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Reportagem Três Cantos @ Coliseu do Porto
Nov 5th
Depois de duas noites completamente esgotadas no Campo Pequeno em Lisboa, foi a vez de os "Três Cantos" chegarem ao Coliseu do Porto para dois concertos igualmente esgotados. E foi assim, num ambiente de enorme expectativa que se aproximou a hora de apagarem as luzes da sala e por momentos se sentir no silêncio da sala uma inquietação prestes a ser saciada.
Os 22 músicos que os acompanham nesta aventura entram em palco e começa "Guerra e Paz", de Sérgio Godinho. É então chegada a hora de José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias entrarem juntos e cada um anunciar a sua chegada recebida em plena apoteose. Muita emoção num público sedento de boa Música Portuguesa e para quem este concerto tinha logo à partida um significado muito especial pela força da reunião dos três mestres, também eles emocionados.
Emoção foi aliás uma das palavra-chaves deste concerto que há já muitos anos tinham vontade de realizar e que desde Maio prepararam com todo o cuidado este espectáculo único. Todo este tempo de preparação resultou numa actuação coesa em que os espaços deixados para os momentos a solo de cada um dos protagonistas ou para os duetos não fossem de forma nenhuma sentidos como forçados. O próprio alinhamento foi capaz de conduzir o público por uma viagem inevitavelmente saudosista, mas de forma nenhuma preso num passado distante, muito pelo contrário, pretende-se deste encontro revisitar o passado sim, mas sempre de olhos postos no que há-de vir.
Zé Mário é o primeiro a ficar sozinho e a dirigir-se ao público, salientando a unidade da diferença de cada um e deixando o aviso "contem com isto de nós, para cantar e para o resto". Pouco depois era Fausto a pedir atenção à actualidade de temas escritos há já alguns anos mas que parecem fazer cada vez mais sentido, como por exemplo "Eis Aqui o Agiota". Por fim, Sérgio Godinho, protagonizou um dos momentos da noite com "O Primeiro Dia" na voz de um Coliseu repleto.
Ao contrário do que muitos esperariam, o público não era de forma nenhuma homogéneo. Não eram pessoas de meia-idade, que ali procuravam o reviver de tempos onde o termo "intervenção" aparecia ligado a estes autores, fosse pelas suas composições ou pelas suas acções. Muita gente jovem, de idade e de espírito encheu o coliseu e de todas as idades, de todas as motivações e das mais variadas expectativas, o Coliseu ganhou uma voz uníssona em quase todas as músicas. Temas como "Cuidado Com as Imitações", "Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades", "Maré Alta", "Inquietação", "Adeus Orelhas de Abano", "Que Força é Essa", "Se tu fores ver o mar (Rosalinda)", "Onofre", "A Nova Brigada dos Coronéis" e "Ser Solidário" fizeram as delícias de um público que no fim, comentando a falta deste ou daquele tema que gostava de ter ouvido, se mostrava satisfeito e nada desiludido.
E não podia de facto estar desiludido. Momentos como "Não Canto Porque Sonho", cantada numa magnifica versão a 3 vozes, fazendo inevitavelmente lembrar a já de si belíssima versão gravada com Fausto e Zeca Afonso em 1974. Zeca que "não podia deixar de estar presente" numa homenagem com a interpretação de "De Não Saber o que me Espera" num dos momentos a trio.
Houve ainda espaço para um prometido inédito intitulado "Faz Parte" ou se preferirmos "O Retorno das Audácias". Ainda a 3 vozes, ouvimos "Charlatão" com Fausto a protagonizar um momento divertido, demonstrando a sua alegria de vitória sobre o kazoo que mostrou já praticamente dominar (ou mais ou menos).
Para terminar, e porque tinha mesmo que acabar, tivemos direito a dois encores, o último dos quais com todos os músicos na frente de palco de bombos, adufes e baquetas para uma interpretação de "Na ponta do cabo" que fechou definitivamente a noite.
Foi uma noite mágica, carregada de emoção e que certamente ficará na memória de todos os presentes. Para ajudar a manter essa memória viva foi gravado um DVD e CD que já pode ser comprado em pré-venda na FNAC e estará disponível a partir de 10 de Dezembro.
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Se dúvidas houvesse, a música e os músicos portugueses têm público e estarão cá ainda por muito tempo "para cantar e para o resto".
Reportagem Três Cantos @ Coliseu do Porto
Nov 5th
Depois de duas noites completamente esgotadas no Campo Pequeno em Lisboa, foi a vez de os "Três Cantos" chegarem ao Coliseu do Porto para dois concertos igualmente esgotados. E foi assim, num ambiente de enorme expectativa que se aproximou a hora de apagarem as luzes da sala e por momentos se sentir no silêncio da sala uma inquietação prestes a ser saciada.
Os 22 músicos que os acompanham nesta aventura entram em palco e começa "Guerra e Paz", de Sérgio Godinho. É então chegada a hora de José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias entrarem juntos e cada um anunciar a sua chegada recebida em plena apoteose. Muita emoção num público sedento de boa Música Portuguesa e para quem este concerto tinha logo à partida um significado muito especial pela força da reunião dos três mestres, também eles emocionados.
Emoção foi aliás uma das palavra-chaves deste concerto que há já muitos anos tinham vontade de realizar e que desde Maio prepararam com todo o cuidado este espectáculo único. Todo este tempo de preparação resultou numa actuação coesa em que os espaços deixados para os momentos a solo de cada um dos protagonistas ou para os duetos não fossem de forma nenhuma sentidos como forçados. O próprio alinhamento foi capaz de conduzir o público por uma viagem inevitavelmente saudosista, mas de forma nenhuma preso num passado distante, muito pelo contrário, pretende-se deste encontro revisitar o passado sim, mas sempre de olhos postos no que há-de vir.
Zé Mário é o primeiro a ficar sozinho e a dirigir-se ao público, salientando a unidade da diferença de cada um e deixando o aviso "contem com isto de nós, para cantar e para o resto". Pouco depois era Fausto a pedir atenção à actualidade de temas escritos há já alguns anos mas que parecem fazer cada vez mais sentido, como por exemplo "Eis Aqui o Agiota". Por fim, Sérgio Godinho, protagonizou um dos momentos da noite com "O Primeiro Dia" na voz de um Coliseu repleto.
Ao contrário do que muitos esperariam, o público não era de forma nenhuma homogéneo. Não eram pessoas de meia-idade, que ali procuravam o reviver de tempos onde o termo "intervenção" aparecia ligado a estes autores, fosse pelas suas composições ou pelas suas acções. Muita gente jovem, de idade e de espírito encheu o coliseu e de todas as idades, de todas as motivações e das mais variadas expectativas, o Coliseu ganhou uma voz uníssona em quase todas as músicas. Temas como "Cuidado Com as Imitações", "Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades", "Maré Alta", "Inquietação", "Adeus Orelhas de Abano", "Que Força é Essa", "Se tu fores ver o mar (Rosalinda)", "Onofre", "A Nova Brigada dos Coronéis" e "Ser Solidário" fizeram as delícias de um público que no fim, comentando a falta deste ou daquele tema que gostava de ter ouvido, se mostrava satisfeito e nada desiludido.
E não podia de facto estar desiludido. Momentos como "Não Canto Porque Sonho", cantada numa magnifica versão a 3 vozes, fazendo inevitavelmente lembrar a já de si belíssima versão gravada com Fausto e Zeca Afonso em 1974. Zeca que "não podia deixar de estar presente" numa homenagem com a interpretação de "De Não Saber o que me Espera" num dos momentos a trio.
Houve ainda espaço para um prometido inédito intitulado "Faz Parte" ou se preferirmos "O Retorno das Audácias". Ainda a 3 vozes, ouvimos "Charlatão" com Fausto a protagonizar um momento divertido, demonstrando a sua alegria de vitória sobre o kazoo que mostrou já praticamente dominar (ou mais ou menos).
Para terminar, e porque tinha mesmo que acabar, tivemos direito a dois encores, o último dos quais com todos os músicos na frente de palco de bombos, adufes e baquetas para uma interpretação de "Na ponta do cabo" que fechou definitivamente a noite.
Foi uma noite mágica, carregada de emoção e que certamente ficará na memória de todos os presentes. Para ajudar a manter essa memória viva foi gravado um DVD e CD que já pode ser comprado em pré-venda na FNAC e estará disponível a partir de 10 de Dezembro.
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Se dúvidas houvesse, a música e os músicos portugueses têm público e estarão cá ainda por muito tempo "para cantar e para o resto".
Passatempo Pinktober
Oct 18th
O Festivais de Verão em associação com o Hard Rock Café Lisboa tem para te oferecer 5 bilhetes simples para o Pinktober que decorre nos dias 21 e 27 de Outubro no Hard Rock Café Lisboa.
O Pinktober é um festival muito especial devido ao facto de os ganhos reverterem para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Isso por si só já é motivo para enchermos o Hard Rock Café Lisboa nestes dois dias tão especiais.
Mas para além da boa vontade o Hard Rock Café Lisboa irá encher-se de música. As bandas que passarão por este espaço são Secondhand Serenade no dia 21 e A Silent Film no dia 27.
Durante todo o mês de Outubro passa pelo Hard Rock Cafe Lisboa e habilita-te a ganhar uma guitarra Gibson assinada por estes artistas.
O preço do bilhete para estes concertos é de 12 euros para cada uma das noites que reverterá para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Passatempo Festival Enorme
Oct 8th
O Festivais de Verão em associação com o Festival Enorme tem para te oferecer 3 passes para o Festival Enorme que decorre de 13 a 15 de Outubro no Porto.
O Festival ENORME é já na próxima semana, mais de 40 músicos vão passar pelos Jardins do Palácio de Cristal.
Este festival surge integrado numa longa Semana Cultural mas a boa música promete não faltar nos dias 13, 14 e 15 de Outubro.
De-Phazz, Istanbul Sessions feat. Erik Truffaz, Electro Deluxe e Ceux Qui Marchent Debout são as principais atracções internacionais desta primeira edição do Festival Enorme. Mas a festa continua para além dos concertos.
A música é apenas uma parte do Festival Enorme Semana Cultural, que decorrerá entre 12 e 18 de Outubro.
Recorde-se que os bilhetes já se encontram em pré-venda na Fnac e nas Faculdades associadas ao evento. Estão à disposição bilhetes para os três dias do festival, com preços de 20 euros para estudantes e 35 euros para o público em geral. Os bilhetes diários custam 10 euros para estudantes e 20 euros para o restante público. O bilhete diário à venda no local custa 25 euros. Mas tenta a tua sorte no nosso passatempo!
Reportagem Maré de Agosto
Aug 28th
Todos os anos, a Praia Formosa, na Ilha de Santa Maria - é palco do mais antigo festival dos Açores, realizado pela primeira vez em 1984 e, que este ano, comemorou o seu 25º Aniversário. O Festival Maré de Agosto que decorreu nos dias 20, 21, 22 e 23 de Agosto de 2009.
Ao longo destes 25 anos, o Festival Maré de Agosto tem contribuído, sem sombra de duvida, para uma ampla divulgação de vários géneros musicais e sonoridades dos vários cantos do Mundo, fundindo e unindo culturas num idioma único e universal: a música!
O “Spirit” da Maré, expressão eleita para definir o magnífico ambiente que envolve este festival tem conquistado, cada vez mais, a simpatia de todos fazendo com que milhares de pessoas, na sua esmagadora maioria jovens, oriundas dos mais diversos pontos do país, visitem Santa Maria.
Num palco situado apenas a escassos metros do mar actuaram nomes de destaque do panorama musical nacional e internacional.
Além dos espectáculos musicais que se dividiram entre palco principal e palco TMN, anteriormente conhecido como “Espaço Castelo”, o festival reuniu actividades dia e noite: espectáculos, exposições, lançamento de livros, animação infantil, workshops e DJs.
A energia contagiante dos Portugueses Wok abriu o Palco Principal na quinta-feira. A banda conquistou o público do inicio ao fim da sua actuação. Se existem espectáculos que não se podem perder. Este é um deles. Música, ritmo, coreografia e muita animação, marcaram a passagem dos Wok em Santa Maria.
O público responde à chamada com a entrada do DJ Click, francês conhecido, pelos seus mixes eletro-balcânicos que combina a modernidade e tradição. A sua boa disposição e interacção com o público traduziram-se num alto grau de satisfação por parte deste.
Sob um sol abrasador e um mar calmo, que convidava a um mergulho, a banda revelação doismileoito, vencedores do TMN Garage Sessions em 2006 animou a tarde de sexta-feira no palco TMN. Nem o calor foi impeditivo às centenas de pessoas que permaneceram no recinto a desfrutar de bom Rock cantado em português. Mais tarde, iniciou-se o workshop de percussão sob a responsabilidade dos Tocá Rufar. Muito ritmo e animação fecharam a tarde no Palco TMN.
E porque a “Prata da Casa” vale ouro, a actuação dos Bey Já’ Tum, orquestra de percussão da Ilha de Santa Maria abriu a noite num cortejo que percorreu toda a marginal da magnifica Praia Formosa até ao recinto do palco principal A energia da sua percussão é única e rica e vem marcando presença com sua vitalidade e alegria contagiante.
No palco principal estava tudo a postos para a abertura de mais uma noite de bons espectáculos. Pelas 22h30, Lura, numa voz doce e grave ao mesmo tempo e um timbre estampado “Cabo Verde”, seduziu o público.
No Palco Principal, Wolfstone, da Escócia, cuja performance abraça um “folk rock no sentido mais autêntico e verdadeiro”, agraciou os presentes com um concerto repleto de vitalidade e ritmos bem ao jeito da Maré!
Para fechar a noite, a presença do DJ Nuno Forte no palco principal animou os festivaleiros presentes.
Edu Miranda Trio traz ao palco e ao público, um show com uma sonoridade sui generis do Brasil, Portugal e África. O DJ Sargento Zundap encerrou a programação de sexta-feira no palco secundário. O espectáculo de fogo levado a efeito pela “Trupe Hilariante” conferiu uma dinâmica e ambiente muito peculiar ao “Espaço Castelo”.
As expectativas para o terceiro dia cresceram. E pode-se dizer que relativamente às actuações das bandas valeu bem a pena marcar presença.
O fenómeno Açoriano “ Os Tunalhos” trazem o humor e boa disposição ao Festival no Palco TMN. A interacção com o público, imagem de marca destes jovens irreverentes, animara a tarde de sábado.
Seguiu-se o workshop de beatbox pelo MC Zani e a continuação do workshop de percussão da responsabilidade dos Toca Rufar.
O Hip-hop de Kumar sobe ao palco principal conseguindo animar e divertir o bastante público presente deixando-o fascinado pela sua atitude, a sua intensidade e, claro, as suas músicas directamente relacionadas com o seu percurso de vida. Entra em palco a banda mais aguardada da noite, Fiction Plane, banda liderada por Joe Sumner, o filho de Sting. Logo na abertura, o incontornável “Two Sisters” levou o público ao rubro. Um espectáculo, ao qual, é impossível ficar indiferente.
Com uma sonoridade verdadeiramente relaxante e cativante, o Jazz, fez-se representar por André Fernandes Quarteto que inaugurou o palco TMN no terceiro dia do Festival.
O fecho da noite em ambos os palcos, ficou a cargo de dois DJs Portugueses. O palco principal contou com a presença do DJ Rui Da Silva e o Palco TMN a animação esteve a cargo do DJ Zé Amaral.
O entusiasmante projecto de Rock nacional, um misto de rock e blues foi-nos trazido pela banda Murdering Tripping Blues fez da tarde de domingo um verdadeiro convite à diversão em que a energia e emoção foram as palavras de ordem.
Chegada a última noite do Festival Maré de Agosto, a música tradicional polaca, fez-se representar, e muito bem, pela banda Warsaw Village Band. Nem os fortes aguaceiros conseguiram assustar os já muitos festivaleiros preparados para o último dia.
É chegada a tão esperada hora. O alemão Gentleman que dispensa apresentações agarrou a multidão numa celebração de boas vibrações e uma entrega total ao reggae.
No palco TMN a música tradicional, sempre muito apreciada, fez-se representar pelos Roncos do Diabo, sempre animadíssimos. Uma actuação com muita cumplicidade, energia e alegria conquistando facilmente o público.
O DJ Sargento Zundap fecha em grande o último dia de concertos no palco TMN. No Palco Principal, um nome sonante do djing em Portugal, DJ Xinobi.
De ressalvar o excelente empenho e profissionalismo da Associação Cultural Maré de Agosto, a força motriz deste festival sem a qual um festival desta qualidade não seria possível! Visitar Santa Maria é deixar-se contagiar pela simplicidade de um povo… É esse o desafio que te lançamos, e, acredita, não te vais arrepender… Em 2010 cá estaremos!
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Reportagem Super Bock Surf Fest
Aug 16th
Nos dias 13 e 14 de Agosto, Sagres encheu-se de muitas pulseiras azuis vindas do Sudoeste TMN acabado na semana passada para assistir a mais um evento Música no Coração.
Dia 13 de Agosto
Para provar que este ano só a cerveja é que mudou, os portugueses Kumpania Algazarra pisam o palco à (quase) beira-mar plantado, pouco antes das 19 horas. Com o ritmo contagiante a que nos têm habituado, animaram um recinto ainda vazio. A expressão “poucos mas bons” encaixa perfeitamente na actuação da banda de Sintra – os poucos espectadores dançaram até ao último minuto. A pedido do público, o último tema a ser tocado foi “Wild Zone”, para deleite da multidão que se começava, então, a formar.
Os franceses Babylon Circus entram em palco com um pôr-do-sol magnífico que serviu na perfeição como pano de fundo à música que o grupo trouxe ao Algarve.
Com expressões em português à mistura, foram apelando ao público que explorava o pequeno recinto que se juntassem à enérgica festa. Alguns fãs tiveram o privilégio de subir ao palco em “Envol” e dançar com os membros da banda, enquanto Biloul e David pediam que o público os seguisse, juntando-se dois a dois. A energia dos vocalistas e a boa disposição da banda em geral garantiram uma actuação animada com temas sobre o amor, a amizade e as oportunidades da vida, de entre as quais, “Perdu”, “J’aurai Bien Voulu” e “Sur la Tete”. O franceses saíram do palco com um público que os aplaudia, cada vez mais efusivo.
É chegada a hora dos Asian Dub Foundation, a trazerem a multiculturaliedade à Praia do Tonel e ao palco do Surf Fest. O público presente era já bastante e dançou durante a actuação enérgica que começou com “Rise to the challenge” e “Take back the Power”. O som, reminiscente de Prodigy com reggae à mistura proporcionou uma hora de dança com “Speed of Light”, “Flyover” (esta conhecida dos fãs de Blasted Mechanism) e “Super Power” entre outras. Os londrinos deixam, agora, um recinto cheio de vontade de continuar a mexer.
Contudo, é a calma e boa onda de Gentleman que ocupa o palco, abrindo em grande com o single “Superior”. Num festival de peace & love, era agora complicado chegar-se à primeira fila. Os fãs de Gentleman entoavam “Pursuit of Happiness”, “Runaway”, “Leave us Alone” e, claro, “Intoxication”, do fundo dos pulmões ao mesmo tempo que o espírito de Bob Marley pairava pelo ar. O alemão despediu-se, deixando o recinto pronto para o último concerto da noite.
O aclamado Nitin Sawhney, produtor e compositor, ocupou a fácil tarefa de encerrar o primeiro de dois dias do Super Bock Surf Fest. Nitin senta-se à guitarra e ouve-se “Sunset”. O microfone é de Natacha Atlas, colaboradora regular nos concertos de Nitin Sawhney.
A encerrar a primeira noite, ficam, na tenda electrónica, João Maria e João Araújo, a dar música aos que não queriam voltar ao acampamento.
Dia 14 de Agosto
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Fotos: Raquel Silva
Reportagem Marés Vivas 2009 (3º Dia)
Jul 20th
Entretanto, já eram muitas as pessoa que se juntavam no Palco Principal à espera dos concertos da noite com o cartaz mais consistente desta edição do Marés Vivas, que se comprovou pela extraordinária plateia que assistiu e vibrou com todos os concertos.
Primeiro Gabriela Cilmi, que com alguns problemas técnicos rapidamente resolvidos, correspondeu ao que a trouxe à margem do rio Douro. Foi uma actuação simples mas nem por isso menos boa, como aliás o muito público o fez sentir cantando e acompanhando a cantora durante todo o concerto.
Para dar continuação aos concertos, era agora a vez de Colbie Caillat que sem grandes extravagâncias, simples e simpática, fez algumas confidências sobre o medo que tinha dos palcos e das multidões. Conquistou o público não só com as músicas que todos esperavam ouvir como “Realize" ou "Oxygen”, mas muito também graças à grande interacção e cumplicidade entre a banda e o público. Já no final, um dos momentos do concerto, com o público a assumir o papel principal numa versão de "Killing Me Softly". O público estava já rendido e a noite ainda ia a meio!
E foi com o público já completamente embalado e extasiado que Jason Mraz entrou em palco e apresentou um espectáculo que fez vibrar a multidão que enchia completamente o recinto. Com uma sonoridade simples e cativante, não só não desiludiu o público como o levou a um nível de histeria ao som de “I’m Yours” deixando todos deliciados e a dançar ao seu ritmo.
Para fechar a edição de 2009 do Festival Marés Vivas, os Keane subiram a palco, para brindar o público com um grande espectáculo que certamente superou as expectativas de muitos dos presentes e onde não faltaram temas como “Crystal Ball”, “Nothing In My Way”, e “You Don’t See Me” que dedicou a todos os presentes. No último encore, “Under Pressure”, dos Queen, fez as delícias do público que certamente terá vontade de voltar para a edição de 2010 deste festival com uma vista privilegiada sobre a cidade do Porto.
De referir ainda, de igual importância, a acção social deste festival que se juntou à Associação Inês Botelho, que se dedica ao acompanhamento e apoio a crianças com leucemia e seus familiares e amigos. O Hard Rock Café ofereceu a guitarra, a Porto Eventos fez com que fosse assinada por todos os artistas presentes no festival para que seja leiloada e todo o dinheiro conseguido possa reverter para a ajuda na promoção da qualidade de vida de muitas crianças.
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Reportagem Marés Vivas 2009 (2º Dia)
Jul 18th
No Palco Novos Portugueses, foram os Cazino a fazer as honras da casa para se começar o dia e conseguiram cativar o público presente que esperava já ansiosamente por Fonzie que subiram ao palco pouco depois e conquistaram a assitência que vibrou entusiasticamente à sua actuação repleta de energia e boa disposição, revelando a sua sintonia para com o público, de onde que inclusivé chegaram a convidar um elemento para se juntar a eles no palco.
Entretanto a concentração de público no palco principal era já bastante considerável, indo de encontro às expectativas para um dia que conta com nomes fortes no alinhamento da noite. A abrir este palco, estiveram os Secondhand Serenade, a banda menos conhecida da noite mas que conseguiu ir conquistando o muito público presente.
Às 23h30 começou aquele que seria provavelmente o concerto mais aguardado da noite: Scorpions, Subiram ao palco mais cedo que o inicialmente previsto e num concerto onde não faltaram temas como Send Me a Angel, Sill Loving You ou Rock You Like a Hurricane, cantados em uníssono pelo público êxtasiado e acompanhado por um espectáculo de luzes e multimédia muito bem executado que fizeram deste o melhor concerto da noite.
Para fechar os Guano Apes brindaram-nos com um concerto cheio de força e energia, fazendo recordar os tempos áureos da banda, e que certamente não terá deixado os fãs desiludidos, apesar de ainda assim se notar já que aos poucos os menos resistentes iam abandonando o recinto.
Hoje dia 18, o último dia da 7ª edição do Festival Marés Vivas conta com as actuações de Sinal e Soulbizness no Palco Novos Portugueses e com Keane, Jason Mraz, Colbie Caillat e Gabriella Cilmi no Palco Principal.
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Reportagem Super Bock Super Rock Porto
Jul 12th
Foi com um duro golpe que o Super Bock Super Rock, no Porto, abriu as portas para a sua 15ª edição. O cancelamento dos Depeche Mode, grandes headliners da noite, e a promessa de devolução do dinheiro do bilhete àqueles que assim o pretendessem fizeram com que pouca gente estivesse no recinto à hora de abertura, algo que fazia prever um estádio do Bessa pouco composto.
A abertura do festival coube a um das bandas vencedoras do já habitual concurso “Super Bock Super Rock Preload”, os Soapbox. Constituídos por cinco membros, a banda oriunda de Lisboa, actuou para um pequeno grupo, composto essencialmente de amigos e familiares, com um alinhamento de quatro músicas. Foi uma boa prestação de rock alternativo, bem escolhido para o inicio do dia.
De seguida, entrou em palco o duo Motor, que trazia consigo um set de músicas situadas entre o techno e o electro e uma frase mote que repetiriam várias vezes durante a sua curta actuação: “We are MO-TOR!”. A performance demonstrou-se enérgica, mas teria sido mais apropriado se a banda, pelo seu estilo mais dançável, tivesse actuado no fim da noite.
Um backdrop preto com letras brancas anunciava a banda seguinte, uma das mais esperadas do dia: Peter, Bjorn and John surgiram no palco vestidos a preceito e com uma atitude muito positiva para partilhar com a audiência. Lançando-se de imediato ao seu indie rock, conseguiram um feedback dos presentes que ainda não se tinha sentido: palmas, músicas trauteadas eassobios eram audíveis, até mesmo um “És lindo” de um membro masculino já bastante embriagado. “Nothing to worry about” e “Lay it Down” foram alguns dos temas que agradaram o público, mas foi com a reconhecida e assobiável “Young Folks” que o primeiro pico de êxtase da noite se deu. Todo o recinto assobiava e dançava ao som da música. Um dos vocalistas desceu até junto do público e percorreu a primeira fila, distribuindo cumprimentos por todos, deixando um sorriso na cara da maioria, algo que aproximou ainda mais público e banda. De regresso ao palco, a performance continuou, com movimentos de dança muito expressivos de Peter e com um convite para acompanhar uma música entoando um“La La La” melódico. Um actuação muito agradável e próxima, que fez com que o público que até ai se espalhava pelo recinto se aproximasse do palco, revelando já uma massa considerável de pessoas presentes.
Os Nouvelle Vague são já uma presença assídua em Portugal e foram os seguintes a actuar. Uma recepção calorosa esperava-os e estes corresponderam em tudo com a sua performance, o melhor concerto da noite. Houve dança, houve teatro, houve uma incrível interacção com o público que deixou toda a gente no auge. As vocalistas, uma loira e uma morena, brincavam com o espaço e com o público, incitando este a cantar e a repetir as suas músicas.“Too drunk to fuck”, “Blister in the Sun” e até a “Just can’t get enough” dos Depeche Mode foram interpretadas com uma expressividade incomum e uma alegria incomparável que se alastrou a toda a audiência, especialmente quando uma das cantoras resolveu ela também conquistar o poço e indo ainda mais longe,saltando as grades e envolvendo-se no meio do público, aos abraços e risos, com tempo até para uma ou outra fotografia. De volta ao palco, foi possível escutar uma versão de “God Save The Queen” apenas com uma guitarra acústica e uma voz doce e, por fim, o clássico “Love Will Tear Us Apart”, que deliciou o público. Um concerto muito consistente e forte, com as emoções à flor da pele e um poder espectacular.
Os The Gift foram os seguintes no alinhamento. Substitutosdos Depeche Mode, a par dos Xutos e Pontapés, entraram com muita energia e tentaram ao máximo oferecer um concerto animado, tentando colmatar a grande falha da noite, tarefa praticamente impossível. Apesar deste peso sobre os ombros, deram um bom espectáculo, puxando pela audiência, que nesta altura já era bastante considerável, enchendo quase metade do campo do Bessa. Temas como “Ok! Do you wantsomething simple”, “11:33”, “Fácil de entender” e “Driving you slow” foram ouvidos e cantados pelos festivaleiros. Sónia Tavares agradeceu a presença de todos, demonstrou o seu agrado em estar de regresso ao Porto e entreteu de forma bastante positiva quem a estava a ver. Um bom saldo para um concerto de substituição.
Encerrando a noite, foi a vez dos conhecidos rockeiros portugueses Xutos e Pontapés apresentarem o seu alinhamento, com um público bastante entusiasmado e receptivo à sua espera. Foram ouvidos tanto os clássicos da banda, aquelas músicas que todos sabemos de cor, passados tantos anos, bem como temas do seu homónimo álbum novo. Presenciou-se um típico concerto de Xutos, familiar e conhecido entre o público português. Fazendo uma retrospectiva a toda a noite e tendo em conta aquilo que poderia ter sido com o cancelamento dos Depeche Mode, há que salientar o resultado positivo deste evento. Foram vistos e ouvidos bons concertos, que tentaram preencher a lacuna deixada e que, nem que por breves momentos, fizeram esquecer o motivo porque gostaríamos de estar ali: Depeche Mode.
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