor banda de tributo dos Pink Floyd - ‘Australian Pink Floyd’, vai passar pelo Porto e por Lisboa no mês de Fevereiro. O Campo Pequeno, em Lisboa, recebe a banda no dia 18 de Fevereiro e no dia seguinte é a vez do Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Recriando de forma perfeita os temas da emblemática banda de Roger Water e David Guilmour, trazem “Big Pink – Greatest Hits”, onde irão recriar grandes clássicos como “Wish You Were Here”, “Animals”, “Dark Side of the Moon”, “The Wall” e muitos outros êxitos que fizeram a história daquela que é para muitos a maior banda de todos os tempos.
O inicio dos concertos dá-se pelas 22 horas.
| Preços | Locais de Venda |
|
Ticketline (www.ticketline.pt), CTT (www.ctt.pt), Lojas Fnac, Lojas Worten, Agências Abreu, Megarede, ABEP, Agência Alvalade, C.C. Dolce Vita (Coimbra, Ovar, Vila Real e Porto), El Corte Inglés, Casino de Lisboa, Breakpoint (www.breakpoint.es). |
The Australian Pink Floyd no Porto e em Lisboa
Dec 28th
A melhor banda de tributo dos Pink Floyd - ‘Australian Pink Floyd’, vai passar pelo Porto e por Lisboa no mês de Fevereiro. O Campo Pequeno, em Lisboa, recebe a banda no dia 18 de Fevereiro e no dia seguinte é a vez do Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Recriando de forma perfeita os temas da emblemática banda de Roger Water e David Guilmour, trazem “Big Pink – Greatest Hits”, onde irão recriar grandes clássicos como “Wish You Were Here”, “Animals”, “Dark Side of the Moon”, “The Wall” e muitos outros êxitos que fizeram a história daquela que é para muitos a maior banda de todos os tempos.
O inicio dos concertos dá-se pelas 22 horas.
| Preços | Locais de Venda |
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Ticketline (www.ticketline.pt), CTT (www.ctt.pt), Lojas Fnac, Lojas Worten, Agências Abreu, Megarede, ABEP, Agência Alvalade, C.C. Dolce Vita (Coimbra, Ovar, Vila Real e Porto), El Corte Inglés, Casino de Lisboa, Breakpoint (www.breakpoint.es). |
Reportagem Editors @ Campo Pequeno
Dec 11th
De indie-rock marcado e com três álbuns editados, os canadianos Wintersleep estreiam-se em Portugal dando a conhecer um pouco do seu trabalho em apenas 6 temas de alinhamento. A sua prestação ao vivo pareceu ficar um pouco aquém, não fazendo justiça à qualidade em estúdio. "Archaeologist" e "Weighty Ghost" saíram de Welcome to the Night Sky de 2007, mas foi o final instrumental do seu concerto, em "Nerves Normal, Breath Normal" que pareceu entusiasmar os curiosos.
The Maccabees e o seu indie britânico bastante fluído fugiram do registo das já conhecidas "First Love" e "Toothpaste Kisses" , apresentando um rock mais maduro mas ainda ligado às suas características mais folk-alternativas de "Love You Better". Animados e soltos, conseguiram a atenção do público com "Wall of Arms" e "No Kind Words", agradecendo a simpatia e recepção do público português. A plateia pareceu contente por os receber, ainda que ansiosos pelo resto.
Com a euforia da assistência chega Tom Smith e os movimentos dançados já seus característicos. De Birmingham, os Editors conseguiram uma mistura inteligente entre êxitos já conhecidos e a apresentação de In this Light and on this Evening, o seu mais recente álbum. Mais uma vez, a fórmula indie-rock e ressurgimento do post-punk célebre dos anos 80 conseguiu chamar um público mais maturo, nostálgico e com vontade de reviver a sua adolescência.
Luzes, palmas e a prestação, já esperada, dos britânicos foram o suficiente para fazer deste concerto outro sucesso da banda. "An End Has a Start", "Escape the Nest" e "Munich" conseguiram a aclamação já antes vista, mas foi já na penúltima música do encore que "Papillon" levou a plateia ao rubro.
Alinhamento:
- In This Light And On This Evening
- An End Has a Start
- Blood
- You Don't Know Love
- Bones
- The Boxer
- The Big Exit
- Escape the Nest
- Eat Raw Meat = Blood Drool
- Lights
- The Racing Rats
- Like Treasure
- Camera
- Bullets
- You Are Fading
- Smokers Outside the Hospital Doors
- Bricks and Mortar
- Walk the Fleet Road
- Munich
- Papillon
- Fingers in Factories
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Apesar da ligeira mudança deste novo álbum não ser necessariamente melhor que os anteriores pareceu resultar bem ao vivo.
Reportagem Massive Attack @ Campo Pequeno
Nov 23rd
O segundo dia consecutivo dos Massive Attack no Campo Pequeno levou a uma casa bem composta para receber o colectivo de Bristol. Para abrir o concerto os ingleses trouxeram "prata da casa". Martina Topley-Bird, colaboradora dos Massive Attack no mais recente EP "Splitting The Atom" ficou encarregue de começar a noite com dois álbuns na bagagem. Com uma voz limpida e afinada, a inglesa foi gradualmente conquistando os lisboetas até arrancar fortes aplausos. Viajando por sons tribais, dançáveis, por vezes sóbrios e fluidos, convenceu o público e foi muito aplaudida.
Oficialmente, só Robert Del Naja (3D) e Grant Marshall (Daddy G) são membros dos Massive Attack, mas verdade seja dita, os ingleses trouxeram praticamente uma orquestra consigo. Martina Topley-Bird voltou a fascinar o público sendo a vocalista que mais colaborou com a banda. "Bulletproof Love", de Splitting The Atom foi a música escolhida para iniciar o espectáculo. Aliás, do último EP, apenas "Pray For Rain" não foi tocada.
De seguida, foi revisitado o álbum Mezzanine, com "Risingson", "Teardrop", "Mezzanine", "Angel" (com Horace Andy na voz) e "Inertia Creeps", intercalando com alguns temas de 100th Window e Blue Lines. Todos os temas foram bem recebidos e motivo para aplausos, mas à medida que o concerto ia avançando, as músicas apelavam à dança. Horace Andy e Shara Nelson colaboraram com a banda ao longo de todo o concerto, num palco cheio. No fundo, podiam-se ler mensagens fortes, de teor político, em português, que pareciam ser testemunhos de pessoas abusadas em prisões como Guantanamo, despesas de deputados britânicos, frases célebres acerca de liberdade e também notícias portuguesas sensacionalistas. Uma forma dos britânicos mostrarem a sua veia interventiva.
No encore, Robert Del Naja e companhia tocaram "Splitting The Atom", "Unfinished Sympathy" e "Marakesh". Excusado será dizer que "Unfinished Sympathy" levou o público ao êxtase, muito graças à participação de Shara Nelson. A capacidade vocal da londrina não deixou ninguém indiferente e uma simples nota foi capaz de arrancar fortes aplausos dos lisboetas. Após tocarem Marakesh, parecia o final anunciado do concerto, com algumas pessoas a abandonarem os seus lugares nas bancadas. Mas imediatamente voltaram atrás quando ouviram a voz de Robert Del Naja dizendo que gostam imenso de Lisboa e que não podiam ter escolhido melhor sítio para terminar a tour.
A verdade é que esta foi a penúltima cidade da tour, mas talvez pela proximidade do final, este concerto tenha tido um sabor especial para os ingleses.
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Karmacoma fechou uma noite em grande, que não deixou ninguém desapontado com um concerto muito profissional e com muita alma.





























