Reportagem Super Bock Surf Fest - Fotos (13 de Agosto | 14 de Agosto)

Nos dias 13 e 14 de Agosto, Sagres encheu-se de muitas pulseiras azuis vindas do Sudoeste TMN acabado na semana passada para assistir a mais um evento Música no Coração.

Dia 13 de Agosto

Para provar que este ano só a cerveja é que mudou, os portugueses Kumpania Algazarra pisam o palco à (quase) beira-mar plantado, pouco antes das 19 horas. Com o ritmo contagiante a que nos têm habituado, animaram um recinto ainda vazio. A expressão “poucos mas bons” encaixa perfeitamente na actuação da banda de Sintra – os poucos espectadores dançaram até ao último minuto. A pedido do público, o último tema a ser tocado foi “Wild Zone”, para deleite da multidão que se começava, então, a formar.

Os franceses Babylon Circus entram em palco com um pôr-do-sol magnífico que serviu na perfeição como pano de fundo à música que o grupo trouxe ao Algarve.

Com expressões em português à mistura, foram apelando ao público que explorava o pequeno recinto que se juntassem à enérgica festa. Alguns fãs tiveram o privilégio de subir ao palco em “Envol” e dançar com os membros da banda, enquanto Biloul e David pediam que o público os seguisse, juntando-se dois a dois. A energia dos vocalistas e a boa disposição da banda em geral garantiram uma actuação animada com temas sobre o amor, a amizade e as oportunidades da vida, de entre as quais, “Perdu”, “J’aurai Bien Voulu” e “Sur la Tete”. O franceses saíram do palco com um público que os aplaudia, cada vez mais efusivo.

É chegada a hora dos Asian Dub Foundation, a trazerem a multiculturaliedade à Praia do Tonel e ao palco do Surf Fest. O público presente era já bastante e dançou durante a actuação enérgica que começou com “Rise to the challenge” e “Take back the Power”. O som, reminiscente de Prodigy com reggae à mistura proporcionou uma hora de dança com “Speed of Light”, “Flyover” (esta conhecida dos fãs de Blasted Mechanism) e “Super Power” entre outras. Os londrinos deixam, agora, um recinto cheio de vontade de continuar a mexer.

Contudo, é a calma e boa onda de Gentleman que ocupa o palco, abrindo em grande com o single “Superior”. Num festival de peace & love, era agora complicado chegar-se à primeira fila. Os fãs de Gentleman entoavam “Pursuit of Happiness”, “Runaway”, “Leave us Alone” e, claro, “Intoxication”, do fundo dos pulmões ao mesmo tempo que o espírito de Bob Marley pairava pelo ar. O alemão despediu-se, deixando o recinto pronto para o último concerto da noite.

O aclamado Nitin Sawhney, produtor e compositor, ocupou a fácil tarefa de encerrar o primeiro de dois dias do Super Bock Surf Fest. Nitin senta-se à guitarra e ouve-se “Sunset”. O microfone é de Natacha Atlas, colaboradora regular nos concertos de Nitin Sawhney.

A encerrar a primeira noite, ficam, na tenda electrónica, João Maria e João Araújo, a dar música aos que não queriam voltar ao acampamento.


Dia 14 de Agosto

O segundo e último dia do SBSF contou com praticamente o dobro do público do dia anterior. Para uma despedida em grande, vieram do norte os Souls of Fire dar início ao dia, com reggae portuense, a dar continuidade ao dia anterior, e a preparar terreno para o que se seguia.

Ziggi entra em palco com evidente energia directamente da Holanda. Com mais ou menos entusiasmo, o povo tentou acompanhar algumas músicas. Muita dança e animação, de que foi feito o festival, faziam aguardar a terceira banda.

No meio do reggae, caem os Nouvelle Vague. Apesar de algo deslocados, os franceses contavam com imensos fãs felizes. Iniciando com “One Hundred Years” e “Master and Servant”, Nadeah e Melanie dançavam pelo palco ao som de “Human Fly” e puseram Sagres aos saltos e gritos com “Too Drunk to Fuck”, original dos Dead Kennedys e “God Save the Queen”, original de Sex Pistols. Na onda do punk, um público habituado ao reggae falou francês em “Oublions L’Amerique” e dançou ao som do clássico dos Depeche Mode “ Just Can’t Get Enough”. A encerrar uma actuação brilhante, “Blister in the Sun” e um óptimo tributo aos Joy Division, “Love Will Tear us Appart”, deixaram vontade de mais uma hora de Nouvelle Vague.

Mas era hora de Tristan Prettyman, que, como os franceses, pareciam também um pouco deslocados. Apesar dos problemas técnicos, os californianos deram um concerto bonito, para fãs que gritavam por eles na primeira fila. Entre uma vasta setlist, ouviu-se “For You”.

A hora de regresso aos good vibes ficou a cargo dos Easy Star All Stars que presentearam Sagres com várias covers, de entre as quais “Paranoid Android” e “Karma Police” dos Radiohead (a fazer jus a um dos seus álbuns, “Radiodread”, um álbum de covers do mítico "Ok Computer") e outras de Pink Floyd, tiradas de "Dub Side of the Moon" (com covers do "The Dark Side of the Moon"). A energia do vocalista espalhava-se pelo recinto que estava a abarrotar de festivaleiros.

A terminar a edição deste ano, os 2ManyDJs surgem no palco, com alguma demora. Tendo como pano de fundo imagens de outras bandas, iam-se ouvindo remixes de The Gossip, MGMT, Zombie Nation, Erol Alkan, Yeah Yeah Yeahs, Daft Punk, AC/DC e Michael Jackson.

A noite de dança seguiu madrugada a dentro com Zé Pedro Moura e Mary B na tenda electrónica.

Nitin Sawhney Gentleman Babylon Circus Ziggi 2ManyDJs
Nitin Sawhney Gentleman Babylon Circus Ziggi 2ManyDJs

Texto: Rita Trindade
Fotos: Raquel Silva