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Reportagem Optimus Alive!10 – 8 de Julho
Jul 9th
As temperaturas baixaram e o Optimus Alive!10 começou. A promessa é simples: boa música e muita festa. Este ano, os bilhetes para o último dia esgotaram, pela primeira vez na história do festival. Algés é o único destino em que se pensa. Grandes nomes da música, com muita história por trás deles, fazem parte do cartaz, juntamente com os maiores nomes da actualidade. O slogan não passa despercebido: “o melhor cartaz de 2010”. E é isso que se vai tentar comprovar. De notar também a dificuldade na entrada aos portadores dos passes de 3 dias, esperemos que a situação melhore amanhã.
A festa, como sempre, começou no palco secundário. Às 17 horas, Local Natives, banda indie rock/folk oriunda de Los Angeles, pisam um palco cujas diferenças se fazem notar. Mais amplo e elevado (um ecrã de cada lado pintava o quadro final), o resultado é ambíguo: se por um lado confere maior estatuto às bandas que nele tocam – que, por vezes, presenteiam a audiência com actuações dignas de palco principal – por outro, perde‐se a intimidade entre público e bandas tão característica do local. Por entre o público havia fãs, que cantaram e dançaram. A banda cativou o público com os seus ritmos, em Wide Eyes e Camera Talk. Airplanes, Shape Shifter e uma cover da Warning Sign dos Talking Heads mostraram variedade.
O senhor que se seguiu foi o texano Devendra Banhart, que em sete anos lançou nada mais nada menos que nove álbuns. O norte-americano trouxe para o Optimus Alive o seu Folk Psicadélico. Foi um dos artistas mais calmos do dia, mas serviu para relaxar e ouvir atentamente músicas como Baby e Sight to Behold.
The Drums, banda com origem em Brooklyn, Nova Iorque, eram um nome esperado. Apenas com um albúm editado, o número de fãs tem vindo a aumentar e muitos estiveram presentes no palco secundário. A energia, boa disposição e o humor da banda, sobretudo do vocalista Taylor Rice, animaram o recinto, que ia enchendo. A banda foi bem recebida e apresentaram temas como Submarine e It Will All End In Tears. As músicas pediam danças e tal não faltou.
Passava das 18h30 quando o palco principal finalmente abriu. A tarefa foi dada a Biffy Clyro que se fez acompanhar por Mike Vennart, dos Oceansize, na guitarra. A banda escocesa já tinha estado em Paredes de Coura em 2008 e a abrir Muse, em 2009. Não seria de estranhar se tivesse sido a banda portuguesa Moonspell a abrir o palco, como fica sempre bem, vistos estarmos em terras lusas. No entanto, o facto de Biffy Clyro serem uma das bandas mais subvalorizadas em Portugal, impede que tal aconteça. Apesar dos esforços em alçançar o público luso, os fãs permanecem poucos, ainda que leais. A tentativa de agradar a todos notou-‐se na setlist escolhida, onde constavam maioritariamente músicas do último álbum, mais comercial, e alguns sucessos de álbuns anteriores, tais como A Whole Child Ago e Glitter and Trauma. O concerto foi algo confuso e ficou no ar a vontade de ouvir mais temas antigos. Apesar disso, temas como Living is a Problem Because Everything Dies e Who’s Got a Match fizeram as delícias dos verdadeiros fãs, que saltaram e gritaram por Simon e a sua banda. O vocalista escocês agradeceu a presença dos fãs e a sua energia e alegria a tocar são, no mínimo, aprazíveis de se ver. Many of Horror foi cantada em conjunto com um público sabedor da letra e The Captain encerrou uma actuação que ficou aquém das expectativas. Destaque ainda para Mountains, um tema cuja força e beleza conquistam em qualquer concerto da banda.
No Palco Optimus, estava na hora da única banda portuguesa actuar, os Moonspell. Fernando Ribeiro e companhia só a espaços conseguiram conquistar um público que no geral era bastante diferente daquele que costumam encontrar. A qualidade do som não era a melhor, mas quem tenha visto este concerto não pode apontar falta de profissionalismo ao colectivo nacional. Opium, Luna e Alma Matter ainda conseguiram fazer ouvir as vozes do público, fazendo ver que os Moonspell mesmo a jogar fora de casa conseguem arrastar fãs, e fazer chegar a sua música a meios diferentes. Para a história ficará o nome dos Moonspell neste Alive, mas com a ideia de que podiam ter dado um melhor concerto, mais ao seu nível.
Grande parte da multidão que encheu o Alive!’10 foi, claramente, para ver o segundo palco. Por isso não seria de estranhar que, por volta das 20h30, já mal se conseguisse entrar na tenda, na expectativa de ver Florence and the Machine a actuar. E foi a banda britânica quem mais gente levou ao local. Florence Welch entrou em palco para testemunhar um mar de gente que não parava de aumentar. Howl fez as honras, à semelhança do concerto na Aula Magna. Os fãs deliram, cantam e dançam ao som das músicas, gritam tão alto que é ensurdecedor, recebem a banda com palmas e uma alegria imensa de a poder ver em actuação. Qual criança divertida, Florence saltitou pelo palco, puxou pelo público, cantou e encantou com a sua voz. A artista emocionou-se defronte de tantos fãs e de uma plateia cujo fim se perdia no horizonte. Agradeceu aos fãs, muitos dos quais bastante recentes devido à sua súbita popularidade por terras lusas, e proferiu algumas palavras em português. Drumming espalhou a sua força pela audiência, mas foi Cosmic Love um dos momentos mais apreciados pelos fãs. A beleza deste que é o seu mais recente single não chega aos calcanhares do espectáculo na Aula Magna, perdida algures entre crowdsurfings deslocados e aclamações não contidas. Após You Got the Love, algumas pessoas abandonaram o recinto. Dog Days are Over e Rabbit Heart (Raise it Up) ficaram guardadas para o fim, cuja participação do público ajudou a fortalecê-las ainda mais. A banda apresentou ainda novas músicas, tais como Heavy e Strangeness and Charm.
Quatro anos depois, os Alice in Chains voltam a Lisboa, e desta vez com um novo álbum na bagagem, gravado com William DuVall. Mais de meia década após a morte de Layne Staley, o quarteto de Seattle volta verdadeiramente ao activo, e apresenta o mais recente Black Gives Way To Blue no Optimus Alive. Jerry Cantrell e companhia iniciaram o concerto de forma espectacular tocando logo Rain When I Die, Them Bones e Dam That River. Depois de Again e Ain’t Like That, estava na altura de conhecer o novo álbum dos Alice In Chains, e que tema melhor para isso do que Check My Brain? Seguiu-se Your Decision, também single do álbum, e No Excuses. Depois de mais duas músicas do último álbum, o público não mais pararia de cantar, e até ao final tudo foi nostalgia. We Die Young, Man In The Box, Would?, e finalmente a fechar, Rooster, a colocar as emoções ao rubro neste Optimus Alive. Um concerto para mais tarde recordar, juntamente com as palavras de William DuVall, de que os veremos brevemente.
Para The XX, a tenda do palco secundário permanecia insuficiente para acolher os fãs. Depois de um concerto esgotado na Aula Magna, outra coisa não seria de esperar. Mais uma vez, foi perante um mar infindável de espectadores que a banda londrina entrou em cena. O barulho era ensurdecedor e o ar irrespirável. Intro deu início ao concerto, seguida de uma das preferidas, Crystalised. As vozes de Romy Madley Croft e Oliver Sim cativaram os fãs, apesar do registo da banda ser sem dúvida mais íntimo e adequado para um recinto fechado. No entanto, a banda teve sucesso ao transportar e moldar essa característica a seu favor e para apreciação do público. Shelter e VCR foram os momentos altos de uma actuação onde constou uma Do You Mind da artista de R&B Kyla e uma brilhante Night Time, que pôs fãs a saltar.
Penúltima banda a actuar no Palco Optimus, os Kasabian, entraram com o single Fast Fuse a gerar alguma dúvida nos elementos do público. Com Tom Meighan sempre muito activo, e um pouco alterado, os britânicos foram despejando singles recentes como Underdog e Shoot The Runner. Os ingleses tocaram a curtos intervalos temas do novo álbum, intercalando sempre com velhos êxitos, mas nem assim conseguiram criar um grande ambiente. Só mesmo mais perto do final Tom Meighan e companhia foram conquistando o público português, com Club Foot e Vlad The Impaler. O concerto viria a terminar com L.S.F. (Lost Souls Forever), mas sem a missão cumprida.
Chegara então a vez de La Roux. Após um adiamento que resultou no cancelamento do concerto na discoteca Lux, os fãs esperavam o momento em que Elly Jackson finalmente aparecesse perante eles. O recinto estava mais vazio que nas bandas anteriores, mas público não faltou. Elly entrou mesmo em palco, debaixo de uma capa preta e imediatamente a música começou. Tigerlily foi a escolha acertada. A cantora britânica, após cumprimentar o público, fez questão de pedir as suas desculpas por ter cancelado o concerto, ao que os fãs responderam com palmas e alguns apupos. Mas Elly tinha como missão redimir‐se e apresentou uma actuação que serviu como tal. I’m Not Your Toy foi uma das preferidas do público, à qual se seguiu uma recente cover da Under My Thumb dos Rolling Stones. Colourless Colours foi o tema mais bonito, no sentido em que a voz da cantora, de facto, encantou. In for the Kill antecedeu Bulletproof, duo que terminou o concerto. Ambas foram acolhidas com fervor e muita dança. A banda estava redimida e o público satisfeito.
Passado um ano, e a pedido dos portugueses os Faith No More estavam de volta a Portugal. Um caso de amor recíproco como poucos, é este entre Portugal e Mike Patton. Uma entrada que teve tanto de fabulosa como de peculiar com Midnight Cowboy (original de John Barry), já fazia prever que ia ser uma grande noite. De seguida, From Out Of Nowhere, do álbum The Real Thing, e Be Agressive de Angel Dust foram grandes pretextos para o público português mostrar a Mike Patton e companhia a sua devoção pela banda norte-americana. Após The Real Thing, seria Evidence a levar ao rubro o recinto. É certo que é um costume de Mike Patton cantar esta música na lingua do país onde está a actuar, mas hoje fê-lo por completo, apenas a palavra que dá o nome à música foi cantada em inglês. A única música da era pré-Patton tocada nesta noite foi As The Worm Turns, e só dá que pensar, como poderiam existir estes Faith No More sem Mike Patton, se até uma música gravada e composta sem ele lhe parece pertencer. Last Cup Of Sorrow e a louca Cuckoo For Caca iam dando brilho a uma actuação perfeita.
Easy, dos Commodores, mas também celebrizada pelos Faith No More, continuou a pôr à prova as vozes do público, o que aconteceu de forma muito mais vincada em Midlife Crisis, na qual Mike Patton manda parar a música para que pudesse ouvir bem os portugueses a cantar o refrão. The Gentle Art Of Making Enemies mostrou mais um pouco da saudável loucura que Patton mostra em palco, seguida de Ashes To Ashes. Seguir-se-ia nas palavras de Mike Patton “uma música para os amantes”, e essa música era Ben, dos Jackson 5. Música muito calma, na qual o vocalista desceu do palco para se sentar próximo do público. Em King For a Day, brindou-nos novamente com proximidade, fazendo crowd surf, que acabou por não correr muito bem. Alguém resolveu roubar um sapato a Mike Patton, mas felizmente o norte-americano tão querido dos portugueses não julgou todo o público pela atitude de alguns, e o espectáculo continuou com a mesma animação que teve desde o inicio. A épica Epic, e Just A Man, serviram para uma falsa despedida, que iria resultar no primeiro encore da noite.
A reentrada dos Faith No More em palco, dar-se-ia com uma brincadeira, que Mike Patton dedicou à tristeza dos portugueses com a selecção nacional. Brincadeira essa, que foi uma curta versão dos Vangelis, de Chariots Of Fire, seguida de imediato da psicadélica Stripsearch, e novamente de uma falsa despedida com Surprise! You’re Dead! O final seria dedicado ao “mais grande caralho português”, Cristiano Ronaldo, apelidado por Mike Patton de “palhaço”. E com esta descrição, qual poderia ser a música que iria fechar o espectáculo? Só poderia ser uma música com esse mesmo tema, com título e refrão em português, Caralho Voador. Um final espectacular, num concerto que vai deixar saudades. “Até à próxima, beijinhos.”, foi assim que Mike Patton se despediu, e esperamos realmente que haja uma próxima. Os Faith No More deram sem dúvida um dos melhores concertos do ano, muito próximo da perfeição.
Para o final da noite, Calvin Harris antecedia Burns. O artista escocês iniciou a actuação com energia perante um recinto meio cheio. O público foi aumentando e temas como Stars Come Out e The Girls entusiasmaram e puseram todos a saltar e dançar. A continuação da festa ficou a cargo do segundo e terceiro palco, que serviram de pista de dança a quem ainda tinha energia. Tiga, Burns e Proxy foram os encarregues.
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Reportagem Optimus Alive!10 - 9 de Julho |
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Reportagem Optimus Alive!10 - 10 de Julho |
Reportagem Youthless e Lululemon
Apr 3rd
No passado dia 2 de Abril o Plano B serviu de palco para uma noite dedicada a música realizada a dois. Um par de duos apresentou-se em palco, suportando sonoridades distintas, mas ambas bastante enérgicas.
O começo da noite ficou a cabo dos Lululemon, uma banda oriunda de Vale de Cambra.
Pedro Ledo e Tiago Sales lançaram-se, por volta da meia noite, a quase 40 minutos de riffs e fills recheados de um espírito blues e surf bem orelhudos, com alguns laivos mais electrónicos a apimentar as coisas, assim como uma participação vocal inesperada por um membro exterior à banda. No entanto, foi notória alguma falta de qualidade na mistura a sair do P.A, algo exterior ao controlo da banda, muito provavelmente. Contudo, apesar do som poder ter estado um pouco mais bem tratado pelo espaço, o concerto foi agradável e é de louvar a actuação em causa perante uma banda ainda com poucos passos dados. É aguardar por futuros concertos e pelo EP de estreia a sair no decorrer deste mês de Abril.
Em seguida foi a vez dos Youthless tomarem as rédeas da noite. Munidos de bateria, baixo, teclado e voz, este duo fez lembrar uns Death From Above 1979, mas com menos rock e mais dança à mistura. Com o seu Telemachy EP como desculpa, Alex Klimovitsky e Sebastiano Ferranti conseguiram, aos poucos, incendiar um Plano B que se mostrou apreensivo inicialmente.
Desde invasão de palco, a crowdsurf por parte do Alex e até a uma pequena participação de Tiago Sales na bateria, os Youthless revelaram uma boa interação com o público, não sendo de admirar já estarem à espera de subir a um grande palco como o Coliseu dos Recreios. Um concerto bem conseguido, sem grandes dúvidas.
Primeiras Confirmações no Festival Delta Tejo
Mar 10th
A 4ª edição do Festival Delta Tejo irá decorrer de 2 a 4 de Julho no Alto da Ajuda.Os ritmos quentes dos países produtores de café prometem encher este festival com boa música.
Nneka, Carlinhos Brown e Buraka Som Sistema são os primeiros nomes confirmados para o Palco Delta.
Já na sua 4ª edição, o Delta Tejo reforça este ano a bandeira sustentável, apostando na melhoria do recinto. Segundo a promotora do evento novos nomes e novidades do Delta Tejo serão anunciados brevemente.
Os bilhetes já se encontram à venda, o bilhete diário é de 25 € e o passe de 3 dias de 40€.
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Reportagem Joss Stone
Feb 16th
Pelas 21 horas do dia 15 de Fevereiro, o aniversariante Miguel Gameiro pisou o palco do Coliseu dos Recreios para fazer a primeira parte da actuação de Joss Stone. Depois de uns “Parabéns” cantados pelo público que crescia a cada minuto que passava, a actuação teve início.
Um público ansioso pela artista britânica entoou a plenos pulmões canções como “Lisboa” – que teve direito a uma repetição do refrão no final, graças à força dos lisboetas presentes – e “A Dança”, na qual o artista passeou pelo meio da plateia, onde dançou e mostrou a sua boa-disposição.
Às 22 horas foi altura da esperada britânica Joss Stone pisar o palco, literalmente. A artista apresentou-se descalça, simples e bem-disposta, como sempre. Desde a primeira palavra, a artista arrepiou com a sua voz, que ao vivo tem ainda mais vigor e deixa qualquer um de boca aberta perante tal força, alma e entrega com que entoa os temas.
Um Coliseu a rebentar pelas costuras dançou e cantou “Super Duper Love (Are You Diggin' On Me?)”, à qual se seguiu o novo single “Free Me”, que vinha bem estudado pelos fãs. Durante a “Tell Me What We're Gonna Do Now”, Joss recebeu dois pendentes de fãs devotos e que durante todo o espectáculo mostraram a sua fidelidade.
.A artista apresentou temas de todos os seus álbuns, deu conselhos, explicou letras. Em “Less is More”, a britânica, sempre de sorriso nos lábios, falou-nos – não, cantou-nos – de como por vezes se ama com força a mais e como temos de «chill out». Revelou-nos como por vezes adora apenas drum n’ bass e dançou com uma leveza impressionante. Antes de “Music”, confessou que o melhor namorado que já teve foi mesmo esse: a música. A sua paixão e a alma que coloca em cada um dos seus temas, desde a letra à forma como os canta nas suas actuações não passam despercebidas a ninguém e uniram o público e a banda de uma forma que só quem esteve presente consegue imaginar. Mesmo sem dizer uma palavra em português, Joss encantou e ninguém lhe conseguiu resistir.
Os ocasionais solos das cantoras de fundo deixaram os fãs de boca aberta e levaram-nos a aclamar e a aplaudir com uma força que fez estremecer o Coliseu. “Parallel Lines” foi um dos momentos altos da noite, confirmando o quão bem preparado pelos fãs estava o último álbum da cantora, demonstrando a óptima recepção que teve.
Em “Incredible”, o solo de saxofone fez todos dançarem e “Tell Me 'Bout It” trouxe um solo de cada membro da banda, espalhando boa energia por todo o recinto, antes do encore.“Chokin’ Kind” e “Big Ole Game” foram os dois temas escolhidos para o final do espectáculo, quando Joss atirou rosas brancas ao público e recebeu ainda mais presentes dos fãs, sempre pulseiras ou pendentes.
Reportagem Fruit Bats + Vetiver @ Passos Manuel
Dec 2nd
No passado dia 1 de Dezembro, o Passos Manuel abrigou mais uma noite de boa musica internacional, recebendo de braços abertos os Vetiver e os Fruit Bats.
Foi por volta das 22h30 que os americanos Fruit Bats subiram ao palco do antigo cinema. Oriundos de Chicago e portadores de um folk rock extremamente adocicado, lançaram-se a cerca de 40 minutos dedicados à apresentação do seu mais recente album, intitulado "The Ruminant Band".
Liderados por Eric Johnson (membro dos The Shins), os Fruit Bats deram um concerto irrepreensível e forte como seria de esperar.
Em seguida, por volta das 23h30, os Californianos, Vetiver começaram a sua actuação. O seu último trabalho, o aclamado Tight Knit, serviu de desculpa para grande parte do concerto, contudo ainda houve tempo por um passeio equilibrado por todo o reportório, assim como para uma cover de Grateful Dead e um novo single.
Após cerca de uma hora de folk que fez sentir a falta de uma fogueira e mais proximidade banda-publico, os Vetiver abandonaram o palco sem realizarem encore.
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Reportagem Três Cantos @ Coliseu do Porto
Nov 5th
Depois de duas noites completamente esgotadas no Campo Pequeno em Lisboa, foi a vez de os "Três Cantos" chegarem ao Coliseu do Porto para dois concertos igualmente esgotados. E foi assim, num ambiente de enorme expectativa que se aproximou a hora de apagarem as luzes da sala e por momentos se sentir no silêncio da sala uma inquietação prestes a ser saciada.
Os 22 músicos que os acompanham nesta aventura entram em palco e começa "Guerra e Paz", de Sérgio Godinho. É então chegada a hora de José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias entrarem juntos e cada um anunciar a sua chegada recebida em plena apoteose. Muita emoção num público sedento de boa Música Portuguesa e para quem este concerto tinha logo à partida um significado muito especial pela força da reunião dos três mestres, também eles emocionados.
Emoção foi aliás uma das palavra-chaves deste concerto que há já muitos anos tinham vontade de realizar e que desde Maio prepararam com todo o cuidado este espectáculo único. Todo este tempo de preparação resultou numa actuação coesa em que os espaços deixados para os momentos a solo de cada um dos protagonistas ou para os duetos não fossem de forma nenhuma sentidos como forçados. O próprio alinhamento foi capaz de conduzir o público por uma viagem inevitavelmente saudosista, mas de forma nenhuma preso num passado distante, muito pelo contrário, pretende-se deste encontro revisitar o passado sim, mas sempre de olhos postos no que há-de vir.
Zé Mário é o primeiro a ficar sozinho e a dirigir-se ao público, salientando a unidade da diferença de cada um e deixando o aviso "contem com isto de nós, para cantar e para o resto". Pouco depois era Fausto a pedir atenção à actualidade de temas escritos há já alguns anos mas que parecem fazer cada vez mais sentido, como por exemplo "Eis Aqui o Agiota". Por fim, Sérgio Godinho, protagonizou um dos momentos da noite com "O Primeiro Dia" na voz de um Coliseu repleto.
Ao contrário do que muitos esperariam, o público não era de forma nenhuma homogéneo. Não eram pessoas de meia-idade, que ali procuravam o reviver de tempos onde o termo "intervenção" aparecia ligado a estes autores, fosse pelas suas composições ou pelas suas acções. Muita gente jovem, de idade e de espírito encheu o coliseu e de todas as idades, de todas as motivações e das mais variadas expectativas, o Coliseu ganhou uma voz uníssona em quase todas as músicas. Temas como "Cuidado Com as Imitações", "Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades", "Maré Alta", "Inquietação", "Adeus Orelhas de Abano", "Que Força é Essa", "Se tu fores ver o mar (Rosalinda)", "Onofre", "A Nova Brigada dos Coronéis" e "Ser Solidário" fizeram as delícias de um público que no fim, comentando a falta deste ou daquele tema que gostava de ter ouvido, se mostrava satisfeito e nada desiludido.
E não podia de facto estar desiludido. Momentos como "Não Canto Porque Sonho", cantada numa magnifica versão a 3 vozes, fazendo inevitavelmente lembrar a já de si belíssima versão gravada com Fausto e Zeca Afonso em 1974. Zeca que "não podia deixar de estar presente" numa homenagem com a interpretação de "De Não Saber o que me Espera" num dos momentos a trio.
Houve ainda espaço para um prometido inédito intitulado "Faz Parte" ou se preferirmos "O Retorno das Audácias". Ainda a 3 vozes, ouvimos "Charlatão" com Fausto a protagonizar um momento divertido, demonstrando a sua alegria de vitória sobre o kazoo que mostrou já praticamente dominar (ou mais ou menos).
Para terminar, e porque tinha mesmo que acabar, tivemos direito a dois encores, o último dos quais com todos os músicos na frente de palco de bombos, adufes e baquetas para uma interpretação de "Na ponta do cabo" que fechou definitivamente a noite.
Foi uma noite mágica, carregada de emoção e que certamente ficará na memória de todos os presentes. Para ajudar a manter essa memória viva foi gravado um DVD e CD que já pode ser comprado em pré-venda na FNAC e estará disponível a partir de 10 de Dezembro.
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Se dúvidas houvesse, a música e os músicos portugueses têm público e estarão cá ainda por muito tempo "para cantar e para o resto".
Reportagem Três Cantos @ Coliseu do Porto
Nov 5th
Depois de duas noites completamente esgotadas no Campo Pequeno em Lisboa, foi a vez de os "Três Cantos" chegarem ao Coliseu do Porto para dois concertos igualmente esgotados. E foi assim, num ambiente de enorme expectativa que se aproximou a hora de apagarem as luzes da sala e por momentos se sentir no silêncio da sala uma inquietação prestes a ser saciada.
Os 22 músicos que os acompanham nesta aventura entram em palco e começa "Guerra e Paz", de Sérgio Godinho. É então chegada a hora de José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias entrarem juntos e cada um anunciar a sua chegada recebida em plena apoteose. Muita emoção num público sedento de boa Música Portuguesa e para quem este concerto tinha logo à partida um significado muito especial pela força da reunião dos três mestres, também eles emocionados.
Emoção foi aliás uma das palavra-chaves deste concerto que há já muitos anos tinham vontade de realizar e que desde Maio prepararam com todo o cuidado este espectáculo único. Todo este tempo de preparação resultou numa actuação coesa em que os espaços deixados para os momentos a solo de cada um dos protagonistas ou para os duetos não fossem de forma nenhuma sentidos como forçados. O próprio alinhamento foi capaz de conduzir o público por uma viagem inevitavelmente saudosista, mas de forma nenhuma preso num passado distante, muito pelo contrário, pretende-se deste encontro revisitar o passado sim, mas sempre de olhos postos no que há-de vir.
Zé Mário é o primeiro a ficar sozinho e a dirigir-se ao público, salientando a unidade da diferença de cada um e deixando o aviso "contem com isto de nós, para cantar e para o resto". Pouco depois era Fausto a pedir atenção à actualidade de temas escritos há já alguns anos mas que parecem fazer cada vez mais sentido, como por exemplo "Eis Aqui o Agiota". Por fim, Sérgio Godinho, protagonizou um dos momentos da noite com "O Primeiro Dia" na voz de um Coliseu repleto.
Ao contrário do que muitos esperariam, o público não era de forma nenhuma homogéneo. Não eram pessoas de meia-idade, que ali procuravam o reviver de tempos onde o termo "intervenção" aparecia ligado a estes autores, fosse pelas suas composições ou pelas suas acções. Muita gente jovem, de idade e de espírito encheu o coliseu e de todas as idades, de todas as motivações e das mais variadas expectativas, o Coliseu ganhou uma voz uníssona em quase todas as músicas. Temas como "Cuidado Com as Imitações", "Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades", "Maré Alta", "Inquietação", "Adeus Orelhas de Abano", "Que Força é Essa", "Se tu fores ver o mar (Rosalinda)", "Onofre", "A Nova Brigada dos Coronéis" e "Ser Solidário" fizeram as delícias de um público que no fim, comentando a falta deste ou daquele tema que gostava de ter ouvido, se mostrava satisfeito e nada desiludido.
E não podia de facto estar desiludido. Momentos como "Não Canto Porque Sonho", cantada numa magnifica versão a 3 vozes, fazendo inevitavelmente lembrar a já de si belíssima versão gravada com Fausto e Zeca Afonso em 1974. Zeca que "não podia deixar de estar presente" numa homenagem com a interpretação de "De Não Saber o que me Espera" num dos momentos a trio.
Houve ainda espaço para um prometido inédito intitulado "Faz Parte" ou se preferirmos "O Retorno das Audácias". Ainda a 3 vozes, ouvimos "Charlatão" com Fausto a protagonizar um momento divertido, demonstrando a sua alegria de vitória sobre o kazoo que mostrou já praticamente dominar (ou mais ou menos).
Para terminar, e porque tinha mesmo que acabar, tivemos direito a dois encores, o último dos quais com todos os músicos na frente de palco de bombos, adufes e baquetas para uma interpretação de "Na ponta do cabo" que fechou definitivamente a noite.
Foi uma noite mágica, carregada de emoção e que certamente ficará na memória de todos os presentes. Para ajudar a manter essa memória viva foi gravado um DVD e CD que já pode ser comprado em pré-venda na FNAC e estará disponível a partir de 10 de Dezembro.
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Se dúvidas houvesse, a música e os músicos portugueses têm público e estarão cá ainda por muito tempo "para cantar e para o resto".
Passatempo Pinktober
Oct 18th
O Festivais de Verão em associação com o Hard Rock Café Lisboa tem para te oferecer 5 bilhetes simples para o Pinktober que decorre nos dias 21 e 27 de Outubro no Hard Rock Café Lisboa.
O Pinktober é um festival muito especial devido ao facto de os ganhos reverterem para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Isso por si só já é motivo para enchermos o Hard Rock Café Lisboa nestes dois dias tão especiais.
Mas para além da boa vontade o Hard Rock Café Lisboa irá encher-se de música. As bandas que passarão por este espaço são Secondhand Serenade no dia 21 e A Silent Film no dia 27.
Durante todo o mês de Outubro passa pelo Hard Rock Cafe Lisboa e habilita-te a ganhar uma guitarra Gibson assinada por estes artistas.
O preço do bilhete para estes concertos é de 12 euros para cada uma das noites que reverterá para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Passatempo Festival Enorme
Oct 8th
O Festivais de Verão em associação com o Festival Enorme tem para te oferecer 3 passes para o Festival Enorme que decorre de 13 a 15 de Outubro no Porto.
O Festival ENORME é já na próxima semana, mais de 40 músicos vão passar pelos Jardins do Palácio de Cristal.
Este festival surge integrado numa longa Semana Cultural mas a boa música promete não faltar nos dias 13, 14 e 15 de Outubro.
De-Phazz, Istanbul Sessions feat. Erik Truffaz, Electro Deluxe e Ceux Qui Marchent Debout são as principais atracções internacionais desta primeira edição do Festival Enorme. Mas a festa continua para além dos concertos.
A música é apenas uma parte do Festival Enorme Semana Cultural, que decorrerá entre 12 e 18 de Outubro.
Recorde-se que os bilhetes já se encontram em pré-venda na Fnac e nas Faculdades associadas ao evento. Estão à disposição bilhetes para os três dias do festival, com preços de 20 euros para estudantes e 35 euros para o público em geral. Os bilhetes diários custam 10 euros para estudantes e 20 euros para o restante público. O bilhete diário à venda no local custa 25 euros. Mas tenta a tua sorte no nosso passatempo!
Reportagem Maré de Agosto
Aug 28th
Todos os anos, a Praia Formosa, na Ilha de Santa Maria - é palco do mais antigo festival dos Açores, realizado pela primeira vez em 1984 e, que este ano, comemorou o seu 25º Aniversário. O Festival Maré de Agosto que decorreu nos dias 20, 21, 22 e 23 de Agosto de 2009.
Ao longo destes 25 anos, o Festival Maré de Agosto tem contribuído, sem sombra de duvida, para uma ampla divulgação de vários géneros musicais e sonoridades dos vários cantos do Mundo, fundindo e unindo culturas num idioma único e universal: a música!
O “Spirit” da Maré, expressão eleita para definir o magnífico ambiente que envolve este festival tem conquistado, cada vez mais, a simpatia de todos fazendo com que milhares de pessoas, na sua esmagadora maioria jovens, oriundas dos mais diversos pontos do país, visitem Santa Maria.
Num palco situado apenas a escassos metros do mar actuaram nomes de destaque do panorama musical nacional e internacional.
Além dos espectáculos musicais que se dividiram entre palco principal e palco TMN, anteriormente conhecido como “Espaço Castelo”, o festival reuniu actividades dia e noite: espectáculos, exposições, lançamento de livros, animação infantil, workshops e DJs.
A energia contagiante dos Portugueses Wok abriu o Palco Principal na quinta-feira. A banda conquistou o público do inicio ao fim da sua actuação. Se existem espectáculos que não se podem perder. Este é um deles. Música, ritmo, coreografia e muita animação, marcaram a passagem dos Wok em Santa Maria.
O público responde à chamada com a entrada do DJ Click, francês conhecido, pelos seus mixes eletro-balcânicos que combina a modernidade e tradição. A sua boa disposição e interacção com o público traduziram-se num alto grau de satisfação por parte deste.
Sob um sol abrasador e um mar calmo, que convidava a um mergulho, a banda revelação doismileoito, vencedores do TMN Garage Sessions em 2006 animou a tarde de sexta-feira no palco TMN. Nem o calor foi impeditivo às centenas de pessoas que permaneceram no recinto a desfrutar de bom Rock cantado em português. Mais tarde, iniciou-se o workshop de percussão sob a responsabilidade dos Tocá Rufar. Muito ritmo e animação fecharam a tarde no Palco TMN.
E porque a “Prata da Casa” vale ouro, a actuação dos Bey Já’ Tum, orquestra de percussão da Ilha de Santa Maria abriu a noite num cortejo que percorreu toda a marginal da magnifica Praia Formosa até ao recinto do palco principal A energia da sua percussão é única e rica e vem marcando presença com sua vitalidade e alegria contagiante.
No palco principal estava tudo a postos para a abertura de mais uma noite de bons espectáculos. Pelas 22h30, Lura, numa voz doce e grave ao mesmo tempo e um timbre estampado “Cabo Verde”, seduziu o público.
No Palco Principal, Wolfstone, da Escócia, cuja performance abraça um “folk rock no sentido mais autêntico e verdadeiro”, agraciou os presentes com um concerto repleto de vitalidade e ritmos bem ao jeito da Maré!
Para fechar a noite, a presença do DJ Nuno Forte no palco principal animou os festivaleiros presentes.
Edu Miranda Trio traz ao palco e ao público, um show com uma sonoridade sui generis do Brasil, Portugal e África. O DJ Sargento Zundap encerrou a programação de sexta-feira no palco secundário. O espectáculo de fogo levado a efeito pela “Trupe Hilariante” conferiu uma dinâmica e ambiente muito peculiar ao “Espaço Castelo”.
As expectativas para o terceiro dia cresceram. E pode-se dizer que relativamente às actuações das bandas valeu bem a pena marcar presença.
O fenómeno Açoriano “ Os Tunalhos” trazem o humor e boa disposição ao Festival no Palco TMN. A interacção com o público, imagem de marca destes jovens irreverentes, animara a tarde de sábado.
Seguiu-se o workshop de beatbox pelo MC Zani e a continuação do workshop de percussão da responsabilidade dos Toca Rufar.
O Hip-hop de Kumar sobe ao palco principal conseguindo animar e divertir o bastante público presente deixando-o fascinado pela sua atitude, a sua intensidade e, claro, as suas músicas directamente relacionadas com o seu percurso de vida. Entra em palco a banda mais aguardada da noite, Fiction Plane, banda liderada por Joe Sumner, o filho de Sting. Logo na abertura, o incontornável “Two Sisters” levou o público ao rubro. Um espectáculo, ao qual, é impossível ficar indiferente.
Com uma sonoridade verdadeiramente relaxante e cativante, o Jazz, fez-se representar por André Fernandes Quarteto que inaugurou o palco TMN no terceiro dia do Festival.
O fecho da noite em ambos os palcos, ficou a cargo de dois DJs Portugueses. O palco principal contou com a presença do DJ Rui Da Silva e o Palco TMN a animação esteve a cargo do DJ Zé Amaral.
O entusiasmante projecto de Rock nacional, um misto de rock e blues foi-nos trazido pela banda Murdering Tripping Blues fez da tarde de domingo um verdadeiro convite à diversão em que a energia e emoção foram as palavras de ordem.
Chegada a última noite do Festival Maré de Agosto, a música tradicional polaca, fez-se representar, e muito bem, pela banda Warsaw Village Band. Nem os fortes aguaceiros conseguiram assustar os já muitos festivaleiros preparados para o último dia.
É chegada a tão esperada hora. O alemão Gentleman que dispensa apresentações agarrou a multidão numa celebração de boas vibrações e uma entrega total ao reggae.
No palco TMN a música tradicional, sempre muito apreciada, fez-se representar pelos Roncos do Diabo, sempre animadíssimos. Uma actuação com muita cumplicidade, energia e alegria conquistando facilmente o público.
O DJ Sargento Zundap fecha em grande o último dia de concertos no palco TMN. No Palco Principal, um nome sonante do djing em Portugal, DJ Xinobi.
De ressalvar o excelente empenho e profissionalismo da Associação Cultural Maré de Agosto, a força motriz deste festival sem a qual um festival desta qualidade não seria possível! Visitar Santa Maria é deixar-se contagiar pela simplicidade de um povo… É esse o desafio que te lançamos, e, acredita, não te vais arrepender… Em 2010 cá estaremos!
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