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Posts tagged Abertura
Reportagem Sonic Youth – Porto
Apr 24th
Quase 30 anos de carreira volvidos, dois Coliseus praticamente esgotados e o 15º registo de originais na bagagem. Foi este o cartão-de-visita dos nova iorquinos Sonic Youth, na passada noite de 23 de Abril.
O frenesim e a ânsia tornaram-se palpáveis com o aproximar das 22 horas, algo que culminou com a entrada da banda em palco, que prontamente se lançou a cerca de uma hora de temas quase exclusivamente centrados no mais recente "The Eternal".
Esta é uma atitude bastante comum por parte deste quinteto e que não deve ser encarada como um frete, pois demonstra a sua vitalidade criativa, que culmina com o lançamento quase constante de registos extremamente sólidos ao longo de uma carreira que de curta já nada tem.
Passando por temas como Sacred Trickster, What We Know e Massage The History, o novo álbum foi apresentado de forma irrepreensível e que fez justiça à qualidade do mesmo.
Contudo, o auge da noite sentiu-se na segunda metade do concerto, já num duplo encore. Uma visita a clássicos e pérolas, que com a idade só tem ganho novos contornos, quase intemporais, algo comprovável pelo elevado número de faixas etárias representadas no público. Passando por temas como Cross The Breeze e Death Valley 69, Thurston Moore, Kim Gordon, Lee Ranaldo, Steve Shelley e Mark Ibold comprovaram também a sua vitalidade física. Um mar de suor e sorrisos, foi o que sobrou depois deste concerto intenso.
Convém também salientar a abertura da noite por Manuel Mota, uma escolha bastante peculiar por parte da organização. Um aquecimento das hostes que se revelou completamente amelódico, perdido em deambulações demasiado aleatórias para ser possível tecer grandes elogios. Uma banda do calibre dos Sonic Youth merecia algo com mais pés e cabeça, talvez.
Passatempo Chillout Session 04
Apr 16th
A 4ª Edição do Chillout Session decorre na Faculdade de Arquitectura de Lisboa no dia 30 de Abril de 2010. O Festivais de Verão tem 10 bilhetes para te oferecer para este Festival Universitário de Música Electrónica.
Entre os nomes confirmados encontram-se Danger, NT89, Drop Top, Partysheet, Cleymoore, Cyantific, BTK, Alif b2b Noleaf, Subway, Mee_k e Groovekid.
A abertura das portas dá-se pelas 22 horas e existirão transportes gratuitos a partir do Cais do Sodré. O preço do bilhete é de 12€ no próprio dia.
Participa aqui.
Reportagem Isis @ Teatro Sá da Bandeira
Dec 1st
No passado dia 29 de Novembro, o Teatro Sá da Bandeira serviu de palco para um dos concertos mais aguardados dos últimos anos. Os norte-americanos Isis fizeram crescer um burburinho sobre eles próprios no decorrer da última década, atingindo já um estatuto de culto. Não é portanto de estranhar que a sala de espectáculos da baixa portuense tenha ficado muito bem preenchida. Contudo, a abertura do palco coube a dois projectos menos mediáticos, mais propriamente aos finlandeses Circle e aos americanos Keelhaul.
Os Keelhaul entraram em palco por volta das 21h30, e libertaram uma grande descarga de um metal voltado para o stoner e para o progressivo. Actuando durante cerca de 30 minutos, conseguiram captar a atenção das fileiras já presentes no teatro.
Em seguida foi a vez dos finlandeses Circle tomarem de assalto o palco para uma actuação completamente extravagante. Estando a aproximar-se da segunda década de existência, este quarteto apresenta uma actuação planeada e teatral, revelando bastante à-vontade e experiência. Contudo, os seus contornos mais avant-garde e virados para o krautrock e para o progressivo provaram ser um pouco demais para grande parte do público, que não parecia muito satisfeito com o que estava a ver.
Finalmente, a encerrar a noite deu-se o verdadeiro começo. O quinteto californiano que dá pelo nome de Isis entrou no palco de forma humilde e relaxada. A primeira música que se fez ouvir foi a “Hall of The Dead”, que acabou por servir de mote para a apresentação do seu mais recente trabalho, intitulado Wavering Radiant. Seguiram-se então mais seis músicas intensas e avassaladoras, retiradas maioritariamente dos seus últimos dois álbuns. No entanto, o clímax foi atingindo no encore. Começando com “Carry” (do seu já clássico Oceanic) e acabando com uma “Altered Course” extremamente alongada.
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Aaron Turner e companhia despediram-se do palco e de hora e meia que provou ser o suficiente para um dos concertos mais poderosos que se fez sentir nos últimos tempos.
Micachu & The Shapes + Aquaparque @ Plano B
Nov 22nd
Na passada sexta feira, o Plano B serviu de palco para uma noite encabeçada por uma das grandes promessas britânicas do momento, Mica Levi e os seus The Shapes.
As honras de abertura couberam, no entanto, aos Aquaparque, banda portuguesa constítuida por Pedro Magina e André Abel.
Com apenas uma mesa de mistura e alguns teclados, este duo fez renascer a pop portuguesa dos anos 80, uma espécie de modernização de grandes nomes como António Variações, Carlos Paião e Heróis do Mar, aliando essa vertente pop a laivos de experimentalismo. Apesar de o público não ter aderido em massa ao concerto, este serviu a sua função, aquecendo os presentes para o que viria a seguir.
Foi por volta da uma da manhã que a jovem Mica Levi subiu ao palco, acompanhada pela sua modesta banda. Com uma presença extremamente peculiar, a britânica lançou-se a cerca de 45 minutos de musica desengonçada e presa por fios ténues, mas num bom sentido, contagiando todos com pequenas injecções de pop irrequietas e sempre a brincarem com as noções de ritmo do público.
Apesar de possuir treinamento clássico, a jovem de 22 anos não se deixa prender a ideias pré-concebidas, pelo contrário, procura abrir novos horizontes e criar melodias originais, sem no entanto deixarem de ser viciantes como qualquer canção pop. Passando por temas como "Lips", "Golden Phones" ou "Calculator", deu-se por terminada a apresentação de Jewellery, album de estreia deste trio, com uma pequena saída de palco na ultima musica e uma enchurrada de palmas e ovações por parte de uma audiência rendida por completo a excentricidade e beleza da musica que lhes havia sido oferecida.
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Os Micachu & The Shapes deixaram uma impressão tremenda, fazendo crer que, mais tarde ou mais cedo, a sua musica irá passar a um nível de reconhecimento superior e completamente merecido. Um dos concertos do ano, sem grandes dúvidas.
Reportagem The Mary Onettes @ MusicBox
Oct 11th
No Sábado, dia 10 de Outubro, o Musicbox trouxe-nos The Mary Onettes à capital.
A abertura do concerto ficou ao encargo da banda madrilena Layabouts. Uma banda energética, que contou presença no Festival Paredes de Coura deste Verão, com riffs poderosos que facilmente nos puxam para a pista de dança com o seu garage rock contagiante.
Após a apresentação de músicas como “You Got It”, pertencente ao novo álbum lançado no passado mês de Setembro e intitulado de “...And They Ran Into The Woods”, os Layabouts puxam a audiência, com vontade de dançar, para a frente do palco com o seu mais recente single “Corrupted Scene Behind The Stage” e que por lá continua hipnotizada pelas guitarradas fortes de temas como “Cut My Strings” do álbum homónimo da banda. “Inside Looking Out”. A cover de The Animals prevê o fim do concerto com “Fine For Me”, um tema pujante com guitarradas fortes que nos deixou extasiados pela sua energia.
Oriundos da Suécia, os Mary Onettes criam uma fusão harmoniosa entre o rock dos anos 80 e a cena indie actual. Contam já com um álbum homónimo e 3 EPS; e preparam-se para lançar Islands do qual apresentaram “Puzzles”.
Temas como “Dynamo” e “Void” extasiaram a audiência com o seu bit identificável com um post-punk mais melodioso. Em tom de brincadeira, o vocalista aproveita então para sugerir que o público oferecesse cerveja à banda (pedido esse que depressa foi correspondido).
Philip Ekström - vocalista/guitarrista - anuncia que em “The Disappearence Of My Youth” virará as costas ao público para se juntar à teclista da banda, no órgão.
Partilhando uma balada, “God Knows”, o grupo consegue acalmar a sala, prevendo o ponto alto em “Explosions”, o conhecido tema que antecipou o encore.
Com um público bastante efusivo, os suecos regressaram rapidamente ao palco e acabariam por tocar mais dois temas. “Whatever Saves Me” seguida pela tão ansiada “Lost”, que acabaria por pôr assim fim ao belíssimo concerto.
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Reportagem Marés Vivas 2009 (1º Dia)
Jul 17th
Uma hora depois, foi a vez de Sizo, outro grupo da Invicta, que foram igualmente bem recebidos pelo público, que não se acanhou na hora de dar apoio aos talentos locais.
Depois de um espectáculo que durou aproximadamente uma hora e que fechou o primeiro dia do Palco Novos Portugueses, foi tempo de esperar ansiosamente até as 22 horas, hora de estreia do Palco Principal.
Com efeito, os pontuais Lamb subiram ao palco para uma primeira actuação que aqueceu as hostes na Praia do Cabedelo com um grande concerto, revelando que o culto à banda ainda se mantém após cinco anos de ausência do país e que os principais hits não estão de forma nenhuma esquecidos.
Também sem atrasos, começou o concerto dos escoceses Primal Scream, que impuseram o seu estilo electro-rock que ajudou a aquecer a noite à beira-rio, num espectáculo que não encheu as medidas aos mais críticos ou menos apreciadores do estilo, não conseguindo manter o entusiasmo criado no público pelo concerto anterior e as altas expectativas do que se seguia.
Foi assim, com grande entusiasmo e espectativa que se esperava a entrada de Kaiser Chiefs. De longe o concerto mais esperado, estes senhores de Leeds brindaram o público com um espectáculo, musical e visualmente acima da média. Enérgicos e carismáticos, conquistaram os festivaleiros logo aos primeiros acordes. O público efectivamente rendido, correspondia em uníssono a todas as investidas de Ricky Wilson em cativar a assistência, que incluiram diversas acrobacias e viagem até ao cimo dos bares no meio do público. No final, houve ainda direito a encore, brindando o público com mais três temas, pondo assim fim a um concerto cheio de adrenalina.
Após o concerto, a festa continuou até de madrugada com MAU num Dj Set para acompanhar os mais resistentes.
Hoje, dia 17 a noite conta com Cazino e Fonzie, no palco Novos Portugueses, a preparar o muito público esperado para os concertos de Secondhand Serenade, Guano Apes e finalmente, Scorpions.
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