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Low no Festival Para Gente Sentada
Jan 31st

Depois ter sido anunciado o primeiro nome para o Festival para Gente Sentada, chega hoje mais uma confirmação: Low
A banda de indie rock, formada em 1994, são um dos icones mundiais da cena independente e chegam ao nosso país para apresentar "C`mon", que foi gravado numa antiga igreja em Duluth, Minnesota. Os Low actuam no dia 24 de Março.
O Festival para Gente Sentada decorre nos dias 24 e 25 de Março de 2012 em Santa Maria da Feira, no Cine Teatro António Lamoso.
O bilhete para um dia custa 22€ enquanto que o passe para os dois dias tem um custo de 33€ e estarão à venda a partir do meio dia do dia de hoje nos locais habituais.
Cartaz Festival Para Gente Sentada 2012
Reportagem Adam Green
Mar 5th
Mais uma noite de concertos no Santiago Alquimista, depois de The Fiery Furnaces e The Album Leaf, na semana passada. Coube a Adam Green, pioneiro do anti-folk e antiga metade dos The Moldy Peaches, encher a casa (ou não), na primeira vez que actua em Portugal com banda.
Deu as honras Ish Marquez, que, ao apresentar o seu novo disco "Ahab’d Again", presenteou uma experiência surreal musical. De guitarra em punho, o nova-iorquino, certamente sob influências, subiu ao palco e de tudo fez: ora não acertava com o cabo da guitarra nem nas suas cordas, ora parava a meio das músicas para vociferar as letras à tímida (e única) fila da frente, rosnando-lhes pouco depois. Se a recepção não era a melhor, Marquez parecia bastante satisfeito, afirmando que era um prazer tocar em Portugal e que o Alquimista estava cheio de “gente bonita – beautiful!”. Uma alma criativa, portanto.
Se o quadro parecia feio, depois de tal abertura, Adam Green dispôs-se a agitar as massas logo que entrou. Ora, Green parece ter um carisma incontornável, equilibrando uma voz de crooner com o instrumental muito 70s, especialmente nos temas do último trabalho, Minor Love (2009), não deixando, no entanto, de ter um pézinho no acústico de singer/songwriter.
Foram muitos os amores menores – “Cigarette Burns Forever” começou em grande, em “Give Them a Token” e “Boss Inside Me” Adam assemelhava-se a um Leonard Cohen muito mais novo e suado e em “Goblin” interagia com a multidão. Saltava, dançava, fazia crowd-surfing e espalhava amor pelos fãs fronteiros, sempre numa boa disposição e imprevisibilidade constantes.
No entanto, muitos outros momentos foram dignos de realce: os saltos à coelho em “Bunnyranch”, as histórias sobre MC Hammer e o casaco de cabedal usado mais de 40 vezes em palco, tal como a muito pedida “Carolina” e o êxito de homenagem a “Jessica” Simpson. Uma versão de “What a Waster”, dos britânicos Libertines, coloca Green na boa fé de alguns fãs agitados, mas como não poderia?