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Reportagem Smashing Pumpkins em Lisboa
Dec 11th
Apesar do frio ser muito, os fãs de Billy Corgan não foram minimamente dissuadidos a voltar para casa, já que a noite prometia o regresso de uma das bandas mais aclamadas dos anos 90.
Onze anos após o último concerto dos Smashing Pumpkins em nome próprio pelos nossos lados, sendo hoje a primeira de duas actuações no Campo Pequeno, em Lisboa para o encerramento da tournée, Corgan, o único elemento fundador da banda optou por arriscar e apresentou o novo álbum Oceania, desconhecido pela parte do público que tem lançamento previsto para o início do próximo ano.
Responsáveis pela primeira parte ficaram os Ringo Deathstarr, habituados a partilhar o palco com bandas como Johnny Foreigner e Built To Spill e acompanhantes de tournée de Smashing Pumpkins. Influenciados por bandas como My Bloody Valentine, The Cure e Fugazi, os Ringo Deathstarr apresentaram na noite de hoje o EP homónimo e o seu primeiro álbum Colour Trip.
Ao som de guitarras distorcidas, chegando ao ponto de causar uma leve comichão no ouvido, tocaram músicas rápidas que tomavam gradualmente uma intensidade exuberante, intensificadas pelo jogos de luzes electrocutantes que nos cegavam gradualmente. Recuperada a visão era nítido a enchente que preenchia o que restava do espaço vazio da sala e que esperava ansiosamente para o típico back to the 90’s com que o VH1 nos aborrece de vez em quando.
Pouco passava das 21h quando a sala explodiu ao ouvir "Quasar" e "Panopticon", com as guitarras frenéticas e impacientes de Corgan e Jeff Schroeder no que seria o primeiro levantar a cortina do Oceania. Apesar de ser possívelmente a primeira vez que grande parte dos presentes na esgotada Praça de Touros escutava os temas, não foi por tal que Corgan e os restantes elementos da banda deixaram de ser aplaudidos. De volta ao passado ouvimos "Starla" seguida de "Geek U.S.A", onde somos arrastados por solos prolongados e distorções de guitarras completamente notáveis que enchem a sala de ovoções, "Gish", "Siva", "Siamese Dream" foram mais uma passagem pelos primeiros álbuns que decerto conseguiram agradar às primeiras gerações de fãs da banda.
De volta às novidades demasiado prolongas que Oceania teve para nos oferecer, o público demonstrou-se impaciente, para não dizer desapontado, para o que esperava em parte ser uma jornada pelos êxitos dos anos de ouro do grupo norte americano. O facto de Corgan não ter dirigido uma única palavra aos presentes durante quase duas horas acabou por gerar uma ligeira apatia no público que apesar de aplaudir esperava um alinhamento com maior coerência, comunicação e acima de tudo espontaneadade. Claro que ninguém tenciona pagar um bilhete para ter conversas banais sobre a metereologia e afins com Corgan, no entanto seria preferível que este estimulasse o público e que fomentasse a necessidade deste se encontrar presente.
Entretanto e já mais para o final do concerto foi com os primeiros acordes de "Tonight, Tonight" que o público acordou para ouvir e cantar o single de 1995 capaz de agradar a pais e filhos e às mais diferentes faixas etárias que passado mais de uma década continuam com as letras na ponta da língua. É também ao fim de duas horas de concerto que Billy Corgan decide trocar umas palavras com os presentes.
De volta ao palco para o que seriam as últimas três músicas, a banda decide presentear o público com uma canção que diz não tocar frequentemente, neste caso referindo-se a "Today" que indubitavelmente acordou quem ainda não se encontrava desperto e que foi recebida com grande entusiasmo. Seguiram-se dois grandes êxitos, nomeadamente "Zero" e "Bullet With Butterfly Wings" fortemente aplaudidas e cantadas por todos os que preenchiam a sala.
Um concerto que desmonstrou diversas passagens e facetas de Corgan, que terminou de uma forma distinta e que será para repetir amanhã por uns e para os que não conseguiram bilhete para esta primeira noite.
Reportagem Festival Ecos do Sado 2011
Nov 1st
O Festival Ecos do Sado teve no passado fim de semana a sua segunda edição, dois anos após a edição de estreia.
O evento espalhou-se pelo que se pode considerar que sejam as três principais salas de concertos do underground setubalense neste momento. A Ecos tem sido uma das principais forças de organização de concertos em Setúbal, liderada pelo incansável João Miguel Fernandes, responsável também pelo recém estreado documentário "Setúbal Tem Alma Musical". Numa altura em que a afluência aos concertos na cidade tem ficado um pouco aquém da ambição, o momento de abertura deste festival passou o teste: Os Surveillance, duo composto por Tiago Martins (ex-Porn Sheep Hospital, Ella Palmer) e Inês Lobo, contaram com uma casa bem composta no bar ADN. O que se ouviu durante os 20 minutos do concerto foi um rock experimental maioritariamente conduzido pelo baixo – naturalmente simples e directo, apesar das referências noise e math. O verdadeiro descolar do concerto esteve no último tema, com o convidado Gonçalo Duarte dos Lydia's Sleep a acrescentar uma muito bem vinda camada de ruído de guitarra.
Aos Gato Por Lebre e aos Common Fluid, relativamente desconhecidos por estas bandas, coube a ingrata tarefa de evitar a debandada de um público desinteressado, lutando contra os problemas técnicos que foram surgindo. Os primeiros conseguiram entreter uma pequena parte do público com o seu indie-rock-tradicional-português (ver Diabo Na Cruz, Os Pontos Negros), ao passo que os segundos debitaram um rock alternativo à moda de Seattle.
Por último, e para uma plateia mais reduzida do que aquela que iniciou a noite, estiveram os Lydia's Sleep, uma banda que sofreu algumas metamorfoses ao longo do último ano. Os intercâmbios saudáveis com os portuenses Equations e os lisboetas I Had Plans trouxeram os setubalenses para longe do pós-rock melancólico da sua encarnação anterior, e para as praias do pós-hardcore e math-rock. Não é de admirar portanto que o reportório até agora conhecido, que os consagrou vencedores de ambos os prémios do Concurso de Bandas de Setúbal no princípio deste ano, tenha ficado de lado para este concerto.
Embora a duração do concerto tenha sido curta, por culpa de alguns atrasos, os rapazes mostraram que os novos temas estão sérios e vão dar que falar quando forem gravados.
Nota: A ausência da crítica ao concerto de Ella Palmer deve-se ao facto de o repórter ser elemento da banda.
A abrir as hostes do segundo dia, na Capricho Setubalense, estiveram os Wind Koala. Esta é uma das novidades no panorama setubalense, composta por membros dos defuntos Red Smoking Indians. Num concerto de apenas 15 minutos, os jovens apresentaram três temas de um indie pop barulhento e acelerado, actual e fresco, repleto de sintetizadores e ritmos dançáveis. Os Wind Koala tiveram a sua estreia ao vivo apenas uma semana antes deste concerto e contam com apenas 3 meses de existência, pelo que o caminho até agora se avizinha promissor.
Para os Deception Point, também de fora de Setúbal, temia-se uma debandada semelhante à do dia anterior, mas conseguiram combater a predisposição do público para a apatia. Apesar de alguns problemas com o som, entregaram de forma bastante sólida o seu rock duro com toques de prog.
Os Blame The Skies são uma das principais novas esperanças da cidade de Setúbal, e também os sucessores mais directos da escola dos More Than a Thousand e Hills Have Eyes. O que os destaca destes dois colossos do peso nacional são as guitarras virtuosas e um jogo de vozes mais elaborado – há duas variedades bastante distintas de grito e ainda os refrões melódicos do baterista Diogo Miguel a fazer lembrar Aaron Gillespie dos Underoath. Este é um dos pontos em que os Blame The Skies se destacam de outras bandas do género: a distribuição do trabalho vocal por três vocalistas (dois deles dedicados) faz com que nunca percam o fôlego. Os temas do EP "Home For Courage", produzido por Vasco Ramos (More Than A Thousand), podem ainda não ter uma diversidade à altura das capacidades da banda, mas as novas músicas apresentadas alargam o espectro estilístico dos Blame The Skies para extremos mais pesados e também mais leves. Haja dinheiro para gravar álbum.
Seguem-se os Moe's Implosion do Montijo, à beira do lançamento do primeiro álbum de originais, "Light Pollution" (a ser editado pela Raging Planet ainda este ano). Ao funk-metal de antigamente, os Moe's Implosion apuraram as sensibilidades melódicas e juntaram uma injecção de prog espacial, como o que se ouve na abertura do concerto com "Space Fado", mas também de riffs mais pesados a roçar o nu-metal (é bom ver que ainda existe quem apoie a causa). Num concerto que consistiu principalmente em músicas do álbum de estreia, ainda houve tempo para relembrar "Fat Phony Chicks" do EP Morning Wood, seguida de uma versão de "Feel Good Hit Of The Summer" dos Queens of the Stone Age. A energia em palco continua explosiva como sempre, e a interpretação das músicas foi a de uma banda muito coesa e segura. A fechar esteve o novo single "Tip Of The Tongue", com uma força superior à da gravação.
O último dia da segunda edição do Festival Ecos do Sado realizou-se à tarde no salão nobre do Club Setubalense e foi a derradeira surpresa do fim de semana, com uma casa muito bem composta. No início da tarde tocou Diogo Marrafa, um jovem habitué dos concertos da cidade por mão de várias bandas rock, mas desta vez em nome próprio. Apesar de alguma insegurança inicial terá conseguido estabelecer a empatia necessária com a sala para dar vida às canções acústicas que até agora eram um talento desconhecido do rapaz.
Por alteração de horários, Azevedo Silva, um dos dois nomes grandes do dia, actuou em segundo lugar, acompanhado de outro guitarrista e uma violinista. Directamente da linha de Sintra, a sua postura relaxada de comediante stand-up contrastou com o desfile de canções urbano-depressivas. O alinhamento, composto por temas fortíssimos dos três albuns a solo, não deixa margem para dúvidas: este é um artista cuja (injusta) ausência de apelo mainstream se deve apenas à negritude das canções. Como ele próprio comenta ao olhar para a setlist, o único título que evoca alguma pálida sugestão de alegria é "carrossel". Nem todas as pessoas que se deslocaram ao Club Setubalense nesta tarde de domingo esperavam ouvir refrões amargos como "sabe a pouco o que a vida nos reservou", de "A Morte", mas poucos terão ficado indiferentes. Os ânimos subiram com "Manel Cruz e a Canção da Canção Triste", perto do final, muito por culpa dos ritmos digitais acrescentados. Talvez seja esse o segredo para o eventual sucesso comercial do cantautor – uma secção rítmica para disfarçar um bocadinho a tristeza.
Em seguida actuaram os Kalafate, um projecto jovem de Setúbal que estava inicialmente programado para dar início ao espectáculo. Os temas envolviam experiências entre o blues e a música tradicional portuguesa, com uma interpretação simples e nem sempre certa. No final, o concerto incluiu ainda uma colaboração com o Charroco da Profundura (uma espécie de Zé Povinho de Setúbal, sustentado pelo Facebook), com gravações vocais que acompanhavam um instrumental da banda. Sendo um projecto tão verde, o concerto pecou pelo enquadramento entre dois artistas de nível – talvez a abrir o dia pudessem ter sido uma surpresa mais agradável.
Por fim, aquela que foi provavelmente a jóia da coroa do Festival Ecos do Sado, Rui Carvalho, também conhecido por Filho da Mãe. O guitarrista dos If Lucy Fell que em nome próprio se faz acompanhar apenas por uma guitarra clássica é neste momento um dos maiores virtuosos do país. Como é que um concerto em que a única voz é uma guitarra clássica é suficiente para prender a atenção de um salão nobre repleto de jovens e velhos nos dias que correm? Com um álbum verdadeiramente genial como é o "Palácio" (Rastilho, 2011), recheado de músicas épicas, que cruzam o clássico com o novo. No final do concerto, após um aplauso que parecia nunca mais acabar, o Filho da Mãe disse não ter mais músicas para tocar, e ameaçou "vocês não sabem onde é que se meteram", antes de se lançar num improviso noise carregado de loops e reverberação, para trazer o punk de volta à guitarra.
O aplauso voltou e o festival terminou em beleza, marcando pontos pelo ecleticismo que foi, em boa parte, recebido de braços abertos pelo público.
É de altos e baixos que se fazem as experiências culturais para remar contra a crise neste sector.
Fica a organização de parabéns, Setúbal vive.
D’Bandada Optimus Discos – Porto
Sep 28th

O projecto Optimus Discos vai invadir as ruas do Porto numa noite inédita com actuações de bandas e DJ’s em diversos espaços da zona da Galeria de Paris.
No próximo dia 15 de Outubro, o mote é “D’Bandada Optimus Discos - Bandas por todo o lado”, e a entrada é gratuita.
As bandas e DJ’s, ligadas ao projecto Optimus Discos, vão actuar em 13 espaços da noite e dia da cidade, como a Livraria Lello, o Café Ceuta, a Barbearia “Veneza”, o Plano B, o Café Lusitano e o Armazém do Chá.
O programa desta D’Bandada Optimus Discos conta com artistas provenientes de edições Optimus Discos já conhecidas, como os Linda Martini, Noiserv, Frankie Chavez, Dj Ride, You Can’t Win Charlie Brown, Dealema e de artistas que se preparam para integrar o catálogo da editora, como os The Doups, Nigga Poison e Osso Vaidoso.
O acesso aos concertos, todos gratuitos, é feito por ordem de chegada a cada um dos espaços e até à lotação das salas, sendo que, a todos os fãs que garantirem um lugar ser-lhes-á entregue uma pulseira que dá acesso à festa de encerramento.
Não fiques em casa, aproveita para te divertires com os teus amigos ao som de boa música.
Reportagem Kyuss Lives! no Incrível Almadense
Jun 24th
Os Kyuss decidiram voltar a fazer render o seu peixe. Marcaram dois concertos para Portugal, um em Almada com os Miss Lava na primeira parte e outro no Hard Club do Porto, com os Black Bombaim a assumirem a mesma posição.
Se muitos ficaram em casa pela ausência de Josh Homme (Queens of the Stone Age), como se isso fizesse sequer sentido, perderam talvez um dos regressos mais bem decididos da história dos regressos de bandas. O peso dos Kyuss, agora ressuscitados em Kyuss Lives!, assentou nos ombros do Incrível Almadense, cheio até ás guelras, mas mal preparado para o baixo grave e a voz californiana de John Garcia, que mesmo com uma porradona de anos em cima, está mais que bem tratada.
Josh Homme (tal como Scott Reeder) não se quis juntar a esta reunião e é Bruno Fevery que lhe ocupa – e bem, diga-se - o lugar, na guitarra. Dá-se início a Gardenia de "Welcome to the Valley". Há mais de 10 anos que os Kyuss não fazem nada, mas parece que não precisam. Se houve quem não saísse da sala com dor de pescoço, não é headbanger nem stoner que se preze. Hurricane mostra Nick Oliveri mais calmo atrás de um baixo do que atrás da sua voz (tipo, a Six Shooter dos QOTSA é o quê?). As provas de um guitarrista substituto exemplar era dadas durante os solos, particularmente, e durante toda a actuação de modo geral.
Spaceship Landing ou One Inch Man levavam Garcia a abanar-se com um ar cândido e aspecto galã e movimentos precisos de quem sabe de trás para a frente um repertório já antigo.
El Rodeo e Supa Scoopa and Mighty Scoop atingiram picos e ao mesmo tempo uma acalmia de peso, o Almadense já não sabia para onde se virar com tanto calor, mas para a frente era o caminho. O mosh entrou em cena, evidentemente e
na varanda, alguns mais descontrolados exprimiam a sua vontade de partilhar o caos que se vivia no primeiro piso.
As condições impostas pela sala impediram os Kyuss de tocarem a setlist na sua totalidade – como sempre, pequena demais, mesmo que tivessem tocado todos os álbuns de trás para a frente - e foi Green Machine que ocupou o lugar do adeus.
A prestação de Brant Bjork ficou ofuscada pelas paredes da sala, por mais força que um homem tenha nos braços, pouco se pode fazer a paredes que engolem som.
Não se pode dizer que tenha sido um concerto mau por isso, é, na verdade, a única falha a apontar. Os 4 músicos estiveram a "100%" e prometeram um regresso no próximo ano.
Reportagem Isto Não é uma Festa Indie – (Abe Vigoda e Evols)
May 5th
A oferta para a noite de 4 de Maio certamente terá deixado alguns indecisos: havia para ver e ouvir, no Queimódromo, uma festa indie (com os nova-iorquinos MGMT e os portuenses X-Wife) e, no Plano B, em plena Baixa da cidade do Porto, uma festa não-indie (com os californianos Abe Vigoda e os vilacondenses Evols).
É certo que (já se sabia) a maioria se decidiu pelos senhores da costa este (os MGMT), mas também é certo que os que se decidiram pelos da costa oeste (os Abe Vigoda) não ficaram mal servidos.
Para aqueles que escolheram o Queimódromo como plano A, nós contamos como foi no Plano B:
Esta edição do evento Isto não é uma festa indie, da Lovers & Lollypops, teve início com o trio de guitarras de Vila do Conde que dá pelo nome de Evols. Infelizmente, chegámos atrasados, mas consta que Carlos Lobo, França Gomes e Nuno Santos se deslocaram até ao Plano B para apresentar o longa-duração homónimo, tendo tocado Winter, Nova, Galaxie, Sea of Stars, I'm Too Young, Here Come the Waves e Walk to the Fire.
Depois, foi a vez de Abe Vigoda. Não do Abe Vigoda d'O Padrinho, mas dos Abe Vigoda da Califórnia (oriundos de Chino e a viver actualmente em Los Angeles) subirem ao palco e estrearem-se em palcos nacionais para mostrar a renovada sonoridade do seu quarto e mais recente trabalho de estúdio: "Crush", editado no ano passado pela Post Present Medium (E.U.A.) e pela Bella Union (Reino Unido). Com influências dos anos 80 e uma presença bastante mais óbvia dos sintetizadores (em relação a trabalhos anteriores), "Crush" foi considerado um dos 50 melhores álbuns de 2010, pela conceituada Pitchfork.
Michael Vidal, Juan Velazquez, David Reichardt e Dane Chadwick são os Abe Vigoda, uma das muitas bandas que frequentam o mítico The Smell, em Los Angeles, espaço de onde saíram nomes conhecidos do público portuense, como HEALTH (que tocaram na Casa da Música) ou No Age (que actuaram também no Plano B).
A setlist contou em grande parte com temas de "Crush" (2010), como: Dream of My Love (Chasing After You), Throwing Shade, November, Repeating Angel, To Tears, Pure Violence, Beverly Slope, We Have to Mask e Sequins; mas sem, no entanto, se esquecerem do anterior e muito diferente trabalho "Skeleton" (2008), tendo deste tocado dois temas: Bear Face e Skeleton.
Warpaint no Festival Paredes de Coura
May 4th
O grupo norte-americano Warpaint vai actuar o Festival Paredes de Coura.
A actuação está marcada para o dia 18 de Agosto. O quarteto feminino vem assim apresentar o seu ultimo album "The Fool", que recebeu criticas bastante positivas do mundo da musica. Foram também nomeadas pela BBC como "uma das bandas mais promissoras de 2011".
O Festival Paredes de Coura 2011 realiza-se nos dias 17,18,19 e 20 de Agosto de 2011 em Paredes de Coura, na praia fluvial do rio tabuão.
O bilhete diário custa 40 Euros e o Passe para os 4 dias custa 75Euros ou 65 Euros se comprado até 15 de Maio.
Reportagem Best Coast no Lux Frágil
Apr 21st
A discoteca Lux foi o local escolhido para acolher o regresso da banda californiana Best Coast. No dia 19 de Abril, pelas 22h, já se reunia uma pequena multidão que foi crescendo atè às 22h30, hora a que os Iconoclasts entraram em palco.
A banda portuguesa soube como cativar o público e os seus traços de pós-rock encheram os ouvidos de todos os presentes. Temas como Speedway revelaram ter potencial e a energia dos membros passava para lá do palco.
Durante o intervalo entre bandas, notaram-se algumas dificuldades na configuração do som dos instrumentos de Best Coast que provocaram um ligeiro atraso no horário do espectáculo. Problemas à parte, a banda entrou e logo a vocalista Bethany Cosentino cumprimentou todos e agradeceu por terem vindo. Bratty B deu início a um concerto que seria marcado, mais que qualquer outra coisa, pela péssima qualidade de som advinda de um mau arranjo prévio.
A vocalista repetiu a música após ter dado algumas indicações que melhoraram ligeiramente o som. Apesar disso, o mesmo continuava longe de aceitável. Wish He Was You seguiu-se, antes de Crazy For You, uma das preferidas dos fãs que encheram o local. Bethany fez questão de frisar como era a primeira vez que os Best Coast tocavam num sítio só para si, mencionando o concerto dado no ano passado em Paredes de Coura, no palco secundário. Os seguidores da banda estavam recordados e mostraram o seu apreço durante todo o concerto, através de gritos e palmas efusivas.
Com sons que lembram os anos 90, a música dos californianos enreda por vários caminhos diferentes; as letras simples e a voz pop da vocalista contrapõem-se ao som da guitarra, criando temas interessantes que cativam o público com uma simbiose energética.
Os espectadores tiveram direito a uma música fresquinha, Gone Again, entre outras mais conhecidas cuja letra não falhava aos fãs, tais como Summer Mood ou Boyfriend, tendo esta última sido dedicada pela vocalista a todos os presentes. Houve também tempo para momentos mais calmos, providenciados por temas como Our Deal e ainda uma cover da That’s the Way Boys Are, de Loretta Lynn.
Conforme o concerto decorria, o som permanecia bastante mau e as músicas começaram a soar todas ao mesmo, mas Something In the Way veio trazer novo fôlego, antes de um breve encore.
De volta ao palco, Each and Every Day foi a escolhida para finalizar o espectáculo. Com direito a uns minutos de puro instrumental, o tema acabou com palmas e um coro entre os fãs e Bethany, que se despediu com emoção dos presentes.
Como nota final, não posso deixar de reiterar que o som teve grande peso na avaliação de um concerto que poderia ter sido muito melhor caso os problemas técnicos não tivessem existido. Valeu o esforço da banda em tentar ultrapassar isso e presentear os fãs com a sua boa-disposição, energia e humor.
Paramore no Optimus Alive 2011
Apr 1st

Os Paramore estreiam-se em Portugal no Optimus Alive 2011 no dia 9 de Julho no Palco Optimus.
Liderados pela explosiva Hayley Williams, os Paramore juntaram-se em 2004 e passado apenas um ano editaram o disco de estreia, All We Know is Falling. O sucesso foi imediato e levou-os numa extensa digressão pelos Estados Unidos. Dois anos volvidos e estavam de volta aos discos com Riot! - o álbum que consolidou o sucesso dos Paramore e onde estava incluído o single Misery Business. Em 2009 foi editado Brand New Eyes, o terceiro longa-duração da banda e o responsável por transformar os Paramore numa das mais importantes bandas da actualidade, tendo chegado ao segundo lugar do top norte-americano e ao primeiro do top inglês.
O Festival Optimus Alive 2011 realiza-se nos dias 6, 7, 8 e 9 de Julho de 2011 em Oeiras, no Passeio Marítimo de Algés. O preço dos bilhetes é de 50 Euros, 99 Euros ou 129 Euros, Bilhete Diário, Passe para os 3 dias ou Passe para os 4 dias, respectivamente.
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TV on The Radio e Mona no Optimus Alive 2011
Feb 16th

Os TV on The Radio e Mona são as mais recentes confirmações para o Optimus Alive 2011.
As duas bandas sobem ao Palco Super Bock no dia 6 de Julho é a vez de Mona e no dia 9 de Julho TV on The Radio.
Para esta edição estão já confirmados, entre outros: Coldplay (6 de Julho), Foo Fighers (7 de Julho), Iggy And The Stooges (7 de Julho), Kaiser Chiefs (9 de Julho), White Lies (9 de Julho), e 30 Seconds to Mars (8 de Julho).
O Festival Optimus Alive 2011 realiza-se nos dias 6, 7, 8 e 9 de Julho de 2011 em Oeiras, no Passeio Marítimo de Algés. O preço dos bilhetes é de 50 Euros, 99 Euros e 129 Euros, Bilhete Diário, Passe para os 3 e 4 dias, respectivamente.
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Asian Dub Foundation em Portugal
Feb 4th
Os britânicos Asian Dub Foundation vão passar por Lisboa e Porto no mês de Março. Os dois concertos decorrem a 28 de Março no Santiago Alquimista e a 29 de Março no Hard Club.
Na bagagem trazem o novo álbum, "A History of Now", que tem edição marcada para dia 7 de Fevereiro.
A mistura explosiva de Dub, Electrónica, Rock e Jungle, acontece ácerca de 15 anos e os Asian Dub Foundation são considerados por muitos uma das melhores bandas ao vivo.
Contam com digressões com Primal Scream e Beastie Boys, entre outros, o sétimo álbum de originais "A History of Now" promete agradar os fãs portugueses. As portas abrem as 20 horas e os concertos iniciam-se às 21 horas.
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