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Posts tagged Campo Pequeno
Reportagem Smashing Pumpkins em Lisboa
Dec 11th
Apesar do frio ser muito, os fãs de Billy Corgan não foram minimamente dissuadidos a voltar para casa, já que a noite prometia o regresso de uma das bandas mais aclamadas dos anos 90.
Onze anos após o último concerto dos Smashing Pumpkins em nome próprio pelos nossos lados, sendo hoje a primeira de duas actuações no Campo Pequeno, em Lisboa para o encerramento da tournée, Corgan, o único elemento fundador da banda optou por arriscar e apresentou o novo álbum Oceania, desconhecido pela parte do público que tem lançamento previsto para o início do próximo ano.
Responsáveis pela primeira parte ficaram os Ringo Deathstarr, habituados a partilhar o palco com bandas como Johnny Foreigner e Built To Spill e acompanhantes de tournée de Smashing Pumpkins. Influenciados por bandas como My Bloody Valentine, The Cure e Fugazi, os Ringo Deathstarr apresentaram na noite de hoje o EP homónimo e o seu primeiro álbum Colour Trip.
Ao som de guitarras distorcidas, chegando ao ponto de causar uma leve comichão no ouvido, tocaram músicas rápidas que tomavam gradualmente uma intensidade exuberante, intensificadas pelo jogos de luzes electrocutantes que nos cegavam gradualmente. Recuperada a visão era nítido a enchente que preenchia o que restava do espaço vazio da sala e que esperava ansiosamente para o típico back to the 90’s com que o VH1 nos aborrece de vez em quando.
Pouco passava das 21h quando a sala explodiu ao ouvir "Quasar" e "Panopticon", com as guitarras frenéticas e impacientes de Corgan e Jeff Schroeder no que seria o primeiro levantar a cortina do Oceania. Apesar de ser possívelmente a primeira vez que grande parte dos presentes na esgotada Praça de Touros escutava os temas, não foi por tal que Corgan e os restantes elementos da banda deixaram de ser aplaudidos. De volta ao passado ouvimos "Starla" seguida de "Geek U.S.A", onde somos arrastados por solos prolongados e distorções de guitarras completamente notáveis que enchem a sala de ovoções, "Gish", "Siva", "Siamese Dream" foram mais uma passagem pelos primeiros álbuns que decerto conseguiram agradar às primeiras gerações de fãs da banda.
De volta às novidades demasiado prolongas que Oceania teve para nos oferecer, o público demonstrou-se impaciente, para não dizer desapontado, para o que esperava em parte ser uma jornada pelos êxitos dos anos de ouro do grupo norte americano. O facto de Corgan não ter dirigido uma única palavra aos presentes durante quase duas horas acabou por gerar uma ligeira apatia no público que apesar de aplaudir esperava um alinhamento com maior coerência, comunicação e acima de tudo espontaneadade. Claro que ninguém tenciona pagar um bilhete para ter conversas banais sobre a metereologia e afins com Corgan, no entanto seria preferível que este estimulasse o público e que fomentasse a necessidade deste se encontrar presente.
Entretanto e já mais para o final do concerto foi com os primeiros acordes de "Tonight, Tonight" que o público acordou para ouvir e cantar o single de 1995 capaz de agradar a pais e filhos e às mais diferentes faixas etárias que passado mais de uma década continuam com as letras na ponta da língua. É também ao fim de duas horas de concerto que Billy Corgan decide trocar umas palavras com os presentes.
De volta ao palco para o que seriam as últimas três músicas, a banda decide presentear o público com uma canção que diz não tocar frequentemente, neste caso referindo-se a "Today" que indubitavelmente acordou quem ainda não se encontrava desperto e que foi recebida com grande entusiasmo. Seguiram-se dois grandes êxitos, nomeadamente "Zero" e "Bullet With Butterfly Wings" fortemente aplaudidas e cantadas por todos os que preenchiam a sala.
Um concerto que desmonstrou diversas passagens e facetas de Corgan, que terminou de uma forma distinta e que será para repetir amanhã por uns e para os que não conseguiram bilhete para esta primeira noite.
Xutos & Pontapés no Campo Pequeno
Oct 31st
Os Xutos & Pontapés voltam a actuar no Campo Pequeno, no dia 10 de Dezembro.
Este concerto marca um regresso a este local depois de, em 2007, terem celebrado o 20º aniversário do álbum "Circo de Feras" com dois concertos.
A actuação está prevista para as 21h30 e os bilhetes já se encontram à venda.
| Preços | Locais de Venda |
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20€ |
Locais Habituais |
Reportagem Avenged Sevenfold no Campo Pequeno
Jun 24th
Passaram 4 anos desde que os Avenged Sevenfold pisaram território nacional, estávamos então no Super Bock Super Rock, ainda no Parque Tejo antes de o festival mudar de casa, e com eles traziam o na altura fresco disco homónimo.
Desta vez, chegam ao Campo Pequeno com "Nightmare" às costas, e com uma formação diferente da que presenciámos há alguns anos atrás, pelas piores razões. Depois da morte do baterista "The Rev", os A7X continuaram a pisar a estrada com a ajuda de Mike Portnoy (dos Dream Theater) até que um novo baterista fosse escolhido – Arin Ilejay, dos Confide.
Os Sevendust cancelaram pela segunda vez (da primeira vinham abrir para os Disturbed) e foi aos portugueses Switchtense a quem couberam as honras de abertura. Acabados de chegar do GSM!Fest em Barcelos e com o Resurrection no horizonte, a banda da Moita, talvez das mais míticas no hardcore, contou com algumas mãos cheias de fãs que admitiram decidir ir ao concerto por sua causa. Também de disco homónimo na mão, apresentaram-no a uma sala mais composta para o que é habitual numa banda de abertura – sinal mais que bom – fazendo várias referências às boas bandas nacionais às quais damos tão pouco valor, nomeadamente os colegas For the Glory. Uma primeira parte bastante capaz, que puxou desde início ao mosh e aos encontrões.
Depois de vermos fotos do concerto do Ricky Martin, não sabemos ao certo quem terá ganho em matéria de cenários. O dos Avenged Sevenfold esteve montado já durante Switchtense, no entanto foi à entrada da banda principal que atingiu o seu ar mais teatral: três portões de cemitério onde se podia ler "A7X" e alguns efeitos de pirotecnia foram mais que suficientes para completar uma noite para muitos inesquecível, onde o último "Nightmare" predominou.
Entraram em palco com a atitude que lhes conhecemos e deu-se início a Nightmare, música que inicía o álbum de mesmo nome. Houve quem chorasse, houve que gritasse do fundo dos pulmões, mas durante Critical Acclaim o Campo Pequeno uniu forças para fazer com que M. Shadows não se ouvisse a si mesmo, como mais tarde veio a afirmar. Depois de uma paragem para agradecer aos fãs e relembrar o concerto no Super Bock Super Rock onde partilharam palco com os Slayer, pensasse quem quisesse que o ar tenro de Arin Ilejay o impediria de fazer estragos, durante Welcome to the Family (quase dedicada a ele mesmo), as provas ficaram dadas de que os dois bombos pertencentes a The Rev estão a ser bem usados.
Os dois guitarristas passeavam-se pelo palco, numa batalha de riffs um contra o outro, de onde Synyster Gates saía com um ar vitorioso e descontraído, ao mesmo tempo que atingia picos ridículos de agudos e volume, durante Almost Easy e Buried Alive, iluminados apenas pelo fogo que saía em tempo acertado das ombreiras dos portões.
Chegado o momento das dedicatórias, Vengeance puxou pela guitarra acústica e foi So Far Away a escolhida. Com comoção na voz, Shadows dedica a música ao ex-baterista e segue convenientemente para Afterlife, agradecendo repetidamente aos fãs pelo apoio e por terem esgotado a sala para os ver.
God Hates Us foi a última do novo álbum a ser mostrada, antes do encore. A matemacidade dos guitarristas foi louvável, continuavam a passear-se os dois pelo ambiente sinistro, bem como o baixista Johnny Christ e claro, o incontornável vocalista.
Uma escolha menos esperada foi A Little Piece of Heaven, onde Shadows teve de ser suportado por gravações da sua própria voz e do falecido baterista. No meio de uma óptima setlist, foi talvez a que deixou cair mais os ânimos de um público até agora em êxtase. Para a despedida, prometeram voltar "again, and again, and again", Bat Country reacendeu os fogos - literalmente - e os moshpits re-formavam-se.
Evidentemente, ninguém arredou pé da praça de touros, até que os californianos voltassem. O primeiro a regressar foi Zacky Vengeance, pousando o pé num dos estrados e iniciando por duas vezes Unholy Confessions, que só arrancou à terceira, com Arin no seu posto. Teria sido um final de noite perfeito, mas decidiram regressar para deixar cair a última gota de caos, pedindo o maior circle pit possível, enquando Gates dava o mote com riffs de Crossroads.
De tão grande que era, tornou-se também no mais lento, já levados pelo cansaço de uma noite exaustiva.
Save Me foi definitivamente o fim de uma noite já longa, de calor e suor (apesar de a cobertura da sala estar aberta), com o baixo a pesar bastante nos ouvidos.
A manifesta vontade do vocalista de voltar a Portugal, dizendo que somos o melhor público para quem já tocou - nunca iremos saber se é exagero ou não - dá-nos à esperança de mais um regresso.
Uma coisa é certa, o Campo Pequeno esteve certamente à altura de uma noite de peso.
Reportagem The National – Campo Pequeno
May 26th
De volta a Portugal, os The National foram desta vez recebidos por um Campo Pequeno a abarrotar. Após a última vez em Portugal, no Super Bock Super Rock, não havia ninguém por se render aos encantos da banda norte-americana. Assim sendo, não foi de admirar que o concerto esgotasse e que as expectativas fossem elevadas para um dos concertos mais aguardados do ano.
A abrir, estiveram em palco os Dark Dark Dark, banda oriunda de Minneapolis cujo som fez as delícias do público ansioso. Foram temas como “Something for Myself”, “Make Time” e “Trouble No More” que mostraram porque é que os próprios The National são seus fãs. Os instrumentos eram rodados pelos membros da banda, tanto como a voz principal das músicas. Para fechar 40 minutos de música com influências maioritariamente folk, “Daydreaming” revelou-se deliciosa para o efeito.
Entretanto, já o recinto ia encolhendo e as pessoas lá se chegavam cada vez mais perto. Vinte minutos passavam das 22h quando por fim as luzes se apagaram e tudo naquela sala se centrou no palco. Escusado será mencionar os gritos, as palmas, as mãos no ar. De copo de vinho na mão, Matt Berninger, centro do palco, microfone a postos. Aqui vamos nós.
E fomos. Primeiro embalados por uma melódica “Start a War” e logo de seguida com “Anyone’s Ghost”, já menina para arrancar um par de gritos ao vocalista. E apesar de “High Violet” ser considerado a consagração plena da banda, não escapa a ninguém que é “Alligator” que recebe mais pedidos de músicas para serem tocadas. Avistava-se um cartaz em particular com duas palavras apenas: “Lit Up”. Apesar desse desejo não ter sido concedido, “Secret Meeting” veio agitar os fãs, que entoavam a letra a plenos pulmões.
No ecrã de fundo, passavam imagens em directo da banda sobrepostas umas nas outras, provocando efeitos fantasmagóricos. Mas nada causa mais arrepios que ouvir um recinto a gritar “I'm on a bloodbuzz, yes I am, I'm on a blood buzz” em sintonia. A multidão jubilava com os instrumentais a que temos sido habituados pela banda. Baterias disciplinadas até ao osso, trompetes que enchiam a sala e guitarras com uma energia admirável.
Após tamanha demonstração de afeição por parte do público, Matt não resistiu a avançar no palco e olhar para a sala em jeito de retribuição. Um olhar sincero de quem nunca deixa de ser surpreendido pelo carinho dos fãs portugueses. Logo de seguida entra em cena “Slow Show”, antes de “Squalor Victoria” e “Afraid of Everyone”. Durante a última, o ecrã encheu-se de olhos gigantes, uma imagem intimidadora que complementa uma letra recheada de medo e desconfiança.
Mas os momentos altos da noite estariam guardados para temas mais antigos como “Abel” – provavelmente o momento mais alto (e por alto, refiro-me a barulho) da noite – ou “All the Wine”. Aaron Dessner, claramente assoberbado, perdeu-se em agradecimentos ao público e fascínio com o recinto escolhido. A cúpula aberta do Campo Pequeno enriqueceu o ambiente e tornou o concerto num autêntico espectáculo sob as estrelas.
Houve várias surpresas no concerto e uma delas foi a banda tocar “Lucky You”, retirada do álbum “Sad Songs for Dirty Lovers”. Não, não é uma canção esperançosa, é «provavelmente o tema mais triste que temos», garantiu Matt Berninger. Antes do encore, ouviu-se uma soberba “Fake Empire”. E se “Terrible Love” era vista como a equivalente deste tema para “High Violet”, o resultado não é, de todo, semelhante. Um instrumental de encher ouvidos – e alma – ficou no ar enquanto a banda abandonava o palco para o primeiro encore.
De volta, uma surpresa para os fãs portugueses: “Friend of Mine”, tocada ao vivo pela segunda vez na vida da banda (tendo a primeira sido há cerca de sete anos). «Não chegámos bem lá, faltou um bocadinho», brincaram, no final. Mas ficou clara a emoção que tocar aquele tema para o público lisboeta lhes trouxe. A anunciar “Mr November”, Aaron garantiu que essa sabiam como tocar. A multidão delirava, braços no ar e a letra entoada aos gritos.
No seguimento da energia que os dois temas haviam trazido, eis que chega “Terrible Love”. Matt desceu ao público, entrou pela plateia adentro, enquanto alguns fãs seguravam o fio do microfone e outros corriam para se aproximar do cantor. A custo, conseguiu voltar ao palco, de onde saiu em seguida, seguido por todos menos pelo baterista Bryan Devendorf. Outro encore?
Sim, outro encore. Depois do Super Bock Super Rock, talvez fossem mais a pensar que não do que os que pensavam que sim, que talvez eles voltassem a cantar a “About Today”. E voltaram. Se no festival de Verão foi a cereja em cima de um bolo delicioso, no Campo Pequeno foi um revivalismo dessa mesma noite mágica. Para o final, microfones desligados. Os músicos à beira do palco, de instrumentos em riste. Pediram ajuda para cantar a última música do concerto. E tiveram-na. Pulmões cheios e vozes mais ou menos afinadas foram ingredientes para uma “Vanderlyle Crybaby Geeks” crua e nua como só esta banda conseguiria arrancar a uma audiência.
Como já vem a ser hábito, outro concerto grandioso dos The National terminara.
Emoções ao rubro, melodias comoventes e letras sinceras – os ingredientes perfeitos para este amor terrível.
Interpol e Underworld no Sudoeste TMN 2011
Mar 17th
Foi hoje anunciado mais dois nomes para o Sudoeste TMN 2011: Interpol e Underworld.
O grupo americano Interpol vem a Portugal, depois de terem passado pelo Campo Pequeno, ao festival alentejano apresentar o seu ultimo album, Interpol. A actuação está marcada para o dia 7 de Agosto
Já os britânicos Underworld, conhecidos pela musica "Born Slippy", regressam a Portugal,o dia 5 de Agosto, depois de terem actuado no Super Bock Super Rock em 2007.
Confirmado também pela promotora estão os nomes que o Festivaisverao.com tinha anunciado anteriormente: Andreya Triana e King Khan & The Shrines. A actuação dos artistas está marcada para o dia 4 de Agosto no Palco Jogos Santa Casa Planeta Sudoeste.
O Festival Sudoeste TMN 2011 realiza-se nos dias 3, 4, 5,6 e 7 de Agosto de 2011 na Zambujeira do Mar, na Herdade da Casa Branca.
O preço dos bilhetes é de 90€ pelo passe ( 80€ até 31 de Março), 48€ pelo bilhete diário, 140€ pelo passe Zmar alvéolos (130€ até dia 31 de Março) e 690€ pelo passe Zmar Zmovel (para duas pessoas, com o preço de 660€ até dia 31 de Março)
Reportagem MGMT – Lisboa
Dec 19th
Dia 18 de Dezembro, o Campo Pequeno recebeu os MGMT no seu regresso a Portugal, após dois longos anos e meio. A plateia esgotou e as bancadas estavam bem compostas, enquanto se aguardava a entrada da banda em palco.
Antes deles, os Smith Westerns abriram o palco. Uma banda jovem de Chicago, simpáticos e que canalizam a energia para as músicas que interpretam. Apenas meia hora chegou para mostrar que são uma banda merecedora de atenção.
O relógio marcava uns minutos depois das 22h quando as luzes se apagaram e a exaltação se instalou. Apresentações? Podem ser dispensadas, mas para quem não viu a banda a apresentar o seu álbum “Oracular Spectacular” - eleito pela NME como o melhor de 2008 - no Optimus Alive! de há dois anos (ninguém vos culpa, The National estava a tocar no palco principal), este era um concerto a não perder.
A não perder pelos fãs, por aqueles que os entendem, por todos aqueles que compreendem o segundo álbum, por todos os que sabem que a “Kids” não é tudo na vida dos MGMT e por aqueles que sabem que a “Siberian Breaks” (durante a qual muitos adormeceram, para além de terem saído do concerto a achar que durante esse tempo se tocaram quatro músicas diferentes) é muito mais um espelho do que os MGMT querem alcançar. A “Kids” é genial, sim, mas já lá vamos.
Depois de um cumprimento por parte de Andrew, “The Youth” fez as honras. Andrew e Ben, a juventude em pessoa, fazem música para graúdos. E não falo de idades. Ainda que os seus fãs sejam maioritariamente jovens, o público perfeito para temas como “Time to Pretend” e “Electric Feel”, foram temas como “The Handshake” ou mesmo “The Youth” (ambos ainda do primeiro álbum) que provaram no palco secundário do Optimus Alive! que têm muitos mais que se lhes diga do que uma mera combinação de notas que fica presa no ouvido. “Congratulations” assumiu por completo o rumo que já havia sido criado em “Oracular Spectacular” mas feito de uma maneira mais directa. E a verdade é que as actuações de MGMT ao vivo complementam todo o trabalho da banda ao criar cada álbum. Falo de tudo, desde luzes a vídeos, às interpretações em si e à maneira como as mesmas são feitas.
E assim foi mais uma vez. “The Youth” foi fantástica e no fim do tema, já Andrew tinha nas mãos uma bandeira portuguesa. “Time to Pretend” seguiu logo a seguir. Escusado é dizer que o público delirou, afinal de contas era um dos momentos mais esperados por todos. “Song for Dan Treacy” (sobre um cantor inglês dos anos 90 que serviu pena na prisão) manteve todos a dançar, antes de outro tema antigo: “Weekend Wars”. Mesmo sendo do álbum anterior, não arrebatou o entusiasmo que merecia, ainda para mais ao vivo, onde ganha – ainda mais – vida!
Andrew, tímido (ou absorvido?) tocou ferrinhos e pegou numa guitarra acústica para interpretar “I Found a Whistle”. A música fala disso mesmo: de um apito. Um apito que a certo ponto rima com pistola, numa letra que complementa a composição e vice-versa. A mistura dos mais diversos sons e instrumentos sempre teve um papel importante no trabalho dos MGMT. No novo álbum, tal aspecto foi ainda mais explorado e “I Found a Whistle”, por mais subtil que possa ser, é uma prova disso mesmo. No clímax da música, o enorme ecrã atrás da banda ganhou vida e vídeos com cores e jogos de ilusões e formas inundaram o recinto.
Propícia a mais delírios, “Flash Delirium” entra em cena. Sendo o tema que é – fantástico, digo –, seria de esperar que o público se deixasse levar mais. Mas para lá das primeiras filas, o entusiasmo não transparecia tanto. Continuando o sistema de alternar entre o álbum novo e o seu antecessor, começaram-se a ouvir os primeiros acordes de “Of Moons, Birds and Monsters”. E a quebrar o ciclo, veio então “Electric Feel”. O público ficou, sem dúvida, eléctrico (perdoem o trocadilho).
De máscara de Rudolfo, a Rena, o teclista desejou a todos um Natal Feliz. Banda de poucas palavras, todos os seus membros sabem que o espectáculo resulta muito melhor da maneira que é executado. Directo ao que interessa: a música. Que continuou com “It’s Working”, tema de abertura de “Congratulations”, mesmo antes de uma surpresa: “Destrokk”, um dos primeiros temas que os MGMT criaram. Data de 2005, tirado do EP “Time to Pretend”. As mãos no ar contavam-se pelos dedos, bem como as pessoas que conheciam o tema. Contudo, pelo final da interpretação, o tema já reunia um número de fãs que aumentara exponencialmente em 3 minutos.
No álbum, “Siberian Breaks” tem 12 minutos. Tocada ao vivo ronda o mesmo tempo. Um tema complexo, uma autêntica viagem por entre sons, instrumentos e combinações. Ao ouvir “Congratulations”, torna-se difícil distinguir o princípio e fim dos vários temas. E a beleza do álbum está nisso mesmo: no sucesso que foi ao ser criado como um todo, uma evolução, uma jornada. Assim, torna-se mais difícil ter-se temas tão independentes como “Time to Pretend”. Por isso não foi de admirar que metade do Campo Pequeno estivesse estática ao fim de 5 minutos, depois de terem pensado que a música já acabara pelo menos duas vezes. Mas não se preocupem, caros espectadores, pois eis que chega o momento alto da noite, pelo qual todos esperavam.
“Kids” não consegue entrar subtilmente numa actuação, e nem é isso que se pretende. A música é fenomenal de tão simples que é. Ao vivo ou em casa, é impossível ficar indiferente, digam o que disseram. Não tardará muito a que se torne num autêntico hino, ao lado de “Seven Nation Army” dos White Stripes ou “We Are the Champions” dos Queen. O desagrado da banda em relação ao público ir a concertos na mera esperança de a ver ao vivo, muito mais que às outras (sobretudo depois da recepção do novo álbum, que dividiu muitas opiniões) é no entanto evidente: já abandonaram um recinto em Londres sem ter tocado o tema, devido à falta de entusiasmo ou sequer interesse demonstrado pelos “fãs”.
Andrew e Ben a postos, tal como haviam feito no Optimus Alive!, cantavam lado a lado. Andrew limpou inclusive suor da testa do teclista que agora fascinava de guitarra eléctrica em mãos. O recinto saltava como se não houvesse amanhã, como se todos ali fossem crianças de novo, por 5 minutos. E isso não sabe tão bem?
Mas o que soube ainda melhor foi “Brian Eno” ter-se-lhe seguido. A homenagem da banda ao artista – que outra palavra usar para reunir tudo o que Eno é? – não só evidencia as suas admirações como desejos íntimos: «We're always one step behind him, he's Brian Eno. Brian Eno!». Antes dos últimos acordes, Andrew agradeceu a todos por terem vindo e tornado o espectáculo óptimo. A música terminou e a banda saiu.
Poucos minutos depois, estavam de volta. Andrew voltou a agradecer e elogiar o público por cantar tão bem. Isto porque durante o encore, só se ouviu… adivinharam: “Kids”! Com mais duas músicas para encher o ouvido, “The Handshake” foi a primeira. Palavras para quê? Os MGMT sabem o que fazem quando entram num estúdio, quando pisam um palco, quando tocam os instrumentos e quanto nos deliciam durante 10 minutos seguidos com instrumentais de mestre.
Para o fim, haveria melhor opção que “Congratulations”? Claro que não. A palavra era entoada pelos fãs de forma intensa, num agradecimento por mais um concerto assombroso. De sorriso nos lábios, a banda abandonou o palco então de vez, depois da dose de alucinação (no bom sentido) que havia proporcionado. Não é impossível de todo que alguém tenha passado na rua e tenha visto o Campo Pequeno a planar no ar sob um céu pintado com as cores do arco-íris, onde golfinhos com asas saltavam por entre nuvens que choviam gotas brilhantes multicolores.
Em 2008, os MGMT fizeram o palco secundário do Optimus Alive! crescer a olhos vistos perante um recinto mais que lotado.
Em 2010, levaram o Campo Pequeno numa viagem que poucos saberão apreciar como ela merece, mas decerto nunca irão esquecer. A quem conseguiu perceber o que estavam a presenciar, resta-nos esperar que a próxima vinda não demore tanto tempo outra vez.
Vampire Weekend – Lisboa e no Porto
Aug 23rd
Os norte-americanos Vampire Weekend regressam a terras portuguesas para dois concertos, nos dias 10 e 11 de Novembro, em Lisboa e no Porto respectivamente.
Depois de terem actuado este ano no Festival Super Bock Super Rock, os Vampire Weekend regressam para mostrarem o seu ultimo album, Contra (que lhes valeu para além de criticas bastante positivas, um processo judicial).
No dia 10, o grupo actua em Lisboa, no Campo Pequeno sendo que preços custam entre 24€ e35€.
No dia seguinte (dia 11) é a vez do Porto, onde o local escolhido é o Coliseu do Porto e os preços oscilam entre os 25€ e os 35€.
Os bilhetes serão colocados à venda a partir do dia 25 de Agosto, pelas 10h00
Reportagem The Cranberries
Mar 11th
No dia 10 de Março, o Campo Pequeno encheu para receber os tão esperados The Cranberries, reunidos de novo, sete anos após terem temporariamente deixado o cenário musical. Depois da abertura, a cargo dos Outside Royalty, que aqueceram o público – na sua maioria já bem adulto – com a sua música indie-rock, a banda irlandesa entrou em palco.
A simpática Dolores O'Riordan desde cedo presenteou os fãs com a sua boa-disposição e energia em palco. Na plateia, viam-se bandeiras irlandesas e cachecóis de Portugal. Analyse – a eleita para abrir o espectáculo – foi entoada na perfeição pelos fãs juntamente com a voz inconfundível da vocalista, sem dúvida o elemento essencial na origem do som característico da banda.
Entre elogios ao bom tempo e aos belos jardins por onde passeou durante o dia, Dolores deu ares da sua graça irlandesa e espalhou a boa disposição pelo recinto. Animal Instincts deleitou o público, antecedendo temas como Linger – que levou a plateia a erguer câmaras e telemóveis para registar aquele que foi um dos muitos momentos altos e emocionantes da noite – ou When You’re Gone.
Ao contrário da maioria, a banda irlandesa optou por um início mais calmo, onde ainda se ouviram temas como How e Dreaming My Dreams, deixando as músicas mais energéticas para o meio do concerto. Wanted começou a aquecer os fãs e Liar, que se lhe seguiu, teve direito a uma pequena dança irlandesa por parte da vocalista. Desperate Andy manteve a energia em alta antes da animada I Can’t Be With You, que antecedeu outro dos momentos altos, proporcionado por Ode To My Family.
O público não se cansou de dançar, saltar, cantar e aplaudir, ganhando assim inúmeros elogios da cantora, que afirmou ser esta a melhor audiência da Europa, que sabe como “apreciar a vida”. Para além disso, teve ainda direito a temas como Ordinary Day – esta dedicada à segunda filha de Dolores O'Riordan – e The Journey, originais do trabalho a solo da cantora.
Free To Decide antecedeu Salvation, que estimulou o já delirante público de braços no ar. Após Ridiculous Thoughts, foi a vez de Zombie elevar as vozes no recinto e espalhar a loucura pelo espaço, antes do encore. Embora tenha durado pouco, foi neste período de tempo que, para quem ainda tivesse dúvidas, a plateia mostrou que a idade é um estado de espírito: as palmas, os saltos, as entoações, os assobios e os gritos praticamente fizeram sentir-se no Saldanha. Shattered abriu a parte final do concerto, antecedendo The Journey; ainda se ouviu Promises e Dreams encerrou a noite. A banda abandonou o palco perante uma ovação por parte dos fãs, que mostraram ainda mais entusiasmo quando Dolores O'Riordan exprimiu o seu desejo de voltar em breve a palcos nacionais.
Elton John, Leona Lewis e Trovante no Rock In Rio
Mar 5th

As primeiras confirmações para o dia 22 de Maio foram divulgadas hoje por Roberta Medina. Os Trovante, Leona Lewis e Elton John prometem animar os festivaleiros no Palco Mundo do Rock In Rio Lisboa 2010.
Os Trovante separados em 1991, actuaram há quatro anos no Campo Pequeno e este é um reencontro pelo qual muitos fãs esperam. Elton John traz ao Parque da Bela Vista a sua panóplia de canções pois o último álbum editado foi já em 2006 "The Captain and the Kid". A cantora e compositora inglesa Leona Lewis vem mostrar "Echo", álbum editado no fim de 2009.
O Rock in Rio Lisboa decorre no Parque da Bela Vista nos dias 21, 22, 27, 29 e 30 de Maio de 2010.
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The Australian Pink Floyd no Porto e em Lisboa
Dec 28th
A melhor banda de tributo dos Pink Floyd - ‘Australian Pink Floyd’, vai passar pelo Porto e por Lisboa no mês de Fevereiro. O Campo Pequeno, em Lisboa, recebe a banda no dia 18 de Fevereiro e no dia seguinte é a vez do Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Recriando de forma perfeita os temas da emblemática banda de Roger Water e David Guilmour, trazem “Big Pink – Greatest Hits”, onde irão recriar grandes clássicos como “Wish You Were Here”, “Animals”, “Dark Side of the Moon”, “The Wall” e muitos outros êxitos que fizeram a história daquela que é para muitos a maior banda de todos os tempos.
O inicio dos concertos dá-se pelas 22 horas.
| Preços | Locais de Venda |
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Ticketline (www.ticketline.pt), CTT (www.ctt.pt), Lojas Fnac, Lojas Worten, Agências Abreu, Megarede, ABEP, Agência Alvalade, C.C. Dolce Vita (Coimbra, Ovar, Vila Real e Porto), El Corte Inglés, Casino de Lisboa, Breakpoint (www.breakpoint.es). |





