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Passatempo Alpha Blondy – Verão na Casa 2011
Jul 13th

O Festivais de Verão em associação com a Casa da Música tem 4 convites duplos para te oferecer para Alpha Blondy. A lenda viva que pertence à história da África contemporânea, actuará no dia 19 de Julho pelas 22 horas na Sala Suggia da Casa da Música, o preço do bilhete é de 10 Euros.
Alpha Blondy - canções feitas em torno de todo o mundo por 30 anos. Vendendo mais de 20 milhões de álbuns, fora da África, distribuídos em 153 países, de Kingston a Jerusalém, a sua mensagem carregada pelo reggae universal toca aqueles que sonham com um mundo mais justo. Expressando também as preocupações do continente Africano em movimento. Em casa, na Costa do Marfim, Alpha Blondy surgiu como a voz dos sem vozes para se tornar um símbolo de esperança.
Combinando espiritualidade e compromisso político, Alpha liga-se ao seu destino como um pregador e mística política. Acrescentando uma longa lista de personalidades Africanas, heróis ou mártires, que o levou à reflexão sobre o continente e sua localização. Alpha canta os louvores de "Jah" Houphouët-Boigny, líder de uma África independente. Protestando contra o golpe militar e a espoliação do povo pobre. Muitas vezes contra a corrente, muitas vezes incompreendidas, as suas escolhas, as suas posições políticas estão no cerne da sua luta como um artista. Defensor da paz. Ele continua a cantar em todo o mundo. No auge da guerra civil no país, ele foi nomeado Mensageiro da Paz, primeiro com a Missão da ONU na Costa do Marfim e posteriormente da CEDEAO.
O novo álbum de Alpha Blondy, intitulado "Vision" já se encontra à venda desde Abril do 2011.
Clica Aqui para conhecer toda a programação da edição deste ano do Verão na Casa.
Reportagem Sonic Youth – Porto
Apr 24th
Quase 30 anos de carreira volvidos, dois Coliseus praticamente esgotados e o 15º registo de originais na bagagem. Foi este o cartão-de-visita dos nova iorquinos Sonic Youth, na passada noite de 23 de Abril.
O frenesim e a ânsia tornaram-se palpáveis com o aproximar das 22 horas, algo que culminou com a entrada da banda em palco, que prontamente se lançou a cerca de uma hora de temas quase exclusivamente centrados no mais recente "The Eternal".
Esta é uma atitude bastante comum por parte deste quinteto e que não deve ser encarada como um frete, pois demonstra a sua vitalidade criativa, que culmina com o lançamento quase constante de registos extremamente sólidos ao longo de uma carreira que de curta já nada tem.
Passando por temas como Sacred Trickster, What We Know e Massage The History, o novo álbum foi apresentado de forma irrepreensível e que fez justiça à qualidade do mesmo.
Contudo, o auge da noite sentiu-se na segunda metade do concerto, já num duplo encore. Uma visita a clássicos e pérolas, que com a idade só tem ganho novos contornos, quase intemporais, algo comprovável pelo elevado número de faixas etárias representadas no público. Passando por temas como Cross The Breeze e Death Valley 69, Thurston Moore, Kim Gordon, Lee Ranaldo, Steve Shelley e Mark Ibold comprovaram também a sua vitalidade física. Um mar de suor e sorrisos, foi o que sobrou depois deste concerto intenso.
Convém também salientar a abertura da noite por Manuel Mota, uma escolha bastante peculiar por parte da organização. Um aquecimento das hostes que se revelou completamente amelódico, perdido em deambulações demasiado aleatórias para ser possível tecer grandes elogios. Uma banda do calibre dos Sonic Youth merecia algo com mais pés e cabeça, talvez.