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Miley Cyrus no Rock In Rio Lisboa 2010
Feb 4th

O Rock In Rio anunciou hoje mais um nome para o Palco Mundo, Miley Cyrus. A estrela internacional do Disney Channel vem pela primeira vez a Portugal e vai subir ao Palco Mundo num dia dedicado à família.
Na bagagem traz o ábum “The Time of Our Lives” (2009) do qual fazem parte “Kicking and Screaming”, um tema co-escrito por Kara DioGuardi, do American Idol, e “Party In The USA”, canção produzido e co-escrita por Dr. Luke e que entrou directamente para o 2º lugar do top norte-americano.
O Rock in Rio-Lisboa aposta numa das artistas preferidas dos mais jovens confirmando que é um evento com música e entretenimento para toda a família.
O Rock in Rio Lisboa decorre no Parque da Bela Vista nos dias 21, 22, 27, 28 e 29 de Maio de 2010.
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Reportagem Super Bock em Stock – Dia 4
Dec 5th
A 2ª edição do festival Super Bock em Stock teve início esta noite, final de semana encurtada pelo feriado. Registando a adição de vários locais de espectáculo, como o La Caffé e Parque de Estacionamento do Marquês de Pombal, o evento repete a fórmula do ano passado, convidando os lisboetas a passearem pela Avenida da Liberdade, saltando de casa em casa. Voxtrot, Wild Beasts, Ebony Bones e Wave Machine eram os nomes mais esperados deste primeiro dia, tendo como The Legendary Tigerman, Samuel Úria e Blacklist, entre outros, as alternativas aos curiosos.
Os Bass-Off deram início ao festival, actuando na sala 2 do cinema São Jorge. Vencedores do Festival Termómetro, os caldenses apresentaram alguns temas do seu primeiro álbum Ohmónimo, envolvendo os poucos aventurados no seu rock experimental. No Maxime, é Anaquim que toca folk que revisita alguns êxitos portugueses, apresentando também o seu ep de estreia Prólogo. Prova que a organização do festival aposta fortemente em novos projectos.
Os aguardados Wild Beasts tomaram lugar no São Jorge, recebidos de sala cheia. Os ingleses deram um dos melhores concertos da noite, dando a conhecer algumas das músicas do recém-lançado Two Dancers, como "We Still Got The Taste Dancing On Our Tongues" e "Hooting & Howling". Inicialmente recebidos de forma pouco entusiasta pelos adeptos do SBES, a banda fascinou com os seus falsettos teatrais e o instrumental etéreo, mostrando que são uma das bandas do momento mais interessantes.
No entanto, no Tivoli, a espera por Ebony Bones, a artista, produtora e actriz irreverente, já totalizava os 30 minutos, mas os fãs ansiosos dão luta. Ao entrar o furacão de cor, ritmo e música da banda de suporte e da própria, estão todos de pé, prontos a aplaudir este fenómeno, considerado pelo festival South by Southwest uma das melhores contribuições de 2009. A África psicadélica é o tema: com o seu electrónico tribal, com cheirinho a funk e pós-punk, entre muitos outros, Ebony Thomas, de nascença, não fica indiferente a ninguém e não pára até estar tudo a mexer. Quase sem pausas, quase sem fôlego, Ebony apresenta alguns temas do Bone of My Bones (2009) de estreia, com tempo ainda de convidar uma rapariga ao palco para substituir uma das suas cantoras, impossibilitada de visitar o país devido a problemas com o seu visto. Versão extravagante de Another Brick in The Wall, de Pink Floyd, também não falta. Ao mesmo tempo, são os Wave Machines que, segundo relatos, surpreendem os admiradores com o electrónico minimalista no Cabaret Maxime - faz falta uma máquina do tempo!
No São Jorge, Mikkel Solnado e Gabriel Flies vêm da Dinamarca para acolher o público tímido com a característica forma intimista. Em gestos e sorrisos "tu cá, tu lá", o produtor/cantor/compositor português Mikkel (para os curiosos, filho do actor Raul Solnado) brinca e encanta ao som de um bonito e melodioso pop-rock, em temas como "We Fell".
Outro dos nomes mais aguardados da primeira etapa do Stock são os Voxtrot. Banda de Austin, Texas e liderada por Ramesh Srivastava, já totaliza 3 eps e um álbum de estreia, apresentado em 2007, ora, de certa forma não podem ser considerados iniciantes. De entrada pouco efusiva, quase despreocupada, os artistas mergulharam logo no indie pop dançável , contagiante e de bom humor - brinca-se com a falta do português e o encanto pelo país lusitano. Tanto com "Mothers, Sisters, Daughters and Wives" como com "Firecracker", os Voxtrot ganham a simpatia da plateia do São Jorge, quer com a sua sinceridade deprimente, quer pelo ar de quem não faz mal a uma mosca. No entanto, se, aos que desconheciam os laivos twee e ternos da banda da guarda Pitchfork, apenas provocavam simpatia, o set dos texanos parecia quase unicamente dirigido aos fãs, poucos mas interessados, marcando presença. Srivastava não deixa de saltar pelo palco com o entusiasmo de quem recebeu uma guitarra pela primeira vez. A novidade dá lugar ao cansaço e o formato dos Voxtrot acaba por cansar pela repetição, porém, marca para "Steven", onde se trocam as guitarras pelas teclas e para os pedidos de casamento do líder da banda, aceitando qualquer habitante luso.
É precisamente um nome português que faz furor do outro lado da Avenida - Paulo Furtado, mais conhecido como The Legendary Tigerman, espalha os blues num Tivoli lotado. One-man band exigente, mostra primo e rigor na exibição dos novos temas de Femina, acompanhados por videoclipes que o festivaleiro podia visionar em dois ecrãs no palco. Femina dedica-se ao homem que adora as mulheres e que se aproxima delas através da música, ora, Furtado é acompanhado de várias convidadas especiais. Precisamente, Rita Redshoes, Phoebe Killdeer (repetente no Stock) e Claudia Efe foram sedutoras na partilha do foco de luz com o membro integrante dos Wraygunn e animam as massas na falta de Maria de Medeiros, que também entra no último esforço do artista. Os êxitos anteriores não são esquecidos e o público é presenteado com "Honey, You're Too Much", na voz de um Paulo Furtado carismático, mas também imprevisível. O Homem tigre toca sozinho, como já dito, na tradição dos blues men do Mississipi que tocavam e encantavam sozinhos. Pena que no meio de tanta função e instrumento, o nosso Conimbricense seja sempre atropelado por problemas técnicos e que pouca paciência tenha para os mesmos - foco para o arremessar da guitarra, à semelhança da edição do Super Bock Super Rock, em 2007, em pleno palco secundário.
Quase no encerrar da noite, ainda há tempo para visitar os Easyway, que na segunda sala do São Jorge apresentam o novo álbum e filme Laudamus Vita. Uma ideia interessante celebrada pelos rockeiros, que, numa onda DIY (do it yourself), escreveram o guião, produziram, filmaram e editaram o projecto cinematográfico. Se este pouco nos cabe comentar, resta dizer que o punk rock melódico apresentado pouco ou nada tem de novo, num estilo estagnado e pouco inovativo.
Por fim, num Parque de Estacionamento algo macabro a horas avançadas da noite, os Orelha Negra apresentavam versões conhecidas em formato groove, jazz e hip hop, acompanhadas por banda, aos poucos resistentes. Marcelinho da Lua encerrou o primeiro dia deste festival.
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Reportagem Rammstein @ Pav. Atlântico
Nov 9th
O Pavilhão Atlântico vestiu-se a rigor para rever os alemães Rammstein, já bem conhecidos do público português. Os noruegueses Combichrist ficaram encarregados de abrir o concerto e não desiludiram. Inicio com notas quase circenses para uma explosão repentina de luz e música ao som de "All Pain Is Gone", do mais recente álbum "Today We Are All Demons".
Com um arranque assim, os Combichrist não podiam parar, e assim foi. Pé no acelerador até ao final aproveitando para apresentar mais temas do último álbum, com êxitos anteriores à mistura. O tempo escasseava, mas antes imponha-se uma pergunta: "What The Fuck Is Wrong With You People?" foi a musica escolhida para fechar. Nota muito positiva para os Combichrist que deixaram o público de água na boca.
A tour de apresentação do novo e já polémico "Liebe Ist Für Alle Da" ia começar. 20 anos após a queda do muro de Berlim, são os Rammstein a quebrar um em Lisboa para que os lisboetas pudessem assistir a um concerto dos germânicos. Feixes de luz saídos das brechas feitas pelas guitarras de Richard Kruspe e Paul Landers, contrastavam com todo um fundo negro, que rapidamente se desfez, para que Till Lindemann quebrasse o centro do muro com um maçarico e cantasse "Rammlied", em tons de oração. Tema de abertura escolhido a rigor.
A aposta no novo álbum continuou com "B******** " e "Waidmanns Heil", e teve boa aceitação. Em noite fria, não faltou pirotecnia para aquecer o Atlântico e seguiram-se alguns temas de álbuns anteriores com destaque para "Feuer Frei". Em forma de sátira surgiram em palco Nenucos pendurados em ganchos.
Seguiu-se "Frühling In Paris", entoada fortemente pelo devoto público, que teve direito à graditão do vocalista bávaro. Num concerto à velocidade da luz, nem esta balada conseguiu travar o poderio da música dos Rammstein. Enquanto o teclista Christian Lorenz era espancado e quase queimado numa banheira onde Till despejou faíscas do cimo de uma plataforma em palco, ouviu-se "Links 2 3 4" e o clássico "Du Hast", que tiveram o condão de pôr o publico português especialmente participativo, novamente com o vocalista a agradecer. Durante "Links 2 3 4" Till e os dois guitarristas enfocinharam-se de um lança-chamas e literalmente dispararam fogo das suas bocas, o que levou até à presença de uma autêntica tocha humana.
Faltava a música mais polémica do último mês, e antes de recolher ao backstage, a banda acedeu ao pedido e tocou "Pussy", durante a qual Till controlou um canhão disparando espuma sobre as primeiras filas, aludindo claramente à letra do tema e assemelhando-se com os ornamentos no microfone. Os Rammstein presentearam ainda os portugueses com dois encores, em que dispararam quatro clássicos ansiados pelo público, aproveitando para mais um tema novo pelo meio. "Sonne", "Ich Will", "Seemann" e "Engel" fizeram as delícias dos presentes, que cantando (como aliás fizeram durante todo o espectáculo), se despediram categoricamente da banda. A banda de Berlim trouxe toda a bagagem consigo abrindoa tour em força, com um concerto que ficará na memória dos portugueses, não só pela música, mas pelos fogos e explosões ensurdecedoras e até por algum teatro feito ocasionalmente.
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Tudo encaixou na perfeição e os Rammstein provaram mais uma vez porque são uma das melhores bandas ao vivo do momento.



















