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Archive for November, 2009
Reportagem Muse @ Pavilhão Atlântico
Nov 30th
Depois da passagem pelo Rock in Rio que contou com muitos fãs, os Muse vieram esgotar o Pavilhão Atlântico em nome próprio e com todos os seus brinquedos. Ainda antes de começar o concerto da banda de abertura, já podíamos contemplar três prédios feitos de pano sobre um palco redondo e mais pequeno do que aquele a que o Pavilhão Atlântico está habituado, fanzedo adivinhar muitas surpresas para o concerto de apresentação do seu novo álbum, The Resistance.
De álbum novo na bagagem vinham também os Biffy Clyro. Após a passagem por Paredes de Coura do ano passado, entraram em palco e mostraram o porquê de terem cancelado o concerto marcado para 12 de Dezembro deste ano: é demasiada energia para um espaço tão curto de tempo. Simon Neil entra em palco de tronco nu e agarra na guitarra para dar início ao que se viria a revelar um espectáculo de cordas a apresentar Only Revolutions. Avançam com a explosiva “That Golden Rule” que conseguiu arrancar alguma energia do público que aguardava pela banda da noite. Se por um lado Dom se viria a referir a Portugal como o melhor público da tour, os Biffy Clyro com certeza viajam para a próxima paragem com uma opinião diferente. “Living is a problem ‘cause everything dies” e “Who’s got a match? “ de álbuns anteriores não pareciam causar impacto apesar de Simon arranhar furiosamente a guitarra. As novas “Bubbles”, “The Captain” e “God and Satan” causavam igual reacção. Um público apático ia preenchendo o que restava da sala, engolindo grades, a mesa de merchandising, e os outros quase ignorando o abuso que se passava no pequeno palco. “Glitter and Trauma”, no entanto, pareceu agitar as massas. Infinity Land aparentou ser um álbum mais “comestível” que o recém lançado Only Revolutions. Despedem-se com “Mountains”, num português não tão desajeitado como o da maioria e que não mostrava ressentimentos pela quietude dos lusitanos.
Ao intervalo, era já impossível penetrar a imensa multidão que desde cedo se ia aglomerando no Pavilhão Atlântico. As luzes ainda não estavam apagadas e enquanto o público se entretinha a fazer “ondas” que moveram balcões e plateia, dentro dos prédios viam-se pequenas luzes verdes. Eles estavam lá dentro, já tínhamos percebido.
Começam a surgir silhuetas brancas que subiam e desciam escadas projectadas. Com um cair repentino do pano, Matt Bellamy usa um CD para projectar lasers para o público que se encontrava literalmente a seus pés. Ouve-se “Uprising” acompanhada de letra delineada na plataforma do baterista Dominic Howard. O público gritava em histeria, acompanhando os agudos da guitarra de Bellamy enquanto se via projectada audiência e banda nos paralelepípedos gigantes que sobrevoavam os músicos. Um começo surpreendentemente bom, para as considerações que se têm feito acerca do The Resistance. E na onda de novidade continuam com “Resistance”, transformados em “bit” por cima das suas próprias cabeças, até começarem a descer das plataformas para “New Born” que exigia deslizes pelo chão brilhante e lasers que enchiam o Pavilhão de estrelas verdes.
O público parecia diferente do que tinha assistido ao concerto de abertura. Não havia ninguém que não saltasse e não gritasse. O mesmo durante “Map of the Problematique” e “Supermassive Black Hole”, os clássicos pareciam despertar os fãs que voltaram a acalmar por momentos durante “MK Ultra”. O novo The Resistance não é tão cativante como nenhum dos álbuns anteriores e o público parecia algo descontente e aborrecido durante as músicas saídas do álbum-novidade. Servia, no entanto, de descanso.
“Hysteria” foi isso mesmo - durante a música, e durante o deslizar do piano para a plataforma que iria voltar a subir para “United States of Eurasia”. Viam-se projecções de mapas enquanto Matt exibia os seus dotes nas teclas e seguiu-se “Feeling Good”, que encerrava o recital de piano por hoje. Enquanto Bellamy trocava de equipamento, Dominic e Christopher faziam-se rodar e subir na plataforma central, para “Helsinki Jam” que levou o público ao rubro. Mas mais uma vez a acalmia abateu-se logo de seguida com “Undisclosed Desires”. Em “Starlight” e “Plug in Baby”, Matt deixou que fossem os portugueses a cantar numa união arrepiante. Nesta última entram os já típicos balões brancos que fazem chover papéis por cima dos portugueses. Os gritos não param com os primeiros acordes de “Time is Running Out” e com “Unnatural Selection”. Era o sprint final, a noite já ia longa.
Os três saem do palco, os ajustes do costume são feitos, e voltam para o derradeiro final, iniciado com “Exogenesis: Symphony, Part 1” que encerrava a mostra do álbum homónimo da tour. “Stockholm Syndrome” e “Knights of Cydonia” foram as músicas escolhidas para a despedida. Acabou como começou – com um estoiro de som, com gritos e algumas lágrimas.
De épico, teve tudo. Desaparecem por entre o fumo, um adeus até ao próximo ano e com grandes agradecimentos do baterista, que afirmou sermos o melhor público da tour.
Reportagem Massive Attack @ Campo Pequeno
Nov 23rd
O segundo dia consecutivo dos Massive Attack no Campo Pequeno levou a uma casa bem composta para receber o colectivo de Bristol. Para abrir o concerto os ingleses trouxeram "prata da casa". Martina Topley-Bird, colaboradora dos Massive Attack no mais recente EP "Splitting The Atom" ficou encarregue de começar a noite com dois álbuns na bagagem. Com uma voz limpida e afinada, a inglesa foi gradualmente conquistando os lisboetas até arrancar fortes aplausos. Viajando por sons tribais, dançáveis, por vezes sóbrios e fluidos, convenceu o público e foi muito aplaudida.
Oficialmente, só Robert Del Naja (3D) e Grant Marshall (Daddy G) são membros dos Massive Attack, mas verdade seja dita, os ingleses trouxeram praticamente uma orquestra consigo. Martina Topley-Bird voltou a fascinar o público sendo a vocalista que mais colaborou com a banda. "Bulletproof Love", de Splitting The Atom foi a música escolhida para iniciar o espectáculo. Aliás, do último EP, apenas "Pray For Rain" não foi tocada.
De seguida, foi revisitado o álbum Mezzanine, com "Risingson", "Teardrop", "Mezzanine", "Angel" (com Horace Andy na voz) e "Inertia Creeps", intercalando com alguns temas de 100th Window e Blue Lines. Todos os temas foram bem recebidos e motivo para aplausos, mas à medida que o concerto ia avançando, as músicas apelavam à dança. Horace Andy e Shara Nelson colaboraram com a banda ao longo de todo o concerto, num palco cheio. No fundo, podiam-se ler mensagens fortes, de teor político, em português, que pareciam ser testemunhos de pessoas abusadas em prisões como Guantanamo, despesas de deputados britânicos, frases célebres acerca de liberdade e também notícias portuguesas sensacionalistas. Uma forma dos britânicos mostrarem a sua veia interventiva.
No encore, Robert Del Naja e companhia tocaram "Splitting The Atom", "Unfinished Sympathy" e "Marakesh". Excusado será dizer que "Unfinished Sympathy" levou o público ao êxtase, muito graças à participação de Shara Nelson. A capacidade vocal da londrina não deixou ninguém indiferente e uma simples nota foi capaz de arrancar fortes aplausos dos lisboetas. Após tocarem Marakesh, parecia o final anunciado do concerto, com algumas pessoas a abandonarem os seus lugares nas bancadas. Mas imediatamente voltaram atrás quando ouviram a voz de Robert Del Naja dizendo que gostam imenso de Lisboa e que não podiam ter escolhido melhor sítio para terminar a tour.
A verdade é que esta foi a penúltima cidade da tour, mas talvez pela proximidade do final, este concerto tenha tido um sabor especial para os ingleses.
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Karmacoma fechou uma noite em grande, que não deixou ninguém desapontado com um concerto muito profissional e com muita alma.
Micachu & The Shapes + Aquaparque @ Plano B
Nov 22nd
Na passada sexta feira, o Plano B serviu de palco para uma noite encabeçada por uma das grandes promessas britânicas do momento, Mica Levi e os seus The Shapes.
As honras de abertura couberam, no entanto, aos Aquaparque, banda portuguesa constítuida por Pedro Magina e André Abel.
Com apenas uma mesa de mistura e alguns teclados, este duo fez renascer a pop portuguesa dos anos 80, uma espécie de modernização de grandes nomes como António Variações, Carlos Paião e Heróis do Mar, aliando essa vertente pop a laivos de experimentalismo. Apesar de o público não ter aderido em massa ao concerto, este serviu a sua função, aquecendo os presentes para o que viria a seguir.
Foi por volta da uma da manhã que a jovem Mica Levi subiu ao palco, acompanhada pela sua modesta banda. Com uma presença extremamente peculiar, a britânica lançou-se a cerca de 45 minutos de musica desengonçada e presa por fios ténues, mas num bom sentido, contagiando todos com pequenas injecções de pop irrequietas e sempre a brincarem com as noções de ritmo do público.
Apesar de possuir treinamento clássico, a jovem de 22 anos não se deixa prender a ideias pré-concebidas, pelo contrário, procura abrir novos horizontes e criar melodias originais, sem no entanto deixarem de ser viciantes como qualquer canção pop. Passando por temas como "Lips", "Golden Phones" ou "Calculator", deu-se por terminada a apresentação de Jewellery, album de estreia deste trio, com uma pequena saída de palco na ultima musica e uma enchurrada de palmas e ovações por parte de uma audiência rendida por completo a excentricidade e beleza da musica que lhes havia sido oferecida.
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Os Micachu & The Shapes deixaram uma impressão tremenda, fazendo crer que, mais tarde ou mais cedo, a sua musica irá passar a um nível de reconhecimento superior e completamente merecido. Um dos concertos do ano, sem grandes dúvidas.
Porcupine Tree @ Incrível Almadense
Nov 21st
Passado pouco mais de um ano, os Porcupine Tree regressaram ao Incrível Almadense, trazendo desta vez os norte-americanos Stick Men.
Estava já uma casa bem composta, quando os Stick Men começaram a actuar. Desconhecidos da maior parte do público apesar de não ser a sua primeira vez em terras lusas este ano, os virtuosos Tony Levin (baixista de King Crimson), Michael Bernier e Pat Mastelotto não levaram muito a conquistar o interesse do público. Tony e Michael surpreenderam muita gente, tocando Champman Sticks (instrumento que aliás Tony toca também nos King Crimson), uma espécie de híbrido entre guitarra e baixo. Os Stick Men foram mais que um aperitivo nesta noite, e conseguiram arrancar fortíssimos aplausos do público.
Apesar da grande actuação dos Stick Men, só os Porcupine Tree levaram o Incrível Almadense a encher para novo concerto em Almada. Desta vez o pretexto foi o novo álbum The Incident, e de que maneira. A banda de Steven Wilson resolveu dividir o concerto em duas partes distintas. Uma primeira dedicada ao novo álbum, e outra numa viagem por velhos êxitos. O concerto começou com a faixa introdutória Occam's Razor, entrando com The Blind House. The Incident teve boa aceitação por parte do público, mas levou a uma primeira parte com maior distanciamento entre banda e plateia quando comparada com a segunda, talvez por não se ter entranhado ainda nos ouvidos dos fãs.
Os Porcupine Tree dedicaram-se de corpo e alma a The Incident e só deixaram três músicas do álbum para trás. A verdade é que a primeira parte foi de grande qualidade e teve espaço ainda para terminar com músicas de Deadwing (Start Of Something Beautiful) e Lightbulb Sun (Russia On Ice). Entre as duas partes existiu um intervalo de dez minutos, com contagem decrescente no ecrã existente em palco que coordenava perfeitamente a voz de Wilson com as imagens que projectavam. Um intervalo que terá servido para aumentar ainda mais a expectativa entre os presentes, que contaram os últimos dez segundos do intervalo como se da descolagem de uma nave espacial se tratasse.
O quinteto inglês entrava novamente em palco, sob uma chuva de aplausos. E nesta segunda parte iriam quebrar todas as barreiras que pudessem existir, e criaram uma intimidade contagiante com o público. Os velhos êxitos deram espaço ao diálogo e à colaboração do público. Logo na segunda música da segunda parte, pôs-se à prova o público português com Lazarus e Strip The Soul, que foi das músicas mais aplaudidas ao longo de todo o concerto. Com Way Out Of Here os Porcupine Tree despediam-se de Almada, mas os britânicos tinham ainda dois coelhos na cartola. The Sound Of Muzak e Trains deram o melhor final de concerto que se poderia desejar para esta actuação. Letras sabidas de cor entoadas por um público devoto e incansável. Trains, espremida até à última gota, num concerto de mais de duas horas, incluiu truques de magia do baterista e a apresentação dos membros com algumas piadas pelo meio.
Os Porcupine Tree são provavelmente das bandas mais coordenadas entre si do momento. Gavin Harrison mostrou na bateria porque tem tantos fãs, deixando sobressair a sua qualidade, não só nos espectaculares pormenores, mas também na perfeição a marcar o ritmo com ajuda preciosa de Colin Edwin no baixo. Richard Barbieri no sintetizador e teclados esteve também ele impecável, e John Wesley é uma peça-chave na formação da banda ao vivo.
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Ninguém saiu defraudado nas suas expectativas, depois de ver um concerto que foi à prova de falha, pleno de harmonia, ritmo e intimista ao máximo.
Passatempo “O Baile” @ The Loft
Nov 16th
"O Baile" decorre dia 21 de Novembro no The Loft, em Lisboa com um line up de luxo e nós temos 3 convites duplos para te oferecer.
Micachu & The Shapes são um conjunto inglês que tem tido as melhores criticas nacionais e internacionais.
Para além destes vem também Jon Hopkins, um artista que conta como fãs o lendário Brian Eno, Herbie Hancock e os Coldplay.
Voltek um dos pioneiros da musica electrónica alemã, é a mais recente confirmação, após o cancelamento de Tim Exile.
N>E>D, Quayola, Twofold, Stereo Addiction e Heartbreakerz são os DJs que prometem animar ainda mais a noite de 21 de Novembro.
Recordamos que a temática do evento é "Outer Space" e o dress code deverá ser de acordo com esse mesmo tema.
Relativamente a bilhetes, estarão à venda apenas na noite e à porta do The Loft, a entrada será de 15€ com direito a uma bebida..
Cartaz Super Bock Em Stock (actualizado)
Nov 10th
O Super Bock em Stock regressa a Lisboa, nos dias 4 e 5 de Dezembro. 
Este festival caracteriza-se pela dinâmica de circulação entre as diferentes salas, que este ano são: Cinema S. Jorge, Teatro Tivoli, Cabaret Maxime, Restaurante Terraço do Hotel Tivoli, La Caffé e Parque de Estacionamento do Marquês do Pombal.
O preço mantém-se inalterado, sendo que por 40€ para as duas noites tens oportunidade de assistir a mais de três dezenas de concertos. O passe deverá ser trocado por pulseira no Cinema São Jorge a partir de 3 de Dezembro.
| 04 de Dezembro | 05 de Dezembro | |
| Cinema S. Jorge - Sala 1 |
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| Cinema S. Jorge - Sala 2 |
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| Teatro Tivoli |
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| Cabaret Maxime |
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| La Caffé |
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| Terraço Hotel Tivoli |
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| Parque Marquês do Pombal |
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Tempo de actuações: aqui
Locais de Venda:
Ticketline, CTT, Lojas Fnac, Lojas Worten, Lojas Bliss, Livraria Bulhosa, Agências Abreu, Megarede, ABEP, Agência Alvalade, C.C. Dolce Vita (Coimbra, Ovar, Vila Real e Porto), El Corte Inglés e Casino de Lisboa.
E a ti, que energia te resta em stock?
Cartaz Super Bock Em Stock (actualizado)
Nov 10th
O Super Bock em Stock regressa a Lisboa, nos dias 4 e 5 de Dezembro. 
Este festival caracteriza-se pela dinâmica de circulação entre as diferentes salas, que este ano são: Cinema S. Jorge, Teatro Tivoli, Cabaret Maxime, Restaurante Terraço do Hotel Tivoli, La Caffé e Parque de Estacionamento do Marquês do Pombal.
O preço mantém-se inalterado, sendo que por 40€ para as duas noites tens oportunidade de assistir a mais de três dezenas de concertos. O passe deverá ser trocado por pulseira no Cinema São Jorge a partir de 3 de Dezembro.
| 04 de Dezembro | 05 de Dezembro | |
| Cinema S. Jorge - Sala 1 |
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| Cinema S. Jorge - Sala 2 |
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| Teatro Tivoli |
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| La Caffé |
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| Terraço Hotel Tivoli |
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| Parque Marquês do Pombal |
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Tempo de actuações: aqui
Locais de Venda:
Ticketline, CTT, Lojas Fnac, Lojas Worten, Lojas Bliss, Livraria Bulhosa, Agências Abreu, Megarede, ABEP, Agência Alvalade, C.C. Dolce Vita (Coimbra, Ovar, Vila Real e Porto), El Corte Inglés e Casino de Lisboa.
E a ti, que energia te resta em stock?
Reportagem Rammstein @ Pav. Atlântico
Nov 9th
O Pavilhão Atlântico vestiu-se a rigor para rever os alemães Rammstein, já bem conhecidos do público português. Os noruegueses Combichrist ficaram encarregados de abrir o concerto e não desiludiram. Inicio com notas quase circenses para uma explosão repentina de luz e música ao som de "All Pain Is Gone", do mais recente álbum "Today We Are All Demons".
Com um arranque assim, os Combichrist não podiam parar, e assim foi. Pé no acelerador até ao final aproveitando para apresentar mais temas do último álbum, com êxitos anteriores à mistura. O tempo escasseava, mas antes imponha-se uma pergunta: "What The Fuck Is Wrong With You People?" foi a musica escolhida para fechar. Nota muito positiva para os Combichrist que deixaram o público de água na boca.
A tour de apresentação do novo e já polémico "Liebe Ist Für Alle Da" ia começar. 20 anos após a queda do muro de Berlim, são os Rammstein a quebrar um em Lisboa para que os lisboetas pudessem assistir a um concerto dos germânicos. Feixes de luz saídos das brechas feitas pelas guitarras de Richard Kruspe e Paul Landers, contrastavam com todo um fundo negro, que rapidamente se desfez, para que Till Lindemann quebrasse o centro do muro com um maçarico e cantasse "Rammlied", em tons de oração. Tema de abertura escolhido a rigor.
A aposta no novo álbum continuou com "B******** " e "Waidmanns Heil", e teve boa aceitação. Em noite fria, não faltou pirotecnia para aquecer o Atlântico e seguiram-se alguns temas de álbuns anteriores com destaque para "Feuer Frei". Em forma de sátira surgiram em palco Nenucos pendurados em ganchos.
Seguiu-se "Frühling In Paris", entoada fortemente pelo devoto público, que teve direito à graditão do vocalista bávaro. Num concerto à velocidade da luz, nem esta balada conseguiu travar o poderio da música dos Rammstein. Enquanto o teclista Christian Lorenz era espancado e quase queimado numa banheira onde Till despejou faíscas do cimo de uma plataforma em palco, ouviu-se "Links 2 3 4" e o clássico "Du Hast", que tiveram o condão de pôr o publico português especialmente participativo, novamente com o vocalista a agradecer. Durante "Links 2 3 4" Till e os dois guitarristas enfocinharam-se de um lança-chamas e literalmente dispararam fogo das suas bocas, o que levou até à presença de uma autêntica tocha humana.
Faltava a música mais polémica do último mês, e antes de recolher ao backstage, a banda acedeu ao pedido e tocou "Pussy", durante a qual Till controlou um canhão disparando espuma sobre as primeiras filas, aludindo claramente à letra do tema e assemelhando-se com os ornamentos no microfone. Os Rammstein presentearam ainda os portugueses com dois encores, em que dispararam quatro clássicos ansiados pelo público, aproveitando para mais um tema novo pelo meio. "Sonne", "Ich Will", "Seemann" e "Engel" fizeram as delícias dos presentes, que cantando (como aliás fizeram durante todo o espectáculo), se despediram categoricamente da banda. A banda de Berlim trouxe toda a bagagem consigo abrindoa tour em força, com um concerto que ficará na memória dos portugueses, não só pela música, mas pelos fogos e explosões ensurdecedoras e até por algum teatro feito ocasionalmente.
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Tudo encaixou na perfeição e os Rammstein provaram mais uma vez porque são uma das melhores bandas ao vivo do momento.
Reportagem Três Cantos @ Coliseu do Porto
Nov 5th
Depois de duas noites completamente esgotadas no Campo Pequeno em Lisboa, foi a vez de os "Três Cantos" chegarem ao Coliseu do Porto para dois concertos igualmente esgotados. E foi assim, num ambiente de enorme expectativa que se aproximou a hora de apagarem as luzes da sala e por momentos se sentir no silêncio da sala uma inquietação prestes a ser saciada.
Os 22 músicos que os acompanham nesta aventura entram em palco e começa "Guerra e Paz", de Sérgio Godinho. É então chegada a hora de José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias entrarem juntos e cada um anunciar a sua chegada recebida em plena apoteose. Muita emoção num público sedento de boa Música Portuguesa e para quem este concerto tinha logo à partida um significado muito especial pela força da reunião dos três mestres, também eles emocionados.
Emoção foi aliás uma das palavra-chaves deste concerto que há já muitos anos tinham vontade de realizar e que desde Maio prepararam com todo o cuidado este espectáculo único. Todo este tempo de preparação resultou numa actuação coesa em que os espaços deixados para os momentos a solo de cada um dos protagonistas ou para os duetos não fossem de forma nenhuma sentidos como forçados. O próprio alinhamento foi capaz de conduzir o público por uma viagem inevitavelmente saudosista, mas de forma nenhuma preso num passado distante, muito pelo contrário, pretende-se deste encontro revisitar o passado sim, mas sempre de olhos postos no que há-de vir.
Zé Mário é o primeiro a ficar sozinho e a dirigir-se ao público, salientando a unidade da diferença de cada um e deixando o aviso "contem com isto de nós, para cantar e para o resto". Pouco depois era Fausto a pedir atenção à actualidade de temas escritos há já alguns anos mas que parecem fazer cada vez mais sentido, como por exemplo "Eis Aqui o Agiota". Por fim, Sérgio Godinho, protagonizou um dos momentos da noite com "O Primeiro Dia" na voz de um Coliseu repleto.
Ao contrário do que muitos esperariam, o público não era de forma nenhuma homogéneo. Não eram pessoas de meia-idade, que ali procuravam o reviver de tempos onde o termo "intervenção" aparecia ligado a estes autores, fosse pelas suas composições ou pelas suas acções. Muita gente jovem, de idade e de espírito encheu o coliseu e de todas as idades, de todas as motivações e das mais variadas expectativas, o Coliseu ganhou uma voz uníssona em quase todas as músicas. Temas como "Cuidado Com as Imitações", "Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades", "Maré Alta", "Inquietação", "Adeus Orelhas de Abano", "Que Força é Essa", "Se tu fores ver o mar (Rosalinda)", "Onofre", "A Nova Brigada dos Coronéis" e "Ser Solidário" fizeram as delícias de um público que no fim, comentando a falta deste ou daquele tema que gostava de ter ouvido, se mostrava satisfeito e nada desiludido.
E não podia de facto estar desiludido. Momentos como "Não Canto Porque Sonho", cantada numa magnifica versão a 3 vozes, fazendo inevitavelmente lembrar a já de si belíssima versão gravada com Fausto e Zeca Afonso em 1974. Zeca que "não podia deixar de estar presente" numa homenagem com a interpretação de "De Não Saber o que me Espera" num dos momentos a trio.
Houve ainda espaço para um prometido inédito intitulado "Faz Parte" ou se preferirmos "O Retorno das Audácias". Ainda a 3 vozes, ouvimos "Charlatão" com Fausto a protagonizar um momento divertido, demonstrando a sua alegria de vitória sobre o kazoo que mostrou já praticamente dominar (ou mais ou menos).
Para terminar, e porque tinha mesmo que acabar, tivemos direito a dois encores, o último dos quais com todos os músicos na frente de palco de bombos, adufes e baquetas para uma interpretação de "Na ponta do cabo" que fechou definitivamente a noite.
Foi uma noite mágica, carregada de emoção e que certamente ficará na memória de todos os presentes. Para ajudar a manter essa memória viva foi gravado um DVD e CD que já pode ser comprado em pré-venda na FNAC e estará disponível a partir de 10 de Dezembro.
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Se dúvidas houvesse, a música e os músicos portugueses têm público e estarão cá ainda por muito tempo "para cantar e para o resto".
Reportagem Três Cantos @ Coliseu do Porto
Nov 5th
Depois de duas noites completamente esgotadas no Campo Pequeno em Lisboa, foi a vez de os "Três Cantos" chegarem ao Coliseu do Porto para dois concertos igualmente esgotados. E foi assim, num ambiente de enorme expectativa que se aproximou a hora de apagarem as luzes da sala e por momentos se sentir no silêncio da sala uma inquietação prestes a ser saciada.
Os 22 músicos que os acompanham nesta aventura entram em palco e começa "Guerra e Paz", de Sérgio Godinho. É então chegada a hora de José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias entrarem juntos e cada um anunciar a sua chegada recebida em plena apoteose. Muita emoção num público sedento de boa Música Portuguesa e para quem este concerto tinha logo à partida um significado muito especial pela força da reunião dos três mestres, também eles emocionados.
Emoção foi aliás uma das palavra-chaves deste concerto que há já muitos anos tinham vontade de realizar e que desde Maio prepararam com todo o cuidado este espectáculo único. Todo este tempo de preparação resultou numa actuação coesa em que os espaços deixados para os momentos a solo de cada um dos protagonistas ou para os duetos não fossem de forma nenhuma sentidos como forçados. O próprio alinhamento foi capaz de conduzir o público por uma viagem inevitavelmente saudosista, mas de forma nenhuma preso num passado distante, muito pelo contrário, pretende-se deste encontro revisitar o passado sim, mas sempre de olhos postos no que há-de vir.
Zé Mário é o primeiro a ficar sozinho e a dirigir-se ao público, salientando a unidade da diferença de cada um e deixando o aviso "contem com isto de nós, para cantar e para o resto". Pouco depois era Fausto a pedir atenção à actualidade de temas escritos há já alguns anos mas que parecem fazer cada vez mais sentido, como por exemplo "Eis Aqui o Agiota". Por fim, Sérgio Godinho, protagonizou um dos momentos da noite com "O Primeiro Dia" na voz de um Coliseu repleto.
Ao contrário do que muitos esperariam, o público não era de forma nenhuma homogéneo. Não eram pessoas de meia-idade, que ali procuravam o reviver de tempos onde o termo "intervenção" aparecia ligado a estes autores, fosse pelas suas composições ou pelas suas acções. Muita gente jovem, de idade e de espírito encheu o coliseu e de todas as idades, de todas as motivações e das mais variadas expectativas, o Coliseu ganhou uma voz uníssona em quase todas as músicas. Temas como "Cuidado Com as Imitações", "Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades", "Maré Alta", "Inquietação", "Adeus Orelhas de Abano", "Que Força é Essa", "Se tu fores ver o mar (Rosalinda)", "Onofre", "A Nova Brigada dos Coronéis" e "Ser Solidário" fizeram as delícias de um público que no fim, comentando a falta deste ou daquele tema que gostava de ter ouvido, se mostrava satisfeito e nada desiludido.
E não podia de facto estar desiludido. Momentos como "Não Canto Porque Sonho", cantada numa magnifica versão a 3 vozes, fazendo inevitavelmente lembrar a já de si belíssima versão gravada com Fausto e Zeca Afonso em 1974. Zeca que "não podia deixar de estar presente" numa homenagem com a interpretação de "De Não Saber o que me Espera" num dos momentos a trio.
Houve ainda espaço para um prometido inédito intitulado "Faz Parte" ou se preferirmos "O Retorno das Audácias". Ainda a 3 vozes, ouvimos "Charlatão" com Fausto a protagonizar um momento divertido, demonstrando a sua alegria de vitória sobre o kazoo que mostrou já praticamente dominar (ou mais ou menos).
Para terminar, e porque tinha mesmo que acabar, tivemos direito a dois encores, o último dos quais com todos os músicos na frente de palco de bombos, adufes e baquetas para uma interpretação de "Na ponta do cabo" que fechou definitivamente a noite.
Foi uma noite mágica, carregada de emoção e que certamente ficará na memória de todos os presentes. Para ajudar a manter essa memória viva foi gravado um DVD e CD que já pode ser comprado em pré-venda na FNAC e estará disponível a partir de 10 de Dezembro.
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Se dúvidas houvesse, a música e os músicos portugueses têm público e estarão cá ainda por muito tempo "para cantar e para o resto".

















































