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Reportagem Patrick Wolf em Lisboa
Oct 17th
Se existem artistas bem amados pelo povo Português, o britânico Patrick Wolf certamente se encontra na longa lista de nomes de músicos. Voltando a Portugal pela enésima vez, o talentoso singer/songwriter teve a oportunidade de apresentar o seu último esforço, Lupercalia, num concerto curto, que durou cerca de uma hora e um quarto, mas que se mostrou memorável aos presentes. Foi também a oportunidade de ficarmos a conhecer o TMN ao Vivo, a nova sala de concertos lisboeta que substituiu o antigo Armazém F e que, embora tenha um ambiente agradável, se mostrou pouco adequada para um artista que já tem uma certa magnitude. Concentremo-nos na performance, no entanto.
Noite quente, público expectante e casa cheia e as condições necessárias a uma grande noite de música estavam reunidas, esperando-se apenas a entrada do artista. Acompanhado por cerca de cinco músicos, incluindo uma violinista e uma saxofonista, Patrick Wolf foi recebido em palco de forma entusiasta, começando, desde logo, com "Armistice", do recente Lupercalia, álbum predominante na escolha da setlist. Numa vertente mais pop, mais comercial, o novo esforço do londrino vê-lo também mais optimista e esperançoso, e é, assim, óbvia a predominância de Lupercalia na escolha da sua setlist – Patrick Wolf partilha a boa disposição do seu material, demarcando-se do cantautor sombrio e melancólico que lançou o excelente Wind in the Wires, em 2005. A sentimental "House" e a conhecida "Time of my Life" marcam o início de um concerto agitado, energético, que dá espaço para o artista se expressar como melhor sabe, num estilo que é absolutamente seu.
É, então, claro que a direção musical do seu material pode ter mudado ligeiramente, mas Patrick Wolf não se separa da sua identidade e do seu sentido estético muito próprio, que o demarcou dos singer/songwriters do seu tempo. A sua fantástica e potente voz e os maneirismos singulares nunca deixam de surtir efeito e as melodias dos seus temas continuam a passar quer pelo folk romântico, quer pelo electro pop estranho e, por vezes, até tenebroso. A tripla "Damaris", "The Libertine" e "Augustine" demonstram-no bem e Wolf passeia-se pelo palco lisboeta confiante, dividindo-se pelo violino, a harpa e o teclado.
Se o público português era demasiado grande para a sala de espetáculos, este parecia de inicio expectante, e não muito reactivo, para além das filas fronteiras de fãs devotos que se derretem aos pés do seu ídolo. No entanto, nada que o carisma do artista não consiga rectificar: Patrick debate-se sobre o charme do país ("There's something about Portugal.") e não hesita em dar atenção aos seus fãs, transpondo a barreira entre o palco e a plateia e tocando nestes. A resposta é lenta, mas é totalmente assegurada nos temas finais do concerto, especialmente com "Who Will?" de The Bachelor, tocada ao vivo em versão remix.
Se calhar é mesmo o teatralismo de Patrick Wolf que o torna uma figura tão interessante de ver ao vivo, desde os vídeos projectados deste, em slow motion, com um lobo, quer às mudanças de guarda-roupa (de uma camisola dourada cintilante a um macacão polka dot preto e branco) - de qualquer maneira, estamos convencidos.
Seguiu-se um curto encore, com "Hard Times" versão remix também, a célebre "Magic Position" e a nova "The City", que resultam numa absoluta euforia entre os fãs.
Lamenta-se a duração algo reduzida e talvez a falta de "Tristan" no alinhamento, no entanto, fica a memória de um concerto que fez jus tanto ao enorme talento musical de Patrick Wolf, como às expectativas de um público cada vez mais fã.
Reportagem Two Door Cinema Club – Lisboa
May 27th
No dia 26 de Maio, a TMN inaugurou o Espaço TMN naquele que era o antigo Armazém F, com o projecto “TMN ao Vivo”. Os convidados para a estreia foram os norte-irlandeses Two Door Cinema Club, que nunca tinham estado no nosso país mas já haviam sido confirmados para o festival Paredes de Coura deste ano. Lotação esgotada num recinto agradável, dinâmico e amplo, onde as bebidas fluíam e doces eram servidos.
Pouco passava das 22h30 quando a banda pisou o palco. As pessoas apertavam-se e o ambiente de festa já se fazia sentir antes dos primeiros acordes. A abrir – tal como acontece no álbum de estreia “Tourist History” – esteve “Cigarettes in the Theatre”. Foi fácil perceber que iria ser um concerto memorável através da energia e boa-disposição que todos os membros da banda emanavam. Alex Trimble, vocalista, apresentou a banda e agradeceu a todos os que puderam estar presentes nesta estreia dos Two Door Cinema Club em solo nacional.
Os fãs eram muitos e “Undercover Martyn” levou a multidão ao rubro. De letra bem estudada, o público saltava e dançava, em ambiente de festa. Foram tocados temas mais antigos, tais como “Hands Off My Cash”, “Handshake” e “Costume Party” que, embora não constem do álbum da banda, eram conhecidas de vários fãs presentes na plateia.
Embora pequeno, o palco não criou obstáculos aos músicos, que se mexiam e dançavam ao som das guitarras e sintetizadores característicos dos seus temas. Temas esses, breves e vigorosos, óptimas músicas de Verão, que faziam a delícia de um público maioritariamente jovem e bastante entusiasta. Todos os temas foram recebidos com excitação, uns mais que outros, como foi o caso do single “Something Good Can Work” ou “You’re Not Stubborn”.
Com cocktails a serem servidos aos membros da banda e a prova de que o público estava ali para uma noite inesquecível, não foi difícil atingir um clima de cumplicidade entre a banda e audiência. O facto de o recinto apenas albergar 1150 pessoas contribuiu para o aspecto intimista do evento.
“What You Know”, uma das letras melhor sabidas, antecedeu o encore, durante o qual se ouviu sobretudo “I can talk, I can talk” em gritos da multidão. O público mereceu uma vénia por parte de Alex e “Come Back Home” antecedeu então a aguardada “I Can Talk”. O mesmo tema estará presente em campanhas futuras da TMN. Na despedida, um sentido «obrigado» e um «vemo-nos muito em breve».
Curto, mas enérgico, o concerto de estreia da banda abriu, sem dúvida, um precedente para quem estiver presente também em Paredes de Coura. A presença em palco dos Two Door Cinema Club surpreendeu e o à-vontade com que encararam este novo público foi admirável.
Uma estreia notável do conceito “TMN ao Vivo”, cujos futuros espectáculos se esperam tão bons – ou melhores – que o da inauguração.
Jamie T e Peter Hook em Paredes de Coura
May 27th

Depois de ter sido anunciado The Prodigy, foi hoje anunciado Peter Hook e Jamie T para o festival Paredes de Coura.
Peter Hook, o antigo baixista dos conhecidos Joy Division vai marcar presença no dia 30 de Julho, tocando na integra o album "Unknow Pleasures" de Ian Curtis, em jeito de homenagem pelo seu trigésimo aniversário relativamente à sua morte.
No ultimo dia, 31 de Julho, sobe ao palco Jamie T. Este inglês com influências punk, rap, folk, americana, hip hop é um já conhecido devido ao seu album de estreia "Panic Prevention", tendo ganho inumeros elogios por parte da critica musical. Depois de Glastonbury e T in the Park, Jamie T aterra no festival Paredes de Coura.
O passe de 4 dias com campismo comprado até 17 de Maio fica por 60 Euros e a partir de 18 de Maio por 70 Euros.
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