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Archive for July, 2010
Passatempo Musuc’Bag
Jul 13th
O Festivais de Verão em associação com Cervantes, Ramalho e Martins – Representações, Lda tem para te oferecer, não um, nem dois mas sim TRÊS Musuc’bags.
Não sabes o que é um Musuc’bag??? Fica a saber um pouco da sua história: Originalmente desenvolvido em 2006, Musuc’bag Sleepwear System foi criado por Rodrigo Alonso em Santiago, Chile. Em Fevereiro de 2007, o Musuc’bag fez sua estreia na Europa em Munique, Alemanha, tornando-se a “Brand New Award Finalist”, uma prestigiada honra para novos produtos outdoor (produtos de actividades ao ar livre) no mercado Europeu. O Musuc’bag fez sua estreia no mercado Americano em Agosto de 2008 e tornou-se imediatamente numa sensação no mundo outdoor. Mais tarde nesse ano, o Musuc’bag foi chamado de "produto de consumo do ano" pelo Chile Diseno.
A Cervantes, Ramalho e Martins – Representações, Lda (representante oficial do Musuc’bag em Portugal) e o Festivais de Verão convidamos-te a desfrutar da viabilidade e da função deste premiado, inovador e divertido sistema de roupa de dormir (sleepwear system).
Reportagem Optimus Alive!10 – 10 de Julho
Jul 11th
Dia 10 de Julho, último dia do Optimus Alive!10. O calor permanece e desta feita traz consigo um vento desagradável que espalha poeira pelo ar. A quantidade de pessoas que acorrem a Algés é inimaginável; só quem testemunha acredita no que vê. Ainda há quem se dirija de propósito ao local na esperança de adquirir um bilhete de última hora.
Pelas 17 horas, já o palco Super Bock estava quase cheio – a maior parte, sentada, descontraía e abrigava-se do calor e do vento intensos. Alguns fãs entusiastas de Girls acolhem a banda com um caloroso aplauso. Apesar disso, a actuação não cativou. Mesmo o animado single Lust for Life (embora tal animação não provenha, de todo, da letra) parece perder força ao vivo. O público bem se esforçou por tornar o concerto mais fogoso, mas a festa só esteve presente desse lado das grades. A pouca interacção com o público foi uma mistura de timidez e frieza. O final, com Morning Light, foi um pouco mais enérgico.
Pouco passava das seis da tarde quando Sean Riley "e os seus" Slowriders subiram ao Palco Super Bock. Com muito muito ritmo Sean Riley liderou com distinção os músicos que o acompanham, surpreendendo pela positiva aqueles que ainda não estavam familiarizados com o rock desta banda portuguesa. Durante o simpático concerto da banda de Coimbra foi possível apreciar as vastas influências na sua música. Buffalo Turnpike foi um dos momentos altos do concerto, com a interpretação irrepreensível do single retirado de Only Time Will Tell. Sean Riley aproveitou também para mostrar no Optimus Alive o seu mais recente single com os Slowriders, Talk Tonight. Um concerto muito agradável, onde a actuação ao vivo faz jus ao bom trabalho de estúdio da banda.
Em dia de lotação esgotada, coube aos ingleses Gomez abrir o Palco Optimus, com o álbum A New Tide para apresentar. Já lá vão mais de dez anos desde que Bring It On e Liquid Skin catapultaram a banda de Ian Ball para um outro patamar, mas desde então têm sido iguais a si mesmos. Músicas muito bem conseguidas e com uma excelente construção, e acima de tudo bem executadas ao vivo. Do inicio ao fim, os Gomez entreteram o público presente no Passeio Marítimo de Algés, que aproveitou os tons suaves dos britânicos para relaxar e aproveitar as últimas horas de sol.
O recinto do palco alternativo continuava abastado, apesar de cada vez mais pessoas se dirigirem ao palco Optimus a fim de marcar lugar para Pearl Jam. No entanto, ainda havia muito tempo para as outras bandas. Era agora a vez de Miike Snow, banda sueca que se encontra em ascensão. Na mala vinha o álbum homónimo, que foi apresentado perante um público repleto de fãs estrangeiros.
De máscaras brancas, a banda pisou o palco, enquanto mais gente se reunia no recinto e muitos se levantavam a fim de dançar ao som electropop da banda. Burial fez sucesso, antes de Black and Blue, tocada com potência que resultou num dos momentos altos da actuação. As máscaras caíram e a festa começara oficialmente. Com muitas partes instrumentais, temas como A Horse Is Not a Home e Silvia mostraram variedade e proporcionaram momentos mais calmos. A primeira parte teve mais força que a segunda, mas o single Animal, reservado para o final, trouxe de novo muita dança e saltos.
Era chegada a hora para a festa, no verdadeiro sentido da palavra. Os americanos Dropkick Murphys com o seu punk céltico, entraram para arrasar no Palco Optimus com The State Of Massachussetts. É incrível como nesta banda há toda uma sintonia na qual nem parece haver um verdadeiro líder tal é a harmonia que parece existir dentro da banda apesar das mudanças de formação. A mistura que estes norte-americanos fazem de acordes e batidas punk com gaita de foles, flauta e banjo é um autêntico grito de revolta contra o tédio. Músicas como Johnny, I Hardly Knew Ya levam-nos à era dos piratas e da cerveja caseira em canecas de madeira, numa autêntica comunhão de eras. Forever foi aproveitada para puxar pelas vozes do público, que cantou em uníssono com Ken Casey. Só ficou mesmo a faltar o clássico Boys On The Docks num concerto que terminou com a conhecidíssima Shipping Up To Boston, resultando numa enorme explosão de alegria e saltos.
Seguiu-se então The Big Pink, duo electro-rock de Inglaterra, no Palco Super Bock. Apesar de o recinto estar mais vazio, aqui e ali viam-se fãs da banda, que cantaram as letras a plenos pulmões. Guitarradas potentes e incentivos de ambos os membros da banda contribuíram para tornar o concerto mais intenso, enquanto temas como Velvet, Tonight e Dominos puseram a audiência ao rubro.
Desde o concerto dos Gogol Bordello em Paredes de Coura em 2007, a banda de New York foi angariando fãs no nosso país exponencialmente, e isso nota-se na recepção que o público dá ao colectivo de Eugene Hütz. Depois dos Dropkick Murphys era garantido que a festa iria continuar com os Gogol Bordello, e não podia ter continuado de melhor forma com este concerto que teve inicio com Not A Crime. Parece que foi ontem que os norte-americanos vieram a Portugal como meros desconhecidos, e hoje é notório que os portugueses reconhecem a maioria dos temas dos Gogol Bordello. Nem mesmo os temas do recém-lançado álbum Trans-Continental Hustle, como My Companjera passaram despercebidos, e quem os ouvisse neste concerto diria que são as suas músicas de sempre. A festa continuou e os Gogol Bordello não deixaram para trás êxitos como Start Wearing Purple. Foi a segunda vez da banda no Optimus Alive, e pelo que têm deixado no festival espera-se que não seja a última.
Eram 22h05 e o palco Super Bock estava cheio até metade. Mas aos primeiros sons da intro de Peaches, mais gente se juntou aos já presentes em frente ao palco. Poucos mas bons descreveu bem o público que passou por aquele palco neste dia. Original, como sempre, a cantora de origem canadiana vestia um fato enorme composto por fitas que a tapava por completo. Mud começou e a temperatura no recinto ia subindo. A encenação feita por duas personagens – uma masculina e uma feminina – cujos cabelos exagerados lhes tapava o rosto complementava Talk to Me. No entanto, o auge estaria reservado para Billionaire e Take You On. Durante a primeira, a cantora passeou em pé pelas grades, atirando-se de seguida para o público, que a fez navegar entre cabeças. Agarrou num copo de um fã e, bem servida, voltou à grade. Pediu então ao público que guardasse todos os telemóveis e câmaras, porque estariam prestes a fazer parte de algo cujas dimensões seriam mais que um «momento Twitter». «Jesus andou na água, mas Peaches anda em vocês», exclamou, antes de dar início à música. Enquanto cantava, equilibrava-se de pé em mãos de membros do público. Um momento arrepiante, onde vimos a cantora de braços no ar, apenas com as pernas seguras por fãs. Por entre espargatas, roupas despidas e vestidas, efeitos de luz e projecções na própria roupa, Peaches proporcionou mais de uma hora de fascínios, boa-disposição e muito atrevimento. Shake Yer Dix e Boys Wanna Be Her arrancaram danças e saltos enérgicos e Fuck the Pain Away estaria reservada para o final de mais uma actuação, no mínimo, excitante.
Depois da festa dos Dropkick Murphys e Gogol Bordello, estava na hora da banda mais esperada da noite, e provavelmente a banda que levou este último dia do Optimus Alive a esgotar, os Pearl Jam. Desde logo uma declaração bombástica de Eddie Vedder, que confessou ao público que este será um dos últimos concertos dos próximos tempos, fazendo saber que a banda vai fazer um hiato por tempo indefinido. Mas o que interessava era que a mítica banda do movimento grunge estava a tocar para o seu público, e começou a actuação com a última faixa do álbum de estreia Ten, Release. Um início suave que teve continuidade com Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town. Mas as coisas mudaram de figura com Animal e Given To Fly, passando para uma fase mais mexida do concerto, onde ficou demonstrada a fidelidade do público português para com os Pearl Jam. Unthought Known foi a primeira faixa de Backspacer que o grupo de Seattle tocou, e até foi bem recebida. Seguiram-se Nothingman, Daughter e Even Flow enquanto o tempo ia voando. Depois de Black e Why Go, os Pearl Jam abandonam o palco pela primeira vez, para que depois regressassem para encore. Para este encore Eddie Vedder acompanhado da sua garrafa de vinho e da habitual boa disposição reservou The End, The Fixer e uma versão dos Public Image Ltd. de Public Image. Pelo meio uma música inteiramente dedicada a Portugal, enquanto um elemento da banda ia segurando a letra para que Eddie Vedder não cometesse erro algum. Após a belíssima Better Man, acompanhada de um coro vindo do público, novo recolher dos norte-americanos aos backstage. Recolher esse que não duraria muito, pois os Pearl Jam regressariam uma última vez para tocar Smile com Jeff Ament na guitarra e Stone Gossard no baixo. Ainda antes do final, tempo para um final de luxo com Once, Alive e Yellow Ledbetter, e uma nota também para Boom Gaspar que arrancou muitos aplausos por trazer vestida uma camisola da selecção portuguesa. Ficará para sempre na memória este dia em que Eddie Vedder anuncia a paragem de uma das bandas de culto em Portugal, com um concerto cheio de empenho e algum virtuosismo a espaços do guitarrista Mike McCready. Até um dia destes, o público português ficará à espera.
O projecto house Simian Mobile Disco, muito popular em Portugal, foi recebido no palco Super Bock por um público escasso mas com muito vigor. A festa de final da noite começava com o grupo britânico e temas como It’s the Beat incitaram à dança.
Crookers, o duo italiano, eram quem se lhes seguia. Enquanto o recinto enchia aos poucos, o som subia e os corpos perdiam o controlo para as batidas possantes que enchiam o espaço.
Enquanto a imensa e infindável multidão que viera para ver Pearl Jam se dispersou o suficiente para deixar passar pessoas na direcção oposta, havia quem se dirigisse para ver LCD Soundsystem a fechar o palco Optimus de mais um Optimus Alive!’10. A banda entrou em palco e o recinto voltava a encher, depois de energias repostas e estômagos saciados. James Murphy entrou para cantar Us v Them, antes de Drunk Girls, o mais recente single do que é último álbum da banda, This Is Happening. Os temas estimulavam a dança e Pow Pow antecedeu a esperada Daft Punk Is Playing at My House. All My Friends adequa-se sempre a um festival de Verão e a emoção que os instrumentos, os ritmos e as batidas do single espalham apalpava-se no ar. Um convite de James Murphy para tomar um copo a seguir ao concerto ficou no ar, antes da emotiva I Can Change.
Tribulations e Yeah exaltaram os ânimos de novo, numa explosão de dança, saltos e palmas. Uma autêntica festa para o encerrar do palco principal. Contudo, quando todos queriam mais, James despede-se com um súbito e inesperado «vemo-nos mais tarde este ano», que valeu à banda um coro de assobios e apupos, enquanto saía de palco. Uma actuação que careceu de mais vigor que, quando começava a dar de si, foi interrompido pelo final que ninguém previa.
Sem tenções de dar por finalizada a noite, grande parte do público dirigiu-se ao palco Super Bock, onde Boys Noize – nome artístico do alemão Alexander Ridha – já tocava. A festa ficou assegurada pelo projecto electrónico, que passou tanto temas mais antigos, como mais recentes. A multidão delirava e a festa alongou-se noite adentro.
Foi o fim de mais um Optimus Alive!’10. Esgotadíssimo no último dia, o evento presenciou a passagem de milhares de pessoas, actuações de cortar a respiração, momentos de surpresa e até mesmo algumas decepções nos três dias que durou. Para o ano, realizar-se-á nos dias 7, 8 e 9 de Julho. Esperamos ver mais recuperado o lado artístico do festival para a próxima edição, já que em relação às bandas, a qualidade dos nomes que constam no cartaz ano após ano é irrefutável.
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Reportagem Optimus Alive!10 – 9 de Julho
Jul 10th
O segundo dia do Optimus Alive!10 começou sob um calor ainda mais abrasador que o dia anterior. O palco secundário serviu de refúgio e local de descanso. O recinto estava cheio, mas não necessariamente de ouvintes, apenas grupos exaustos que preferiram relaxar ao som da música enquanto recobravam energias e aguardavam as bandas que queriam mesmo ver.
Hurts, duo de Manchester, abriu o palco. A música, descrita como disco lento, agradou a alguns, mas não cativou. O vocalista Theo Hutchcraft ainda tentou que o público se levantasse, mas sem sucesso. Temas como Illuminated foram apresentados e o single Better Than Love fechou a actuação.
Seguiram-se Holy Ghost!, outro duo, desta vez nova-iorquino. A dance music que apresentaram cativou mais gente, quer pela variedade de instrumentos em palco – desde cornetas, saxofones e teclas –, quer pelo ritmo mais apelativo. A banda, bastante recente (2009) já fez sucesso por vários países com as suas remisturas de Phoenix e LCD Soundsystem, entre outros. Fizeram parte do repertório os temas Say My Name e Hold On (considerado por iTunes como "Single of the Week", aquando do seu lançamento).
A abrir o palco principal, a banda australiana Jet, apresentou garage rock. O público ia aumentando, mas parecia não haver muita energia a correr pelas veias dos espectadores. That’s All Lies iniciou o espectáculo. A banda, bem-disposta, esteve à vontade em palco. O vocalista Nic Cester interagiu com o público, ao qual pediu ajuda para cantar alguns temas, incluindo o mais recente single Seventeen, que fez sucesso entre a multidão. O ponto alto no entanto, estaria guardado, como seria de esperar, para Are You Gonna Be My Girl. As letras da música ouviram-se pelo Passeio Marítimo de Algés e a dança foi mais que muita.
De novo no palco secundário, The Maccabees eram esperados. Muitos fãs aguardavam com cartazes e metade do recinto já estava em pé. Aplausos entusiásticos ressoaram pelo espaço quando a banda entrou em palco. O vocalista Orlando Weeks não continha os sorrisos e a alegria de ver tantos admiradores que sabiam as letras de cor e dançaram durante todo o concerto. Gesticulou corações e pegou num cartaz da plateia que dizia “first love”, enquanto cantava o tema homónimo. All in Your Rows e Tissue Shoulders fizeram sucesso, intercaladas por momentos mais calmos, num repertório agradável e sedutor. A empatia entre público e banda era notável e contribuiu para tornar esta actuação numa das melhores do dia. A multidão delirou ainda com Precious Time e No Kind Words. Love You Better estava guardada para o final daquele que foi o «concerto preferido em Portugal» da banda. Um espectáculo que aqueceu o coração.
Provenientes de Braga, os Mão Morta actuaram ainda de tarde neste segundo dia do Optimus Alive. Ainda com o mais recente Pesadelo em Peluche na bagagem, Adolfo Lúxuria Canibal e companhia conjugaram mais que bem os clássicos de sempre com as novas músicas, nas quais os Mão Morta se mantiveram iguais a si mesmos. Do novo album músicas como “Teoria da Conspiração”e “Novelos da Paixão” puseram à prova a fidelidade dos fãs da banda minhota, com sucesso. Sapo, Miguel Pedro, Joana Longobardi, Vasco Vaz e António Rafael fizeram sempre questão de ser a orquestra perfeita para que o carismático Adolfo Lúxuria Canibal brilhasse com eles. Um excelente concerto, como sempre, que teve os seus momentos mais altos em “E Se Depois”, “Budapeste”, “Anarquista Duval” e “1º de Novembro”.
Se ontem o conceito de bateria siamesa era ainda estranho a alguém, bastava uma passagem pelo Palco Virtual para perceber do que se tratava. Com o EP É uma Água acabado de lançar, os PAUS entram no palco mais subvalorizado do festival para se apresentarem ao público do Alive! que ignorava Mão Morta no palco principal. Bateria(s) a cargo do ex-The Vicious Five Joaquim Albergaria e Hélio Morais dos Linda Martini e If Lucy Fell, com uma ajuda surpreendente de Chris Common dos – para infelicidade de tantos – falecidos These Arms Are Snakes, entraram a rebentar como de costume. O público estava mais que convencido. Se seria de esperar que, a descoordenar-se algo, seria a bateria, “uma dança a dois” como Joaquim descreve, mas foi durante ”Mete as mãos à boca” que as vozes gritaram cada uma para seu lado. As palmas do público não ajudaram ao regresso ao ritmo, mas a festa continuou. Makoto desceu ao público para um crowdsurf altamente desaconselhado pela organizadora e dá-se assim lugar a Zombies for Money.
New Young Pony Club eram os seguintes na lista. Tahita Bulmer, vocalista da banda, não continha o seu entusiasmo por estar de novo em terras lusas, perante um público que conhecia tão bem e que a encantava. Hiding on the Staircase foi a primeira a ser tocada. O recinto estava cheio, na expectativa de um bom espectáculo. Apesar de alguns problemas técnicos, a banda esteve sempre animada e a líder encheu o palco, dançando para lá e para cá, toda ela sorrisos e atrevimento. Diversão em palco, que facilmente se espalhou por todos. Ice Cream foi das melhor recebidas, juntamente com o tema Lost a Girl, do mais recente álbum, "The Optimist". Foi, no entanto, The Bomb que proporcionou a maior festa do concerto.
Tinha chegado um dos momentos mais esperados pelo público. Era a vez de os The Gossip entrarem em palco. O espaço do palco Super Bock estava apinhado, o palco principal tinha menos espectadores. Beth Ditto e a sua banda já proporcionaram alguns dos melhores concertos que Portugal já viu, por isso não era de admirar tamanha mobilização. Standing in the Way of Control foi um início explosivo, onde corpos saltaram e dançaram numa confusão carregada de emoção e energia. Os ânimos acalmavam e exaltavam-se de acordo com os temas e Beth colocou um turbante na cabeça durante alguns dos temas mais calmos, tais como Coal To Diamonds. Yr Mangled Heart animou as hostes antes de uma cover da Psycho Killer dos Talking Heads, onde a possante e inebriante voz de Ditto correu à solta. Seguiu-se outra cover, desta feita de Tina Turner. A letra de What's Love Got to do With It foi cantada a plenos pulmões pela audiência, que ia perdendo a cabeça aos poucos. One More Time de Daft Punk sucedeu-lhe, antes do que seria o ponto alto da actuação. Heavy Cross começou a ouvir-se, enquanto Ditto descia às grades e pedia aos seguranças que pegassem em membros do público para subirem ao palco. À semelhança de 2008, a invasão do palco no final do concerto dos Gossip deixou todos arrepiados e ainda mais agitados. É provavelmente a razão pela qual a banda não actua no palco principal, já que é incontestável o estatuto que possui. Abraços, emoção e um bocadinho da I Will Always Love You de Whitney Houston deram por finalizada a actuação que deixou todos a querer mais.
Quinze anos após o desaparecimento de Richey Edwards, os Manic Street Preachers já têm nos planos Postcards From a Young Man, mas é ainda com o album Journal For Plague Lovers que visitam o Palco Optimus. E que grande inicio desta banda do País de Gales com Motorcycle Emptiness do album de estreia Generation Terrorists, com James Bradfield irrepreensível na guitarra e voz. Em muitas músicas, os Manic Street Preachers levaram o público português numa viagem pelos anos noventa, mais concretamente com alguns sucessos dessa década como “Everything Must Go”, “Tsunami”, “From Despair to Where” e “Kevin Carter”. Alegria era o que vinha do palco e ia contagiando o público, que junto às grades contava com muitos fãs dos galeses. Ao fim ao cabo do mais recente album apenas foi tocada “Jackie Collins Existential Question Time", sendo que a setlist se baseou numa excelente colectânea do que está para trás de Journal For Plague Lovers, com uma grande interpretação acústica de “The Everlasting”, proporcionando um excelente fim de tarde no Passeio Marítimo de Algés.
Já de noite em Algés, os Skunk Anansie entram em palco dando inicio à actuação com Selling Jesus, do album de estreia Paranoid and Sunbumt. A entrada frenética de Skin e companhia prometia um concerto em cheio, e verdade seja dita, a figura incontornável de Skin é o combustível perfeito para uma actuação imparável. Os singles da banda, como “Charlie Big Potato”, “Charity” e “Brazen (Weep)” despertaram as memórias das dezenas de milhares presentes. Em “Weak”, Skin fez questão de cantar bem perto do público, para êxtase dos fãs da banda de terras de sua magestade. Para o encore ficaram reservados os clássicos “Hedonism” e “Little Baby Swastikkka”, este último o primeiro single dos britânicos. Para a posteridade ficará a energia de Skin, e o concerto bastante profissional o quarteto londrino.
Os alemães Booka Shade deram início à parte final, mais electrónica, das actuações no palco Super Bock. Com uma carreira composta por vários álbuns e singles bem sucedidos, o duo house contém ainda no seu repertório uma vasta lista de remisturas de bandas de renome, tais como Moby, Fischerspooner, Hot Chip e ainda Tiga.
Para fechar a noite no Palco Optimus, esperavam-se os norte-americanos Deftones, espera essa bastante longa, devido a um atraso da banda de Chino Moreno. Havia muitos fãs da banda ansiosos pelo ínicio do concerto, e quando o frontman subiu ao palco, a reacção só podia ser eufórica. “Headup” e “My Own Summer” deram inicio ao concerto, com esta segunda a puxar pelas gargantas do público português. De seguida “Diamond Eyes” e “Rocket Skates”, singles do último album dos Deftones, serviram de pretexto para uma série de músicas de Diamond Eyes. Tudo bem até aqui, muita energia, música pesada, ambiente de festa e muitos fãs com vontade de ver e ouvir mais. Mas a partir de “Feiticeira” tudo se tornou muito apressado. Clássicos como “Elite”, “Minerva”, “Root”, “Around The Fur”, “Change (In The House Of Flies)”, “Passenger” e “Back To School” animaram o público, mas a pressa em tocar também se sentiu na multidão, e quando Chino Moreno anunciou a última música e se ouviram os acordes de “7 Words” custava a acreditar que o concerto já ia terminar. O atraso da banda acabou por condicionar a actuação, e pela velocidade a que os temas iam sendo debitados é dificil acreditar que foram tocadas vinte e duas músicas. Fica de qualquer maneira a vontade da banda em dar ao público português o máximo de músicas possivel, mas também um concerto bastante aquém do que se poderia esperar.
Bloody Beetroots Death Crew 77 encheram o recinto que, mais uma vez, ficou a abarrotar. A loucura estava na ordem de trabalhos e os temas vigorosos impediam que os corpos se mantivessem estáticos. Entre moshpits e pessoas totalmente nuas, a sanidade ficou esquecida e foi altura de deixar de lados as inibições e seguir a maré.
Para fechar o palco Super Bock, Steve Aoki foi o escolhido. O americano trouxe na bagagem temas que resultaram numa afluência ao palco, vinda de todas as direcções. A dança continuava assegurada, a energia era mais que muita e o espaço parecia cada vez mais pequeno, apesar de já passar das 3 h.
O segundo dia do festival chegava ao fim, com mais actuações arrebatadoras a assinalar na lista. Para o último dia, as expectativas são gigantes. Mas, prognósticos… só no fim.
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Jul 9th
As temperaturas baixaram e o Optimus Alive!10 começou. A promessa é simples: boa música e muita festa. Este ano, os bilhetes para o último dia esgotaram, pela primeira vez na história do festival. Algés é o único destino em que se pensa. Grandes nomes da música, com muita história por trás deles, fazem parte do cartaz, juntamente com os maiores nomes da actualidade. O slogan não passa despercebido: “o melhor cartaz de 2010”. E é isso que se vai tentar comprovar. De notar também a dificuldade na entrada aos portadores dos passes de 3 dias, esperemos que a situação melhore amanhã.
A festa, como sempre, começou no palco secundário. Às 17 horas, Local Natives, banda indie rock/folk oriunda de Los Angeles, pisam um palco cujas diferenças se fazem notar. Mais amplo e elevado (um ecrã de cada lado pintava o quadro final), o resultado é ambíguo: se por um lado confere maior estatuto às bandas que nele tocam – que, por vezes, presenteiam a audiência com actuações dignas de palco principal – por outro, perde‐se a intimidade entre público e bandas tão característica do local. Por entre o público havia fãs, que cantaram e dançaram. A banda cativou o público com os seus ritmos, em Wide Eyes e Camera Talk. Airplanes, Shape Shifter e uma cover da Warning Sign dos Talking Heads mostraram variedade.
O senhor que se seguiu foi o texano Devendra Banhart, que em sete anos lançou nada mais nada menos que nove álbuns. O norte-americano trouxe para o Optimus Alive o seu Folk Psicadélico. Foi um dos artistas mais calmos do dia, mas serviu para relaxar e ouvir atentamente músicas como Baby e Sight to Behold.
The Drums, banda com origem em Brooklyn, Nova Iorque, eram um nome esperado. Apenas com um albúm editado, o número de fãs tem vindo a aumentar e muitos estiveram presentes no palco secundário. A energia, boa disposição e o humor da banda, sobretudo do vocalista Taylor Rice, animaram o recinto, que ia enchendo. A banda foi bem recebida e apresentaram temas como Submarine e It Will All End In Tears. As músicas pediam danças e tal não faltou.
Passava das 18h30 quando o palco principal finalmente abriu. A tarefa foi dada a Biffy Clyro que se fez acompanhar por Mike Vennart, dos Oceansize, na guitarra. A banda escocesa já tinha estado em Paredes de Coura em 2008 e a abrir Muse, em 2009. Não seria de estranhar se tivesse sido a banda portuguesa Moonspell a abrir o palco, como fica sempre bem, vistos estarmos em terras lusas. No entanto, o facto de Biffy Clyro serem uma das bandas mais subvalorizadas em Portugal, impede que tal aconteça. Apesar dos esforços em alçançar o público luso, os fãs permanecem poucos, ainda que leais. A tentativa de agradar a todos notou-‐se na setlist escolhida, onde constavam maioritariamente músicas do último álbum, mais comercial, e alguns sucessos de álbuns anteriores, tais como A Whole Child Ago e Glitter and Trauma. O concerto foi algo confuso e ficou no ar a vontade de ouvir mais temas antigos. Apesar disso, temas como Living is a Problem Because Everything Dies e Who’s Got a Match fizeram as delícias dos verdadeiros fãs, que saltaram e gritaram por Simon e a sua banda. O vocalista escocês agradeceu a presença dos fãs e a sua energia e alegria a tocar são, no mínimo, aprazíveis de se ver. Many of Horror foi cantada em conjunto com um público sabedor da letra e The Captain encerrou uma actuação que ficou aquém das expectativas. Destaque ainda para Mountains, um tema cuja força e beleza conquistam em qualquer concerto da banda.
No Palco Optimus, estava na hora da única banda portuguesa actuar, os Moonspell. Fernando Ribeiro e companhia só a espaços conseguiram conquistar um público que no geral era bastante diferente daquele que costumam encontrar. A qualidade do som não era a melhor, mas quem tenha visto este concerto não pode apontar falta de profissionalismo ao colectivo nacional. Opium, Luna e Alma Matter ainda conseguiram fazer ouvir as vozes do público, fazendo ver que os Moonspell mesmo a jogar fora de casa conseguem arrastar fãs, e fazer chegar a sua música a meios diferentes. Para a história ficará o nome dos Moonspell neste Alive, mas com a ideia de que podiam ter dado um melhor concerto, mais ao seu nível.
Grande parte da multidão que encheu o Alive!’10 foi, claramente, para ver o segundo palco. Por isso não seria de estranhar que, por volta das 20h30, já mal se conseguisse entrar na tenda, na expectativa de ver Florence and the Machine a actuar. E foi a banda britânica quem mais gente levou ao local. Florence Welch entrou em palco para testemunhar um mar de gente que não parava de aumentar. Howl fez as honras, à semelhança do concerto na Aula Magna. Os fãs deliram, cantam e dançam ao som das músicas, gritam tão alto que é ensurdecedor, recebem a banda com palmas e uma alegria imensa de a poder ver em actuação. Qual criança divertida, Florence saltitou pelo palco, puxou pelo público, cantou e encantou com a sua voz. A artista emocionou-se defronte de tantos fãs e de uma plateia cujo fim se perdia no horizonte. Agradeceu aos fãs, muitos dos quais bastante recentes devido à sua súbita popularidade por terras lusas, e proferiu algumas palavras em português. Drumming espalhou a sua força pela audiência, mas foi Cosmic Love um dos momentos mais apreciados pelos fãs. A beleza deste que é o seu mais recente single não chega aos calcanhares do espectáculo na Aula Magna, perdida algures entre crowdsurfings deslocados e aclamações não contidas. Após You Got the Love, algumas pessoas abandonaram o recinto. Dog Days are Over e Rabbit Heart (Raise it Up) ficaram guardadas para o fim, cuja participação do público ajudou a fortalecê-las ainda mais. A banda apresentou ainda novas músicas, tais como Heavy e Strangeness and Charm.
Quatro anos depois, os Alice in Chains voltam a Lisboa, e desta vez com um novo álbum na bagagem, gravado com William DuVall. Mais de meia década após a morte de Layne Staley, o quarteto de Seattle volta verdadeiramente ao activo, e apresenta o mais recente Black Gives Way To Blue no Optimus Alive. Jerry Cantrell e companhia iniciaram o concerto de forma espectacular tocando logo Rain When I Die, Them Bones e Dam That River. Depois de Again e Ain’t Like That, estava na altura de conhecer o novo álbum dos Alice In Chains, e que tema melhor para isso do que Check My Brain? Seguiu-se Your Decision, também single do álbum, e No Excuses. Depois de mais duas músicas do último álbum, o público não mais pararia de cantar, e até ao final tudo foi nostalgia. We Die Young, Man In The Box, Would?, e finalmente a fechar, Rooster, a colocar as emoções ao rubro neste Optimus Alive. Um concerto para mais tarde recordar, juntamente com as palavras de William DuVall, de que os veremos brevemente.
Para The XX, a tenda do palco secundário permanecia insuficiente para acolher os fãs. Depois de um concerto esgotado na Aula Magna, outra coisa não seria de esperar. Mais uma vez, foi perante um mar infindável de espectadores que a banda londrina entrou em cena. O barulho era ensurdecedor e o ar irrespirável. Intro deu início ao concerto, seguida de uma das preferidas, Crystalised. As vozes de Romy Madley Croft e Oliver Sim cativaram os fãs, apesar do registo da banda ser sem dúvida mais íntimo e adequado para um recinto fechado. No entanto, a banda teve sucesso ao transportar e moldar essa característica a seu favor e para apreciação do público. Shelter e VCR foram os momentos altos de uma actuação onde constou uma Do You Mind da artista de R&B Kyla e uma brilhante Night Time, que pôs fãs a saltar.
Penúltima banda a actuar no Palco Optimus, os Kasabian, entraram com o single Fast Fuse a gerar alguma dúvida nos elementos do público. Com Tom Meighan sempre muito activo, e um pouco alterado, os britânicos foram despejando singles recentes como Underdog e Shoot The Runner. Os ingleses tocaram a curtos intervalos temas do novo álbum, intercalando sempre com velhos êxitos, mas nem assim conseguiram criar um grande ambiente. Só mesmo mais perto do final Tom Meighan e companhia foram conquistando o público português, com Club Foot e Vlad The Impaler. O concerto viria a terminar com L.S.F. (Lost Souls Forever), mas sem a missão cumprida.
Chegara então a vez de La Roux. Após um adiamento que resultou no cancelamento do concerto na discoteca Lux, os fãs esperavam o momento em que Elly Jackson finalmente aparecesse perante eles. O recinto estava mais vazio que nas bandas anteriores, mas público não faltou. Elly entrou mesmo em palco, debaixo de uma capa preta e imediatamente a música começou. Tigerlily foi a escolha acertada. A cantora britânica, após cumprimentar o público, fez questão de pedir as suas desculpas por ter cancelado o concerto, ao que os fãs responderam com palmas e alguns apupos. Mas Elly tinha como missão redimir‐se e apresentou uma actuação que serviu como tal. I’m Not Your Toy foi uma das preferidas do público, à qual se seguiu uma recente cover da Under My Thumb dos Rolling Stones. Colourless Colours foi o tema mais bonito, no sentido em que a voz da cantora, de facto, encantou. In for the Kill antecedeu Bulletproof, duo que terminou o concerto. Ambas foram acolhidas com fervor e muita dança. A banda estava redimida e o público satisfeito.
Passado um ano, e a pedido dos portugueses os Faith No More estavam de volta a Portugal. Um caso de amor recíproco como poucos, é este entre Portugal e Mike Patton. Uma entrada que teve tanto de fabulosa como de peculiar com Midnight Cowboy (original de John Barry), já fazia prever que ia ser uma grande noite. De seguida, From Out Of Nowhere, do álbum The Real Thing, e Be Agressive de Angel Dust foram grandes pretextos para o público português mostrar a Mike Patton e companhia a sua devoção pela banda norte-americana. Após The Real Thing, seria Evidence a levar ao rubro o recinto. É certo que é um costume de Mike Patton cantar esta música na lingua do país onde está a actuar, mas hoje fê-lo por completo, apenas a palavra que dá o nome à música foi cantada em inglês. A única música da era pré-Patton tocada nesta noite foi As The Worm Turns, e só dá que pensar, como poderiam existir estes Faith No More sem Mike Patton, se até uma música gravada e composta sem ele lhe parece pertencer. Last Cup Of Sorrow e a louca Cuckoo For Caca iam dando brilho a uma actuação perfeita.
Easy, dos Commodores, mas também celebrizada pelos Faith No More, continuou a pôr à prova as vozes do público, o que aconteceu de forma muito mais vincada em Midlife Crisis, na qual Mike Patton manda parar a música para que pudesse ouvir bem os portugueses a cantar o refrão. The Gentle Art Of Making Enemies mostrou mais um pouco da saudável loucura que Patton mostra em palco, seguida de Ashes To Ashes. Seguir-se-ia nas palavras de Mike Patton “uma música para os amantes”, e essa música era Ben, dos Jackson 5. Música muito calma, na qual o vocalista desceu do palco para se sentar próximo do público. Em King For a Day, brindou-nos novamente com proximidade, fazendo crowd surf, que acabou por não correr muito bem. Alguém resolveu roubar um sapato a Mike Patton, mas felizmente o norte-americano tão querido dos portugueses não julgou todo o público pela atitude de alguns, e o espectáculo continuou com a mesma animação que teve desde o inicio. A épica Epic, e Just A Man, serviram para uma falsa despedida, que iria resultar no primeiro encore da noite.
A reentrada dos Faith No More em palco, dar-se-ia com uma brincadeira, que Mike Patton dedicou à tristeza dos portugueses com a selecção nacional. Brincadeira essa, que foi uma curta versão dos Vangelis, de Chariots Of Fire, seguida de imediato da psicadélica Stripsearch, e novamente de uma falsa despedida com Surprise! You’re Dead! O final seria dedicado ao “mais grande caralho português”, Cristiano Ronaldo, apelidado por Mike Patton de “palhaço”. E com esta descrição, qual poderia ser a música que iria fechar o espectáculo? Só poderia ser uma música com esse mesmo tema, com título e refrão em português, Caralho Voador. Um final espectacular, num concerto que vai deixar saudades. “Até à próxima, beijinhos.”, foi assim que Mike Patton se despediu, e esperamos realmente que haja uma próxima. Os Faith No More deram sem dúvida um dos melhores concertos do ano, muito próximo da perfeição.
Para o final da noite, Calvin Harris antecedia Burns. O artista escocês iniciou a actuação com energia perante um recinto meio cheio. O público foi aumentando e temas como Stars Come Out e The Girls entusiasmaram e puseram todos a saltar e dançar. A continuação da festa ficou a cargo do segundo e terceiro palco, que serviram de pista de dança a quem ainda tinha energia. Tiga, Burns e Proxy foram os encarregues.
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Reportagem Rise Against – Lisboa
Jul 7th
Num abrasador 6 de Julho, o Coliseu abriu as portas para um espectáculo intensamente esperado. Rise Against eram o nome principal e Fitacola a banda de abertura.
Às 21h em ponto, o grupo português pisou o palco sob uma chuva de aplausos e gritos entusiásticos do nome da banda. Seguiu-se meia hora de alguns moshpits, saltos e muitas palmas. Mas eram Rise Against por quem o público aguardava. É inegável o grande número de fãs que existe em Portugal: até o vocalista dos Fitacola confessou já ter o bilhete comprado quando lhe ligaram a fim de lhe propor a actuação na primeira parte.
O número de presentes crescia. Os Rise Against não conseguiram encher o recinto, mas estiveram perto. Pelas 22h, as luzes apagaram-se e o Coliseu (pelo menos a parte que estava sentada a guardar e recuperar energias) levantou-se e a euforia tomou conta do espaço. Corpos semi-nus abriam caminho para chegar à frente, onde o calor se tornava quase insuportável. Aplausos e palmas receberam a banda de Chicago, que já puxava pelo público, aos saltos.
Passaram-se 7 anos. É demasiado tempo, afirmou o vocalista Tim McIlrath. Apesar disso, Portugal não foi esquecido pela banda, assegurou. Desde a primeira e última vez em Portugal, em 2003, os fãs passaram por mais três álbuns que certamente contavam ver ao vivo. E assim foi, já que não houve qualquer vestígio do álbum de estreia de 2001, The Unraveling.
Collapse (Post-Amerika) fez as honras. O público reorganizava-se e por toda a parte se viam grupos de amigos a dançar, com uma alegria e energia contagiantes. State of the Union acelerou o ritmo ainda mais. Tim apanhou uma bandeira portuguesa em pleno voo, que colocou na guitarra, onde permaneceu até ao final. A empatia entre banda e público era evidente. Re-Education (Through Labor), a seguinte, foi uma entre muitas favoritas que se lhe seguiriam.
Espalhados pela plateia em pé e pelas bancadas laterais (quase cheias), os fãs entoavam as letras sem falhas e agitavam os punhos no ar. Gritavam “Rise”, a pedido da banda, após uma estimulante The Good Left Undone. Enquanto t-shirts voavam pela audiência, os moshpits não cessavam e os crowdsurfings abundavam, Zach Blair apresentou breves solos de guitarra capazes de contagiar qualquer um, como foi o caso durante Drones.
Audience of One foi dedicada ao público mas seria Savior uma das protagonistas. A letra não falhou a ninguém e as bancadas esvaziaram um bocadinho, numa espécie de êxodo cujo destino era o centro do recinto. Feliz por voltar a Portugal, Tim expressou a admiração da banda relativamente ao historicismo da cidade lisboeta, em oposição à falta do mesmo na sua cidade. O desagrado perante as centenas de McDonald’s e Starbucks por ela espalhados era evidente e o facto de a nossa história ter sobrevivido encantava-o. E foi mesmo Surviver que seguiu na lista.
Prayer of The Refugee assinalou outro ponto alto, antes de um breve encore. O Coliseu tremia e abanava debaixo de centenas de pés aos saltos e palmas vigorosas, mas por momentos pareceu transformar-se num estádio, recheado de cânticos em homenagem ao Benfica. Gostos e clichés culturais postos de lado, a audiência recebeu de novo Tim, desta voz sozinho. O vocalista cantou Swing Life Away – que lhe trazia recordações de Verão – perante um mar de corpos que balouçavam ao som da música, com isqueiros a acompanhar aqui e ali. O tom mais calmo do concerto manteve-se com Hero of War – durante a qual os restantes membros entraram – interpretada com uma emoção que se fez sentir em todos e cada um dos presentes.
Antes de Entertainment, Tim agradeceu a todos os que ali se encontravam, a toda a lealdade ali demonstrada, sobretudo no cartaz gigante colocado nas grades em frente ao palco. O tema acelerou a multidão, mas foi Give it All que voltou a atingir novos picos de energia. Foi então que os primeiros tons da última música se fizeram ouvir. Ready to Fall entrou em cena sob luzes laranjas, em jeito de pôr-do-sol para um concerto que chegava ao fim.
Rise Against conseguiram esgotar saltos, assobios, gritos e aplausos e a promessa de um encontro em breve foi proferida por Tim.
Passatempo Verão na Casa
Jul 6th
O Festivais de Verão em parceria com a Casa da Música tem para oferecer 5 entradas duplas para os concertos do dia 12 de Julho com Tiken Jah Fakoly e Terrakota . A edição deste ano do Verão na Casa decorre de 24 de Junho a 23 de Julho e estes concertos decorrem na Praça pelas 21 horas.
Os Terrakota apresentam no Porto o seu quarto disco de originais, depois de Oba Train (2007) os ter levado a percorrer os maiores festivais de Verão da Europa. Referência maior da música mestiça portuguesa, traduzem o crescente caldo de culturas que fervilha em Lisboa a que acrescentam a influência dos griots do Burkina Faso e as sonoridades da Jamaica, Brasil, Índia e Arábias.
É precisamente de uma família de griots que vem Tiken Jah Fakoly, da Costa do Marfim. Desde cedo influenciado pelo reggae, é um artista atento às injustiças sociais e aos problemas políticos do seu país e do continente africano. Despertar consciências é um dos seus objectivos, não se furtando a expressar opiniões desconfortáveis para muitos regimes. Bem conhecido do público português, pisa pela primeira vez um palco do norte do país.
O preço do bilhete diário é de 10 euros .
Passatempo Verão na Casa
Jul 6th
O Festivais de Verão em parceria com a Casa da Música tem para oferecer 5 entradas duplas para os concertos do dia 12 de Julho com Tiken Jah Fakoly e Terrakota . A edição deste ano do Verão na Casa decorre de 24 de Junho a 23 de Julho e estes concertos decorrem na Praça pelas 21 horas.
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É precisamente de uma família de griots que vem Tiken Jah Fakoly, da Costa do Marfim. Desde cedo influenciado pelo reggae, é um artista atento às injustiças sociais e aos problemas políticos do seu país e do continente africano. Despertar consciências é um dos seus objectivos, não se furtando a expressar opiniões desconfortáveis para muitos regimes. Bem conhecido do público português, pisa pela primeira vez um palco do norte do país.
O preço do bilhete diário é de 10 euros .
Cartaz Completo – Paredes de Coura
Jul 3rd

A organização do festival Paredes de Coura revelou hoje os nomes que completam o cartaz da edição deste ano do Festival Minhoto.
As novidades são: Isidro LX, The Cult, Lost Park, Nouvelle Cuisine, José Valente, Experiences of Today, Mega Bass, Plus Ultra, Madame Godard, Boat Beam, Mão Morta, Os Yeah, Triangulo de Amor Bizarro e Samuel Uria. O festival reforça as suas estreias em Portugal e conta com 18 nomes que nunca passaram por cá.
Fica assim o cartaz completo:
| 28 de Julho | 29 de Julho | 30 de Julho | 31 de Julho |
| Isidro LX | The Cult | Klaxons | The Prodigy |
| Memory Tapes |
Caribou | White Lies | The Specials |
| Los Campesinos! | Enter Shikari | Peter Hook | Mão Morta |
| Best Coast | Gallows | Plan B | The Dandy Warhols |
| Cosmo Jarvis | Eli “Paperboy” Reed | The Courteeners | Jamie T |
| Vivian Girls | The Tallest Man on Earth | Os dias de Raiva | |
| DJ Coco | Mega Bass | Os Yeah |
|
| We Have a Band | Plus Ultra | Dum Dum Girls | |
| Lost Park |
Madame Godard | Triangulo de Amor Bizarro | |
| Nouvelle Cuisine | Boat Beam | Samuel Úria | |
| José Valente e Experiences of Today |
Zelig | Barbez |
Os bilhetes já estão à venda, sendo que o preço do bilhete diário é de 40 Euros e o passe 4 dias de 70 Euros.
O Festival revela-se mais um vez como "festival aglutinador" da região norte Peninsular. O patrocínio da Área Metropolitana da Corunha permitiu, de novo, a existência do Palco Iberosounds que revela bandas portugueses e espanholas.
A Renex irá fazer a ligação entre várias cidades do País e o Festival para facilitar as deslocações de quem não quer faltar a mais uma edição de Paredes de Coura.
Mais uma vez estará disponível o serviço de Babysitting, nas instalações da Creche e Jardim de Infância de Paredes de Coura, a funcionar entre as 19:00 e as 3:30 horas, pela módica quantia de 5 euros/dia.
Cartaz, Alinhamento por palcos e Informações Paredes de Coura
Passatempo Verão na Casa
Jul 1st
O Festivais de Verão em parceria com a Casa da Música tem para oferecer 5 entradas duplas para os concertos do dia 07 de Julho com Cyro Baptista e El Gran Silencio. A edição deste ano do Verão na Casa decorre de 24 de Junho a 23 de Julho e estes concertos decorrem na Praça pelas 21 horas.
Há uma inegável aura de diversão e humor sempre que Cyro Baptista sobe ao palco. Isto é particularmente verdade com o projecto Beat The Donkey, um ensemble indomável e de tórridos ritmos world que reúne no mesmo palco percussão, sapateado, artes marciais, samba, jazz, rock e funk. Para isso, o grupo mistura instrumentos de todo o mundo com instrumentos de percussão inventados pelo próprio Cyro Baptista.
Do México vem El Gran Silencio, um colectivo que introduz as referências de géneros tradicionais como a cumbia, vallenato e banda numa linguagem que circula pelo rock e rap crossover com influências dub.
O preço do bilhete diário é de 10 euros .
