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	<title>Festivais &#187; Abanar</title>
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		<title>Reportagem Shout Out Louds no Santiago Alquimista</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Apr 2011 12:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Festivais</dc:creator>
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Concerto de uma noite de Verão

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<p style="text-align: center;">Concerto de uma noite de Verão</p>
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<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Shout Out Louds" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/tn_Shout_Out_Louds_01.jpg" /></a>Foi numa noite de temperaturas altas (como têm sido todas) e céu limpo que os <strong>Shout Out Louds</strong> actuaram para um <strong>Santiago Alquimista</strong> minimamente composto (a cerca de meio gás), mostrando ao vivo aquilo que já mostravam em disco: nada de particularmente original ou impressionante, mas competência e energia mais que suficientes para fazer qualquer um esboçar um sorriso e abanar o corpo.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Shout Out Louds" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/tn_Shout_Out_Louds_05.jpg" /></a>O concerto não foi talvez tão coeso como poderia ter sido (algumas músicas mais calmas quebraram o ritmo, perdendo a atenção do público), nem nunca se aproximou do memorável ou genial, mas nem todos os concertos têm de chegar a tal. Mais que competentes e com as suas canções meio pop meio rock, a banda sueca fez uma bonita e agradável festa, criando sorrisos facilmente visíveis no público quase sempre dançante (que teve, por si só, a coesão que faltou ao concerto: quando era para dançar, dançavam todos; quando tudo ficava mais calmo e a atenção se perdia, era assim com todos os presentes) e um ambiente de celebração. Não será certamente um dos concertos do ano nem ficará por muito na memória dos presentes, mas dificilmente alguém se terá arrependido de ter ido.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Shout Out Louds" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/tn_Shout_Out_Louds_06.jpg" /></a>Desde logo tiveram um bom início, com 199”, primeira faixa de “<em>Work</em>”, o seu mais recente disco que foi lançado no ano passado, a proporcionar um arranque energético e quase eufórico. Aquele teclado funciona lindamente com aquelas guitarras, e aquele baixo funciona lindamente com aquela bateria; não são músicos geniais, mas sabem bem o que fazem. O quinteto funciona bem em palco, interpretando de forma sempre competente e sem falhas as canções que se em disco dão vontade de abanar a cabeça, ao vivo dão vontade de abanar tudo o resto. <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Shout Out Louds" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/tn_Shout_Out_Louds_07.jpg" /></a>Bastou o início para ver todo o público a balançar-se, num ambiente de agradável festa íntima e pessoal que viria a pautar todo o espectáculo. O alinhamento passou pelos três álbuns da banda e logo à segunda faixa veio <em>South America</em>, canção de <em>Our Ill Wills</em>, segundo álbum da banda lançado em 2007, que manteve o bom ritmo. Com a canção seguinte, a bela <em>Very Loud</em>, voltaram ainda mais atrás, ao longínquo ano de 2003, quando saiu o disco que os apresentou ao mundo: <em>Howl Howl Gaff Gaff</em>. Foram alternando constantemente entre discos, tocando menos do primeiro (como seria de esperar) e mais dos últimos dois, sucessos que os colocaram nos palcos um pouco por todo o mundo.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Shout Out Louds" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/tn_Shout_Out_Louds_17.jpg" /></a>Algumas canções não resultaram tão bem, como por exemplo <em>Your Parents Living Room</em>, menos energética e mais melódica; mas mesmo os momentos menores foram bons, e mesmo com o público em alguns momentos a dedicar-se demasiado à conversa e não tanto à banda em cima do palco, nunca foram visíveis bocejos. Foi uma festa com os seus altos e baixos, em que os altos nunca roçaram o memorável e os baixos nunca se aproximaram do desperdício ou desilusão. O momento da noite foi, claro, aquele que se esperava: <em>Tonight I Have To Leave It</em>, aquela canção que em 2008 (salvo erro) tanto passou pelas nossas rádios e televisões graças a uma campanha da Optimus. 2008 não foi assim há tanto tempo, e isso foi visível: bastaram os primeiros acordes para o público ficar eufórico, passando esse sentimento para a própria banda, com o vocalista a dirigir-se ao público com o microfone no ar para que este cantasse “<em>Give love!</em>”, aquela frase que por cá tanto sucesso fez. <a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Shout Out Louds" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/tn_Shout_Out_Louds_10.jpg" /></a>E, de facto, maior amor que aquele não se sentiu durante o resto da noite, que nunca conseguiu voltar a igualar aquela energia e comunhão banda-público que se viu à sétima canção, ia o alinhamento a meio. Talvez não seja a melhor música deles, mas é sem dúvida a que mais assente está nos nossos ouvidos e que, por isso mesmo, mais nos entusiasmou (a nós e aos estrangeiros de pele branca e cabelos louros presentes no público…).</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Shout Out Louds" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/tn_Shout_Out_Louds_12.jpg" /></a>Perto do final veio um belíssimo momento que só poderia resultar tão bem cá: <em>You Are Dreaming</em>, onde se canta “<em>Where were you when we called the police? Were you ready to go home and hard to please? But no, you were in Portugal. So don’t go back to Stockholm no more</em>”. O público conhecia a música, gostou de ver nela o seu país, e foi um momento simplesmente bonito, não particularmente energético nem dançável, mas apenas de comunhão e de significado. A própria banda parecia mais que contente por a tocar cá.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: right;" alt="Shout Out Louds" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/tn_Shout_Out_Louds_20.jpg" /></a>Não tardou muito após essa a saírem do palco para depois voltarem com um <em>encore</em> de duas músicas:<em> Impossible</em> e <em>Walls</em>. A primeira foi por si sí um dos momentos da noite, vertiginosa e de ritmo energético e constante, e a segunda não ficou muito atrás, tocada com todo o público naquele degrau antes do palco, aos saltos em pleno estado de festa. Belo momento, que terminou o concerto da melhor forma possível, após perto de hora-e-meia de boa música, sempre em ambiente de agradável festa.</p>
<p><a  href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/"><img style="margin: 10px; border-width: medium; border-style: double; float: left;" alt="Shout Out Louds" src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Shout%20Out%20Louds%20-%20Santiago%20Alquimista%20-%2008-04-2011/tn_Shout_Out_Louds_11.jpg" /></a>Os Shout Out Louds vieram ao Santiago Alquimista e deram uma bela festa que quase nos fez acreditar que o Verão chegou mais cedo. Não chegou, mas fez uma rápida passagem por cá na noite passada.</p>
<p>Pelo meio do encore, a banda inseriu o refrão “<em>Go back to Portugal!</em>”, cantado pelo público com o vocalista de microfone no ar mais uma vez. No final, nós ficámos, mas eles voltaram para Estocolmo, levando o Verão e a festa com eles. Resta agora esperar que regressem e que tragam o Verão com eles. Quem foi desta vez certamente não se terá arrependido.</p>
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<p style="text-align: center;">Há concertos assim: com espírito de Verão, de férias, de relaxamento e  diversão. Não marcará certamente nenhum dos presentes, nem será um dos  melhores do ano, mas há concertos que não precisam de ser nem uma coisa  nem outra.</p>
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<div><strong>Texto</strong>: Gonçalo Trindade</div>
<div><strong>Foto</strong>: Graziela Costa</div>
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<div style="position: absolute; left: -10000px; top: 952px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;" class="mcePaste" id="_mcePaste">Há concertos assim: com espírito de Verão, de férias, de relaxamento e  diversão. Não marcará certamente nenhum dos presentes, nem será um dos  melhores do ano, mas há concertos que não precisam de ser nem uma coisa  nem outra</div>]]></content:encoded>
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		<title>Reportagem Mono &#8211; MusicBox</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 13:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Festivais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div style="text-align: center" class="info"><strong>Mono</strong> - <strong>MusicBox - <a href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Mono%20-%20MusicBox%20-%2009-03-2010/">Fotos</a></strong></div>
<p><a href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Mono%20-%20MusicBox%20-%2009-03-2010/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Mono - MusicBox - 09-03-2010/tn_Lobo_02.jpg" alt="Lobo" style="border: medium double;margin: 5px;float: left" /></a>Ontem, dia 9 de Março, a sala de espectáculos lisboeta conhecida por Musicbox, serviu de palco a uma noite musical surreal e, certamente, inesquecível. Os autores? São os japoneses Mono, dedicados à transmissão de emoções na ausência de palavras. Apesar de rejeitarem a etiqueta de heróis do post-rock, considerando-se apenas músicos clássicos contemporâneos, porventura serão uns dos seus maiores nomes, aliados à onda de Mogwai e Godspeed You! Black Emperor. É a segunda vez que os Mono pisam território nacional, após a visita algo despercebida em 2004, no Porto, este ano com a pretensão de nos apresentar o seu quinto esforço colectivo, “Hymn to the Immortal Wind”, editado em 2009.</p>
<p>Um pouco depois das dez, os <strong>Löbo </strong>encarregaram-se, prontamente, de atacar os tímpanos da plateia, mal pisaram o palco, mas dificilmente se poderá dizer que o fizeram de forma pouco eficaz. De pose e carisma imperturbáveis, os setubalenses espalharam o seu<em> post/doom metal</em> instrumental pela sala lotada, em “palhetadas” poderosas que faziam vibrar o interior de cada um. Sem falar uma palavra, a banda conseguiu abanar as cabeças dos espectadores ao apresentar o seu EP de estreia, “Alma”.</p>
<p>Os <strong>Mono </strong>entram de negro e sem se apresentarem, no silêncio do Musicbox. Assim, a distorção dá lugar ao primeiro tema da noite, “Ashes in the Snow”, do mais recente disco, que envolve prontamente os espectadores no que parece ser a banda sonora de um filme de guerra nórdico.</p>
<p><a href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Mono%20-%20MusicBox%20-%2009-03-2010/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Mono - MusicBox - 09-03-2010/tn_Mono_02.jpg" alt="Mono" style="border: medium double;margin: 5px;float: right" /></a> Os temas do álbum “Hymn to the Immortal Wind”, que contam com a presença de uma orquestra de 28 membros, são reduzidos, ao vivo, aos quatro membros originais. Em “Burial at Sea”, “Pure as Snow” e “Follow the Map” substituíram-se os violinos pelos efeitos ainda mais dignificados das guitarras nipónicas, ora dedilhadas com cuidadosa atenção, ora manuseadas freneticamente no calor do auge do post-rock. Segue-se um dos êxitos da noite, um “Yearning” cheio, épico e tocante que, certamente, deixou os lisboetas em ânsias por ouvir mais.</p>
<p>Ora, os japoneses contam com mais de 10 anos de carreira e isso reflecte-se bastante na sua postura em palco: equilibram o perfeccionismo e a eficácia com o entusiasmo e o expansividade de forma mais do que satisfatória. Se algum defeito lhes podemos apontar é o da pouca interacção com o público, que, conjuntamente com outros factores, faz com que, nos momentos iniciais, os temas pouco tenham de diferente das versões gravadas em estúdio. Contudo, é na apoteose dos crescendos ao vivo que os japoneses se deixam imergir nas camadas sonoras e, assim, transmitem aos ouvintes atentos as belas paisagens, repletas de emoções, de um instrumental elaborado. O guitarrista líder da banda, Takaakira Goto, é tão eficaz a pintar a composição de tristeza, alegria e nostalgia que não é raro ver alguém a chorar num dos seus concertos – muitos dos lisboetas fechavam os olhos e moviam o corpo consoante a batida, ao longo do espectáculo.</p>
<hr />
<div style="text-align: center">A banda encerra a cena com “Everlasting Light”, um magnífico final para uma magnífica noite. Os Mono voltam a tocar, amanhã, no Museu de Serralves e, se a qualidade do espectáculo se mantiver, o Porto está com muita sorte</div>
<hr />
<table style="text-align: center" border="0">
<tbody>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: right"><strong>Foto: </strong>Raquel Silva<strong><br /></strong></div>
<div style="text-align: right"><strong>Texto: </strong>Teresa Silva<strong><br /></strong></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="info"><strong>Mono</strong> - <strong>MusicBox - <a href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Mono%20-%20MusicBox%20-%2009-03-2010/">Fotos</a></strong></div>
<p><a href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Mono%20-%20MusicBox%20-%2009-03-2010/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Mono%20-%20MusicBox%20-%2009-03-2010/tn_Lobo_02.jpg" alt="Lobo" style="border: medium double; margin: 5px; float: left;" /></a>Ontem, dia 9 de Março, a sala de espectáculos lisboeta conhecida por Musicbox, serviu de palco a uma noite musical surreal e, certamente, inesquecível. Os autores? São os japoneses Mono, dedicados à transmissão de emoções na ausência de palavras. Apesar de rejeitarem a etiqueta de heróis do post-rock, considerando-se apenas músicos clássicos contemporâneos, porventura serão uns dos seus maiores nomes, aliados à onda de Mogwai e Godspeed You! Black Emperor. É a segunda vez que os Mono pisam território nacional, após a visita algo despercebida em 2004, no Porto, este ano com a pretensão de nos apresentar o seu quinto esforço colectivo, “Hymn to the Immortal Wind”, editado em 2009.</p>
<p>Um pouco depois das dez, os <strong>Löbo </strong>encarregaram-se, prontamente, de atacar os tímpanos da plateia, mal pisaram o palco, mas dificilmente se poderá dizer que o fizeram de forma pouco eficaz. De pose e carisma imperturbáveis, os setubalenses espalharam o seu<em> post/doom metal</em> instrumental pela sala lotada, em “palhetadas” poderosas que faziam vibrar o interior de cada um. Sem falar uma palavra, a banda conseguiu abanar as cabeças dos espectadores ao apresentar o seu EP de estreia, “Alma”.</p>
<p>Os <strong>Mono </strong>entram de negro e sem se apresentarem, no silêncio do Musicbox. Assim, a distorção dá lugar ao primeiro tema da noite, “Ashes in the Snow”, do mais recente disco, que envolve prontamente os espectadores no que parece ser a banda sonora de um filme de guerra nórdico.</p>
<p><a href="http://galeria.festivaisdeverao.com/#/content/Concertos/Mono%20-%20MusicBox%20-%2009-03-2010/"><img src="http://galeria.festivaisdeverao.com/content/Concertos/Mono%20-%20MusicBox%20-%2009-03-2010/tn_Mono_02.jpg" alt="Mono" style="border: medium double; margin: 5px; float: right;" /></a> Os temas do álbum “Hymn to the Immortal Wind”, que contam com a presença de uma orquestra de 28 membros, são reduzidos, ao vivo, aos quatro membros originais. Em “Burial at Sea”, “Pure as Snow” e “Follow the Map” substituíram-se os violinos pelos efeitos ainda mais dignificados das guitarras nipónicas, ora dedilhadas com cuidadosa atenção, ora manuseadas freneticamente no calor do auge do post-rock. Segue-se um dos êxitos da noite, um “Yearning” cheio, épico e tocante que, certamente, deixou os lisboetas em ânsias por ouvir mais.</p>
<p>Ora, os japoneses contam com mais de 10 anos de carreira e isso reflecte-se bastante na sua postura em palco: equilibram o perfeccionismo e a eficácia com o entusiasmo e o expansividade de forma mais do que satisfatória. Se algum defeito lhes podemos apontar é o da pouca interacção com o público, que, conjuntamente com outros factores, faz com que, nos momentos iniciais, os temas pouco tenham de diferente das versões gravadas em estúdio. Contudo, é na apoteose dos crescendos ao vivo que os japoneses se deixam imergir nas camadas sonoras e, assim, transmitem aos ouvintes atentos as belas paisagens, repletas de emoções, de um instrumental elaborado. O guitarrista líder da banda, Takaakira Goto, é tão eficaz a pintar a composição de tristeza, alegria e nostalgia que não é raro ver alguém a chorar num dos seus concertos – muitos dos lisboetas fechavam os olhos e moviam o corpo consoante a batida, ao longo do espectáculo.</p>
<hr />
<div style="text-align: center;">A banda encerra a cena com “Everlasting Light”, um magnífico final para uma magnífica noite. Os Mono voltam a tocar, amanhã, no Museu de Serralves e, se a qualidade do espectáculo se mantiver, o Porto está com muita sorte</div>
<hr />
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<div style="text-align: right;"><strong>Foto: </strong>Raquel Silva<strong><br /></strong></div>
<div style="text-align: right;"><strong>Texto: </strong>Teresa Silva<strong><br /></strong></div>]]></content:encoded>
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